N/A. A todos os leitores fofos que acompanhavam essa fic, mil perdões, faz um longo tempo que não subo ela. Mas o jogo de rpg no orkut que ela foi baseada acabou. Vou compartilhar com vocês os últimos turnos que Kaorih e eu tivemos. (Saudades eternas do meu Draquinho)
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~ Harry ~
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Esperou meio impaciente até que Malfoy lhe fizesse a gentileza de dizer alguma coisa. Deveria estar lhe enchendo de perguntas, certo? Onde estavam aquelas palavras carregadas de sarcasmo e ironia? Não demorou muito para finalmente receber algum tipo de reação do outro e sorriu de lado. Quanto tempo estaria fazendo aquele pequeno trabalhinho? Ah mas que resposta poderia dar?
Naquele momento pensava em várias e nenhuma delas agradaria ao loiro a sua frente. Harry não era o tipo de pessoa que se divertia vendo outros sofrerem, mas Malfoy sempre foi uma exceção à regra. Trazia seu lado Slytherin à tona. E apesar de tudo ainda pensava em se divertir as custa dele.
– Hm... por hoje... será apenas até a hora do almoço, Malfoy.
Passou vagamente o olhar sobre o outro, reparando no quão impecável estava naqueles trajes, não havia um maldito fio de cabelo fora do lugar. E aqueles olhos acinzentados que deveriam estar transpassando sua alma. Olhos que lembravam Harry do azul intenso do céu, e o cinza de uma forte tormenta. "E desde quando você fica reparando nos olhos da doninha, companheiro?" Ah sim, maldita hora para a vozinha irritante de seu melhor amigo o encher.
Ron e Mione não sabiam quando se calar em sua mente? Só faltava começar a ouvir a voz de Ginny ou pior ainda: a senhora Weasley. "As vezes duvido da minha própria sanidade e se realmente sai sem nenhuma seqüela daquela estúpida guerra..." Seus pensamentos confusos foram cortados quando ouviu uma voz familiar. Sorriu gentilmente para a senhorita Thompson. Havia visto a enfermeira pouquíssimas vezes, mas ela sempre lhe pareceu tão efusiva.
– Me chame apenas de Harry, senhor me faz sentir muito velho. - brincou.
Enquanto a mulher voltava a falar, Harry voltou sua atenção para Malfoy, e o que viu e ouviu o deixou muito desconcertado, sua face era um verdadeiro poema. Achava que o loiro iria dar mais alguma de suas inestimáveis gafes, mas pelo contrário, Malfoy havia seguido o jogo. E o mais incrível, havia sorrido. Era um sorriso falso, claro, mas ainda assim era um lindo sorriso. Ok, Malfoy e lindo, em uma mesma frase, era no mínimo bizarro. Estava precisando de mais algumas horas de sono ou talvez uma bebida muito forte. Balançou a cabeça em uma negativa tentando inutilmente retirar certas imagens mentais de sua mente.
– Ah sim ele... er... veio ler alguns contos para as crianças. Podemos ir para a pediatria senhorita Thompson?
Maldito Malfoy e sua falsidade natural para lidar com todos a sua volta. – Oh queridos, as crianças ficarão tão felizes. Venham, venham. - A jovem enfermeira voltou a falar alguma coisa, mas Harry não prestou real atenção. Logo estavam entrando no edifício e se dirigindo ao possível martírio de Draco loiro oxigenado filhinho de papai mimado Malfoy. "Foco Potter, não se desprenda da realidade, você tem que ficar de olho em Malfoy, para o bem daquelas doces e inocentes criancinhas." E com esse pensamento fixo, Harry seguiu em frente.
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~ Draco ~
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Nenhum ataque do coração? Nenhuma sequela da guerra automaticamente ativada pelo seu comportamento? Em poucas palavras, Draco estava decepcionado com a reação que Potter apresentou. Era de se esperar que no mínimo ele saísse gritando descontrolado pelo Hospital muggle. Potter conseguia ser decepcionante até mesmo ali. Rolou os olhos evitando que a senhorita Thompson segurasse em seu braço enquanto começava a andar e aparentemente ela não se importou. Melhor assim.
