NARUTO,NÃO ME PERTENCE, NEM A HITÓRIA! CAPITULO QUATRO
Hinata respirou fundo enquanto analisava o deslum bramento do dourado refletido pelo espelho.
O vestido estaria muito indecente?
A vendedora garantiu que não.
— Para uma festa? É claro que não! — afirmou. — Por que não mostrar o que é bonito e ganhar pontos?
Era isso que estava fazendo? Foi por isso que se dei xou convencer a comprá-lo, alimentada por um desejo tardio de fazer com que Sasuke visse o que havia per dido? Que ela era uma Hinata diferente, amadurecida? Uma nova Hinata?
Porque certamente a velha Hinata jamais teria usado um vestido como este.
Ele era feito de um material dourado fosco, mas com um pouco de brilho, e drapeado suavemente até os joe lhos, caindo como manteiga derretida em seu corpo. Nas costas, ele era completamente aberto, deixando quase toda a pele à mostra. E ela tinha colocado bastan te hidratante, de forma que brilhava quase tanto quanto o vestido.
Quando a campainha tocou anunciando a chegada dos primeiros convidados, ela se virou, interrompendo sua reflexão e colocando um sorriso nos lábios, en quanto ia para o corredor recebê-los.
Mas por dentro estava ansiosíssima, sobressaltando toda vez que a maldita campainha tocava e tentando não parecer desapontada quando era qualquer pessoa, menos Sasuke. Ela se sentia como uma adolescente no vamente, com aquela mistura horrível de agitação, ex pectativa, excitação e pavor, e sentiu raiva de si mesma por desejar tanto assim vê-lo. E raiva dele também, por fazê-la esperar tanto.
Ela já tinha se convencido de que ele havia mudado de idéia e não iria aparecer, e que assim seria melhor, quando a campainha tocou novamente e ela pôde ver a figura alta dele, delineada no vitral da porta.
O coração de Hinata começou a bater desesperadamente sob seus seios cobertos de seda, e seus dedos tremiam quando abriu a porta e disse, com uma voz que não parecia a voz dela:
— Sasuke! Oi! Estou tão contente por você ter vin do. Entre! — Se soou ensaiado, na verdade foi mesmo; ela procurara muito a melhor combinação de palavras para uma saudação.
Por um minuto, Sasuke não se moveu, mas isso ocorreu porque ele não ousou fazê-lo. Ele praticamente não a reconheceu: aquela criatura morena, tímida e sexy com os cabelos presos no alto. Ela parecia uma contra dição de termos, intocável e ao mesmo tempo tão à mão.
Ele sentiu o sangue correr por todas as suas termina ções nervosas. Têmpora. Pulsos. Virilha. Sua boca se abriu num sorriso quase sem graça.
— Hinata — ele disse, vacilante. — Você está tão... oreos.
Ela sabia o significado daquela bela palavra grega, mas mesmo se não conhecesse, saberia que ela significava um elogio. Não, ela emendou silenciosamente. Elogio era a palavra errada. Quando um homem faz um elogio, não deve parecer relutante em deixar que as palavras lhe saiam da boca. Nem seus olhos negros e ardentes devem percorrer você de uma forma que a faça sentir desejada... e ofendida.
— Você deveria dizer exatamente o que sente — ela comentou, quase sem ar.
Ele arqueou as sobrancelhas negras numa expressão de dúvida arrogante, perversamente irritado com o sú bito e irresistível estado de excitação em que se encon trava. Ele era um homem acostumado a controlar a fome da carne quando necessário, apesar de o corpo estar teimando em obedecer a seu desejo.
— Você não duvida disso de verdade, agape mou — ele indagou, suavemente. — Todos os homens da qui devem estar se perguntando o que você está vestin do sob este vestido escandaloso, se é que está vestindo alguma coisa. — Os olhos negros lançaram um fogo intenso e faminto. — E pensando se eles terão a sorte de ser o escolhido para tirá-lo no fim da noite.
