N/a: Gentem, tudo bem?
Desculpem pela demora á postar. Sei o quão agoniante isso é!
Cara, eu escrevi esse capitulo TRES VESES, com TRES VERSÕES diferentes! Na primeira, hermione estaria gravidinha do Sev, eles se reencontravam e pá! La tava ela de barrigão! Sinceramente gostei desse!
Na segunda, Hermione ia parar no manicômio! Isso mesmo! Ela entrava em depressão, tentava se matar, e no final do captulo, Snape ia visitar ela no manicômio por que ela tinha fodido com o próprio cérebro e nem lembrava quem era! Sinceramente, gostei disso também. Acho que vou escrever uma fic com ela louca! haha
E por fim, esse que vos lhe apresento. Espero que gostem!
Enfim ...está aqui, mais um cap de creep.
Boa leitura!
Creep
I don't care if it hurts. I wanna have control.
I wanna a perfect body. I wanna a perfect soul.
Eu não ligo se isso machuca, eu quero ter o controle.
Eu quero um corpo perfeito, eu quero uma alma perfeita.
Creep
(Hermione)
Eu vivia em um pequeno apartamento em Londres, tendo Gina como companhia. Ronald e eu ficamos noivos semanas depois da cerimônia de entrega da ordem de Merlin. Eu simplesmente, não recusar seu pedido de casamento. Ele tinha feito toda uma cena romântica, durante um jantar na 'A' Toca, com a família toda dele de plateia. Não tinha como dispensa-lo na frente de todos, não é?
Sobre Severo...
Eu o esperei. Uma semana... Duas... Um mês... Dois... Decidida a deixar Ron no primeiro estalar de dedos dele.
Mas eu percebi que ele nunca viria. Ele não ia aparecer na minha porta em uma noite estrelada, tomar-me em seus braços e confessar me amar. Isso só acontecia, todas as noites, em minha cabeça, meus sonhos.
Eu não sei ao certo quando isso começou, não sei quando foi que eu me perdi. Tudo o que eu posso dizer, é que não sei mais quem eu sou, qual o propósito da vida, qual o sentido de existir.
Os dias passavam pela minha janela, mas não traziam mais felicidade ao alvorecer de cada manhã, pelo contrário. Tudo que eles traziam, era a certeza do quão infeliz eu seria.
E tudo por causa dele.
Culpa da mácula que ele deixou em minha alma, em meu corpo.
Eu nunca mais voltaria a ser a mesma, faltava algo em mim. Senti as lágrimas arderem, fazendo minhas pálpebras pesarem, enquanto eu tentava reprimi-las.
Fui até a pia do banheiro, para lavar o rosto com a água fria, uma tentativa fútil de me acalmar.
–Hermione? Você está bem? – Gina perguntou-me parada sob o batente da porta.
–Estou perfeita Gina! – Minha voz saiu mais ríspida do que eu pretendia.
–Mione... – Ela enlaçou minha cintura, me abraçando por trás. -Sabe que pode contar comigo, não sabe?
–Ah, Gina..- Eu senti a barreira que eu tinha construído ruir em segundos. Permitindo que as lágrimas rolassem pesadas por minha face, fazendo meu corpo convulsionar em meio aos soluços.
Gina era uma boa amiga, se manteve firme ao meu lado durante toda a seção de choro, me abraçando e secando minhas lágrimas. Ela me levou para o quarto, onde eu deitei com ela, minha cabeça repousada em seu ombro.
Eu chorei initerruptamente por algumas horas, até que por fim, adormeci.
Quando acordei, olhei para o relógio que marcava 'Muito cedo para ir ao trabalho'. Mas mesmo assim levantei da cama, por que sentia um cheiro bom da cozinha. A ruiva tinha preparado nosso café da manhã.
–Bom dia. – lhe desejei ao entrar na cozinha.
–Se sente melhor? – Ela levantou os olhos para mim.
–É. – Dei de ombros, desanimada.
–Me conta logo Hermione. O que aconteceu contigo? Você anda péssima, não come direito, não sai. Só trabalha e vem pra casa, sempre ligada no automático. Nem vejo você ler! É Por que Ron está viajando?–Ronald estava jogando no exterior durante dois meses.
