Fanfic: Torniquete.
Gênero: Drama. UA.
Shipper: Roy/Riza
Disclaimer: Você acha mesmo que, se eu fosse dona de HagaRen, o Roy e a Riza teriam aquele final bobo?
Sinopse: UA. Roy Mustang é um jovem que veio estudar em Ametris. Na sua nova escola ele conhece Riza, uma jovem estranha que chama sua atenção e atiça sua curiosidade. Por causa da sua curiosidade, ele acaba trazendo algumas verdades à tona e agora terá de lidar com o passado dela e todos os segredos que ela esconde por detrás da sua máscara de indiferença.
Capítulo 2 – Queimado.
Ela odiava. Odiava estar de novo, envolta ate o pescoço naquela situação humilhante. O corpo ardia, não apenas pelos machucados que ele fez, mas pelo fato de estar esfregando-se por mais de quinze minutos, como se isso fosse apagar o que havia acontecido. De novo. De novo.
Os olhos ardiam, mas ela não queria chorar.
Que deprimente. Parecia um peso morto, jogado as pressas sobre o chão do banheiro, sentindo a água quente cair sobre si. Sem vontade. Sem força. Sem vida.
Não podia dizer que não havia saídas. Havia. Mas ela era covarde demais para contar para alguém e medrosa demais para tirar a própria vida.
Riza pos se de pé, apoiando-se nos azulejos. Fechou o chuveiro, enrolou-se numa toalha e se olhou no espelho. A sua imagem lhe encarou e deu um sorriso amarelo. Ela olhou para os braços, vermelhos de tanto serem castigados. Incrível como, a cada dia, apenas um banho já não a deixava limpa. Ela deixou a toalha cair e voltou para debaixo do chuveiro.
So sairia do banheiro quando estivesse completamente limpa. E ela precisou de três banhos para que deixasse de sentir o cheiro do corpo dele sobre o dela. Quando saiu pela ultima vez debaixo da água quente, o corpo todo já estava avermelhado pelo calor. Riza se enxugou rapidamente e se vestiu, o mais coberta possível e foi cozinhar alguma coisa, porque já passava da hora do jantar e ela estava morrendo de fome.
No dia seguinte, assim que o despertador tocou, Riza pôs-se de pé. Ela nem mesmo tomou café da manha, tomou o seu banho bem depressa e se arrumou. E enquanto caminhava para o colégio, ia divagando sobre coisas inúteis. Caminhando lentamente, chegou ao colégio um pouco antes do sinal tocar, e rumou para a sala.
A professora de química entrou logo depois. Ela não era o tipo de pessoa que podemos chamar de "simpática", afinal, Izumi Curtis era, realmente, a professora mais assustadora que o colégio tinha.
- Eletronegatividade – disse a professora, escrevendo o que dissera no quadro – Você! – apontou para uma aluna que estava distraída – O que é eletronegatividade?
- E...eu...e...
- Como eu imaginava...- murmurou Izumi – Alguém sabe me dizer o que é eletronegatividade?
- É a tendência do átomo em atrair elétrons – disse Maes Hughes, demonstrando bem porque era um dos melhores alunos do colégio.
- Muito bem. Prosseguindo...
A professora continuou explicando sobre átomos, elétrons e outras coisas inúteis nas quais Riza se esforçou para prestar atenção, mas não foi bem sucedida em sua tentativa.
Tão concentrada estava, que chegou ate a estranhar quando o sinal tocou, anunciando que a aula havia terminado. Já estava na hora da Educação Física e ela não estava com a mínima vontade de participar da aula, mas no final, não tinha muita escolha. E, vendo pelo lado positivo da coisa, o professor Armstrong até que era bem legal.
Depois que a turma havia posto o uniforme de educação física, o professor os reuniu no centro da quadra.
- Hoje vamos jogar queimado. Times mistos – disse ele, arremessando a bola para um aluno.
Este aluno e outro tiraram para ou impar para começar a escolher o time. E iam escolhendo até sobrar aqueles que não sabiam ou não gostavam de jogar. Riza quase nunca era a ultima, porque, quando estava disposta era muito boa em quase todos os jogos. E naquele dia ela estava inspirada, porque em menos de vinte minutos, já havia queimado quatro pessoas.
