Titulo"Obssession"

Capitulo: O despertar do desejo

Shipper: Harry/Tom Harry? Tom?

Autor: Felipe Potter

Classificação: NC-17

Harry Potter e seus personagens são propriedade de J.K. Rowling e Warner Broz.

N/A: Pessoal ai está o capitulo, não está tão grande mas está maior do que os anteriores. Desculpe pela demora em postar XD.

E agradeço os reviews .

Dialogos em Parsel estão em italico


A escuridão invadia o quarto, só se ouvia a respiração de ambos, a de Harry muito fraca, quase inaudível, a de Tom compassada.

Aguardava a chegada de Jonathan, o menino parecia piorar a cada minuto, não podia se dar ao luxo de perdê-lo não agora, logo seria senhor de tudo e Harry seria seu troféu, a marca de seu triunfo.

Escutou uma batida leve na porta, levantou-se e avistou o medico ao abrir.

O homem de olhos e cabelos pretos adentrou ao quarto com sua maleta negra em uma das mãos.

- Boa noite meu senhor – fez uma habitual reverencia ao Lord – Recebi seu chamado, Mi Lord – deu um meio sorriso ao olhar o paciente.

Aproximou-se do corpo do jovem e constatou que se encontrava em um estado grave.

Pousou sua maleta sobre o criado mudo, dela retirou um termômetro que foi introduzido com cuidado dentro da boca do menor.

Tom olhava tudo com muita atenção sabia da competência de Jonathan, mas não gostara nem um pouco do meio sorriso que ele deixara escapar quando vira a Harry.

Retirou o termômetro da boca de Harry – Está com 40 graus de febre senhor – informou com o semblante apreensivo.

Sacou a varinha de dentro das vestes e murmurou um feitiço e da ponta dela emitiu uma luz branca que percorreu o corpo de Harry varias vezes, de tempos em tempos brilhava vermelha, indicando os pontos danados, tudo era anotado em um pergaminho amarelado que saia varinha do medi-bruxo.

Perguntava-se como o pequeno agüentara tanto tempo omitindo tais informações, algo no fundo do que considerava coração lhe dizia que era o culpado de tudo.

O caso é grave – de repente falou o homem interrompendo seus pensamentos mais profundos.

Dirigiu sua mirada carmim ao corpo tendido sobre a cama acercando-se devagar da borda.

E o que ele tem? – indagou o senhor escuro arqueando uma de suas sobrancelhas.

- Tem uma costela rompida, anemia por falta de alimentação, tem varias lesões mal-curadas espalhadas pelo corpo todo, o sangue entrou em um de seus pulmões – completou o medi-bruxo com um pesar fora do comum.

- Talvez seja melhor eu levá-lo para um lugar mais adequado as suas necessidades - disse sugestivo, sem tirar os olhos do corpo do jovem.

- Não – burlou-se o dark lord energicamente, franzindo o cenho – Aqui ele terá todo o tratamento que necessitar – completou dirigindo uma mirada assassina.

- Sim, o senhor tem razão – disse o homem evitando a mirada enfadada do lord – irei aplicar-lhe um feitiço delicado, terão que ter muito cuidado para que a febre não chegue a um nível critico.

Tom assentiu movendo lentamente a cabeça, enquanto homem iniciava o estranho feitiço.

O corpo de Harry levitava uns centímetros acima da cama, uma luz verde lhe envolvia, sua respiração parecia normalizar-se e seu semblante se tornava cada vez mais etéreo, mais lívido.

Quando finalmente seu corpo tocou a cama Harry parecia que dormia placidamente.

O doutor entregou a Tom uma lista cheia de poções, com os horários e todas as recomendações que eram necessárias.

Retirou de dentro da túnica negra, um saco de moedas e deu ao homem que logo saiu dando um breve aceno, e com a cara um pouco desanimada.

Deu uma ultima olhada em Harry antes de sair do quarto fechando a porta lentamente para não fazer barulho algum.

Era obvio que sentiu-se incomodado com o medico de olho no que era seu, não queria ser roubado na surdina.

Entrou em seu quarto e encontrou Nagini enrolada sobre os lençóis negros de sua grande cama de dossel.