–Gina..
–Por favor, desabafe comigo, isso vai te ajudar. – Eu ponderei um pouco e resolvi contar á ela tudo o que aconteceu enquanto estive 'prisioneira' na casa de nosso antigo professor.
–Tudo começou quando... – Ela me escutou em silêncio, atenta a cada palavra minha. -... E é isso, desde que ele me beijou na festa, eu não o vi mais. Eu pensei que fosse esquecê-lo, que eu e o seu irmão... Mas é impossível Gina! E a cada dia a saudade fica maior!
–Oh, Hermione eu lamento. Na verdade, você estar apaixonada por Snape é meio louco.
–Você não o conhece como eu Gina, eu vi quem ele é de verdade, ele me conquistou.- Gina me olhou de forma pesarosa, como se pedisse desculpas.
–Hermione, eu meio que.. acho que sei o por que dele não amar você.
–Sabe?
–O Harry... – Ela parou de falar e me encarou séria. - Se você contar á ele que eu te contei isso, a nossa amizade acaba. – Assenti uma vez, incentivando-a a prosseguir. – O Harry foi no escritório de Dumbledore, na noite da batalha final, e ele disse que mexeu na penseira do diretor. Por acaso acabou pegando um vidrinho com lembranças de Snape, parece que ele amava a mãe do Harry, Lily.
–O que? Não! Como... Não. Você está louca!
–É serio Hermione. O Harry não contou isso á ninguém, acho que nem o Snape sabe que ele sabe. Mas é tudo verdade. Severo Snape era apaixonado por Lilian.
–Mas isso não faz sentido Gina, e de qualquer forma, ela morreu.
–Mas... hã, bem, em uma das lembranças, Harry viu ele confessando a Dumbledore que nunca á esqueceu. Até mesmo o patrono dele... é mesmo que o de Lilían, até hoje. Sinto muito. – Pensar em Severo apaixonado pela mãe de Harry me deixou nauseada. Será que era isso mesmo? Ele não me queria por ainda á amava? Então não haviam esperanças para mim, pois, se ela fosse viva, teria alguma chance de desapontar Snape de alguma forma. Mas ela está morta, e a morte nos deixa imutável na lembrança de quem nos ama. Sendo assim, a imagem dela permaneceria intacta e perfeita em sua mente.
Era um jogo perdido.
(POV-Snape)
Era Agosto, logo Hogwarts abriria as portas outra vez, para o inicio do ano letivo.
Dumbledore e eu tínhamos uma reunião com o ministro da magia, para regularizar a passagem de cargo.
Sendo assim, lá estava eu no horário marcado, andando rapidamente pelo ministério da magia, na esperança de conseguir chegar á sala de Shacklebolt sem me atrasar.
–Segure o elevador! – Pedi ao ver que a porta ia se fechar. Meu coração foi á boca, quando olhei diretamente para a mulher parada a minha frente.
Ela me olhava com os olhos arregalados, como se tivesse sido pega fazendo algo errado. Tomada pelo choque do reencontro, provavelmente. Imaginei que minha cara mostrava tanta surpresa, quanto a dela.
Entrei no elevador e ela deu um passo para trás, me olhando nos olhos como se procurasse por algo.
Logo a porta se fechou, deixando nós dois sozinhos.
–Granger. – Cumprimentei com um aceno de cabeça.
–Snape. – Ela devolveu em sua voz melodiosa. Eu não movi um único musculo do lugar, ela também não. Seus olhos estavam vermelhos e inchados, denunciando que ela andara chorando. E tudo que eu queria, era perguntar o porquê. Mordi minha língua, forçando a pergunta a descer para o fundo de minha garganta.
Eu tinha tanta saudade, tanta vontade dela.
Havia algo de diferente em Hermione, uma aura mais pesada. Ela usava roupas completamente negras, uma copia feminina de mim, a cara do sofrimento.
