Draco se arrumou para a sua ronda. Não especificamente para a ronda, e sim para o encontro que teria aquela noite...

"Se bem que não seria bem um encontro... Ah, dane-se."

Olhou-se no espelho do seu quarto. Cabelo impecável com gel, roupas extremamente bem passadas.

"Se bem que nem preciso me arrumar tanto assim. Sou mil vezes melhor que o santo Potter.. Mais bonito, mais rico e mais homem, com certeza."

Riu do comentário sobre o último aspecto. Sabia que Potter tinha seus casinhos, mas nada duradouros. E também deveria ter esses mesmos casinhos só por causa da maldita fama..

Draco saíra, lembrando de colocar um pouco de perfume. Claro, se tratando dele, Draco Malfoy, o perfume também tinha que ser personalizado, a ponto de ninguém ter um igual.

"Se riqueza não traz felicidade... Com certeza, dá uma boa ajuda."

Saiu do dormitório. Certificou que Pansy não o estava seguindo, e seguiu direto para a torre de Astronomia.

********************************************************************************

Gina se arrumou. Colocara o sobretudo por cima do pijama. Não daria pra vestir o uniforme sem fazer barulho.

Desceu as escadas com o máximo de cuidado, mas nos últimos degraus, ouvira uma voz extremamente familiar, para o desgosto dela:

— Esses seus passeios noturnos estão virando rotina, Gina.

— Harry, o que está fazendo aqui?

— Como sempre, esperando a senhorita voltar para a cama.

— Kat lhe contou? Não acredito...

— Você sabe muito bem que eu não preciso que suas amigas me falem sobre você. Lhe conheço, mas do que você imagina, Ginevra...

— Se você não quer receber um tapa de boa noite na cara, não ouse continuar.

— Ok. São uma e dez. Duas e vinte, não interessa, quero a senhorita de volta aqui.

— Só para lhe lembrar, não sou sua namorada e muito menos sua irmã.

— Quer que eu conte para o Ron o que a querida irmã caçula anda fazendo? Não se esqueça que ele agora é monitor.

— Você é desprezível...

— Vou voltar a ler o que estava lendo. Vá.

Gina bufou e saiu.

"Como ele ousa me dar esporro? Ele sempre sai para as escapadas dele com Ron e Mione. E quando a gente namorava, sempre saímos por aí."

Resolvera apagar aqueles pensamentos da sua mente. Quando percebera, já estava na porta da torre de Astronomia.

Ninguém à vista. Pegara uma almofada e se acomodara do mesmo jeito que sempre fizera na janela. Ficara admirando a lua.

Draco chegara lá e se deparou com a mesma visão do encontro anterior.

"Cara... Por mais que eu odeie admitir isso, os cabelos dela são lindos sob a luz da lua..."

Draco silenciosamente localizou um canto escuro onderealmente ele não seria visto. Se dirigiu ao canto escuro. Chegando lá, conjurou uma poltrona e acomodou-se devidamente.

Ela não notara nem o barulho do feitiço.

— Sabe, você deveria usar mais seguido seus cabelos soltos.

— Quando que você chegou aqui?

— Não faz nem um minuto, ruiva.

Ela fez questão de levantar, mas ele a impediu:

— Fique onde está, por favor.

— Porquê? É injusto, você sabe quem eu sou e eu não posso saber quem você é?

— Acredite, ruiva, melhor deixar desse jeito.

— Hoje uma amiga descobriu sobre você somente jogando tarot.

— Quer dizer que aquela professora maluca tem algum fundamento? Quem diria...

— Você está sendo rude.

— Desculpe-me.

"Que diabos? Um MALFOY pedindo desculpas? Onde eu estou com a cabeça..." - Malfoy simplesmente não acreditava no que tinha acabado de dizer.

— De que casa você é?
— Se eu responder essa pergunta, provavelmente vou mentir.

— Isso realmente está ficando chato. Você é uma pessoa bem difícil de manter uma conversa casual.

— Me pergunte qualquer coisa.

— Vamos primeiro fazer uma promessa. Melhor: Um Voto Perpétuo.

— E sobre o que eu deveria fazer o voto?

— De não mentirmos um para o outro.

— Não é necessário outra pessoa estar presente?

— Podemos fazer nós mesmos. Só vamos precisar das nossas varinhas. Eu pergunto se você aceita a promessa de não mentir pra mim e depois, você faz a mesma pergunta.

— Você realmente está maluca, ruiva. Você realmente sabe o que acontece quando alguém quebra o Voto?

— E como vou saber que você não vai mentir pra mim? Afinal, nem sei quem você é.

— Terá a minha palavra. Se isso não for suficiente, então não temos o porquê continuarmos essa conversa.

Gina respirou fundo e soltou lentamente.

— Quando é o seu aniversário?

Draco sorri e argumenta, desdenhando:

— E porquê você quer saber?

— Apenas responda a pergunta.

