No Use For a Love

1ª Temporada

By Mukuroo


Este fic foi escrita por mim no ano de 2004 (eu acho ao menos, faz tanto tempo que nem lembro mais!). Talvez ela possa ter algumas diferenças porque fiz uma nova revisão e estarei republicando aos poucos, em capítulos. E dessa vez, com um fim em vista. Agradecimentos antecipados à Ariadna que muito me incentivou a re-iniciar este projeto. Conteúdo Yaoi/Lemon. Saint Seiya não me pertence.


IV

Kamus parou o carro em frente a seu prédio e caminhou até uma estranha figura que permanecia encostada no muro. Um homem alto, vestindo um sobretudo marrom escuro de pele de urso e uma bota da mesma cor com cadarços na frente. O homem de longos cabelos roxos, amarrados em um rabo de cavalo preso por três ligas desencostou do muro e cumprimentou o delegado. Miro observou atentamente o porte daquele homem, encantado com tamanha beleza. Observou como os dois sinais em sua testa o deixavam com um ar exótico, muito mais que a pintinha que seu amigo Shaka tinha entre os olhos. Seus devaneios foram interrompidos por um francês nervoso tentando chamar sua atenção.

- Terra chamando Milo! – o ruivo gritou nos ouvidos do grego.

O loiro soltou um curto grito de susto, olhando o delegado com os dois olhos arregalados. – O que foi? – colocou a mão no peito. – Quase me matou de susto...

- Susto? Faz um tempão que eu estou aqui tentando te apresentar o Mu. – olhou sério para ele, soltando um suspiro. – Este é o Mu, o detetive particular do Departamento de Polícia de Athenas. – virou-se para o homem. – E este é o Milo. O rapaz que eu lhe falei.

O rapaz de longas madeixas de cor violeta olhou Milo de cima em baixo, quase o comendo com os olhos. Reparou que também era observado e assim que seus olhares se cruzaram, Mu passou a língua pelos lábios em sinal de provocação o que fez o loiro engolir em seco, mas estendeu a mão para cumprimentá-lo.

- É um prazer!

- O "prazer"... – demorou um pouco mais, a face ficando afogueada de desejo. – É todo... meu!

Milo olhou para Kamus com uma expressão de dúvida. Que tipo de homem era aquele ali na sua frente? Acabou por ficar admirando-o, achando-o lindo de morrer.

O francês então respirou fundo, um tanto que indignado, caminhando para dentro do prédio, em um pedido mudo para que o seguissem. Sabia como Mu era fogoso, mas não precisava ficar dando em cima de SEU hóspede tão descaradamente. Parou por um instante, virando-se para o grego e entregando-lhe a chave.

- Pode ir na frente, Milo! Eu preciso ainda resolver algumas coisinhas pendentes com o Mu. – disse, notando os dois um tanto que confusos. Mas o garoto acabou por pegar as chaves das mãos do delegado e o obedeceu.

- Eu pensei que tivéssemos resolvido tudo! – exclamou Mu sem entender muito bem aquela reação de Kamus.

- Eu também pensei! – disse com um olhar de dar medo. Mu até se afastou um pouco ao perceber a expressão do amigo, com medo de ser congelado por aquele olhar frio.

- O que foi? Que cara é essa?

- Mu... – Kamus foi chegando bem perto de Mu, que se afastava dele a passos largos. – Se você encostar um dedo, em um fio de cabelo do Milo... – O ruivo falava de forma tão fria e séria que Mu chegou até a parede, vendo-se sem saída. – Eu te mato, está me entendendo? – colocou os dois braços na parede, um de cada lado do rosto de Mu que o olhava pervertidamente, mandando-lhe um beijo no ar e piscando o olho para o francês, o que deixou o francês bem mais indignado. – E não pense que será de tesão! – Kamus se recompôs, virando-se de costas e indo em direção a seu apartamento, sendo posteriormente acompanhado por Mu. Girou a maçaneta, abriu a porta e...

- Kamus! – o ruivo foi derrubado por alguém que lhe enchia de beijos, sem ao menos deixá-lo se mexer direito.

- Socorro! Estou sendo atacado! – falou encabulado, já imaginando quem era a única pessoa capaz de lhe cumprimentar assim. Mu que estava por perto tirou aquele tarado de cima dele, que o olhou sorridente.

- Olá, Kamus! Quanto tempo! – O homem lhe sorriu enquanto Milo arregalou os olhos.

