N/A: Não vou mentir, estou bem surpresa sobre como está sendo fácil escrever essa história sobre os dois. Acho que é porque eu já estava cozinhando ela na minha cabeça há algum tempo. E, ai, gente, eu espero que vocês gostem de ler isso aqui tanto quanto eu gosto de escrever. Obrigada a todo mundo que está acompanhando e comentando, vocês não sabem a alegria que é poder dividir isso aqui com vocês. Agora spoiler sobre o próximo capítulo: a gente vai saber o que está acontecendo com o Ron. Sim, ele vai aparecer. Surpresinha.


Capítulo 4

Havia algo de diferente em Hermione. Harry soube disso assim que a abriu a porta para que ela pudesse entrar.

— Hermione! — ele fez. — Oi!

Hermione se inclinou para abraçá-lo enquanto segurava a sacola de legumes.

— Oi, papai — ela disse, brincando, puxando ele para mais perto. — Já se sente como um homem responsável agora que vai ter um bebê?

Harry riu um pouco com o abraço apertado.

— Tudo isso foi saudade?

Hermione riu de volta.

— Pode apostar que sim — admitiu.

— Vem — Harry a chamou —, vamos para a cozinha. Gina está tomando banho, mas daqui a pouco ela desce também. — Ele pegou uma das sacolas que Hermione estava segurando. — O que você trouxe de gostoso para o jantar?

— Legumes — Hermione o informou, muito animada.

Harry torceu o nariz e ajeitou os óculos.

— Eu estava esperando que fosse um bolo.

— Isso é com o Hagrid — ela brincou.

Harry olhou para ela por cima do ombro enquanto colocava a sacola em cima da pia da cozinha.

— Você parece diferente — ele disse.

— Eu me sinto diferente — Hermione respondeu simplesmente.

— Você parece mais animada... e feliz. Não que antes você fosse triste, mas...

Hermione franziu o nariz, então riu enquanto começava a tirar os legumes da sacola.

— Eu era um pouco ranzinza, eu sei.

Harry arregaçou as mangas da blusa e abriu a torneira para lavar os legumes.

— Um pouquinho — ele admitiu. — Mas nunca foi um problema, você sabe.

— Eu sei.

— Mas, então — ele continuou —, você falou sério sobre os legumes? Tem certeza que não tem nenhum bolo escondido no bolso aí?

— Nenhum — Hermione garantiu, levantando as mãos para mostrar que estava falando sério.

Harry suspirou.

— Isso é uma pena, eu adoro bolo.

— A gente podia fazer algo para sobremesa, se você quiser. Eu me voluntario.

— Seria bom, mas a Gina colocou na cabeça que eu como muito açúcar. Ela praticamente proibiu a entrada de doces nessa casa. Você era a minha última esperança, Mione.

— Eu posso traficar alguns brownies para você da próxima vez — ela prometeu.

— Doces trouxas — ele suspirou. Harry lambeu o lábio inferior. — Você é uma ótima amiga, você sabe.

— Eu sei — ela riu.

— Eu gostaria de ser um ótimo amigo também... — Harry fechou a torneira e se virou para ela. — Então, você quer me contar quem era aquele cara que estava com você na outra noite?

Hermione riu.

— E você tem certeza que quer saber disso porque é um bom amigo, não por suas próprias razões egoístas?

— Eu não tenho razões egoístas — Harry se defendeu.

Hermione ergueu uma de suas sobrancelhas.

— Certo.

— Eu estou curioso, só isso. E quero saber se preciso me preocupar.

— Eu sou uma bruxa crescida, Harry, não precisa se preocupar.

— Eu me preocupo com todo mundo que é meu amigo, Hermione. Sejam crianças, animais, homens, plantas ou bruxas crescidas.

Isso fez com que Hermione risse de novo.

— A gente não tem que fazer o jantar? — ela perguntou muito casualmente, tentando mudar de assunto.

— Você não me responder significa que eu vou me preocupar? — Harry a olhou e Hermione continuou em silêncio. — É alguém que eu conheço? — Harry insistiu, mas Hermione continuou em silêncio. Ele respirou fundo. — Hermione, é o Ron?

Ela deu um passo para trás.

— Por Merlin, Harry, não!

Harry respirou fundo. Ele assentiu. Então assentiu mais uma vez.

— Tudo bem — ele disse. — Me desculpe por ter perguntado, é só... Eu não sei, você não parece ser o tipo de pessoa que convida um estranho para ir a sua casa àquela hora da noite. Eu só imaginei... Ron seria um palpite lógico, certo? Não fique brava comigo.

