Capítulo 4

1° de Setembro 1993

Todos estavam nervosos, no café da manhã. Especialmente Rosalie.

Snape não aparecera no grande salão, nem para o café, nem para o almoço.

Os alunos chegariam às 8 da noite.

Agora, eram 3 da tarde.

Rosalie estava deitada na grama à beira do lago, que se tornara seu lugar preferido em todo o castelo, o sol lhe aquecia a pele, relaxando-a. Os pensamentos perdidos em um certo vulto de vestes negras. Como, por Merlin, ela podia se sentir tão... envolvida por ele? Mal o conhecia! Tudo o que sabia sobre Snape é que ele era amargo, rude, teimoso, inteligente, poderoso, ... sexy, misterioso, de sentimentos reservados, um homem intenso. McGonagall contara um pouco sobre ele, Dumbledore outro pouco. McGonagall o defendia, mostrava para Rosalie que ele era o homem ideal para ela. Já Dumbledore, a fazia lembrar que ele não era o mais seguro para uma jovem com sonhos de ter uma família. Que confusão! Estava mais interessada em Snape do que deveria... mas como lutar contra isso se nem mesmo lembrava de quando esse sentimento surgira?

Respirou fundo e se levantou.

Hagrid a aguardava para um chá.


- Então, preparada para ir encontrar os alunos comigo? - perguntou o meio-gigante.

- Eu acho que sim. Você trará os primeiranistas nos barcos e eu ficarei com os segundo e terceiro anos nas carruagens, enquanto Lupin trará os quartanistas em diante, certo?

- Yep! Você trará a celebridade de Hogwarts: Harry Potter. – brincou ele.

- Harry Potter? - ela olhou para o amigo, intrigada. Quantas vezes na vida já ouvira esse nome? Não saberia dizer. Sabia que seu pai caçava esse menino antes mesmo da criança nascer.

- Ah, me desculpe, eu esqueço que você não é daqui... mas já deve ter ouvido falar dele... o menino-que-sobreviveu.

- Sim, sim, eu já ouvi falar dele, Hagrid. Muito.


A noite chegou rapidamente. Rosalie e Hagrid já aguardavam pelos alunos na plataforma de Hogsmead. Ao longe podiam ver as luzes do trem que se aproximava.

O trem chegou, os alunos desceram.

- Primeiros anos, aqui comigo! – gritou Hagrid.

- Segundos e terceiros anos, comigo! – gritou Rosalie.


- Quem é ela? – perguntou Rony.

- Será que é ela a professora nova de DCAT? – perguntou Harry.

- Mas e o tal Prof. Lupin que veio conosco no trem? – lembrou Hermione. – Ela deve ser apenas uma convidada de Dumbledore. Mas vamos lá saber... – e a menina tomou a frente em direção à desconhecida.


Rosalie percebeu o trio que se aproximava. Hagrid havia lhe falado sobre eles... Hermione Granger, muito inteligente, nascida trouxa, Ronald Weasley, um tanto desastrado, de bom coração, e Harry Potter, o menino-que-sobreviveu.

- Boa noite, Srta. Granger.

- A senhorita sabe meu nome? – espantou-se a garota.

- Sei, sim. Hagrid me contou. E os senhores são Rony e Harry, certo? – ela olhou para os meninos.

- Sim. – confirmaram eles.

- Mas nós não sabemos o seu nome... é a nova professora de DCAT? – perguntou Hermione.

- Não. Remus Lupin é o novo professor. Eu estou em Hogwarts apenas para auxiliar os professores, à convite do Diretor Dumbledore. Me chamo Rosalie Dellacourt.

- Francesa?

- Sim, Hermione. – ela se aproximou e perguntou baixo: - Estão todos dos segundo e terceiro anos aqui?

- Acho que sim. – falou a menina olhando para os lados.

- Então, vamos! – ela alterou o tom de voz. – Embarquem nas carruagens, por favor!

Os alunos obedeceram e as carruagens seguiram para o castelo.

Menos de cinco minutos depois, já podiam ver as luzes do castelo ao longe. Passaram pelos portões, vigiados por dementadores, e pararam nas portas do castelo.

Rosalie, que olhava pela janela, perdida na beleza das luzes refletidas no lago, não reparou que haviam chegado, até uma voz profunda lhe trazer à realidade.