Na adolescência sofreu porque Pansy tinha necessidade de sair para todo lugar pendurada no seu braço, não iria dar brecha para que isso acontecesse mais uma vez. Ainda mais com uma muggle assustadora. Granger sentiria orgulho do seu cabelo se visse aquele exemplar exótico que a mulher ostentava. E ela falava sem parar. Merlin.
— São crianças adoráveis, como o Se... Harry já sabe. Você vai adorá-las Draco! — Não se dignou nem ao menos a sorrir em resposta a aquela afirmação. Não ia adorar as crianças, porque não conseguia suportar crianças. Sempre sujas, reclamando, chorando e colocando coisas grotescas na boca. Era pior do que lidar com animais. E Draco também não se dava bem com animais.
Ao chegarem a uma porta dupla, a enfermeira fez um gesto para que esperassem e assinou um formulário que estava pendurado na parede, antes de lançar um sorriso renovado para os visitantes. Não havia gostado daquilo.
— É muito bom que vocês tenham vindo, o último casal que nos visitava parou de vir recentemente e as crianças precisam de... — ela continuou falando, mas Draco não teve a chance de entender o que ela dizia. Não depois de casal. CASAL?! Estreitou os olhos para aquela figura sorridente e ela não se intimidou, devia ter pensado que ele estava concentrado ou algo do tipo. Fitou Potter descrente de que ele ia continuar calado e deixar que aquela situação se prolongasse. Casal? Com Potter? — ...bem, eu estou me empolgando. Venham por aqui.— ela terminou (ele achava) e passou pelas portas duplas esperando que eles a seguissem. Não foi o que aconteceu.
— Você e eu? Sério? Era seu plano desde o início Potter? — Questionou em um tom baixo e ácido.
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~ Harry ~
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Em certo momento daquela pequena caminhada, Harry chegou a ser solidário ao Malfoy. Foi por alguns poucos minutos, mas ainda assim aconteceu. Podia sentir o desconforto do ex-soserino com a senhorita Thompson, e sabia exatamente o que ele estava passando, afinal aquela mulher poderia ser assustadora às vezes. E para ser sincero havia se encontrado com ela apenas duas vezes. "Hermione e suas maravilhosas ideias..." Seus dois melhores amigos iriam pagar – lenta e tortuosamente – por cada situação irritante e desconfortável que iria acontecer a ele nos próximos meses.
Enquanto ainda tentava afastar o fantasma daquele sorriso e a vozinha 'contagiante' da enfermeira que os guiava, Harry tentou prestar atenção à conversa. — São crianças adoráveis... - um meio sorriso apareceu em sua face, se lembrando da última vez que viu aqueles pequenos anjinhos. Cada rostinho naquela ala do hospital demonstrava uma curiosidade infantil encantadora. Talvez a única coisa realmente boa daquilo tudo era poder ficar perto das crianças por certo período de tempo. Uma parte de si almejava cuidar de cada um deles, protege-los.
Quando finalmente deu por si, já estavam quase chegando ao seu destino, e teria continuado a seguir a senhorita Thompson, se não fosse pela cara que Malfoy estava fazendo e a pergunta absurda do mesmo. O que diabos ele queria dizer com "Você e eu?" ou "Plano desde o inicio?" Que maldito plano?
– Cheirou pó de flu Malfoy? Ou talvez a raspa do ovo de um hipogrifo? - ficou o encarando como se uma segunda cabeça tivesse nascido naquele loiro oxigenado.
– Olha, eu não sei do que você está falando, mas a ideia de vir para esse hospital foi da Hermione. - respondeu enfadado e cruzou os braços. – E não me agrada a ideia de expor aquelas pobres crianças à sua presença nociva. - fez uma careta enquanto falava baixo a ultima frase. Segundos depois a enfermeira voltou a aparecer e estava prestes a perguntar o motivo da súbita parada, quando Harry a interrompeu.
– Desculpe Camille, mas nós temos um assunto para resolver antes de entrar, nos dê licença, por favor? - a jovem mulher se desculpou e voltou a passar pela porta dupla. Harry encarou Malfoy novamente. – Você e eu o que, Malfoy? - perguntou com evidente confusão.
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~ Draco ~
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Potter sabia ser um dissimulado. Essa era nova. Não podia culpá-lo por ter pensamentos daquele tipo com um Malfoy (não podia culpar a ninguém), mas ele tinha que saber que não ia rolar, para usar termos altamente chulos nesse caso. — Cheirou pó de flu Malfoy? Ou talvez a raspa do ovo de um hipogrifo?
