IV

Ao ir para o escritório onde trabalhava como secretária, Juliana continuou pensando sobre sua vida amorosa. Assim que rompera com Kanon, reatara com seu antigo namorado, o mesmo com quem casaria sete anos depois. Como frustrara-se com a negativa de Kanon em fazer sexo, não conseguira entregar-se tão rapidamente a Giovanni. Esperou até os dezessete anos, quase um ano depois de reatar com ele. Depois, resolveu esquecer o grego de uma vez e deixar o barco andar.

Tudo havia acontecido na casa de Giovanni, na Itália. Ela estava por lá de férias com a família, e por coincidência os pais dele estavam fora. Aos poucos ambos foram até o quarto, viram-se a sós e começaram a acariciar-se mutuamente. As carícias já estavam, após tanto tempo de namoro, bastante perto de culminar no ato sexual propriamente dito.

- Juliana... eu quero que seja hoje... vamos tentar? - sussurrou o italiano para sua ragazza.

- Hum... você tem preservativo?

- Não precisa, vai... eu sou virgem também, esperei por você esse tempo todo...

- Gio... Gio, não dá, eu tenho medo de engravidar se for sem proteção!

A moça já se afastava do parceiro, disposta a negar caso ele não usasse a camisinha.

- Tudo bem, eu devo ter algum em minhas gavetas.

O rapaz levantou-se e começou a procurar. De repente encontrou um preservativo que havia, por acaso, ganho de brinde numa campanha anti-DST.

- Pronto, mia bella. Está aqui, não precisará temer conseqüências ruins.

- Está dentro da validade?

- Cazzo, Juliana, que preocupação!

- É claro. Caso isso daí rompa, serei eu quem esperarei um filho aos dezessete anos, não você.

- E eu terei de assumi-lo, não sou tão egoísta a ponto de fugir da responsabilidade!

- Esqueça isso. Deixe-me ver essa embalagem.

A moça, precavida, verificou tudo muito bem: se a embalagem estava devidamente fechada, a validade no prazo, etc.

- É, está tudo certo.

- Então... vamos lá, mia bella?

- Vamos...

Eles voltaram às carícias, e logo começaram a despir-se. Ambos já estavam acostumados com o corpo um do outro e com as "brincadeiras" as quais geralmente antecedem o sexo propriamente dito. Aquele, no entanto, era o momento decisivo para a moça. Não mais apenas joguinhos: seu namorado a teria de fato, e isso fazia com que ela ficasse um tanto quanto ansiosa. No fundo, ainda se perguntava se não teria sido melhor com Kanon.

Não era hora de pensar em outro. Não quando estava prestes a ser deflorada por Giovanni. Imediatamente tomou o lubrificante que sempre trazia consigo na bolsa e decidiu aplicá-lo em si.

- Calma, mia bella! O preservativo já tem...

- Nunca é demais.

- Relaxe, Juliana... quanto mais nervosismo, pior.

O rapaz deitou-a na cama e começou a acariciá-la. Juliana gostava especialmente de ser estimulada nos seios, e por isso Giovanni sempre o fazia. A italiana começou a gemer de prazer quando o companheiro passou a acariciar sua feminilidade. Acometeu-lhe um espasmo, como se estivesse acomodando-se melhor para "deixá-lo passar".

Ainda acariciando-a, Giovanni deitou-se em cima dela e aproximou o membro do corpo da namorada.

- Gio, não! - bradou ela, afastando-se por reflexo - Sem camisinha não dá, já falei!

- Calma! Ainda estamos só brincando!

- Não. Tenho medo. Coloca logo isso pra gente continuar!

O rapaz, ainda aborrecido com a prudência (para si exagerada) da moça, começou a retirar o preservativo da embalagem. Ajustou-o ao próprio membro e foi desenrolando-o aos poucos sobre ele.

Ela observou o pênis ereto do rapaz. Em sua percepção de virgem que via um membro com camisinha pela primeira vez, estava bom.

- Podemos continuar, Senhorita Segurança? - ele perguntou.

- Sim.

A moça deitou-se e deixou o namorado fazer o que quisesse a partir de então. Giovanni estimulou o ponto de prazer da namorada várias vezes, enquanto acariciava seu corpo. Ela recomeçou a gemer, e conforme Giovanni via-a soltar-se mais, tentava penetrá-la aos poucos, mas ainda estava bastante difícil...

