Se mais alguém anda a ler a minha história, agradecia comentários, nem que seja uma palavra. Gostava de agradecer a todos os que a lêem, mas assim só posso agradecer à Camila pelo comentário.
Gosto particularmente deste capítulo porque adoro ver o Booth em plena acção na sala de interrogatório.
Posso deixar o 4º capítulo com esperanças de feedbacks?
-Ele disse que caiu quando quase todos suspeitavam do Henry. Mas ele não teve sucesso aos olhos do caça-talentos, por isso fiquei de certa forma aliviado. Agora, se o Henry era capaz de matar o Seamus? Não; sem sombra para dúvida. Ele já tinha perdido uma oportunidade para ter uma banda, não queria agora perder o pouco ou nenhum interesse pela rapariga.
-Pela rapariga?
-É, a Sarah. Ele anda atrás dela, desesperado mas ela não quer saber dele.
-Obrigada pelas informações. Anda Bones, vamos fazer uma visita ao Henry.
-É esta a morada. – Brennan afirma quando ambos param à porta da casa naquele bairro aparentemente pacato.
-Henry Green, FBI, abre a porta! – Booth exclama batendo na porta. – Henry Green? – O agente toma consciência que a porta traseira foi aberta.
-Bones, acho melhor esperares aqui. – Booth declara pondo a mão no coldre. Booth vai pelas traseiras e Brennan apenas ouve os cães latirem e Booth gritando por entre o nome do rapaz, pedidos para que os cães se calassem e parassem quietos.
-Booth, precisas de ajuda? – Brennan diz, chegando às traseiras da casa. Ela verga-se, prendendo um a um cada um dos três cães enquanto Booth continua a tentar prender o rapaz. Henry foge numa correria para a frente da casa empurrando Brennan no caminho, deixando a mulher no chão.
-Brennan! – Booth grita em preocupação, correndo em direcção a ela.
-Eu estou bem, apanha-o! – Ela diz, empurrando-o para longe quando ele a tenta ajudar a levantar.
Brennan levanta-se com esforço e quando volta à frente da casa, Booth tem acabado de algemar Henry ao corrimão da varanda.
-Brennan… - Ele diz mal respirando, levando as mãos ao rosto dela. – Estás bem?
-Estou. Eu estou bem, Booth.
-Se alguma coisa acontecer a ela ou aos meus filhos, eu juro que te bato. – Booth ameaça, algemando as duas mãos atrás das costas.
-Ah, e não se arriscaria a perder a carreira? – Henry goza.
-Prefiro perder a carreira à minha família. – Ele diz a levá-lo para o carro.
-Hei, hei, hei, hei! – O adolescente tentar se liberta das mãos de Booth que o agarra por ambos os braços. – Não deveria ter um motivo para me prender? Eu não deveria saber dele?
O agente abre a porta para o banco traseiro e diz-lhe:
-Fugir de agente federal não é motivo suficiente?
-Hei amiga, estás bem? Já ouvi o que aconteceu.
-Sim, porque é que todos me perguntam o mesmo?
-Porque nos preocupamos contigo. – Angela puxa-a pelo braço até ao gabinete dela. – Vem, ia agora mesmo ter contigo. Descobri coisas novas. – Angela e Brennan colocam-se em frente da tela, sob o olhar atento e curioso do pequeno Michael, que balbucia e se mexe ao ver a mãe e a "tia". – Estas são as botas que causaram os ferimentos nas mãos da vítima.
-Aquelas botas, as da direita, - Brennan aponta. – o Henry está a usar umas iguais.
Na tela, Angela mostra duas solas de duas botas diferentes e explica:
-Pois, mas a impressão da sola da direita corresponde ao ferimento na mão esquerda, feito acerca de duas semanas, a da esquerda ao ferimento da mão direita.
-O que prova que apenas ele o calcou. Mesmo assim, precisamos de um álibi, mas preciso de falar com o Dr. Hodgins.
-Mas espera. – Angela adverte. – Com a ajuda do Clark e da veia policial da Cam consegui reconstituir o ataque. – O boneco está posicionado e no cenário do beco onde Seamus foi encontrado. – O Seamus caminha perto do beco quando ele repara que alguém o segue. Ele vira-se e o agressor o ataca com uma pancada no abdómen, fracturando-lhe várias costelas. Ele cai de joelhos e mãos no chão, e o atacante calca-lhe a mão. Ele curva-se e protege a cabeça entre os braços, sendo atingido na clavícula. Ele fica deitado, com dores e provavelmente tentou agredir o agressor com os pés, por isso este bate-lhe na perna esquerda, fracturando-lhe a tíbia. A partir daí, ele fica quase que imobilizado, possibilitando ao agressor bater-lhe na cara até que ele morresse, causando-lhe as lesões na face.
-Obrigado Angela. – Brennan diz após pigarrear. – Vou falar com o Dr. Hodgins e vou para a sala de interrogatório.
-Podes levá-lo ao pai? – Angela aponta para Michael deitado de bruços sobre uma manta no chão, tentando alcançar os dois brinquedos perto dele.
Brennan pega na criança em braços e pergunta à amiga:
-Angela, sê completamente sincera, achas-me capaz de educar duas crianças?
-Querida, - Angela caminha em direcção a ela. – é claro. Espera, duas crianças? - Angela não se mostra impressionada mas encantada. – Oh Deus, Brennan, estás a falar a sério?