Logo, uma voz magica enunciou a parada de Hermione. "Quarto nível– Departamento para a Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas"
Eu sabia que me arrependeria, mas não consegui me controlar. Mesmo sabendo que me atrasaria, pois minha reunião era no primeiro nível, eu á segui para fora do elevador.
Ela me olhou confusa por cima do ombro, mas não falou nada. Tomei isso como um bom sinal.
Quando chegamos a sua sala, ela entrou e ficou de lado para que eu entrasse também. Vi ela trancar a porta, soltar um suspiro pesado antes de girar nos calcanhares e me encarar.
–Onde você estava? – Sua voz soara sombria e uma lagrima solitária escorreu em seu rosto.
–Hermione... – Me aproximei dela, queria envolve-la em meus braços, fazer a dor em seus olhos sumir. Ela esticou a mão, tocando meu peito, mas manteve o braço estendido, impedindo que eu me aproximasse mais. – Você está bem? – A preocupação era tangível em minha voz.
–Seis meses, Snape. Seis meses sem uma única noticia tua!- Segurei a mão de Hermione, tirando-a de meu peito e levando aos lábios.
–Eu estava em Hogwarts, ajudando Dumbledore.
–Hogwarts?
(POV-Hermione)
Eu o olhava sem conseguir acreditar, parecia que a qualquer momento ele evaporaria da minha frente, sumindo da minha vida. Parte de mim gritava para me jogar nos braços dele, aproveitar enquanto ele estava aqui. Mas a outra parte de mim, me lembrava das palavras de Gina, me lembrava do amor que ele sentia pela mãe de Harry. Ele nunca seria meu.
–Ajudando a restaurar o castelo. – Ele disse com sinceridade. Severo avançou mais um passo em minha direção e eu não o afastei. – Não chore, Hermione. – Ele sussurrou. Acabando com a pouca distancia entre nós, ele se inclinou para apagar minhas lagrimas com beijos.
Seu perfume me assaltou e acabei por mandar minha sanidade para o inferno. Me lancei contra ele, fazendo-o recuar até que ele se encostasse em minha mesa. Olhei os olhos negros por um momento, só para memoriza-los minha mente e então colei nossos lábios.
Ele levou a mão á minha nuca, fazendo com que minha cabeça pendesse para trás, aprofundando o beijo. Sua língua quente parecia mel em minha boca, suas mãos estavam em todo lugar, me apertando com violência. Nós dois parecíamos loucos, selvagens.
Agarrei com as duas mãos os cabelos, que para meu êxtase, estavam compridos outra vez, e forcei a cabeça dele para trás. Dando-me acesso ao pescoço alvo. Dei uma chupada ruidosa ali e como resposta, tive um gemido rouco. Meu baixo ventre se contraiu em desejo, sua ereção pressionava minha barriga. Mesmo sabendo que não podia ficar com ele, mesmo sabendo que ele amava outra e eu estava noiva, não pude resistir.
A saudade que eu tinha dele me corroía por dentro, fazendo com que eu me sentisse mergulhada em um mar de mágoas. E tudo que eu queria, era uma cura pra dor que me fazia transpirar toda noite. Snape era essa cura, eu tinha certeza disso.
(POV-Snape)
Minha mente gritava em minha cabeça, que eu não podia toma-la em meus braços. A aliança em sua mão era a prova de que ela pertencia á outro, não á mim. Entretanto, não conseguia me afastar. O hálito quente e doce me inebriava, expulsando de mim cada pensamento coerente.
Ela gemeu na minha boca, denunciando o quão rendida estava. Eu podia fazer o que quisesse, ela não se importaria, não contestaria. As mãos delicadas tateavam em busca dos botões em minhas vestes, quanto as minhas, apertavam sua bunda, forçando que Hermione ficasse mais perto de mim.
Batidas na porta me acordaram de meu transe, mas Hermione soltou um sonoro ' foda-se' e continuou a me beijar como se ninguém nos interrompesse. Mas as batidas não pararam.
–Hermione, - Eu a afastei alguns centímetros para poder olhar em seu rosto. – É melhor abrir a porta.- Ela bufou e girou nos calcanhares para atender nossa intrusa, eu fechei os botões que ela tinha conseguido abrir e ela arrumou o cabelo no caminho.
