Disclamer: Saint Seiya e seus personagens obviamente não me pertencem. Esta fic obviamente também não tem fins lucrativos. O nome Carlo DiAngelis para designar o Máscara da Morte também não me pertence, créditos a Pipe que gentilmente cedeu seu uso. Ficam aqui os meus agradecimentos.

Comentários da Autora: Esta fic vai contar um pouco da vida de um casal, Camus e Milo, desde o momento que se conheceram. Cada capítulo vai ter uma história, porém como acontecem em ordem cronológica, acho legal ler todos. Caso vocês gostem, lógico! A sim... o casal está em UA. E, gente, comentários são sempre bem vindos, mesmo que sejam para apedrejar uma pobre autora. E, Jeanne é criação minha e NÃO é o meu alter-ego! Pensando bem, a Jen está ficando a minha cara, ela É o meu alter-ego sim! Até o próximo.


Milo e Camus – Retratos de uma vida

O primeiro Beijo

Voltei, ou melhor, estou aqui, sentada mais uma vez na frente do computador me preparando para mais um momento de puro estresse e loucura, ou melhor, para mais um agradável momento em companhia de meu priminho e seu marido com o intuito de escrever outro capítulo desta história.

- Jen, isso está muito tosco, acho que você está perdendo o jeito.

- Olha só, eu nem mesmo sei se levo jeito, quanto mais perdê-lo. De qualquer forma não exijam muito de mim hoje. Não estou nos meus melhores dias...

- O que aconteceu, querida? O tourão virou boi?

- Que baixaria Milo! Se comporte! Eu vou encerrar o capítulo por aqui e já vou passar para o próximo, seus leitores vão ficar sem saber o que o geladinho ai aprontou para te dar o primeiro beijo.

- Você vai fazer isso com nossos fiéis leitores? Você sabe, nossa novela está começando a fazer sucesso.

- Eu sei, eu sei, mas creio que ela está começando a fazer sucesso pelo carisma de vocês e pelas suas loucuras. Eu não sei se tenho competência para levar este projeto adiante.

- Está querendo cavar elogio; pode esquecer! Camus, cartão amarelo para ela! Simulando pênalti! Levanta, sacode a poeira da bunda e começa a escrever esse treco logo.

- Já que você insiste tão delicadamente... que seja... vamos adiante.

Quando saímos – Shura e eu – deixamos os dois sozinhos em nossa casa. Eu já sabia o que aconteceria, durante a tarde Camus nos contara seu plano. Eu estava em êxtase, mas consegui disfarçar bem. Logicamente não havia nada para se comer, afinal não estávamos preparados para visitas. A casa estava uma zona completa, mas creio que Camus nem percebeu.

- Desculpe, mas eu percebi sim e nesse momento o único pensamento que veio em minha cabeça foi "onde estou amarrando o meu trenó". Mas quem está na chuva é para se molhar – não é assim que dizem?

É assim que dizem sim, Camus. Então corrigindo: Nossa casa estava uma bagunça e Camus reparou que organização não era o forte dos dois moradores daquela residência. Como ele mesmo afirmou ele começou a desconfiar naquele momento em que poço de confusão estava se enfiando, mas nosso querido e sisudo arquiteto também é chegado a um desafio. Depois do primeiro momento de desconserto o assunto entre os dois voltou de forma natural. Passaram mais algum tempo conversando. Conversa regada a vinho e queijo – a única coisa que nunca faltava em nossa dispensa.

- Milo, gostei muito de sua surpresa, mas eu também planejei algo. Gostaria de me acompanhar?

- Onde iremos?

- Não acha que se eu disser estarei estragando a surpresa?

- Vamos.

Já anoitecera quando saíram de nosso apartamento. Foram juntos no carro de Camus. A noite estava bela. O céu estrelado, a lua cheia, perfeita para os casais enamorados.

- Que tipo de música você mais gosta, Milo? – Camus perguntou como se já não soubesse. As horas no telefone tinham rendido um conhecimento mútuo do gosto de ambos.

