Capitulo 3: Quando nos reencontramos
"I will not make
The same mistakes that you did
I will not let myself"
Manhã de segunda-feira em Princeton. Allison desperta do seu sono profundo, com o som do alarme tocando, dormiu como uma pedra, coisa que não acontecia há anos. Espreguiça-se um pouco na cama e vai para o banheiro onde toma uma demorada ducha quente.
Após o banho, passa a mão no espelho embaçado e fica um tempo se olhando, os sinais da idade já estavam aparecendo. Lava bem o rosto e escova os dentes.
Logo estava no quarto vestindo a roupa que tinha separado no dia anterior, não era nada muito sofisticado, era um blazer muito bonito que o Josh havia lhe dado de presente. Olhou-se no espelho. Encontrava-se bonita e bem apresentável para o primeiro dia de trabalho.
Vai ate a cozinha preparar um bom café da manhã. Ainda tinha bastante tempo, não precisava se preocupar em andar rápido nessa tarefa.
A cozinha do novo apartamento era pequena diferente da que tinha no apê da Pensilvânia e ficava grudada na sala. Apenas um enorme balcão separava os dois cômodos, e o mesmo ainda podia ser usado como mesa, havia umas cadeiras de frente a ele.
Na noite anterior havia passado num mercado que havia próximo ao apartamento e comprado algumas coisas. Resolve preparar um ovo mexido pra comer com umas torradas. Em pouco tempo estava sentada em uma das cadeiras degustado o café da manhã acompanhado de uma enorme xícara de café.
Quando estava lavando a louça suja escuta umas batidas na porta.
Quem será?
Enxuga as mãos no pano de prato e vai até a porta, a qual abre. Um jovem segurando dois buquês de rosas vermelhas estava parado olhando pra ela.
Jovem: Senhorita Allison Cameron Speedman...
Cam: Sou eu...
Jovem: Preciso que assine esse papel...
Cam: Essas rosas são pra mim?
Jovem: Sim... Os dois buquês...
Cam: Nossa...
Ela pega o papel leva até o cômodo que havia na sala, assina e pega na sua bolsa uns trocados e entrega ao jovem juntamente com o papel.
Jovem: Obrigada senhora...
Cam: De nada...
Ela com dificuldade, já que segura os dois buquês, fecha a porta. Põe os dois buquês em cima do balcão, e pega o cartão que havia em um deles. E abre.
Honey
Que seu primeiro dia no emprego dos seus sonhos seja perfeito...
Essas rosas são pra lembrá-la o quanto te amo e o quanto sinto sua falta...
Estou torcendo por ti...
Ass: Seu marido que tanto te ama.
Cam: O Josh não existe...
Ela põe o cartão em cima do balcão, e pega o celular, o qual estava em cima da mesa de centro da sala, e disca.
Cam: Hey... Bom dia Honey...
Josh: Bom dia Honey... Recebeu as flores?
Cam: Acabei de recebê-las... Você não existe... Obrigada... São lindas...
Josh: Não tão linda quanto você... Sinto muito sua falta... Só está dois dias longe e parece uma eternidade...
Cam: No fim de semana nos vermos?...
Josh: Claro... Sábado de manhã estarei ai... E o apartamento é do jeito que queria?
Cam: É do jeito que a corretora disse que seria... É muito menor que o apartamento ai, mas como morarei boa parte da semana sozinha, dar pra o gasto...
Josh: Fico feliz que tenha gostado... Bem... Não quero lhe atrasar... Também tenho que ir pra a empresa... Liga-me a noite me contando como foi lá... Boa sorte meu amor... Beijos
Cam: Claro... Ligo-te pode deixar... Bom trabalho Honey... Beijos
Cameron desliga o celular e balança um pouco a cabeça. Põe as flores num vaso com água em cima do balcão.
Vai até o quarto onde termina de se arrumar. Volta à sala onde pega sua bolsa, mas ante disca para um ponto de táxi que havia nas proximidades, ontem quando vinha do mercadinho tinha anotado o número do serviço.
Desce pelo elevador, e logo estava no táxi a caminho do Princeton-Plasboro. Seu apartamento ficava no centro da cidade um pouco distante do Campus onde o hospital se localizava, mesmo assim só levaria alguns minutos até chegar no novo trabalho.
