Olá para todos. Antes de mais nada me perdoem pelo MEGA atraso!
danizoll: que bom que você está gostando da fic. Pode deixar que tentarei ser mais cuidadosa com isso.
Julyana Apony: A Alana esta tenatnado esconder isso dele, mas uam hora a verdade virá. espero que esteja gostando da fic.
Danda: Espero que você goste deste cap.
Cap.4 Frescor
As irmãs desceram do avião. Zafira estava tensa e segurava o braço da mais velha.
-Acho que isso não é uma boa idéia.
Yasmim riu.
-Você não está feliz? Vai poder ver o Aiolos todos os dias.
Ela segurou a mala com mais força, estava triste,
-De que adianta? Ele não sabe quem eu sou de verdade.
-Eu acho que uma hora a verdade vai vir a tona.
A mais nova sorriu.
-Acho que não.
Chegaram até a esteira, Yasmin esperou enquanto Zafira buscava um carrinho. Haviam trazido muitas malas. Quando voltou a mais velha colocou as malas no carrinho e continuaram seu caminho.
-Quem será que vem nos buscar?
Se perguntou Yasmin.
-Eu acho que você gostaria que fosse Dohko.
Debochou Zafira, a irmã corou.
-Nossa ele é muito lindo!
-Na minha época de Santuário ele não era assim. Ele vivia em Rozan e era um velhinho que batia na minha cintura.
-Ui! Me senti uma papa fóssil agora.
As duas começaram a rir, saíram por uma das portas. Havia muitos homenzinhos com plaquinhas com nomes e no meio deles estava Kanon. Usava uma calça jeans comum, uma camisa preta que marcava o corpo forte e óculos de sol e, como sempre, estava com seu sorriso de cafajeste.
-Bem-vindas meninas.
-Olá Kanon.
As duas cumprimentaram juntas. Kanon pegou o carrinho e as guiou até uma caminhonete preta. Colocou as malas e todos entraram no carro.
-Estão animadas para morarem no Santuário?
-Muito!
Respondeu Yasmin animada.
-E você Zafira?
-Também.
-É sempre bom voltar para casa. Não é mesmo?
Ele respondeu, tirando os óculos e olhando fixamente para a menina.
-Não sei do que você está falando.
Ela respondeu depois de pensar um pouco.
-Sabe sim. Na sua última visita eu fiquei de olho em você e depois de ouvir uma conversinha entre vocês duas, vi o que estava acontecendo. Agora o que resta saber é: se isto é verdade ou se vocês duas estão fazendo uma brincadeira de extremo mal gosto.
Ele dizia enquanto voltava seus olhos para a estrada. Yasmin estava nervosa.
-Sabia que você sabia de algo.
Ela respondeu. O cavaleiro estava quieto.
-Sou eu Kanon. Eu não sei como isto aconteceu, quando acordei eu não estava mais no Santuário e sim em uma hospital. Ninguém falava a minha língua, mas eu entendia cada palavra que eles diziam.
O cavaleiro parou no acostamento e encostou o rosto no volante.
-Isso não é possível.
-Eu precisava voltar. Eu prometi ao Aiolia que ia cuidar da Marin e do bebê. Eu morri sem saber se ela estava a salvo.
A cada palavra, Kanon apertava o volante com mais força. Yasmin assistia tudo em silêncio.
-E todos vocês estavam vivos. Ele estava vivo.
-Se você é mesmo a Alana. Me responda: O que aconteceu no antigo templo?
A menina ficou em silêncio olhando para ele. Aquele era o segredo máximo dos dois, algo que nem Saga e Aiolos sabiam. Algo que nenhum dos dois havia comentado nem com eles mesmo.
-Você me beijou.
O cavaleiro abriu a boca mas nenhum som saiu. Kanon e Alana estavam deitados na grama do antigo templo. Sabiam que era um lugar proibido, mas a vista fazia o perigo valer a pena.
-Se o Saga souber que estamos aqui, ele mesmo nos mata.
-Ele é um cavaleiro, tem coisa melhor para fazer.
Respondeu Kanon.