–Bom dia srta. Granger. – Ouvi uma voz feminina pronunciar. Ela fez menção de entrar, mas Hermione a parou. – Só vim entregar isso. A gráfica disse que tentou entregar na sua casa, mas não acharam o endereço.
–E o que é? – Hermione perguntou ao pegar um fardo de envelopes.
–Seus convites de casamento.- Eu não acreditava no que ouvia. Fechei os olhos e apertei a ponte do nariz, tentando respirar normalmente para me acalmar. Hermione Granger ia se casar? Foi como levar um soco no estomago, me senti enojado, não consegui refrear as imagens dela num vestido branco, desposando de outro.
A mulher deu as costas e Hermione fechou a porta outra vez. Ela me olhou nos olhos com cautela, esperando minha reação.
–Você vai se casar. – Acusei.
–Snape eu...
–Não diga nada, Granger. Você não me deve explicações.- Reuni toda minha rispidez ao dizer aquelas palavras. Antes que ela falasse alguma coisa, eu marchei em direção á porta, mas ela se recusou á sair de minha frente.
–Me deixe falar.
–Eu não preciso ouvir nada. – Á empurrei para o lado e ganhei a porta de carvalho. Ignorei os rostos que se viraram para me encarar, tudo que eu precisava era sair dali o mais rápido possível.
(POV-Hermione)
Quase tive um AVC quando ele saiu do meu escritório. Como as coisas poderiam piorar? Por que tudo tem que ser tão louco... Ele aparece do nada, me beija e vai embora. Eu não conseguia encontrar explicações. Por que a noticia do meu matrimônio o incomodava se ele não me amava, se tudo o que ele queria de mim, eram esses poucos beijos roubados esporadicamente.
Usei de todo meu controle para não sair correndo atrás dele, afinal, não pegaria bem para uma noiva, sair desesperada pelo ministério da magia, atrás de outro homem.
Droga! Por que Susan tinha que aparecer justo agora!
Nos dias que se passaram, eu tentei entrar em contato com Snape. Pelo menos agora eu sabia onde ele estava: Hogwarts.
Mas ele não queria me ver, não respondia minhas corujas e quando eu fui lá, não se dignou á me receber.
Eu não conseguia dispersar as palavras de Gina de minha cabeça. Ele não me queria por causa dela: Lilían Evans Potter. Por causa do amor que tinha pelos olhos verdes, e não havia nada que eu pudesse fazer para mudar isso.
Logo chegou o dia do meu casamento com Ronald. Nós nos casaríamos em uma igreja trouxa, para que meus familiares trouxas pudessem participar. Eu me sentia manipulada, estava sendo empurrada para esse casamento sem amor, já que não conseguia olhar nos olhos de Ron e admitir a verdade.
Meu vestido era lindo. Mas eu nem ao menos tinha escolhido ele, tinha sido Gina que o comprara para mim, ao ver que eu não tinha animação alguma com os preparativos. Na verdade, eu nem tinha experimentado ele, até agora.
O espelho de corpo inteiro me mostrava uma noiva bonita, cabelos encaracolados, vestido tomara que caia, que abria-se em uma saia enorme. A única alteração que fiz, foi tirar a cauda do vestido.
–Anime-se Hermione! Você está indo para o seu casamento e não para um velório. – Dei a Ginevra meu sorriso amarelo, não me sentia capaz de sorrir de verdade.
Ela colocou o véu sobre meu rosto e entramos no carro que me levaria até a igreja.
(POV-Snape)
Os jornais noticiaram o casamento de Hermione como um grande evento, dizendo a hora e o local.
Era novembro, dia 13. E Hogwarts já funcionava outra vez.
Deixei meus afazeres de diretor de lado, sabendo que morreria se não á visse vestida de noiva. Mesmo que isso me machucasse profundamente, eu precisava ter essa imagem em minha mente.
Com essa linha de pensamento, me arrumei e fui para o casamento de Hermione Granger e Ronald Weasley.
