As personagens de Bakuten Shoot Beyblade pertencem a Aoki Takao.
Bem, demorei muito, mas muito mais do que três semanas a actualizar quer esta fanfic, quer o blog hikarimagination! E peço desculpa por este atraso, mas tenho de ver se compro um novo computador, pois o meu deixou-me numa altura em que eu mais precisava dele... outra vez. É o segundo computador que me faz uma destas, e eu começo a pensar que isto é uma espécie qualquer de karma. Estou, neste preciso momento, imagine-se, na casa de uma amiga minha, no portátil dela, a passar para aqui para o fanfiction o terceiro capítulo desta fanfic. Portanto, como devem estar correctamente a pensar, se não fosse pelo computador avariado, eu já teria actualizado esta história há mais de um mês atrás! Incrível a falta que um computador pode fazer nestes dias... Mais uma vez, peço-vos imensa desculpa pelo atraso fenomenal. A partir de agora, e até arranjar um portátil novo, lá terei de ir escrevendo os meus capítulos no papel para depois os passar aqui para o site através de um outro computador qualquer... emprestado, melhor dizendo.
Quero, mais uma vez, agradecer a todos aqueles que comentaram a minha fanfic - Nany Dark, FireKai, Xia Matsuyama, Mayuka Howard - Mestra Hyuuga, Anamateia Haika e Jessica Kelly. Mais à frente, no final do capítulo, deixarei a continuação da minha Nota de Autora para mais informações sobre a fanfic, as novas personagens (que ainda se encontram por aparecer) e o blog - houve uns problemas com o mesmo que gostaria de vos comunicar.
Agora, deixo-vos com o terceiro capítulo de NYC - boa leitura! :)
New York City: Versão Editada: Capítulo 3.
Os seus olhos azuis-claros semicerraram ao olharem na direcção de toda aquela luz quente e intensa que o sol daquela magnífica tarde de Verão transmitia. Contudo, por mais agradável que o tempo pudesse estar, a sua preocupação não parecia desaparecer. Todo o seu corpo tremia levemente, apenas de vez em quando, enquanto esta estendia a roupa naquela esplêndida varanda na qual os raios solares incidiam com grande força. A sua respiração por vezes falhava, mas somente por meras fracções de segundos.
Karen olhou na direcção da estrada de terra daquele imenso bosque verde e cheio de vida e, por entre os grandes pinheiros, viu surgir o vulto da pessoa por quem ela havia estado à espera, ansiosamente, há já quase três dias.
Contudo, o regresso de Katsuo só a deixou ainda mais assustada e preocupada, sendo que este vinha coberto de sangue, segurando a sua camisa na mão direita, e a limpar os quatro cortes que tinha no seu peito com o lenço vermelho, que este costuma usar em volta da sua testa, completamente encharcado.
Apressadamente, esta correu para a porta de entrada da pequena casa que esta partilhava com Katsuo e mais cinco amigos.
"Katsuo." chamou, assim que o rapaz de olhos verdes se aproximou de onde ela se encontrava. Mas este não lhe respondeu, ignorando o seu tom de voz preocupado e, ao mesmo tempo, chateado. Muito simplesmente, passou ao seu lado sem sequer a olhar nos olhos. Após ser ignorada, as suas sobrancelhas levantaram expressando tristeza no seu bonito rosto.
"Então rapaz, o que é que te aconteceu?" perguntou um rapaz de olhos azuis-escuros e curtos cabelos pretos que ia a entrar na sala de estar daquela pequena casa. Este vestia umas calças de ganga azul-clara e uma t-shirt laranja de padrão muito simples. O seu rosto parecia demonstrar o quão simpático e agradável este era, mesmo estando, naquele momento, a expressar a sua preocupação por Katsuo.
Katsuo continuou sem responder. Dirigiu-se até às escadas de madeira-escura no canto esquerdo daquela divisão da casa e subiu, indo, em seguida, trancar-se no seu quarto.
"Bem... mas o que é que se passou com ele?" perguntou o mesmo rapaz de olhos azuis-escuros olhando para os três amigos "Ele estava todo ensanguentado!"
"E já não é a primeira vez que ele aparece assim..." acrescentou Karen enquanto largava um pesado suspiro.