Rolou os olhos com a demonstração de infantilidade vinda do ex-grifinório salvador do mundo e... Tudo mais. Era óbvio que ele estava se fazendo de vítima, como sempre.
— Como um ignóbil como você pode ter conhecimento de tantas substâncias alucinógenas, Potter? É usuário?
Provocou, esperando dessa vez receber uma reação condizente a realidade e não apenas afirmativas chocadas do 'garoto-que-não-morria'. E enfermeira havia voltado, aparentemente as exclamações (nada moderadas) de Potter, haviam chamado sua atenção. Quando ele comentou sobre a sua 'presença nociva' teve ganas de afirmar que tão pouco ele estava a vontade de ser deixado junto daquelas criaturinhas assustadoras por mais de cinco segundos sem uma supervisão apropriada. Ao invés disso continuou mantendo a expressão de desagrado, torcendo os lábios para que Potter se desse conta de sua total repulsa a ideia. — Você e eu o que Malfoy?
Por um momento acreditou na confusão de Potter, o que só provava que ele poderia ser um ótimo ator. Ou sonserino. Não, sonserino não, Potter não possuía capacidade mental suficiente para tanto. Mais uma vez conteve o gesto de rolar os olhos, mas a garganta produziu um som próximo de um pigarro, para ilustrar sua indignação.
— Deixe-me refrescar a sua memória... — 'Seu grande imbecil' completou mentalmente. — ... Abre aspas: o último casal que nos visitava parou de vir recentemente e feche as aspas Potter. Você sabe o que aquela mulher achou agora a pouco?
Apontou nada discretamente para as portas duplas que separavam a enfermeira (e os monstrinhos) deles. Arqueou as sobrancelhas, dando ênfase a sua afirmação. — E é óbvio que a culpa é sua. - concluiu rapidamente, antes de uma nova tentativa de acompanhar a enfermeira e acabar com aquela tortura de uma vez.
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~ Harry ~
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Estava curioso, realmente curioso. O que exatamente se passava pela cabeça loira e platinada daquela doninha com mania de grandeza? Não conseguia entender o repentino aborrecimento do outro, talvez estivesse com TPM, e a simples ideia o fez rir mentalmente. Malfoy estava sendo simplesmente Malfoy, a "rainha do drama". Fez uma careta com a clara provocação do outro.
– Cala a boca Malfoy! Eu nunca usei substâncias alucinógenas, seu idiota.
Sibilou em um tom indignado. Quem era mais apto para provar substâncias suspeitas era aquele loiro estúpido, afinal era o queridinho nas aulas de poções. Certo pesar tomou conta de si, ao se lembrar daquelas aulas. Eram tantas recordações. Voltou sua atenção para o ex-sonserino e conforme ele falava, tentou acompanhar seu raciocínio. Um minuto ou dois e a ficha ainda não havia caído.
– O que a enfermeira pensou?
Não estava entendendo aonde aquele idiota queria chegar. Viu-o se virar para as portas duplas e finalmente um 'clic' se fez presente em sua mente. "... o último casal que nos visitava parou de vir recentemente..." Rapidamente o segurou pelo pulso esquerdo, impedindo-o de avançar.
– Casal? Você está pensando que... Argh! Malfoy seu estúpido. - aquela ideia, pensamento, as imagens mentais. Era demais para Harry processar. Uma onda de riso se apoderou do ex-grifinório e ele não conseguiu se conter. Soltou o loiro e começou a rir.
– Em primeiro lugar Malfoy, estamos no mundo muggle, e aqui existem certos preconceitos quanto a casais gays. Esses muggles nunca deixariam dois caras sentimentalmente envolvidos se aproximarem dessas crianças, isso seria errado – uma aberração – na opinião idiota deles.
Tomou certo fôlego e conteve o riso, que ainda ameaçava sair.
