Nota do Kenji: Oi pessoal! XD
O capítulo está atrasado porque o Jamie é um besta. XD E porque hoje é MEU ANIVERSÁRIO (ou melhor dizendo, eu vou nascer a daqui exatamente 7 anos, dia 5 de fevereiro de 2017) e o Jmie quis me dar um presente de aniversário legal. XD Vejam o off-talk pra saber como o Jamie pretende recuperar o mês perdido nas duas fics que ele deveria ter atualizado e não conseguiu. XD
E eu também tenho que avisar os leitores que o capítulo contém níveis anormais de drama e algumas revelações chocantes e talvez inacreditáveis, o que faz com que o Jamie me mande dizer uma vez que tudo sempre tem uma boa razão e que essa história ainda está no segundo capítulo, o que significa que tem muuuuuuito pra acontecer ainda... XDD
Então finjam que vocês acreditam nele por agora e aproveitem o capítulo, porque eu sei que vocês estão com saudades de nós! XDDDDDD
Kenji Yuy
CAPÍTULO II
A CARTA
- Ko... Koichi? Desde quando você encolheu?
Todos na sala ficaram em silêncio enquanto Rumiko e Kouji se encaravam. Depois de passado o choque inicial, a boca de Rumiko estava levemente aberta e sua sobrancelhas desapareciam atrás de sua franja. Ela examinava o garoto com uma curiosidade misturada com um pouco de medo. Kouji, nervoso por finalmente estar diante da amiga de infâcia de sua mãe, encontrava-se impossibilitado de dizer ou fazer qualquer coisa a não ser encarar a mulher a sua frente.
A atmosfera da sala imediatamente relaxou, porém, quando um homem magro de longos cabelos castanho-claros presos em uma trança entrou na sala. Ele usava um moletom azul e calças que pareciam parte de um pijama. Havia enormes olheiras ao redor de seus olhos e, apesar de seu ar de boa-pessoa, ele também irradiava um "que" de "estou morrendo de cansaço, por favor me deixem dormir".
– O que está acontecendo aqui? – Ele perguntou. Sua pergunta foi respondida assim que seus olhos encontraram a miniatura de Koichi sentada em seu sofá. – Quem...?
- Meu nome é Kouji Kinomoto, senhor… – Kouji se levantou, apresentando-se ao recém-chegado com uma postura rígida apesar da leve tremedeira em suas mãos.
- Eu sou Toshihiro Urameshi. Hajimemashite. – O mestre de Fenku também se apresentou, sorrindo para Kouji e fazendo com que o garoto finalmente relaxasse um pouco.
- Kinomoto-san veio aqui pra ver a tia Rumiko! – Exclamou David de seu lugar no sofá oposto ao que Kouji se encontrava. – Nós encontramos ele no meio da rua quando estávamos voltando pra casa! Foi weird!
- Eu preciso entregar uma carta para Higurashi-san. É da minha mãe. – Kouji aproveitou a deixa de David para explicar a situação. Ele percebeu que o moreno piscou para ele logo após a sua fala. Provavelmente essa era sua intenção desde o começo.
- Uma carta? – Rumiko perguntou de volta, intrigada. Toshihiro franzio o senho, levando uma mão ao queixo para acariciar sua barba inexistente.
- Hum... – Declarou ele, olhando intensamente para Kouji. O garoto novamente se sentiu intimidado sob o olhar dos adultos, porém David e Sasha, que estava sentado ao lado do moreno, tinham grandes sorrisos estampados em seu rosto. Kouji não sabia muito bem qual a mensagem que os garotos estavam tentando passar dessa vez. – É só um palpite, mas... eu presumo que a sua mãe seja a Satsuki Kinomoto?
A essa altura do campeonato Kenji e Akiko também estavam sorrindo. O garotinho sussurrou no ouvido de sua amiga algo como " tio Toshi parece até um detetive" e os dois tiveram trabalho para não transformarem os sorrisos em gargalhadas e estragar o clima de suspense que havia tomado conta da sala.
- Sim. Eu vim de uma pequena vila nas montanhas. Minha mãe me pediu para vir até Tóquio entregar essa carta a Higurashi-san, e por acaso eu encontrei Satsuki-san e os outros na saída da estação de trem. – O garoto mostrou a carta que tinha em mãos, oferecendo-a a Rumiko.
- Estranho... Por que fazer o Kouji-kun viajar tanto só por causa de uma carta? – Perguntou Toshihiro para ninguém em especial enquanto sua mulher rasgava o envelope. Ele havia conseguido ler o endereço antigo de Rumiko, da época em que ela e Satsuki moravam no mesmo prédio. Como todos ao redor estavam com os olhos fixos na mestra de Fenki enquanto ela lia a carta, ninguém se preocupou em respondera sua pergunta.
Era difícil acreditar que Kouji pudesse se sentir ainda mais nervoso, mas enquanto o garoto observava a expressão de Rumiko mudar de curiosa para preocupada e depois aflita ele não podia ignorar as borboletas em seu estômago, a sensação de que ele estava prestes a esvaziar seu almoço no chão tão bem polido e limpo da casa da amiga de sua mãe. Sua franja estava começando a grudar em seu rosto por causa do suor e mesmo em sua bermuda e camiseta ele sentia um calor insuportável percorrer todo seu corpo.
