Olá!
Demorei, mas cá estou novamente! .
Aí vai mais um cap. espero que gostem!
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Capítulo 4: Nem tudo é como você querer...
Estava sentada nas escadarias do último templo, a contemplar a noite clara. A lua cheia havia dado a graça de sua presença essa noite. Vez ou outra emitia um muxoxo angustiado pela demora, enquanto enlaçava os dedos entre as madeixas alaranjadas de forma impaciente.
Esperava por...
Ele.
Havia se arrumado, se perfumado, mas... Não para, ele.
Ainda não conseguia entender a onde Aiolos queria chegar, pedindo para que saísse com Milo, ainda mais depois do beijo que haviam trocado...
Lina suspirou desanimada. Queria estar junto dele, ouvir sua voz, sentir a sua presença. Sentir-se mais uma vez entorpecida pelo calor de seus braços. Sentir seus lábios colados nos dele...
Há muito tempo procurava por isso, por alguém que a completasse, alguém que desejasse de corpo e alma. Aiolos correspondia a isso, mas... Talvez, mais uma vez, estivesse se precipitando como sempre fazia, quando o assunto era o seu coração.
Nunca tivera sorte no amor, e quando a sorte parecia sorrir para o seu lado, Seu Hajime, logo tratava de mandá-la com uma passagem só de ida para Marte. No entanto, estava longe e sentia que, com Aiolos, seria diferente... Estava na Grécia, longe dos olhos de águia do pai, que ainda a via como uma garotinha. A garotinha frágil e triste, que havia perdido a mãe aos cinco anos de idade e que a todo custo ele tentava proteger.
Havia crescido. Já era uma mulher, mas para o velho Kitsune, ela sempre seria a sua garotinha.
-Lina?
-O que? –Indagou a jovem, despertando de seus devaneios, piscando duas vezes antes de discernir a imagem do homem bem trajado a sua frente, que vestia uma camisa preta com os dois primeiros botões abertos e a fitava com os seus grandes olhos azuis.
-Onde estava? Em Marte? –Indagou Milo, num sorriso divertido estendendo a mão para ajudar a jovem a se levantar. –Tive que te chamar três vezes, para que você me escutasse.
-Me desculpe Milo! –Lina sorri já de pé. –Estava pensando em... Meu pai. Estou sentindo falta dele e de Renji também.
-Ah... –Milo faz uma pausa, e depois pigarreia. –Haham... Está linda! Tão linda quanto uma flor, ou melhor, rosa... –Sorri o escorpião, entregando um botão de rosa a jovem. –Pra você!
-Que lindo! Obrigada Milo! –Lina sorri aspirando o perfume da rosa e depois volta a fitar o escorpião, ficando mais vermelha que a rosa cor de sangue que tinha nas mãos, ao se deparar com o olhar cobiçoso dele sobre si. –O que foi? –Indagou, temendo a resposta.
-Me enganei... Sua beleza não se compara a uma flor, nem mesmo a uma ninfa... –Sussurrou Milo, fitando a jovem que trajava uma frente única de seda amarela, com símbolos orientais desenhados em prata e uma mini saia jeans. Os longos cabelos presos pela metade, com dois palitos, também tipicamente orientais, que lhe davam um ar de menina crescida.
"Linda!". Pensou ele.
O olhar ávido e sedutor que Milo lançou a jovem fez com que essa, sentisse um leve tremor nas pernas. Sentia-se nua diante daquele olhar. Saory tinha razão, Milo era um predador em potencial. Um lobo.
-Bem, bem... Vamos logo então Milo! Estou te esperando há mais de uma hora, sabia? –Balbuciou a jovem, fingindo não sentir o rosto arder e desviando dos olhos azuis que ainda pousavam sobre si.
-Está bem, me desculpe é que surgiu um imprevisto... –Disse Milo, com um ar pensativo, como se relembrasse algo não muito agradável.
-Imprevisto?
-Sim, mas depois eu te explico, vamos? –Indagou, oferecendo o braço para a jovem de forma galante. –Te prometo, que compensarei essa demora...