"Cause my heart so much misery
I will not break
The way you did, you fell so hard"
Admirava a cidade pelo vidro da janela do táxi, a mesma era muito diferente da cidade da Filadélfia onde morava antes com o Josh no estado da Pensilvânia. Havia se mudado depois que terminou a faculdade para a Filadélfia juntamente com a amiga Celine, onde trabalharam no Hospital Público da Pensilvânia, localizada na cidade. Nascera na Pensilvânia, mas na cidade de Pittsburgh onde seus pais ainda residem. Durante a época que freqüentou Universidade de Yale, onde conhecera a colega de quarto Celine, residiu na cidade de New Haven.
Encontrava-se pensativa admirando a paisagem. Com o coração apertado. Ansiosa pelo primeiro dia no novo emprego, o tão sonhado trabalho. Não se agüentava de tanta felicidade. Finalmente as coisas estavam começando a dar certo na sua vida, só faltava se entregar por completa ao Josh.
Se celular começa a tocar. Olha no visor quem te ligava, e abre um sorriso quando vê o nome da grande amiga escrito nele. Atende rapidamente a chamada.
Cam: Pensei que não ia me ligar sua ingrata...
Celine: Ingrata? Eu? Que isso miga... Sabe que sua amiga aqui trabalha feito uma condenada... Acabei de encerrar o plantão... E resolvi ligar pra saber como a nova integrante da equipe de diagnóstico do Drº House está se sentindo no primeiro dia de trabalho...
Cam: Estou a caminho do hospital... Mas, estou super ansiosa...
Celine: Relaxe... É a melhor imunologista que conheço vai arrasar no Princeton-Plasboro...
Cam: Por acaso conhece outro imunologista?
Celine: Bem... Não... Mas, tenho certeza que é a melhor no ramo...
Cam: Só você amiga... Você não existe...
Celine: E o apê novo? Gostou?
Cam: Não é parecido com o daí, mas é um lugar aconchegante, como vou morar boa parte da semana sozinha, dar pra o gasto...
Celine: Hum... E o Josh? Já se conformou?
Cam: Me mandou hoje de manhã dois buquês de rosas... Acabou aceitando...
Celine: Esse homem não existe... Está em extinção amiga... Trate de segurar o seu... Se bem que aquele ali te ama... Não te largar por nada nem ninguém nesse mundo...
Cam: Quero que faça um favor pra mim...
Celine: Pode pedi...
Cam: Fica de olho nele... Vê se está tomando o remédio... Como estou longe não dar pra ficar controlando-o daqui...
Celine: Pode deixar... Sempre que der dou uma passada lá na empresa ou no apê de vocês pra vê se ele tá tomando o remédio...
Cam: Obrigada... Ele não pode ter outra recaída...
Celine: Concerteza... Pode deixar que faço esse sacrifício...Cuido do seu maridinho pra você...
Cam: Vou ter que desligar... Chegamos no hospital...
Celine: Ah... Se tiver uns médicos gatos ai lembra da sua amiga aqui... O único homem que prestava aqui tu já roubou...
Cam: Pode deixar... Beijos miga...
Celine: Beijos miga... Boa sorte...
Cam: Obrigada...
Cameron desliga o celular e o põe dentro da bolsa. Paga ao taxista e sae do táxi. Anda pela entrada do Princeton-Plasboro, e pega o elevador dirigindo-se para a sala da Doutora Lisa Cuddy.
A secretária da doutora Cuddy logo pede pra ela adentrar na sala. Lisa Cuddy encontrava-se lendo uns documentos quando vê a jovem entrar. Abre um sorriso, levanta-se para cumprimentá-la com um aperto de mão.
Cuddy: Bom dia Doutora Cameron...
Cam: Bom dia Doutora Cuddy...
Cuddy: Estava dando uma lida na sua ficha... Nossa... O House fez uma ótima escolha... Seu currículo é impecável... Se bem que o mesmo jamais irá admitir que a contratou por esse fato...
Cam: Tive apenas um encontro com o Doutor House, mas já sabia da reputação dele...
Cuddy: O aturo há algum tempo... Posso afirmar que a tarefa de trabalhar com ele não será fácil...
Cam: Sei disso... Mas a recompensa vale a pena...
Cuddy: Concerteza... Irá trabalhar com um dos melhores médicos do país... Bem... Está gostado de Princeton?
Cam: É um pouco diferente da Filadélfia... Mas, logo me acostumo...
Cuddy: Vi aqui na ficha que é casada... Não usa o sobrenome de casada?
Cam: Bem... Quando me casei já era a Doutora Cameron, então resolvi manter...
Cuddy: Seu marido também se mudou pra cá?
Cam: Não... Só nos veremos nos fins de semana...
Cuddy: Nossa... Que pena...
Cam: Às vezes temos que abrir mão de umas coisas em favor de outras...