- Vai, Hawkeye! – gritou Hughes, sentado no banco dos eliminados – Só faltam mais dois! E você também, Mustang! Vê se queima alguém!
- Cala a boca- resmungou o moreno – Não é porque eu ainda não queimei ninguém, que você pode insinuar que eu sou um inútil.
E realmente ele provou que não era um inútil, logo depois, queimou um jogador, restando apenas um no campo adversário. Jogador esse, que foi eliminado por Riza.
- Parabéns – o moreno sorriu – Você é muito boa no queimado.
- Obrigada... – e ela não pode conter um pequeno sorriso.
- Ei, Mustang! – gritou Hughes, caminhando na direção do amigo – Pelo menos você queimou um, não é?
- O que você está querendo insinuar, hein? – Maes riu enquanto empurrava Roy em direção ao vestiário masculino.
Ela tinha que admitir, Roy Mustang era peculiar. Ela achou charmoso o jeito como ele se concentrava no jogo, e ficou alegre quando ele a elogiou. Seu único defeito era ser homem; não que ela jogasse no outro time, mas ela não gostava muito de interagir com o sexo masculino.
Já no vestiário feminino, ela tratou de ir para o chuveiro, porque já estava quase na hora do almoço e ela estava morrendo de fome. Esse era o grande problema das aulas de educação física, ela saia com tanta fome que era capaz de devorar um boi inteirinho.
- Ei, Alphonse! Preste atenção quando eu estiver falando com você! – reclamou Paninya, dando-lhe um cascudo. Ela estava sentada ao lado do amigo no refeitório.
- Ai, Paninya! – reclamou – Isso dói.
- É pra você aprender a me ouvir, ao invés de ficar olhando que nem um idiota praquela tonta da Rose.
- Ela não é tonta – ele disse, enquanto bebia um pouco de suco – E eu não estava olhando pra ela que nem um idiota.
- Claro que não – ela disse, sarcástica. – Olha, Al, se está interessado nela, porque não vai lá e a chama para ir ao cinema. – ela continuou comendo o almoço, enquanto observava a garota em questão almoçar com as amigas. Ela não era feia, era apenas, na opinião de Paninya, fútil demais.
- Eu não faço esse tipo de coisa, Pan. Você sabe muito bem que eu não faço isso.
- Pois devia. Aquela tonta não tem namorado mesmo – disse ela, colocando as mãos atrás da cabeça – E alem disso, você não é de se jogar fora. Talvez ela te de uma chance.
- Engano meu, ou você acabou de me elogiar?
- É, eu te elogie, mas não se acostume!
- Não vou me acostumar. – ele riu.
Numa outra mesa estavam Gracia e Shiezca.
- Ei, Gracia, a razão da sua existência acabou de chegar – zombou a outra, apontando com a cabeça discretamente para a porta do refeitório.
- Ele não é a razão da minha existência – Gracia protestou.
- Claro que não, mas admita que você passa metade do dia pensando nele, e outra metade se esforçando para não pensar nele.
- Como você é exagerada, Shiezca! – disse ela, mordendo um pedaço do seu sanduíche – É claro que isso não é verdade.
- Do que estão falando? – perguntou Winry, assim que chegou a mesa, sentando-se ao lado de Schiezca.
- Estamos falando sobre o amor platônico e mal resolvido da Gracia pelo Hughes.
- Hum...bom assunto. Se quer saber, Shiezca, acho que nossa amiga aqui nunca vai tomar coragem o bastante para chamar o Hughes para sair.
- Não deveria ser o contrario. Ele deveria me chamar para sair!
- Ora, Gracia, não pense no que deveria ser. Pense no que pode ser! – disse Shiezca.
- Não acredito que estou ouvindo conselhos de vocês duas!
As duas sorriram – Somos suas amigas, logo, devemos dar conselhos! – disse Winry.
- Vocês falam como se fossem muito experientes – disse Gracia, terminando o sanduíche – Pelo que sei, as duas também não tem namorados!