- Vai passar a noite aí?

- Prof. Snape... – ela se assustou, o coração disparado. – Eu... apenas me perdi, olhando para o lago...

- É realmente lindo. – comentou ele, em tom de escárnio. – Mas o banquete de abertura está para começar, se a senhorita não quer perdê-lo, faça o favor de descer.

- Não seja tão estúpido, Severus. – ouviram uma voz alegre, de um homem com um sorriso cansado.

- Lupin. – rosnou Snape.

- Ah... você é Remus Lupin? – perguntou Rosalie, que descia da carruagem, mas se desequilibrou e ia cair de cara no chão, se Snape não a tivesse segurado.

Ela se dependurou em seu pescoço e seus rostos ficaram muito próximos, negros desceram até os lábios rosados, entreabertos, sedutores. Ele mergulhou em azuis escuros, vendo neles toda a confusão de sentimentos que ele vinha negando a si mesmo na última semana, e se aproximou, apertando-a mais contra seu corpo, mostrando a ela o quão excitado ele estava apenas com aquela aproximação. Ela tremeu. Ele sorriu em deleite. Rosalie fechou os olhos, ele tomou isso como uma permissão para se aproximar.

- Severus! – a voz do diretor era séria, repreensiva.

O casal se assustou e se separou, olhando para o diretor parado nas portas do castelo, ao lado de um atordoado Lupin.

- Com... licença, Diretor. – falou Snape, entrando pelas portas, sem olhar para trás.

- Rosalie...

- Não precisa falar nada, Dumbledore. Eu sei. Isso... não vai se repetir. – ela respirou fundo.

- Vamos, minha filha. – falou ele, em um tom triste. – Vamos entrar.

- Eu perdi algo? – perguntou Lupin, baixo para ela.

- Não, Sr. Lupin...

- Sr. Lupin era o meu pai! Meu nome é Remus. Você é Rosalie, certo?

- Sim. – ela forçou um sorriso.

- Nunca pensei em ver Severus apaixonado...

- Nem brinque com isso, Remus. – comentou Dumbledore, sério demais.

Eles entraram no grande salão.


Snape a olhou caminhar até a mesa dos professores, ignorando o olhar repreensivo do diretor. Ela era linda demais, quente demais, irresistível demais...

"Maldição!"

Bufou ao perceber o modo com que o lobo olhava para ela. Estava com ciúmes... não! Não podia estar! Era a regra número hum de qualquer espião: nunca se envolver emocionalmente enquanto estiver em uma missão. E ele estava sempre em missão, desde que Voldemort voltara a atacar. Mas ele ignorara justamente essa regra! Inconscientemente, mas ignorara.

"Estúpido!"

E, se já não bastasse agir como um grande idiota, observando ela durante os passeios que fazia pelos terrenos do castelo, quase a beijara à pouco! Persistia no erro, conscientemente, o que era pior!

"Mil vezes imbecil!"

Já tinha ido contra todos seus instintos ao trazê-la para o castelo. Mas... não conseguira se conter! Simplesmente agiu por impulso e a trouxe, permitindo que dormisse em sua cama, permitindo à si mesmo zelar por seu sono...

Bufou, irritado consigo mesmo.

Negaria esse sentimento até o fim de seus dias, se necessário fosse!


Setembro 1993

As aulas começaram e o trabalho de Rosalie também. Não havia dia em que McGonagall não a chamava, assim como Flitwick. Lupin precisou dela apenas duas vezes. Snape nem a olhava.


Dezembro

E o natal foi se aproximando. Assim como o frio, e põe frio nisso! As paredes do castelo eram enregelantes! O castelo mais parecia um freezer!


Os passeios em Hogsmead eram fantásticos. O vilarejo era lindo demais, a Dedosdemel era a melhor loja!

Rosalie caminhava pelas ruas, com duas sacolas, uma de roupas e outra de doces. Começou a nevar, ela se apressou para entrar no Três Vassouras. Ali estava quente e apinhado de alunos. Colocou seu casaco no porta-casacos e procurou um lugar para sentar.


- Vejam, ali. – falou Hagrid.

- A querida Rosie! – falou McGonagall.

- Rosie? – perguntou Snape, uma sobrancelha arqueando-se.