O coração de Hinata ficou apertado quando ela o imaginou fazendo isso, mas balançou a cabeça com uma expressão de afronta divertida.
— Eu deveria pedir que você se retirasse, depois de ouvir uma coisa dessas.
— Mas é verdade. Um vestido como esse é uma mensagem muito definitiva. — Ele deu de ombros. — Imagino que esta é a razão de você tê-lo vestido.
O que ela poderia dizer? Que ela gostaria de parecer mais linda do que nunca? E que a avaliação debochada dele fez com que sentisse vontade de se cobrir dos pés à cabeça? Ela se refez.
— Você vai ficar a noite toda aí, me insultando, ou quer beber alguma coisa?
Ele se permitiu aquela breve e frustrante fantasia de recusa. De colocá-la de lado. De arrancá-la para fora, em vez disso. De pegá-la em seus braços e beijá-la até que ela ficasse num fervoroso estado de desejo, igno rasse todos os convidados e o levasse para cima, dei xando que ele fizesse amor com ela o resto da noite.
E perguntou a si mesmo por que se permitiu partici par de uma festa barulhenta com pessoas que, sem dú vida, disputariam a atenção dela a noite toda.
Mas isso se chamava jogar o jogo e ele não podia possuí-la. Não aqui, não agora, não ainda. Os olhos dele brilharam.
— Uma bebida seria ótimo.
Ela apontou com um dedo que não estava exatamen te firme, mas sua voz estava, felizmente.
— Todos estão aqui.
Hinata estava consciente da calmaria momentânea no zumbido da falação da festa, quando eles entraram na sala principal. Ela arrebatou um copo de um garçom que estava circulando e deu a ele.
— Pode ser champanhe?
— Champanhe é sempre perfeito. — Ele pegou a taça e estudou as bolhas frisantes por um momento. Em seguida, ergueu sua cabeça e levantou a taça para ela, sem tirar os olhos de seu rosto, enquanto tomava um gole de champanhe, e Hinata pensou que se qualquer outro homem tivesse feito isso, ela teria achado indescritivelmente vulgar. Mas quando Sasuke fez isso... ela se flagrou correspondendo ao olhar, tentada a se perder na fogueira negra dos olhos dele.
Em vez disso, ela simplesmente sorriu.
— Deixe-me apresentá-lo a algumas pessoas que es tão loucas para conhecê-lo.
Ela pensou que não faltariam candidatos. Ele colo cou todos os demais homens à sombra — quase literal mente — com sua altura e seu corpo musculoso e bem vestido. Calças pretas bem cortadas e uma camisa de seda branca de uma simplicidade de tirar o fôlego exi biam seu físico musculoso, e a julgar pelos olhares dis simulados na direção deles, Hinata não era a única mu lher da sala a achar isso.
Seu rosto vigoroso estava bronzeado, e ela suspeita va que não fazia muito tempo ele se barbeara. E as mulheres pareciam perceber automaticamente, como se tivessem sido programadas para isso, que aquele queixo transmitia o sinal subliminar de que ali estava um homem em seu momento mais glorioso e viril.
Hinata sentiu as mãos suarem e sorrateiramente as colocou em suas cadeiras discretamente douradas.
— Vejamos, quem você gostaria de conhecer? — Mas esta pergunta era acadêmica. Ela não precisou procurar por ninguém, pois uma ruiva formidável apa receu, com uma pergunta direcionada a Hinata, mas a atenção fixada em Sasuke.
— Olá! Quem é ele, Hinata? — perguntou, com um pequeno sorriso encantado. — E onde você estava es condido?
Hinata sorriu.
— Olá, Karin — ela disse, divertindo-se com a rea ção da amiga. Não havia lugar para sutilezas ali — ela o estava olhando com um interesse descarado —, em bora Sasuke parecesse gostar. Hinata roubou um olhar dele. Difícil dizer, pois aquele rosto moreno não deixa va passar nada. Nunca deixou; mesmo quando eles fa ziam amor seus olhos pareciam cerrados, e seus pensa mentos eram um completo mistério.