Cuddy: Concerteza... Espero que tenha feito a melhor escolha...
Cam: Eu também...
Cuddy: Bem... Preciso que assine alguns papéis... Burocracia... E depois te levo até a sala de diagnóstico...
Cameron permanece um tempo na sala da Cuddy assinando uns papéis.
"I've learned the hard way
To never let it get that far
Because of you
I never stray too far from the sidewalk"
Cameron e Cuddy andam pelos corredores do Princeton-Plasboro. A Lisa vai mostrando durante o caminho algumas coisas do hospital e dando a Allison as recomendações de como lidar com o Gregory House.
Cuddy abre a porta da sala de diagnóstico. House terminava de escrever um sintoma no quadro ao lado dos outros dois sintomas que já havia no objeto.
Cuddy: House!
House: Hey... Vejo que finalmente liberou a minha mais nova serva... Doutor Foreman cumprimenta seu mais novo colega de trabalho... Quer dizer colega...
Foreman levanta e cumprimenta a colega de trabalho.
Foreman: Prazer... Eric Foreman...
Cameron: Prazer... Allison Cameron...
House: Agora só falta meu outro servo chegar...
Cuddy: Poderia ao menos tratar os médicos com mais respeito...
House: Por que não vai lidar com aqueles idiotas dos diretores e deixa que o papai aqui sabe por ordem na sua própria casa...
Ele olhava atentamente para os olhos azuis da Cuddy. Quando algo tira a sua concentração. O jovem doutor Robert Chase abre a porta rapidamente.
Chase: House!
House: Chegou quem faltava... Chase... Chase... Vem conhecer sua nova colega de trabalho...
Chase: Colega?
Cameron conversava com o Foreman. Estava de costas para a porta, então não notou a chegada do seu outro colega de trabalho. Contudo, ao escuta uma voz, ficou paralisada, a mesma era muito familiar, lembrava dela toda noite quando deitava a cabeça no travesseiro. Não podia acreditar. Ou seu ouvido estava lhe pregando uma peça ou sua mente. Vira-se pra ter certeza que se encontrava enganada.
House: Esqueceu que contratei outro médico para completar a equipe de diagnóstico...
Chase: Mas não me informou que se tratava de uma médica... Pensei que fosse um médico...
House: Tem algum problema com o sexo da minha contratada?
Chase não responde. Ao vê a fisionomia da jovem que acabara de vira-se ficou paralisado. Não podia ser quem achava que era. Há anos que a procurava. Anda na direção dela deixando o House falando sozinho. Ficam um de frente pra o outro sem nada dizer. Encontravam-se confusos. Sem acreditarem no que seus olhos viam.
House: Chase... Apresento-lhe a...
Chase: Allison Cameron...
Cam: Robert Chase...
Chase: Nossa... Está diferente... Não é só a cor dos cabelos...
Cam: Também mudou bastante...
Chase: É o tempo passou pra nós...
Cam: Hum... Hum...
Quem se encontrava confuso agora era o House. Não acreditava no que seus olhos viam. Irrita-se com a cena e se aproxima dos dois ficando entre eles.
House: Epa... Tá rolando algo aqui que não sei... De onde vocês se conhecem? Não me digam que foi na faculdade porque Yale e Cambridge têm um oceano entre elas... Nem na infância porque Pittsburgh e Liverpool também têm um oceano separando... Então podem ir abrindo o bico vocês dois...
Cam: Foi em Cambridge... Durante um Simpósio...
Chase: Me esbarrei nela e derrubei as coisas dela e o café que a mesma trazia consigo...
Cam: Ele me pagou um café... Foi só isso...
Chase: É foi só isso...
Chase não conseguia tirar os olhos dos delas...
House: Hum... E anos depois se encontram aqui na minha sala... Que coincidência...
Cuddy: É mesmo...
House se aproxima da Cuddy e sussurra em seus ouvidos.
House: Nós dois sabemos o perigo dessas coincidências... Dois jovens que se conhecem na faculdade e que se reencontram anos depois... Trabalhando no mesmo hospital...
Antes que ele pudesse continuar. Cuddy se despede e sae atordoada para a sua sala.
Cuddy: Está entregue Doutora Cameron... Até mais...
House fica rindo pra si mesmo.
Chase continuava paralisando olhando pra ela. A qual também estava paralisada, mas logo a felicidade de reencontrá-lo dar lugar ao ódio que sentia por ele ter deixado-a esperando aquele ano, por não ter ido um ano depois revê-la no Simpósio. Então se afasta dele o máximo que conseguiu senta-se ao lado do Foreman. Chase ia senta-se ao lado dela quando House chama por ele.