- Não sabia que vocês se conheciam... – O grego loiro ficou batendo os dedos um no outro, um tanto que envergonhado com a cena e, sem saber o porque, sentiu uma certa raiva invadir-lhe. "Isso é coisa de se fazer com o Kamus? Ainda bem que se conhecem, se não eu ia morrer de vergonha. O Afrodite só me apronta. Que raiva!".

- É claro que nos conhecemos. – Afrodite pulou no pescoço de Kamus o abraçando de novo enquanto Milo virava o rosto para o lado, vermelho de vergonha e de raiva.

- O que... – Kamus tentava falar enquanto tentava tirar Afrodite de cima de si. – ...está fazendo... – olhou suplicante para Mu ao seu lado, querendo pedir-lhe ajuda com aquele carrapato. – ...no meu apartamento?

- O Shaka ainda tinha a chave que você deu para ele quando eram amantes. – falou finalmente se soltando do pescoço do ruivo e dando-lhe um selinho. – Como está?

- Sha-Shaka? Ele está aqui? – tentou olhar para dentro do apartamento em vão, pois Afrodite estava tão grudado nele que não o deixava se mover.

- Estou... – ouviu uma voz lânguida em seu ouvido. - ... bem atrás de você. – Shaka colou o corpo no do delegado e passou a língua sensualmente na orelha do francês, fazendo-o morder os lábios inferiores para não gemer. Não estava conseguindo se livrar daqueles dois, e para completar, Mu que não conhecia Shaka nem Afrodite percebeu que aqueles ali eram uns putos de uns pervertidos. Não podia deixar que eles fossem mais tarados do que ele. Chegou bem pertinho de Kamus e deu uma mordidinha em seu pescoço provocando-o ao extremo.

- Agora chega! – uma voz ecoou por todo corredor. Kamus elevou o tom de voz apenas um tanto, porém o suficiente para deixar todos ali com medo. O ruivo estava vermelho de raiva, e acabou por afastar finalmente aqueles três de si.

- Desculpe, Kamus... – falou Mu entrando no apartamento. – Quem mandou ser tão gostoso? – sentou-se no sofá dando uma piscadinha indiscreta para o delegado.

- E quem ter esse poder de ter quem você quiser... – Afrodite provocou dando um apertão na bunda de Kamus e entrando também, sentando-se ao lado de Mu, mandando um beijo para o francês.

- E quem mandou ser tão sexy? – murmurou Shaka passando um dedo em cima da ereção despontada de aquário, provocando-o, depois indo se sentar ao lado dos outros.

Kamus ficou paralisado na porta de seu apartamento. "Estou ferrado" pensou engolindo seco. Tão logo se lembrou de Milo e o procurou por todos os cantos da sala, não o encontrando, ficou extremamente preocupado. Correu em direção ao quarto de Milo e bateu na porta, verificando se este estava ali, mas não obteve resposta e abriu logo a porta, encontrando um Milo sentado encolhido em cima da cama, lendo o livro que havia deixado em cima do criado-mudo.

- Graças a Zeus. – Kamus suspirou aliviado.

- O que foi? – o grego levantou a cabeça, olhando profundamente nos olhos do francês, deixando-o por alguns segundos hipnotizado. O delegado caminhou até ele lentamente e se sentou ao seu lado, na cama. – Você não acha que eu ia ficar lá na sala vendo aquela pouco vergonha, acha?

- Milo... presta atenção. – Kamus suspirou fundo. – Eu preciso voltar para a delegacia agora. Mu é um de nossos melhores homens e já está a par de tudo. Ele irá prepará-lo para a missão. Te ajudará em todos os detalhes necessários, desde a roupa que vestir até o último microfone que será colocado nelas. Faça tudo o que ele disser, ta bom? – disse acariciando involuntariamente o rosto do jovem com os nós dos dedos.

- Sim. – respondeu o outro oferecendo-lhe um triste sorriso, diferente de todos os outros que Kamus já vira. O francês estranhou aquela atitude. Por Milo estaria triste? Será que ele estava nervoso? Preocupado? Sentiu um aperto no peito ao ver aquela expressão no belo rosto do rapaz. Não queria ver Milo triste. Doía em seu peito. "Dói...? Desde quando eu tenho esses sentimentos?" E a cada momento ao lado do grego, Kamus se sentia mais confuso. Milhares de sentimentos estranhos lhe invadiam o corpo. Desde quando se preocupava com alguém? Sempre fora um homem sem sentimentos, preocupado somente com o trabalho. Dever e obrigação eram sua prioridade e agora se via protegendo um homem que mal conhecera, que mal sabe de onde vem. Não estava sendo nem um pouco racional. Não podia deixar-se levar por emoções, mas estava praticamente impossível. Milo o fazia agir assim. Mas como? Desde quando havia se tornado tão vulnerável? Tão fraco?