- Eu não tenho um gosto específico, mas gosto de qualquer música que estimule os sentidos.

Camus apenas sorriu, acertara em cheio na sua surpresa. E esta resposta de Milo apenas reforçara o que já imaginava.

De volta ao apartamento de Jen, nos dias de hoje.

- E eu achando que tinha arrasado.

- Milo querido, nós fomos feitos um para o outro. Ainda não percebeu isso?

- Meninos, meninos... menos! Ainda não chegou a hora do lemon ainda, sabiam?

- E você vai escrever nossa primeira noite?

- Eu, não! Vocês vão escrever! Não sei se vocês notaram, mas este livro é censurado para menores, então tem que ter algo que justifique a censura, vocês não acham?

- NÃO! – falaram em coro.

- Pois agora não tem mais volta. Vão ter que contar com todos os detalhes sórdidos ... lalalalalalala...

Esta vai ser a parte mais interessante. Dessa vez eles vão ter que contar. Confesso que sempre fiquei curiosa. Como será o sexo entre eles?

- Jen! Comporte-se, ou então você vai ter que contar como é fazer sexo com o grandão.

- Sem problemas, ele começa a me beijar dos pés a cabeça depois vai abrindo meu vestido...

- Pára! Vou ter pesadelos por meses só de imaginar algo tão bizarro.

- Ué... não to entendendo nada. Não foi você que perguntou?

- Esquece priminha e continua que estava ficando bom...

De volta a Paris de 10 anos atrás.

Camus dirigiu por toda Paris. Disfarçadamente olhava para o relógio de tempos em tempos. Milo, que não é nada apressado, já estava ficando nervoso com todo aquele engodo.

- Camus, sem querer ser chato, mas já sendo, será que poderíamos ir direto ao assunto?

- O passeio não está te agradando?

- Paris é sempre uma cidade maravilhosa, e com a companhia ao meu lado, se torna mais ainda, porém já estou com coceiras de ansiedade.

- Apressado come cru, mas já estamos a caminho agora.

Camus estaciona o carro próximo a uma das margens do Rio Sena. A paisagem das margens do rio sempre fora famosa. Foram andando, apreciando a noite e o luar. Ao longe podiam ver o reflexo de algumas luzes e o som de música alta e dançante.

- Está tendo uma rave na beira do rio. Você sabia?

- Não.

- Vamos dar uma passadinha lá. Adoro essas festas.

Camus apenas sorriu interiormente novamente. Ele não só sabia que estava tendo uma rave na beira do rio como fora ele que idealizara a festa. Se o encontro com Milo não desse certo, pelo menos poderia se divertir e aproveitar a festa. Sempre prático, sempre com o plano B na manga.

Foram caminhando devagar, aproveitando o luar, a paisagem...

- Camus, passar na festa não vai nos atrasar mais?

- Não se preocupe Milo, temos todo tempo do mundo. Eu também gosto de festas, afinal, não foi em uma festa que eu te conheci?

- É verdade...

O celular de Camus toca.

- Não querida, não se preocupe comigo esta noite, estou as margens do Sena em companhia muito agradável. Pode ir dormir, não me espere.

- Querida?

- Minha irmã, caríssimo. Ela mora comigo? Quem pensou que fosse? Namorada, esposa...

- Sei lá...

- Não estamos ainda namorando e já está morrendo de ciúmes.

- Não estou com ciúmes! – Milo faz aqueles bicos típicos dele quando fica emburrado.

Camus apenas gargalhou. Era a primeira vez que se encontrava com esse homem e era como se já o conhecesse a milênios. Na verdade não era a irmã no telefone, apesar de não ser mentira a parte a respeito de morar com a irmã. Quem tinha ligado era Afrodite, que junto ao namorado Carlo tinham uma famosa empresa de promoção de eventos e estava organizando a festa para Camus, afinal Dido, como era chamado, devia alguns pequenos grandes favores para o arquiteto.