- Hey, tia Rumiko, o que houve? – Perguntou David quando a mulher buscou o braço de seu marido para se apoiar. Ela mostrou a carta para Toshihiro e as feições simpáticas do homem logo se contorceram em preocupação também. – Hey, será que dá pra alguém falar alguma coisa? Vocês estão matando todos nós de curiosidade, sabia?
Kenji, Akiko e Sasha concordaram com o filho de Hehashiro, enquanto Kouji sentia-se grato por alguém ter tido coragem de fazer a pergunta que estava entalada em sua garganta. A tensão fazia com que ele ficasse virtualmente incapaz de se mover.
- Kouji-kun, é melhor você se sentar. – Indicou Toshihiro, ocupando um lugar imediatamente ao lado do garoto. Kouji obedeceu e encarou o homem com medo e espectativa. Rumiko, ainda segurando a carta, apanhou uma das cadeiras da mesa de jantar, que se encontrava de frente aos sofás e à tv, e se sentou. Seus olhos estavam marejados. – Não tem nenhum jeito fácil de dizer isso, então... então é melhor dizer logo de uma vez...
As crianças, até mesmo Yuuki – que até aquele momento estava na varanda olhando para o nada – aproximaram-se do sofá, curiosas. Kouji tentou dizer alguma coisa, mas decidiu que era melhor não enterromper Toshihiro. O homem respirou fundo antes de continuar a falar, fazendo um grande esforço para continuar encarando o garoto a sua frente no que ele esperava que fossem seus olhos. Ele parecia tão abalado quanto sua esposa.
- Satsuki te mandou aqui... não só pra entregar a carta. Satsuki quer... não, ela precisa que você fique em Tóquio e que você... conheça seu pai. – Não apenas Kouji, mas todas as crianças ao redor ficaram confusas com a declaração. Rumiko discretamente cobriu o rosto com as mãos, um gesto que passou despercebido pelos demais, já que todos permaneciam com os olhos grudados em Toshihiro. – A sua mãe... a sua mãe... – Toshihiro passou a encarar os joelhos. Por mais que quisesse encarar Kouji naquele momento, suas próximas palavras tornavam este gesto impossível. – ela está doente. Ela nos contou algumas coisas que já vinha sentindo por algum tempo e disse que... e disse que por causa disso era melhor que você ficasse com a gente daqui pra frente... pra que ela...
- Não!
A primeira reação de Kouji – que fez Toshihiro e Rumiko se lembrarem de Koichi pela primeira vez desde que viram o garoto – foi se levantar do sofá e ir até a mestra de Fenki. Ele queria ver a carta.
- Kouji-kun...
- Por favor, Higurashi-san. Se o que o Urameshi-san disse for verdade, eu... eu preciso saber. Eu preciso ver com os meus próprios olhos.
Rumilho lhe passou a carta. Não precisava ver os olhos do garoto para saber que apesar de confuso e atordoado ele estava determinado. Ela colocou uma mão no ombro do garoto – que era só um pouco mais baixo do que ela – enquanto ele lia as confissões de sua mãe. Se para ela, uma amiga que não tinha notícia há dezesseis anos, havia sido difícil continuar lendo certas partes da carta, para Kouji a experiência deveria ser muito pior.
Kouji passou os olhos pela caligrafia caprichada de sua mãe, lendo atentamente cada palavra. "Eu realmente senti sua falta, Rumiko. Muitas vezes sonhei que estava junto com vocês de novo, e tentei de tudo para não ter que acordar, mas..." ela dizia logo no começo. Alguns parágrafos depois, a primeira mensão de seu pai, um homem do qual Kouji sabia bem pouco. "Eu não tive forças pra contar para o Koichi. Não sei o que aconteceu comigo, mas eu pensei... não, eu acreditei naquele momento que jamais poderia dizer a verdade, não depois de tudo... Então eu decidi que o melhor era sair de Tóquio." Kouji parou e encarou Rumiko por um instante. Ele já havia perguntado a Satsuki muitas vezes o porquê de ela ter largado a capital para morar no meio do nada, mas ela sempre mudava de assunto e nunca respondia, assim como não respondia as perguntas sobre seu pai.
Kouji continuou a ler, e logo que chegou na segunda página encontrou as informações que estava procurando. "... e as náuseas horríveis. Eu tenho medo que Kouji me veja assim. Ele é um bom menino, não merece passar por isso. Rumiko, desde que saí de Tóquio eu nunca tive que tomar uma decisão tão difícil quanto esta. Ficar longe de Kouji, assim como ficar longe de você, do Koichi e dos outros é um grande pesadelo. A dor no meu peito aumenta cada vez que penso nisso, cada vez que penso em vocês. Então por favor, eu peço que tomem conta de Kouji agora que eu não posso mais fazê-lo. Eu sei que não é justo jogar uma bomba dessas pra vocês depois de todos esses anos, mas eu queria que Kouji pudesse conhecer Koichi. É o direito dele. Se possível, Kouji deveria viver com seu pai a partir de agora."
Kouji baixou a carta. Não conseguiria mais continuar lendo mesmo se tentasse, dada a quantidade de água salgada que se acumulava em seus olhos. Toshihiro estava mesmo falando a verdade. Sua mãe estava doente, e não queria que ele estivesse lá para vê-la perecer. A realização de que talvez nunca mais veria a mulher que lhe dera a luz caiu devagar sobre ele, jogando um peso de mil toneladas em seus ombros.