- Sim, é como eu a chamo! Ela deve estar procurando um lugar para sentar, vou convida-la a sentar conosco.

Snape retesou, mas não contrariou.

- Rosalie!


Rosalie ouviu McGonagall a chamando, mas pensou duas vezes antes de ir sentar com ela. Snape estava lá. Respirou fundo e foi até a amiga.

- Sente-se aqui, Srta. Dellacourt, eu já estou de saída. – ele se levantou.

- Não precisa sair por minha causa, Sr. Snape. – falou ela, constrangida.

Ele parou, conjurando uma cadeira para que ela sentasse e ele voltou a sentar, em silêncio.

Rosalie aceitou, sentando ao lado dele. Um atendente se aproximou, ela pediu um chá de frutas com cravo e canela e uns biscoitos de baunilha e chocolate.

- Mulheres e chocolate. Não há como separa-los! – brincou Hagrid.

- Verdade, Hagrid. – concordou Snape.

- Como se os homens entendessem de nós! – comentou Rosalie, sorrindo para McGonagall.

- Eles acham que nos entendem, minha querida. Às vezes acertam...

- Mas erram na maior parte, Minerva!

- Isso é!

- Tem namorado, Rosie?

- Não, Hagrid. Nem estou procurando. Estou mais focada agora nos meus trabalhos em Hogwarts.

- Que estão sendo muito apreciados! – comentou McGonagall. – Eu não sei como vivi tanto tempo sem uma ajudante. Você ainda não solicitou ajuda dela, Severus?

- Não precisei.

- Que mentira, Severus! Eu sei que você está cheio de correções para fazer!

- Não posso negar.

- Quer... – Rosalie hesitou, não deveria se oferecer para ajuda-lo, isso significava ficar sozinha com ele. – Aceita minha ajuda, Prof. Snape?

- Só se a senhorita pudesse hoje. – falou ele, seco. Era sábado, ela não iria querer passar a noite trancada nas masmorras.

- Eu posso, sim. Podemos voltar juntos para o castelo. – "Merda! Não devia ter falado isso!"

- Claro. Termine seu chá e podemos ir.


Se despediram de Hagrid e McGonagall, ambos muito sorridentes ao vê-los saindo juntos. Snape pegou o casaco dele e o dela e a ajudou a vesti-lo.

- Obrigada, Prof. Snape.

- Não precisa me tratar com tanta formalidade, Srta. Dellacourt. – falou ele, num suspirou entre angustiado e irritado. – Me chame de Severus, quando estivermos trabalhando juntos. Tomarei a liberdade de chama-la por Rosalie, se não se importar.

Eles alcançaram o caminho para o castelo.

- C-claro que não me importo, Severus. – ela testou o som do nome dele, era delicioso, saindo de seus lábios.

Caminharam mais da metade do caminho em silêncio.

- Foi aqui que eu a encontrei. - comentou ele.

- Eu não lembro de nada daquela noite... só sei que caí aqui e acordei na sua cama. – ela calou-se, constrangida com o próprio comentário.

O silêncio se instalou novamente.


Pediram o jantar nas masmorras. Os elfos o trouxeram, rapidamente. Rosalie chamou Snape no laboratório. Quando ele entrou em seus aposentos privativos a mesa estava posta, magicamente. Ele estranhou. Vira que ela deixara a varinha sobre a mesa do laboratório, ao lado dos pergaminhos que corrigia. Ele foi até uma ponta da mesa e puxou a cadeira para que ela sentasse.

- Obrigada, Sr. Sn... Severus. - de novo o som do nome dele lhe saindo pelos lábios soava quase apelativo, ela fechou os olhos por menos de um segundo, afastando o pensamento.

Snape sentou na outra ponta da pequena mesa.

- Damas primeiro, Rosalie. - ele indicou as travessas sobre a mesa.

Ela sorriu e começou a se servir.

- Vinho? - ofereceu ele.

- Sim, por favor.

Começaram a comer em silêncio.

Depois de um tempo, era impossível não perceber as trocas de olhares, quando um olhava o outro desviava os olhos. O silêncio se tornava pesado e constrangedor. Rosalie tomou um gole excessivamente grande do vinho e pasou a língua pelos lábios, distraidamente. Snape não perdeu o movimento. Ela reparou o que fizera, corando ao perceber o brilho intenso em negros.

