Ah

Mais um capítulo!! Mais um capítulo!! E para esse eu dou meus agradecimentos a Miyu Amamyia, Eyre Malfoy-Potter, Kalisto Luna, Nanda W. Malfoy, Jad' Malfoy, Leila M Santos, Ansuya (pula em cima e abraça, que saudades de você) que me mandaram review para o capítulo passado, para a Tainá que se tornou mais uma leitora dessa insanidade que eu chamo de fic, e em especial para Simca-chan e Kiara Sallkys, que dentre todas foram as únicas a arriscar alguns pequenos palpites quanto ao "mistério dos olhos", e para minha surpresa acertaram em cheio, principalmente a Kiara que não caiu na pequena (e boba) armadilha que montei, mas isso eu explico mais tarde.

Obrigada novamente a todas vocês, e também a aqueles que lêem sem comentar, e peço desculpas pela demora, mas esse capítulo foi escrito e reescrito varias vezes, pois ele contém muita informação que deve ser deixada apenas no ar, tinha que levanta-las sem ser muito explicita, pois suas respostas só deveriam vir mais a frente, quando a estória realmente começar. Sim, até o momento tudo foi uma looonga introdução, e esse capítulo em especial servirá apenas para vocês terem uma idéia do que vai vir (tanto que vai parecer meio parado), e para matar a saudades de um personagem que muitas tem exigido a presença.

Bem, sem mais delongas, espero que tudo esteja de agrado para vocês.

Boa leitura

Disclaimers: Posso responder as maiores questões do universo com apenas três palavras: não, sim e não.

Não, eu não abandonei a fic

Sim, irei continua-la ate o final

E não, Harry Potter e seus personagens não me pertencem.

Aaaaa: narrativa no tempo normal

Aaaaa: narrativa no tempo passado

Capitulo 4: Trocando primeiras impressões.

Livre de preconceitos... Livre de antigos egos e falsos desejos... Livre... Simplesmente livre.

Por favor, me deixe apenas ver o seu sorriso mais uma vez, e seja livre.

FVQP

Odiado, amado, e por fim odiado novamente.

Harry já estava acostumado com esse tipo de oscilação ao seu redor. Se ele com 11 anos conseguiu suportar esse tipo de situação, não seria no alto dos seus 25 que iria começar a reclamar.

Suas preocupações iam muito mais alem disso

-Tsc... – o moreno encara sua face no espelho do banheiro em que se trancou logo após cada um de seus companheiros de dormitório ir dormir.

Quando adolescente nunca fora o espécime masculino mais atraente, segundo Draco: ele tinha o que se podia chamar de "presença", algo que apesar de não ser necessariamente físico o tornava atraente aos olhos de muitas pessoas. Sua beleza física só veio depois que se tornou adulto, com seu corpo mais desenvolvido e alguns tratamentos que foram impostos por seu semi-namorado, Hermione e Giny.

Mas hoje, até mesmo aquela suposta presença estava ausente.

Sua pele estava pálida com um tom meio esverdeado, passando um ar meio doentio. Seus olhos apresentavam profundas olheiras e o verde contrastava toscamente com a vermelhidão das veias ao seu redor. Seu cabelo estava tão rebelde como sempre, mas não era o rebelde domado que ele conseguira criar depois de anos de sofrimento, mas um desleixado e muito pouco atraente.

"Eu estou parecendo um inferi"

Por ter acabado de sair do banho, não levava nada mais do que uma toalha enrolada na cintura em seu corpo úmido. Ele olhou com desgosto para a imagem de seus ombros. Seu corpo atual era fraco. Era irritante ver que todos os músculos que trabalhara tanto para desenvolver haviam sumido.

Fechando os olhos, e se apoiando na fria pia de mármore, contou lentamente até dez. Precisava se acalmar.

Ainda apertando a pia a sua frente com apenas uma das mãos, abaixa a cabeça, liga a torneira e molha o rosto - apesar ter acabado de sair do banho - na esperança de esfriar sua mente confusa.

Mas assim que olha novamente no espelho, não vê apenas sua imagem refletida. No fundo do banheiro, escorado em uma parede, estava quem menos esperava topar naquele momento.

Draco Malfoy

Se virando para o recém chegado, Harry o encara por alguns segundo sem saber ao certo o que fazer.

Com passos lentos, e sem dizer nenhuma palavra, o ex-gryffindor caminhou até onde estava Draco, e se escorando na mesma parede que o outro, se deixa cair sem maiores cuidados. Draco olha preocupado para o corpo desleixadamente caído ao seu lado, mas viu que tudo o que o moreno tinha era cansaço.

Acompanhando o outro em seu silêncio, Draco também se deixa cair até ficar sentado não muito longe de seu ex. Harry respirava fundo varias vezes, muita coisa havia passado, e durante toda a noite maldisse o loiro por cada situação insólita com que teve que bater de frente.

Deixando a mão cair de lado, o moreno tenta pegar a do loiro em um ato reflexo, mas essa ao chegar aonde deveria estar à pele do slytherin, simplesmente continuou caindo até tocar a superfície fria do azulejo.

Por segundos de pânico, o moreno pensou que tudo aquilo não havia passado de uma alucinação, mas ao deixar cair os olhos no chão, viu que sua mão estava transpassando a do outro, como se esta fosse a mão de um fantasma.

Draco esperou que Harry fizesse perguntas, esperou até mesmo uma pequena explosão por toda aquela situação em que se meteu, e quando viu sem poder evitar que o moreno ia tocar seu corpo imaterial sem que ele pudesse avisar da sua condição naquele mundo, esperou que o moreno exigisse um porquê.

Mas tudo o que Harry fez foi prender o ar pela milésima vez naquela noite, para em seguida solta-lo lentamente, fechar os olhas e dizer:

- Por que demorou tanto para chegar?

A promessa nunca tinha sido feita.

As palavras "eu posso te enviar para outro mundo, mas mesmo assim continuarei te cuidando" nunca foram ditas, mas nesse relacionamento de palavras de duplo sentido e sentimentos reprimidos ambos sabiam que esses eram seus verdadeiros sentimentos.

- Realmente importa? – respondeu Draco com outra pergunta sem deixar de esboçar um pequeno sorriso.

Entre veneno e beijos eles haviam se despedido algumas horas atrás, mas ambos sabiam que nunca iria durar muito, a distancia entre eles nunca duraria alem do momento que o coração de um deles se apertar.

-Não mais. Já que você está aqui.

Harry estava tão cansado, a noite havia sido tão exasperante, que diferente do loiro não conseguiu manter sua mascara de indiferença, tudo o que queria era tê-lo, nem que fosse por alguns segundos, a seu lado.

- Não exatamente. – Draco murmura

Mas essas palavras Harry ignorou, consciente, ou inconsciente, o moreno desejava acreditar que aquela presença a seu lado era 100 fiel a que deixou para trás no outro mundo, apesar de que o vazio que sentia ao manter sua mão ainda através da do loiro fizesse descer um gosto amargo por sua garganta.

Já Draco não podia ter o luxo de se deixar levar por tal ignorância, havia muitas coisas que deveria esclarecer. Apesar da ausência de perguntas do moreno, era mais que obvio a situação delicada em que se encontrava, mas também havia muitas coisas a respeito do feitiço que usou que preferia manter só para ele, não havia motivos para os dois sofrerem, ao menos não agora.

Resignado, o loiro viu que tardar mais as explicações só piorariam as coisas, por isso resolveu dar as explicações da maneira mais Slytherin que encontrou: peneirando convenientemente as informações.

- Potter...

- Eles estão em guerra aqui também – Harry ainda de olhos fechados o interrompe – não passei nem uma noite completa nesse mundo e descubro que há mais uma guerra ao meu redor.

- Isso era meio que esperado – Draco não sabe se se sentia aliviado ou frustrado por retrasar mais uma vez o assunto em que ia tocar.

- Parece que Voldemort lidera um dos lados dessa guerra. Senti tudo meio repetitivo ao ouvir que ele ainda defende a mesma ladainha, pureza de sangue, morte aos muggles e bla bla bla... Nem tudo é tão diferente afinal.

Das informações que Harry coletou naquela noite sobre seu novo mundo, a que mais o decepcionou foi ouvir da guerra que ocorria do lado de fora dos portões do colégio. Apesar de que pela primeira vez ele não se sentiu a estrela principal de uma tragédia grega quando o assunto foi abordado, mas apenas um simples espectador, tal como cada um dos alunos daquele colégio. Pois essa sim foi uma surpresa: o colégio Hogwarts de magia e feitiçaria não estava do lado do bando da luz, e muito menos do lado das trevas. Aparentemente o colégio havia se tornado um ponto neutro, onde tanto filhos de família da luz e das trevas tinham o direito de estudar e expressar suas crenças. Teoricamente agradável, mas na pratica...

- Tudo está tão diferente. – Harry balbucia

- Eu sei, eu vi – com apenas isso o slytherin conseguiu que o moreno abrisse os olhos e o encarar com um olhar interrogante - depois que você se foi eu realizei um conjuro que permite o executor do feitiço seguir o enviado, mas como meu único ponto de ligação a esse mundo é você, minha "existência" aqui dependerá da velocidade com que você se entrosa a esse plano. No começo eu era apenas uma consciência que te seguia, mas à medida que você foi se entrosando com as outras pessoas minha "existência" foi aumentando até o ponto que você já consegue me enxergar.

- Mas não te tocar. – O moreno murmura com certo pesar.

- É – "E se Merlin quiser, isso vai continuar assim por um bom tempo" o loiro pensa melancólico. – estou diretamente ligado a você, enquanto sua ligação a esse mundo ainda é fraca, não posso me afastar muito da sua presença, senão volto instantaneamente para o meu mundo.

-Hn... Então você viu tudo o que aconteceu?

- Apenas desde o momento que entrou no castelo. Texugo... – o loiro contém de maneira muito ruim o riso. – Sempre achei que o amarelo cairia melhor em você do que o vermelho

- Ah, vai te catar. – esbraveja Harry virando o corpo de lado, na tentativa de dar as costas para o outro – isso não tem graça.

- Realmente – sua expressão se torna séria – não tem.

O hufflepuff volta a se virar para encarar Draco e encolhe os ombros resignado, não havia muito que podia fazer quanto a isso.

FVQP

Apesar da maneira dramática com que Xionara explicava, e dos murmúrios mórbidos de sua irmã como plano de fundo, Harry compreendeu rapidinho que a vida de um texugo dentro das paredes daquele colégio realmente não era nada fácil.