Foi então que o garoto sentiu o calor do contato de outro corpo com o seu. Virou-se e encontrou Rumiko abraçando-o bem apertado. A mulher soluçava baixinho e parecia encorajar Kouji a fazer o mesmo. Kouji percebeu então que ela era, de certa forma, bem parecida com sua mãe. Rumiko entendia seus sentimentos e provavelmente os partilhava.
- Por que...? Por que...? – Foi tudo que ele conseguiu dizer. Rumiko passou suas mãos por trás da cabeça do garoto, trazendo-o mais perto de si.
'Por que ela foi embora?', 'Por que nunca nos disse onde estava?', 'Por que nunca disse nada ao Koichi?' Ela havia se perguntado muitas e muitas vezes pelos últimos anos, e finalmente agora sabia as respostas, mas mesmo assim se recusava a acreditar no que estava acontecendo. Tudo que Rumiko conseguia pensar era que Satsuki, agora que estava certa de que jamais voltaria, estava tentando se explicar por sua ausência, e enviara Kouji quase como um pedido de desculpas. O que ela podia dizer para o garoto? Como podia ajudá-lo se ela mesma sentia-se prestes a desmoronar após o choque de perder sua melhor amiga pela segunda vez? Felizmente Toshihiro tomou as rédeas da situação ao perceber o estado de sua esposa e do garoto:
- Bem, acho que temos algumas ligações a fazer... – Anunciou ele, levantando-se do sofá e caminhando até a dupla, fazendo um esforço para fazer sua voz soar animada. – Rumiko, se importa de ligar para o Yoshiyuki enquanto eu me viro com a fera-mor? – O mestre de Fenku sorriu e piscou para a mulher. Ela respirou fundo, se desvencilhou de Kouji e pegou seu telefone celular, acompanhando Toshihiro para fora da sala.
- Nós já voltamos! – Anunciou ela, abanando para as crianças. Logo em seguida ela e Toshihiro desapareceram no corredor. As crianças ficaram em silêncio por algum tempo, olhando para qualquer lugar menos para Kouji, até que uma delas decidiu que a depressão já durava tempo demais:
- Nós somos primos! Nós somos primos! Exatamente como eu imaginei! – Exclamou Kenji, saltando de seu lugar aos pés de David para correr em direção ao recém-descoberto primo, abraçando-o e sorrindo um sorriso gigante que preenchia metade de seu rosto. – Meu pai é o irmão mais novo do seu pai! Nós somos uma família, Kouji-san!
Kouji sentiu-se tentando a sorrir observando o garotinho agarrado a sua cintura. Vendo sua animação, ele finalmente sentiu vontade de fazer a pergunta que o encomodava desde que ele se entendia por gente:
- Como é o meu pai?
Considerando a prévia animação de seu parente mais próximo na sala, Kouji não esperava que de repente todos fizessem cara de enterro.
- Bem... – David começou, dando a impressão de que estava fazendo um grande esforço para pensar em alguma coisa boa para dizer. – Ele não é exatamente a pessoa mais extrovertida do mundo...
- Na verdade parece mais uma pedra de gelo ambulante... – completou Sasha.
- É, eu diria que ele é um tanto... sério... – David continuou.
- E frio. Monossílabo. Beirando gênio do mal. – Sasha completou novamente, desta vez provocando uma reação de Kenji:
- O tio Koichi não é um gênio do mal! – Exclamou o garotinho, desvencilhando-se de Kouji para cruzar os braços e fazer beicinho de criança fofinha ofendida. – Ele é um grande detetive que persegue e prende caras maus! Ele é muito forte, muito inteligente e é o melhor professor de karate do mundo!
A discussão mais atrapalhou do que ajudou Kouji a encontrar uma resposta coerente. Por causa das afirmações de David e Sasha ele estava começando a duvidar de que se daria bem com seu pai, porém as palavras de Kenji renovavam a sua esperança. Desde criança a única coisa que ele sabia sobre Koichi era que pai e filho eram praticamente cópias um do outro. Em várias ocasiões ele se imaginava cara a cara com aquele misterioso homem, encontrando-o finalmente depois de muitos anos. Os encontros imaginários sempre acabavam bem, com os dois se tornando grandes amigos, porém agora que um encontro de verdade parecia inevitável, Kouji começava a se perguntar se suas fantasias de criança se tornariam mesmo realidade.
Felizmente os adultos escolheram essa hora para voltar para a sala. Eles pareciam bem mais tranqüilos do que antes.
- Nós conseguimos chamar os Yuy. Yoshiyuki vai, com um pouco de sorte, chegar aqui primeiro, e depois poderemos juntos conversar com o Koichi...
- O que exatamente você fez para convencer o Koichi-san a vir aqui, pai? – Perguntou Satsuki, erguendo uma sobrancelha. Desde de que chamara Rumiko para ver Kouji ela se encontrava de pé na frente da grande televisão de plasma, com os braços cruzados sobre o peito e um ar de absoluta chefona, que não se abalou nem mesmo com as revelações sobre o estado da sua xará.
- Eu disse que nós tínhamos um assunto muito importante pra resolver e que era urgente, mas decidi não dar muitos detalhes. – Ele respondeu, dando de ombros, e se dirigiu a Kouji em sua próxima fala – Não precisa se preocupar. Eu sei que tudo está acontecendo rápido demais e que você provavelmente está zonzo com tudo isso, mas eu prometo que antes da janta nós vamos ter uma idéia melhor do que fazer daqui pra frente, ok?
