Disclaimer: Saint Seiya e seus personagens não me pertencem, mas eu morro de ciúmes das minhas originais!

Sangue e Vingança

Capítulo III:

... E todos os meus passos Ecoarão...

Saga e Kanon entraram na casa de Gêmeos. Saga foi dormir em sua cama, achava a cama do hospital incômoda, e Kanon queria jantar, mas cozinhar não era a sua praia.

Kanon: Vai, Saga! Algo bem rápido só pra eu matar o que está me matando! – implorava ao irmão.

Saga: Já disse: Se vira! – respondeu, fechando a porta do quarto.

Kanon: Ótimo... Lá vou eu pra Touro ver ser o Deba já fez a comida dele... – disse, saindo pisando duro para a casa de Touro.

Saga seu um leve sorriso com os lábios e balançou a cabeça negativamente. Kanon não mudava e nem nunca ia mudar. Certas coisas nunca mudam.

Giovanna acordou assustada. Àqueles tipos de sonhos, com espelhos, espadas, cordas e corpos enforcados... Não os tinha há muito tempo. E na última vez que os tivera, sua mãe morrera. Sempre que os tinha, alguém próximo a ela morria.

Miuky ainda não tinha terminado o almoço. Subiu a escada silenciosamente. Andou pelo corredor com passos silenciosos e precavidos até seu quarto. Entrou e trancou a porta atrás de si. Abriu a porta do guarda-roupa e uma gaveta interna. Afastou algumas roupas e cuidadosamente abriu um fundo falso, no qual uma caixa não muito grande de mármore negro repousava em cima duma almofada de veludo vermelho. Em alto relevo na tampa, as Moiras, Átropos, Cloto e Láquesis, ou A Donzela, A Mãe e A Anciã, as deusas do Destino, tecendo o tapete do destino do mundo. Pegou a caixa cuidadosamente e colocou-a no chão.

Giovanna: Se Miuky e Mariana descobrirem que eu tenho isso e que o consulto, me matam... – murmurou. Juntou as mãos e começou a falar algumas palavras em grego antigo. – Átropos, Cloto e Láquesis, Deusas do Destino, quem lhes fala é a encarnação de Cassandra. Como uma humilde profetisa, lhes peço que me mostrem o futuro para que o bem e a vida prevaleçam.

Quando terminou de recitar essa palavras, abriu a caixa. Uma adaga afiada com o cabo de prata detalhado em alto relevo com vários desenhos no estilo grego antigo ao lado de um pequeno espelho com moldura em ouro. Pegou o espelho e o deixou em cima da mão. Um brilho fraco rodeou o objeto que se transformou num espelho muito maior.

Giovanna: O Espelho do Destino... – sussurrou colocando o espelho no chão cuidadosamente. Pegou a adaga e colocou-a em seu pulso. – O Sangue de quem previu e presenciou a destruição de Tróia. – falou e fez um pequeno corte no pulso. Algumas gotas de sangue pingaram no espelho e se espalharam, formando um desenho. Giovanna sentiu-se incrivelmente bem ao sentir uma energia benéfica e quente dentro dela.

Observou os desenhos e foi interpretando-os da forma como as deusas do Destino lhe permitiam ver.

Giovanna: Athena e Ares estão encarnados... Já lutaram nessa era, Athena venceu, mas o deus da Guerra ainda não desistiu. E também quer vingança por sua cidade, Tróia, ter sido destruída. Depois de tantos séculos, Cassandra, quem profetizou a destruição da cidade, encarnou. A sede de sangue é alta... Uma vida já está em jogo. Cuidado, Cassandra! A verdade está diante de seus olhos! – sussurrou a interpretação dos desenhos. - Ótimo, ajudou muito! Sei que Ares está atrás de mim, mas não tenho idéia de quem é! E também não tenho idéia de quem vai morrer... – falou um pouco irritada. Se ela queria algo mais específico, teria que dar mais de seu sangue.

Foi ate o banheiro de seu quarto e pegou um pouco de água. Colocou o líquido em cima do espelho. O pulso, ainda ferido, foi apertado e mais gotas caíram sobre o espelho e misturaram-se à água. Lentamente, algumas imagens começaram à se formar. Como num filme, as cenas foram passando. Quando chegou na última cena, um clarão apareceu diante de seus olhos e foi jogada para trás.

Levantou-se rapidamente. O espelho e a adaga estavam dentro da caixa, que estava fechada. Tentou abrir a caixa de novo, mas não conseguiu. Praguejou e ouviu uma voz que reconheceu como sendo de Átropos.

Átropos: Uma vez à cada dois meses, Cassandra! – ouviu a voz da deusa lembrar-lhe.

Giovanna: Uh, tá bom! – falou irritada, pegando a caixa e guardando-a.

Ouviu a voz de Miuky chamar-lhe para o almoço e correu para baixo.

Athena, em seus aposentos, analisava alguns documentos da Fundação GRAAD como Saori Kido, a adolescente mais rica do mundo e neta de Mitsumasa Kido. Procurava a ficha de Miuky. Achou-a, mas não conseguiu muita coisa. Apenas informações básicas. Chamou Tatsumi e pediu ao mordomo que enviasse um pedido à sede da Fundação GRAAD na Grécia pedindo informações das imigrantes e também que mandasse algum empregado do orfanato chamar Miuky e as irmãs na segunda.

Ouviu batidas a porta. Falou um rápido entre e Saga abriu a porta.

Saga: Lá no hospital disse que ia querer falar comigo quando chegasse, Athena. O que deseja? – perguntou educadamente.