Mesmo que a guerra lá fora não os afetasse e que dentro do castelo havia se formado toda uma sociedade a parte, era inevitável que pequenos detalhes não reflexionassem dentro daqueles muros. E nisso, como era de se esperar, nasceu a clichê disputa entre as casa de Gryffindor e Slytherin, mas diferente de antes, essa disputa não se resumia à corrida por pontos, ou pequenas pegadinhas, a coisa havia se tornado mais grave, era uma disputa realmente acirrada por territórios, e aliados.

Uma guerra em menor escala.

Nessa mistura, os Ravenclaws preferiam se manter neutros, livres de grandes pressões, eles apenas ajudavam algum dos lados quando a situação se mostrava conveniente para as águias. Harry até perguntou como em um ambiente tão "preto e branco" as águias conseguiam defender sua imparcialidade de maneira tão fácil. Tudo o que conseguiu arrancar daqueles lábios maliciosamente sorridentes foi:

- Bastou apenas um homem.

Depois disso a boca dela ficou selada para aquele assunto, e um arrepio passou pela espinha de Harry.

Por fim, depois de esclarecer as linhas gerais, ela explicou a situação dos Hufflepuff.

Esses sim não tinham escolha à neutralidade. Alguns poucos conseguiam proteção ao se aliar a algum dos lados, mas a maioria servia apenas como alvo para o descarrego de tensão de ambas as partes. Vistos como bodes expiatórios, em geral tentam não chamar muito a atenção e são os alunos que mais rezam para que o fim da sua vida letiva chegue logo.

Claro que esse ponto de vista negativo veio por parte de Xionara. Apesar de não interromper e às vezes ter que concordar em alguns pontos, Neville apenas pode tentar remediar qualquer má impressão com uma ultimo comentário.

- Eu teria que ser louco se dissesse que a vida não é tão difícil assim dentro dessas paredes. Estou aqui há cinco anos, e sei o quão cruel às pessoas podem ser. Mas nem tudo e tão negativo quanto Xionara pinta, pois mesmo que cem pessoas nesse colégio me dêem as costas, eu sei que uma vai me estirar a mão.

Harry teve que olhar meio dubitativo, eram palavras bonitas, mas as de Hooch, infelizmente, eram mais consistentes, bastava ver como as pessoas da própria casa tratavam à pequena Sibila ao evitá-la e olha-la de maneira tão rancorosa (apesar da própria não estar nem ai, ainda presa a seu próprio cantarolar sombrio).

Mas por mais ingênuo que Harry tivesse achado o discurso de Neville uma pontinha dele não pode deixar de desejar que fosse verdade.

E quando o seu recém-amigo disse as próximas palavras, seu coração se encheu de um sentimento quente como se tivesse bebido cem cervejas amanteigadas de uma vez. Afinal, quem não se derreteria com um sorridente Neville Longbottom olhando diretamente para você com seus olhos castanhos e dizendo:

- E mesmo que no seu caso todas as cento e uma pessoas te virem às costas, eu estenderei a mão para você.

FVQP

- Esse novo sistema parece que vai me dar trabalho – Harry diz apesar de não parecer tão incomodado.

- Eu meio que estou torcendo por essas crianças – Draco diz com um sorriso maldoso fazendo Harry erguer uma sobrancelha – gostaria de ver como vão conseguir dobrar o mais alto herói de guerra que o mundo mágico já viu – solta uma gargalhada – Potter, você vai ser perseguido por um mini esquadrão de comensais e uns projetos de aurors que nem saíram das fraudas.

- É... – Harry concorda pensativo – Talvez seja interessante.

- E quanto à guerra? Quero dizer: você não pode ficar aqui dentro deste castelo para sempre, o que vai fazer?

- É... Talvez seja interessante – ele apenas repetiu

FVQP

As perguntas que naquela noite vieram a Harry eram cada vez mais incomodas. E diante da guerra lá fora e de seus pequenos efeitos - como a discórdia dentro dessas paredes - a primeira coisa que o moreno se perguntou quando toda aquela informação se assentou comodamente em sua mente foi: "O que diabos estão fazendo os professores que não impedem que seus alunos se matem?". E mais uma vez seu olhar se perdeu na mesa semi-vazia dos professores, se topando diretamente com sua única ocupante, a diretora McGonagall.

Aparentemente, e isso ele havia descoberto há alguns minutos, a ausência dos outros professores era devido que poucos minutos antes dele entrar no castelo eles haviam recebido um pedido de ajuda, Hogsmeade estava sob ataque, e para surpresa de Harry não era por parte dos comensais, mas do ministério.

Assim que Hogwarts havia se tornado "terreno neutro" a vila mágica, por tabela, havia ganhado certa proteção da instituição de ensino, virado o que muitos vêem como um quintal do colégio. Qualquer pessoa de ambos os lados tinham o direito de transitar naquelas ruas não importando que atrocidades cometeram do lado de fora, desde que dentro do vilarejo se limitasse não ferir ou incomodar a ninguém.

Mas o equilíbrio foi quebrado quando uma tropa do ministério ignorou o tratado de cessar fogo daquelas terras e caçou de maneira violenta um comensal fugitivo, vários companheiros do fugitivo se uniram para defendê-lo e o que era uma perseguição virou uma batalha sem procedentes. E para tentar apartar as coisas, os professores foram chamados pelos moradores.

Guerra do lado de fora.

Guerra do lado de dentro.

Harry se resignava ao perceber que as tensões conseguiram superar as do seu mundo. E mesmo assim a diretora ao invés de parecer sequer levemente preocupada sorvia lentamente algo em uma caneca.

A mulher observava todo o quadro tenso que formava o comedor com a maior das serenidades, sorrindo ao mirar em determinado ponto, observar de maneira calculadora em outro e simplesmente dar entre ombros ao deixar cair seus olhos em outro, era um claro exemplo de uma mente funcionado.

E tudo que Harry pode pensar foi "Neutra? Tá certo... Até parece"

Deveras, talvez aquilo tudo seja muito, mas muito interessante mesmo.

FVQP

Sem receber uma resposta mais clara de Harry, Draco resolve retomar o assunto principal.

- Harry, acho que eu deveria deixar algumas coisas bem claras. – vendo que havia a atenção do moreno ele continua – O feitiço que eu usei para te mandar para esse mundo, não foi um feitiço padrão, pois você sabe, se eu usasse um desses, sempre haveria algo no caminho.

- Hnn – Harry se acomoda mais contra a parede esperando a "facada".

- Viagens no tempo, apesar de fáceis de realizar com a devida documentação, sempre nos deixa preso à regra do "não interferir" algo frustrante e que de certa forma mais te machucaria do que ajudaria.

-... – o moreno apenas assente com a cabeça

- E mudanças de dimensões apesar de mais cômodas sempre cobram um preço, que às vezes vai alem do que o viajante pode pagar: uma vida, um bem precioso, uma alma, e nem sempre se cai no mundo mais conveniente.

- Logo... – Harry começava a perder a paciência com a longa introdução.

-Logo, esse feitiço que eu usei não te mandou para um novo mundo, mas fez nascer todo um novo mundo a partir da sua consciência.

Harry, que esperava muitas coisas como resposta, menos aquilo, deixou seu cotovelo que o apoiava escorregar e bateu com a cabeça no chão. Voltando para a posição anterior, e sem saber como reagir apenas disse:

- Ok, isso me surpreendeu.

- Bem – Draco continuou, apesar da vontade de rir da cara que o moreno tinha no momento - de uma maneira geral, no exato instante que você partiu do nosso mundo todo esse plano nasceu. As pessoas que aqui vivem são exatamente as que viveram no outro, só que as que você conheceu ou ao menos teve o mais leve contato e... bem... morreram, tiveram suas vidas alteradas, mesmos que apenas ligeiramente, para que de alguma forma, durante toda sua estadia aqui você se encontre novamente com elas ao menos uma vez. Ou seja...

- Todos os que partiram estão aqui – a voz de Harry nesse ponto estava embargada de emoção -E eu poderei os encontrar mais cedo ou mais tarde

A atitude de Draco, aos olhos de Harry, havia sido a mais doce que alguém já teve com ele, e mesmo que até agora a maioria dessas pessoas ou o desprezassem ou o subestimassem, era inegável que ele estava diante de uma nova chance, uma verdadeira nova chance.

O moreno não sabia o que dizer. Tudo o que conseguiu balbuciar como resposta foi:

- Obrigado.

- Não agradeça ainda – Draco ligeiramente irritado passa a mão displicentemente por seus cabelos – as coisas estão piores do que eu imaginava. Tudo parece estar indo ao seu contra até o momento, isso esta suspeito de mais.

- Poderia ser um efeito colateral?

- Não, até onde eu sei o único efeito colateral deveria ser... ugh – Draco morde a língua ao quase soltar a única informação que deveria revelar - bem... nada realmente relevante.

- De qualquer forma – Harry encara o loiro de maneira desconfiada diante daquela ultima reação - Acho que no final eu posso aprender a lidar com tudo isso, ao menos por hora. Fora que não é sempre que eu terei a chance de ver pessoas que eu conheci, que tinham idade para ser meus pais e até mesmo avós, na forma de adolescentes.

- É – Draco teve que concordar – mas também é exatamente com esses que eu tomaria mais cuidado.

FVQP

As palavras da Albina seguiram e seguiram durante toda a noite. Ela descrevia cada um dos grupinhos mais importantes naquele salão.

No começo era ate engraçado, não só pelos comentários da menina, mas da maneira quase desesperada com que Neville tentava conter a empolgação da amiga, a repreendendo quando apontava descaradamente para alguém, ou corrigisse os corriqueiros exageros.

Fora que a cada grupo social de que ela falava o ex-gryffindor se via diante da união de pessoas que ele nunca conseguiria imaginar juntas. E de inimizades que em seu mundo não existiriam jamais.

Uma pessoa que ele viu de longe e que a albina não citou, foi James Potter. Com a bagunça que estava a mesa de Gryffindor, ele não pode ver com quem o outro moreno estava sentado, mas dando por certo que seriam os marotos, preferiu desviar o olhar, não gostaria que Xionara percebesse seu interesse pelo pai.

E com o tempo aquilo havia ficado cansativo, por mais que Xionara continuasse a falar ora Harry prestava atenção, ora simplesmente sacudia a cabeça afirmativamente e a ignorava.