O escorpião exibiu o seu melhor sorriso, enquanto a jovem enlaçava o braço no seu, se limitando a consentir com um menear de cabeça. Não gostava do que estava fazendo. Sentia-se mal, por estar omitindo de Milo o que realmente sentia. Que desejava estar com Aiolos e não com ele. Mas, Aiolos... Nem ela mesma sabia ao certo o que tinham. Se aquele beijo havia significado para ele, o mesmo que havia significado para ela...
Era bom, que esclarecessem isso logo.
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"Isso, não vai dar certo...".
"O que não vai dar certo?".
-Lina, Aiolos e... Milo! –Sussurrou a Deusa, voltando-se para o geminiano deitado sobre a cama. Do balcão de seus aposentos, Saory via a prima se afastar junto de Milo. –Não entendo... Quando chegamos, ela estava diferente, não sei, e depois do que conversamos hoje de manhã, eu pensei que... –Saory pondera diante do olhar curioso de Kanon e se aproxima, deixando os chinelos aos pés da cama e juntando-se a ele. –Enfim, eu realmente não entendo!
-Nisso, eu tenho que concordar com você... –Diz Kanon recostando-se na cama, enquanto a Deusa se aconchegava em seus braços repousando a cabeça em seu peito. –Não sei o que ela viu no Milo!
-Meu amor... –A Deusa volta a se sentar a tempo de ver o sorriso jocoso nos lábios do cavaleiro, mas que embutiam um certo rancor por de trás da brincadeira. –Você não está dizendo isso por causa do que houve hoje de manhã, está? –Diante do silêncio dele e da sua expressão que havia se tornado sisuda, ela continuou. –Esquece isso, meu amor! Eu sei que às vezes o Milo é meio impulsivo, mas acredite, ele não deve ter feito por mal e...
-Não deve ter feito por mal? –Indagou Kanon cruzando os braços, sentindo o toque suave das mãos da Deusa, acariciando-lhe o antebraço. –É melhor que ele aprenda a controlar esses "impulsos" daqui pra frente, porque se ele olhar pra você desse jeito de novo, eu...
-Sabia, que fica lindo com essa carinha de ciúmes? Mas, não tem motivos pra isso... Eu te amo, e a mais ninguém! Diga-me, o que eu posso fazer pra mudar essa sua cara? Pra acabar com esse seu mau humor? –Indagou a Deusa, ao ver que ele ainda continuava sério. –Está assim o dia todo...
-Bem... –Kanon sorri vencido, voltando-se para a Deusa. –Primeiro, vamos parar de falar do Milo, segundo...
-Segundo? –Indaga Saory ao ver o geminiano pensativo.
-Ahm, deixe-me pensar, acho que... –Um sorriso maroto se desenhou nos lábios de Kanon. –Isso serve pra começar...
O geminiano se aproximou, tocando com suavidade o rosto róseo da Deusa, roçando os lábios de forma provocante sobre os dela, antes de se apossar de sua boca num beijo caloroso.
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-Você demorou Milo, achei que não viesse mais...
-Me desculpe Lina, é que estive ocupado a tarde toda...
Dizia Milo, assim que chegaram ao Ninfetas Bar. Se não fosse pela doce criatura ao seu lado, que estranhamente parecia acalmar-lhe os nervos, estaria literalmente subindo pelas paredes. Passara o dia todo na Casa de Leão e depois disso só teve o tempo de tomar um banho, se arrumar e ir até o encontro da jovem.
"E ainda por cima havia chegado atrasado, tudo por culpa daquela... Aquela cobra me paga... Ah se paga!".
-Ocupado com o que? –Indagou Lina, fazendo com que Milo despertasse de seus devaneios.
-Bem, sabe é que hoje eu passei o dia na casa de Leão ajudando Aiolia e Shina arrumarem o quarto do bebê e...
-Ai que lindo Milo! Não sabia que você era tão prestativo.
-É bem... –Milo sorri deslizando uma das mãos sobre cabelos, e fazendo charme. –Sabe é que eu adoro poder ajudar no que for preciso, além do que, eu jamais me negaria a ajudar uma amiga e grávida! Não me negaria a um mísero favor como esse!
-Lindo mesmo! –Sorri a jovem aproximando-se da bancada do bar.
-São seus olhos...