Kouji concordou com a cabeça. Toshihiro conseguira tranqüilizá-lo melhor do que Kenji ou David.
Enquanto esperavam pelos irmãos, Rumiko e Toshihiro decidiram que era melhor não deixar o bando de crianças entediadas. Eles trouxeram biscoitos e refrigerante e pediram para que todos ocupassem suas bocas para o tempo passar mais rápido. As crianças prontamente concordaram.
Rumiko, Toshihiro e Kenji sentaram-se ao lado de Kouji uma vez que estavam todos servidos. Havia um acordo silencioso de que ninguém deveria falar de coisas que pudessem deixar o garoto ainda mais nervoso, por isso eles esperaram em silêncio até que Kouji decidisse falar.
- Esses são os Taichi? – Ele perguntou, apontando para um porta-retrato que se encontrava quase que perdido em meio a um emaranhado de revistas e livros na mesinha de centro. Ao ouvir a pergunta Toshihiro se esticou e apanhou o objeto para trazê-lo mais perto do grupo.
Seis crianças posavam para a foto em um parque. As versões mais novas de Rumiko e Toshihiro, não tão diferentes assim de suas formas atuais, estavam abraçados e sorriam para a câmera ao lado de um garoto extremamente baixinho de cabelos castanho-claros. O garoto baixinho – que provavelmente era muito mais novo do que os outros – segurava a camisa de um terceiro garoto enquanto sorria de uma maneira um tanto sinistra. O menino cuja camisa estava sendo agarrada também sorria mostrando todos os seus dentes e com os olhos quase fechados. Ele tinha uma franja estranha que lembrava muito a de Shizune e fazia chifrinhos no quarto garoto do grupo, que estava de braços dados com uma menina loira.
Kouji encarou seu pai na foto. Era como se estivesse olhando para ele mesmo. A franja caída sobre os olhos, um sorriso tímido de quem não se sente muito à vontade, a vantagem de altura com relação aos demais ao redor. A única coisa que Koichi tinha e que parecia faltar ao seu filho eram músculos bem definidos. Mesmo assim a sesação de se ver em uma foto em que ele nunca esteve não era das mais comfortáveis. E tinha a sua mãe...
Satsuki sorria radiante, agarrada ao braço de Koichi. Sua mão livre fazia o sinal de "v" para a câmera. Quanto tempo depois de essa foto ter sido tirada ela teria fugido de Tóquio, deixando para trás seus amigos e sua família?
- Nós tiramos essa foto no dia que o Takashi voltou da Nova Zelândia. – Rumiko explicou. – Ele estava chegando para morar definitivamente no Japão depois de convencer seus pais a se casarem de novo.
- É, o Takashi sempre foi um tanto insistente... – Toshihiro completou, revirando os olhos. Rumiko riu baixinho.
- O que vocês estão falando sobre o meu pai? – Perguntou Akiko, aparecendo do nada e se intromentendo no pequeno grupo.
- Nada! Nada! Não dissemos nada, Akiko-chan! – Respondeu Kenji antes que os adultos pudessem dizer qualquer coisa.
- Disseram sim! Eu ouvi!
- Não disse nada!
- Disse, sim!
- Disse, não!
- Disse, sim!
- Disse, não!
- Disse, sim!
- Disse, não!
- CHEGA!
O grito veio surpreendentemente da varanda. Yuuki estava de volta ao seu lugar preferido, e mesmo assim perdeu a paciência com as crianças primeiro do que os adultos ao redor delas. Akiko sussurrou um último "disse, sim!" antes de se juntar a Sasha e David em o que quer que eles estivessem fazendo no sofá do outro lado da mesa de centro.
Felizmente ninguém teve que esperar muito. A campainha tocou pouco tempo depois e Toshihiro respirou aliviado ao descobrir que se tratava do Yuy caçula. Quando Yoshiyuki abriu a porta foi imediatamente saudado por uma microbomba elétrica disfaçada de criança pulando em seu colo gritando várias coisas ao mesmo tempo. Como quem já teve muitos anos de prática o mestre de Ceres facilmente apanhou seu filho e o acomodou em seu colo para esperar que ele terminasse de extravazar sua felicidade.
- É bom te ver de novo, Yoshiyuki! – Exclamou Toshihiro logo que Kenji se calou. Os três adultos e o garotinho ainda estavam perto da porta, com o casal Urameshi bloqueando a vista do resto da sala.
- É mesmo! Faz o que, umas duas semanas que eu não te vejo? Como foi a viagem pra Okinawa?
- Ah, foi boa, nós conseguimos fazer bastante coisas pro projeto de perservação. Agora falta só eu recuperar o meu sono...
Os adultos riram. As olheiras de Toshihiro mais do que provavam a veracidade de sua fala.
- Acho que você precisa esquecer a preservação dos oceanos por um tempo e se preocupar com a preservação da sua saúde! – Yoshiyuki, Rumiko e Kenji riram enquanto Toshihiro fazia cara de ofendido. – E quanto a você, Rumiko... – O mestre de Ceres voltou sua atenção para a mulher ao seu lado. – Duas horas é realmente um tempo muito longo sem manter contato, não é mesmo?
O sorriso meia-lua de Yoshiyuki era muito parecido com o de Kenji, e era também incrivelmente contagioso. Rumiko e Toshihiro logo estavam rindo com ele.
