Donzela Guerreira
"Sasuke está disposto a desposar uma das Guerreiras de Haruno, por presente do rei. Sakura está disposta a se sacrificar pelas irmãs, mesmo que sua vontade seja de não deixar o Normando passar da noite de núpcias."
Adaptação da obra de Sarah Mckerrigan.
Disclaimer: Quando "Naruto" for meu, vocês lerão meu nome dos créditos. Por enquanto, o nome que aparece lá é do Kishimoto-sensei.
Capítulo 4.
— Alguma vez ouviram falar das Donzelas Guerreiras de Haruno? — Ino lhes perguntou com a boca cheia de carne.
Um ângulo do lábio de Sasuke se levantou em um sorriso sardônico.
— Os contos de suas façanhas não alcançaram o grande mundo ainda. — ele provocou.
Sakura levantou sua taça em um sutil gesto de admissão. Sua ironia tinha sido captada. Ino, entretanto, deixou passar o insulto.
— Bem, nós nunca ouvimos falar dos Cavalheiros de Uchiha.
Gaara pareceu genuinamente surpreso.
— Não?
Sasuke arqueou uma sobrancelha.
— Haruno está um pouco... Isolada.
Sakura viu o punho fechado de Ino ao redor de sua faca e apoiou sua mão para freá-la sobre o antebraço de sua irmã. Parecia que ela devia admirar ao normando. Ele era mais preparado e mais inteligente que a maioria.
De fato, ela estava começando a pensar se o exército de cavalheiros dele dizia comandar realmente existia. Possivelmente consistia somente deste par de canalhas viajando através das terras chamando-se a si mesmos — Os Cavalheiros de Uchiha — e inventando lenda de valentes façanhas.
Permitiu que seu olhar observasse as curiosas roupas de Sasuke. O homem era aparentemente tão criativo como engenhoso. Ele tinha usado o que poderia considerar um episódio humilhante para sua vantagem. Ele e seu companheiro tinham encontrado um par de xales escoceses em algum lugar, os colocaram sobre seus ombros e o sujeitaram à cintura, ao estilo escocês, não só dissimulando sua falta de roupa interior mais também obtendo que a gente de Haruno os aceitassem com afeto pelo fato de vestir-se como eles.
Ao menos, Sakura refletiu, casar-se-ia com um homem com um pouco de miolos.
Enquanto Ino continuava torturando aos convidados, tratando horrorizá-los com espantosas histórias de suas batalhas, Sakura sorveu sua cerveja, estudando ao homem que logo seria seu marido. Ele era incrivelmente bonito. Seu cabelo, de cor negra como o céu sem estrelas, pulverizava-se todo ao longo de seu pescoço. Sua pele torrada pareceu brilhar com a luz do fogo.
Os ossos de sua cara eram fortes e largos, seu queixo com cicatrizes leves do que pareciam ser marcas de uma espada. Seus olhos, agora focalizados em Ino, recordavam aos bosques nebulosos das Highlands, ônix e traiçoeiros. Uma mulher poderia perder-se nessas pedras, recordou-se a si mesmo, separando seu olhar para concentrar-se na cerveja de sua taça.
— Veste-se todo de negro. — Ino contava a Sabaku no Gaara, servindo uma segunda porção de carne. — A gente o chama "A Sombra". Esconde-se nas árvores, esperando a vítimas, e ninguém foi capaz de...
Sakura deixou que seu olhar vagar novamente para o Sir Sasuke Uchiha. Enquanto ele escutava a história de Ino sobre o bandido local, possivelmente surpreso por seu saudável apetite e por sua anedota, vagarosamente passava um dedo ao redor da borda de sua taça. Sakura encontrou-se a si mesma fascinada pelo movimento. Suas mãos pareciam brutais e pesadas, cheias de cicatrizes e calosidades, e ainda assim capazes de gestos sutis?
Seu coração se acelerou inexplicavelmente, e ela enlaçou seus dedos ao redor de sua própria taça ainda tremendo.
Enquanto Ino afundava nos detalhes do misterioso ladrão que vivia no bosque, ela viu a boca de Sasuke torcer-se quase imperceptivelmente. Havia certa desaprovação e logo suavizou a expressão até a boca se curvou levemente para cima.
Sakura levantou seus olhos com surpresa. Por Deus! O homem a estava olhando fixamente. E sorrindo. Um sorriso secreto, cúmplice, cheia de promessas e de uma evidente ameaça.
Ela desviou o olhar, apertando a taça de prata com tanta força que sentiu que o metal cedia. Poderia casar-se com esse homem, mas nunca lhe deixaria acreditar que ele tinha algum tipo de controle sobre ela. Deixaria-lhe bem claro que ela encontrava a ideia de casar-se com ele como algo completamente deplorável.