House: Chase! Cadê o resultado do meu exame?
Chase: Estão aqui...
House: Fala logo derrubador de café alheio...
Chase: O exame de sangue mostrou uma diminuição na quantidade de ferro, Vitaminas B12, D e K, o que explica a dificuldade na coagulação sanguínea e também há diminuição na concentração de cálcio...
Cameron tenta presta atenção nos que ele dizia. Mas, vê-lo, ouvir a voz dele tão perto a estava deixando atordoada. Mas, não podia falhar no seu primeiro dia de trabalho, então olha para o quadro branco e lê os seguintes sintomas: Perda de peso; Fadiga muscular e ataxia.
Cam: A falta da vitamina K e do cálcio pode causar osteopenia, essa diminuição na quantidade mineral no osso pode está causando a fadiga muscular...
House: Hum... Boa dedução...
Chase olha fixamente pra ela e esboça um sorriso. Como ela sentia falta desse sorriso. É salva pelo Foreman, o qual rebate a sua dedução, levando-a tirar a atenção dele e olha pra o Eric.
Foreman: Osteopenia não explica a perda de peso e a ataxia...
House: Hum... Exato... Mas pra primeira participação foi muito boa Doutora Cameron...
Ela fica feliz por ter agradado ao novo chefe, e põe as mãos sobre a mesa, e começa a estralar os dedos enquanto ainda olhava para os sintomas tentando encontrar uma solução para o quebra-cabeça.
Chase encontrava-se pálido, pela primeira vez nota a aliança na mão dela, um lindo anel na mão esquerda.
Droga! Não pode ser... É mesmo uma aliança... Ela casou... Droga...
House percebe que o seu pupilo não estava agindo normal e chama a atenção dele.
House: Chase! E você?
Chase: Eu? O que tem?
House: Qual a sua dedução?
Chase: Ah... Bem... Algum distúrbio na Tireóide... Pode está ocasionando esses sintomas...
House: Hum... Bom garoto...
Cam: Se fosse algo na tireóide o exame de sangue teria mostrado alguma mudança na quantidade de iodo no organismo dela, e está normal... Pode ser algum problema na absorção dos nutrientes pelo organismo...
Foreman: Um problema no intestino pode ocasionar a diminuição na absorção dos nutrientes...
House: Exato... Muito boa à observação Cameron... Chase e Cameron façam uma endoscopia digestiva e uma biópsia da mucosa intestinal...
Não... Não quero ficar sozinha com ele...
Foreman: E eu?
House: Vai me substituir na clínica... E vocês dois essa endoscopia é pra ontem...
Cameron levanta-se. Chase dar passagem pra ela. A mesma sae acompanhada dele.
Após se afasta um pouco da sala de diagnóstico.
Chase: Hey... Preciso saber de uma coisa...
Cameron nada fala apenas olha pra ele e continua andando.
Chase: Hey... Espera um pouco... Tu nem sabes onde o paciente está...
Ela pela primeira vez se dar conta disso. E para.
Chase: Ufa... Agora posso falar sem ter que correr...
Cam: O que quer saber?
Chase: Se tu foste aquele reencontro... Um ano depois...
Cam: Não... Não fui...
Ele pensa que vou dar esse gostinho? Não!
Chase: Ufa... É que aconteceu algo naquele ano... Naquela semana... Minha mãe adoeceu... Câncer no fígado... Foi descoberto tarde demais... Ela me fez um último pedido... Morrer em casa... Na nossa casa lá na Austrália... Onde segundo ela, passou os melhores momentos da sua vida... Eu e minha irmã viajamos com ela, o Jesse meu amigo também foi, pretendia voltar no dia do encontro pra te ver e lhe contar o que estava acontecendo, mas minha mãe morreu no dia anterior... Foi muito duro pra mim, perdi a pessoa que mais amava no mundo, não deu pra viajar, não tinha seu número, como entrar em contato contigo... Sinto muito...
Cam: Sinto muito pela sua perda...
Chase: Mas, por que não foi? Não perderia aquele encontro por nada no mundo... Estava muito apaixonado... Passei um ano pensando em ti... Sentindo seu cheiro na minha cama... Não acredito que não sentia o mesmo...
Cameron vira o rosto. Ele carinhosamente vira-o na sua direção, onde agora encarar seus lindos olhos.
Chase: Você foi... Né?
Cameron nada fala. Apenas balança a cabeça afirmativamente.
Chase: Sinto muito...
Ele carinhosamente passa a sua mão na face dela.