- Milo... o que foi? Por que está triste? – Kamus perguntou sem perceber. – "Droga! O que eu estou fazendo? Era só deixar o garoto com o Mu e ir embora, mas não estou conseguindo. Eu quero ficar aqui com ele. Eu quero protegê-lo!".

- Não é nada... eu... – olhou os preocupados olhos azuis. - ... não sei porque fiquei assim. Eu... apenas... fiquei! Me... descul...pe! Eu sei que eu não... posso ficar assim... eu preciso estar bem para a missão e... eu não quero... não quero decepcionar vocês eu só... estou assim porque... eu... – não conseguiu dizer mais nada. Apenas engoliu o choro e abaixou a cabeça, apoiando-a nos braços cruzados sobre os joelhos.

Kamus fez menção de abraçá-lo, mas não conseguiu. Desde quando ficava por aí abraçando as pessoas? Olhou novamente para Milo. E sentiu que o tinha visto soluçar. Piscou os olhos fortemente, talvez tenha sido somente impressão. Sentiu vontade de abraçá-lo e pegá-lo no colo, mas conteve-se. "Kamus você está louco? Desde quando age por impulso?" Olhou novamente para Milo e ouviu pequenos soluços saltando daquele frágil corpo. "Droga! O que é isso que eu estou sentindo?". Colocou a mão na testa se achando um louco, mas ao ouvir um soluço mais alto não conseguiu se controlar. "Foda-se. Ele precisa de consolo". Num impulso, Kamus abraçou o grego que ficou paralisado por um momento, mas rapidamente correspondeu aconchegando-se ao corpo do outro.

- Eu tenho medo de ficar sozinho! Eu não quero mais ficar sozinho! – choramingou Milo.

- Você não está mais sozinho!! – falou Kamus sentindo o grego se desfazer do abraço e olhar para ele confuso. – Er... quer dizer... – corou. – eu... – mas antes que o francês pudesse dizer algo em sua defesa, foram-se ouvidas tosses, espirros, bocejos e arranhões de garganta. Kamus olhou para os três homens que demonstravam sorrisos cínicos na face. Sinal de que estavam zoando dele. "Por que eu disse isso?" Levantou-se com as faces rubras e sem encarar Milo deu uma última advertência.

- Qualquer coisa que precisar, pode pedir ao Mu. – disse saindo do quarto tentando tapar seu rosto corado dos amigos.

- Então, o coração de gelo finalmente está derretendo... – comentou Afrodite bem baixinho nos ouvidos do Shaka enquanto viam Kamus cochichar algumas coisas com o homem de cabelos roxos e logo depois sair apressadamente do apartamento bastante indignado.

Afrodite foi caminhando até a cama onde Milo permanecia sentado e deu um selinho de leve naqueles lábios vermelhos, depois ficou afagando os cabelos de seu amigo. Shaka achou melhor deixar aqueles ali sozinhos, afinal a tempos que não se viam e precisavam conversar. Sentou-se no sofá, ao lado do misterioso homem que lia uma revista, entretido na leitura. O loiro estralou os dedos nervosamente e tentou puxar um assunto qualquer com aquele rapaz de beleza tão exótica quanto a sua.

- Então você é o famoso Mu...

Mu desviou os olhos da revista para encarar o indiano.

- Parece que não fomos apresentados. Kamus deve ter esquecido. Sim eu sou Mu. – levantou-se com a mão suspensa para cumprimentar o loiro. – Muito... prazer... – disse provocante fazendo Shaka sorrir encabulado.

- Gostei de você. É uma pena que eu já tenha um dono... – "Ou seriam dois?" – Completou em pensamento antes de voltar a atenção para o outro novamente. – Se não fosse isso eu já tinha tirado toda essa sua roupa e feito você me chupar todo com essa sua boca provocante e depois eu ia fazer você implorar para ser fodido como um louco.

- Ah, eu adoraria. Tem certeza que não quer? Não acho que seu... dono... ficaria sabendo. – disse passando a língua pelos lábios numa provocação que fez Shaka bambear as pernas.