-Falando em Cavaleiro e o Aiolos, Alana?
A menina ficou um tempo em silêncio.
-Continuo gostando dele, mas sei lá. Acho que não é recíproco.
-Você está assim porque tem um monte de amazonas em cima dele agora.
Ela se levantou.
-Claro. Elas são lindas, fortes e olhe para mim Kanon. Eu sou a fraca que não consegue fazer mal a ninguém. Eu sou só mais uma moradora da vila, nunca vou entender o mundo dele porque não faço parte dele.
Os olhos da menina estavam mareados, Kanon se levantou e a abraçou.
-Calma Alana.
-Não consigo ter calma.
Ela o abraçava com força.
-Venha.
Ela disse a arrastando até o lago.
-Não Kanon!
Os dois caíram com tudo na água gelada, o garoto ria muito e ela com raiva jogava água nele.
-Seu tongo!
Após alguns minutos os dois riam muito juntos. Kanon a ajuda a sair e os dois deitam na grama.
-Agora precisamos nos secar.
A menina estava deitada com os olhos fechados, a respiração estava cansada e seu corpo completamente relaxado. Sentia umas gotas baterem em seu rosto, mas antes que pudesse ter qualquer reação sentiu uma pressão em seus lábios. Abriu os olhos e viu o rosto do amigo junto ao dela. Sentia seu perfume e sua barba, estava tão assustada que tudo que conseguia fazer era ficar parada. Ele segurava seu rosto com uma das mãos enquanto a outra usava para segurar seu próprio peso.
Ele se afastou olhando fixamente para a menina que disse:
-Porque você fez isso?
-Não sei.
Ela se levantou assustada, indo embora quando Kanon a segurou.
-Desculpa Lana!
-Porque você me beijou! Você sabia dos meus sentimentos pelo Aiolos!
Ele parecia magoado.
-Eu só precisava saber Lana.
A menina ficou sério.
-Saber?
-Se o que eu estou sentindo é passageiro.
A menina ficou parada olhando para ele.
-E o que descobriu?
-Era apenas curiosidade.
Ela sorriu para o amigo e o abraçou.
Kanon finalmente tirou o rosto do volante e a olhou.
-Eu menti aquele dia para você.
-Eu sei. E também sei que aos poucos você esqueceu isso.
Os dois continuaram se olhando.
-Alana. É você mesma.
-Sim.
Kanon a trouxe para junto de si e a abraçou com força. Os dois choravam.
-Eu senti tanto a sua falta.
Ela dizia entre o soluços.
-Eu também.
Depois de um tempo abraçados, os dois se afastaram. Ele passava a mão no rosto da menina.
-Isto é incrível.
Ele dizia, então a soltou e voltou para a estrada.
-Você vai contar a todos?
Ele perguntou.
-Não posso Kanon. Não acreditariam em mim.
-Isso é verdade. Principalmente Aiolos e Aiolia, os dois ainda estão sofrendo muito com a sua perda.
-Mas quem sabe com o tempo, eles vejam como você viu.
Disse Yasmin, entrando na conversa pela primeira vez.
-Talvez.
Ele respondeu pensativo.
-O importante agora é poder cuidar deles a distancia.
Respondeu Zafira. O carro continuou em alta velocidade.
-Você quer saber o que aconteceu no seu tempo fora?
-Sim.
Ele fez uma curva, estavam chegando ao Santuário.
-Fomos trazidos de volta todos juntos. Nos mostraram as mudanças que haviam o ocorrido, como o casamento e o fim das máscaras das amazonas. E então Aiolos perguntou de você.
O silêncio dominou o carro.
-O que aconteceu com você apareceu para todos nós. Aiolos não consegue superar a sua morte, Aiolia ainda está melhor porque tem a Marin e a Alana.
-E o Saga?
- Ele ainda se sente muito culpado por tudo. Ele pensa que eu não sei, mas todo dia ele visita seu túmulo e deixa uma rosa branca. Aiolos também. Aiolia não vai sempre porque Marin fica preocupada com isso, que ele não consiga superar nunca.