Cam: Não tem o que se desculpar... Éramos jovens... Passou... Agora temos um paciente pra cuidar...
Chase: É... Vamos...
"Because of you
I learned to play on the safe side so I don't get
hurt
Because of you
I find it hard to trust not only me, but everyone
around me"
Os dois viram um corredor e chegam na sala onde o paciente se encontrava.
Chase: E o garotão como está?
Mãe: Ele está reclamando de dores nas pernas e nos braços...
Chase: É devido à falta de cálcio...
Cameron olhava atentamente para o jovem deitado na cama. Tratava-se de um garoto de 4 anos e uma jovem, que ela deduziu ser a mãe, encontrava-se sentada ao lado dele.
Cameron: Ele vai ficar bem...
Mãe: Quem é essa?
Chase: Doutora Cameron... Também está cuidando do caso do seu filho...
Mãe: O que farão agora Doutor?
Chase: Outro exame...
Cam: Faremos uma endoscopia digestiva...
Mãe: Vão enfiar um tubo no meu filhinho?
Chase: Não se preocupe... Estará sedado não sentirá nada...
Chase solicita a uma enfermeira os materiais para o procedimento.
"Because of you I am afraid
I lose my way
And it's not too long before you point it out
I cannot cry
Because I know that's weakness in your eyes
I'm forced to fake"
Cameron pega um spray de lidocaína.
Cam: Abre bem a boca... Tem um gosto azedo... Mas, é pra depois não senti dor...
O garoto estava encantado com a beleza da medica que abre a boca rapidamente. Borrifa algumas gotas do remédio, e logo escuta a reclamação do garoto.
Garoto: Isso é muito ruim mãe... Que mais não...
Mãe: Relaxe meu amor... Logo ficará curado e poderemos voltar pra casa...
O menino começa a senti os efeitos do anestésico. Chase então injeta na veia dele outro anestésico, o Versed, para induzir o paciente a dormir. Logo o garoto estava em um sono profundo.
Chase: Melhor a senhora aguardar no lado de fora...
Mãe: Certo doutor...
A mãe sae deixando Chase e Cameron a sós na sala com o garoto.
Chase: Quer fazer o procedimento?
Cam: Pode ser...
Cameron pega o aparelho e começa o procedimento. Chase ajeita o monitor. Logo estavam começando a observar o trato gastro-digestivo do garoto.
Chase: Tão novinho e já fazendo uma endoscopia...
Cam: Também não gosto de fazer procedimentos em criança...
Chase: Se bem que quando era mais nova tinha cara de pediatra...
Cam: Nunca tive muito jeito com criança... E você conseguiu se decidir por uma área?
Chase: Intensivista...
Cam: Hum... Legal...
Chase: Pelo visto algum marmanjo roubou seu coração...
Cam: Como?
Chase: A aliança...
Cam: Ah... Casei-me...
Chase: Tem muito tempo?
Cam: Dois anos...
Chase: Filhos?
Cam: Não...
Chase: Sortudo... Pena que pedir a minha chance...
Os dois se olham profundamente. Como ela queria gritar que o amava, que nunca deixou de amá-lo durante esses anos, mas muito tempo havia se passado, e infelizmente a vida seguiu em frente, não era mais uma jovem de 20 anos... Vira-se e olha para o monitor.
Cam: Veja... A pregas do Duodeno estão atrofiadas...
Chase: É... Tira um pedaço da musculatura para a biópsia...
Cameron faz o procedimento e o Chase pega o material e segue para o laboratório deixando-a terminando o procedimento.
"A smile, a laugh, every day of my life
My heart can't possibly break
When it wasn't even whole to start with
Because of you
I never stray too far from the sidewalk
Because of you"
Ela retorna a sala de diagnóstico. House se encontrava conversando com uma pessoa.
House: Wilson... Conheça meu mais novo servo... Ou melhor,... Serva... Doutora Allison Cameron...
Wilson: Prazer... James Wilson...
Cam: Prazer...
Wilson: Qual sua especialidade?
Cam: Imunologista...
Wilson: Hum... Sou Oncologista...
House: Vamos parar esse papo furado... Como está meu paciente?
Wilson: Vou deixá-los trabalhar... Bem... Nos vermos por ai doutora Cameron...
House: Já vai tarde seu abusado...
Wilson sae deixando-os.
House: Então doutora?
Cam: As pregas do Duodeno estão atrofiadas... O doutor Chase foi fazer a biópsia...
House: Hum... O que pode causar essa atrofia?
House fica jogando sua bola pra cima enquanto lia no quadro branco os sintomas.
Cam: Intolerância ao glúten... E isso explicaria os sintomas...