— Este é Sasuke Uchiha. Sasuke, esta é Karin Uzumaki.
— Olá, Karin — ele disse, calmamente. E sorriu. E Hinata viu Karin derreter sob o impacto sedutor da voz, do sorriso, do rosto e do corpo dele.
— Você é grego? — perguntou Karin, sem fôlego.
— Na verdade, sou, mas como você pode ver, não trago nenhum presente, então não há razão para você ficar preocupada.
— Tem certeza? — riu Karin.
Sasuke olhou para Hinata, pensando em como ela parecia irascível.
— Como vocês se conheceram?
— Ah, eu conheço Karin e Sugetsu há anos — respon deu Hinata. — Ele está logo ali. Ela apontou para um advogado com rosto esquisito que estava rindo em um grupo de homens.
Karin levantou a sobrancelha surpresa, como se dissesse "Por que raios você disse a ele isto?". E Hinata surpreendeu-se consigo mesma. Ela sabia que aquela mulher casada gostava de flertar nas festas, isso era parte do jogo urbano e sofisticado da vida que eles levavam. Então seria incorreto dizer a Sasuke que Karin definitivamente não estava disponível, mesmo que hão tivesse nenhum direito de propriedade sobre ele?
Sasuke bebeu seu champanhe. Que campo minado de emoções uma festa pode ser! Ele estava começando a gostar.
— Vocês se conhecem há muito tempo? Agora era a vez de Karin dar o troco.
— Nos conhecemos através do ex-marido de Hinata — tagarelou.
— Ele procurou meu marido para uma consultoria, quando estava montando seu negócio. — Ela virou seu par de olhos negros inocentes para ele. — Você já co nheceu Gaara?
— Infelizmente, não. — Os olhos negros brilharam na direção de Hinata. — Ainda não.
Hinata estava começando a desejar estar em qualquer outro lugar, menos ali, mas havia toda uma noite para atravessar: ela era a anfitriã e não podia passar a noite toda de olho nele.
— Deseja outra bebida, Sasuke? Ele balançou a cabeça.
— Estou bem. Vá ver como estão seus convidados, não se sinta na obrigação de tomar conta de mim.
Ela sentiu as bochechas queimarem, como se fosse uma mosca indesejável que acabara de levar um tapa. Observou o olhar curioso de Karin.
— OK. Vou deixá-lo, então — ela disse, sem con vicção.
Ela circulou rapidamente entre os grupos de pes soas, apresentando os que não se conheciam e enturmando os tímidos com a habilidade adquirida quando cuidava de eventos corporativos com Gaara.
As garçonetes serviam salgadinhos caros, que satis faziam o gosto dos convidados, mas não o apetite. Hinata preferira evitar a trabalheira de servir um jantar. Eles enchiam os copos enquanto a música tocava suavemen te ao fundo, e aos poucos começaram a relaxar e baixar a guarda.
Para um estranho, podia parecer uma boa festa, mas para Hinata era um teste de resistência do começo ao fim. Porque era como se ninguém mais existisse na sala, a não ser ele. Sasuke dominava o ambiente sim plesmente por existir. Ela ainda o desejava, percebeu.
Hinata lançou um olhar intenso para ele. Ele estava cercado por um pequeno grupo de homens e os estava fazendo rir. Isso de alguma forma a surpreendeu. Ela teria pensado que ele seria tomado à força por mulheres a noite toda? E ainda por cima ele estava se enturmando como um experiente freqüentador de festas, se en caixando bem entre os grupos de amigos dela. Ele pa recia tão cosmopolita e sofisticado quanto um deles, e ela imaginou se ele havia se socializado assim em Pondiki.
Ela deu uma olhadela pela sala e ele a procurou, seus olhos negros brilhando, como se tivesse sentido que ela o estava observando e ela rapidamente se virou, com medo de que ele fosse capaz de ler seus pensamentos.
Mas Karin a havia visto e se aproximou.
