Décadas
EsmePOV
A casa estava silenciosa, parecia tão estranho. Depois de Bella fazer parte da família, a casa sempre era um falatório. Depois da chegada de Renesmee então, a casa vivia agitada. Mas hoje pareceram que todos queriam um pouco de paz. Rosalie e Emmett haviam ido caçar em terras longes, voltariam daqui a uma semana. Alice e Jasper foram a Seattle, eu ri, pensando que internamente Jasper odiava os shoppings, e loja, e tudo que Alice podia se deslumbrar envolvendo dinheiro, mas ele deveria ter a sua recompensa depois. Não era um pensamento muito apropriado para se ter sobre os filhos, mas eles já eram tão velhos quanto qualquer ser humano, era bobagem. Edward e Bella moravam na casa, nos arredores da casa com Renesmee, a minha neta. E então eu estava só, esperando Carlisle chegar.
Carlisle... O nome me fez pensar em tantas coisas. Ele era o meu salvador, era o amor mais simples e intenso possível. E fez me lembrar do quanto eu estava com saudades dele. Com todos os problemas, um atrás do outro, mal tínhamos tempo pra nós. Ele sempre preocupado, e sem contar os plantões no hospital. E agora a casa sempre estava cheia, e nós tão distraídos com tudo. Suspirei saindo do banheiro. Eu tinha caçado qualquer coisa nas redondezas, a sede não era tanta, mas o suficiente pra incomodar. Ficar com aquele cheiro de folhas e do sangue era péssimo, por isso o banho era fundamental depois.
Olhei o relógio e marcava às duas da manhã. Em meia hora Carlisle chegaria, era sempre pontual. Mas um pano fino e lilás do guarda-roupa chamou a minha atenção, eu sorri de canto, a idéia era provocá-lo. Queria que ele me fizesse sua essa noite, queria que ele tocasse meu corpo, até o dia amanhecer. Eu sentia a falta do corpo dele colado ao meu. A camisola deslizou por meus braços emoldurando-se ao meu corpo. Ela vinha até acima dos meus joelhos, e na parte dos seios, o pano era mais grosso, e o resto é desnecessário falar, é claro, que era transparente. Alice sabia das coisas. Penteei meus cabelos, prendendo-o. Eu sabia que ele gostava de soltá-lo. Na minha penteadeira havia perfumes e cremes. Havia um que ele amava o cheiro. Semente de uva, seu cheiro era doce, mas não enjoativo. Era perfeito.
Eu ouvi o trinco da casa abrir. Ele havia chegado. Eu parecia uma criança alegre esperando seu presente de aniversário. Ri pra mim mesma, entrando no closet. Em segundos eu ouvi a porta do quarto se abrir e a sua voz invadir o ambiente.
- Esme? – Ele chamou pelo meu nome, com certeza, achando estranho todo o silêncio da casa.
- Oi querido. – Eu disse, terminando de me olhar no espelho.
Nem um segundo a mais, eu apareci no quarto de frente para o meu médico maravilhoso. E ele estava lá totalmente irresistível. Seu cabelo perfeitamente arrumado, seu jaleco branco sem nenhuma mancha. Eu sorri, pensando em algumas vezes que havia pedido para que ele, que usasse o jaleco enquanto nós fazíamos. Era tão constrangedor assim, mas era excitante, eu tinha que admitir. E então eu peguei seus olhos me devorando, eu podia explodir, só com aquele olhar.
- Eu perdi alguma coisa? – Carlisle perguntou, sorrindo maliciosamente.
- Absolutamente nada. – Eu disse, após décadas eu não tinha vergonha de nada.
Ele largou a sua maleta em qualquer lugar andando até mim, eu o sentia urgente tanto quanto eu. Esperei que ele chegasse a mim. Suas mãos seguraram firmemente minha cintura, me colando contra o corpo dele. Seu rosto desceu até mim, e quando achei que ele ia me beijar, passou de minha boca, afundando seu rosto em meu pescoço. Estremeci sentindo sua respiração contra a minha pele. Ele rosnou massageando minha cintura, por cima do tecido.