Não, ela devia tomar as rédeas agora, antes que ele tomasse em suas próprias mãos e a jogasse a algum escuro calabouço para concretizar sua vingança. Ela respirou profundamente, para estabilizar sua respiração, deixou a taça sobre a mesa, e interrompeu o discurso de Ino, que estava pondo a Hinata tão branca como seu guardanapo.
— Então, Pai. — ela disse sem preâmbulos. — Já tem os documentos do matrimônio preparados?
Ele assentiu.
— Oh, sim. — ele disse com a boca cheia. — Preparados, acordados, e assinados.
Sakura intercambiou um olhar com o Ino.
— Acordados e...
— Assinados? — Ino perguntou, quase se engasgando com um pedaço de carne.
— Sim — ele lhes disse alegremente. — Não há necessidade de preocupar-se, Saki. Chamei ao sacerdote, e teremos o casamento amanhã.
Sakura pestanejou quando ele a chamou pelo nome de sua mãe.
— Amanhã? Mas não fomos consultadas. Pai. Qual de nós?
— Concordei em me casar com ele. — Hinata disse rapidamente.
Por três segundos, Sakura e Ino só puderam olhar a sua irmã menor.
— O que? — Sakura finalmente conseguiu murmurar com descrença. — Hinata? Devia ter sido uma de nós duas...
Ino golpeou seu punho na mesa, fazendo tremer os pratos.
— Não! — dirigiu-se a Sasuke. — Maldição, normando! Não podia esperar até conhecer às três? Por que escolher tão apressadamente?
Hinata apoiou seus dedos levemente no antebraço de Ino.
— Ino, não te zangue com ele. Não foi sua escolha. — ela disse brandamente. — Foi minha.
Outro a silêncio seguiu enquanto as palavras de Hinata eram assimiladas.
— Sua escolha. — Ino finalmente ecoou com assombro.
Sakura não disse nada. Sentiu-se subitamente doente, como se seu mundo tivesse dado volta. Um olhar aos grandes olhos azuis de Hinata e seus lábios trementes lhe disseram a verdade. Sua irmã menor se sacrificou antes que Sakura sequer tivesse uma possibilidade de salvá-la.
— Como pôde deixá-la fazer isto? — Ino sussurrou a seu pai.
— Ino! — Sakura repreendeu a sua irmã. Tão irresponsável como seu pai tinha sido ultimamente, ainda ele era o lorde do castelo. Merecia seu respeito. Sakura lhe falou neutralmente.
— O matrimônio foi assinado e selado, então?
— Oh, sim, tudo preparado. — seu pai respondeu alegremente, sem dar-se conta de seu desgosto. —Teremos o casamento amanhã.
Ela lançou um olhar severo a Ino, cujos olhos ardiam como brasas, e lhe disse:
— Então o que está feito está feito.
Um detestável silêncio encheu o ar, só interrompido pelo suave som das taças e os talheres e o bate-papo da gente comum nas mesas mais afastadas. Eles jantavam, ignorando o drama que estava passando entre os nobres, todos menos Gamabunta, a quem, Sakura notou, observava os fatos à distância com uma intensidade quase sobrenatural.
Ino continuava contendo sua língua, como fazia Sakura. Sasuke obviamente tinha aprovado a união. Depois de tudo, era para seu benefício, casar-se com Hinata, a jovem que nunca questionaria sua autoridade.
Mas Sakura não tinha intenção de deixar que isso acontecesse. Embora mantinha uma expressão serena, interiormente seus pensamentos se formavam redemoinhos furiosamente. Para o final do jantar, ela já tinha um plano.
— Não posso acreditá-lo! Não posso tolerá-lo! — Ino disse arrastando as palavras, enquanto caía da cama de Sakura e aterrissando no piso de madeira de sua habitação.
Sakura resgatou a taça semi-vazia de Ino antes que o vinho se derrubasse, então agarrou a sua irmã por debaixo de seus braços e a arrastou outra vez até a cama. Ino se inclinou por um momento, e logo continuou com seu discurso.
— Devemos fazer algo, Sakura. Devemos nos ocupar desses miseráveis filhos... Filhos de...
— Filhos de normandos? — Sakura sugeriu, preenchendo a taça de Ino.
— Sim. — disse Ino agarrando a taça e tomando outro generoso gole.
Limpou-se a boca com sua manga. Sakura se levantou com sua própria taça ainda cheia.
— Sim, as donzelas guerreiras de Haruno sempre triunfam.
Ino assentiu, seu queixo tremendo com orgulho enquanto brindava com Sakura. Beberam juntas, mas enquanto Ino esvaziava sua taça, Sakura só tomou um pequeno sorvo. Ela precisava estar alerta e consciente essa noite.