- Não preciso de um namorado. – disse a loirinha – Afinal, garotos só servem para atrapalhar!
- Sou atrapalhada demais para arranjar mais coisas que possam me atrapalhar! – concordou Shiezca.
- Podemos mudar de assunto?
- Não fique encabulada só porque estamos expondo o seu problema sentimental – disse Winry.
- Eu não tenho nenhum problema sentimental – disse a castanha – E não estou encabulada; mas, sinceramente, esse não é o tipo de assunto que eu acho propicio a uma mesa do refeitório.
- Gracia, as vezes eu acho que você engoliu um dicionário. – reclamou Winry – Para de ficar usando essas palavras difíceis. Parece ate que você fica procurando essas palavras estranhas no dicionário, para usa-las e fazer com que a gente se sinta muito burra perto de você- e complementou em tom de gozação – Isso é trabalho da Shiezca! A nerd do grupo é ela.
- Ei, eu não sou nerd!
- Tem outro nome pra gente que fica estudando vinte e quatro horas por dia?
- Tem. Se chamam esforçados.
Riza tomou um banho bem demorado depois da aula de educação física. O vestiário estava quase vazio, como ela gostava que ele estivesse; porque assim não teria de explicar nada caso alguém visse as marcas roxas em seu corpo.
- Olha. Se não é a "olhos de águia"!
- O que você quer, hein, Lust? – perguntou Riza, sem nem ao menos se virar. Não estava com paciência para aturar aquela cobra.
- Está irritadinha, Lizzie? – a morena deu um sorrisinho sádico e segurou no pulso da outra – Deve ser porque o seu namoradinho anda te espancando...
- De onde você tirou um loucura dessa, hein? – Riza agradeceu por ainda estar de costas para a outra, caso contrario ela poderia ver seus olhos arregalados e cheios de medo e culpa.
- Conheço meninas como você, Lizzie – Lust sussurrou no ouvido de Riza – Sempre tão certinhas e calmas. Falsas. Completamente falsas.
A morena a imprensou contra a parede, para que ficassem cara a cara e que Riza não pudesse fugir.
- Com quem é que você anda transando, Elizabeth Hawkeye? – perguntou – Não venha me dizer que caiu ou se machucou. Comigo isso não cola. Isso não são marcas de acidentes. Eu sei e você também sabe.
- Me deixa em paz, Solaris – ela respondeu, irritada.
- Ah...ficou irritadinha – sussurrou ela mais uma vez, e depois, aproveitou que estava perto o bastante e roubou um beijo da loira – Até mais, "olhos de águia"
Depois que ela foi embora, Riza ainda ficou algum tempo esfregando os lábios, tamanho era seu repúdio por aquela pessoa. Lust era realmente a garota mais desagradável que conhecia. E a incrível sorte de Riza a havia transformado na nova distração de Lust.
N/A: Olá! Como estao? bem, espero que tenham gostado desse capítulo, ele ficou um pouco maior do que eu esperava e um pouco menos dramatico tambem. To me esforçando pra nao escrever algo bem ruim. Vejamos sobre a expressão que a Lust usa para falar da Riza é o significado, ou melhor, a tradução do nome dela. Hawkeye, na verdade é olhos de falcão; mas eu achei que águia ficaria melhor. A Lust ficou parecendo aquelas vilãs safadas bissexuais que adoram lamber e beijar todo mundo, e talvez ela seja isso mesmo. O Alphonse sendo o menino bonzinho que sempre foi, alias, ele precisa de uma namorada. Ninguém lembra que o menino tem necessidades! hahahahaha
E sobre a Izumi dando aula de quimica, bom, eu estava revisando a matéria do vestibular, ai resolvi juntar muito do agradavel e adicionar um pouquinho do util.
Eu realmente espero que tenha feito um trabalho decente nesse capítulo. Espero seus comentarios por reviews. E, embora eu nao responda todas as reviews como deveria, saibam que eu adoro le-las e rele-las. Adoro mesmo, por isso mandem várias!
Um beijo enorme a todos,
Lika Nightmate, atrasada para ir para o curso que começa 13:00 e o onibus demora meia hora pra passar. (sao 11:55)