Athena: Sim, Saga. O que, exatamente, aconteceu quando você desmaiou? – perguntou com calma ao cavaleiro, que pareceu perder-se com a pergunta.

Saga: Bem, Athena... Não sei explicar direito... Tive a impressão de que algo me chamava e me prometia várias coisas... – começou, não sabendo se começava pelo local certo.

Athena: Ou seja, a voz de Ares... – interrompeu, parecendo preocupada.

Saga: Provavelmente. Isso começou quando eu fitei àquela jovem que bateu na porta do meu quarto hoje, no hospital. Ela tinha algo que... Sei lá, ela tinha uma aura de mistério! – falou apressadamente.

Athena balançou a cabeça afirmativamente. Realmente, a irmã mais nova de Miuky tinha uma aura de mistério... Era como se ela tivesse um passado muito misterioso, numa vida passada. Mas algo a preocupava. Ares tentando Saga... Isso não era bom. Precisava descobrir o que estava acontecendo e rápido.

Athena: Bem, Saga... Eu gostaria que me mantivesse informada. Se Ares tentar-lhe novamente, gostaria que me avisasse imediatamente... Não temos idéia do que Ele quer dessa vez e não podemos arriscar! – falou apressada e preocupada, fitando Saga nos olhos.

O dourado afirmou. Fez uma reverência e começou a sair da sala. Quando se viu sozinha, soltou um suspiro. Não sabia o que estava acontecendo e não tinha idéia do que fazer. As coisas iam de mal à pior. Outra coisa deixava a deusa encucada: o fato de o cosmo de Cassandra se fazer presente em Atenas. Sempre pensara que Cassandra repousava no terceiro céu, o de Vênus, acolhendo os que muito amaram (N/A: Fonte: "A Divina Comédia" ou mais popularmente conhecido como "O Inferno de Dante"). Mas o cosmo de Cassandra provava que não, que ela estava muito bem viva.

Sentiu três cosmos poderosos atrás de si e levantou-se, virando-se. Deparou-se com três fiandeiras: uma jovem, com cabelos longos e castanhos, com um véu dourado sobre a cabeça, os olhos amarelos, com uma maquiagem dourada, usando um manto amarelo-areia com um medalhão dourado. A segunda, aparentando trinta anos, com cabelos até os ombros muito negros, olhos vermelhos, sobre a cabeça, um véu azul-marinho, maquiagem azul-índigo, usando um manto azul-escuro e um medalhão cor de bronze. A terceira, aparentando ser bem velha, com rugas acentuadas no rosto, cabelos brancos presos num coque baixo e frouxo, olhos negros, um véu negro sobre a cabeça, maquiagem menos acentuada, mas muito negra, usando um manto negro e um medalhão prateado. Não paravam de fiar.

Átropos: Athena, querida, como vai? – perguntou docemente a mais jovem.

Athena: Vou muito bem, queridas Moiras. O que desejam? – perguntou amavelmente às três mulheres.

Cloto: Apenas ajudá-la, querida deusa. – falou sorrindo a com aproximadamente trinta anos.

Láquesis: Athena, viemos avisá-la apenas para tomar cuidado com suas decisões. Ela podem influenciar no futuro do mundo. E mais uma coisa, as Erínias (N/A: Filhas de Gaia e de Urano, deusas da Vingança e do Castigo, Alecto, Tisífone e Megera, ajudam Hades no julgamento nos infernos. São representadas como monstros com serpentes enroladas nas mãos e os cabelos) estão irritadas com você por ter derrotado Hades mais uma vez e não vão deixar barato. – falou com calma a deusa Athena.

A deusa da Justiça agradeceu às deusas do Destino e as Moiras desapareceram no ar. Athena ouviu passos apressados do lado de fora e as portas abriram-se rapidamente.

Shion: Athena! Você está bem! Senti três cosmos de deuses aqui e...! – não pôde terminar a frase, pois Athena o interrompeu.

Athena: Acalme-se, Shion! Eram apenas Átropos, Cloto e Láquesis, vieram conversar um pouco comigo! – falou com calma, acalmando o mestre do Santuário.

Shion: Se assim diz, Athena... – falou, fazendo uma reverência e retirando-se.

Athena deu um risinho. Eles se preocupavam tanto com ela que chegava a ser engraçado. Shion viera tão apressado, provavelmente estava tomando banho, já que aparecera só de calça.

Voltou à analisar os dados da Fundação, para verificar se estava tudo bem.

Saga, depois de falar com Athena, voltara à casa de Gêmeos e agora fazia algo para comer. Kanon ainda não voltara da casa de Touro. Comeu sentado no sofá, assistindo um filme estrangeiro chamado "Mestre dos Mares" (N/A: Muito bom o filme, eu recomendo).

Kanon comia com Aldebaran uma boa comida brasileira, assistindo um filme brasileiro de grande sucesso, "Tropa de Elite", em grego, claro.

Quando o filme terminou, Kanon elogiou.

Kanon: É, Deba... Até que os brasileiros sabem fazer filmes de quebra-pau, eu gostei! – falou enquanto levava seu prato para a cozinha.

Aldebaran: Ora, o que você esperava! Do jeito que o Rio tá, se eles não soubessem fazer um filme de quebra-pau "decente" ia ser fogo! – gabou-se do país de origem.

Kanon: É mesmo! Bom, Deba, o papo tava bom, mas eu tenho que ir para Gêmeos! Tchau, Deba! – despediu-se do amigo e começou a subir as escadarias.