- Bem que eu queria... – agarrou Mu pela gola do sobretudo e o chegou mais perto, fazendo as duas bocas quase colarem. Um sentindo a respiração quente do outro. – ...ver você gritar pra mim! – passou a língua pelos lábios do outro, numa carícia sensual, depois o largou. – Mas não posso! – sorriu cinicamente para o outro.

- Tudo bem então. – Mu deu de ombros e voltou a se sentar no sofá, pegando a revista. – Você não sabe o que está perdendo. – apontou discretamente para o próprio sexo que estava rígido e despontava por debaixo de sua roupa. Shaka arregalou os olhos ao perceber que aquele ali era bem grande e sentiu ímpetos de rasgar as vestes daquele homem logo e chupa-lo bem devagarzinho, torturando aquele ser que deveria ser um puto de um gostoso e ver todas as expressões de desespero naquele rosto angelical. Engoliu seco, respirou fundo e sentou-se no outro sofá, bem longe daquela tentação em pessoa.

- Seu amigo topa? – perguntou Mu dando uma piscadela para o loiro que riu em resposta.

- É claro! Mas ele é bem caro. – Shaka piscou de volta.

- Sei... sei... Isso não será problemas.

Shaka sorriu e tentou mudar de assunto, antes que não conseguisse resistir à sedução daquele ser magnífico. Logo aqueles dois conversavam como se conhecessem a muito tempo.

* * *

No quarto...

Afrodite que tentara animar Milo já estava vendo os resultados. O rapaz já estava sorrindo e conversava descontraído como sempre fora. Os dois eram amigos de infância, criados juntos. Afrodite era filho de uma das meretrizes do bordel no qual fora abandonado, e tinham praticamente a mesma idade. Eram melhores amigos um do outro e se amavam como irmãos, apesar de que, às vezes ainda trocavam experiências práticas de trabalho.

- E como está a mãe? – perguntou Milo afobado para saber notícias da "família".

- Ahaha! A velha ainda está dando no couro, mas hoje em dia os nossos clientes não estão muito interessados em programas com o sexo feminino. – Afrodite sentou-se no colo de Milo e lhe deu um beijo rápido. – Você não imagina o quanto meus clientes aumentaram. Por que você não volta? Vai ser recebido com o maior prazer.

- Não, Fro! Agora eu tenho uma chance de deixar essa vida.

- Ah, claro... o delegado... – Afrodite torceu o nariz, tristonho. – Ele já foi lá no bordel uma vez... com três amigos muito gostosos. – Afrodite piscou para Milo que sorriu, mas logo se entristeceu novamente.

- Então é de lá que você conhece ele?

Percebendo o fora, Afrodite quis mudar de assunto, mas achou melhor deixar Milo colocar tudo o que sentia para fora. Isso faria bem ao seu amigo. Beijou-lhe o pescoço e subiu passando a língua por ele até chegar a orelha.

- Me conte o que está se passando com você... – mordeu o lóbulo da orelha e sussurrou baixinho. – Sabe que pode confiar em mim... – disse enquanto desabotoava a camisa do amigo. Voltou aos lábios do grego dando leves mordidas e chupadas enquanto desabotoava a camisa que Milo usava. – Desde quando usa roupas sociais? – Tirou a camisa passeando com as mãos pelo corpo do outro. – São do delegado, não é? Hum... – foi com as mãos até o botão da calça, desabotoando-o depois descendo o zíper bem devagar. – Só deixou você mais lindo do que já é. Mas infelizmente terei que tira-la. – disse levantando-se da cama e descendo a calça e a cueca lentamente passando as mãos pelas coxas do outro.

Milo não dizia nada, apenas segurava-se para não gemer alto. Sorriu para o amigo e fechou os olhos, mantendo-se largado na cama, deixando apenas que Afrodite fizesse o serviço. O rapaz de cabelos mais claros voltou a se deitar posicionando-se entre as pernas do amigo e abocanhou seu sexo, fazendo com que arqueasse um pouco as costas, mordendo os lábios. Afrodite começou a passar a língua lentamente pela extensão do sexo que já se mostrava duro e olhava Milo nos olhos.

- Me diz... – falava Afrodite enquanto chupava a cabecinha e acariciava as bolas.

- Eu queria ficar aqui... – Milo disse deixando uma lágrima escorrer pelo canto dos olhos. - ...com o delegado.