House: Hum...
House fica sério olhando pra ela. Cameron percebe que o médico esperava dela uma explicação melhor para esse diagnóstico... Então dispara a falar...
Cam: Enteropatia glúten-induzida...
House: Hum... A Doença celíaca...
Cam: Exato... É uma patologia auto-imune que afeta o intestino delgado de adultos e crianças pre disposto genéticamente, precipitada pela ingestão de alimentos que contêm glúten. A doença causa atrofia das vilosidades da mucosa do intestino delgado, causando prejuízo na absorção dos nutrientes, vitaminas, sais minerais e água...
House: Hum... Isso explicaria a perda de peso, a fadiga muscular, ataxia e é claro a atrofia das pregas...
Nesse instante Chase adentra na sala.
Chase: A biopsia mostrou Estágio Marsh 3...
House: Atrofia completa das vilosidades... Bem... Aumenta as chances de ser a Doença Celíaca...
Chase: Doença Celíaca?
House: Graças a mim, temos agora uma imunologista na equipe, a qual rapidamente diagnóstico nosso caso como uma doença auto- imune...
Cam: A doença celíaca é provocada pela ingestão de glúten em pessoas sensiveis a essa proteína...
Chase: Hum... A intolerância ao glúten provoca a má absorção dos nutrientes o que causaria esses sintomas... Nossa como não pensei nisso antes... Parabéns Allison...
Ele olha carinhosamente pra ela, e deixa escapar um enorme sorriso.
House: Que vergonha... A novata deu 1 a zero em você... Façam um teste antiendomísio e um teste ELISA... Pra temos certeza que se trata da doença celíaca...
Os dois saem, deixando o House.
"I learned to play on the safe side so I don't get
hurt
Because of you
I find it hard to trust not only me, but everyone
around me
Because of you I am afraid
I watched you die"
Depois de algumas horas os dois retornam com o resultado dos exames.
Cam: Os exames confirmaram... É a doença celíaca...
House: Parabéns Doutora Cameron... Solucionou seu primeiro caso...
Chase: É... Parabéns...
Cam: Obrigada... Fiz apenas meu trabalho...
House: Continua assim... Provando-me que sua contratação foi útil... Agora vamos deixar de conversinha... Chase aplique nele azatioprina para diminuir os efeitos ocasionados pela doença... Cameron... Instrua a mãe dele sobre a dieta alimentar que o garoto terá que ter pra o resto da vida...
Os dois saem novamente. No corredor Chase tenta puxa assunto. Passaram o dia todo junto, mas nem parecia, só trocaram algumas palavras, o clima entre eles estava pesado, tinha medo de falar algo e estragar o convívio. A amava e saber que a mesma tinha seguido em frente na vida o tinha machucado. O mesmo não se prendeu a nenhuma mulher, pois tinha a esperança de reencontrá-la. Seu coração apaixonado doía.
Chase: Muito bom tê-la na equipe...
Cam: Obrigada... Pelo apoio...
Imbecil... Podia ter dito outra coisa...
Ele está querendo puxar assunto... Melhor não dar corda... Isso é perigoso...
Ela continua andando em direção a sala do paciente. Ela entra na sala seguida dele. Chase fica aplicando a medicação no garoto enquanto que a Cam chama a mãe para um canto.
Cam: Precisamos conversar...
Mãe: Já sabe o que ele tem?
Cam: Sim... Doença celíaca... É uma doença provocada por uma alergia que a pessoa adquiri ao ingerir glúten, uma proteína encontrada em alguns tipos de alimento...
Mãe: E é grave?
Cam: Um pouco... Se o paciente continuar ingerido essa proteína pode ocasionar alguns sintomas... Como esses que ele estava apresentando, mas se cuidar da alimentação, pode viver tranqüilamente... Terá que excluir do cardápio alimentos a base de trigo, por exemplo... E sempre observar no verso dos alimentos se ele contem glúteo... Daqui a pouco uma nutricionista virá vê-la e lhe informará melhor sobre a dieta...
Mãe: Então já podemos ir pra casa?
Cam: Terá que ficar em observação... Tomará medicamento pra curar os sintomas que está apresentando...
Mãe: Obrigada doutora...
Cam cumprimenta a mãe e sae.
O restante do dia, eles reversão o acompanhamento do paciente. No fim do dia, Cameron encontrava-se lendo uns portuários, Chase lendo uma revista, quando Foreman e House adentram na sala.
Foreman: Hey... Parabéns Cameron... Soube que resolveu o caso...
Cam: Obrigada...
House: Bem... Até amanhã simples mortais...
