Desculpem por demorar tanto tempo...

Tenho andado muito ocupada com a escola e sem tempo para traduzir.

Se alguém for leitor da minha outra fic Unidos Para Sempre, eu penso imensa desculpa pelo tempo que estou a demorar a postar... Mas agora perdi aquilo que já tinha escrito e vou ter de rescrever tudo outra vez. Portanto o que tinha previsto publicar esta Páscoa não vai ser possível... Lamento mesmo muito. Estou furiosa por ter perdido tudo!

Pronto, sem mais delongas, aqui têm outro capítulo.

Relembro: Está fic não é da minha autoria mas sim de uma menina muito simpática a Kinsie (/u/2529908/)


"Vamos, sei de algo que te vai fazer sentir melhor.", Draco sentiu-se mais animado assim que a mão dela apertou a sua. Mandou petiscos às corujas e deixou-se guiar por Ginny pelas escadas.

Apercebeu-se que corriam apressados pelos corredores para sabe Salazar onde. Ginny continuou a olhá-lo, sorrindo. Passando pouco tempo, ele identificou o caminho como o que ia para a Torre de Astronomia. Ele não estava certo de que ir lá nos seus estados intoxicados era propriamente uma boa ideia… Porém, se eles conseguiram sobreviver voando em vassouras tão alto quanto a Torre de Astronomia e sem protecção então com certeza ficariam bem a ver as estrelas.

"O que é que este sítio tem de tão especial?", perguntou ele quando chegaram. Já não conseguiam ver a neve do primeiro nevão no entanto um pó começava a cair dos céus.

"Está a nevar.", respondeu Ginny, "Este sítio tem uma vista maravilhosa, especialmente no Inverno. Todo o castelo brilha e a terra fica magnífica."

Porém, Draco conseguia apenas concentrar-se numa só coisa: na forma como os flocos de neve cismavam em cair nas pestanas dela e como ela parecia dançar na neve. Ele agarrou uma das suas mãos, pondo a outra à volta da sua cintura. Ela riu e pôs uma mão no ombro do rapaz.

"Não há música.", riu Ginny contra o ombro.

"Ah, mas parecia tão divertido enquanto estavas a dançar que tive de me juntar.", provocou Draco.

Dançaram até a neve, que continuava a cair, impedir os seus movimentos. Quando Draco se afastou fez uma vénia e beijou-lhe as costas da mão. Surpreendeu-,o beijando-o de forma hesitante mas o rapaz depressa correspondeu ao calor dos seus lábios. Quando se separaram, Draco reparou no vermelho que subiu até às bochechas da ruiva e riu-se. Mas não foi o seu normal riso condescendente. Foi sim prazeroso, como se agradece ao mundo por estarem ambos ali naquele momento. Ginny acompanhou o seu riso.

"Mostrei-te algo novo. Agora é a tua vez.", disse-lhe Ginny, e Draco soube logo o que fazer.

"Estou a começar a considerar que ficar bêbedo é algo muito perigoso. Quidditch, torres e quem sabe o que mais.", Ginny olhou divertida para Draco. Ele simplesmente observou-a com uma sobrancelha erguida, "Então onde fomos a seguir?"

"Vamos, temos de arranjar uma vassoura. O sítio onde temos de ir é demasiado longe para ir a pé com este nevão."

"Estás a falar a sério?", Ginny rolou os olhos e puxou da varinha. Quando uma vassoura veio até eles, Ginny montou-a, olhando Draco impacientemente, "Muito mais rápido, não?", Draco sorriu torto para ela e montou atrás dela.

Durante o voo, Ginny estava muito distraída pelo calor emanado pelo corpo do louro. Eles estavam bastante juntos e ela não se conseguia concentrar em onde ele a estava a levar. A ruiva nem piscou quando ele fez um movimento brusco com a vassoura à volta da Torre de Astronomia; talvez estivesse a perder a cabeça. Só voltou a tomar consciência quando entraram na Floresta Proibida.

"Porque é que viemos para Floresta Proibida?", Ginny estava curiosa mas não preocupada. Claro, a floresta era perigosa, mas só se fores estupido e provocares algo, ou te esqueceres da varinha ou algo mais. Ela poderia não ser dos Ravenclaw mas Ginny não era estupida, ela duvidava que Draco também fosse tão estupido assim mesmo estando bêbedo.

"Nunca ouviste falar das termas que existem aqui?", Ginny conseguia praticamente ouvir o sorriso na sua voz.

"Não, não ouvi!", Ginny resistiu ao impulso de revirar os olhos para não desperdiçar mais essa acção naquele louro, nenhum conseguia ver a cara do outro na posição em que estavam na vassoura.

"Bem,", começou Draco com um traço de humor, "É como se fossem umas pequenas piscinas de água que-", parou de falar quando recebeu uma cotovelada de Ginny, "Eu sei o que são termas, seu estupido! O que queria saber era onde estão essas termas, desde quando os alunos sabem delas, esse tipo de coisas."