- É, é mesmo... Mal acabamos de nos despedir sob o olhar vigilante do nosso querido chefinho e você já achou um jeito de vir me importunar!
E mais risadas. Sendo colegas de trabalho, Yoshiyuki e Rumiko passavam a maior parte do dia juntos, ao lado de Takashi, Hehashiro e do grade vilão-reformado-tornado-chefão-bonzinho Makoto Umeragi, porém Toshihiro costumava sair de viagem com relativa frequencia por causa de sua profissão de biólogo-ativista. Fazia apenas três horas que havia retornado de uma dessas viagens.
Por fim Yoshiyuki ficou sério e passou os olhos pela sala. Não demorou muito para avistar uma cópia exata de seu Nii-chan conversando com David, Sasha e Akiko.
- E deixa eu adivinhar, aquele garoto de cabelos pretos com franja cobrindo os olhos e jeito tímido é a razão pela qual eu vim aqui, certo?
Yoshiyuki não esperou por uma resposta antes de cruzar a sala, e, ainda carregando Kenji, sentar-se ao lado do sobrinho. Kouji, porém, levantou-se assim que viu o tio e se apresentou da forma mais educada que podia:
- Eu sou Kouji Kinomoto, hajimemashite.
- Hey, não precisa ser tão formal comigo, Kouji. – Yoshiyuki retrucou, ainda sentado no sofá e ainda com Kenji em seu colo. Pai e filho sorriam, fazendo com que a única grande diferença entre eles (fora, obviamente, o tamanho) fosse o fato de que Kenji tinha uma franja que já começava a cobrir seus olhos, enquanto Yoshiyuki não tinha franja nenhuma. – Eu sei que pode parecer difícil de acreditar, mas nós somos uma família, então vamos ser legais uns com os outros e esquecer as regras de etiqueta, ok?
Yoshiyuki piscou, fazendo as bochechas de Kouji corarem. Ele ainda conseguiu responder um "sim" quase inaudível antes de ficar realmente parecido com um sinal de trânsito e olhar para os seus pés envergonhado.
- Você é bem parecido com a Satsuki Nee-san. – Yoshiyuki declarou, fazendo Kouji voltar a encará-lo. – Ela costumava corar assim quando o Nii-chan estava por perto, mesmo depois que eles começaram a namorar. Aliás, sabia que fui eu que fiz os dois ficarem juntos? Foi no dia do nosso aniversário...
- Hem, hem... – Yoshiyuki foi interrompido por Toshihiro antes que ele pudesse terminar a história. Mesmo assim, Kouji já estava surpreso com o pouco que seu tio contara (outra grande diferença entre ele e Koichi: o garoto usava todo o seu corpo para expressar suas emoções, não somente os olhos). Era a primeira vez que ouvia uma história sobre seus pais juntos, assim como era a primeira vez que alguém lhe dizia que ele se parecia com sua mãe.
- O que foi, Toshihiro? – Perguntou o mestre de Ceres. Se Yoshiyuki estava desapontado com a interrupção seu sorriso não deixava ninguém perceber.
- Eu odeio ser chato e estragar a reunião de família, mas... é melhor você ler isso antes do Koichi chegar. Só por via das dúvidas. Você e o Kouji vão ter muito tempo pra conversar ainda. – Toshihiro entregou a carta de Satsuki ao amigo. Yoshiyuki sorriu para Kouji (era difícil para o garoto acreditar que alguém pudesse sorrir tanto) antes de começar a ler. Seu sorriso diminuiu consideravelmente enquanto ele lia, mas nunca deixou seu rosto. Ele ficou sério por apenas um segundo enquanto devolvia a carta para o mestre de Fenku e respirava fundo. Quando voltou a encarar Kouji seu sorriso estava novamente em seu lugar natural.
- Eu imagino que deve ter um nó bem grande na sua cabeça agora. – Ele disse finalmente, depois de alguns segundos em silêncio. – Você deve ter vindo pra cá imaginando que voltaria para casa ainda hoje, ou mesmo amanhã de manhã, não estou certo? – Kouji concordou com a cabeça. Naquele momento ele percebeu como os olhos de Yoshiyuki eram brilhantes. – Eu acho que essa talvez não seja a melhor coisa pra se dizer nesse momento, mas de uma certa forma eu estou feliz por finalmente ter podido te conhecer, apesar das circunstâncias...
- E eu também! – Kenji concordou, pulando no colo do pai.
- Não fique nervoso quando o Nii-chan aparecer. Você vai estar cara a cara com um homem que é igual a você, só que mais alto e mais forte, e que vai te olhar com uma cara feia até ele entender o que está acontecendo. Não fique com medo, ele é sério por natureza e assustar criancinhas inocentes e desavisadas é meio que uma obrigação... – Kenji riu, mas Kouji continuou prestando atenção nas falas do tio. Pra dizer a verdade, ele já estava com medo do pai. – mas ele é uma boa pessoa e gostava muito da sua mãe. O único problema dele é que ele não sabe lidar muito bem com enxurradas de emoções, então a coisa toda hoje vai ser meio imprevisível, mas é por isso que eu estou aqui!
Realmente, as palavras de Yoshiyuki fizeram bem pouco para acalmar seu sobrinho. Felizmente, ou infelizmente, Kouji foi salvo de ter que responder alguma coisa quando a campainha tocou pela segunda vez.