— Vou tentar — ela disse, porque estava brava com ele. Um pouquinho.

Harry se abaixou para pegar uma vasilha para pôr os legumes e olhou para ela de esguelha.

— Você não vai me contar mesmo quem é? — Ele sabia que Hermione ia continuar em silêncio, então continuou por conta própria. — É bruxo, pelo menos?

— É sim — ela respondeu segurando um sorriso.

Ele assentiu e ajeitou os óculos mais uma vez.

— Isso é bom. Não que ser trouxa seja algo ruim, mas ser bruxo facilita um pouco as coisas... Hm, ele estudou com a gente em Hogwarts? — Harry perguntou. Ele estava com uma faca na mão, cortando os legumes para o jantar.

Hermione pensou antes de responder. Ela sabia que Harry acabaria descobrindo logo. Ela não era boa em guardar segredo dele e, além disso, o mundo bruxo era meio... fofoqueiro. Ela detestava admitir, mas sabia que, se não contasse, Harry ia acabar descobrindo dela e de Draco por outra pessoa. Então Hermione achou melhor acabar logo com aquilo.

— Harry — ela o chamou, para que ele largasse a faca e se virasse na direção dela. Hermione respirou fundo antes de continuar. — É o Draco.

Harry ficou muito imóvel por um momento.

Ele franziu o cenho, então balançou a cabeça.

— Que Draco? — quis saber.

— Draco Malfoy.

Harry riu e enxugou suas mãos contra o tecido da calça.

— Não pode ser esse Draco.

— A gente não conhece mais nenhum Draco.

— Eu sei, mas... Você não pode estar saindo com Draco Malfoy, Hermione. Você... você enlouqueceu?!

Harry olhava para ela como se ela estivesse louca.

— Shhh — Hermione fez e se aproximou de Harry; só que era na direção das escadas que ela estava olhando, torcendo para que Gina ainda estivesse no banho e não prestes a descer por elas —, por favor, fale baixo.

— Hermione... — ele começou, mas ela o interrompeu de novo.

— Por favor — ela pediu de novo, dessa vez olhando para ele. — Isso não é uma coisa que eu pretendo compartilhar com o Ron agora, mas é o que vai acontecer se a Gina ouvir.

Harry a encarou.

— Gina não...

— Ela iria. Você sabe que ela iria, Harry.

Hermione parecia muito firme e decidida. Ela parecia a ponto de defender Draco Malfoy de Harry. Minha nossa, o mundo havia girado cento e oitenta graus. Harry esfregou os olhos por baixo dos óculos.

— Hermione, um estranho teria sido melhor do que Draco Malfoy — ele argumentou, sussurrando. — Eu não consigo entender como isso... aconteceu.

Então, pela primeira vez desde que o clima ficou tenso, Hermione riu.

— Nem eu — ela sussurrou, sorrindo. Porque era verdade.

Ela havia esbarrado com Draco no meio de uma rua então combinado de sair com ele e ele havia dito que gostava dela e eles haviam transado. Era um bom resumo, mas isso não explicava por que Hermione havia decidido baixar a guarda para ele no começo. Não havia nenhuma garantia de que Draco não estava tentando enganá-la de alguma forma. Não havia existido garantia nenhuma. E, ainda assim, olha onde eles estavam.

— Vocês agora estão... juntos? Ou foi algo casual?

Hermione podia ver que Harry queria que ela respondesse "casual".

— Eu não sei — ela disse, ainda sorrindo. Hermione nunca havia percebido como a vida era estranha e bonita até agora.

— Hermione... — ele disse, baixinho, sem querer magoá-la mas sabendo que ia precisar fazer isso. Harry não sabia como dizer aquilo, então simplesmente disse. — Não tem como vocês ficarem juntos — ele sussurrou —, Draco está noivo de Astoria Greengrass.

Hermione endireitou a postura na mesma hora. Ela ficou em silêncio e encarou suas mãos por um segundo, então, Harry.

— Ele não está — ela garantiu. — Ele me contou sobre isso, na verdade. Ele estava... mas terminou tudo quando nós dois começamos a sair. — Ela ajeitou sua blusa. — E, antes que você me diga que ele pode ter mentido, eu confirmei a história. Tenho conhecidos que são amigos próximos da família Greengrass e eles confirmaram que o noivado não está mais em vigor.