"Estão mesmo aqui.", disse Draco quando a vassoura abrandou até parar. Diante deles estavam um conjunto de cinco ou seis "poças de água", todas com vapor a sair delas e com um anel a sua volta, onde a neve tinha derretido assim que caíra. À volta de uma das "poças" havia flores que não eram maiores do que a unha do polegar de Ginny. Ela reconheceu-as como sendo um raro ingrediente para poções que tinham discutido numa das aulas. À volta da próxima "poça", que tinha cor azul e parecia expelir brilho próprio, havia cogumelos. Ginny não fazia ideia do que aqueles cogumelos poderiam fazer mas seria mais seguro não lhes tocar. Só havia mais uma "poça" rodeada de flores e era a mais distante do sítio onde tinha aterrado a vassoura. Eram pequenas plantas de flores tons de joias como rubis, safiras, esmeraldas, opala… Todas elas reluziam na escassa luz que a floresta permitia entrar. Cada cor parecia estar acompanhada pelo seu próprio cheiro. Ginny podia cheirar inúmeros aromas, desde doces até picantes, todos distintos e deliciosos. A flora formava um anel perfeito em volta da "poça", que ela sentiu que não devia ser atravessado. Ginny podia sentir cada vez mais poder a emanar até ela e Draco quanto mais se aproximavam da "poça".

"Hum, Draco, sabes o que é aquilo?", Ginny indicou as flores joias.

" Tudo o que sei é que as flores e a «poça» pertencem às fadas", respondeu Draco, "Bem, também sei que é melhor não tocar."

"Okay…", Ginny conseguia ouvir o aviso na voz dele e sentiu uma sensação de dejavú a descer sobre ela. Imediatamente, lembrou-se de ter sido acautelada para não ir para junto do anel; apesar de não saber das termas até há pouco tempo. Não, não era assim, eles tinham estado ali na noite passada. Draco devia tê-la avisado para não chegar perto do anel.

"Não toques aí.", disse Draco apontando para as mais bonitas flores que ela alguma vez tinha visto na sua vida. As flores eram uma mistura de maravilhosas cores.

"Então o que é que fazemos aqui se não lhes podemos tocar?", provocou Ginny.

"Nadar.", disse Draco, com um brilho travesso nos olhos.

"Mas existem alguns problemas.", respondeu Ginny.

"E qual é?", perguntou Draco.

"Número 1: está a nevar. 2: não tenho fato de banho. E 3: estamos ambos bêbedos.", apontou Ginny, desequilibrando-se enquanto descia da vassoura. Draco rodou a varinha e as roupas de Ginny foram trocadas por um bikini de tamanho reduzido.

"Tudo resolvido!", disse Draco, continuando logo de seguida quando a viu a erguer uma sobrancelha, "As termas são quentes logo a neve não importa, tu tens um fato de banho e quem se importa com estarmos bêbedos?"

"Tudo bem, acho que podemos ir nadar.", a Grinffindor fingiu suspirar de forma pesada mas estava entusiasmada por ir nadar, especialmente naquele lugar tão maravilhoso. Parecia a coisa certa para se fazer!

Draco já tinha saltado para uma das "poças", adornada com flores e cogumelos. Ginny caminhou calmamente até ele, apreciando a maneira como os olhos do rapaz acompanhavam o movimento das suas ancas a cada passo que dava. Quando o dedo grande do seu pé tocou a água quente, Ginny soltou um pequeno assobia permitindo, depois, ao pé entrar todo. O calor da água era bem vindo depois de dançar na neve por sabe Mrelin quanto tempo.

Ficaram a relaxar na água até que um estranho barulho entrou pelos seus cérebros intoxicados. Soava como campainhas e fizeram o coração de Ginny cantar. Era a felicidade, esperança e beleza num só som. Ambos contraíram os olhos para descobrir, no brilho desmaiado, de onde vinha o som. Ginny deixou sair um riso deliciado ao ver as fadas. As cores delas eram tão variadas como as flores joias onde elas estavam a dançar. Cada uma era mais bonita e única que a anterior.

"São lindas!", Ginny respirou fundo, tentando absorver a imagem diante dela.

"Não saias da «poça»! Quando elas desaparecerem, saímos.", avisou Draco. Mesmo bêbedo sabia que não deveria deixar a menina animada ao seu lado dançar com as fadas. Se deixasse, podia nunca mais tê-la de volta. Viram as pequenas criaturas de asas brincarem por mais um bocado até voarem para longe. Depois os dois foram-se embora.

O brilho nos olhos de Ginny reapareceu assim que ela se lembrou das fadas. Elas dançaram, brincaram e chapinharam na "poça". Ela lembrava-se de um casal de fadas a brincarem às escondidas nas flores, que serviam de camuflagem para se esconderem. Ela olhou para o Slytherin que deixou um sorriso escapar.

"Onde fomos a seguir?", perguntou Ginny, excitada pela possibilidade de um sitio inexplorado.

"Para o meu quarto.", Draco tinha chegado à conclusão de que a Gryffindor à sua frente era maravilhosa. Tinha espírito, fogo e vida dentro dela que eram algo inédito para ele. Era como se ela fosse uma chama e ele uma traça que só queria estar perto do calor. Não havia duvidas de que o seu quarto tinha sido o sitio onde eles foram depois das termas porém ele tinha uma certa curiosidade sobre como tinham eles chegado lá sem apanharem uma detenção do Filch e da Mrs. Norris. Ninguém era tão sortudo assim para andar tanto tempo pelos corredores sem esbarrar no Sr. Filch e na sua gata!


Aqui está!

Quero agradecer ao CoveiroSensei por tudo o seu apoio. Aqui tens mais um e espero que esteja tudo bem contigo.

Muito obrigado também à FefsMalfoy pelo comentário.

E não me posso esquecer da ClauF que seguiu esta fic.

Muito obrigado a todos!

Eu e a autora estamos muito contentes com os comentários. Obrigada.

Beijos Hogwartizanos! E até ao próximo cap, o ultimo, infelizmente!