Desta vez era seu pai quem estava do outro lado da porta.
Kenji: Ah, primo Kouji e tio Koichi vão finalmente ficar cara a cara! XD Aposto que vocês mal podem esperar para ver o que acontece! XD
Akiko: E aposto que estão todos putos com o Jamie também por ter cortado o capítulo logo agora! XD
Sasha: E por ter colocado todo aquele drama em um capítulo só... XD
David: E por ter que ter esperado até FEVEREIRO para ver o capítulo que devia estar no ar desde JANEIRO! XDD
(Pausa para os beybladers fazerem cara feia olhando para uma foto do James)
Kenji: Mas hoje é meu aniversário! XD Jamie-chan atrasou o capítulo pra eu poder ter um presente de aniversário! XD
Yuuki: Mesmo considerando que faltam ainda sete anos pra você nascer? O.o
Kenji: É! XDDDDDDDDDDDDDDDD
Ken: Meu, esses off-talks vão ser bizarros a partir de agora... O.õ
David D.: A partir de agora? (aparece flutuando no céu do off-talk com asinhas e uma auréola) Como assim? Tá dizendo que antes não era bizarro?
David U.: AAAAARGH! Um fantasma! (apontando pro David D. flutuando no céu com asinhas e uma auréola) X.X
Fantasma David: Oi! :D
Rumiko: Oh, não! O David é um fantasma (com asinhas e auréola)!
Fantasma David: Pois é... infelizmente assim quis o nosso grande Deus Hiwatari. Mas mesmo me tirando do mundo dos vivos ele não conseguiu me tirar do mundo do off-talk, então aqui estou! XDDDD
Lily: Mas, David... você só morre em 2012. Em 2010 você ainda está bem vivinho...
Fantasma David: Oh, é mesmo? O.O
(David D. percebe que está vivo e perde as asinhas e a auréola e cai do céu direto pro chão)
(Barulho da buzanfa do David D. fazendo contanto com o chão do off-talk)
David D.: Ai! . Eu só queria fazer companhia pra Satsuki...
(Beybladers ficam silenciosos com a mensão da Satsuki loira)
(David D. percebe que falou besteira)
David D.: Ah... ops... n.n'
David U.: Touchysubject… n.n'''
Satsuki: (a morena metida a chefona, não a loira) O que vocês esperavam? Já esqueceram das grandes revelações do capítulo de hoje? ¬¬
(Beybladers ainda em silêncio se lembrando do capítulo de hoje)
Felipe: (aparece do nada) Na real, eu acho que o Jamie tá perdendo a capacidade de fazer enredos verossímeis... Eu me pergunto quantos leitores vão engolir essa história sem fazer perguntas indignadas sobre as decisões e razões da nossa querida amiga Satsuki, a loira... Eu sou um! (Felipe levanta a mão)
Kouji: Tá chamando a minha mãe de mentirosa? O.o
Felipe: Não, to chamando o Jamie de burro. XD
Kouji: Ah, tá... n.n
Kazemaru: Se eu fosse vocês, esperava mais um pouco antes de desafiar o James-san. u.u
Elizabeth: (É, ela apareceu do nada. Personagens antigos têm essa mania agora...) E quem ser tu? O.õ
Kazemaru: Um personagem que ainda não apareceu.
Kenji: PODE PARAR AI!! XD Personagens que ainda não apareceram não deveriam estar no off-talk! XDDD (Kenji com a boca suja de chocolate porque ele já tinha começado a comer o bolo de aniversário enquanto os outros estavam ocupados participando do off-talk)
Kazemaru: Eu apareci em um off-talk da série passada. Os leitores já sabem que eu existo, então não tem problema (quem quiser lembrar, foi no capítulo que a Satsuki enfrentou a Jing Mei). u.u
Shizune: E você e seus cabelos roxos e roupas verdes vieram aqui só pra dizer pra gente ter paciência e esperar mais alguns capítulos antes de xingar o James por suas tendências homocido-dramáticas? XD
(Shizune leva um choque do nada por ter revelado detalhes da aparência de um personagem que ainda não apareceu)
(Todo mundo pára pra prestar atenção na ironia de ter a Shizune falando da combinação de roupas do Kazemaru – pra quem não lembra ela usa uma camiseta roxa, vermelha e amarela com uma calça verde-limão e tênis arco-íris)
Kazemaru: (de volta ao tópico inicial agora que a Shizune já ganhou seus 15 segundos de fama) É, é mais ou menos isso.
Kenji: Ótimo! XD Então agora que você já deu a mensagem pode vazar! XDD
(Kenji empurrando o Kazemaru pra fora do cenário do off-talk)
Kenji: E antes que vocês perguntem, não, eu não tenho nada contra o Kazemaru, mas agora quanto menos gente tiver no meu off-talk, menos eu vou ter que repartir o meu bolo! XDD
Yoshiyuki: Esse é o meu garoto! XDDD
(Yoshiyuki e Kenji – os dois em suas formas de pirralhos de doze e sete anos respectivamente – pulam pra cima do bolo gigante de chocolate e não deixam ninguém chegar perto)
Umeragi: Já repararam que as personalidades da segunda geração são terrivelmente similares às de seus pais?