- Onde estão as crianças? – Ele disse contra a minha pele.
- Longe e não voltam tão cedo. – Eu falei, dando uma leve mordiscada em sua orelha.
Senti o sorriso dele se formar, e sua língua traçar o meu pescoço até atrás da minha orelha, chupando o lóbulo da mesma. Eu senti meu corpo fraquejar, ele sabia me deixar excitada. Minhas mãos subiram para o seu ombro, tirando o uniforme de trabalho dele. Hoje eu não queria nenhuma realização de fantasia sexual, eu o queria, e só. Ele tirou as mãos da minha cintura deixando a roupa escorregar pelo seu braço, e depois voltou a segurá-las. Carlisle voltou os olhos pra mim mais uma vez, eu sorri, e ele me beijou. Era selvagem, e necessitado. Eu sentia meus lábios sendo sugados com força, enquanto sua língua pedia por espaço para adentrar em minha boca. E eu não neguei deixando que ele massageasse a minha língua violentamente. Na mesma hora eu senti meu corpo suspenso. Ele não parecia fazer nenhum esforço, e entendi o recado. Enlacei minhas pernas em seu quadril, fazendo meu corpo se chocar contra o dele.
Carlisle parou de me beijar, puxando meu lábio inferior sensualmente. Sim, eu quase fui ao orgasmo do jeito que ele me olhou. No mesmo instante, ele me jogou contra a parede mais próxima fazendo que nossos corpos se juntassem mais, algo que até então eu achava impossível. Ondulei meu corpo sobre o dele, fazendo-o rosnar para mim. Meu ventre se contorceu com o som, me fazendo delirar. Busquei pela barra da camisa dele, puxando-a pra cima rapidamente, quando a encontrei. Mordi meu lábio, passando a minha meu por seu peito definido. Seu abdômen se contraiu quando eu cheguei ao cós de sua calça. Ele me olhou, estreitando os olhos.
- Está tentando me enlouquecer? – Sua voz estava rouca, e sexy.
- Estou conseguindo? – Respondi com outra perguntar, com um sorriso maroto nos lábios.
- Eu ainda preciso responder?! – No mesmo instante pressionou o quadril contra o meu.
Eu pude sentir o volume do seu desejo pressionado contra mim, e arfei. Seus beijos agora se distribuíram pelo meu colo, que subia rapidamente pela respiração desregulada. Suas mãos passeavam livremente sobre as minhas coxas, e apertava meu bumbum hora e outra. Minhas mãos subiram para o cabelo dele, bagunçando aquela perfeita ordem, era macio e claro como o sol. Era perfeito, como tudo em Carlisle. O empurrei, descendo do colo dele fazendo-o ir para cama. Ele me puxou pela cintura, fazendo com que eu caísse por cima dele. Havia feito de propósito, eu sabia. Ele adorava quando eu ficava por cima. Ele mordeu o próprio lábio, delineando as linhas de todo meu corpo.
Inclinei-me sobre ele, beijando seu pescoço. Com certeza haveria marcas no dia seguinte, mas ninguém perceberia, ele sempre era tão "puro". Ninguém acreditaria que ele teve uma noite selvagem comigo. Ouvi-o rosnar quando colei meu corpo no dele, cada músculo havia se contorcido, sorri, mordiscando seu pescoço. Desci meus beijos pelo seu peito definido e pálido. Minhas mãos acompanharam cada linha dos meus beijos, chegando ao cós da calça dele. Carlisle suspirou alto, enquanto eu arrancava aquela peça de roupa, inutilmente colocada entre eu e ele. A calça foi para no chão, e eu pude encarar o desejo crescente do meu marido, o meu médico. A boxer negra parecia querer explodir, e isso massageou meu ego.