Juliana encolhia-se involuntariamente, por causa do desconforto que as primeiras investidas dele lhe davam. Giovanni tentava fazer com que ela ficasse mais calma, beijando-a no rosto e alisando seus cabelos.

Várias coisas passaram pela cabeça da italiana. Uma delas foi Kanon. Mesmo que ela tentasse repeli-lo, ele voltava para sua mente de maneira constante.

- Mia bella, relaxa mais... ande, não fique nervosa!

Ela tentava esquecer o antigo namorado, mas não conseguia. Mesmo àquela hora, com Giovanni, não afastava Kanon de si. Até a hora em que abriu os olhos e fitou o companheiro nu sobre si, ambos quase consumando o ato. O espasmo de excitação a acometeu outra vez, e o italiano, sentindo-a mais receptiva, penetrou-a mais profundamente e sentiu a fina barreira romper-se.

- Ah! Gio...

Não foi exatamente dor o que Juliana sentiu, mas uma sensação nova, estranha... ele parecia ser muito grande para si. Mas naquele exato instante, quando ambos finalmente se uniram, ela viu que não era Kanon quem importava.

Esperando o desconforto passar, Giovanni beijou-a na testa e tentou não ser egoísta, pensando sempre no que ela também sentiria. Não começou a mover-se até a hora em que ela mostrou-se mais solta. Devagar, passou a sair dela e entrar novamente. E assim prosseguiu, não sabendo muito bem o que fazer, mas tentando. Algumas gotas de sangue tingiram o lençol.

Ainda acarinhando-a e tentando fazer com que ela se sentisse confortável, Giovanni continuou os movimentos. Temia machucá-la, mas reparando em suas reações, via que ela não apresentava grande desconforto. Portanto, continuou.

Surpreendentemente, Juliana fechou os olhos e voltou a pensar em Kanon. Não como homem ou alguém desejável, mas como pessoa. Com quem será que ele vivia os momentos os quais negara-se a viver com ela? Naquele instante, interpretou aquilo como uma afronta à sua auto-estima. Por que não consigo? Quem o mereceria mais do que ela?

Tais pensamentos ocorriam principalmente porque, para si, a penetração não estava sendo prazerosa. As amigas com experiência sexual falavam maravilhas sobre o sexo, mas ela não estava sentindo prazer em si, apenas um pertinente desconforto... "A primeira vez de uma mulher... não é grande coisa afinal", pensou ela ao cabo de algum tempo.

Continuaram por um pouco nesse ritmo, até os movimentos do rapaz tornarem-se mais intensas. Ele passou a gemer de um prazer incontido, ainda mais para si, que era tão jovem. Penetrou-a mais algumas vezes, até atingir o clímax. Para a italiana, o prazer havia consistido em estar com Giovanni e ser finalmente dele, em poder sentir seu cheiro, seu corpo... mas não atingira o prazer sexual estritamente falando.

- Ah... mia bella, me desculpe, mas eu... fui antes de você.

A moça sorriu.

- Não tem problema. O importante é estar com você - e em seguida trocou um beijo doce e apaixonado com o amante.

Mesmo assim, Giovanni não quis deixar de ter consideração pela namorada. Após retirar o preservativo, começou a tocá-la na femilinidade, suavemente. Logo os mamilos dela se enrijeceram, ela abraçou-o pela nuca e começou a mover os quadris. Ficaram assim, num ritmo cadenciado, até a moça sentir-se estremecer em vários espasmos, chegando ao orgasmo afinal.

Após trocar mais carícias, o casal descansou um pouco e em seguida trocou a roupa da cama, pois era melhor os pais dela ainda não saberem o que ocorrera.

Nove anos haviam se passado. A jovem, agora mulher casada, não engravidara nem na primeira vez, nem nas outras. Pensava em ter um filho, mas resolvera deixar pra depois dos trinta anos, em virtude da carreira profissional.

Mas Kanon... era gay? Uma surpresa para si, evidentemente... "Quem será esse namorado?" , pensava enquanto tomava o elevador para chegar em sua sala. "Bem, seja lá quem for, tomara que esteja feliz ao lado dele!"

O assunto ainda permaneceu um tanto quanto insistente em sua cabeça, mas com as tarefas cotidianas ele logo foi esquecido.

To be continued

OoOoOoOoOoOoOoO

Bom! Aí está o hentai. Elogios? Críticas? Qualquer coisa, falem!

Beijos a todos e todas!