House pega seu casaco, sua sacola e sae.
Foreman: Bem... Vou indo também...
Foreman sae da sala, deixando os dois a sós.
Chase: Pode ir também Cameron... Deixa que tou uma última checada no paciente...
Cam: Ok... Valeu...
Cameron sae, Chase dar uma última passada no quarto do paciente, onde deixa algumas recomendações com a enfermeira de plantão.
"I heard you cry every night in your sleep
I was so young
You should have known better than to lean on me
You never thought of anyone else
You just saw your pain
And now I cry in the middle of the night
For the same damn thing"
Cameron estava na frente do hospital. Procurava um táxi desesperadamente. O tempo havia esfriado drasticamente na cidade. Os flocos de neves caiam constantemente. Já estava com alguns flocos grudados no seu cabelo e na sua roupa. Não tinha vindo preparada pra tal fenômeno. Encontrava-se irritada, não passava um táxi.
Chase sae cabisbaixo do hospital. A felicidade de vê-la novamente havia sido substituída por um sentimento de impotência e medo. Não acreditou no que seus olhos viam. A mulher que não saia dos seus pensamentos estava a sua frente coberta por alguns flocos de neve.
Chase: Hey... Algum problema?
Cam: Não passa um táxi por aqui?
Chase: Passa... Mas, é que com esse tempo, as ruas aqui engarrafam. Vai demorar de passar um por aqui...
Cam: Droga!
Chase: Hey... Dou-te uma carona...
Cam: Não precisa...
Chase: Tá com medo de mim? Hey... Não vou te deixar aqui com esse tempo... Não sou tarado, lembra-se?
Cam: Não é isso... Só não quero te atrapalhar...
Chase: Não atrapalhar...
Cam: Então tudo bem... Qualquer coisa ainda tenho aquele bisturi...
Chase: Hahaha...
Os dois começam a andar pelo estacionamento. A neve agora caia com mais intensidade. Ele percebe que a Allison tremia. E tira seu casaco.
Chase: Toma...
Cam: É muito gentileza...
Chegam no carro, ele abre a porta do carona pra ela. Depois entra, e liga o aquecedor.
Chase: Aqui estamos quentes...
Cam: Nossa... Lá fora tá muito frio...
Chase: Bem... Onde tu estás morando?
Cam: No centro... 9ª Avenida...
Chase: Hum... Sei onde fica...
Ele liga o carro. E seguem para fora do Campus...
Chase: Se importa se ligar o som?
Cam: Não... Claro que não...
Ele liga o som. E o silêncio predomina no carro, apenas o som de uma belíssima canção ecoava no ambiente.
Ela resolve quebrar o silêncio.
Cam: E o paciente?
Chase: Bem... Os sintomas estão diminuindo...
Cam: Então amanhã poderá ter alta?
Chase: Se continuar assim... Concerteza...
Cam: Ótimo...
Chase resolve, já que ela começou a puxar assunto, se aprofunda nos diálogos, ouvi a voz dela, o fazia senti-se maravilhado.
Chase: Não ligou pra seu marido vim te buscar?
Cam: Como?
Chase: Estava lá fora quase congelando, por que não ligou pra ele vim lhe buscar?
Cam: Por que ele está há km de distância...
Chase: Hum...
Cam: Ele trabalha na Filadélfia... Nos veremos só fins de semana
Chase: Hum... Se fosse comigo, jamais te deixaria só em outra cidade...
Cam: Mas, ele não quis... Eu que impôs... Não queria que ele prejudicasse a carreira em favor da minha...
Ouvi-la falar daquele jeito do marido tinha feito seu coração doer... Como doía saber que ela tinha outro na vida, que não fosse ele... Resolve mudar o foco da conversa...
Chase: E aquela sua amiga...
Cam: A Celine?
Chase: Essa mesmo... Celine...
Cam: Nos formamos juntas... Trabalhamos no mesmo hospital, antes de vim pra cá... É pediatra...
Chase: Que legal... Você tinha a cara de pediatra... E a Celine que vira pediatra...
Cam: E aquele seu colega de quarto?
Chase: O Jesse?
Cam: Isso...
Chase: Quando vim fazer residência aqui na América... Ficou lá em Londres... Casou-se... E não quis abandonar a esposa... Tornou-se cirurgião cardíaco...
Cam: Hum... Fez residência no Princeton-Plasboro?
Chase: Não... Em um hospital em NY... Vim pra cá depois... Só tou a 1 ano na equipe de diagnostico do House...
Por ele a viagem demoraria mais, contudo, acabara de entrar na 9ª Avenida...