Mas antes que eu pudesse agir, Carlisle me puxou pra cima me virando de costas para a cama, subindo sobre mim. Seu sorriso malicioso mandou vários choques pelo meu corpo. Delicadamente ele alcançou a minha orelha, lambendo-a de leve, descendo pelo meu maxilar, até meu pescoço. Sim, eu teria marcas, e eu gostava. Suas mãos desceram pelo meu colo, chegando em meus seios. Eu mordi meu próprio lábio, para reprimir um gemido, quando ele os apertou em suas mãos. Ele sorriu baixo vendo a minha reação.
- Esme, querida, olhe pra mim. – Ele pediu.
E é claro que eu não desobedeci, fixei meus olhos nele, que brincava com um sorriso nos lábios. Aproximou-se novamente dos meus lábios, mas sem beijá-los, apenas mordicando-os sensualmente, e quando eu menos o esperei, ele rasgou a minha camisola ao meio. Não pude conter um gemido. Só a ação dele, mandava minha consciência às favas. Ele segurou firmemente em minha cintura, abaixando seu rosto. Minha respiração desregulou na mesma hora. Seu rosto contra a minha pele, e cada vez mais eu sentia ele se aproximar de meus pontos sensíveis. O que não passou despercebido, ele sabia o que mais eu gostava, e abocanhou um de meus mamilos, brincando com língua em torno deles. Foi um suficiente, para meu gemido se tornar rouco e um pouco mais alto. Enquanto ele se divertia, eu estava a mercê dele, e revirando meus olhos de prazer. Carlisle continuou nessa tortura até eu murmurar que não agüentava mais.
- Por favor, Carlisle, faça logo – Eu disse totalmente entregue.
Eu ouvi seu riso contra a pele da minha barriga, fazendo meu corpo se arrepiar por inteiro. Ele sabia como me provocar, e por mais que eu relutasse, eu adorava.
- Não seja impaciente, Esme... Eu estava com saudades... – Ele disse contra a minha pele.
Eu também estava com saudade, e por isso que eu o queria rápido. Mas meus desesperos seguintes, não fizeram nada a Carlisle, ele continuava a me provocar. Mas não ficaria assim. Novamente eu virei por cima dele, na cama, sentando em cima de seu membro, fazendo-o soltar um gemido longo, e rouco, que fez cada pêlo do meu corpo se arrepiar. Arranhei seu peito pálido, brincando com o elástico da cueca. Não demorou muito para que também estivesse no chão, junto às outras roupas, e aos retalhos da minha camisola. Ele tinha me feito sofrer, pois agora seria a vez dele, e claro no bom sentido. Mordisquei seu queixo sensualmente, envolvendo seu membro em meus dedos. O gemido alto foi involuntário, e fez meu ventre se torcer, apenas por estar dando prazer a ele. Eu iniciei os movimentos vai-e-vem, fazendo-o delirar sob meu corpo. Eu não parei por nenhum minuto, e isso só aconteceu, quando a respiração dele se tornou irregular demais, e suas mãos prenderam as minhas, me fazendo parar. Eu sabia que se fosse um pouco mais, ele não resistiria.
Carlisle trouxe meu rosto urgentemente, tomando meus lábios selvagemmente. Com certeza se corresse sangue pelas minhas veias, meus lábios estariam todo cortado. Correspondi o beijo da mesma forma, violenta. Eu pude sentir que ele se posicionava contra a minha entrada, e depois sem cerimônia o fez, abafando meu gemido contra sua boca. Ele se mexeu lentamente me levando a um estado de desnecessária compreensão. Abandonei seus lábios para gemer baixo, eu sabia que isso o excitava. Não precisei demorar muito pra perceber a pulsação dele dentro de mim, e seus movimentos se tornarem mais rápido.
Meu corpo se chocava contra o dele, descontroladamente. A sensação em meu ventre vinha crescendo. Seus gemidos se misturaram com os meus. Era como se não houvesse nada mais que eu, Carlisle e a nossa cama. Agora a sensação se espalhava lentamente por meu corpo.
