Notas da Historia:

Obs. Os personagens pertencem à tia Steph, mas se fossem meus, há as possibilidades...

Obs. 100% Beward

Obs. Historia para maiores de 18 anos


Capitulo Três

O homem misterioso

Pov. Bella

Achei que me mudar para Forks seria um pesadelo, que só me libertaria, quando o inferno da escola acabasse, mais nada me preparou para ele.

Em minha mente eu me amaldiçoava, por não ter falado com ele no avião, um deus grego daqueles fica me dando sorrisos, e eu fico muda?

Quando ele me disse.

"-Quem sabe não nos vemos por ai"- e piscou para mim, eu juro meu coração parou.

Nunca nem em um milhão de anos, um homem como aquele repararia em mim. Mais ele me notou. E eu como a idiota que sou não disse nada e fiquei muda.

Minha primeira semana em Forks foi parada. As aulas só começariam na segunda e eu tinha alguns dias para me organizar.

Eu estava entediada, fato! Odiava a chuva. Nas férias não parecia tão horrível, mas agora que era definitivo, às vezes me dava vontade de gritar.

Sem contar que a noite eu não conseguia dormir. Olhei para a minha mala de viagem. Eu ainda não havia a desfeito. Talvez eu esperasse que algum milagre acontecesse e eu pudesse voltar para casa. Não Bella. Você tomou uma decisão. Conviva com ela.

Outra frustração foi que sonhei com o deus grego a semana inteira. Sempre me pegava pensando nele, já estava ficando obsessiva. Nem o conhecia, nem sabia se ele gostou mesmo de mim, pode ter sido coisa da minha imaginação.

Afinal ter um homem daqueles, apaixonado por você, seria um sonho que toda mulher devia ter. Com certeza ele devia ter namorada, ele era bonito demais, para ser sozinho. Isso se não fosse um galinha, que dorme com um monte de mulheres de uma vez.

Tentei inutilmente, tirá-lo da minha cabeça o que foi impossível, meu pai estava muito feliz por eu ter vindo finalmente vir morar com ele.

Bom assim ele não notava minhas olheiras e nem meu desanimo. Minha mãe já teria notado, e me acumulando de perguntas, essa era a vantagem de morar com Charlie, ele não ficava me rondando a toda hora.

Enfim desisti de ficar na cama. Eu não iria dormir mesmo. Pelo menos era sábado. Me vesti rapidamente e fui terminar de arrumar minhas coisas.

Depois de tudo pronto eu estava sozinha e sem nada para fazer. Meu pai havia ido pescar. Eca, não sei qual é a graça. Olhei pela janela e não estava sol. Mais lembrei do único lugar que eu amava em Forks e ele parecia me chamar.

Quando era mais nova nas minhas férias Charlie sempre inventava algo para fazermos juntos. Uma coisa de pai e filha, o que era difícil, já que ele adora esportes e eu sou totalmente estabanada. Literalmente eu nasci com dois pés esquerdos.

Mais a atividade perfeita para nós foi à caminhada. Relutei muito em aceitar, mais ele acabou por me convencer, em uma das caminhadas descobrimos a clareira.

Por sorte aquele dia fazia sol. Me apaixonei de imediato pelo lugar, pelas flores silvestres de varias cores, pássaros cantando, borboletas voavam pelo espaço aberto, parecia um sonho. Se havia um lugar que era perfeito para relaxar, esse lugar era lá.

Depois disso sempre que fazia sol eu ia lá. Charlie não gostava que eu fosse sozinha, mas eu sempre gostei de ficar sozinha em momentos como esse, em que minha única companhia era um bom livro e os raios de sol, esquentando minha pele.

É claro, que o sol é raro em Forks, mas havia dias como hoje, que mesmo não estando sol, não estava chovendo. Eu precisava de um pouco de sossego, descansar um pouco da minha semana cansativa e noites mal dormidas.

Fiquei feliz por Charlie ter saído há algum tempo, e não precisar de um sermão dele sobre como é perigoso andar na floresta sozinha. Me apressei em arrumar minhas coisas. Peguei uma manta e alguns livros de minha autora favorita Jane Austin.

Peguei as chaves de minha picape, presente de meu pai, mesmo sendo velha e barulhenta, eu gostava dela, ela tinha personalidade.

Tinha um bom pedaço de estrada para chegar ate lá, mais a caminhada, mas por algum motivo me sentia ansiosa para chegar lá.