Chegaram na porta da festa e um grandalhão tomava conta da festa, grandalhão este que por acaso veio a ser meu marido tempos depois. Toda a encenação já estava previamente combinada.

- Que pena Camus, é uma festa particular...

- Ora Milo, vai dizer que nunca entrou de penetra em festa nenhuma!

- Er... bem... esta sempre foi a minha especialidade, mas com o grandão ali não estou a fim de arriscar não.

Camus propositalmente ficara de costas para o segurança fingindo que ainda não o tinha visto. Vira-se e faz uma cara de espantado.

- Deba! Estamos com sorte hoje.

- Como assim?

- O grandalhão ali é meu amigo de infância.

- Yessss!

Lógico que Milucho se empolgou. Ele nunca dispensou uma boa noitada.

- Espere um instante vou ver se conseguimos entrar.

Camus se aproximou de Deba, deixando Milo um pouco mais afastado esperando.

- Deba. Cheguei e trouxe o homenageado comigo. Ele está pensando que vamos entrar de penetra. É uma surpresa para ele. Avisa ao Dido pelo rádio que nós já chegamos e que você me "fez o favor" de nos deixar entrar.

- Sem problemas, tudo pra lá de esquematizado... E qual música você vai querer? O Dido me falou que você ainda não tinha decidido...

- Diz pra ele colocar Its Raining Men, afinal foi isso que aconteceu comigo hoje mesmo.

- Resolveu assumir seu lado gay de vez?

- Fazer o quê?

- Você vai enfartar o Dido...

- Se o Carlo não conseguiu isso até hoje, não vou ser eu que conseguirei.

- Chega de papo, chama o gostosão e entra logo.

Camus chamou Milo, que apenas cumprimentou Deba com um aceno de cabeça e entraram. O que Milo não percebeu é que depois que eles entraram os portões foram fechados. Todos os convidados já estavam dentro da festa. Faltava apenas o homenageado. Milo pode notar que muitos rostos conhecidos estavam ali, e que todos olhavam para eles de maneira estranha.

- Que festa é essa Camus?

- A promoção de um lançamento novo de um novo empreendimento turístico. – Não sei se já falei sobre isso, mas Camus é sócio de uma grande empresa de engenharia e arquitetura, responsável por projetos diversos, mas principalmente pela revitalização de pontos turísticos. A revitalização das margens do Sena estava a cargo da empresa de Camus, mas Milucho na época não sabia disso. Nem eu. Ele aproveitou a verba de marketing para fazer sua festinha particular. O grande lançamento mesmo estava marcado para mais adiante.

- A sei, por isso tantos conhecidos aqui, sacanagem não terem me convidado.

- Mas você deixaria de sair comigo para vir a uma festa?

- Nunca, mas mesmo assim foi uma sacanagem.

- Bom, mas estamos aqui de qualquer jeito. Vamos aproveitar...

Um garçom passa com taças de champanhe. Camus pega duas.

- Aceita?

- Sem dúvida!

- Vamos dançar?

- Claro.

No momento começava uma sessão de Vilage People, creio que Afrodite já mandara o DJ preparar o terreno para o que estava por vir.

De repente as luzes se apagam. Camus puxa Milo para o meio do salão. Um locutor andrógeno vai para o meio do palco, as luzes focam apenas a bela figura. O silêncio era total. Logo que o apresentador começou a falar, pode-se ouvir ao fundo uma ária de Carmina Burana para fazer um clima.

- Senhoras e Senhores, devem estar se perguntado quem é o homenageado da noite. Ele acabou de chegar. Esta maravilhosa festa está sendo patrocinada pela Le Chante Arquitetura e Engenharia...

- Não é a sua empresa Camus?

- Pssss. Ouça-o.

- ... Produzida pela Rosas di Angelis Produções com o apoio do Sócio-Diretor da Lê Chante – Camus, para homenagear um grande amigo que se encontra aqui presente. E a próxima música foi escolhida a dedo por Camus para seu homenageado. Parabéns e divirtam-se!

Dido acaba de falar e as poderosas caixas de som começam a tocar a música escolhida por Camus.

