Consegui, durante o banho, afastar os pensamentos pecaminosos que eu estava tendo ao redor de Emma. Talvez eu devesse ir a uma Igreja me purificar, ser exorcisada, pedir a libertação dos exus, sei lá. Nunca mantive segredo sobre a minha sexualidade, nem para mim, nem para meus amigos ou para minha família, na verdade, embora eu já tivesse levado namorados e namoradas pra casa, eu sempre preferi ficar com as garotas. Mas não Emma. Emma não. Emma estava me deixando completamente louca. E enquanto eu pensava nela e andava enrolada nas toalhas pela casa, ela me esperava na cama com aquele corpinho deliciosamente juvenil todinho pronto para eu abraçar e... -Gina... O que é isso? Então meus olhos se arregalaram olhando para aquilo em suas mãos, o coração acelerado. Era uma cinta peniana, oras... Mas onde diabos essa menina achou minha cinta? E como eu explicaria o que era aquilo? Pelos deuses, olha eu me fodendo de novo. -Hum... Uma calcinha? -Hum... Que calcinha estranha... Porque tem esse buraco maninha? -Pra entrar ar... Sabe como é, né... Quando está muito quente... -Ahn... Legal... Você usa ela? Posso ver? Acabei corando e assentindo, pega na minha própria mentira. Mas de que outra forma eu explicaria aquilo? E qual a chance dela ter visto só a cinta e não o consolo que ficava quase sempre junto? Minha cabeça estava a mil e eu mal podia entender o que eu estava pensando, como eu resolveria aquilo, o que fazer, minha cabeça estava uma verdadeira zona, parecia até um bloco de carnaval de tantas coisas que passavam por ali ao mesmo tempo. Vesti a maldita da cinta e sorri, como se aquilo fosse natural e a tira de elástico que prendia a parte de trás não tivesse me incomodando nem um pouco. -Legal... Agora vem, Gina! To com soninho e só consigo dormir com você... -Ah, é? E se eu não for? -Vem logo, sua chata. -Olha! -To brincando, mana... Eu te amo! E a loirinha me abraçou forte, enterrando o rosto entre meus seios e se encaixando em mim. Ela própria só de calcinha, com os pequenos seios –que nem eram tão pequenos assim- pressionados no meu abdômen logo ficaram levemente arrepiados e seus biquinhos durinhos. O simples pensamento sobre ela estar com algum tipo de tesão me deixou molhada e ainda mais arrepiada do que ela aparentemente estava. Derrubei seu corpo na cama, deitando-me cuidadosamente por cima e enchi seu rostinho de beijo, acertando alguns, sem querer querendo, sobre seus lábios e arrancando vários risinhos dela. -Você é tão linda, Gina... Eu quero ser que nem você quando eu crescer... -Fica quieta... Você vai ser beem mais bonita, sério. Eu vou ter que sair na porrada com os caras para te proteger... -Não vai nada, shiu. -Aaah... você tá achando que vai ser fácil? -E não vai? Você não vai me proteger? -Vou... Bem... Por esse lado... -Viu! Eu acertei dessa vez... Agora me abraça... vai! Emma se virou de costas para o meu lado da cama e segurou meu braço, fazendo com que eu a abraçasse de costas, de conchinha. Apertei seu corpo firmemente no meu e fechei os olhos por alguns instantes, respirando fundo, sentindo seu cheirinho delicioso. Sentindo a pressão que meus seios faziam em suas costas e como sua bunda se encaixava em meu sexo. Aquele desejo zunindo no meu ouvido estava começando a doer. -Gina...? -Sim? -Tem outra calcinha dessa? -Pra que, amorzinho? -Estou com calor... -Hum... Travei a mandíbula, quase gemi baixinho só de imaginar o calor dela. Suspirei meio alto, dedilhando a lateral de seu corpo e apertando os dedos contra o osso da sua púbis, com um certo desejo oculto. -Gina? Tem? -Não Emm... Mas... Você sabe brincar de fazer barulhinho? Às vezes ajuda... -Brincar de fazer barulhinho? Não! Me ensina? E ela se virou para mim, os lábios quase colados aos meus eu não resisti e acabei selando-os de forma suave, dando uma leve sugadinha em seu inferior ao final. Acabei assentindo e deslizando a mão por seu corpo até o elástico da calcinha. -Sim...Você põe a mãe assim – Encaixei minha mão por dentro de sua calcinha. Meu coração parecia querer explodir dentro do meu peito. Ela estava realmente quente e eu mal toquei pude sentir meus dedos encharcados, já imaginando aquele mel nos meus lábios, minha boca devorando-a, minha língua satisfazendo-a... –Encaixa o dedinho aqui, ó... E mexe assim. -Humm... Isso... É gostoso... Sorri, olhando naqueles olhos esmeralda que pareciam pegar fogo, semicerrados de forma tão deliciosamente sexual. Meus dedos começaram a se movimentar de forma mais rápida, brincando em círculos sobre seu nervo inchado, precisado. Alguns gemidos baixos e manhosos escaparam de seus lábios e eu sentia que eu podia morrer naquele momento, eu já estava no céu – ou pior: no inferno. -Gina... Gina... Acorda... Gina... Meus olhos se abriram e eu me soltei dela subitamente. Seus olhos estavam meio arregalados, nossas respirações bastante agitadas. -Gina... Maninha... O que... Está tudo bem? Apenas assenti, atordoada, com medo de que eu pudesse ter feito alguma coisa, gemido alto ou tocado nela de forma imprópria. Engoli em seco, engoli não só a saliva, mas tudo o que eu sentia naquele momento. -Sim... Eu... Pesadelos... -Percebi... Você estava me apertando bem forte... Estava gostoso no começo, mas daí eu tava ficando sem ar... O que você sonhou, mana? -Não quero nem pensar... Eu... Me desculpa? Olhei em seus olhos, ela sorria pra mim de uma forma tão linda, assentindo e concordou, pulando no meu colo e me enchendo de beijos. Sentou em minha coxa com o sexo encaixadinho ali e se eu não tivesse tão louca, tão fora de mim eu afirmaria que eu podia sentir uma certa umidade vinda de sua calcinha, mas eu não queria pensar nisso. Não agora. -Sim, não se preocupa com isso, tá bem? Só quero que durma bem, como eu durmo quando você tá me protegendo. -Eu irei... Eu prometo. Eu te amo, Emm. -Eu te amo também, Gina. Você é a melhor. Meus amigos tem tanta inveja de mim por eu ter uma irmã tão legal que nem você... Eu sou tão sortuda! Acabei rindo da ingenuidade dela, me sentindo culpada, não só pelo sonho erótico, mas por tudo o que eu vinha sentindo e desejando. Se ela soubesse, jamais me perdoaria... E se ela jamais me perdoasse, eu não conseguiria viver consumida pela culpa de ter errado e perdido sua confiança, por que Emma, definitivamente, confia cegamente em mim. E eu morreria por ela.