– E em segundo lugar, você não faz o meu tipo doninha, definitivamente. Não sairia com você nem se estivesse sob os efeitos do Imperius. - passou pelo outro e atravessou as portas duplas. Certas imagens mentais ainda rodavam por sua mente, como certo ex-sonserino e ele de mãos dadas em um parque, como um casal. "Isso é ridículo! Eu e o Malfoy? Nem em um milhão de anos" As portas duplas davam acesso à um pequeno corredor, no fim do mesmo havia uma outra porta e uma placa indicando a "pediatria". A senhorita Thompson o esperava meio impaciente.
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~ Draco ~
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Nunca havia esperado de Potter uma grande capacidade mental (a tentativa falha de matá-lo devia ter deixado sequelas), mas daí a completa – e irritante – ignorância era outro assunto completamente diferente. Alguém poderia explicar para Draco, porque DIABOS ele estava rindo feito um imbecil? Além das razões óbvias, claro. Massageou o pulso que o animal havia pressionado, contabilizando mais um hematoma. No fim do dia estaria morto e era tudo culpa de Potter, a parte boa era saber que se isso acontecesse Potter iria para Askaban e ele não precisaria mais desses trabalhos forçados idiotas.
Mordred! Estava começando a preferir a morte, era sério. Quando conseguiu retomar o ar, as palavras do outro o surpreenderam. Honestamente, Potter considerava um preconceito estúpido dos muggles? Apenas fez crispar os lábios, esperando que Potter terminasse (mais um) monólogo. Será que ele nunca tinha plena noção de que estava sendo expansivo? — ... E em segundo lugar, você não faz o meu tipo doninha, definitivamente. Não sairia com você nem se estivesse sob os efeitos do Imperius.
E não teve nem ao menos tempo de replicar, já que Potter o havia deixado para trás. Bastardo! E nem direito de resposta ele tinha? Ou era medo do que poderia ouvir? Preferia acreditar na última opção. Passou pelas portas duplas, as mesmas pelas quais Potter tinha entrado e apertou o passo até que estivesse ao lado de Potter.
— Você teve dois pontos e eu tenho duas respostas. - começou, sem deixar de caminhar. — Em primeiro lugar, eu não estaria emocionalmente envolvido com você. Eu me entedio fácil. Em segundo, continue afirmando isso pra você mesmo, talvez um dia você consiga acreditar.
E sorriu irônico, parando a poucos passos da enfermeira (que anteriormente fora ignorada por eles). Só queria terminar com aquele martírio de uma vez. Ela estava em frente a uma porta aberta, pela qual Draco conseguiu espiar a sala. Havia muitas cores, diferentemente do resto do hospital, brinquedos largados por todo lugar e crianças. Vinte delas, ou aproximadamente vinte. Muitas delas sem um fio de cabelo na cabeça. O que isso deveria significar? Uma menininha ruiva – acompanhada de um garoto da mesma idade, e também ruivo – chamou sua atenção.
— Não são Weasleys, são? — perguntou em um fio de voz, fazendo com que a enfermeira cerrasse o cenho o fitando de maneira confusa.
— Vocês estão marcados para daqui a dez minutos, mas vocês podem entrar já se quiserem...
E se não quisessem? Podiam ir embora? Impossível, infelizmente.
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~ Harry ~
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Mal deu alguns passos, quando Malfoy voltou a se aproximar de si. Ele deveria sempre ter a última palavra? Era uma atitude tão típica daquela doninha mimada. Desta vez – porém – escutou o que o outro tinha a dizer, sem retrucar. Sim, não merecia ser retrucado, afinal eram apenas palavras estúpidas e sem algum tipo de significado relevante. Quem Malfoy pensava que era, o próprio Salazar Slytherin? Era Harry quem nunca iria se envolver com ele. "Perfeito loiro idiota"
Malfoy era arrogante demais para pensar em qualquer outra coisa que não fosse ele mesmo. Duvidava que o outro conseguisse passar por aqueles pequenos trabalhos comunitários. "Idéia idiota... eu e o Malfoy como um casal... argh... estúpido, imbecil..." Sua mente não era a mais coerente do mundo, talvez até mesmo um pouco confusa, mas Harry não conseguia parar de pensar naquele assunto tão bizarro.
Sua atenção se voltou para as crianças naquela sala, quando finalmente seguiram a senhorita Thompson. A pediatria do Saint Reneé tratava principalmente de crianças com câncer, entre outros casos. E não se surpreendeu ao ver tantos rostinhos marcados por algum tipo de história. Sentia grande simpatia por eles. Rodou os olhos quanto ao comentário de Malfoy. — Não são Weasleys, são?
