Ola a todos! Como estão?
Trago a vós outro capítulo de esta honorável história ;D
Bem, ok XD
Como ele era um pouquinho grande demais para os padrões dessa fic, eu tive que dividi-lo em dois =x Logo mais eu posto a segunda parte, sim? ;D
Abram seus livros de história, e o google, espero que gostem!
E se preparem para Chibi! Minas e Chibi! Es ;D Além de um bandeirante todo complicado!
Maayaaa, seja onde estiver, espero que goste de seu presente, enfim, =x~
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1695
Um homem razoavelmente alto, aparentando algo como dezesseis anos, andada firmemente a caminho de um agitado porto, enquanto olhava de um lado a outro como se buscasse algo.
Possuía cabelos castanhos claros, amarrados num simples rabo-de-cavalo, um estranho e ferido bronzeado na pele denunciava os incessantes dias que passava baixo o sol. Possuía uma expressão frígida, que assustava ou mesmo intimidava a maioria das pessoas que o viam.
E era justamente esta sua intenção.
- Que buscas? - Questionou uma conhecida voz, feminina. Uma belíssima jovem que aparentava ter a mesma idade. Pele levemente morena, cabelos castanhos compridos em trança com traços cacheados.
Geralmente possuía um semblante mais sério para lidar com a posição que se encontrava. Mas frente a esse jovem era diferente, com ele podia ser simplesmente si mesmo.
- Estas a buscar Campo outra vez, São Paulo?
O contrario do impecável vestido marrom formal da jovem, de corpete que se entrelaçavam e formavam um impecável laço, e das vestimentas tão formais quanto dos demais presentes naquele porto, o homem de negros olhos usava simplesmente uma blusa bufante aberta até metade do tórax, calças largas que acabavam finas em suas grandes botas, e uma capa cobria parcialmente seus ombros, junto a um chapéu surrado.
Bufou frustrado.
- Não posso de tirar um segundo meus olhos dele...- Passou a mão preocupada pela rosto - Que vou a fazer se lhe passar algo? Não iria de perdoar-me jamais...
- Não seja qual és a graça capital...Maldito seja São Pedro! Estava a distrair-me, e então o perdi... Eres tão pequeno... Temo que algo lhe passe
- Te fazes todo um bárbaro, mas estas todo a angústias por um garotinho. Tranquiliza-te homem, Campo está bem, o vi observando curioso o mar, alí, cerca de São Pedro, ele está a cuida-lo, sabes que não deixaria nada passar a um pequeno.
São Paulo, no entanto, não parecia muito convencido.
- Creia em mim quando diga que assim é melhor, quero conversar contigo - Disse fazendo sinal para que o paulista se sentasse junto a ela em um dos caixotes do caís, mesmo desconfiado, assim o fez. - Quero que me digas como estas... Tanto tempo sem ver-te em meio a tuas explorações ... E cada vez te vejo mais distante.
Pela primeira vez desde adentrava aquele porto, o moreno baixou a guarda, vendo pensativo o céu.
- Com o bandeirismo, pude trazer alguma que outra instabilidade a minhas terras...Pude sobreviver. Foi o caminho que me restou, não tive outras opções, sabes bem que uma grande muralha me separa da costa...(Serra do mar) - Fechou os olhos suspirando pausadamente. – Se dependesse dos meus portos, já teria morrido deixando estas terras...
- Não digas algo como isso... – Comentou tristonha a baiana.
- Mas és a verdade... A distancia... As dificuldades de atravessar toda a vez a Serra... Trazer algo da costa pra mim... És como uma corda em meu pescoço, não duraria muito tempo se dependesse dela... Mas, não és isso que me preocupas agora...
- Que és então que tanto te afliges? - Pós sutilmente a mão sobre a bochecha ferida de sol do mais velho.
- Estar fazendo o mesmo que antes os colonizadores fazem e fizeram conosco...- Apertou os olhos e punhos com força - Como queres que seja bom e amável estando em uma posição como está?