Cathy: Isso chama-se falta de criatividade... ¬¬''
Kenji: Não, isso chama-se mostrar para os leitores que nós realmente somos filhos dos nossos pais! XDDD
(Kenji e Yoshiyuki, Shizune e David e Akiko e Takashi ficam lado a lado pra mostrarem como são parecidos)
Hehashiro: Na verdade... na verdade... até que não é tão simples assim...
(David D. e David U. ficam lado a lado pra mostrarem como são parecidos)
Hehashiro: Epa... Não gostei da insunuação implicita nessa última fala das Frases Entre Parênteses... O.õ
(David D. e David U. sorriem e continuam bem parecidos)
Lily: Eu não fiz nada que não devia! n.n''
Sasha: Eu não sei se vocês repararam, mas a Satsuki e o Yuuki não são exatamente parecidos com a tia Rumiko e o tio Toshihiro... o.o'
Toshihiro: Verdade... A Satsuki é assustadora e mandona e mais forte do que todo mundo, e o Yuuki é um ser anti-social que prefere ficar sozinho do que se misturar com as outras crianças...
(pausa para os beybladers refletirem sobre as falas do Toshihiro e perceberem que ele acabou de descrever duas características de um certo líder de uma certa equipe principal)
(outra pausa para os beybladers entenderem o que isso pode significar)
Isaac: OMFG Rumiko fez o Toshihiro de bobo por todos esses anos? O.X
(Satsuki não-loira, Yuuki e Koichi ficam lado a lado para mostrarem como são parecidos)
Nathaliya: Não, eles não são assim tão parecidos. Yuuki tem a mesma trança que o Toshihiro. E o Koichi já tem o Kouji como clone. ò.ó
Ken: Mas você tem que adimitir que a idéia da troca de casais até que não era má... XD
(Nathaliya dá porrada no Ken)
Nathaliya: Alguém me explica como foi que eu acabei virando cunhada desse maluco idiota retardado? ò.ó
Yoshiyuki: Ah, essa é fácil! XD Você de repente se apaixonou pelo Isaac quando ele virou o melhor namorado do mundo por gostar de você mesmo quando você queria ficar com o Vladmir! XDDDD
(Em algum lugar do off-talk Lin abraça protetoramente o Vladmir e se recusa a largar)
(Platéia faz "oooh" pelo gesto romântico do Isaac)
(musiquinha romântica toca no fundo)
(Off-talk entra em clima de romance)
David U.: E Valentine's é só daqui a nove dias... XD
Lhana: E só pra provar que eu sou sim uma irmã mais velha pentelha eu vou agora anunciar que a fic de aniversário do meu maninho vai também ser relacionada a Valentine's, e vai ser quando o Davidinho fizer 16 anos... XD
Sasha: OMFG, DAVID VAI GANHAR UMA NAMORADA??????? O.O```
Lhana: Eu já disse demais, pirralho! XD Quando o dia de postar a fic do maninho chegar – o que pelo visto ainda vai demorar um pouquinho considerando a velocidade com que as fics de aniversário estão sendo atualizadas... – vocês vão saber! Por enquanto fiquem na vontade! MWAHAHAHAHAHA!!! (Gargalhada fatal da Lhana)
Ann: Oh, a Lhana agora sabe gargalhar como eu e a Cathy! Hey, Lhana, quer se juntar a mim, a Cathy e ao Yoshiyuki em nosso grupo de dominadores do mundo? (Ann sorrindo sugestivamente)
Lhana: Oh, mas claro! Eu adoraria! XD
(Ann, Cathy, Yoshiyuki e Lhana se abraçam)
(Ann, Cathy, Yoshiyuki e Lhana soltam suas gragalhadas assustadoras)
(Beybladers morrem de medo e começam a se mandar do off-talk)
Shinji: Alto lá! Ninguém sai daqui até a gente saber o que vai aconter com a nossa fic, que também está atrasada! ò.ó
Osamu e Kazuo: (em meio ao processo de transformação com muitas luzes e efeitos sonoros) ISSO MESMO! Ò.Ó
(Lin não aparece porque ela está muito ocupada se recusando a soltar o Vladmir em algum canto obscuro do off-talk)
Cathy: E o que a gente tem a ver com isso? O.õ
Osamu: Não sei, mas a gente quer saber antes que todo mundo fuja e o off-talk acabe por falta de personagens. ¬¬'
Kazuo: E enquanto isso a gente podia aproveitar a situação pra fazer a Cathy e a Elizabeth fazerem alguma declaração sobre a revelação bombástica que o Jamie colocou na introdução da fic sobre o futuro das duas. Foi a coisa que mais gerou comentários e elas até agora não disseram nada... (Kazuo lançando um olhar significativo para o Osamu)
Osamu: É... ficar no silêncio não é bom pra publicidade...
Cathy: Eu não tenho nada a declarar. u.ú
Elizabeth: Nem eu. u.ú
Felipe: Como não? Vocês não tem um bebê e tudo?
Franklin: É, isso é mais do que o Felipe e Luiz fizeram...