— Estamos indo. Sugetsu tem um grande caso amanhã de manhã — disse. — Obrigada pela festa adorável.
Hinata sorriu.
— O prazer foi meu.
Houve um silêncio momentâneo.
— Ele é qualquer coisa — Karin comentou.
— Quem?
— O homem da lua, claro! — Karin riu, afetada. — Quem! Hinata, sou uma de suas amigas mais antigas, você não pode me trapacear. O grego maravilhoso, cla ro. Quem é ele?
— Alguém que conheci há muito tempo.
— E ele voltou para sua vida? Hinata balançou a cabeça.
— Não, não, ele está apenas... de passagem.
— Bem, nunca vi ninguém exercer tanto magnetis mo sobre uma mulher. Incluindo eu mesma — Karin acrescentou, pesarosa. — Não há uma mulher nesta sala que não tenha olhado para ele como um tigre fa minto a noite toda!
Os ombros de Hinata se sentiram descobertos e ex postos no vestido dourado sedutor e sua pele de repente se arrepiou. Ela sabia o que Karin queria dizer. Apesar de seu ar de sofisticação e das roupas imaculadas que vestia, nada podia dissimular o fato de que Sasuke era o tipo de homem em falta nas cidades. Não havia outro homem na sala que parecesse capaz de pegar um peixe com as próprias mãos, ou subir em uma árvore tão sem esforço quanto ela já o presenciara fazer.
— É porque ele gosta de mulheres. E isso: os ho mens gregos gostam, e as mulheres adoram isso.
— Você não corre o risco de estar caindo em um estereótipo?
— Não exatamente, não. Eles são diferentes dos in gleses. — Em seguida Hinata ocultou um arrepio eróti co de memória. Tão diferentes.
— Como? — a expressão de Karin era de interesse.
— Ah, eles pensam a mulher de forma diferente e as tratam diferente. Uma mulher foi colocada na Terra para amar — ela recitou de memória, sem sequer per ceber que estava fazendo isso. — Mulheres são frágeis e homens são fortes, e os dois se completam. — Seu rosto ficou vermelho e só então ela percebeu o quanto fora sincera.
— Então eleja foi seu amante? — adivinhou Karin.
— Estou surpresa por você ter demorado tanto a per guntar.
— Estou surpresa por você não ter me contado. Ela realmente imaginara que depois de convidá-lo para a festa seria capaz de manter isto em segredo? Hinata concluiu que seria inevitável que Karin desco brisse, mesmo se ela não desse indicações claras e evi dentes durante a noite. Ela inclinou a cabeça.
— Sim, foi. Há muito tempo.
— E ele te feriu?
— Ah, você sabe, foi aquele sofrimento comum de adolescente. Um caso da juventude que terminou natu ralmente, só isso. — Era a verdade, mas é engraçado como a verdade às vezes pode soar tão falsa.
Por um momento elas ficaram em silêncio.
— Mas você ainda o deseja? Hinata balançou a cabeça.
— Não mais. Não estou interessada nele. Não agora.
— Eu acho que está — disse Karin. — Pode até não querer, mas está. Está na cara! Parece que você tem uma placa enorme pendurada na testa dizendo "Sasuke, faça amor comigo".
Hinata arregalou os olhos.
— Meu Deus — ela tomou ar —, é tão óbvio assim?
— Talvez somente para mim, porque eu te conheço bem — ela sorriu. — Não precisa fazer drama, Hinata! Muitas mulheres desejam homens que sabem que sig nificam problema. Temo que as mesmas qualidades que fazem deles homens problemáticos são as que os tornam irresistíveis. Mas você não tem que se submeter a ele, sabe disso. Oh, ele está se aproximando! Serei uma boa amiga, acho que é hora de me retirar.
Hinata olhou para Karin indefesa, quando ela saiu pela sala em busca do marido. Parte dela queria dizer Não vá! Por favor, não me deixe com este homem que irradia um perigo e uma excitação a que eu não consi go resistir! Mas Sasuke já estava ali, imponente ao lado dela, com seu cheiro tão familiar de homem bruto, e tudo que ela pensava era Ele está aqui — finalmente está aqui — e eu o tenho só para mim!