Harry respirou fundo e esfregou os olhos mais uma vez.

— Eu ainda não consigo entender.

Hermione piscou e assentiu, dando um passo para frente.

— Eu sei, Harry — ela sussurrou, muito compreensiva. — E eu não estou esperando que você abra os braços para o Draco porque, minha nossa, acredite, eu sei. — Hermione puxou o fôlego. — Sei que vai ser difícil você ligar com isso... Eu estive lá todos esses anos e passei com você por tudo aquilo. Eu tive a minha própria dose de perseguição de Draco Malfoy e da sua corja. Você sabe. Mas você perguntou com quem eu estava e... honestamente? Eu não queria que isso fosse um segredo entre a gente. — Ela fez uma pausa. — Você é o meu melhor amigo. E eu não sei que vai acontecer entre mim e Draco... Pode apostar, não mesmo... Mas eu gosto dele e não quero agir como se isso fosse algo do qual eu devesse me envergonhar.

— Eu não acho que você deva se envergonhar de se sentir assim, Hermione... — Harry murmurou — Não mesmo... é só que eu não entendo como Draco conseguiu fazer com que você se sentisse assim por ele.

Hermione sorriu, então colocou o cabelo atrás da orelha. Pensar em Draco fazia com que ela se sentisse bonita.

— Ele mudou. Eu sei que parece absurdo usar esse argumento, mas é verdade. Ele me pediu desculpas por tudo o que aconteceu. Não apenas a guerra, mas antes disso... por Hogwarts. Ele está tão diferente, Harry... mas ainda continua o mesmo em certos aspectos. Em bons aspectos, pelo menos. Ele não tem mais aquele ar arrogante, com certeza não. Ele amadureceu, sabe? E ele faz com que eu me sinta madura... madura e sacana.

Harry parecia meio enjoado e preocupado quando enxugou o suor frio da testa. Hermione riu.

— Sério, Hermione?

— É — ela garantiu, ainda com um sorriso no rosto. — Por incrível que pareça, é. E a melhor parte é que Draco não espera que eu cuide dele, sabe? Ele não quer ser carregado por mim.

Harry ficou em silêncio por um segundo.

— Era assim que Ron fazia você se sentir, não era? — ele perguntou, então, muito suavemente. — Como se você tivesse que ser responsável por ele o tempo todo.

— Era — Hermione disse, grata por Harry finalmente ter entendido.

Ele assentiu.

— Eu consigo enxergar isso agora. — Ele respirou fundo. — E eu não vou dizer para você não ficar com Draco, apenas... tome cuidado, tudo bem? Eu me importo com você e quero ver você feliz e me mataria ver você magoada de novo. Eu te amo tanto, Mione — ele murmurou.

Hermione se aproximou para abraçá-lo.

— Eu te amo mais, Harry.

Harry riu.

— Eu vou tentar lidar com toda essa história do Draco o melhor possível — ele prometeu. Então ele respirou fundo e apertou Hermione no seu abraço. — Eu faria qualquer coisa por você, Hermione. Você é uma parte de mim.

Hermione sorriu e esfregou as costas dele. Ela podia sentir o coração agitado de Harry batendo rapidamente de estresse contra suas costelas. Ela estava sorrindo porque sabia que podia contar com Harry. Um sempre pôde contar com o outro desde aquele trasgo no banheiro.

— Assim como você é uma parte de mim — ela sussurrou.

Harry a soltou. Ele finalmente estava sorrindo e suas feições tinham voltado a ficar leves.

— Eu acho que agora vamos ser obrigados a terminar esse jantar sem sobremesa? — ele brincou.

Hermione riu.

— Vamos — ela disse, o incentivando, então arregaçou suas próprias mangas —, eu vou te ajudar.

Depois disso, o jantar foi como geralmente costumava ser. Gina estava um pouco arredia, mas isso já era o esperado, já que Hermione havia terminado com o irmão dela. Pelo menos ela não tinha sido mal educada com Hermione em nenhum momento — Harry tinha garantido isso. Hermione então percebeu que Gina faria qualquer coisa por Harry e para ele era importante que Hermione estivesse ali.

Hermione recebeu a notícia da gravidez de Gina mais uma vez e, quando Gina disse aquilo, ela não parecia mais irritada. Hermione tinha sorrido para ela e dado parabéns e abraçado Harry de novo.