- Nagini – chamou

- Sim Tom – respondeu a serpente abaixando a cabeça em sinal de respeito.

- Quero que vá cuidar de Harry, e não hesite em me chamar se o estado dele mudar – ordenou com um tom serio.

Nagini assentiu sibilante, enquanto saia rastejando-se em direção do quarto do grifinorio.

Havia dado ordens a Lucius para que encontrasse as poções e depois a deixa-se no quarto, o resto ficaria a serviço de Nagini.


Sentou-se pesadamente em sua majestosa cadeira defronte a lareira de seu amplo quarto, fechou os olhos esfregando-os lentamente coma ponta dos dedos, pensando em seus planos e em todas as reuniões que teria pela frente.

Preparava-se para ir se deitar àquela noite já se fazia três dias que Harry seguia dormindo, estava esgotado precisava de uma boa noite de sono, afinal a duas não dormia.

Seus planos estavam seguindo certos, mas precisava estar em cima de seus comensais, não poderia haver erros.

Algo lhe impedia de ir dormir, era como se uma força, uma atração magnética lhe empurra-se para ver como Harry estava, tinha dito a Nagini que poderia lhe deixar, a curiosidade foi mais forte que tudo e não resistiu em ir ver ao garoto.

Caminhou com lentas passadas rumo ao quarto do moço, abriu a porta devagar, sentiu a brisa leve tocar seu peito nu, roçando de leve seus cabelos negros, fechou a porta.

Acercou-se da cama, teve a visão do paraíso, Harry dormia serenamente, os lábios entreabertos e suas belas e torneadas pernas a mostra o corpo parcialmente enrolado nos lençóis de seda negra.

Sentiu o aroma habitual, aquele cheiro de campo, um cheiro selvagem que lhe encantava e lhe invadia sempre que se acercava a ele.

Sentou-se na borda da cama encostando sua cabeça sobre a cabeceira, com o olhar analisou minuciosamente cada detalhe daquele que um dia fora seu inimigo.

Era um anjo, um anjo muito formoso, vagarosamente seus olhos foram se fechando levando com eles a imagem daquele anjo, enquanto iam mergulhando na ansiada escuridão.

Quando menos percebeu estava deitado na cama enrolado entre os lençóis.

O vento forte entrou frio no quarto, fazendo com que eles procurassem o cálido alento do corpo um do outro.

Harry gemeu suavemente, um gemido quase inaudível, enquanto Tom inconscientemente pousou possessivamente sua mão sobre a cintura do menor.

O vento ruía fundindo-se com ambas respirações compassadas, enquanto a luz do luar banhava o corpo dos dois, brindando a linda noite estrelada, ambos sentindo a respiração quente tocar suas peles, com os corpos cada vez mais colados.


Seus olhos azuis brilhavam como a quase quatorze anos não faziam.

Estava feliz, e aquela felicidade contagiava a todos que estavam a sua volta.

Seu coração deu salto quando a juíza proferiu seu veredicto, estava livre não precisava mais fugir, era inocente... Inocente era tudo o que queria ouvir que não era um assassino.

Levantou-se da fria cadeira e abraçou a Remo com os olhos cheios d'água, aquele abraço era tão cálido, muito diferente daquela cela fria e úmida que lhe dava calafrios só de lembrar.

O corpo tremia de emoção e sua mente só lhe dizia uma coisa, ir ver a Harry e tirar seu afilhado das garras de seus parentes trouxas.

Ainda não conseguir acreditar em sua sorte, Pedro havia sido preso e ele inocentado, o vil rato iria pra azkaban enquanto ele poderia morar com Remo e Harry, os seres que mais amava, mais do que a própria vida, a própria alma.

Uniu seus lábios ao do lobisomem segurando-o firmemente pela cintura entregando-se ao beijo, apaixonado.

Aquela noite iria ele mesmo dar noticia a Harry, procuraria Dumbledore e o faria ir com ele buscar seu afilhado, queria vê-lo pessoalmente, queria ver sua face quando recebesse a noticia.