Por certo, talvez a hora em que esteve mais distante da eterna explicação da nova amiga foi quando seus olhos caíram sobre uma figura solitária em Ravenclaw. Um rapaz negro de cabeça raspada e penetrantes olhos cor de ébano.

O garoto, que não devia ter mais do que a idade que Harry tinha agora, o encarava diretamente sem quase não piscar, e com, sua mão direita tamborilava algo que Harry naquela distancia não podia ouvir.

Talvez mais impressionante que os inquisidores olhos negros, seria a enorme cicatriz que ele trazia no pescoço. Harry teve um pequeno calafrio quando a viu, logo ele que estava mais que acostumado a estar diante das mais escabrosas cicatrizes devido a ultima guerra em que esteve. Mas apesar da sinistra marca, que não parecia ter sido feita recentemente, o rapaz sorria malicioso para o moreno, e tamborilava.

Tamborilava

Tamborilava.

Sem dar por si, Harry também começou a tamborilar. E quando percebeu o que fazia, cedeu a curiosidade e tentou copiar os movimentos do outro, na tentativa de adivinhar que musica era aquela.

Seus dedos dançaram sobre a mesa por algum tempo, até que um ritmo finalmente se encaixou nos movimentos sincronizados dos dois rapazes, e foi lentamente que o moreno arriscou cantar baixinho uma famosa e alegre musiquinha francesa para si mesmo:

-Alouette, gentile alouette,
Alouette, je te plumerais
Je te plumerais la tete,
Je te plumerais la tete,
Et la tete, et la tete,
Alouette, alouette, oh-oh,
Alouette, gentile alouette,
Alouette, je te plumerais.

A medida que Harry ganhava mais confiança e movia os lábios mais claramente o sorriso do rapaz negro crescia e com um simples movimento de cabeça indicou alguém a direita dele na mesa das águias.

Parando de tamborilar Harry olhou para a direção apontada e se encontrou com mais um par de olhos intimidantes o encarando, mas esses eram azuis. Quando viu que era observado em resposta, o dono dos olhos azuis apenas acenou serenamente com a cabeça. E Harry o respondeu de maneira educada da mesma forma.

- Albus Dumbledore – a voz da albina quase faz que Harry pulasse em seu acento.

- Como? – o ex-gryffindor tentava se convencer de que não ouviu o que tinha ouvido.

- Aquele cara que vc estava cumprimentando – a garota aponta com o garfo de maneira nada elegante para o rapaz loiro recebendo um tapa repressor de Neville na mesma mão – A imagem viva da bondade na terra e da boa vontade entre os homens, Albus Dumbledore, sétimo ano, premio anual e filho de uma das famílias mais conceituadas do mundo mágico nos tempos atuais.

Hooch continuou narrando um sem números de outros detalhes, mas bastou aquilo para Harry não poder mais se enganar, aquele rapaz de não mais de dezessete anos era o famoso – ao menos em seu mundo – mago Albus Dumbledore, seu mentor, modelo e protetor. Era estranho vê-lo naquela forma tão acessível, sem todo aquele ar imponente e intimidante que esbanjava em seu mundo.

- E aquela ao seu lado e a Dolores "huebet" Umbridge

- E por que você coaxou no meio do nome dela? - Harry teve que conter o riso quando fez essa pergunta, afinal, era mais que obvio, já que não importa qual idade tenha, aquela mulher parecia sempre ter aquela mesma cara de sapo.

- E você tem alguma duvida do por quê? – Xionara solta uma nada discreta gargalhada, e nem mesmo Neville pode discordar da comparação – essa daí não e grande coisa sozinha, aluna mediana e sem um pingo de carisma, mas por sempre andar com Dumbledore ganha certo status, ninguém sabe bem o que o liga a ela.

Umbridge e Dumbledore: amigos. Era algo que Harry não conseguia processar. E de alguma forma, a alegre canção infantil que ainda ecoava em sua mente, e que agora repetia e repetia varias vezes o mesmo trecho traduzido em inglês, ganhou um ar meio mórbido após descobrir essa informação.

"Cotovia, gentil cotovia. Cotovia, eu vou te depenar..."

Engoliu em seco. Se aquilo não fosse uma ameaça velada, era um claro aviso de perigo.

Quando voltou a olhar para o rapaz negro esse já não o encarava mais e prestava novamente atenção a sua comida.

- Kingsley Shacklebolt – foram apenas essas palavras que Hooch disse para retomar a atenção do moreno – ele esta no mesmo ano que o Nevy, não é alguém que se destaque por suas notas, nem que se esforce muito para sê-lo, para ser sincera, geralmente quando ouço o nome dele esta envolvido em alguma confusão.

- Um garoto problema – Harry sussurro impressionado. Era meio difícil de imaginar um dos mais conceituados aurores do seu mundo como um garoto problema.

- Hum... Eu acho que o caso dele vai um pouco alem disso. – Hooch aponta para um pequeno grupo em slytherin formado por duas garotas e um garoto de cabelo negro, mas abaixa logo o braço ao ouvir um mórbido "Xionara Hooch" vindo do sempre alerta Neville – aquele ali, Severus Snape, é um garoto problema – e inclinando a cabeça de leve na direção do rapaz negro, completa – aquele ali é um furacão de problemas. É até engraçado que ele esteja na mesma casa que o Albus, eles são quase o extremo oposto um do outro.

De fato, só naquele momento Harry percebeu que Kingsley não tinha ninguém sentado ao seu arredor, uma situação bem parecida a de Trelawney, mas graças à aura intimidadora que o rapaz negro emanava, era obvio que os motivos do isolamento eram diferentes.

- Eu se fosse você ficava bem longe desse daí. – disse Hooch como que dando fim ao assunto.

- De Kingsley? – Harry pergunta divertido diante do tom conclusivo da garota – Não se preocupe. Acredite, eu já encontrei com gente muito mais mal encarada.

- E quem disse que eu estava falando de Kingsley?

E apesar do assunto ter morrido ali, e da garota ter se prendido em mais uma longa descrição de seus companheiros de ensino, por alguma razão aquela irritante musiquinha continuou a ecoar em sua cabeça.

"Cotovia, gentil cotovia, cotovia, eu vou te depenar..."

FVQP

- Mas tem algo que até agora eu não entendo – Harry olha diretamente nos olhos de Draco – era para que nesse mundo ninguém soubesse de minha vinda. Mas eu mal cheguei e já fui recebido por Firenze. Não só isso, ele aparentemente preparou há dias uma papelada falsa com uma nova identidade para mim. Por algum momento pensei que ele havia me confundido com alguém, mas algo como isso seria conveniente de mais chamar para poder chamar de coincidência.

- Também fui pego de surpresa. Na teoria realmente ninguém deveria saber de sua chegada.

- Mas também não foi só isso. Você viu quando eu cheguei ao quarto, não viu? Em cima da minha cama tinha um baú com tudo o que eu posso precisar, desde utensílios de limpeza pessoal, ate livros, sem contar – Harry o encara serio – roupas, todas novas, recém compradas.

- Vi, e sinto ter que ser eu a dizer Potter, mas aparentemente ate um centauro tem melhor senso de moda do que você. – Draco diz isso com um meio sorriso.

- Você não entendeu o ponto Malfoy – Harry ignorou o ultimo comentário, apesar de ter remarcado com certo rancor o sobrenome do slytherin – ele comprou roupas novas, roupas exatamente do meu tamanho. Como ele poderia saber minha medida? Fora que, quantas vezes você já viu um centauro no meio de um centro comercial? Eles são seres ligados diretamente a natureza, nunca entram em território humano. Só existem duas explicações para como ele conseguiu comprar as roupas, a primeira, e a que eu espero que seja o caso, é que ele mentiu e de alguma forma convenceu alguém a comprar as roupas para ele. E a outra...

- Que mais alguém sabe de sua vinda de outro mundo e o esteja ajudando. – o loiro completa com um ar temeroso.

- Exato, mas o fato dele saber minhas medidas tão precisamente e o que mais me intriga – o texugo passa as mãos pelos cabelo de modo exasperado – quando nos encontramos ele veio com um papo bem similar ao que ele usou quando me conheceu no outro mundo. Algo sobre Marte. Hagrid sempre falou que os centauros são mais ligados as estrelas do que as pessoas ao seu redor, será que...

- Acredite Potter, se desse para adivinhar o numero da sua cueca apenas olhando as estrelas as revistas femininas do nosso mundo ficariam ricas. Acho que é cedo de mais para empurrarmos as explicações para um campo tão instável como a adivinhação.

- Seja como for – Harry também gostaria de deixar o assunto fora da área de sua pior matéria de colégio – tenho que arranjar um jeito de falar com ele a sós.

- Não acho que vai ser difícil, vocês moram no mesmo castelo, e ele sendo professor, você precisa apenas visita-lo nos aposentos dele.

- Professor. Hu hu, por algum tempo eu até me esqueci que isso aqui é uma escola. Não me admira, sinto que a menor de minhas preocupações desse ano serão as minhas notas – desviando seus olhos ganha um ar meio sonhador – He he... Mesmo que tudo isso acabasse aqui eu acho que poderia ficar feliz, hoje eu vi tantos rostos que pensei nunca mais ver, rostos que antes eu só via distorcidos com dor ou marcados pela preocupação.

- Você realmente não liga com o jeito que te trataram? – Draco pergunta com mais rancor do que o próprio moreno.

- Não vou dizer que não me feriu um pouco a atitude de alguns.

- Um pouco?

- Ta bom! Muito. Mas é como você disse: tudo isso faz parte de uma nova chance, se eu tiver que conquistar a confiança e o respeito de cada um, eu o farei. Enquanto houver vida sempre haverá esperança

E era isso o que Draco admirava nos olhos do moreno naquele momento, aquilo que o fez realizar toda aquela loucura, o fulgido brilho de esperança que a muito havia se apagado da alma do moreno, era como se ele visse de perto um leão despertar.

- Humpf, que discurso mais piegas – Draco tenta disfarçar seu desconcerto – parece que entrar em Hufflepuff realmente mexeu um pouco com você.

- Ah, cala a boca – Harry murmura sem jeito – mas, também não posso dizer que não me decepcionei quando... Não a vi

- Não a viu? – uma pequena pontada de ciúmes não pode ser evitada, mas mesmo assim tentou ser o mais desinteressado possível quando perguntou - Quem?