- Ca-ca-ca-mussss... Esta festa é pra pra pra ...

Camus dá um tapinha nas costas de Milo.

- Você está parecendo um disco arranhado. É lógico que esta festa é para você. Qual foi o outro homem que choveu na minha vida hoje?

- Masss... massss... masss...

Camus agarra Milo no meio da pista e o primeiro beijo acontece. Antes meu priminho estava parecendo um disco arranhado, depois do beijo ele ficou completamente mudo por um bom tempo...

- É Camus, você descobriu uma grande maneira de deixar o Milo sem palavras, e eu que sempre pensei que isso era impossível.

- Vocês dois jogam sujo, quase me mataram do coração aquele dia.

- Sem essa Milo. Do jeito que você é seria mais fácil morrer de câncer de útero do que do coração.

- Brinquem mesmo com o que é sério. No dia que eu cair duro pra trás, fulminado, vocês vão chorar no meu caixão.

- Quanto drama...

- Posso continuar?

- Vai em frente querida.

Eu assisti o beijo de camarote, estava bem perto deles, mas Milo ainda não tinha me visto. Confesso que fiquei emocionada. Foi a coisa mais linda que eu já vi. Um show de luzes, todos animados, dançando. Um holofote focado no casal e um beijo de cinema. Depois que acabou a música escolhida por Camus, o DJ se esmerou em uma coleção de "mela cueca" pra ninguém colocar defeito. Eu dançava com Shura, quando Deba me chamou para dançar. Confesso que sempre tive uma queda por homens grandes...

- Jen!

- Que foi agora?

- Você está fugindo do foco. Ninguém aqui está interessado na sua Love Story.

- Quem é você para afirmar isso?

- Por acaso sou o cara que teve a idéia deste livro, que por sinal é para contar a minha história!

- Prepotente, déspota, mas como você é o chefe vou pular a minha parte.

- Acho bom.

Eu fui terminantemente proibida de contar o que aconteceu comigo. Voltemos aos dois que se agarravam no meio da pista.

- Também não é assim...

- Dá pra decidir o que você quer!

- Que tal falar um pouco dos convidados?

- Eu estava guardando isso para o próximo capítulo.

Nesse momento, como não poderia deixar de ser meu minúsculo escritório foi tomado por uma turba de enlouquecidos.

- Amorzinho... Olha quem chegou!

- NÃOOOOOO...

- Que isso querida? São nossos amigos.

- Mas todos de uma vez, Debinha? Eu ainda não estava preparada para um encontro dos doze.

- Mas o legal é quando acontece assim, sem mais nem menos...

- Legal pra vocês... legal pra vocês.

Eu já falei algumas vezes do encontro dos doze. São doze amigos que se juntaram pela primeira vez na festa de Camus. A amizade entre eles crescera de tal maneira que formaram uma "confraria" que apelidaram carinhosamente de Os doze cavaleiros de ouro e eu reduzi apenas para Os doze. E agora eles chegaram na minha pobre casa... Eu não mereço isso. Quando todos se juntam quem está por perto que se cuide.

Vou parando por aqui, porque mesmo que quisesse continuar, seria impossível. Vou agora até o supermercado mais próximo providenciar uma dose cavalar de álcool e comida pouco saudável.

- Não para mim. Você sabe que sou natureba.

- Sai dessa Shaka, quem te conhece que te compre. Não esquecerei dos seus saquinhos de batata frita.

- Bom, para batatas fritas eu abro uma exceção.

- Sei...

Para todos os leitores, até a próxima, se eu sobreviver. Pretendo contar como os doze se conheceram e falar um pouquinho sobre eles, afinal, daqui pra frente sempre vai aparecer um ou outro, vez ou outra, ou todos juntos...


Comentários da Autora parte 2 – A fissura de Shaka por batatinhas fritas se deve a Bélier e a Pipe, por favor me desculpem por tomar pegar emprestado este vício de Shaka, mas foi irresistível. Aqui fica o crédito e o agradecimento. Até o próximo.