Aparatei em um beco próximo a igreja, e caminhei até lá. Uma tempestade se aproximava, tingindo a tarde de domingo com nuvens negras. Meus pés andaram firmes em direção a porta da igreja, apesar de estar vacilante por dentro.
A cerimônia já tinha sido iniciada, Hermione estava de joelhos ao lado do futuro marido, enquanto o padre os abençoava. Eu não consegui entrar, fiquei ali, parado sob o batente da porta vendo-a ser desposada.
(POV-Hermione)
Meus pensamentos estavam em todos os lugares, menos aqui. Menos com Ronald. Eu não conseguia me concentrar nas palavras do padre, só olhava para baixo, fitando a flores do meu bouquet, rezando para que alguém me tirasse dali.
–Se existe alguém aqui, que é contra esse casamento... – As palavras arrancaram-me de meu transe. Olhei por cima do ombro, verificando se nenhuma alma abençoada levantara a mão, mas ninguém tinha se manifestado. O padre ia continuar a cerimônia, mas então eu o vi. Parado na porta da igreja, com cara de poucos amigos, estava o meu Severo.
Nossos olhos se encontraram e senti todo meu chão desaparecer.
–Hermione!- Ron cutucou meu braço, forçando-me a olhar para o padre.
–Vou repetir a pergunta. – O velho disse docemente. – Hermione Jean Granger, você aceita Ronald Bílius Weasley como seu legitimo esposo, para amá-lo e respeitá-lo, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte vos separe?- Eu sabia o que devia dizer : SIM. Mas não conseguia juntar essas três letras.
Olhei por sobre o ombro, Snape não estava mais ali, ele tinha ido embora outra vez. Ahrg! Eu estava tão cansada disso!
Eu não podia me importar com Ron, pensar somente na felicidade dele... E quanto á mim? Eu quero ter outra vez, o controle da minha vida! Não importa se isso vai machucar á ele, eu quero um corpo perfeito, uma alma perfeita. E só tinha um jeito de ter isso. Ao lado do homem que me completava!
–Não! – Eu disse alto demais. Ouvi um baque e olhei para o lado, era a cabeça da senhora Weasley batendo no chão. Ela tinha desmaiado. Ron me olhava perplexo. – Ron, me desculpe. Eu só... Eu adoro você! Mas não podemos nos casar, sabe disso. – Ele balbuciou algo estranho que não consegui decifrar. – Sinto muito. – Eu disse e beijei a testa dele. Varias pessoas me chamaram quando eu sai correndo da igreja.
Na rua, todos prestavam atenção na noiva fujona. Um trovão soou alto, enquanto eu olhava para todos os lados procurando Snape. Mas não o avistei em lugar nenhum. A chuva começou a cair, gelada e pesada sobre mim, tirei os saltos para poder correr mais rápido.
–Hermione? – Ouvi a voz rouca que eu tanto amava ás minhas costas.
–Severo! – Girei em meus calcanhares e lá estava ele, me encarando confuso.
–Você... Você não se casou ? – A expressão dele era indecifrável.
–Eu não podia! – As lagrimas rolavam livremente agora. Eu tinha que gritar, pois ele estava um pouco longe de mim. - Não posso me casar com alguém que eu não amo!
–Você não o ama? – O cabelo dele pingava e por um milésimo de segundo, pensei ver uma lágrima rolar. Mas podia ser uma gota de chuva, então não tenho certeza. Balancei a cabeça em negativa. Ele me abriu o sorriso que eu tanto sentia falta e correu em minha direção. Eu corri também, meu vestido pesava duas vezes mais por estar molhado. Quando nos alcançamos, ele me girou nos braços.
–Eu amo você! – Confessei quando ele me pôs no chão. Severo tomou meus lábios em um beijo desesperado, e eu retribui com igual entusiasmo. – Me tire daqui. – Pedi enquanto o abraçava com força, pois percebi que os convidados estavam na porta da igreja nos encarando. Então com um 'POP' nós desaparatamos.
Me digam o que acharam! Ainda não tive tempo de responder todos os coments. Mas li e amei cada um dele! Isso é o que me motiva á escrever, então, obrigada!
Beijos Beijos Beijos.