- Minha mãe, depois que eu bati os olhos no meu pai eu procurei por cada mesa a minha mãe, mas ela não estava lá.

- Vai ver que nesse mundo ela não é uma aluna de Hogwarts, talvez ela nem tenha rejuvenescido como seu pai. Não precisa se afobar em encontrar todo mundo um atrás do outro Potter – ele tenta fingir impaciência com o sentimentalismo do texugo, apesar de sentir algo encolher dentro de si ao ouvi-lo falar de maneira tão desolada – nesse mundo de uma maneira ou de outra você encontrará cada um deles.

- É... Mas eu meio que fiquei ansioso em vê-la, fora que eu também não consegui ver vo... hn... – o moreno esfrega a cabeça deixando o assunto de lado, afinal, segundo Draco apenas aqueles que morreram estavam destinados a cruzar seu caminho, encontrar uma versão do loiro seria impossível. E mesmo tentando disfarçar, Draco não pode deixar de notar um certo rubor. – me pergunto se aqueles dois também estão por aqui.

- Aqueles dois? – Draco pergunta confuso, mas quando a compreensão vem a sua mente seu rosto se fecha em uma careta de desagrado – provavelmente, aqueles dois idiotas foram uns dos primeiros a morrer na batalha em Stone Range, mas sinceramente eu não vejo o porquê de você ficar ligeiramente ansioso em revê-los.

- Eu sei que eles podem ser meio... Desconcertantes – Harry sempre se divertia ao ver como o loiro reagia quando tocava naquele assunto – mas você também não pode dizer que não era divertido tê-los por perto.

- Era mais divertido ter um tornado por perto do que aqueles dois – o loiro gesticula de maneira inusual a sua aparência sempre fria – eram um par de demônios.

- Só tinham doze anos. – Harry revira os olhos

- Pior, demônios mirins, mais difíceis de acertar o feitiço estupurante na hora de mirar. Fora que... – o loiro nunca teve sua expressão tão carregada de rancor – se hoje você esta nesse "estado" é por causa deles.

- É, talvez – Harry perde toda a alegria e fecha os olhos com desgostoso – mas você também não pode negar que teve sua parcela de culpa pelo meu "estado" atual.

- Eu já pedi desculpas. – Draco murmura envergonhado

- Eles também. E assim como eu as dei para você, eu as dei para eles – Harry sorri para tentar anima-lo.

- Mas parece que seu segredo aqui não vai durar muito – o loiro se lembra de alguns acontecimentos recentes

- É, ao menos não para uma pessoa em especial.

FVQP

Quando o jantar chegou ao fim, e todos se levantaram para sair, Harry fez o possível para não se afastar de Neville e de Hooch – que por sua vez guiava Trelawney bem próxima a seu corpo para não a perder de vista – mas por mais que fosse seu esforço, o moreno acabou se separando do grupo.

Só foi quando estava perdido em meio as pessoas na direção da porta principal que percebeu que Hogwarts estava abrigando mais gente alem dos estudantes, e se perguntou se isso seria mais conseqüências da guerra.

Ainda tentando achar os seus amigos no mar de cabeças a sua frente - e às vezes até mesmo olhando para trás para ver se não tinha na verdade se adiantado - algo desacelera seu passo. Uma firme mão que vindo por trás cobre seu peito.

Para não ter que tropeçar, Harry precisou de alguns minutos para sincronizar seus passos com os do desconhecido. Talvez o senso comum o tivesse instruído a tentar se desvencilhar, mas naquele amontoado de pessoas seus movimentos eram mais contidos.

A mão pausada em seu peito começou então a se mover insinuante sobre o tecido, e com um escalafrio, Harry sente alguém cheirar profundamente sua nuca.

- Sim. – sussurrou uma voz rouca – definitivamente nós temos o mesmo cheiro, mas mesmo assim alguma coisa em você ainda é diferente.

Aquela voz!! Harry nunca a esqueceria. Graças a seu "estado", muitas vezes tinha sido colocado na linha de frente para enfrenta-lo em especial. Já que em uma guerra de magos aquele homem se especializou no desarme ao estilo muggle, e poucos podiam enfrentá-lo de igual a igual no combate corpo a corpo.

- Aaah – o rapaz que o retinha mais uma vez cheira profundamente seu pescoço, mas desta vez deixa seu nariz tocar a pele de Harry – siiiim... E vejo que você é bem diferente de minha pequena pepita de ouro, pois o céu poderia ter caído inteiro encima de você, mas nada poderia apagar esse inegável cheiro de sangue em sua pele – uma pegajosa umidade se espalha no pescoço de Harry só podendo fazer o moreno imaginar que era uma lambida – delicioso, você cheira a sadismo.

O portão que dava para fora do grande salão estava cada vez mais próximo, e Harry tentava de todas as maneiras juntar sua já tão escassa calma.

"Esse pirralho esta tentando me seduzir? Não me faça rir. Acho que terei que pô-lo em seu devido lugar, antes que ache que marcou seu território".

O moreno estava mais do que ciente de sua atual e desprotegida aparência de pequeno menino franzino, coisa que não o agradava em nada – lógico – mas que dava uma arma que apesar de não ter usado na sua época de adolescente de maneira proposital, parecia mais do que necessária naquela situação. A de passar falsa segurança ao adversário.

Harry desacelera o passo e deixa seu corpo colar contra o de trás, fazendo questão de colar seu traseiro a virilha as suas costas. Precisou remexer apenas uma vez as cadeiras para arrancar um gemido do menino que o prendia. "Adolescentes" Harry revira os olhos "malditas bombas feitas de hormônios"

- Realmente não tenho problemas com sangue – a mão em seu peito afrouxou na segunda mexida de quadril que Harry o brindou – e de fato não estamos muito longe de sermos iguais.

Como Harry esperava, a segunda mão do outro rapaz se uniu a primeira na "árdua" tarefa de tocar o corpo a sua frente. Harry sorri vitorioso, como aquele menino pode ser tão previsível?

- Aaaah – o gemido que Harry ouviu ao pé de sua orelha era inegavelmente sexy – se quiser eu posso te ensinar coisas bem interessantes para se fazer com sangue. – o moreno sente uma lambida no lóbulo de sua orelha – com sangue e outras coisinhas mais.

A porta para sair do salão estava cada vez mais próxima, teria que enrola-lo por mais alguns segundos, logo não parou de esfregar seu corpo o mais insinuante possível.

Talvez não pudesse negar: estava começando a gostar daquilo.

- Talvez eu possa te dar uma chance – murmura apesar de saber que era a mais pura mentira – desde que esse seja o nosso segredinho.

- Hu hu – o adolescente de trás encosta a testa na nuca do moreno e contem uma curta risada – no final você não e tão diferente de minha preciosa pepita. O que você acha que me impede de gritar nesse exato momento o que você é para todo o colégio, e segundos depois arrancar suas roupas para te possuir no chão, na frente de todo mundo? – ele pontuou claramente esse ultimo tópico pressionando a sua ereção dolorosamente presa as calças contra o traseiro de Harry.

- Talvez o fato – dez passos do portão – de que se você fizer isso – seis passos – eu terei – três – que garantir – dois – que um bosta como você não deixe mais descendentes nesse mundo.

Um

Assim que Harry coloca o primeiro pé para fora do grande salão, e a pressão de alunos se dispersa, ele aproveita que as mãos do outro estão ocupadas e não o poderiam impedir, e com um único movimento prende com os dedos em forma de garra a proeminente ereção.

"Salve Hogwarts e suas vestes de tecido fino"

Um forte grunhido de dor chamou finalmente atenção dos transeuntes fazendo vários torcerem o rosto em dor apenas em ver o forte agarre do pequeno moreno. Harry simplesmente ignora os olhares de desaprovação e continua a apertar o membro do outro garoto e murmura para ele.

- Um piu. Dê apenas uma piu sobre a minha condição, e eu repito o mesmo que estou fazendo agora, mas com as minhas garras muito bem sacadas.

Harry dá um pulo para frente para garantir o máximo de distancia possível, e com um giro encara o rosto do rapaz que o havia abordado.

Não havia mais muita surpresa na revelação.

Ele era Fenrir Greyback

O lobisomem inclinava seu grande e magro corpo para frente, ainda segurando suas partes intimas, mas sem desviar os olhos amarelos de Harry, longe de demonstrar raiva parecia ter algo de fascinação, a mesma que um garotinho sentiria ao ganhar um hamster de presente, Harry teve que admitir que talvez o seu jeito de tentar intimida-lo tenha apenas botado mais lenha na fogueira.

O moreno se vira e com passos apressados se afasta do rapaz de cabelos desbotados. E esse não o segue, ainda mantendo um sorriso depredador. Só consegue imaginar quantas vezes mais teria a chance de brincar com seu novo brinquedo. Sua bela pepita teria um amiguinho de jogos.

FVQP

- Foi um belo susto saber que Greyback estava no castelo, será que nesse mundo ele também é mago? – Harry faz uma careta de desagrado – Em outros tempos eu teria o estuporado assim que botasse os olhos nele, mas aqui metade do castelo é formado por mini-comensais, se pretendo começar uma segunda chance por essas bandas, creio que terei que dar uma segunda chance a muitos deles também.

- Ah que benevolente – Draco bufa exasperado – e como presente de boas vindas você tinha que esfregar a bunda no...

- Draco Malfoy, você esta com ciúmes? – Harry não sabia se ria ou chorava diante de uma situação tão ridícula.

- Até parece – Draco tenta disfarçar o seu orgulho ferido – apenas fiquei enjoado diante daquela cena patética com aquele cão se esfregando em você.

- Tecnicamente eu que estava me esfregando no cão – Harry reprime o riso ao ouvir um pequeno bufido de Draco, para logo tomar uma expressão mais seria – Greyback... Sua maneira de encara a maldição que carrega e bastante similar a minha.

- Ele não passa de um assassino descerebrado movido a sangue. Um estúpido que usa sua maldição como desculpa para...

- Maldiçoes – Harry parecia decidido a tirar o lobisomem de sua conversa, Draco nunca entenderia o que quis dizer com aquilo e não estava disposto no momento a explicar - fico pensando como ela encara a sua própria maldição. Como alguém encara algo que desde os sete anos só trouxe ódio e rancor das outras pessoas

- Esta falando da Trelawney?

- Você também percebeu?

- E tinha como não? Ela passou a noite inteira murmurando aquela musica idiota – Draco diz isso de maneira irritada, mas era impossível não sentir certa pena em seu tom – ela realmente foi à escolhida desta geração?