- Por que? Você nem conhece ele direito. Não acredito que está me traindo. – abocanhou o sexo de Milo e começou a chupá-lo, enfiando na garganta o máximo que podia.

- Porque eu sinto que se eu voltar para essa vida de novo, vou morrer! – falava sem poder conter o choro. – Eu não agüento mais Afrodite! Eu não quero mais... – soluçou.

Afrodite sentiu pena do amigo. "Sempre tão sensível...". Voltou para seus lábios e o beijou carinhosamente enquanto deixava-se ser abraçado pelo outro. Resolveu terminar logo com o que havia começado. Não podia deixar o grego naquelas condições, por mais triste que ele estivesse. Agarrou a ereção do outro e começou a estocá-la bem forte. – Eu quero ser normal. – Milo agarrava-se mais ao amigo, arranhado suas costas de desespero e tesão ao mesmo tempo, até sentir o clímax chegar. Gozou finalmente nas mãos do amigo, sentindo-se mais relaxado. Abraçou Milo também, puxando-o para um beijo e colocou a cabeça do rapaz em seu peito, e ficara-lhe fazendo cafuné para acalmá-lo, do jeito que faziam quando eram crianças. Beijava-lhe os cabelos e dizia palavras carinhosas, afagando-o até que este adormecesse. "... e sempre tão inocente. Milo você não mudou nadinha!"

- Eu te amo! – sussurrou baixinho nos ouvidos do dorminhoco. – Sempre te amei... – abraçou-se mais ao corpo junto ao seu e também adormeceu com um lindo sorriso no rosto.

* * *

Na delegacia...

Kamus organizava os últimos detalhes para a missão. Verificou as armas, os rádios, a unidade móvel, que era um camburão com alguns aparelhos e antenas, os microfones, os coletes. Tudo o que já havia sido organizado pelo quarteto maravilha, Kamus supervisionara, verificando se tudo estava certo e não tinham esquecido nada. Olhou nervosamente no relógio que já marcava 5 horas da tarde e acertou os últimos detalhes com Aioros, Aioria, Shura e Aldebaran. O local de encontro e a posição e função de cada um.

- Mas, Kamus, eu ainda não entendo porque você chamou o Mu para essa missão. – retrucou Aioros.

- Eu chamei o Mu porque eu precisava dos quatro aqui. E o Milo tinha que ficar com alguém experiente, não? – suspirou Kamus jogando-se na cadeira, aparentemente cansado.

- E você deixou ele logo com o Mu? Bela companhia! – Aldebaran riu, debochando da cara nervosa que Kamus fizera.

- Eu sei... eu sei... Ele é tarado! Mas eu já avisei que se ele encostasse um dedo no Milo eu o matava!

- De tesão? – Shura levantou o dedo.

- Vocês estão querendo me irritar? – o ruivo grunhiu.

- Não é isso, Kamus. – Agora era Aioria quem falava. – É que como o Milo já é da profissão, né... e desde de criança ainda, deve fazer tudo muito bem. Eu queria experimentar um putinho desses algum dia e...

- Cale a boca, Aiolia. Eu não admito que você fale assim do Milo! – Kamus estreitou os olhos, murmurando aquilo com uma vez perigosa que seus companheiros de trabalho conheciam bem. – E se algum de vocês sonhar em encostar um dedo no Milo, vão se ver comigo! – o ruivo era tão controlado que dava até medo. – Passar bem! – murmurou antes de deixar a porta bater.

- É... – suspirou Shura. – Parece que eu vou ganhar uma certa aposta. – disse enquanto passava as mãos pelos cabelos, provocando os outros ali dentro que quase pularam para cima daquele homem, não fosse Kamus entrar novamente na sala.

- O que estão olhando? – perguntou o delegado um tanto rabugento.

- Não... nada! – disse Aioros olhando par seu irmão sem entender nada. Aioria olhou para Shura que olhou para Aldebaran, que olhou para Aioros. Os quatro se entreolharam confusos. "Kamus é maluco! Só pode!" Era o único pensamento que lhes passava na mente naquele momento.

- Hunf! Bom mesmo! E para a informação de vocês, vocês tem apenas duas horas para se arrumarem! Teremos que chegar no local antes do Milo, que vai com o Mu até uma certa área, e depois caminhará sozinho!

Os quatro nada disseram, apenas continuavam olhando aquele doido.

