Draco se arrumou para a sua ronda. Não especificamente para a ronda, e sim para o encontro que teria aquela noite...
"Se bem que não seria bem um encontro... Ah, dane-se."
Olhou-se no espelho do seu quarto. Cabelo impecável com gel, roupas extremamente bem passadas.
"Se bem que nem preciso me arrumar tanto assim. Sou mil vezes melhor que o santo Potter.. Mais bonito, mais rico e mais homem, com certeza."
Riu do comentário sobre o último aspecto. Sabia que Potter tinha seus casinhos, mas nada duradouros. E também deveria ter esses mesmos casinhos só por causa da maldita fama..
Draco saíra, lembrando de colocar um pouco de perfume. Claro, se tratando dele, Draco Malfoy, o perfume também tinha que ser personalizado, a ponto de ninguém ter um igual.
"Se riqueza não traz felicidade... Com certeza, dá uma boa ajuda."
Saiu do dormitório. Certificou que Pansy não o estava seguindo, e seguiu direto para a torre de Astronomia.
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Gina se arrumou. Colocara o sobretudo por cima do pijama. Não daria pra vestir o uniforme sem fazer barulho.
Desceu as escadas com o máximo de cuidado, mas nos últimos degraus, ouvira uma voz extremamente familiar, para o desgosto dela:
— Esses seus passeios noturnos estão virando rotina, Gina.
— Harry, o que está fazendo aqui?
— Como sempre, esperando a senhorita voltar para a cama.
— Kat lhe contou? Não acredito...
— Você sabe muito bem que eu não preciso que suas amigas me falem sobre você. Lhe conheço, mas do que você imagina, Ginevra...
— Se você não quer receber um tapa de boa noite na cara, não ouse continuar.
— Ok. São uma e dez. Duas e vinte, não interessa, quero a senhorita de volta aqui.
— Só para lhe lembrar, não sou sua namorada e muito menos sua irmã.
— Quer que eu conte para o Ron o que a querida irmã caçula anda fazendo? Não se esqueça que ele agora é monitor.
— Você é desprezível...
— Vou voltar a ler o que estava lendo. Vá.
Gina bufou e saiu.
"Como ele ousa me dar esporro? Ele sempre sai para as escapadas dele com Ron e Mione. E quando a gente namorava, sempre saímos por aí."
Resolvera apagar aqueles pensamentos da sua mente. Quando percebera, já estava na porta da torre de Astronomia.
Ninguém à vista. Pegara uma almofada e se acomodara do mesmo jeito que sempre fizera na janela. Ficara admirando a lua.
Draco chegara lá e se deparou com a mesma visão do encontro anterior.
"Cara... Por mais que eu odeie admitir isso, os cabelos dela são lindos sob a luz da lua..."
Draco silenciosamente localizou um canto escuro onderealmente ele não seria visto. Se dirigiu ao canto escuro. Chegando lá, conjurou uma poltrona e acomodou-se devidamente.
Ela não notara nem o barulho do feitiço.
— Sabe, você deveria usar mais seguido seus cabelos soltos.
— Quando que você chegou aqui?
— Não faz nem um minuto, ruiva.
Ela fez questão de levantar, mas ele a impediu:
— Fique onde está, por favor.
— Porquê? É injusto, você sabe quem eu sou e eu não posso saber quem você é?
— Acredite, ruiva, melhor deixar desse jeito.
— Hoje uma amiga descobriu sobre você somente jogando tarot.
— Quer dizer que aquela professora maluca tem algum fundamento? Quem diria...
— Você está sendo rude.
— Desculpe-me.
"Que diabos? Um MALFOY pedindo desculpas? Onde eu estou com a cabeça..." - Malfoy simplesmente não acreditava no que tinha acabado de dizer.
— De que casa
você é?
— Se eu responder essa pergunta, provavelmente vou
mentir.
— Isso realmente está ficando chato. Você é uma pessoa bem difícil de manter uma conversa casual.
— Me pergunte qualquer coisa.
— Vamos primeiro fazer uma promessa. Melhor: Um Voto Perpétuo.
— E sobre o que eu deveria fazer o voto?
— De não mentirmos um para o outro.
— Não é necessário outra pessoa estar presente?
— Podemos fazer nós mesmos. Só vamos precisar das nossas varinhas. Eu pergunto se você aceita a promessa de não mentir pra mim e depois, você faz a mesma pergunta.
— Você realmente está maluca, ruiva. Você realmente sabe o que acontece quando alguém quebra o Voto?
— E como vou saber que você não vai mentir pra mim? Afinal, nem sei quem você é.
— Terá a minha palavra. Se isso não for suficiente, então não temos o porquê continuarmos essa conversa.
Gina respirou fundo e soltou lentamente.
— Quando é o seu aniversário?
Draco sorri e argumenta, desdenhando:
— E porquê você quer saber?
— Apenas responda a pergunta.