Sasuke olhou para baixo na direção de Hinata e viu o leve tremor de seus lábios. Seus seios cobertos de dou rado subiam e desciam conforme ela respirava, e nova mente desejo e frustração se combinaram para fazê-lo imaginar para quem ela havia vestido uma roupa tão escandalosamente sexy. Ele sentiu um soco forte e quente de ciúme na boca do estômago. — A festa foi ótima, Hinata — ele comentou, amigável.
— Você parece surpreso.
— Pareço? Acho que estou um pouco surpreso. — Ele a olhou com seus olhos negros arregalados. — Quem pagou por isso?
Ela olhou de volta, surpresa com a contracorrente de hostilidade.
— Não sei se entendi o que você quer dizer.
— Não? — Ele olhou para a sala. — Você mora numa casa grande. Serve champanhe aos seus convida dos. Então, ou seus livros de viagem propiciam uma renda muito boa ou seu acordo de divórcio foi excep cionalmente generoso. Ou... — Ele fez uma pausa.
— Ou o quê?
Ele deu de ombros.
— Talvez você tenha um amante que goste de ser generoso com você. — Ele procurou, na sala. — Al guém que esteja aqui esta noite. Talvez um amante se creto?
— Uma garota de programa, você quer dizer? — ela perguntou. — Amante de alguém? Talvez do marido de uma das minhas amigas?
— Por que não?
— Você realmente pensa que é assim que eu vivo minha vida?
— Como posso saber, agape moul As mulheres fa zem isso.
— Não esta mulher — ela disse, furiosamente. — Se você quer saber, sim, meus livros me pagam o suficien te para eu me manter. Tenho sorte o suficiente de não ter uma hipoteca, porque, sim, meu acordo de divórcio foi generoso, mas não foi nada mais que justo, uma vez que ajudei meu marido a montar e dirigir o negócio dele! Isso responde a sua ultrajante pergunta, Sasuke?
Ele se permitiu soltar uma quantidade de ar que nem sabia que estava prendendo. Então não havia alguém.
Ele olhou para a expressão furiosa dela, em que os olhos de gato despejavam um fogo sobre ele, e sorriu, desejando que estivessem sozinhos e que ele pu desse desfazer a raiva dela com um beijo.
— Então devo te dar os parabéns pela sua inde pendência.
A expressão de fúria de Hinata não se suavizou.
— Isso é tudo que você tem a dizer?
— Por que você está tão ofendida, Hinata? — ele perguntou. — É assim que as coisas acontecem no mundo. Homens ricos sustentam mulheres bonitas, vem sendo assim desde o início dos tempos. Uma sim ples troca de favores, só isso.
Ele era inacreditável! Não tivera nem a gentileza de pedir desculpas! Bem, ela não teria uma discussão com ele na frente dos amigos.
— Acho melhor ver como estão meus convidados — disse, friamente. — Se quiser ir embora, por favor, não precisa nem se despedir, Sasuke.
Mas ele não se sentiu atingido. Em vez disso, cruzou a sala e começou a conversar com o contador de Hinata, o que a irritou ainda mais. E então, quando ela estava desejando que ele fosse o último a ir embora, e seu coração começou a bater esperando por isso, ele veio se despedir.
— Obrigada por ter vindo — ela disse, friamente. Mas a raiva dela parecia ter passado, dissolvida pelo poder da proximidade de Sasuke e, estúpida e ilogicamente, ela queria que ele ficasse.
— Obrigado por ter me convidado — ele disse, sua vemente. — Foi uma festa legal.
Não foi o que pareceu para ela. Ela fechou a porta atrás dele, deixou o vidro do copo frio tocar levemente em sua testa quente, e se sentiu abatida e vazia. Bem, ela havia cumprido sua obrigação de vizinha. Com um pouco mais de planejamento e previdência, seus cami nhos não se encontrariam novamente.