Os olhos de Ino estavam nublados pela bebedeira, e sua taça vazia caiu ao piso. Sakura esperava que sua irmã caísse em um sono profundo. Mas Ino podia beber tanto como a maioria dos homens. Depois de um momento, ela suspirou e começou a murmurar outra vez, inventando novos insultos para os normandos.
Sakura olhou pela janela de sua habitação. Observando a posição da lua cheia, calculou a hora. Ela devia apurar o processo de Ino. Não havia muito tempo. Encheu de novo a taça da Ino.
— Brindemos a Hinata.
— Pobre Hinata. — Ino se lamentou. — Digo-te, Sakura, se esse degenerado alguma vez lhe levanta a mão... Juro-te... Juro-te...
— Juremos juntas então. — Sakura levantou sua taça.
— O mataremos! — Ino completou a idéia. Bebeu um generoso gole então golpeou a taça no baú ao pé da cama.
Sakura fez uma pausa, então tomou um pequeno gole. Sasuke nunca tocaria a Hinata. Sakura nunca lhe daria a oportunidade.
— OH! — Ino exclamou, pressionando a mão entre suas pernas, possivelmente porque precisava urinar. — Melhor eu ir.
Ela riu e se levantou da cama, cambaleou-se por um momento até que pôde estabilizar-se, e caminhou em zigue-zague para a porta.
— Boa noite. E não se esqueça, Sakura. Você também o jurou.
Quão último Sakura viu de Ino, foi que ela se cambaleava ao passar o corredor caminho a sua própria habitação, onde com sorte encontraria o urinol a tempo. Depois disso cairia em estupor à cama e dormiria até bem avançada manhã. Agora Sakura se ocuparia de sua irmã menor. Separar a Hinata da serva intrometida seria difícil.
A estranha donzela a seguia a todos lados.
Mas não havia tempo a perder. Sakura procurou uma pequena bolsa com suas provisões e partiu para quarto de Hinata. Tanto como a incomodava fazer algo contra seu sentido da honra, Sakura supunha que devia enganar a sua irmã menor. Posto que era para seu próprio bem.
Parada ante a porta com sua mão levantada, Sakura vacilava. Estava fazendo o correto? Talvez Hinata estaria contente por ter Sasuke como marido. Talvez sua própria doçura faria surgir à decência nele. Talvez Hinata chegasse a afeiçoar-se a ele, e Sasuke se renderia a sua natureza gentil.
Então Sakura recordou o sorriso malicioso que Sasuke tinha enviado a ela durante o jantar, o sorriso com a ameaça implícita. Não, o homem era muito inteligente, muito ardiloso para sequer compreender esse tipo de inocência. Se ele o permitia casar-se com Hinata, lhe romperia o coração sem piedade.
Com resolução, ela golpeou a porta.
Hinata ainda não estava vestida para dormir, mas, prestativamente, Gamabunta estava estendendo a camisola que ela sempre insistia que Hinata usasse para dormir.
— Sakura, entra. — Hinata abriu um pouco mais a porta para entrar.
Sakura estava tentada de simplesmente agarrar a sua irmã pela mão e sair correndo. Seria tanto mais direto e honesto que toda essa armadilha. Mas Gamabunta, apesar de sua boa educação, era capaz de armar uma gritaria pior que um galinheiro ameaçando por uma raposa, e a última coisa que Sakura precisava era um batalhão de serventes caindo sobre elas.
— Trago uma mensagem de seu... de Sir Sasuke. — Sakura mentiu. — Ele demanda sua presença! — Não, isso soava muito duro, pensou ela. — Requer sua companhia.
— Agora? — Hinata disse perplexa.
Sakura podia sentir o olhar desconfiado de Gamabunta. Ela nunca tinha sido muito boa mentindo.
— Eu devo te levar até ele.
Hinata tragou com dificuldade, obviamente reticente, reforçando assim a determinação de Sakura de levar a cabo seu plano. A pobre moça estava verdadeiramente temerosa do administrador. Era um nobre serviço o que Sakura estava fazendo.
Sakura deu um sorriso de segurança a sua irmã.
— Está tudo muito bem. Não fará nada mal. Talvez ele só deseje te conhecer um pouco melhor antes do casamento.
Hinata assentiu. Então Sakura arriscou um olhar para Gamabunta, quase esperando que a mulher lançasse um intenso protesto. Mas a serva curiosamente estava silenciosa, baixando seus olhos e passando sua mão carinhosamente sobre o tecido da camisola de Hinata.
— Gamabunta — Hinata chamou. — Vem?
Antes que Sakura pudesse intervir, a serva sacudiu a cabeça.
— Muito ocupada. Muito ocupada. Muito que fazer para o casamento. Anda você.