Ginny se acomoda de frente a Draco, guiada pelo som da voz. Senta no peitoril da janela e olha em direção ao local onde Draco se encontrava.

Draco suspira.

— Cinco de junho.

— Hum... Interessante. Então você é geminiano.

— E o que têm a ver isso?

— Às vezes, os signos definem alguns traços das pessoas... Se bem que gêmeos deveria ser mais solto.

— E o seu?

— Sou de Leão.

— Quando é o seu aniversário?

— Onze de Agosto.

— Pelo pouco que eu ouvir dizer, leoninas tendem a ser pavio-curto.

— Pensei que garotos não se interessavam por esses assuntos.

— E como é que você acha que a gente começa a conversar com as garotas que a gente quer ficar?

Gina riu. E Draco sorriu em reposta. Conversaram sobre outras amenidades, e realmente esqueceram completamente do horário.

Gina levantou subitamente quando o relógio começara a badalar, marcando duas horas.

— Tenho que ir. Nos veremos amanhã no mesmo horário?

— Isso depende.

— Do quê?

— Feche os olhos e não os abra até eu dizer que pode.

— E porquê eu faria isso?

— Não queres me ver de novo? Apenas faça.

Gina fechou os olhos e sentiu uma mão gentilmente a guiar para a área escura. Ele a prensara conta a parede e estavam tão próximos que era impossível haver um centímetro dele que não estava tocando no corpo dela.

— Você realmente não pensa que vai ir embora sem me dar o que eu quero, não?

— E o que você quer?

Isso. - E começa a beijar a garota com extremo ardor, e ela corresponde na mesma medida.

Draco a aperta mais contra a parede e começa a exigir mais do beijo, fazendo uma trilha do pescoço até o ombro dela. Ela tenta prender um gemido. Ele percebe e sorri. Passa delicadamente sua mão pela barriga dela, subindo até encontrar o seio direito. Apertando delicadamente, continua a beijar a boca dela de forma selvagem, não dando nem tempo para ambos respirarem.
Quando ele terminara o beijo com uma mordida no lábio inferior, ela arfava tanto quanto ele. Ele se afastou, não queria que ela notasse sua ereção.
— Agora pode ir. Te vejo amanhã, ruiva.

— Ok. - Ao chegar em uma parte iluminada, olhou o horário em seu relógio. Duas e seis.

Gina correu o mais depressa possível para o dormitório, e encontrou um Harry possesso de raiva.

— Porquê você se atrasou? Quase tive que ir buscá-la com o manto da invisibilidade e não ia...

Gina simplesmente virou pra ele e disse entre os dentes, com cuidado pra não acordar ninguém:

— Primeiramente, eu não pedir por uma babá, Harry. Segundo, você não tem o porquê de ir me buscar, porque só foram dois minutos de atraso. Terceiro, me poupe do sermão, se você também faz isso sempre. O sujo está falando do mal lavado. Agora, boa noite, Harry.

E subiu as escadas apressadamente.

Harry passou as mãos pelos cabelos:

— Desde quando ela tem estado tão rebelde assim? Ela realmente não entende...

Bufando, sentou no sofá e colocou as duas mãos no rosto. Pegou o livro e o mapa do maroto e fora dormir.

"Quem sabe uma noite de sono a faça ficar de melhor humor... E ela caia na real..."

Fora dormir também.

Chegando ao dormitório, Gina quase deu um grito: Kat pulou na sua frente e sussurou:

— E aí, como foi o encontro? Descobriu quem era.

— Não, mas o encontro foi bom. Ele até é uma pessoa divertida. Só um pouco difícil de conversar.

— Não me diga que vocês só conversaram?

— Claro que não! Ele tomou a iniciativa e me puxou pra um canto e...

— E?

— E os detalhes você só vai saber amanhã.

— Você está sendo cruel com a sua melhor amiga... Por favor, conta...

— Já disse que amanhã conto todos os detalhes mais sórdidos pra você. Agora vai dormir, temos aula amanhã.

— Sem graça. Boa noite, Ginny.

— Boa noite, Kat.

Gina foi deitar em sua cama. Adormecera com um sorriso no rosto e dormira que nem um bebê.

********************************************************************************

Draco fora direto ao seu dormitório. Pansy não estava lá.

"Chuveiro hoje. Não me escapei mesmo..."

Draco liga o chuveiro com a água gelada caindo. Começa a se despir. Entra no chuveiro e fica parado, sentindo a água fria por sobre seu corpo e sua cabeça.

"Até que para uma Weasley, ela beija tremedamente bem..."

Balança a cabeça.

"Esses pensamentos são inadmissíveis, DracoMalfoy!"

Mas uma coisa, ele não podia negar: Ele queria a ver de novo.

Se secou e fora direto para a cama. Não se deu o trabalho de se vestir, afinal, só tinha ele no seu dormitório. Adormeceu assim que chegara em sua cama.

Seu último pensamento consciente foi o seguinte:

"Tem algo de realmente errado comigo..."