-O que? –Lina que estava prestes a se sentar voltou-se para trás, vislumbrando os orbes azuis do escorpião que brilhavam sedutoramente próximo a ela.
-Você me chamou de lindo e... Eu te disse que são seus olhos! –Sussurrou Milo, aproximando-se da jovem e segurando seu queixo de forma sutil entre os dedos.
-Milo...
-Brincadeira... –Disse Milo, abrindo um enorme sorriso ao ver que a jovem havia corado feito um pimentão. Mas para, Milo de Escorpião, não há tréguas quando o assunto é conquista. –Linda é você!
Milo acariciou o rosto róseo da jovem e sem hesitação alguma, aproximou-se, com os lábios entreabertos, rumo ao encontro dos dela. A jovem se afastou, acuada, recostando-se na bancada do bar e apenas a bochecha rosada serviu de repouso para os lábios cálidos do escorpião.
-To com sede, Milo! –Sussurrou Lina, repousando as mãos sobre o peito do escorpião, afastando-o.
-Ta certo... Teremos tempo. –Milo sorri maroto. –O que você quer beber?
Nesse instante o celular de Milo toca: "Hoje é festa lá no meu apê, pode aparecer, vai rolar...".
-Só um instante, por favor!
Lina suspirou aliviada, enquanto Milo tentava atender o celular. Estavam no bar, mas ainda sim, à música alta e o falatório geral da boate chegavam aos seus ouvidos.
Não podia negar o fato dele ser atraente, sedutor, tanto que estava ficando perturbada diante dele, mas não era por ele, que seu coração acelerava, pulsava descontroladamente quando se viam, ou clamava quando se sentia só. Aiolos... Onde ele estava?
-O QUE? NÃO ESTOU ENTENDENDO NADA E... O QUE? Um momento... Lina, eu vou atender o celular lá fora, já volto!
-Claro... –Sussurrou Lina voltando a si, sem perceber que Milo já havia se afastado e se perdido na multidão.
Os olhos verdes da moça vagaram por entre a multidão colorida da boate, buscando encontrar em vão, alguém, que parecia não estar presente. Deixou que mais uma vez, um suspiro cansado lhe escapasse dos lábios e sentou-se com igual desanimo na bancada do bar.
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Não muito longe dali, um homem alto, porte atlético, cabelos castanhos dourados e um par de olhos encantadoramente verdes, tentava fazer algo, na verdade, quase que impossível... Tentar passar desapercebido. Aiolos havia acabado de chegar na boate e tentava ser o mais discreto possível, ignorando os olhares femininos que lhe eram dirigidos. Por sorte, hoje as suas "amigas" não estariam na boate, o que lhe pouparia uma situação meio que, embaraçosa, se elas o encontrassem junto de Lina.
Lina? Onde ela estava? Estava tentando encontrá-la há uns quinze minutos e nada. A única mulher que lhe interessava essa noite, parecia ter evaporado...
Já estava começando a achar que, a idéia de mandá-la sair com, Milo, não havia sido das melhores, quando a vislumbrou no outro canto do salão brincando com um botão de rosa, e sem mais demoras foi até lá.
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-Oi linda! Demorei?
-Aiolos? –Indagou a moça, sentindo o coração disparar em seu peito ao reconhecer a voz que a chamava e voltou-se para trás, deparando-se com o sagitariano, que aos seus olhos, estava simplesmente perfeito...
Aiolos trajava uma camisa branca não muito larga, com as mangas dobradas até o cotovelo, os dois primeiros botões abertos e uma calça num tom escuro. A pele dourada do cavaleiro contrastava divinamente com a camisa clara.
Lina definiria facilmente com uma única palavra, o homem a sua frente... Irresistível.
Fitaram-se por mais alguns instantes e Aiolos por fim se aproximou. Ela estava linda, mais linda do que nunca, e palavras eram dispensadas para demonstrar o quanto estava maravilhado com a beleza da moça... Aproximou-se dos lábios róseos e cintilantes da jovem, cobertos de gloss e tão convidativos, moldando seus lábios aos dela num beijo caloroso...
-Espera... –Com muito custo ela se afastou, cessando o beijo. Sentia-se inebriada pelo cheiro da loção dele. –O Milo, ele, pode ver e...