- Gosta de ensinar Poções, Severus? - perguntou ela, tentando aliviar a tensão.

- Gosto de Poções. Quanto a ensinar... há alunos que não valem o esforço.

- Então, isso é um sim?

- Talvez. - respondeu ele.

- Você sempre se esquiva das perguntas dessa maneira? - riu ela.

- Sempre que possível. - ele falou, seco. Tinha que evitar qualquer aproximação, por mais que não fosse isso que seu coração quisesse.

- Bem que Minerva me falou... - murchou ela.

- E o que, exatamente, Minerva lhe disse?

- Que você não faz questão de ser agradável com ninguém.

Ele calou, instantaneamente interessado no reflexo do conteúdo de sua taça de vinho. Não tinha resposta para aquilo, era verdade.

E o silêncio voltou a reinar, mas por pouco tempo.

- Talvez, eu pudesse lhe fazer algumas perguntas? - falou ele, baixo.

- Se eu puder respondê-las. - respondeu ela, incerta.

- Qual a sua idade?

- Hmm... - ela sorriu. - Tenho 25 anos. E quantos anos você tem?

- Minha vez de fazer perguntas... - cortou ele.- Conheceu seu pai?

Ela retesou por um segundo, ele percebeu.

- Sim, eu o conheci. Por que a pergunta? - preocupou-se.

- Porque, como sabe, eu pesquisei sobre você e sei que na sua certidão de nascimento está apenas o nome de sua mãe. Seu pai morreu?

- Não.

- Ele é vivo ainda?

- Não. Por que esse interesse súbito em meu pai?

- Porque eu a conheço de algum lugar... - falou ele, quase exasperado. - E... temo que seja de onde eu penso que possa ser.

- E de onde pensa que me conhece? - falou ela, temerosa.

- Do... passado. - enrolou ele, num suspiro, desviando os olhos para as chamas da lareira, entristecendo-se.

Rosalie entendeu.

Ele estava se lembrando.

Precisava falar com Dumbledore.

- Bem... foi um dia longo, Severus... eu acho que vou dormir. - ela se levantou, pegando a varinha no laborátorio e voltando. - Boa noite. - saiu.


Já fazia horas que ela saíra das masmorras, mas o perfume se mantinha. Ela esquecera a capa na cadeira do laboratório, ele pegara e agora estava sentado na poltrona, em frente à lareira, a capa nas mãos, de tempos em tempos a levava ao rosto, aspirando o perfume intoxicante de Rosalie. Bebericava uma taça de vinho dos elfos, perdido em pensamentos, em lembranças de uma noite, há mais de 13 anos atrás, que ainda lhe intrigava.

"A noite em que contei ao Lord sobre a Profecia... eu fui de surpresa à casa dele... um elfo me recebeu, o Lord estava na biblioteca e uma menina também estava lá. Eu me lembro. Ele pediu ao elfo que levasse a menina para o quarto e..."


Fevereiro 1979

Um Snape de apenas 19 anos bateu à porta da mansão Peverell, temeroso. Não devia incomodar o Mestre em sua própria casa, mas era importante! Logo, um elfo doméstico abriu a porta.

- O que deseja? - guinchou o elfo.

- Falar com o Lord das Trevas, sou Severus Snape. Diga que é urgente.

O elfo permitiu que ele entrasse, pedindo que aguardasse no hall e saiu, não demorando muito para voltar.

- Siga o Tim, Sr. Snape. - guinchou.

E Snape foi guiado até a biblioteca, sendo indicado pelo elfo a esperar na porta. O elfo entrou no aposento.

Voldemort estava sentado numa poltrona, em frente à lareira, ao seu lado, uma menina de cabelos lindamente cacheados o encarava, um livro grosso caído no tapete, azuis escuros raivosos.

- Eu não quero ir dormir! - falava ela.


"Uma criança, aqui?"

Snape se aproximou da porta para poder ouvir melhor.


- Tim, leve Rosie para o quarto. - ordenou Voldemort.

- Venha, menina Rosalie... - falou o elfo, baixinho, os grandes olhos verdes suplicantes.

- Eu não vou dormir, Tim! Ainda é cedo!