Apesar do comportamento de Gina ter melhorado, Hermione não ficou muito tempo depois do jantar. Ela agradeceu pela comida e disse que precisava ir. Disse que da próxima vez eles podiam combinar de jantar na casa dela e ela iria cozinhar para eles. Ela prometeu para Harry que ia ter bolo de sobremesa.

Harry garantiu que ia aparecer.

Então Hermione foi para casa.

Ela não estava esperando ver mais ninguém naquele dia, mas, assim que chegou na sua porta, lá estava Draco.

Ela sorriu e apertou o passo para chegar até ele mais rápido.

— Hermione — ele suspirou quando ela o abraçou, parecendo muito aliviado.

— O que você está fazendo aqui? — ela perguntou, mas o jeito que ela sorria mostrava que ela estava feliz por Draco estar ali. Mostrava que ela não queria que ele estivesse em qualquer outro lugar.

— Eu liguei e você não atendeu. Várias vezes — admitiu. — Então comecei a ficar preocupado e decidi vir checar como você estava. — Draco fez uma pausa. — Eu espero que isso não seja estranho, mas é que nunca me preocupei com uma pessoa como me preocupo com você... Não porque eu ache que você não seja capaz de cuidar de si mesma, mas porque nunca me importei com uma pessoa como me importo com você. — Ele respirou fundo. — Você não atendia minhas ligações e comecei a pensar em todas as formas que uma pessoa podia morrer acidentalmente... Eu comecei a ficar ansioso e resolvi ver se você estava bem e ter certeza que você não tinha caído em cima de uma faca ao escorregar enquanto fazia o jantar.

Hermione estava abraçando Draco mais apertado agora.

— Eu não escorreguei — ela prometeu, sorrindo pelo discurso dele. — Não se preocupe, eu estou inteirinha. — Ela afastou seu rosto de peito dele para poder encará-lo. — Eu só fui visitar um amigo, por isso não atendi suas ligações... é que eu não estava em casa. — Hermione percebeu a forma como Draco estava olhando para ela e a forma como ele tinha ficado em silêncio. — Fui visitar Harry — ela esclareceu.

Então Draco finalmente relaxou.

— Me desculpe — ele disse.

— Tudo bem — Hermione fez.

Estava um pouco surpresa porque nunca imaginou que Draco fizesse o tipo ciumento, mas podia lidar com aquilo.

— Senti sua falta — ele murmurou, não querendo continuar com o clima pesado.

Agora que sabia que ela estava bem podia voltar a respirar normalmente.

Draco abaixou seu rosto enquanto erguia o queixo de Hermione gentilmente para poder beijá-la. Ele colocou uma de suas mãos no bolso da calça jeans dela e Hermione sorriu por entre o beijo. Ela estava com gosto de bala de hortelã e cheirava muito bem. Draco arrastou sua língua pelo lábio inferior dela, então o mordeu.

Hermione deu uma risadinha. Draco sabia o que isso significava: ela estava ficando com tesão.

Ele a soltou, então colou mais um beijo na boca dela. Então outro, porque a forma como ela olhava para ele o deixava com tesão. Minha nossa.

— Acho que é melhor eu ir — ele sussurrou. — Está tarde... e agora que eu sei que você está viva e bem e inteira, não esfaqueada no chão frio de uma cozinha, posso dormir tranquilamente.

Hermione riu e colou seu quadril contra o de Draco. Ele ainda estava com a mão dentro do bolso da calça dela.

— Por que você não dorme tranquilamente na minha casa?

Draco beijou o nariz dela, então ficou tão próximo que o nariz dela e o dele se tocavam.

— Hermione Granger está me convidando de novo para a cama dela?

— Ela está — Hermione garantiu.

Draco suspirou, muito espirituoso. Ele estava segurando um sorriso.

— Suponho que seria mal educado recusar pela segunda vez. — Ele deu a mão para ela. — Vamos lá, srta. Granger, eu vou aquecer sua cama essa noite.

Eles entraram na casa de Hermione e ela e Draco começaram a tirar seus casacos.

— Você me esperou por muito tempo? — Hermione perguntou.

— Não, eu tinha acabado de chegar... — Draco disse. — Só tinha tocado a campainha uma vez. Como foi a sua noite?

— Melhor do que eu esperava, eu acho. Eu e Harry meio que discutimos, mas tudo deu certo no final. A comida do jantar estava gostosa.

— Você quer falar sobre isso?

Hermione sabia que ele estava se referindo a discussão dela com Harry.

— Não agora — ela respondeu, então o abraçou. — E como foi a sua noite?

Draco sorriu e a beijou mais uma vez.