-É pra ele ver mesmo. –Aiolos sorri sentando-se de frente para a jovem. –Por que acha que viemos os três aqui? Quero que ele veja que está comigo e não com ele!
-Aiolos, achei que não viria mais, que... que...
-Acha mesmo que te deixaria sozinha com aquele pervertido do Milo? –Aiolos sorri segurando as mãos da jovem, feliz por saber que ela ansiava por sua chegada. –Mas por quê? Por acaso, ele, se... Portou de alguma forma, meio que...
- Não, não. –Respondeu Lina prontamente, ao ver que Aiolos havia arqueado a sobrancelha, desconfiado. –Ele foi gentil comigo, gentil até demais e é isso que esta me deixando angustiada... Veja, ele até me deu uma rosa!
-Milo? Milo te deu uma rosa? –Indagou Aiolos fitando botão de rosa nas mãos moça. Isso não era normal, não para Milo.
-Sim. Aiolos, ele foi atender o celular, mas já deve estar voltando... O que vamos dizer a ele?
-A verdade. Gosto de você! –Aiolos fita com intensidade os olhos verdes da moça, acariciando sua face rosada com uma das mãos. –Quero estar com você e sei que você também deseja o mesmo, então, se ele for o amigo que diz ser, terá que entender que nos gostamos e desejamos estar juntos!
-Também gosto de você... –Sussurrou a jovem, timidamente em resposta e depois sorriu, repousando o polegar sobre os lábios do sagitariano num leve deslizar. –Te sujei sabia? Ta todo melado!
-Morango? –Indagou Aiolos, sugando o lábio inferior. A jovem fez menção de retirar a mão, que ainda repousava sutilmente na face do cavaleiro, mas Aiolos a deteve, fechando os dedos em volta de seu pulso e repousando um beijo na palma de sua mão. –Adoro morango!
Lina sentiu como se uma corrente elétrica atravessasse seu corpo com o toque, vendo aquele sorriso sedutor moldar os lábios bem talhados do cavaleiro, que se aproximou novamente, acariciando sua face que mais uma vez sentia arder. Aiolos segurou o rosto da jovem de forma sutil, com as duas mãos e novamente se apossou de seus lábios. Era incrível como se encaixavam com tal perfeição...
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-Eu já falei que não! Agora não... O que? Não posso, e... O que? Depois nos falamos! –Milo desliga o celular sem nem ao menos se despedir, visivelmente irritado com a ligação inoportuna.
-E aí Milo! Você aqui fora e... Sozinho? Isso é novidade! –MDM acabava de chegar e olhava surpreso para o amigo, que há instantes atrás praticamente discutia no celular. –Ou será que, a sua companhia, te deu bolo essa noite? –Indagou o italiano com o costumeiro sorriso debochado a crispar-lhe os lábios.
-Hahaha! Muito engraçado caranguejo! –Exaspera Milo de cara fechada, guardando o celular no bolso da calça e adentrando o salão novamente, sendo seguido por MDM. –Pra sua informação, eu estou acompanhado e muito bem acompanhado, diferente de você, que... –Milo lança um sorriso debochado ao amigo. –Cadê o Frô? Não trouxe o amorzinho com você? Já sei... Brigaram! Coisa de casal, não é mesmo?
-Hahaha! –Foi a vez de MDM, forçar um sorriso. –Você sabe muito bem, que não tenho nada sério com o Afrodite, e principalmente, que gosto de variar o cardápio... –O italiano sorri maroto, lançando um olhar ávido sobre uma jovem que passara lançando risinhos a ele. –Mas, você não ia sair com aquela priminha gostosa da Saory, hoje?
-Primeiro, veja bem como se refere a Lina. Segundo, eu não ia, eu sai com ela, hoje! Ela está me esperando no bar, e...
-Onde você disse, que ela estava te esperando?
-No bar, por quê...? –Indaga Milo sem entender.
-Acho que ela cansou de te esperar, meu amigo... –MDM sorri lançando um olhar significativo à outra extremidade do salão, dando um tapa nas costas de Milo e se afastando.
-O que? –Indagou Milo, confuso, até que seus olhos seguiram a direção indicada por MDM. –Lina e... Não! Não pode ser...