-Eu não vou ser capaz…. Criar um rapaz e uma rapariga.
-Brennan, eu também estou cheia de medo, se eu não tivesse o Jack, eu acho que já me teria perdido. Eu só quero fazer o melhor, e tu também vais querer o mesmo.
-Mas tu és boa com crianças; elas gostam de ti.
-Bren, vais ter sempre a ajuda do Booth, a minha, a de todos, tal como eu também tenho. Eu dou-te o exemplo do Michael, ele balbucia, sorri e tenta chegar a ti cada vez que apareces. Ele gosta de ti. Ele gosta da tia.
Brennan olha para a criança, acaricia-lhe a bochecha e saí. Angela pensa que conseguiu animar a amiga.
-Brennan? – Cam chama-a ao longe quando esta sai do gabinete da Angela. – O Hodgins conseguiu limitar a hora da morte com base na actividade dos insectos. Ele diz que a vítima foi morta há três dias.
-Ok, obrigada Cam.
-Então, como estão os bebés?
-Estão bem; a médica disse que se tudo correr bem o parto está previsto para Fevereiro.
-Oh, isso são boas notícias! Mais crianças para dar mais vida a este laboratório?
-Cam, porque é que falaste no plural? Eu ainda não te tinha dito que são gémeos bivitelinos.
-Pois, o Booth está um pouquinho entusiasmado com isso, e acho que ele já deve ter contado a qual viva alma que passe por ele.
-Olá Henry, - Booth atira um dossier para cima da mesa. – outra vez!
-Hei, qual é a vossa? Sabem há quanto tempo estou aqui? Há hora e meia!
-Oh desculpa, tinhas algum sítio para onde ir?
-Isto é no mínimo abuso policial! Você está a gozar comigo! Ainda ninguém o prendeu por ser engraçadinho?
-Não, mas de ti já não posso dizer o mesmo. Sabes Henry, - Booth começa, abrindo o dossier e tirando umas folhas e fotografias. – tens um belo dum cadastro! E só tens 17 anos. Gostava de saber como serás aos 30!
-Mas o que é que eu fiz? Vai a minha casa, encurrala-me, prende-me, arrasta-me para o FBI e deixa-me à espera por hora e meia, para quê?
-Condução sobre o efeito de álcool, - O agente levanta uma folha e vai lendo. – assalto à mão armada, agressão, com um bastão de basebol, o quê é muito conveniente.-
-Conveniente para quê? Anda aí alguém a tentar incriminar-me outra vez?
-Queres que eu continue com a lista? – Booth ignora completamente o comentário do rapaz. - Vandalismo, conduta desordeira, e para não dizer que a todas as condenações faltaste à audiência preliminar no tribunal. Se lhe juntarmos agora que há hora e meia resististe à detenção-
-Ah, ok, já percebi! Isto é tudo uma vingançazinha por a ter empurrado, não é?
-Talvez. Mas já trataste de algumas 'vingançazinhas'?
-Está à espera de uma confissão?
-O que me queres confessar?
Henry fez silêncio e recosta-se na cadeira com atitude de que não pudesse ser acusado de alguma coisa.
-Sabes o que falta ao teu cadastro? Uma bela acusação de assassinato.
-Assassinato? – O rapaz quase que salta sobre a mesa, extremamente assustado. – Eu nunca matei ninguém, eu sei que sou uma pessoa fácil-
-Que o diga o Seamus! – Booth bate com a fotografia do cadáver do Seamus em cima da mesa metálica. – Onde estavas à três dias atrás?
-A trabalhar. – Henry afasta a fotografia.
-Engraçado, já falamos com Locke e ele disse que deu duas semanas de férias aos empregados-
-Estava com o meu pai, na pedreira. Eu ajudo-o aos fins-de-semana. Eu não me dava muito bem com o Seamus, já nos tínhamos…desentendido umas vezes, mas é precisa muita coragem para o matar.
-Disso podes ter a certeza. E eu também sei que não o mataste.
-Então porque é que estou aqui?
-Nós só íamos para fazer perguntas, mas desde que decidiste fugir... E também porque gostei muito das tuas botas.
-As minhas botas? – Henry pergunta incrédulo.
-É. Não foi com elas que lhe partiste a mão esquerda? Essa também vai para o teu cadastro. – Booth levanta-se e antes de sair, segura a porta dizendo. – Espero que vás à primeira audição no tribunal. E usa uma gravata, costuma impressionar os juízes! – Booth sai, mas volta a entrar. – E já que gostaste tanto desta hora e meia sozinho, deixo-te mais uma pouco para pensares. Quando voltar vamos ter uma conversa, mas não é sobre ti fanfarrão! É sobre o Seamus.
Booth vai agora para a sala adjacente para saber a avaliação que Sweets tem de Henry. Só que Sweets tem mais coisas a dizer do agente do que do adolescente.
Se gostei de escrever este capítulo, o próximo vou amar ainda mais. O racionalismo psicológico do Sweets contra o sentimentalismo natural do Booth...
Agora falando a sério, eu quero agradecer a todos os que lêem esta e todas as minhas outras histórias. Eu apenas me sinto mal em agradecer a pessoas das quais não sei a opinião. Mas mesmo assim, obrigado.
De todas as formas, com ou sem reviews, eu só vou parar quando o caso estiver encerrado e eu tenho dado o merecido fim à história.