A caminhada era o mais preocupante, não tinha trilha. Mais com o passar do tempo havia decorado o caminho, sabia chegar lá, até mesmo de olhos fechados. Só não o fazia, pois era muito atrapalhada, mesmo caminhando tanto, eu ainda tinha dois pés esquerdos. Tinha que ir olhando pra o chão o caminho todo.

Só de me lembrar dos arranhões que conseguia nas caminhadas com meu pai... Não era a toa que minha mãe, sempre odiou Forks. Eu tinha apenas meses, quando ela se separou do meu pai e saiu daqui.

Cheguei à clareira, exausta, pela longa caminhada, tirei a manta da mochila, coloquei na relva me deitando logo em seguida, peguei um dos livros, mas me sentia tão cansada, que o folheava sem ver, acabei desistindo, e o jogando de volta na mochila.

Coloquei o braço sobre o rosto, quem sabe nessa calma, que sentia aqui eu não dormia um pouco. Respirei fundo tentando relaxar, já fazia alguns minutos que estava nessa mesma posição. Já podia sentir o sono chegando. Mesmo estando cansada de ficar assim, não quis me mexer e perder a posição.

Senti um toque gelado, sobre meus lábios, e bochechas, era tão leve, que parecia um leve toque de asas de borboleta. Senti que havia alguém sobre mim.

Minhas bochechas coraram de imediato havia um homem debruçado sobre mim!

Pensei em gritar, bater nele e sair correndo, mais todos meus pensamentos coerentes, se foram no momento em que notei quem era o estranho. De olhos fechados, seu rosto esculpido e belo, os cabelos acobreados e bagunçados, seu cheiro inebriante, me deixando deslumbrada.

Meus batimentos estavam a mil, minha pulsação, totalmente fora de controle, nunca pensei que fosse encontrá-lo de novo, ainda mais tão próximo.

Ele me fitava meio receoso, como se tivesse sendo pego cometendo um crime, sua proximidade, não me fazia ter coerência nenhuma, seu cheiro era tão bom, tive que usar de toda minha força, para não tocá-lo e acariciar seu rosto perfeito.

- Olá - disse baixinho, foi à única coisa em que pensei em dizer, ele estava muito perto.

- Oi - ele me olhava com curiosidade, com certeza imaginando o que me dizer ou o que eu estaria pensando dele.

- Eu estava perdido na floresta, e a vi deitada, achei que estivesse machucada. – ele se apressou eu explicar.

- Oh, ok! -ainda não conseguia ter pensamentos coerentes com ele tão perto.

- Então você, esta bem? – agora ele devia achar que eu tinha problemas mentais, ele me deu aquele meio sorriso, que me tirava o ar.

Eu continuei sem reação, meu coração saia pela boca, não respirava e ele continuava sobre mim, o que só piorava minha falta de sanidade. Ele pareceu notar que sua proximidade, estava me causando, pois saiu de cima de mim. Quebrando assim nossa troca de olhares.

- Moça? – eu pisquei algumas vezes, sua voz acordou-me do meu transe.

- Sim, eu só estava relaxando.

- Ok, então. Você me é familiar já nos vimos antes? - ele tinha que se lembrar, pelo grande sorriso que ele deu aposto que fiquei mais vermelha que no avião. - Do avião não é? - eu assenti abaixando o rosto envergonhada.

Ele estendeu sua mão para mim, a segurei de imediato, estava ansiosa, por tocá-lo, não estava preparada para a sensação de sua pele sobre a minha. Sua mão estava gelada, como se ele houvesse, enfiado no congelador, mas o choque que passou por minha pele, foi muito envolvente, era um fio elétrico correndo por toda minha pele, arrepiando os pelos da nuca.

Sem soltar nossas mãos, ele se apresentou para mim, sua voz era musical e aveludada.

- Me chamo Edward, e você?

- Bella – eu disse baixinho, intimidada com a voz dele.

- Bella, você sabe como chegar até a estrada?

Depois disso, tudo foi um borrão. Caminhamos juntos até a estrada conversando. Fiquei maravilhada por saber que estudaríamos juntos. Mesmo ele não parecendo ter 17 anos. Havia algo nele que parecia ser mais maduro. Ele passaria fácil por um aluno de faculdade.

Conversamos um pouco e quando perguntei por seus pais ele pareceu desconcertado e não quis me intrometer. Mudei de assunto falando sobre sua casa. Ele devia gostar muito de andar para chegar até aqui só andando.