Virou a cabeça para a direção que o ex-sonserino observava as crianças de cabelo ruivo e não conseguiu deixar de esboçar um leve sorriso.
– Claro que não são. - murmurou em um tom baixo e ouviu o que a enfermeira estava dizendo. – Adoraríamos entrar agora, meu amigo não vê a hora de conhecer esses anjinhos.
Diante daquelas palavras, a enfermeira sorriu amplamente e os apresentou às crianças daquela ala. – Meus queridos, esses são Harry e Draco. - disse, apontando para ambos. – E eles vão ficar algumas horas com vocês, então sejam bonzinhos tudo bem?
Harry acenou para as crianças com igual entusiasmo, enquanto vários lhes diziam "oi" ao mesmo tempo. Olhou para Malfoy com o canto dos olhos, imaginando o provável desconforto do outro.
– Por que você não "se enturma" um pouco com eles? Temos duas horas aqui.
Ser parcialmente civilizado com Malfoy por um curto período de tempo não iria ser assim tão complicado. Mas se ao menos aquelas imagens pudessem deixar sua mente. A palavra casal estava-o perturbando de certa forma.
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~ Draco ~
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Só para que ficasse registrado, sua pergunta fazia sentido, mas o tom que Potter havia usado para respondê-lo fez parecer ridículo. Podiam ser Weasleys, porque afinal aquilo era uma punição e não um passeio descompromissado. Draco nunca iria a um hospital para um passeio Potter talvez, parecia que hospitais o atraiam, de fato. — Adoraríamos entrar agora, meu amigo não vê a hora de conhecer esses anjinhos.
Novamente. Amigo. Não tinha deixado esse ponto bem claro da última vez? Rolou os olhos ignorando a expressão maníaca no rosto da enfermeira. Apenas tinha que se conformar e ficar ali até a hora do almoço... Duas horas, apenas duas horas. Não parecia bom, nada mesmo. — E eles vão ficar algumas horas com vocês, então sejam bonzinhos tudo bem?
É melhor serem, ou eu os enfeitiço para que sejam. Oh bem, Imperius não parecia tão ruim em situações assim. Não é mesmo? Potter não aprovaria... Se bem que era esperto e rápido o suficiente para que fizesse sem que Potter percebesse. Quando o salvador-do-mundo disse alguma coisa que ele não entendeu, não houve nem tempo de perguntar. Alguma coisa havia segurando sua mão. Draco travou, após o choque inicial moveu a cabeça devagar fitando a pequena criatura. Tinha o tamanho de um elfo-doméstico mal-nutrido, cabelos claros e grandes (e perturbantes) olhos verdes. Sorria sem alguns dentes na boca. O loiro arqueou a sobrancelha.
— Sim?
O menino sorriu de uma forma ainda mais aberta – se isso era humanamente possível.
—Meu nome é James. — 'E eu com isso?'
— Me chamo Mal... Draco.
E novamente o pirralho riu. Aquilo estava começando a ficar irritante. E constrangedor, já que ele ainda não havia soltando a mão do loiro. — Seu nome é engraçado.
— Não é engraçado. É o nome de uma constelação e em latim significa Dragão.
O que? Não gostava de gracinhas com seu nome. Não as aceitava de bruxos ignorantes e não as aceitaria de uma criança presa em um hospital por uma doença altamente terrível. Ao invés de começar a chorar, James tinha os olhos brilhantes. — Eu gosto de dragões! Dragões como o Barney! – 'Quem?'
A garotinha ruiva que havia visto mais cedo – do nada – estava ao lado do garotinho irritante (que ainda não havia largado sua mão)
— Barney é um dinossauro. Não um dragão. - e então se dirigiu a Draco, com uma expressão séria. — Meu nome é Desdemona.
Desafortunada não era exatamente o nome que os pais costumavam dar para crianças. E aquela criança não parecia – em nenhum sentido – comum. Apertou os olhos e procurou Potter. Aquela menina era bruxa e ele apostaria parte de sua herança nisso. Enquanto ela e James debatiam sobre o que Barney era, caminhou – arrastando o moleque consigo – até o seu descabelado tutor de condicional.