- Oh Carlisle... Estou tão próxima – Eu disse deixando a última palavra rouca, sem forças.
- Eu também Esme... Tão próximo – Percebi que ele não estava agüentando.
Meu mundo explodiu em cores no momento em que a sensação atingiu meu cérebro. Eu tremi violentamente, apertando meus músculos interiores, em volta do membro dele. Fazendo-o ir além do espaço também, soltando um gemido alto e longo, como se o prazer não acabasse nunca. Meu corpo caiu sobre o peito de Carlisle. Eu puxava o ar exageradamente, enquanto ele fazia o mesmo. Mas não era cansaço, era só afobação, e a sensação tinha sido tão arrebatadora, que o ar faltava a nós. Caí ao dele na cama, com um sorriso estampado no rosto. Virei-me para ele, que ainda estava se recuperando do orgasmo que tivera. Aproximei-me mais dele, plantando um beijo leve em seu pescoço.
- Precisamos fazer isso mais vezes - Carlisle disse com a voz entrecortada.
- É uma ótima idéia – Eu ri, sentindo os braços pálidos dele, abraçarem minha cintura, me tomando mais pra perto.
- Fazer amor com você é sempre uma ótima idéia! – Ele me olhava sorrindo, logo plantou um beijo doce em meus lábios.
Eu apenas sorri para ele, e olhei pela janela do quarto, totalmente de vidro, e pude ver o sol se levantar. Então, ele tinha me feito sua até o amanhecer, como eu queria.
N/A: Eu sei que demorei mais não atirem pedras nem tomates. Eu disse que esse capítulo ia ser HOT! Ainda mais depois daquela cena deletada dos dois. ESME COMANDA! REVIEWS please, galerinha *o*
Respostas aos comentários desculpem a demora.
Vick Moreira Cullen: Espero que tenha esquentado o suficiente AUAHUAHAUAHUAHUHUA³ Eu comando o fã-clube da baixada-santista, o evento foi Mara, mais eu nunca cansei tanto na vida xD
Patty Carvalho: Obrigada (: E está ai mais uma ATT *o*
Teyas: AHH, pode deixar que a minha mente já está funcionando pra isso! AUHUAHUHUAHAUHUAAUHA³ Espero que goste da att (:
NINA: HAUAHUAHAUHAUAHUHAAUHUHUHUHA³ Você vai ganhar um beijo do Jake, não sei se no capô, mas eu sei que vai. E nada daquela Leah uu' Espero que goste da ATT *o*
Hithi: NHÁAAA! Obrigada pelos elogios, e me desculpe a demora. Espero que o capítulo novo compense *-* Beijos.
Larizzaz: Primeiro de tudo: PORQUE SE NÃO POSTA MAIS NA SUA FIC? /CHORA [/momentoemooff. NHÁ, eu te viciei em Jake/Ness! Eu sou apaixonada por esse shipper, e espero que goste do capítulo novo *o* Vê se posta na sua, viu?! Estou ansiosa *o*
-KaH Hyuuga: NHÁAA! *o* Eu morro com os elogios fofos de você. Obrigada mesmo. AHH, se vem falar logo pra quem? PRA SURTANTE JAKE E NESS *o* Esse shipper é tudo *o* Espero que goste da ATT! Beijos, flor.
Raquel Cullen: Ness precisava de alguém a favor, e nada melhor quando esse alguém é a mãe. Edward vai entender com o tempo *o* AHH, e o Emmett é tudo de bom, todas querem. Espero que goste da ATT *o*
Bella who: OBRIGADA *o* Adoro essas reações, Edward *o* Espero que goste da ATT :D
Carla Lobato: LOVE JAKE E NESS TOO! Sim, eu surto com isso! *o* Que bom que gostou dos outros capítulos, espero que esse possa ser tão bom quanto os outros. Beijos *o*
Little jey.: NHÁ, sua fica ta MARA *o* E já estou lendo o capítulo novo *o* Espero que goste da minha ATT :D Beijos.