- ...Te entendo... Creia em mim quando digo que entendo... Tudo tens sido muito difícil para nós sete - Grão-Pará, Maranhão, Pernambuco, Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro e São Pedro, os consideradas capitanias até então - ...Ao menos os próximos poder-
- Saaaaaaaaaaaaa! – Titulava ao longe uma aguda voz, chamando a atenção dos três ali sentados.
Sim, três.
A baiana virou para seu outro lado, sorrindo para um pequeno jovem que se cobria como podia trás a fina silhueta da mulher, observando atentamente tudo, e um tanto receoso a nova "pessoa" que se apresentaria.
O dono da voz nada mais era do que um pequeno, de não mais cinco anos, pele morena, redondos olhos negros e cabelos da mesma cor meio bagunçados, usava roupas leves e menos formais estilo o bandeirante, porém estava quase que completamente cobertas de terra.
- Ah! Campo! Quantas vezes tenho que dizer-te para não afastar-te de mim?– Exaltou-se o paulista tampando os olhos com a mão cansado – E outra vez estas todo sujo!
Campo, que anos a frente se tornaria Minas sorriu satisfeito com a reação do tutor, escalando ágil os caixotes, e indo sentar-se sorridente sobre o colo do mais velho.
- Ola Campos de Cataguás – Cumprimentou a capital passando a mão em sua cabeça tirando algo da sujeira.
- Campo! – Chamou autoritário o bandeira, no que o pequeno só olhou pra cima inocente – Quantas vezes tenho que dizer-te para não ficar a cavar por ai? Mesmo que sejas uma região de mineração não preci-
Sua frase, no entanto, foi interrompida quando o pequeno mexeu em seus trajes, e tirou uma mínima florzinha estendendo por sobre a cabeça com um sorriso cheio de terra.
- Prúcê!(*Pra você)
Bahia teve que se conter com todas as suas forças para não rir da cena, ao tempo que um rapazinho de não mais doze anos observava por trás da Capital o que acontecia com atenção. O rosto do bandeirante ficou absurdamente vermelho.
- ...A-ah...Campo...
- Cavé(cavei) prúcê – repetiu feliz, porém logo fez uma expressão tristonha – Num qué?
O paulista deu uma olhadinha pra ver se ninguém mais via, porém rapidamente, não notando que outro jovem também observava o que acontecia a distancia, e trocando um olhar envergonhadíssimo e um mudo "Não conte a ninguém" com a capital da colônia, voltou-se ao pequeno...
- Claro que quero meu Campo – Sussurrou carinhosamente limpando um pouco de terra do rosto e cabelos do menor, sem se importar minimamente em sujar suas próprias vestimentas – De ti, mesmo uma pedra teria gran valor, e não me refiro às precisas que tens.
Abaixou-se um pouco a cabeça, dando um sutil beijo sob os cabelos do pequeno, que sorriu mais que satisfeito. Notando com dor um pequeno corte saindo das raízes de seus madeixas até sua testa, resultado das explorações que feriam seu corpo... Explorações causadas por ele... E subitamente não pode deixar de lembrar-se de seu pequeno Rio que a tanto não via...Talvez hoje pudesse...
Com cuidado, tirou o pequeno de seu colo, e tomando a pequena florzinha, dando-lhe um segundo beijo em sua testa.
- Eres um amor Campo.
- E você Sampa, segues sendo tão bom e amável quanto eras quando te conheci – Não resistiu em comentar a baiana.
- Ah, cale-se capital – E, no entanto, tornou a ficar vermelho numa velocidade incrível girando a florzinha entre os dedos.
Já fora do aconchegavel colo de seu tutor, Campo observou curioso ao redor. Era a primeira vez que via tantas pessoas como eles assim juntas... Embora não sabia explicar exatamente o que eram... Só sabia que viviam mais... Ou algo assim. São Paulo nunca lhe explicava essas coisas... Dizia que era muito pequeno e...