Além de sua ansiada liberdade receberia uma boa quantia em dinheiro que somada a fortuna que herdara de sua nobre família o tornara um homem rico, muito rico.


Despertou aquela manhã ao sentir uma calma respiração contra seu peito, logo aquele cheiro de campo começava a invadir-lhe.

Não evitou sorrir ao constatar a quem pertencia o corpo que estava encostado sob o seu.

Puxou-o um pouco mais para si, com sua mão tocou o fino tecido que cobria a cintura do moço.

Fechou os olhos viajando no turbilhão de emoções que percorria seu corpo e mente.

Acordou e aferrou-se ainda mais a fonte de calor, aquela sensação era tão boa, era como se estivesse estranhamente protegido, ao abrir os olhos sentiu a forte da luz sol ofuscar sua visão, turvando-a, quando seus olhos se acostumaram com a luz, observou com horror qual era a fonte que lhe fornecia calor.

Não soube decifrar o que sentia, se era vergonha, medo, asco tentou se libertar dos braços que o seguravam possessivamente, mas foi em vão, o homem era maior e mais forte que ele.

Tom soltou-o de seu agarre, rindo internamente de sal reação, realmente era um espécime raro.

Levantou-se o mais rapidamente que pode, sentia suas pernas fracas, correu ara o banheiro com as bochechas rosadas, encostou-se na porta escondendo o rosto entre as mãos.

Encheu a banheira, não sem antes certificar-se que a porta estava bem fechada, tomou um banho rápido. Quando voltou ao quarto o Dark Lord o aguardava sentando imponentemente na cama.

Ruborizou-se diante de seu olhar, encolhendo-se dentro do roupão.

- Encontra-se bem pequeno? – indagou rompendo o silencio que os envolvia.

Abaixou a cabeça – Sim – respondeu com a voz fraca.

Levantou-se da cama e caminhou em direção ao grifinorio, decidido em certificar-se de que se encontrava realmente bem.

Retrocedeu alguns passos quando a figura imponente acercou-se dele, encostando-se na parede mais próxima.

Alçou a cabeça para encará-lo de frente, ainda que lhe custasse muito.

Sujeitou-o pelo braço fazendo uma leve pressão com a mão, acercava-se perigosamente da pequena boca, encarou os olhos verdes.

As esmeraldas contra os rubis. Para ambos parecia que o tempo havia parado, um se perdendo no profundo do olhar do outro.

Por um momento virá uma ponta de preocupação nos olhos cor de sangue, será que aquele homem conseguiria sentir algo por alguém?- indagou balançando a cabeça logo em seguida para afastar aqueles pensamentos.

Um formigamento começou a lhe incomodar, seu braço latejava, exatamente no lugar onde ele apertava, mas mesmo assim não rompera o contato visual.

- Estou bem – falou de repente abaixando a cabeça em seguida.

Tom soltou-o ao ouvir a resposta, saiu sem dizer uma palavra, deixando-o sozinho.


Dumbledore chegou à frente da porta dos Durleys a dias que não recebia uma noticia sequer de Harry, cogitava o pior, Sirius não havia sossegado queria ver o afilhado de qualquer jeito, suspeitava que os trouxas haviam feito algo a ele.

Quando Valter abriu a porta se pôs pálido ao ver a figura de Albus Dumbledore e Sirius Black.

- Gostaríamos de falar com Harry Potter Sr. Durleys – pediu com educação.

O Homem fechou a porta mediante a pergunta, mas Sirius foi rápido segurando a porta com o pé, e soltando um rosnado alto que fez com que o homem salta-se para trás liberando a passagem para que ambos entrassem.

- Gostaríamos de falar com Harry Potter Sr. Durleys – repetiu Dumbledore com calma.

- Potter desapareceu – disse tremulo.

- Como assim desapareceu – indagou Sirius com os olhos saltando das órbitas, aproximando-se de Valter.

- Uma noite dessas quando saímos, ele desapareceu sem deixar rastros, nem suas coisas levou – abaixou a cabeça.

O diretor do colégio olhou a Remus e a Sirius preocupado, franziu o cenho antes de falar – È melhor irmos, temos que convocar uma reunião.