Quando finalmente chegamos até a picape não falamos mais. Eu não sabia o que dizer. Mesmo querendo mais do que tudo ouvir mais da sua voz. E ele parecia perdido em pensamentos e eu não queria incomodá-lo. Sem contar que ficar no carro com ele me deixou tensa.

Ele só falou em alguns momentos me dando a indicação de sua casa e quando chegamos eu fiquei embasbacada com a casa.

-Essa é sua casa? – a casa dele era linda retangular toda branca, tinha três andares parecia um pouco assombrada, mais não deixava de ser bela.

- Sim. Ela esta meio abandonada por fora mais por dentro esta bem melhor. – ele se defendeu e sorri.

- Mais mesmo assim ela é linda. – voltei a elogiar.

-Bom obrigada por ter me trazido Bella.

- Não foi nenhum incomodo. Gostei de te conhecer – falei corando logo em seguida e ele sorriu e saiu do carro.

-Eu também, gostei muito de te conhecer. – ele falou fechando a porta e veio até minha janela. A abri com um pouco de dificuldade e ele sorriu. – A gente se vê amanhã?

- Hummm. Claro. Vai ser ótimo conhecer alguém. – falei realmente animada. Ia ser bem melhor já ter algum amigo.

- Verdade. Eu não conheço ninguém também. Guardo um lugar pra você no almoço. – ele falou sorrindo e meu coração disparou. Ele quer almoçar comigo? OMG!

- Eu vou adorar. – sorrimos e ficamos nos olhando em silencio. – Então tchau Edward. – falei por fim.

- Até amanhã Bella. – ele tocou em minha mão e seus lábios frios me fizeram arrepiar. E garanto que não foi de frio. Pelo contrario estava me sentindo muito quente.

Ainda nervosa sai apresada dali, antes que eu começasse a gritar. O que me fez dirigir mais devagar que nunca. Eu estava muito afetada por Edward. Como alguém que acabei de conhecer podia mexer tanto assim comigo?

Em casa Charlie assistia ao jogo, ele havia pedido pizza, para eu não ter que cozinhar no fim de semana. Comemos e conversamos um pouco, mais fui logo para meu quarto.

Fiz minha higiene, e fui dormir, sonhei com meu deus grego essa noite. Mais agora ele tinha nome "Edward" combinava com ele, com seus modos gentis, ele parecia um príncipe do século passado.

Meu único desejo agora era conhecê-lo melhor, estar com ele. Isso me deixou ansiosa para começar a escola. Poder vê-lo todo dia. Acabei dormindo e dessa vez descansei, pois minha frustração havia passado.

Eu o havia conhecido. Só esperava que ele continuasse o mesmo na escola.

Segunda veio com um temor. E se Edward fosse como aqueles garotos idiotas que são de um jeito fora da escola, e na escola totalmente diferentes? Eu não queria que ele se afastasse de mim, mas o medo de isso acontecer estava me corroendo. Depois de tomar café e me arrumar eu peguei minha picape e fui para a escola.

Cheguei atrasada, no nervosismo de ver ele de novo. Corri até a secretaria pegar meu horário. E assim que sai para o vento frio todos me olhavam. Fiz uma careta. Odiava ser o centro das atenções.

Mais aqui em Forks eu era a fofoca mais recente, todos sabiam que a filha do chefe de policia iria morar em definitivo com ele.

Eu não sabia como era o carro de Edward. Nem se ele tinha um carro. Mais mesmo assim me vi olhando em volta a procura dele.

A maioria dos carros era simples como o meu. O único diferente era um Volvo prata, mas não havia ninguém perto. Muitos me olhavam com curiosidade e suspirei colocando o cabelo no rosto e olhei meu mapa da escola, para me achar.

Achar a primeira aula foi fácil. Em cada prédio havia um numero enorme na parede. Entreguei um papel ao meu professor na esperança de que ele não me obrigasse a me apresentar.

Ele assentiu assinou o papel me devolveu e me mandou sentar. O resto das aulas foi assim. Até agora nada de Edward. Talvez ele não tivesse vindo. Já conhecia uma menina que tinha trigonometria comigo.

Ela se chamava Jéssica, eu acho. Ela era branquinha e com cabelos cor mel e baixinha. Ela parecia legal. Falava pra caramba. Eu fingia prestar atenção.

No horário do almoço ela me acompanhava até o refeitório. Na certa esperava que eu me sentasse com ela. Mais eu ainda tinha esperança.

Segui para a fila do almoço e fiquei brincando com o botão do meu zíper quando senti Jéssica ofegar. A olhei e ela suspirava. Segui seu olhar e corei. Ele me olhava e caminhava até mim.