Ah, deixou de pensar nessas coisas confusas e chatas tentando entender algo que São Paulo falava com a moça que uma vez lhe disse que era alguém impote... Importem... Importantém...? Ah... Algo assim!
- ... Esse encontro era realmente necessário...?
- ...Pois, mesmo que já tenhamos alguns anos de colônia, ainda não conhecemos todos que conosco dividem terras. Creio ser de vital importância sabendo que outras vilas e capitanias estão a surgir.
Distraiu-se outra vez vendo uma borboleta que passava por lá, seguindo a com os olhos, e logo com a cabeça, quase caindo pra trás.
- ... Conseguis-te reunir...A todos...?
- Sim, trinta anos mais tarde do que planejava... Mas enfim, estão todos aqui presentes. Todos... – Sorriu. E o paulista também ao entender a indireta.
E a borboleta girava, girava e girava...E o pequeno estava começando a se sentir enjoado.
- ... Em quantos somos agora? Tens alguma ideia?
- Ainda não... Estas coisas só são passadas a Lisboa, eu não sei dizer-te bem - Suspirou - Quantos são os que com você estão?
- ... Apenas eu, Campo, e Curityba... Ele estava a dormir quando chegamos, por isso o deixei aos cuidados de Sófia, uma escrava que me acompanha as vezes.
E então a borboletinha pousou na ponta de seu nariz, assustando-o e o fazendo cair de costas sob o caixote, apertando os olhos com força para não chorar e assustar ou mesmo atrapalhar a conversa do paulista e da mulher importi.
Foi então que ouviu um estranho som de surpresa que não vinha de nenhum dos dois mais velhos, vendo de cabeça para baixo ainda estando deitado sobre o caixote, a outro garotinho, de pele algo parda, cabelos curtos e negros, e um olhar curioso que o observava atentamente.
Notando que fora descoberto, o jovem tornou a se esconder atrás da baiana. Sem grande sucesso, e chamando ainda mias a atenção do Campo, que sentou-se para vê-lo melhor.
Sem saber o que fazer o adolescente arrancou um galho de uma pequena árvore que tinha ao lado na tentativa de se esconder atrás do mesmo, o que só fez o menor erguer as sobrancelhas com graça.
Começou a engatinhar em direção ao outro, que cada vez se colocava mais nervoso, afastando-se como podia.
Tanto São Paulo quanto Bahia estavam distraídos demais falando sobre as novas areas de mineração, como para notar a movimentação de trás.
- ...Oi...?
Mudando de estratégia, o adolescente então jogou seu 'esconderijo' longe, optando por encarar ameaçante seu "oponente".
Mas ele não contava com o fato de que o pequeno era criado por um bandeirante de língua afiada e expressão assassina, não é como se ele não estivesse acostumado.
Totalmente sem defesas, começou a se preocupar, por que o adolescente não via o outro como a criança que era. O via como uma ameaça. Por que em sua vida assim tinha sido. Todos eram uma ameaçava, então atacava a todos.
Bahia... Sua tutora era diferente... Dera-lhe carinho, apesar dos pesares, dera-lhe atenção... O mesmo que esse homem ameaça parecia dar a essa ameaçinha... M-mas mesmo assim!
Que garantia tinha de que não estavam fingindo para lhe atacar? Podiam etsar enganando até mesmo Bahia!
Sua última proteção, no entanto, caiu quando de algum lugar da aquela roupa suja, o ameaçinha tirou uma pequena florzinha amassada, e lhe estendeu num sorriso cheio de terra. Um ato que não esqueceria jamais.
- Ocêqué? (Você quer)
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"... Você...- Perguntou receoso, porém sem deixar seu semblante sério e audaz frente aos demais, não podia mostrar-se fraco, não podia - ... Sabe quem eu sou, Rio...?
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Logo mais nós vemos em CdE e God Save the Outcast! ;D
Reviews? *-* E a segunda parte vem mais rápida =x