- Ninguém me confirmou, ou sequer tocou no assunto, mas tudo aponta que sim.

- Estranho, normalmente o ministério faz questão de trancar as pessoas como ela quando atingem os sete anos.

- Também pensei nisso quando me toquei da sua condição, mas em um mundo cheio de anomalias comparado ao nosso, muitas coisas precisam de tempo para serem devidamente explicadas.

Videntes poderosíssimas eram o que elas eram, as filhas de Cassandra. Seguindo a linhagem dessa famosa maga, em cada geração dessa família amaldiçoada nasce uma jovem que carrega a mesma tristeza que sua ancestral, o dom de prever apenas as tristezas do mundo, dor, morte e caos, suas visões chegam a ela de maneira ininterrupta, tendo sempre como tema a dor do mundo. Levando sempre sua portadora a morrer jovem devido ao stress, ou pelo suicídio ao se deixarem levar pela loucura.

Trelawney deveria ter sido presa aos sete anos, quando o seu dom se revelou, e tido seus poderes usados pelo ministério para evitar catástrofes que ainda viriam. Tradição seguida desde a época de Cassandra.

Mas não aconteceu.

- Apesar de nunca ter ido muito com a cara dela, ou da sua matéria, nunca desejei que algo assim acontecesse. – Harry diz com sinceridade.

- Eu pessoalmente nunca tive contato com ela – Draco dá entre ombros – e de todos os alunos com que falei no nosso ano me disseram que ela era um charlatã. Mas se ela nesse mundo for realmente uma descendente de Cassandra, isso quer dizer que é uma vidente poderosíssima, será que de alguma forma ela pode descobrir sobre a sua maldição?

- Dificilmente – Harry se espreguiça – talvez se ela previr a minha morte enquanto estou transformado, ou eu matando a alguém, mas se não envolver sangue, ou certo grau de sofrimento, duvido que eu seja envolvido em suas previsões. Quem eu me preocupo que possa descobrir o meu segredo é outra pessoa. McGonagall.

- Você ainda acha que ela não percebeu? – O loiro o encara indignado

-Talvez ela suspeite, mas mesmo assim deve acreditar que eu sou como Lupin ou Greyback – sorri vitorioso – não sabe o quão errada está.

FVQP

Já com alguns corredores de distancia, Harry pode desacelerar um pouco.

Se antes ainda tinha alguma chance de encontrar os seus amigos, agora é que havia perdido todas. Não que não pudesse achar o dormitório dos Hunfflepuffs, por falar nisso era o dormitório mais fácil de chegar saindo do grande salão, pegando a escadaria mais próxima. Mas seria muito suspeito que o aluno novo andasse por aqueles corredores com tanta confiança.

- Perdido?

Uma voz as suas costas o tira de seus pensamentos. E vindo para seu lado, a dona dela, diretora McGonagall sorri amavelmente para o seu novo aluno.

Harry não conseguiu cheirar nada bom daquilo.

- Completamente – tentou soar o mais inocente possível – no meio da confusão da saída me separei dos meus colegas e agora não sei a quem perguntar.

- Ora, não seja por isso – a mulher volta a colocar a mão em seu ombro – se quiser eu te guio.

- Seria muito gentil – tentou não mostrar incomodidade com o contato (como se precisasse de mais contato, de qualquer tipo – naquela noite) – mas não seria também inconveniente?

-De maneira nenhuma – seu sorriso alarga – será todo um prazer.

E a caminhada começa, tendo como guia a diretora.

- E o que achou de nosso colégio?

- Belíssimo – Harry teve que se conter muito para não dizer que aquele caminho que seguiam não era o certo "Bah, como se ela não soubesse" – espero poder tirar um dia para explorar com mais calma.

- Então temo que isso te tome mais do que um dia – ela responde de maneira despreocupada – essas paredes podem ser bem traiçoeiras, sempre que olhamos mais uma vez percebemos uma coisa nova que nos escondem. – Minerva toca uma das armações dos quadros por que passavam com certo carinho para logo depois voltar a olhar sorridente para Harry – E diga, o que achou de nossas proteções? Creio que teve que passar com elas quando entrou nas propriedades com o professor Firenze.

- Havia barreiras? Temo não ter sentido nada – "Então finalmente resolveu tocar no assunto"

- Oh não – ela ri de maneira despreocupada – Barreiras não. Proteções. Não havia como você sentir as barreiras já que estava montado em Firenze e este leva no corpo um conjuro que o permite ultrapassar como bem entende pelas barreiras. Mas alem das barreiras, temos outro tipo de precaução.

- É mesmo? – Tenta parecer curioso

- Mas claro, antes que a noite caia liberamos "beijo da meia noite" por toda a extensão da floresta proibida.

Harry não fez nenhum comentário a isso, na verdade nem ao menos se alterou. Não, sabendo que estava embaixo do olhar atento da diretora.

- Sabe como é – ela continua como se a longa e constrangedora pausa não tivesse existido – tendo um dos lados dessa guerra o apoio de tantas criaturas incomuns, eu achei que espalhando "beijo da meia noite" aos arredores poderia evitar maiores problemas, já que é uma poção feita a base de prata. No geral é bastante eficaz contra, demônios e... – faz mais uma longa pausa enquanto encara diretamente o rapaz – lobisomens.

- Ouvi falar que sim. – Harry dá entre ombros – mas levando em conta que um lobisomem adulto chega a ter mais de dois metros, deve ser bem incomodo se livrar dos corpos, afinal, quando esses seres se expõem a essa substancia – o moreno encara a mulhermorrem instantaneamente ao inalar o alto teor de prata nela.

Os olhares de ambos fulminam um ao outro como se esperassem para ver quem cederia primeiro. A diretora claramente tinha suas suspeitas e Harry tinha um bom contra-argumento. E uma silenciosa luta com luvas de pelica era travada.

- Chrrrrrrris!!

Pela terceira vez o moreno é atacado por trás desde que abandonou a mesa dos texugos, mas desta vez o corpo "inimigo" se joga em suas costas o abraçando pelo pescoço.

- Estávamos te procurando a um tempão. – Hooch, ainda agarrada ao seu pescoço falava em um tom teatralmente preocupado.

- E todo o nosso esforço terá sido em vão se no instante em que o achamos você o mata estrangulado.

E não podendo ser outro o seu salvador, Neville, acompanhado de Sibila, chega um pouco de pois fazendo com poucas palavras a albina largar ligeiramente ruborizada o moreno.

- Ora, mas veja – a diretora se faz notar e todos os recém chegados meio que engasgam de surpresa – finalmente seus amigos te acharam. Logo, não precisa mais de minha ajuda.

- Obrigado por se oferecer de qual quer forma – respondeu Harry ligeiramente aliviado por se separa daquela mulher.

- Ora, o prazer foi meu, não é sempre que posso discutir tão levemente com um jovem inteligente como você.

Harry da às costas para a diretora, mas ainda se afastando ouve algo que quase o faz tropeçar.

- Inteligente o suficiente para saber que ao inalar "beijo da meia noite" um lobisomem morre instantaneamente, e provavelmente também inteligente para saber que um humano normal que ingere favos de dandrís misturado a raiz pulverizada de Mandrágora teria o mesmo final que o suposto lobisomem.

FVQP

- Beijo da meia noite – Harry murmurou para si mesmo – eu devia ter desconfiado quando me senti mal tão de repente no começo da noite. Se eu fosse um lobisomem com Greyback ou Remus eu estaria morto agora

- Isso e se ela não tivesse te feito tomar aquela poção a base de dandrís Talvez as coisas seriam mais fáceis se você contasse para ela da sua situação, Greyback definitivamente não esconde que é um ser amaldiçoado. Não entendi por que você faz tanta questão de esconder o seu problema, é meio obvio que ela suspeita.

- Não é tão simples, antes de tomar qualquer atitude, eu tenho que avaliar esse meu novo meio – Harry deixa exposto seu caráter de estrategista – não sei se as limitações do meus iguais nesse mundo são similares, maiores ou menores que as do que eu deixei, mas dependendo de qual for a situação, eu prefiro esconder por mais um tempo o meu estado. Fora que... he he – Harry sorri de maneira travessa

- Fora que você meio que gosta dessa brincadeira de gato e rato – Draco nega com a cabeça – Bem, a decisão é sua.

- Se ao menos minha noite tivesse terminado ali.

Draco olhou preocupado para o moreno, pois sabia do que ele estava falando.

- Draco... – Harry sente todo o peso do mundo voltar as suas costas – Será que eles me odeiam?

- Ódio e uma palavra muito forte Potter, ainda mais se for para descrever um discussãozinha entre adolescentes.

- É, mas ele levantou a varinha contra mim – os olhos de Harry se fecharam cansados como se quisesse dormir e nunca mais acordar – nunca pensei que perguntaria isso, mas será que Sirius me odeia? E meu pai? Será que ele me odeia também?

FVQP

Apesar da insistência de Hooch, Harry não disse nem uma palavra do que tinha conversado com McGonagall. Meio frustrada, já que a mulher era uma imagem aparentemente "sagrada" para ela, a menina teve que aceitar a negativa.

Até por que, mesmo que Xionara teimasse por mais alguns minutos, logo ela teria sido ignorada, pois algo havia prendido a atenção do moreno. A poucos metros dele estava seu pai com seu inseparável grupo, Remus, Sirius e ... Rony? O moreno procurou por toda a proximidade, mas não viu nenhum sinal de Peter, e Rony parecia mais do que entrosado no grupo, aparentemente os marotos desse mundo tinham um outro quarto integrante.

Harry não pode evitar de sorrir, eles eram exatamente as quatro figuras mais marcantes na sua infância, o pai que o protegeu até a morte, o padrinho que fazia de tudo, apesar das circunstancias, para estar sempre presente, o melhor professor que já teve, e por fim o melhor amigo e confidente.

Como se fossem atraídos por um imã, seus pés mais uma vez o afastaram de seus novos colegas e sem avisar correu na direção dos "marotos". Não sabia bem como, mas arranjaria uma forma de fazer contato com eles. Ser amigo deles. Ou ao menos estar um pouco perto deles.

Era uma nova chance, pela primeira vez naquela noite nunca aquelas palavras pareceram ter tanto sentido, mas também a cada passo que dava parecia que aquele sentido ganhava aos poucos um novo significado.