Ginny se acomoda de frente a Draco, guiada pelo som da voz. Senta no peitoril da janela e olha em direção ao local onde Draco se encontrava.
Draco suspira.
— Cinco de junho.
— Hum... Interessante. Então você é geminiano.
— E o que têm a ver isso?
— Às vezes, os signos definem alguns traços das pessoas... Se bem que gêmeos deveria ser mais solto.
— E o seu?
— Sou de Leão.
— Quando é o seu aniversário?
— Onze de Agosto.
— Pelo pouco que eu ouvir dizer, leoninas tendem a ser pavio-curto.
— Pensei que garotos não se interessavam por esses assuntos.
— E como é que você acha que a gente começa a conversar com as garotas que a gente quer ficar?
Gina riu. E Draco sorriu em reposta. Conversaram sobre outras amenidades, e realmente esqueceram completamente do horário.
Gina levantou subitamente quando o relógio começara a badalar, marcando duas horas.
— Tenho que ir. Nos veremos amanhã no mesmo horário?
— Isso depende.
— Do quê?
— Feche os olhos e não os abra até eu dizer que pode.
— E porquê eu faria isso?
— Não queres me ver de novo? Apenas faça.
Gina fechou os olhos e sentiu uma mão gentilmente a guiar para a área escura. Ele a prensara conta a parede e estavam tão próximos que era impossível haver um centímetro dele que não estava tocando no corpo dela.
— Você realmente não pensa que vai ir embora sem me dar o que eu quero, não?
— E o que você quer?
— Isso. - E começa a beijar a garota com extremo ardor, e ela corresponde na mesma medida.
Draco a aperta mais contra a parede e começa a exigir mais do
beijo, fazendo uma trilha do pescoço até o ombro dela. Ela tenta
prender um gemido. Ele percebe e sorri. Passa delicadamente sua mão
pela barriga dela, subindo até encontrar o seio direito. Apertando
delicadamente, continua a beijar a boca dela de forma selvagem, não
dando nem tempo para ambos respirarem.
Quando ele terminara o
beijo com uma mordida no lábio inferior, ela arfava tanto quanto
ele. Ele se afastou, não queria que ela notasse sua ereção.
—
Agora pode ir. Te vejo amanhã, ruiva.
— Ok. - Ao chegar em uma parte iluminada, olhou o horário em seu relógio. Duas e seis.
Gina correu o mais depressa possível para o dormitório, e encontrou um Harry possesso de raiva.
— Porquê você se atrasou? Quase tive que ir buscá-la com o manto da invisibilidade e não ia...
Gina simplesmente virou pra ele e disse entre os dentes, com cuidado pra não acordar ninguém:
— Primeiramente, eu não pedir por uma babá, Harry. Segundo, você não tem o porquê de ir me buscar, porque só foram dois minutos de atraso. Terceiro, me poupe do sermão, se você também faz isso sempre. O sujo está falando do mal lavado. Agora, boa noite, Harry.
E subiu as escadas apressadamente.
Harry passou as mãos pelos cabelos:
— Desde quando ela tem estado tão rebelde assim? Ela realmente não entende...
Bufando, sentou no sofá e colocou as duas mãos no rosto. Pegou o livro e o mapa do maroto e fora dormir.
"Quem sabe uma noite de sono a faça ficar de melhor humor... E ela caia na real..."
Fora dormir também.
Chegando ao dormitório, Gina quase deu um grito: Kat pulou na sua frente e sussurou:
— E aí, como foi o encontro? Descobriu quem era.
— Não, mas o encontro foi bom. Ele até é uma pessoa divertida. Só um pouco difícil de conversar.
— Não me diga que vocês só conversaram?
— Claro que não! Ele tomou a iniciativa e me puxou pra um canto e...
— E?
— E os detalhes você só vai saber amanhã.
— Você está sendo cruel com a sua melhor amiga... Por favor, conta...
— Já disse que amanhã conto todos os detalhes mais sórdidos pra você. Agora vai dormir, temos aula amanhã.
— Sem graça. Boa noite, Ginny.
— Boa noite, Kat.
Gina foi deitar em sua cama. Adormecera com um sorriso no rosto e dormira que nem um bebê.
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Draco fora direto ao seu dormitório. Pansy não estava lá.
"Chuveiro hoje. Não me escapei mesmo..."
Draco liga o chuveiro com a água gelada caindo. Começa a se despir. Entra no chuveiro e fica parado, sentindo a água fria por sobre seu corpo e sua cabeça.
"Até que para uma Weasley, ela beija tremedamente bem..."
Balança a cabeça.
"Esses pensamentos são inadmissíveis, DracoMalfoy!"
Mas uma coisa, ele não podia negar: Ele queria a ver de novo.
Se secou e fora direto para a cama. Não se deu o trabalho de se vestir, afinal, só tinha ele no seu dormitório. Adormeceu assim que chegara em sua cama.
Seu último pensamento consciente foi o seguinte:
"Tem algo de realmente errado comigo..."