Ambos assentiram com o semblante serio e aparataram deixando o homem atônito.


Aquelas duas semanas foram as mais corridas de sua vida, após uma longa conversa com Nagini resolvera dar uma festa de aniversario a Harry soubera que eu ele nunca tivera uma, precisar redimir a culpa que carregava, não que admitisse isso, mas cada vez que via a ele sentia um aperto no coração.

Preparara um baile para comemorar os 15 anos de Harry, estava tudo certo para amanhã seguinte.

Seria uma bela surpresa, pelo menos esperava que ele gostasse, abriu um pequeno sorriso ao pensar na reação do pequeno.

Observava ele da janela, estava de novo no jardim deitado embaixo de uma arvore cuja formava uma grande sombra.

Muitas coisas haviam mudado desde que acordara ao seu lado naquela cama, trazia consigo o cheiro dele, e a cada momento lembrava do calor que ele lhe proporcionava, Harry Potter estava deixando-o louco.

Tinha uma vontade louca de tomá-lo em seus braços e beijá-lo ardentemente, fazê-lo seu, tirar aquela inocência que tanto desejava.

Ria internamente cada vez que o encontrava pelos cômodos da mansão, era tão inocente, se ruborizava cada vez que se aproximava demais dele, aquilo lhe encantava, não podia mais negar que Potter era adorável.


Faltava apenas uma noite para tentar executar o plano que preparara minuciosamente, algo de estranho estava acontecendo àquela mansão, principalmente depois que um alfaiate viera tirar suas medidas, agora para exatamente o que as queriam não sabia.

Agora ficava a maior parte do tempo trancado em seu quarto, evita encontro com o dark lord, não sabia o que tinha acontecido entre eles, mas toda vez que se encontravam se arrepiava e um calor tomava conta de seu rosto.

Algo havia mudado aquela manhã que acordara a seu lado, não conseguia mais odiá-lo, e não podia mais negar que não se sentira protegido nos braços dele, sua pele era tão cálida, se envergonhava por sentir o desejo de passar por tudo aquilo novamente.

Tentou concentrar-se em sua leitura, mas não conseguia, pois cada vez que fechava os olhos às lembranças daquela manhã se faziam patentes, tentava decifrar o que virá nos olhos vermelhos, por mais que tentasse sufocar aqueles pensamentos sempre vinham à tona.

Seu plano tinha que dar certo havia treinado muito, às vezes até a exaustão, embora ainda estivesse um pouco fraco o conjuro sem varinha saia perfeito.

O sol já se punha lentamente voltara para dentro da mansão, rogando internamente para não encontrara o senhor escuro, não queria despertar aquelas reações que andavam aparecendo quando se encontravam.

Quando adentrou o quarto tratou logo de fechar a porta e ir direto ao banheiro tomar um breve banho, quando Izzi veio lhe chamar para jantar negou, estava morrendo de fome, mas não queria encarar Voldemort.

Deitou-se enrolando-se nos lençóis de seda, caindo no sono depois de um certo tempo observando o nada e pensando no que ocorreria na manhã que logo se aproximaria.

Antes ir se deitar, uma força estranha lhe empurrou para ir ao quarto de Potter, indagava-se o porque dele não descer para o jantar, não se conteve e saiu na direção do quarto.

Abriu a porta com cuidado, a luz da lua e uma brisa leve invadiam o quarto, acercou-se devagar da cama, captando com o olhar cada detalhe do corpo do menor, ficou assim por um longo tempo, só se deu conta do que estava fazendo quando Nagini apareceu à porta e lhe chamou a atenção para o que fazia.

Saiu do quarto do mesmo jeito que entrou, em silencio e com extremo cuidado, quando deitou em sua cama e fechou os olhos, a imagem do corpo de Harry lhe encheu de calor, entregou-se aos braços de Morfeu.

Sonho

Sujeitou-o pelo braço fazendo uma leve pressão com a mão, acercava-se perigosamente da pequena boca, encarando os olhos verdes.

As esmeraldas contra os rubis. Para ambos parecia que o tempo havia parado, um se perdendo no profundo do olhar do outro.