- Olá. – sua voz aveludada ecoou na minha cabeça e eu sorri como boba. Ele sorriu também.

- Oi.

- Ainda vai almoçar comigo? – ele perguntou e parecia ansioso pela resposta.

- Claro. – continuamos nos olhando quando ouvimos um pigarro e nos viramos para Jessica que corou.

- Hummm. A fila Bella.

- Oh. – corei e o vi sorrir mais. Andei apressada e peguei uma fatia de pizza e um suco. Ele estava ao meu lado e quando eu ia pagar ele se adiantou. Olhei feio para ele.

- Eu convidei. – rolei os olhos e ele segurou minha bandeja e minha mão. – Vamos.

- Até Jessica. – falei apressada, enquanto era levada para uma mesa no fundo. Ele sorria enquanto eu atingia altos níveis de vermelhidão. Toda a escola parecia nos olhar. E Jessica ainda parecia estar parada na fila do almoço.

Quando finalmente chegamos a mesa encostada na parede eu preferi ficar de costas para os alunos e olhar para Edward que sorria. Ele me entregou a bandeja.

- Eu te procurei quando cheguei. – ele falou apressado e sorri.

- Eu me atrasei. – admiti corada, ainda mais quando lembrei que sonhava com ele a noite. Por isso dormi demais.

- Hummm. Teve algum problema? – ele parecia curioso e neguei.

- Nada demais. E como foi seu primeiro dia de aula? – ele deu de ombros e me assustei quando ele pegou minha mão que estava sobre a mesa.

- Chato. – eu mordi o lábio e olhei nossas mãos unidas. – E o seu dia?

- Normal. – ele franziu os lábios e o olhei confusa.

- O que foi? – ele suspirou e seus olhos me olhavam profundamente.

- Eu... Eu só esperava que você também tivesse ficado entediada. Sabe pelo mesmo motivo que eu. – franzi as sobrancelhas.

- O que te deixou entediado? – ele deu um pequeno sorriso e piscou pra mim.

- Não te ver. – corei absurdamente. Definitivamente ele não era como os outros garotos. Meu coração disparou e milhões de borboletas pareciam brigar em meu estomago.

- Oh. Sabe meu dia estava chato até agora. – falei em um sussurro e ele riu.

- Bom. O meu também. Até agora. Mais esta ficando cada vez melhor. – eu ri baixinho e olhei para meu prato e comecei a comer.

- Você não vai comer? – ele deu de ombro e passou a ponta dos dedos em minhas veias do pulso.

- Não estou com fome. – havia um pequeno sorriso em seus lábios. Como se ele soubesse de um segredo que eu não sei.

- Ok. – comi devagar em silencio. Ele continuava me acariciando e quando terminei voltei a olhar para ele. Ele olhava para trás de mim e parecia chateado. Movi minha mão que ele estava segurando e segurei a sua chamando assim sua atenção;

- Tudo bem? – ele piscou.

- Claro. Então como foi sua noite? – corei de leve.

- Boa. E a sua? – ele deu aquele sorriso enigmático de novo.

- Muito boa. – sorri para ele e o sinal tocou nos tirando da nossa bolha. Suspirei e me levantei. Para minha surpresa ele segurou minha mão e me levou para a sala.

Tirei da minha mochila meu mapa e meu horário. Minha aula era biologia e olhei Edward que sorria.

- Que foi?

- Teremos aula juntos. – sorri mais diante da idéia. Iria ser ótimo.

Chegamos à sala e a maioria já estava sentado. Entregamos o papel ao professor que assinou rapidamente e nos mandou sentar em uma mesa que estava vazia.

Passamos à aula de mãos dadas e conversando baixinho. Edward fazia perguntas sobre mim. Coisas bobas, como minha cor favorita, ou meu livro. E eu acabei perguntando as mesmas para ele.

Ao final da aula ele novamente segurou minha mão e perguntou onde era minha aula. Fomo juntos até o ginásio. Quando chegamos, ele soltou minha mão e passou os dedos pela minha bochecha.

- Posso vir aqui quando a aula terminar?

- Ok. – ele sorriu e se aproximou de mim. Meu coração falhou uma batida e ele sorriu e beijou o canto da minha boca.

- Até depois Bella. – assim que ele se afastou eu entrei meio trôpega no ginásio. Mais meu sonho acabou quando vi que eu teria educação física.

Só esperava sair viva da aula.