Cam: Robert... É aquele prédio ali...
Ouvi-la chamá-lo novamente pelo primeiro nome tinha feito-o ir as nuvens... Abre um sorriso, e estaciona o carro em frente ao prédio.
Chase: Adoro quando me chama pelo meu primeiro nome...
Ele olha profundamente nos olhos dela. A mesma senti-se entranha. Uma enorme vontade de beijá-lo... De esquecer o mundo lá fora... E entrega-se a ele novamente... Mas, resolve sair antes que fosse tarde...
Cam: Obrigada pela carona...
Ela ia abrir a porta, quando ele a impede...
Chase: Allison... Não vá... Antes preciso te dizer uma coisa...
Cam: Robert... Que dizer... Chase... Melhor não fala nada... Deixa-me ir...
Ela tenta novamente abri a porta... Ele novamente a impede...
Chase: Não sem antes ouvir o que tenho pra dizer...
Cam: Ok... Não tenho outra escolha mesmo...
Chase: Allison... Sei que tive a minha chance e que acabei jogando fora... Mas, não era minha intenção magoá-la... Fazê-la sofrer... Deus é testemunha disso...
Cam: Para... Por favor!...
Chase: Te amo... Sempre te amei... Vê-la hoje novamente só serviu pra confirmar o que sempre soube...
Ele se aproxima dela, ficam com os corpos quase colados, ela tenta ao máximo se afastar, mesmo estando anestesiada com as palavras dele... Também o amava... Também o queria... Mas, espaço faltava... Não tinha pra onde correr...
Cam: Chase... Não...
Chase: Sei que me ama também...
Ele encosta suavemente seus lábios no dela... E a mesma deixa-se ser beijada... Como queria esse beijo... Como necessitava dele... Os beijos vão ficando cada vez mais fortes... Beijavam-se intensamente... O mundo lá fora vai ficando pequeno... Não existia pra eles... Apenas se concentravam nos longos beijos...
"I never stray too far from the sidewalk
Because of you
I learned to play on the safe side so I don't get
hurt
Because of you
I try my hardest just to forget everything
Because of you
I don't know how to let anyone else in
Because of you
I'm ashamed of my life because it's empty
Because of you I am afraid"
TBC
Notas:
A escolha da Filadélfia como a cidade onde a Cameron viveu enquanto morou na Pensilvânia foi devido ao fato que é a cidade onde se passa a série Cold Case, a qual adoro...
Já Pittsburgh como a cidade onde ela nasceu foi porque já usei essa informação em outra Fic.
A Universidade de Yale fica localizada na cidade de New Haven em Connecticut, uma curiosidade sobre essa cidade: é onde o atual presidente americano, George Bush, nasceu.
A doença celíaca ou Enteropatia glúten-induzida é realmente causada por alergia ao Glúten, os sintomas apresentados bem como os medicamentos e a profilaxia descrita no texto são reais.
Os medicamentos descritos durante o procedimento da endoscopia digestiva é mesmo usado durante o exame. O medicamento Versed corresponde ao medicamento Midazolam no Brasil.
A 9ª Avenida é invenção minha não existe em Princeton.
Os trechos espalhados são da música Because Of You da Kelly Clarkson... A tradução dessa música é perfeita, e o ritmo é fantástico... Bom pra as horas românticas...ahuahuahu...
Agradecimentos:
As meninas: Lalinha, Mai, Mona, Chris, Lais... Pelo apoio de sempre e o carinho... Escrevo essa Fic para agradar a vocês... Lalinha obrigada pelos toques que me dar quando revisa o texto...
A JoanaDu pela Review... E a Lady Luxury pelo comentário no fórum Chase & Cameron...
Gostaria de deixar bem claro que ninguém é obrigado a ler e a gostar das Fics que escrevo... Escrevo por diversão, por que gosto, e por que algumas pessoas gostam delas... Todos nós quando nascemos temos o livre arbítrio para decidimos sobre o que queremos ou não... Mas, acho que todos devemos ter um pouquinho de caráter e respeitar a opinião e principalmente os outros... Desculpe aqui pelo desabafo, mas é que cansei de certas coisas... Mas, o importante é abstrair esse tipo de coisa, por que elas só fazem mal as pessoas que as produzem... Como diz aquele velho ditado... Tudo que desejamos a alguém vem em dobro pra nós... Então... Podem continuar... Por que não ligo... E quero agradecer aqui as pessoas que estão sempre me avisando sobre essas coisas e principalmente pelo apoio... É bom ter amigos de verdade...
Em Breve Capitulo 4...