- O que estão olhando? Despreguem a bunda da cadeira de uma vez, seus preguiçosos!

* * *

No apartamento de Kamus...

Mu arrumava os últimos detalhes das vestes que Milo usaria, verificando se não esquecera de nenhum detalhe, principalmente no pequeno anel que lhe serviria de microfone. O grego deveria estar vestido o mais normal possível, para se parecer com um rapaz comum que estaria andando nas ruas por acaso, mas que chamaria a atenção do criminoso de algum modo. Mas não poderia ser nada vulgar. Olhara Milo e pensara por alguns instantes. Precisava vestir-lhe algo que lhe acentuasse a inocência. Pediu alguns conselhos a Afrodite e Shaka que conhecia o grego muito bem. Depois de muita discussão, Mu foi até uma loja de roupas que ficava na esquina do prédio de Kamus e trouxera "a roupa perfeita".

- Você está lindo. – disse Shaka fazendo piscando para o garoto, brincando com ele. – Se eu não tivesse namorado – "Namorado ou namorados?" – eu ficava com você, Milo.

- Perfeito! – disse Mu com o queixo lá no chão ao ver o grego tão belo. Nunca imaginaria que alguém tão bonito poderia ficar bem mais bonito do que já é. "Belo, inocente e sensual..." – pensou enquanto desviava o olhar do corpo do garoto antes que não conseguisse se controlar e fosse morto pelo francês estressado.

- Só está faltando uma coisa. - Afrodite disse enquanto terminava de pentear os cabelos revoltos do amigo e pega algo em seu bolso. – ISTO! – sorriu passando uma discreta quantidade de brilho nos lábios do rapaz.

- Brilho? – indignou-se Mu. – Não sei, acho melhor não... – falou um tanto que desconfiado, mas Milo ficara ainda mais lindo com aquele pequeno retoque que os olhos de Mu até brilharam de desejo.

- Não está na hora de vocês irem? – perguntou Shaka olhando para o relógio, louco para que eles fossem logo e tirasse Milo da frente dele. Não agüentaria muito tempo.

- Está sim! – falou Mu puxando Milo pelo braço. – Pronto?

- Pronto!

Assim que os dois saíram, o loiro deixou-se cair no sofá se abanando.

- Pelos deuses. O que foi aquilo? – perguntou Afrodite caindo ao lado de Shaka no sofá.

- Não sei. Mas se Mu não tivesse tirado Milo da minha frente nesse instante, eu não ia conseguir me conter. Agarraria ele aqui mesmo, rasgaria toda aquela roupa e faria o sexo mais selvagem que se pode imaginar.

- Idem!

* * *

8 horas da noite, na delegacia...

- Droga! Estamos atrasados! Cadê o Aldebaran? – Kamus perguntou, já um tanto irritado enquanto esperava na garagem do Departamento de Polícia de Athenas, buzinando da Unidade Móvel. – Vamos logo, suas lesmas! Milo já deve estar lá! Não podemos deixar ele sozinho. – Suspirou e então voltou a atenção para o espanhol – Shura! Assim que você pegar o sinal do anel, me avise!

- Estou aqui! – Aldebaran veio correndo da delegacia e entrando atrás, junto com Shura e Aioros. – Não podia me esquecer da Dorothy! – gritou acariciando , abraçando e beijando seu 38.

- Está todo mundo aqui! – falou Aioria ao lado do motorista irritadinho, limpando pela milionésima vez sua faca.

- Pisa fundo, chefe! – Aioros falou lá do fundo do furgão. E daquela barulheira que estava saindo da garagem, apenas um cantar de pneus foi ouvido e novamente um profundo silêncio. A delegacia já havia sido fechada e esta seria a última missão do dia.

Continua...

Notas da autora: Bom gente, este capítulo realmente demorou a sair, mas é que eu estou em um momento meio complicado onde o tempo é algo raro! Sobre o capítulo, espero que tenha ficado bom. Tive alguma dificuldade em re-adaptá-lo em minha nova forma de escrever e talvez ainda possa conter algumas coisas que eu queira mudar. Mas como ele já estava pronto há algum tempo, eu acabei resolvendo postá-lo assim mesmo. Espero que tenham gostado! Opiniões são valiosas e logo terei tempo para voltar a escrever *_* Em uma semana estarei livre \o/ Espero que meus dedinhos fiquem bem felizes para colocar em dia os fics. Beijos a todos =* Muk-chan \o/