Anjo estava vendo um formoso anjo, via naquelas gemas uma pureza que lhe encantava, que lhe despertava algo novo, acercou-se ainda mais dele, podia sentir sua respiração ofegante em direto contato com a sua, com cuidado pousou a mão livre na cintura do menor.

Colando-o junto a si, para iniciar um beijo vagaroso, o menor abriu os lábios dando passagem para que sua língua explorasse cada rincão da cavidade úmida.

Caminhou com ele em seus braços sem deixar de percorrer seu corpo, levando-o para a cama, deitando-o com cuidado, enquanto mordiscava seu pescoço arrancando pequenos suspiros e gemidos de sua boca.

Fim do Sonho

Acordou sobressaltado, com a respiração ofegante, levou sua mão aos lábios, fechando os olhos em seguida.

Voltou a deitar, mas não conseguia dormir as imagens não paravam de voltar a sua cabeça, aquela noite seria longa e muito, muito calorosa.


Aquela manhã acordou com os raios do sol tocando sua face, com uma certa lentidão abriu os olhos e espreguiçou-se, estava tão cansado que nem se dera conta de que havia acabado de completar quinze anos, levantou e olhou-se ao espelho com um pouco de resignação, estava começando a se conformar em ficar naquela casa, era o que teria que fazer se não conseguisse a proeza de escapar a noite.

Saudades, era a palavra certa para definir o que estava sentindo, a saudade de seu padrinho era sufocante, seria o primeiro aniversario que passaria perto de seu padrinho, mas esse sonho não fora realizado, também não tinha mais esperanças que fosse realizar-se um dia.

O Dia passara rapidamente e quando menos se dera conta, o senhor escuro estava em seu quarto.

- Quero que vá se banhar, depois alguém virá lhe chamar para o jantar – disse em um tom impassível.

Acatou a ordem sem contestar queria sair de sua presença o mais rápido possível, sentiu um arrepio percorrer seu corpo ao olhar no fundo de seus olhos.

Quando saiu do banho achou que já era hora de dar cabo a seu plano, mas ao dirigir sua mirada a cama viu algo que o deixou profundamente surpreso.

Uma túnica de seda em um tom verde quase negro, bordada com pedras que lhe pareciam esmeraldas, cuidadosamente acercou-se da cama e tocou com suavidade as pedras verdes, ao lado da túnica encontrava-se uma pequena nota.

Mandei fazer está túnica especialmente para você, foi feita sobre seu talhe, fará jogo com teus olhos.

Use-a no jantar.

T.S.R

Não iria usar a túnica, não queria nada viesse das mãos daquele homem.

Pegou uma túnica negra dentro do armário deixando o roupão que vestia jogado ao chão, enquanto isso ia repassando mentalmente cada detalhe de seu plano.

Não podia negar que sentia um pouco de medo, afinal se fosse pego tentando fugir, certamente o dark lord lhe mataria.

Finalmente estava pronto, sabia que dois comensais tomavam conta da porta, pegou o jarro de prata que estava na mesinha de cabeceira da sua cama.

Jogou-o com força contra a porta causando um pequeno barulho, o suficiente para chamar a atenção do dois.

Harry estuporou os dois, um em seguida do outro, um em seguida do outro, com rapidez pegou a capa de um deles e a vestiu, saiu pelo corredor com passos lentos e os mais silenciosos possíveis.

Ao chegar na escada desceu degrau após degrau na ponta dos pés, ao longe ouvia barulho de musica e vozes que conversavam animadamente.

Alcançou a porta de carvalho que dava acesso ao jardim, sem pensar duas vezes começou a correr em direção bosque, corria o quanto suas pernas agüentavam, quase às cegas, pois uma neblina encobria sua visão.

Continuou seguindo aquele caminho não soube quanto tempo, mas seus músculos ardiam e quase não conseguia respirar, caiu batendo os joelhos no chão, a respiração ofegante.

Reuniu o pouco de força que lhe restava e levantou-se chegando à entrada do bosque, queria chegar a sua ansiada liberdade.