- Não seja teimosa, amanhã continuamos seus estudos. - falou Voldemort, para a filha.

- Eu sempre fico para amanhã! Por que que os seus amigos não podem voltar amanhã? - ela gritava, tinha lágrimas nos lindos olhos.

- Filha... sabe que tenho negócios muito importantes... o Sr. Snape disse que é urgente. - falou ele, numa voz estranhamente suave que Snape nunca reconheceria como a do Lord das Trevas.

A menina juntou o livro que derrubara e encarou o pai, muito brava.

- Amanhã, então... boa noite, pai. - ela foi em direção à porta.

- Boa noite, Rosalie.


Snape se afastou da porta, rapidamente. Vendo quando o pequeno elfo apareceu, sendo seguido por uma menina de uns 11 anos de idade, com um livro grosso debaixo do braço. Olhos azuis escuros o fuzilaram, raivosos.

- Uma péssima noite para o senhor. - rosnou a menina para ele.

- Pode entrar, Sr. Snape, o Mestre lhe aguarda. - falou o elfo, nervoso.

Então, Snape entrou na biblioteca, não ousando perguntar ao Lord quem era a linda menina que rosnara para ele.


Snape estava chocado, não, aterrorizado seria o adjetivo correto. Era por isso que Dumbledore o proibira de se aproximar dela! Rosalie era filha do Lord das Trevas! Era... assustador demais pensar isso! Estava apaixonado pela filha de Voldemort!

Se levantou da poltrona, o coração aos saltos, em desespero. As palavras do velho diretor fazendo sentido, agora: "... mas não posso permitir que algo aconteça entre vocês dois. Ambos são muito importantes na guerra que se aproxima. E isso é tudo o que eu posso lhe esclarecer." Claro! Ele era um espião, ela provavelmente teria um papel parecido com o dele na guerra. Se eles se envolvessem, os dois estariam comprometidos, a Ordem estaria comprometida, a vitória do lado da luz estaria comprometida!

Snape apoiou a testa na parede fria, a capa dela sendo segurada firmemente na mão fechada. Desespero tomando conta. O destino tinha formas muito estranhas de jogar... nunca em sua vida Snape amara alguém. Pensara, aos 12 anos, que estava apaixonado por Lily Evans, mas não... a amava, sim, mas como irmão. Depois, aos 16, tentou gostar de Rosmerta. Mas ela era burra demais! Desde então, nunca mais tentou amar, se alistou nas frentes de Voldemort e colocou a vida daquela que considerava como uma irmã em risco. Arrependido, voltou para a luz, mas não conseguiu salvá-la. Amargou o sentimento de culpa por toda a vida, protegendo Harry, seu sobrinho de coração, mas a quem devia demonstrar desgostar, por ser mais seguro para o menino. Mandava presentes para ele, no natal, no dia das crianças, no aniversário, sempre, anonimamente. Talvez um dia contasse ao "sobrinho" a verdade.

Mas, agora, preferia morrer ali mesmo, encostado na parede gelada das masmorras, a capa de Rosalie em suas mãos, sendo levada ao rosto, aspirando o perfume dela. A lembrança de azuis escuros se fechando, permitindo que ele se aproximasse para beijá-la, o corpo curvilínio de encosto ao seu...

Durante os anos, Snape tivera muitos motivos para chorar, mas sempre se mantivera impassível. Mas não hoje, não naquele momento. E lágrimas de dor molharam a capa de Rosalie.


Respondendo...

TatiHopkins e NinaRickman: sabe, eu nunca tinha pensado na Hooch ou na Sprout... mas então, surgiu a idéia delas serem safadas e já terem tentado agarrar o pobre e inocente (huahuahuahuahuahua!) Sev nos escuros corredores do castelo! E a conversa simplesmente ficou mara e embaraçosa!

Coraline Snape: que bom que você está gostando desta também! É para ser curta, acho que não vai passar de 10 capítulos!

Ana Paula Prince: o lance do encantamento... eu acho que é algo que todas nós, mulheres, temos, mas não sabemos usar, realmente! Os homens são uns fracos! Principalmente quando o assunto é sexo, eles se entregam rapidamente... enquanto nós temos mais controle sobre nossos sentimentos e atitudes!

Muitos beijos!