-Eu não queria que eles estivessem sofrendo por minha causa.
-É algo inevitável. Você foi uma parte importante nas nossas vidas.
O carro estacionou na garagem.
-Alana conte a ele.
Disse Yasmin.
-Contar o que?
A menina tirou da bolsa, um pedaço de papel e fez um origami.
-Uau que linda habilidade Alana.
Debochou o amigo, mas mudou de idéia quando percebeu que o papel estava dourado.
-Você voltou a ter o toque de midas.
Ele disse surpreso.
-Sim. Shion selou o dom em meu corpo, como agora eu tenho um outro.
-Você está conseguindo controla-lo?
Ele perguntou.
-Sim.
-Mesmo assim fico preocupado. O que você acha de treinar um pouco comigo? Não vamos usar o cosmo assim, Aiolia e Aiolos não sentem seu cosmo.
A menina sorriu para ele e saíram do carro. Kanon pegou as malas e começaram a caminhar pelo Santuário.
-Você ajudou a reconstruir o Santuário?
Perguntou Yasmin.
-Não, quando todos nós voltamos, ele já estava assim.
-Olá meninas.
Elas se viram onde encontram Shura, Dohko, Camus e Saga.
-Kanon voc~e foi buscar elas?
Disse Saga estranhando a atitude do irmão. Ele só faria isso se tivesse algo por trás. Bastava descobrir o que?
-Sim. De vez em quando eu sou um cara legal sabia?
-MUITO de vez em quando.
Corrigiu Camus. Os outros riram. Dohko se aproximou e pegou um das malas.
-Deixa eu te ajudar.
Dohko olhou para Yasmin e deu um leve sorriso, fato que fez a menina quase explodir de felicidade e Zafira teve de se segurar para não rir. Todos foram caminhando lentamente pelas casas até passarem pelo 13° templo onde encontraram Aiolos, vestia apenas a armadura e passeava de um lado para o outro com Alana nos braços.
-Serio Aiolos, Você é o Grande Mestre mais agitado que eu já vi na minha gigante, diga-se de passagem, vida.
Brincou Dohko. Yasmin olhou para a irmã que lhe lançou um olhar "viu como era verdade".
-Eu não consigo ficar parado.
Ele disse constrangido. Então voltou seu olhos para as meninas e deu um sorriso.
-Bem-vindas de volta Zafira e Yasmin.
-Obrigada.
Zafira o olhou, os olhos verdes estavam sem brilho e via manhas escuras em baixo de seus olhos. Não podia não fazer nada. Ele era o homem que ela amava, mas sabia que não poderia simplesmente se revelar para ele. Com certeza não acreditaria e sofreria ainda mais. Se fosse ela felicidade dele, o ajudaria a esquecer dela mesma. Aiolos sentiu o olhar da garota sobre si, assim como Saga e Kanon. A menina sentiu o rosto esquentar.
-Você parece um pouco cansado, está tudo bem?
Ela perguntou no desespero de disfarçar. Ele deu um sorriso fraco.
-Ando dormindo mal, mas fora isso tudo bem.
Ela sabia que não era verdade, Kanon percebeu o quanto aquilo devia que estar doendo na amiga.
-Bom pessoal vamos indo, que as meninas estão cansadas também.
O pessoal seguiu, com exceção de Saga que ficou ao lado do amigo.
-Acho que uma das irmãs Fayad gostou de você.
Brincou o amigo.
-Infelizmente só existe uma pessoa para mim.
-Estou preocupado com você Aiolos. Se continuar desse jeito vai morrer.
O Grande Mestre abaixou a cabeça.
-Eu sonho com ela todas as noites. Eu sinto a sua presença Saga.
Saga pegou Alana de seus braços. Aiolos estava morrendo aos poucos.
-Eu acho que você deveria conversar com a Zafira.
-O que?
-Não precisa ficar com ela nem nada. Mas, acho que conversar com alguém de fora pode trazer um pouco de frescor para sua vida. Acho que irá te ajudar.
O cavaleiro ficou em silêncio.
-Vou levar a pequena Alana para casa. Pense nisso que eu falei.
