Mil pétalas de cerejeira
Hisana não era uma mulher de usar a força, sempre foi muito delicada tanto nas palavras como nos gestos, talvez por isso não se tornou shinigami, e a vida que esta levando agora a deixou ainda mais bonita e feminina. As roupas de boa qualidade, uma casa confortável, empregados ao seu dispor, tudo isso fazia sua vida ser muito boa, mas não ficava parada em casa, tentava ajudar nos afazeres de casa, e sempre deixava tudo como Byakuya desejava.
Em todos os cantos da casa ela o sentia, a energia dele se espalhava pelo ar, ela respirava e se sentia cheia de vida, olhava pela janela e lembrava da época que o via treinar, via o corpo dele se mexer com muita segurança, podia ver seus músculos esculpidos com muito exercícios, no verão era melhor pois ele tirava a camisa e poderia ver o suor em sua pele, quando os olhares se encontravam por acaso, ela ruborizava, ele sorria malicioso. Não podiam mais esperar para ficarem perto um do outro.
A moça acordou dos devaneios quando viu que seu marido já tinha acordado, apesar de ser tão cedo.
-Bom dia, meu amor sue café esta pronto, levantei mais cedo e fiz para você.
-bom dia, é bom comer o que você prepara, gosto quando me deixa mimado com tanto amor.
- veja! As pétalas estão caindo das cerejeiras, o jardim está ficando lindo, adoro esse rosa que fica no chão.
-Sei que gosta de cerejeiras, e quando as vejo lembro de você, felizmente há muitas pelas redondezas.
Byakuya não se atrasava para chegar ao Gotei, então tomou seu café e se despediu da sua esposa, beijando-a longamente.
-Queria ficar depois de um beijo tão gostoso.
-Pare! Assim você me deixa sem graça, outras pessoas podem escutar.
-Não se preocupe com os outros, todos sabem que nos amamos e alem disso, somos casados.
Ela enrubesce com as insinuações de Byakuya, a paixão parecia so aumentar entre eles com o tempo, ela não diria que também desejava que ele ficasse e continuassem a se beijar e se amar, mas era muito tímida nas palavras. Byakuya acha graça de ver Hisana corada, mas era inevitável pensar essas coisas, beijando uma mulher tão linda, que tinha o poder de fazê-lo esquecer todo o resto.
Muitas vezes se pegou pensando nela, enquanto estava no Gotei, e nesse momento so queria voltar para casa e sentir seus lábios sobre os dela, sempre teve tudo na vida, mas o que ganhara ao conhecer Hisana era tão especial, se sentia completo e amado de todas as formas, não havia explicação para esse sentimento.
Todos os dias se percebia o amor que tomara a mansão Kuchiki, e não havia uma única vez em que os pombinhos não trocassem afetos pelos corredores, os empregados já estavam acostumados e ficavam felizes com isso, não há nada melhor do que morar em um lugar repleto de felicidade , realmente a primavera viera para ficar. Os anos foram se passando e tudo parecia correr bem nesse ambiente feliz e cheio de amor, mas Hisana não estava se sentindo bem nos últimos dias, ela preferia esconder enquanto pudesse de Byakuya que estava ficando doente, achava que logo iria melhorar. Isso não aconteceu e um dia ela desmaiou deixando todos preocupados, nesse momento Byakuya não estava.
Um dos subordinados do 6º Gotei entrou em sua sala, tirando-os dos seus pensamentos.
-Capitão, pedem sua presença na mansão kuchiki .
- Disseram o motivo?
- Não senhor.
Byakuya foi o mais rápido que pode para a mansão Kuchiki, seu coração estava apertado, se fosse algo com Hisana, não se perdoaria caso não chegasse a tempo. Ao chegar em casa, encontra a capitã da 4ª divisão, Unohana que estava saindo do quarto de Hisana.
-O que esta acontecendo?
-capitão Kuchiki, por favor se sente, preciso falar sobre sua esposa.
- Mas ela estava bem hoje pela manha, não entendo.
- Não fique nervoso, eu já cuidei de tudo, agora ela esta bem, apenas teve um desmaio, mas esta um pouco fraca então deixe-a dormir um pouco. Não posso te dizer com certeza o que ela tem, mas por enquanto não parece nada grave, vamos acompanha- La para ver como ela reagirá esses dias.
- Entendo, farei o possível para ajudar. Agradeço por ter vindo. Se minha esposa precisar de qualquer coisa é so me falar. Gostaria que não a deixasse sem cuidados, fique em minha casa o quanto for preciso.
- Ficarei atenta a todos os sinais de Hisana, mas agora preciso voltar a 4ª divisão para pegar mais medicamentos.
Byakuya estava preocupado, com medo mas não queria transparecer seus sentimentos nesse momento, precisava dar força para sua pequena, andou ate a porta do quarto, abriu a porta e viu Hisana deitada na cama deles, parecia tão pequena, tão frágil.Ela notou a presença de Byakuya, abriu os olhos e ao vê-lo na porta pediu que ele entrasse e se sentasse perto dela .
-Me abrace Byakuya, estou com medo.
-Não sinta, meu anjo, estou aqui com você não a deixarei nunca.
A moça se sentia melhor naquele momento, se sentou e continuou abraçada ao marido, perto dele parecia que tudo daria certo, aquele sensação de segurança nos braços dele era tudo que precisava, nenhum remédio lhe daria tal sensação de bem estar.
-é a 1ª vez que se sente mal?
Perguntava Byakuya, tentando não demonstrar o quanto estava aflito com essa situação.
-Não, já me assim outras vezes, mas nunca desmaiei, achava que era tontura por não ter comido direito, e deixei para La.
-Não devia ter escondido isso. Eu disse que iria cuidar de você e vou cuidar.
- Eu sei, não fique chateado comigo.
-Não estou, apenas levei um susto muito grande, quando pensei que poderia ter acontecido algo com você
- eu estou bem agora, pode voltar ao trabalho, não se preocupe.
- Eu vou ficar com você o trabalho pode esperar.
O capitão não fez mais nada aquela tarde, ficou ao lado de Hisana, tentou conforta-La, e tentou deixar seu próprio coração tranqüilo, enquanto estivesse ali com ela, não pensaria em outra coisa, alem de vê-La bem outra vez. A abraçou e a beijou muitas vezes, queria que ela se sentisse amada, e feliz, ou será que fazia isso por si mesmo, por medo de perde-La de repente? Acreditava que era pelos dois motivos.
Poderia parecer o homem mais seguro do mundo, mas quando se tratava dela, parecia não ter controle de nada.
Os dias se passaram e Hisana saiu da cama e voltou aos afazeres que era acostumada, mas ainda se sentia fraca, as vezes se deitava com medo de passar mal outra vez, Byakuya sempre perguntava se havia passado o dia bem, e vez ou outra chamava Unohana para verificar se realmente estava tudo bem. Eles tinham medo desse desconhecido que os rondava, o destino pregava mais uma peça, depois de tanta felicidade, algo tirava a paz do casal.