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-Você sentiu isso? –Indagou Lina, separando-se de Aiolos ao sentir uma lufada gélida atravessar-lhe o corpo.
-Senti... –Respondeu Aiolos, vendo a jovem esfregar os braços.
-Não sei, me pareceu um tipo de pressentimento... Será que...
-Milo. –Aiolos terminou o raciocínio da jovem. –Estranho, não senti a sua presença, seu cosmo, mas...
-Acha que pode ter sido ele, não é? Aiolos, eu não queria que tivesse sido assim! Gosto dele, ele é meu amigo. Nosso amigo. –Sussurrou a jovem, lançando um olhar triste para o botão de rosa sobre a bancada.
-Tem razão... –Sussurrou Aiolos em resposta, num timbre de voz quase inaudível.
É claro que ela tinha razão. Certamente havia sido Milo e assim como ela, ele sentia-se de alguma forma culpado. Amigo...
-Olha, talvez não tenha sido ele, mas podemos tentar encontrá-lo. O que você acha? –Indagou Aiolos, por fim quebrando o silêncio. –Você está certa, temos que conversar com ele!
-É o melhor que podemos fazer! –Respondeu Lina, levantando-se.
-Então vamos! –Disse Aiolos, puxando a jovem pela mão.
A boate estava cheia. Um mar colorido gente, o que dificultava e bastante, encontrar qualquer pessoa, mesmo que essa pessoa fosse Aldebaran de Touro. Procuraram e procuram, olhos atentos, mas nada de Milo. Foi então que cruzaram com MDM.
-Gio! –Chamou Aiolos, antes que o italiano adentrasse numa porta aos fundos, num cantinho pouco iluminado. –Viu o Milo?
-Milo? –Indagou o italiano voltando-se para trás, vendo o casal de mãos dadas. –Acredito, que vocês não estejam muito interessados nisso não é mesmo? –MDM sorri maroto, de forma que Lina corou instantaneamente.
-É sério. Viu o Milo? –Indagou Aiolos, mais uma vez.
-Vi e se me permitem um conselho... Não o procurem hoje! Digamos que ele já teve o bastante, essa noite...
Aiolos e Lina se encaram compartilhando o mesmo sentimento. Culpa.
Apesar de achar que Milo merecia uma lição, depois de ter empatado um bocado a vida deles dois e de ter "planejado" dar o troco de alguma forma essa noite, no fundo, Aiolos sabia que não conseguiria fazer isso...
O que havia acontecido, fora um deslize, sem premeditação alguma. Sabia que Milo estava ali, que voltaria e que poderia presenciar a cena, mas não havia planejado aquilo e agora essa estranha sensação de culpa o estava consumindo, só não sabia explicar porque.
-Giooo... Vem logo! –Um uníssono de vozes femininas vindo do cantinho escuro, acompanhado de risinhos chegou ao ouvido de ambos.
-Já vou, meninas! –Gritou o italiano voltando-se para a porta atrás de si e depois voltou a fitar o casal. –Enfim, esqueçam o Milo por hoje! Agora, dêem-me licença... O dever me chama! –Um sorriso maroto brotou nos lábios do italiano, que pôs uma das mãos sobre o peito de forma respeitosa, como numa reverência, antes de se afastar.
-Era o Milo... –Sussurrou Lina. –E agora?
-Agora... –Aiolos voltou-se para a expressão aflita da jovem. –Faremos o que o Gio disse. Por hoje, esqueçamos do Milo! Amanhã, amanhã falaremos com ele. Tudo bem?
-Claro, amanhã...
-Quer ir pra casa? –Indagou o sagitariano ao ver pela expressão da jovem, que a noite havia acabado.
-Quero.
Continua...
E aí, gostaram? Espero que sim e, por favor, se puderem me deixem um coment, please? A opinião de vocês é muito, mas muito, importante pra mim, vocês num sabem o quanto! .
Obrigada a todos que tem acompanhado essa fic, em especial a The Blue Memory, Lillith 06 e Nina Neviani que comentaram o capítulo passado! Ah, e tb a Dama 9 que não comentou aqui, mas que não deixou de me dar a sua opinião! Valew meninas!
Bjus e ateh a próxima! .