Cortando caminho pelo meio de um grupo de Ravenclaws Harry conseguiu reaver contato visual com seus alvos, eles se afastavam a passos rápidos. Mas Harry não teve nem tempo de se perguntar para onde, o alvo deles era bem claro, um rapaz de cabelos negros, Severus Snape.

Compartindo sorrisos cúmplices Rony, Sirius e James apontaram suas varinhas para as costas do rapaz, enquanto Remus apenas dava alguns passos para trás e olhando tudo com um ar de desaprovação.

Mas para Harry não era só desaprovação o que enchia seu coração.

Seu senso comum gritava "não se meta Harry, apenas tente ser amigo deles"

Das três varinhas saíram cores diferentes atingindo o alvo em cheio. Os colegas que estavam ao redor do rapaz, todos de slytherin, apenas se afastaram deixando para trás apenas duas garotas que observavam tudo caladas.

"Não se meta... é a sua chance de conhecer a fundo seu pai"

A pele de Snape havia se tornado roxa e pequenos tumores pipocaram por todo o corpo.

E por sua cara contorcida em uma careta, aquilo era realmente doloroso.

"Não se meta... essa é a sua chance..."

Os marotos riam entre si, e diziam algo sobre esse ser o troco pelo que Severus havia feito com um quartanista, mas o moreno slytherin não devia nem estar ouvindo, concentra em se encolher e conter os gemidos de dor.

"Não se meta... pode ser sua ultima chance".

Remus virou o rosto desgostoso com a atitude dos amigos, ergueu uma das mãos e abriu a boca como se fosse dizer alguma coisa, mas logo se calou.

"Não se...".

Chegou ao ponto em que Harry só conseguia ouvir em meio a toda confusão naquele corredor os soluços de Snape.

"...ah, ao diabo"

Harry conseguiu chegar finalmente perto o suficiente dos marotos, mas diferente do que esperou fazer, quando tudo aquilo começou, segurou o braço de seu pai e o virou para encará-lo.

- Mas quem... – James ao se girado deu de cara com furiosas esmeraldas.

- Não acha que isso já foi longe de mais? – Nem Harry sabia de onde havia tirado aquele tom tão ameaçador daquele corpinho pequeno

O corredor inteiro se calou. O texugo novato acabara de desafiar uma das figuras mais influentes dos alunos.

"Mais do que tudo, quero ter uma chance com meu pai" pensou ao encarar aqueles olhos castanhos "Quero conhecê-lo, quero dividir com ele todo o tempo que esse mundo me permitir, mas..." seus olhos caem no corpo tremulo no chão " O James Potter que quero conhecer não é esse, mas o James que um dia me fez sentir orgulho de ser chamado de seu filho"

- Hei novato, quem você pensa que é? – James pergunta assim que conseguiu se desligar daquelas profundas esmeraldas. E com um único puxão arranca seu braço do agarre do outro.

Harry abre a boca para responder, mas é interrompido

- Você não ouviu James? – Sirius coloca o braço sobre os ombros de Harry o joelho do mais baixo fraquejar – ele é o novo texugo.

- Aaah é – Rony sorri de maneira malvada – parece que o novo texugo gosta de andar com serpentes, tsc tsc tsc, não sabe que roedores que andam com serpente acabam sendo devorados?

"Qual é a desse povo em me lembrar a cada segundo da cadeia alimentar? Será que eles acham que estamos em um zoológico?" Harry pensou irritado ao mesmo tempo que abaixa o tronco se livra do braço de Sirius, e nas costas do mais velho dos irmãos Black o empurra para junto de onde estava James.

Sirius ao recobrar o equilíbrio o encara divertido.

- Nossa, o texugo tem coragem – e nisso seu tom amistoso some completamente, Rony o segura por trás e Sirius coloca o braço sobre os ombros de James da mesma forma que havia feito com Harry, só que com mais carinho – mas isso é por que ainda não entendeu como as coisas funcionam por aqui, não é James?

-... – James mais uma vez se perde ao encarar os traços do novato

-James? – Sirius estreita perigosamente seus olhos azul cobalto, não gostava nada daquela expressão.

O gryffindor ainda encarava o novo aluno com uma expressão que claramente dizia que não ouviu uma palavra do que disse seu melhor amigo. Esse novato tinha

algo que o desconcertava, primeiro achou que eram os olhos, mas depois percebeu que era o rosto, seus trações eram familiares.

Eram os traços de um Potter

-JAMES?

- Hã? Ah, sim – o moreno de olhos castanhos sacode a cabeça e força o seu sorriso mais arrogante e colocando a ponta de sua varinha no queixo do filho – suas opções por aqui são bem simples texugo, na verdade são só duas...

James encara por alguns segundos mais aquela face, não, não tinha nenhum parente vivo com idade para cursar Hogwarts. E segundo lembrava de sua arvore genealógica nenhum Potter havia trazido qualquer Hardnet, ou seja lá como se chama, para as ramificações da família. Solta uma careta de desagrado ao não chegar a nenhuma conclusão e da às costas para Harry deixando a frase que disse antes em aberto, sendo completada "gentilmente" por seus amigos.

- Ou você encolhe o rabinho na aba de alguém – Diz Sirius para depois dar as costas também para o novato e seguir James.

- Ou você se esconde no canto do primeiro corredor que achar e rezaz para ninguém te encontrar – Diz Rony agressivo e esbarrando bem forte no ombro do moreno ao larga-lo e passar de seu lado, fazendo o óculos que já se equilibravam na ponta do nariz do moreno cair no chão.

"Ah é... ótimo começo"

E depois de um patético salvamento, Harry teve sua devida recompensa.

- Não sei o que você quer com isso Hardnet – a voz de Snape diz em meio a um borrão trôpego e arroxeado e quando passa na frente de Harry, o moreno ouve o som de algo sendo quebrado, de certo seus pobres óculos sendo pisoteados – mas eu não pedi e nem pretendo pedir a ajuda de um texugo.

"Realmente e um ótimo, ótimo começo"

Harry se abaixava para pegar os óculos quando alguém que se deteve na sua frente se abaixou primeiro e o colocou em suas mãos.

- Sinto muito por isso – a voz tímida que reconheceu sendo a de Remus disse – apenas tome cuidado com quem você cruza pelo caminho.

As mãos dele envolveram as de Harry como em um apelo, e ele não parecia se estender apenas ao conflito com seus amigos. Harry solta o ar cansado.

- Não se preocupe, Re... – teve que se conter para não dizer o nome de seu ex-professor – Re... Re...Realmente não penso em procurar problemas com ninguém.

"Para que me dar ao trabalho? Se os problemas já parecem me perseguir por conta própria a cada esquina?"

Soltando as mãos do aluno novo, Lupin estava se preparando para sair quando notou o estado em que os óculos ficaram.

- Não acho que você vai conseguir usa-los assim, se quiser... – Harry não entendeu bem, mas pelo formato do borrão, seu ex-professor estendia a mão em sua direção.

- Hn, não, obrigado. Eu posso repará-lo sozinho. –Harry não queria ser rude, mas desde algum tempo adquiriu essa pequena paranóia de que todas as suas coisas dele que precisavam ser concertadas ou enfeitiçadas ele o fazia. Nunca aqueles anos de guerra o fizeram entender tanto as paranóias de Moody.

Tirando de dentro de suas vestes a sua varinha, ele aponta para os óculos quebrados em sua mão.

-Óculos reparo.

Um pequeno burburinho começou a se formar ao seu redor, mas ele simplesmente ignorou.

Era estranho, Harry havia realizado o movimento de pulso corretamente e era esse o encantamento, então porque o moreno não sentiu aquele formigamento que normalmente sentia quando realiza magia?

- Hardnet – a voz de Lupin era desconcertada – Você esta bem? Tem certeza que não quer que eu faça isso?

- Não, tudo bem – "então eu não consegui mesmo fazer", Harry aponta novamente a varinha e pronuncia um pouco mais lentamente - óculos reparo – nada - óculos reparo, óculos reparo, óculos reparo... Mas o que diabos esta acontecendo?

A mão de Remus volta a pegar os óculos, mesmo sem a aprovação do dono e apontando a própria varinha pronuncia.

- óculos reparo.

E em menos de cinco segundos o rapaz de olhos dourados estava colocando o objeto reparado nos olhos de Harry.

Já com a imagem mais focada, o moreno se deu de cara com a face preocupada de Lupin. Harry pensou em dizer algo para confortá-lo, mas então percebeu que o burburinho ao seu redor apenas aumentava, e ao olhar viu que todos os alunos do corredor olhavam para a pequena cena que havia dado.

Duas mãos fortes seguraram seu ombro, e quando Harry olhos para trás se viu diante da face seria de Neville, que sem nenhuma pergunta, ou sequer palavra o empurrou para longe do corredor, seguido pelas meninas. Seu grupo se afasta ainda sob o olhar analítico de todos os presentes.

Harry pode ouvir umas e outras frases como:

'Não consegue realizar nem um reparo'

'Isso não e material de segundo ano?'

'Cara, eu sabia realizar reparos antes mesmo de entrar no colégio'

'Que perdedor'

'Lamentável'

Harry sentiu uma forte dor de cabeça, não estava nem ai para a opinião dos outro, mas adoraria saber o porquê do seu feitiço ter dado errado. Não, nem ao menos podia chamar aquilo de dar errado, a magia nem sequer se canalizou em sua mão direita.

Se não tivesse tão preso em seus pensamentos o novo texugo teria percebido entre os observadores estavam um slytherin de olhos violetas e um de olhos acinzentados.

- Patético – Régulos deixa escapar com certa decepção – Definitivamente ele não pode ter vindo daquela linhagem, será que o cara e um aborto?

- Duvido – Lucius manteve seus olhos pregados no pequeno grupo de Harry até que eles sumissem de vista – geralmente abortos não carregam varinhas, e você não viu a confiança com que ele a balançou? Não meu caro amigo, duvido que esse rapaz já tenha chegado algum dia a ser um aborto.

- Então? – o mais jovem dos Blacks começou a seguir o cominha para o seu dormitório, sendo seguido de perto pelo loiro.

- Não sei, o feitiço de reparo é elementar demais para que um estudante, por mais medíocre que seja não conheça na idade que aparenta. Talvez ele esteja escondendo alguma coisa.

- Hmmm – um sorriso cruel nasce na face do mais novo – pelo seu tom vejo que está planejado alguma coisa.

- Caro Régulos, nunca ouviu falar que são exatamente as flores mais belas as que nascem em meio as maiores adversidades?