Era muito estranho que Gamabunta deixasse Hinata ir sem sua companhia. Sakura estreitou seus olhos e olhou a donzela. Possivelmente a velha fosse o suficientemente ardilosa para reconhecer que a obediência de Hinata agora era basicamente para seu noivo e futuro marido. Com um pouco de sorte, a velha não ia questionar o fato que Hinata não voltasse para sua habitação essa noite.
Em todo o caminho pela escada, Hinata falava nervosamente, fazendo a tarefa de Sakura muito mais fácil, dado que não notou para onde Sakura a estava levando. Quando chegaram à porta da torre, o coração de Sakura se paralisou, pela que ela estava por fazer, extraiu a chave de ferro e abriu a porta. Só então Hinata franziu o cenho confundida.
— Ele te queria encontrar aqui.
Sem esperar a resposta, Sakura a empurrou gentilmente, mas firmemente dentro da habitação vazia da torre, um recinto com janelas muito estreitas.
— Mas onde está ele? — Hinata perguntou. — Onde está?
Antes que a culpa apagasse sua determinação, Sakura tacou sua bolsa no quarto e começou fechar a porta que agora se interpunha entre elas.
— Sakura?
Sakura não podia dar o luxo de sentir piedade, não nesse momento.
Continua...
O plano foi colocado em ação! Só que a Ino vai ajudar a complicar. Enfim, Hinata está presa em uma torre, mas e o resto? O que vai acontecer? Não percam no próximo capítulo de... Donzela Guerreira. º corta momento chamado de novela º
Caham! Oi meninas! Demorei? Não né? É que minhas aulas começam na próxima terça, então eu quero deixar as coisas mais adiantadas, porque a partir daí só postarei nos finais de semana! Se tudo correr como eu planejo, sábado eu posto mais um capítulo (que pretendo deixar pronto) e outro na segunda. Mas aí vocês terão que me deixar reviews, senão eu esqueço a minha boa vontade e lhes faço esperar! muhahaha. Ah, e posso postar até antes se um certo numero de reviews for alcançado!
Eu postei uma one-shot nova, chamada Assassinos, bem pequenininha, porquê vocês não vão lá dar uma olhada? É diferente do comum, mas acho que vão gostar se lerem até o final.
Quanto às reviews, fico very very happy com as novas leitoras, mas algumas pararam de comentar! O que houve? Quanto mais comentarem, mais rápido eu posto! Mas bem, vamos respondê-las certo? Seguindo:
dai-cham: Hey! Eles não vão se casar, Sakura começou seu plano maléeeeefico! muahahahaha. Quanto ao Sasuke, danadinho ele não? (me agarra Sasuke!) Fico feliz que esteja gostando da fic! Muito mesmo! Beeijos!
Carol: Ah, todas as guerreiras de Haruno, sem excessão são demais! A Hinata tem muitos segredinhos também. Enfim, a Sakura começou com seu plano para roubar o Sasuke pra ela (danadinha, depois fica falando mal dele! rs), e agora? E porque não respondem suas reviews? Povo chato! Eu não gosto de deixar reviews em fics que não respondem, acho perda de tempo. Por isso sempre respondo, para sempre deixarem reviews! *-* Beeijinhos!
Gigi Haruno: Ah, que bom que você adorou, adorou o capítulo. Esse foi dígno também? ;) ;*
Cat Tsuki: Sabe que eu leio de tudo, tudo tudo? Adoro romance, terror, aventura, comédia. Fico feliz que tenha gostado dessa história! =) Beeijos!
Yuuki ai: Seus comentários, desavergonhados? Quem disse? TIRANDO A PARTE QUE VOCÊ GRITA ele é uma delicadeza que só! oaksoaksaoksoaksoaksa Menina, todo mundo quer o Sasuke, tipo, eu também! Quanto ao Gaara e a Ino, quando eu terminar de postar essa, vou começar a postar Donzela Feroz, que é a continuação do livro só que com esse casal. Enfim, o Sasuke tem uma mente suja, queria entrar nela só pra me aproveitar um pouquinho, mas só um pouquinho sabe? hoho³! Espero que tenha gostado da continuação! Beeijos!
gaby-chan: O nome do livro é o nome da história mesmo, mas se você ler o livro vai me abandonar! Porque eu só mudo os nomes e as caracteristicas físicas dos personagens! É uma adaptação, não é baseado no livro, entende? Espero que tenha gostado desse capítulo! Beeijos!
Striks: E quem disse que a Sakura vai deixar o Sasuke ficar com a Hinata? Ela tem muitos, muitos planos maléficos! hehe Espero que tenha gostado! Beeijos!
Brubs: Heey flor! Que bom que está gostando da história. Sabe que esse é o meu tipo de adaptação preferida? É diferente! Adoro histórias antigas. Que bom que está gostando, aí está mais um capítulo! Beeijos!
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Só para não perder o hábido, reviews movem montanhas, ou melhor, capítulos.
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Beijos.