(Porrada no Franklin – Luiz aparece do nada pra ajudar o Felipe a mandar o riquinho almofadinha pra lua)
Cathy: Pra sua informação, nada aconteceu ainda. Eu fiz 16 anos segunda-feira passada – E NINGUÉM COMEMOROU! EU QUERO FESTA TAMBÉM!!! ò.ó – e a Beth vai fazer 17 em abril. Ainda faltam alguns anos pra gente sequer morar na mesma cidade. Ò.ó
Gaby: O que é uma pena, porque elas são realmente um belo casal! n.n'
Cristiano: Assim como o capitão e o Luiz! n.n'
Lhana: E o meu manino e... (fala da Lhana fica censurada para não revelar spoilers que não devem ser revelados)
Erik: Acho que a gente entendeu a mensagem... ¬¬''
Len: Alguém por favor me explica como foi que de repente esse off-talk virou um aglomerado LGBT? O.õ
Satsuki U.: Alguém me explica a repentina aparição e destaque de personagens que não deviam realmente estar aqui? ò.ó
Shinji: Alguém pelamordedeus me responde quando é que a gente vai poder ver a nossa fic atualizada antes que os gêmeos consigam definitivamente matar o Hiwatari? O.O''
(Beybladers em silêncio pra dar mais efeito pra fala do Shinji)
(Close no Osamu e Kazuo chegando muito perto de uma porta com uma placa "James St." – é, o quarto do James tem uma plaquinha assim, de verdade! – armados com suas unhas e dentes afiados)
(Close de novo no Shinji e nos beybladers percebendo o momento de crise eminente)
Anya: (aparece do nada porque ela não tem nada a ver com os atos possessivos e completamente OOC da mãe dela) Isso é fácil. O aniversário dos gêmeos e o meu aniversário vai ser no fim do mês. O capítulo de fevereiro desta fic vai ser postado no dia do aniversário dos gêmeos para que a gente possa comemorar com um grande off-talk, e o capítulo de janeiro de Jiyuu no Tame Ni vai ser postado no meu aniversário pelo mesmo motivo, e em março teremos dois capítulos durante o mês para voltar aos planos originais. u.u
(Beybladers impressionados com o fato de que a Anya sabe tanto)
(Anya decide não contar pra todo mundo que ela só sabe dessas coisas porque foi ela quem sugeriu isso pro James e que ela estava com ele até muito pouco tempo atrás, enquanto sua mãe tornava-se uma criatura extremamente possessiva e Vladmir avaliava seriamente suas chances de sair vivo de seu próximo encontro com Nathaliya)
(Osamu e Kazuo ouvem a explicação da Anya e saem de perto do quarto do James)
(Beybladers respiram aliviados porque o autor não vai mais ser brutalmente assassinado por dois gêmeos quase-lobisomens)
Kouji: E agora que não temos mais nenhuma crise para resolver, o que vamos fazer?
Kenji: Eu sei! XD Eu sei! XDD (Kenji com a boca e as roupas sujas de chocolate depois de terminar o segundo bolo de aniversário) Como eu sou o aniversariante do dia, eu tenho poderes especiais! XD E eu quero usar os meus poderes especiais para ajudar os leitores, porque assim em troca eles vão me dar muitos reviews de aniversário e eu vou ficar feliz! XD
Akiko: E como exatamente você vai ajudar os leitores, Kenji-kun?
Kenji: Eu vou mostrar, com um capítulo de antecedência, o tão aguardado encontro de Kouji e Koichi! XD
(Musiquinha triunfante no fundo)
(pausa para os beybladers deixarem seus queixos caírem)
Satsuki U.: Você não pode fazer isso, Kenji!
Kenji: Posso sim! XD Hoje eu posso fazer tudo! XDD E eu quero que o tio Koich e o primo Kouji fiquem cara a cara! XDDDDD
(Kouji e Koichi caminham em direção ao palco do off-talk controlados por uma força invisível)
Rumiko: Oh, não... o.o'
Yoshiyuki: Oh, sim! XDDD
(Kouji e Koichi ficam cara a cara finalmente)
Koichi: ¬¬'
Kouji: n.n
Koichi: ¬¬'
Kouji: n.n
Koichi: ¬¬'
Kouji: n.n
Koichi: ¬¬'
Kouji: n.n
Koichi: ¬¬'
Kouji: n.n
Koichi: ¬¬'
Kouji: n.n
Koichi: ¬¬'
Kouji: n.n
Yoshiyuki: Vai ser só isso? XD
(Kouji e Koichi continuam fazendo suas carinhas bestas)
Akiko: Acho que era pedir demais pra ter um spoiler desses no off-talk... o.o'
Kenji: Droga... eles não vão fazer nada? XD Assim eu não vou ganhar reviews de aniversário! XD (Kenji faz uma carinha muito fofinha de criança que vai começar a chorar)
(Koichi e Kouji vêem a carinha fofinha de criança que vai começar a chorar do Kenji)
Koichi: Oi.
Kouji: Oi.
Kenji: OH! ELES FALARAM ALGUMA COISA! XDDDD EU CONSEGUI! EU CONSEGUI! XDDDDDD
(Kenji começa a pular de um lado para o outro feito mola porque ele conseguiu fazer o Koichi e o Kouji interagirem antes do próximo capítulo)
(Kenji pula tanto que começa a fazer rachaduras na superfície da Terra)
(Em outro lugar do mundo os chineses decidem que agora é uma boa hora para testar a teoria do caos causada por todos os chineses pulando ao mesmo tempo)
(E a Terra é destruída por todos os chineses mais o Kenji pulando ao mesmo tempo)
(E assim esse off-talk cheio de spoilers e discussões idiotas chega ao fim)
(E as Frases Entre Parênteses se despedem com a promessa de atualizações nos dias 27 e 28 de fevereiro)
(E elas também prometem dominar o off-talk um dia!)
OWARI