Embrenhou-se na escuridão do bosque, tropeçando pelos troncos das arvores, uma espessa chuva começou a cair sobre seu corpo, dificultando mais ainda sua fuga, os raios rompiam o céu fazendo estrondos altos, deixando tudo mais assustador.


Potter estava demorando muito para descer, fazia tempos que havia mandado chamar-lhe e até o presente momento nada dele aparecer.

Uma fúria começava a lhe invadir, se existia algo que mais lhe irritava era ser contrariado ainda mais daquela forma subiu as escadas e quando chegou no corredor avistou a porta aberta, mas a luz do quarto estava apagada.

Adentrou no cômodo e encontrou os dois comensais estirados no solo, e a túnica intacta sobre a cama, Potter havia escapado debaixo de seu nariz, isso não ficaria assim.

Retirou a varinha do bolso e com um menear fez um chamado a seus comensais mais fieis, comunicou a eles o ocorrido, incumbido a tarefa de ajudar-lhe a recapturar o grifinorio.

Não sabia ao certo, mas por instinto algo lhe dizia que caminho seguir, assim que o tivesse de volta em seus domínios o faria pagar pela audácia.


O suor descia por usa fronte misturando-se com as gotas da chuva que insistia em cair, o barulho de cada trovão fazia seu coração dar pulos, seus passos se tornavam cada vez mais lentos até que bateu contra algo.

Ahh - gemeu alto pelo dor que havia lhe causado, colocou-se de pé às apalpadelas, pois não enxergava nada, a não ser um par de olhos cor de rubi que brilhavam cheios de fúria, sua cicatriz começara a queimar, um vertigem percorreu seu corpo.

- Você realmente achou que iria escapar Potter? – indagou com uma irritação evidente na voz - Lumos – pronunciou.

Harry pode ver seu rosto, apoiou-se sobre a arvore próxima, segurando-a com força, permaneceu em silencio, saiba que qualquer ação de sua parte poderia acarretar em algo muito pior, julgando pela dor que sentia em sua cicatriz, era melhor ficar quieto.

Acercou-se com total segurança sujeitando-o pelo braço, colando seu corpo junto ao dele, sussurrando com ira em seu ouvido – Você pagara pela ousadia.

Ahhh! – gemeu pela dor que a mão lhe ocasionava, começou a se debater na tentativa de se soltar, sentia que suas esperanças se desmoronavam uma após a outra, suas tentativas foram todas fracassadas, pois Voldemort o aprisionava cada vez mais forte entre seus braços.

Com uma mão cobriu seus olhos, quando as retirou o moço estava desmaiado em seus braços, pegou-o no colo, as formas do corpo dele se moldaram com as suas, Harry inconscientemente apoiou sua cabeça no peito do homem.

TBC


N/A: Desculpem se houver algum erro!

Cecília

Muito obrigado por ter comentado, espero que capitulo tenha lhe agradado mesmo com a demora rsrs.

Agente vai sempre tentando melhorar o que pode, como eu sempre digo nada pe perfeito. Agradeço novamente.

Aledinha

Bem o capitulo não esta tão grande assim, mas eu vou aumentando com o tempo rsrs. Obrigado por comentar XD, espero você tenha gostado.

Drika

Prontinho XD, está ai o capitulo, espero você tenha gostado, e continue acompanhando a fic .

Nina Black Lupin

Para mim o Harry nasceu para sofrer asuhashasuhuas, mas fique calma nem tudo está perdido rs.Pode ser que as coisas melhorem uu , bom obrigada por comentar p.

Beijinhos.

milinha-potter

Eu sou suspeito pra falar de H/T aushsauhauhshaus, acho que todo mundo já percebeu que eu sou viciado no shipper.

Eu adorei a parte que vc fala do Dray asuhasuhaush, eu tenho que concordar com vc, mas vamos ver se as coisas não mudam né.

Obrigada por comentar... Beijos.

Polarres

XD eu tbm sou adepto de Harry – quase todo mundo – asuhasuhas – principalmente o Tom-Cedric – Draco.

Acho que esse capitulo responder algumas questões XD. Eu fiz essa fic no intuito de fazer outras pessoas escrever fics do casal tbm.. pq eu gosto muito.

Beijos e obrigado por comentar.