— Ela acabou de começar — ele murmurou.

Hermione riu, então bocejou. Ela ficou um pouco envergonhada.

— Você não está me deixando entediada, eu prometo — ela disse. — Só estou um pouco exausta.

— Foi um dia longo? — ele adivinhou.

— Sim.

— Vá se arrumar para dormir — Draco disse. — Eu vou te esperar aqui.

— Draco — Hermione começou —, quando eu te chamei para passar a noite aqui, sabe, hm, eu quis dizer que a gente ia fazer algo mais do que dormir. A gente só ia dormir depois de transar.

Draco riu.

— Eu sei. Por isso vou ficar te esperando aqui.

Hermione assentiu.

— Vou escovar os dentes. Não saia desse lugar.

— Não vou — ele prometeu.

Draco cumpriu sua promessa. Ele estava exatamente onde Hermione o tinha deixado quando ela voltou.

Inteiramente vestido. Mas ela também não podia reclamar muito: também estava inteiramente vestida.

Então Hermione bocejou mais uma vez.

Draco a puxou pela mão para perto.

— Hermione, quando eu aceitei dormir aqui, sabe, eu quis dizer que estaria tudo bem se a gente só dormisse — ele fez, tentando imitá-la. Então sorriu e beijou o ombro dela. — A gente não precisa transar só porque eu vou passar a noite aqui — ele garantiu. — Ficar perto de você, para mim, é suficiente. Além disso — continuou —, a gente sempre pode transar amanhã de manhã.

Isso fez com que Hermione risse. Ela esfregou os olhos.

— Tem certeza que você não vai ficar decepcionado?

— Claro que tenho.

Ela concordou, parecendo uma criança séria.

— Então o que a gente faz agora? Dorme de conchinha?

Draco sorriu para ela enquanto eles andavam até a cama.

— Você me disse que o seu dia foi longo... — ele começou — o que significa que ele foi difícil, não é? Acho que eu posso melhorar ele um pouco, então depois a gente dorme de conchinha.

Hermione sorriu.

— E como você pretende melhorar o meu dia, Malfoy? Com beijos?

Draco subiu na cama e ficou por cima de Hermione.

— Com muitos beijos — ele garantiu, ajudando-a a tirar a calça jeans. Então, quando Draco encaixou seus dedos no cós da calça, ele puxou a calcinha de Hermione junto. — Muitos beijos mesmo — prometeu. Então ele se abaixou e ficou com o rosto entre as coxas de Hermione. — Aqui — ele disse.

Então a próxima coisa que Hermione sentiu foi a língua úmida de Draco no meio de suas pernas. Ela ofegou e arregalou os olhos pela surpresa, mas não pediu para ele parar.

Ela não queria que ele parasse jamais.

Draco Malfoy era um bruxo habilidoso. Sim, era nisso que Hermione estava pensando.

Ele segurou as coxas de Hermione e colocou cada uma delas por cima de seus ombros para que pudesse se aproximar mais dela. Ele cumpriu o prometido e deu a Hermione muitos beijos. Ele passou a mão pela cintura dela enquanto aprofundava os beijos. A língua dele foi mais fundo e também havia o nariz, que pressionava aquele ponto entre as pernas de Hermione que a fazia respirar erraticamente. Então Draco beijou aquele lugar, em vez de simplesmente continuar deslizando o seu nariz contra ele.

Draco o beijou e passou sua língua contra ele e, minha nossa, a sucção. Hermione agarrou o lençol de sua cama. Ela apertou os olhos e puxou o ar com força.

Draco — ela ofegou.

Então a sucção aumentou e Hermione teve que se controlar para não fechar as pernas. Não porque ela queria que ele parasse, era apenas uma reação involuntária. Ela podia sentir seus seios mais pesados e a forma como ela estava lentamente perdendo o controle de qualquer reação do seu corpo... Ela sabia o que estava por vir. Minha nossa, ela queria o que estava por vir.

Hermione mordeu seu lábio inferior e teve um orgasmo.

Ela teve um orgasmo enquanto a cabeça de Draco Malfoy estava entre suas coxas.

Ela teve um orgasmo porque a cabeça de Draco Malfoy estava entre suas coxas.

Puta merda.

Os joelhos de Hermione ficaram moles e ela pôde ver Draco levantando sua cabeça. No começo ela só conseguiu ver o topo do cabelo loiro dele, mas agora ela o enxergava inteirinho.