- Não, creio que nunca o ouvi falar disso.

- Deixe-me provar então – a face do loiro ate então era a pura maldade.

E naquela noite, a cada corredor que passava o slytherin deixava escapar o inocente comentário, seja de qualquer assunto que estivesse tratando.

"Hei! Vocês sabiam que o novo aluno é um aborto?"

FVQP

- Neville estava tão sério quando me afastou de Lupin, e não pediu nenhuma explicação, mas eu também gostaria de saber, Draco, você sabe por que minha magia não esta saindo?

- Eu esqueci de te avisar, isso poderia acontecer. – Draco encolhe seus ombros de forma envergonhada – Com a mudança de mundos seu núcleo de sua magia foi afetado, e como sistema de proteção, seu próprio corpo a lacrou para que ela não se descontrole. Mas isso não vai ser para sempre, no máximo alguns dias.

- Alguns dias quantos?

-Alguns dias tipo... – o loiro se encolhe mais esperando a explosão que viria – uma semana

-Uma semana?? Você espera que eu passe uma semana nesse colégio onde metade de seu alunado quer minha cabeça?? Nem ferrando, acho que se eu me esconder com as acromantulas eu estaria mais seguro.

- Com medo Potter?

Harry meio que estremece ao ouvir essa frase, ela sempre teve um grande efeito nele.

- Cala a boca malfoy. – o moreno resmunga.

- Pois eu ficaria – Draco diz pensativo – você viu o que fizeram com Severus?

- É, e depois o que Severus fez comigo? – Harry da entre ombros – pelo que eu ouvi em alguns corredores mais a frente, no ano passado Snape quase deixou imobilizado permanentemente a mão de segurar a varinha de um quartanista, o cara nem voltou para Hogwarts esse ano.

- Justificando o seu papai?

- Nem... – Harry dobra os braços atrás da cabeça – Só quero dizer que ninguém lá é digno de usar uma aurelinha de anjo. A coisa está um caos tão grande que não se pode dizer quem está certo ou errado.

- Talvez seja por que todos estão errados. E aposto que você vai fazer questão de tentar mostrar isso a eles não e são Potter? – o loiro fala com uma voz falsamente ansiosa

- Aquilo que aconteceu foi um lapso, eu apenas fiquei socada que logo a primeira imagem que eu tive do meu pai nesse mundo foi logo a única de que eu me envergonho e a que Snape sempre fez questão de me mostrar. Não pretendo interferir mais do que o necessário.

-Sei... Até parece, admita Potter, você tem complexo de herói.

- Estou falando sério, não vou me preocupar com os problemas dos outros

- Ahn han, a indiferença nunca foi o seu forte, basta ouvir o primeiro choro de algum inocente que você saca sua capa e espada, como bom Gryffindor.

- Desculpe se sou tão previsível – Irritado Harry ergue com tudo sua mão para golpear a testa do loiro, mas essa passa direto pela cabeça de Draco batendo dolorosamente contra a parede

- Aargh

- Há há há – Draco não pode se conter – não acho que você precise se preocupar com o que o que o resto do colégio vai fazer com você Potty-pooh, você já faz um ótimo trabalho se flagelando por si só.

- ... – Harry lança um olhar rancoroso para o loiro que tudo o que faz é responde-lo com um olhar tipo: "não me olhe assim, não sou eu o idiota que fica golpeando paredes com as mãos nuas"

Ah... Como aquela expressão petulante o irritava, e como se lesse seus pensamentos o loiro apenas aumentou a arrogância em seu olhar. Foi ainda sentindo sua mão dormente que Harry teve a idéia da vingança perfeita.

Relaxando os músculos das costas Harry desliza levemente até deixar quase todo o corpo deitado no chão. Um sorriso maroto se curvou em seus lábios de uma maneira sexy que só ele sabia fazer (ao menos isso acreditava Draco) e enquanto uma de suas mãos se guia ate alcançar o peito, a outra dançou por alguns segundos por suas cadeiras até que lentamente tirou a toalha que cobria sua cintura, se deixando completamente exposto aos olhos arregalados do desconcertado loiro.

- Po... Potter... O que você esta fazen...

Mas para Draco, tudo o que precisou para cala-lo foi a inebriante cena que se desenvolveu.

Harry continua a deslizar a mão que estava sob seu firme peitoral, passando lentamente pelo ombro esquerdo, subindo pelo pescoço, chegando ate a boca e da maneira mais erótica que o loiro já viu levou o dedo indicador até a boca, o chupou com gula.

As lembranças de que alguns poucos dias atrás eram seus dedos pálidos que dançavam sobre a língua do moreno golpearam dolorosamente a libido do loiro. Receoso, não consegue se controlar e estica sua mão em direção ao excitado ex-gryffindor , tendo apenas como resposta a sensação vazia de sua mão atravessar a pele ruborizada do rosto do moreno e a descoberta de que mesmo seu corpo sendo temporariamente imaterial naquele mundo ele ainda conseguia ficar "duro".

Não só ele percebeu isso, como Harry também;

Os olhos do moreno se estreitaram maliciosamente e com uma expressão de pleno jubilo tirou o longo dedo da boca começou a distribuir pequenas lambidas nos outros dedos, e a cada minuto parecia sufocar entrecortados gemidos, produtos da sua outra mão, que naquele instante massageava sua já grande ereção.

"Ah... maldito Gryffindor" eram os pensamentos de Draco "Maldito e delicioso Gryffindor, como ousa agir de maneira tão slytherin, como se atreve a se retorcer tão sensualmente como uma serpente e ..."

- AaaaahhH Draco... nnnnh aaaaah vai... Dra...hn...co – os gemidos de Harry começaram então a ganhar a forma do nome do loiro

"... e gemer meu nome sabendo que nunca poderei atender a esse convite"

E como se concordando com esse ultimo comentário sua ereção intocada pulsa de maneira cada vez mais dolorosa.

Com seus dedos suficientemente úmidos, o moreno volta a descê-los em direção ao peito, e dessa vez massageou com mais cuidado os mamilos.

- Vai... hnnnn vai Draco...nhnnn aaaaah

Sua respiração ficava cada vez mais e mais ofegante, sua mão que bombeava o pênis subia e descia em uma velocidade alucinante, seus gemidos eram contidos e varias vezes tinha que morder o lábio inferior para detê-los - mas sem nunca deter o nome do seu inquieto espectador sair de seus lábios – formando um contraste encantador com sua face fortemente ruborizada e as varias gotas de suor que passeavam por sua pele.

Draco estava enlouquecendo, durante toda a performance havia varias vezes tentado tocar Harry inconscientemente, e as vezes ate consciente, apenas para ter seu toque frustrado, o que parecia apenas dar mais gás ao excitado moreno, que a cada tentativa parecia fazer crescer seu maldoso e sexy sorriso.

E foi com um ultimo espasmo que o jato branco jorrou por cima da mão do próprio moreno e banhou os quadris ainda tensos pelo orgasmo.

O slytherin não sabia se ficava aliviado ou decepcionado, ao que achou ser o desfecho de uma das cenas mais eróticas que já presenciara (seu ex-amante se contorcendo nu em pelo no chão do banheiro de um dos dormitórios de Hogwarts), mas quando essa duvida ainda a o assolava, foi entre o jubilo e o desespero que viu que o espetáculo ainda não tinha terminado.

Abandonando o flácido membro, a mão coberta pelo liquido branco começou devagar sua provocadora trajetória, subindo pelos quadris, contornando levemente o umbigo, passando por cima da outra mão, fazendo questão de ajudá-la por alguns segundos no oficio de massagear os duros mamilos. Para depois subir pelo pescoço e chegar à boca, e lá, degustar apenas na ponta do dedo o gosto de seu próprio fluido.

A expressão de Draco era todo um poema, o moreno havia mesmo causado a maior frustração sexual de toda a sua existência. Ainda abobalhado não sabia o que dizer, mal conseguia afastar os olhos daquele rosto ofegante e corpo lambuzado de... semem.

Um sorriso maldoso se desenhou em seu rosto.

- Belo espetáculo Potter – tentou parecer altivo apesar de ter engasgado na hora de dizer a palavra "espetáculo" – mas eu pensei que o motivo de você ter entrado aqui foi exatamente para tomar banho.

A mente momentaneamente anestesiada de Harry deu um súbito estalo diante dessas palavras, desceu os seus olhos para seu corpo completamente coberto de suor e semem e em um pulo correu em direção aos boxes.

Draco teve que conter o riso ao ouvir os pequenos praguejos que o hufflepuff soltava em meio a seu apressado banho.

"Definitivamente ele e o gryffindor mais slytherin que eu conheço, mas ainda sim um gryffindor"

Após sair da ducha, secar superficialmente o corpo e limpar mais superficialmente ainda o local do crime, Harry se senta novamente ligeiramente emburrado ao lado de Draco.

Os dois se encaram por alguns segundos e dando de ombros compartem um sorriso, aparentemente nunca haveria vencedores nessas pequenas guerrinha particulares que armavam um contra o outro.

"Era apenas disso que eu precisava" Harry pensou "depois dessa noite dos infernos era disso que eu precisa..."

Mas quando deixou sua cabeça cair levemente para o lado, por puro reflexo, na direção do ombro ao seu lado, ao não poder encostar-se a nada "material", ele teve que apoiar seu corpo levando uma mão ao chão e tentar disfarçar sua expressão de frustração cobrindo seu rosto ligeiramente com seus cabelos desgrenhados.

Aquilo foi como uma bofetada na sua cara dizendo que não podia mais se prender ao passado, que em sua nova vida teria que se manter com suas próprias forças. Mas também dizia uma coisa ainda mais triste.

Se pondo de pé, dando as costas para o loiro ainda sentado, que mantinha uma expressão inteligível. Harry ouve à medida que se aproximava da porta.

- Está arrependido de ter aceitado minha proposta?

- ... – Harry não responde

- Não me surpreenderia, com tudo dando tão errad...

- Não – a resposta do moreno foi quase um murmuro – mesmo que o ódio que vi nos olhos de meu pai e padrinho fosse mais do que implicância adolescente, ou se todos descobrissem da minha condição e me crucificassem, ou se nunca mais pudesse fazer magia. Mesmo que tudo isso acontecesse, eu nunca poderia dizer que me arrependi de vir aqui, por mais negativos que sejam os sentimentos que as pessoas tenham por mim, eu simplesmente não consigo me arrepender e não pensar o quão bom é poder rever cada um daqueles rostos, vivos e saudáveis, apenas...

- Apenas... – Draco incentivou a voz vacilante de Harry

- Apenas... Sabe? Também havia outra pessoa que por mais que eu procurasse não encontrava – sua voz então se tornou quase um sussurro – será que se eu esperar bem quietinho vou poder me encontrar com "você" por aqui?

- Creio que tinha sido bem claro Potter – a voz que veio às costas de Harry era fria – nesse mundo...

- Eu entendi da primeira vez Malfoy - Harry sorri para si mesmo – mas também entendi que nesse mundo eu deveria recriar o que um dia eu chamei de esperança, pois bem, essa e a primeira esperança que eu crio "eu espero um dia poder te ter ao meu lado da mesma forma que tinha antes".

Sem olhar para trás Harry abre a porta para voltar a sua cama quentinha.

- Gryffindor idiota – Draco murmura sem poder conter um singelo sorriso e repete o que havia dito antes, mas desta vez por inteiro - creio que tinha sido bem claro Potter, nesse mundo onde habita todos aqueles que um dia partiram você nunca me encontrar, pois seja nesse ou em qualquer outro mundo, eu sempre estarei ao seu lado.

E vendo a porta do banheiro se fechar, o loiro volta a sua dimensão.

FVQP

No mundo mágico, existem muitos objetos enfeitiçados, ou simplesmente feitos desde o começo a partir de magia que ajudam a homenagear a aqueles que partiram ou simplesmente sanar o coração daqueles que ficaram. Entre eles os menos usados são as estatuetas d'Lamurie. Afinal, antes pedir para alguém pintar um quadro do que aturar pequenas estatuetas de bronze de vinte centímetros caminhando soltas pela sua casa.

Bem, para a enorme e solitária mansão Malfoy, aqueles dois pequenos adornos não poderiam ser mais convenientes.

Dois pares de olhos observavam o corpo inerte de seu dono enquanto esse não despregava os olhos de uma esfera prateada. No centro da esfera havia a pequena imagem de um sereno moreno adormecido.

- O Draco não pode continuar assim Blaise, e se ele adoecer? – a menina de bronze retorcia a barra de sua saia como se essa fosse mesmo feita de tecido.

- Eu sei Pan, ele mal voltou da sua "viagem" e se jogou na cama para observar o Potter dormir, se deixarmos como está ele vai se consumir aos poucos.

- Se o elo entre os dois mundos não se fortalecer logo, e ele não poder ao menos tocar aquele gryffindor idiota acho que ele vai enlouquecer.

- As coisas não são tão simples pequena – o garoto revolve os cabelos da amiga sem afastar seu triste olhar de seu dono – espero que esses mundos nunca se unam. – morde o lábio inferior com apreensão – espero... Que eles nunca se toquem.

- Por que Blaise? – a menina o olha temerosa – eu sei que durante a ausência dele você andou xeretando nos documentos de onde Draco encontrou o feitiço, é por isso? O que você encontrou? O que você sabe que eu não...

- Apenas reze para que eles nunca se toquem Pan – Blazer a corta – ou que ao menos que se ocorra que seja daqui a muito, muito tempo. – o rapaz suspira – pois a dor que se avizinha não chega nem aos pés da que temos diante de nós.

Ante essas palavras Pansy se cala, e assim como seu amigo se conforma em observar ao triste loiro jogado na própria cama, e se perguntar "quão fundo foi o buraco que você cavou para si mesmo dessa vez Draky-pooh? E quem será que vai mergulhar atrás de você para te buscar?"

FVQP

Hmmmm (se espreguiça) ai ai, pronto, acabei mais um capitulo, agora posso voltar a dormir.

Draco: nem ouse, sua escritora Muggle de meia pataca – o loiro mete um soco na mina cabeça.

Luana: Poxa loiro – massageando a própria cabeça – pensei que depois da overdose de loiro aguado que teve nesse capitulo você ficaria menos violento.

Draco: Desgraçada... Do que adianta eu estar no mesmo aposento que ele se nem ao menos posso toca-lo?? – aponta a varinha em minha direção.

Luana: Mas era necessário para a trama – ergo as mãos suplicantes – Fora que... Fora que...não vai ser para sempre, mais para frente você vai poder tocar nele.

Draco: Jura? – olhar desconfiado.

Luana JUUUUURO –digo com meu tom mais sincero para depois sussurrar para mim mesma – apesar de que se eu fosse você não ficaria muito ansioso para que isso aconteça.

Draco: O que você disse? – olhar biiiig desconfiado

Luana: Nada, nada. Agora que nós resolvemos esse dilema, está na hora de eu voltar a dormir.

Draco: CRUUUUCIO

Luana:AAAAAH – cai da cadeira do computador – Por que fez isso?

Draco: Você não vai dormir, comer, ou sequer beber água, e se quiser ir ao banheiro eu posso te trazer um balde, mas você não vai nem sonhar em levantar dessa cadeira até escrever a cena em que eu posso tocar novamente o Harry.

Luana: Aaaah – me sento na cadeira do pc, e deixo minha cabeça cair de qualquer jeito sobre o teclado – estou sendo mantida refém por um personagem fictício. – reviro os olhos diante da minha falta de moral – Falando em esquizofrenia... Alguém tem um gardenal ai?

Notas finais: desculpe a todas pela demora, esse filho custou um pouco para nascer, mas é que ele tinha um peso muito importante para trama, era hora das explicações, mas sem revelar ainda muitos detalhes.

Quanto aos olhos, eu acho que já esclareci quem cada um era, se ainda não me fiz entender o suficiente, peço desculpas e mostro agora com mais clareza quem era cada um

Slinterin:

Cinzas Lucius Malfoy

Violetas Régulos Black

Amarelos Greyback

Negros Severus Snape

Ravenclaw:

Azuis Albus Dumbledore

Castanhos Umbridge

Negros Kingsley

Gryffindor:

Castanhos James Potter

Azuis cobalto Sirius Black

Dourados Remus Lupin

Azul claro Ronald Weasley

Quanto à pequena peça que eu tentei pregar: é que de todos, os mais fáceis de adivinhar quem eram ,ao meu ver pelo menos, era os marotos. Logo, quem fosse supor de primeira quem eram o James. Remus e Sirius, iria por tabela acreditar que o quarto seria Peter.

Ai ai. Bom, ao menos eu tentei, mas pelo visto ninguém caiu. Me sinto aquelas pessoas que contam uma piada toda empolgada mas no final ninguém ri ( Luana envolta por uma nuvem de depressão).

Não sei se deu para perceber, mas a frase inicial do capitulo era apenas a representação dos sentimentos de Draco, vou fazer algo similar nos próximos capitulo só que com os sentimentos de outros personagens.

Com esse capitulo eu ponho fim a primeira etapa da fic, que seria, como disse antes, uma loooonga introdução. O próximo capitulo que eu postar será um interlúdio, nele vai haver um pequeno spoiler do sétimo livro (nada realmente grandioso, mas que pode incomodar alguns) logo, aqueles que não leram ainda podem simplesmente pular para o próximo capitulo de verdade, o começo da próxima fase, que eu chamo carinhosamente de " a semana infernal".

Desde já eu digo que Harry é forte. Seu poder vai alem do de qualquer mago, mas uma fic com um personagem onipotente com o tempo se torna tediosa se não for bem feita. Então eu resolvi colocar varias travas e meios de enfraquecer Harry pelo percurso (esse lance do núcleo foi a primeira, mas logo o efeito vai acabar, e outra desculpa para Harry não resolver todos os seus problemas estalando os dedos vai aparecer .), afinal, eu gosto de pregar que nem tudo e invencível, e meu Harry vai ter que malhar muito se quiser sobreviver a mim hua há há há. Falando em malhar, Harry vai aos poucos voltando a sua velha boa forma, digamos que vai ser um tipo de transição entre patinho feio para cisnes.

Sim, e o motivo de todo mundo não ficar tipo: "oh!! Por Merlin, por que ah dois James no salão??" É por que apesar de serem parecidos, James é um garoto saudável, com um corpo que teve melhor desenvolvimento. Talvez uma ou outra pessoa deve ter percebido a semelhança deles, mas preferiu as calar, já que no mundo não e raro ver pessoas sem qualquer ligação sangüínea com traços similares. Talvez mais a frente. quando a aparência de Harry melhorar. eu comece a fazer as pessoas os confundirem, mas agora, no estado físico em que está Harry, seria impossível.

Vou ser meio cruel com o moreno durante essa semana, mas quem quiser me dar alguma idéia de bullying, estou aberta a sugestões, mas lembrem-se, que apesar da aparência dele, ele ainda é um adulto que passou por muito na vida e que sobreviveu a uma das piores guerras de seu mundo, não vai ser qualquer coisa que vai alterá-lo. Azucrinar o Harry até ele perder o juízo vai ser um dos meus grandes desafios nessa fase.

Draco: Heeei você acha mesmo que eu vou ficar parado enquanto trama em tornar a vida do Ha...Potter em um inferno?

Luana: Bem... Sabe como é... Depois de uma semana azucrinando o Harry, eu pensei seriamente em escrever uma one-shot sobre a primeira vez de vocês, sabe? Para desanuviar, mas você tem razão, não tem para que perturbá-lo, acho que vou desistir disso e...

Mas Draco simplesmente, após alguns segundos me encarando com o um rilho de baba escorrendo pelo canto da boca, senta no chão e sacando um livro começa a lê-lo formando uma aura maligna cada pagina que vira.

- A... acho que criei um monstro – digo ao ler a capa do livro "1001 maneiras de fazer um Potter chorar. Por: Severus Snape" – se bem que se levarmos em conta que desde o começo ele já carregava esse livro, podemos supor que o monstro já existia dentro dele a muuuuito tempo.

Obs: e falando em one-shot, eu vou lançar um em especial sobre o passado de Sibila e Hooch explicando como elas viraram "irmãs" e dando mais detalhes do poder de Sibila. Eu recomendo que leiam. Apesar de não ser muito relevante agora, mas para frente essas personagens terão um grande peso no enredo, infelizmente mais do que meu bem amado Neville. (foi só impressão minha ou Nevy encarnou a Hermione e Xionara encarnou o Rony? rs rs, não foi intencional, mas se o garoto não fosse mais severo ninguém conseguiria deter a hiper-ativa albina)

Obrigado por ler e ate o próximo capitulo