Ela não perdeu como Draco estava sorrindo muito presunçosamente.

Ele se levantou e foi até ela, então a beijou. Primeiro na cabeça, depois nos lábios.

— Consegui cumprir meu objetivo de melhorar o seu dia?

Hermione sorriu para ele.

— Você sabe que sim — ela disse, puxando-o para mais perto. Então ela sentiu a ereção dele. — Minha vez de oferecer para melhorar o seu dia?

Draco riu.

— Outro dia — Draco prometeu. — Agora você está cansada demais para sequer manter os olhos abertos, quando mais para a gente transar.

— Eu estava oferecendo um boquete, não sexo.

Isso fez com que Draco risse mais alto.

— Você provavelmente cochilaria no meio da coisa toda. Eu posso cuidar de mim mesmo, Hermione.

Hermione levantou as sobrancelhas. Seus olhos eram duas frestas.

— Isso significa que você vai se masturbar no meu banheiro?

Draco olhou para ela.

— Só se não for muito estranho.

— Não é muito estranho — ela prometeu —, mas eu perderia todo o show.

Draco piscou.

— O que você sugere então?

— Que você me deixe ver — ela murmurou, sorrindo.

— Aqui?

Hermione assentiu.

— E agora.

Draco abaixou suas calças rapidamente, agitado. Ele sabia que não ia durar muito. Seu pênis tinha esfregado o tempo todo contra o colchão enquanto ele estava com a cabeça entre as coxas de Hermione. Draco sabia que estava prestes a gozar. Ele puxou o ar e, então, muito calmo, não perdeu como Hermione estava com o olhar fixo na linha da sua cintura. Ele segurou o seu pênis e, quando fez o primeiro movimento de vai-e-vem, ela estava olhando por todo ele. Hermione estava encarando seu pênis e o modo como os músculos do seu braço e seu peito se contraíam conforme ele se movimentava.

A forma como ela o olhava fazia com que ele quisesse gozar ali mesmo.

E também havia o jeito que o corpo dela estava deitado sobre o colchão, os cabelos espalhados sobre o travesseiro.

— Hermione... — Draco gemeu baixinho, aumentando a força de sua mão. Sua mão livre desceu até as suas bolas e seu dedão deslizou contra elas.

Então Hermione se sentou na cama e tirou sua blusa e seu sutiã.

Ela estava nua e na frente de Draco. Draco ofegou.

Hermione aproximou seus braços, fazendo com que seus seios ficassem mais evidentes e ganhassem um contorno mais arredondados. Draco imaginou como seria tocá-los. Ele se lembrou de como era tocá-los e, um segundo depois, estava gozando.

Ele tampou a cabeça de seu pênis, ansioso para não fazer nenhuma bagunça sobre as coisas de Hermione, e, quando acabou, se sentou na cama. Suas pernas estavam moles. Ele não conseguia recuperar o ritmo de sua respiração. Draco sentiu Hermione abraçá-lo por trás. Ele podia sentir os seios dela contra suas costas.

— Como foi o seu dia, Draco? — ela perguntou, sorridente, sabendo qual seria a resposta.

Draco sorriu e virou a cabeça na direção de Hermione. Ele esfregou o seu nariz contra o dela e depois a beijou.

— Eu já volto — sussurrou —, vou lavar as mãos.

Hermione colou um beijo nos lábios dele.

— Não demore — pediu.

Draco não demorou. Ele lavou as mãos, terminou de tirar sua roupa e entrou debaixo das cobertas junto com Hermione. Ele abraçou Hermione de conchinha, cheirando aquela parte da nuca dela que cheirava muito... a Hermione.

— Você é um presente, Hermione — ele murmurou, beijando as costas do ombro dela. — Eu gostaria que você tivesse consciência disso.

Hermione suspirou e apertou uma das mãos de Dracos com as suas. Ela a beijou, sonolenta.

— Eu fico consciente disso quando estou perto de você... Você faz com que eu me sinta assim, Draco. — Ela suspirou mais uma vez. — Você faz com que eu me sinta amada.

Draco sorriu.

— É porque eu te amo.


N/A: Eu gostaria de agradecer a todo mundo que já comentou até agora: moça Angel Tonks, moça que não colocou o nome então ficou como Guest, moça Princesa Amelia e moça Amanda. Eu escrevo para vocês e é sempre uma alegria quando vocês retribuem isso com comentários. Quando ninguém aparece, sinto que fico de ar. Por favor, apareçam!


Reviews são sempre bem-vindas.