"Deixem-no estar." ouviu-se a voz grave e masculina vinda do outro lado da sala.
Numa das três poltronas vermelhas existentes naquela divisão, encontrava-se sentado um rapaz cujos cabelos compridos eram pretos e os seus olhos de uma cor como cinza. Este vestia uma espécie de colete preto, com decote em V, que deixava os seus musculados braços (e parte do seu peito, também) à mostra - contudo, estes não eram exagerados -; vestia, também, umas calças igualmente pretas e calçava umas grandes botas... de que cor? Pretas. Em volta do seu pescoço, pendia um comprido fio negro, o qual suportava uma cruz prateada. Em praticamente todos os dedos, de ambas as suas mãos, era de notar os anéis de prata que este usava.
"Ele já tem idade suficiente para saber no que anda metido." acrescentou após tragar uma vez mais no seu cigarro.
"Não podes estar a falar a sério!..." exclamou Karen a olhar para ele boquiaberta "Ele chegou, pela quarta vez ou mais até, todo ensanguentado a casa! Nós somos os únicos amigos dele e tu vens para aqui dizer que não é altura de nos preocuparmos com as coisas em que ele se anda a envolver?"
"A Karen tem razão, meu." concordou o rapaz de olhos-azuis "Ele desta vez conseguiu vir em pior estado... imagina se ele da próxima vez nem chegar cá a casa vivo consegue?"
"Olha Takeshi, sabes que mais? Cala-te! Não estás a ajudar em nada!" virou-se Karen irritada. Em seguida, subiu as escadas anteriormente subidas por Katsuo e foi até ao quarto do mesmo.
"O que é que foi que eu disse?" perguntou Takeshi, ao seu amigo sentado na poltrona, impressionado com a atitude da rapariga de cabelos ruivos.
"Nada Takeshi, esquece lá isso." respondeu o outro levantando-se e dirigindo-se a outra divisão da casa.
"Espera Yuu!" exclamou Takeshi indo atrás do mesmo "Explica-me lá!"
"Hilary, eu não sei se deveríamos fazê-lo..." começou Kenny por dizer num tom de voz um pouco assustado "Pode tornar-se numa aventura um pouco perigosa, não achas?"
"Não, não acho." respondeu a morena prontamente "Estou farta de ter de obedecer sempre às ordens dos senhores Tachibana! E, desta vez, ninguém me vai impedir de ir assistir ao maior evento desportivo do ano!"
"Ma-mas..." gaguejou Kenny.
"Olha Kenny, se não quiseres vir não venhas." disse, por fim, Hilary enquanto preparava as suas malas de viagem furiosamente "Eu vou, de qualquer maneira."
"E-eu... quer dizer... eu quero ir... Ma-mas e... e se...?"
"E se nada, Kenny!" exclamou Hilary "Se quiseres vir, vens. Se não quiseres desobedecer ao papá e à mamã, não vens. É tão simples quanto isso!"
"Tens razão, desculpa..." concordou o rapaz de cabelos castanhos "Mas não precisavas de ser tão bruta a falar..."
"Sim, Kenny... É só que..." começou por se explicar Hilary "Sempre tive os meus pais a dizer-me o que fazer e estou a precisar de ganhar um pouco de independência, percebes? Preciso da minha liberdade. E eu acredito que também tu precises do mesmo..." disse-lhe, sorrindo por fim.
"É..." Kenny reflectiu por momentos e, finalmente, decidiu concordar com Hilary "Bem... se não fosses tu a convencer-me do contrário, duma coisa tenho a certeza... Eu nunca me iria meter numa aventura destas!"
"Mas é pelo bem do Beyblade, pensa assim." disse Hilary a tentar animá-lo "Afinal, o que seria do Beyblade sem um génio como tu, Kenny?"
Kenny sorriu e sentiu uma maior confiança na decisão que ele e a sua prima tinham tomado e respondeu, por fim, entrando na brincadeira:
"Tens razão. O que seria do Beyblade sem um génio como eu?"
O som da água cristalina a correr velozmente penetrava na sua mente como algo que o acalmava, acima de tudo, e ajudava a tomar decisões que este considerava serem de maior importância e cujas consequências poderiam ser de maior relevo. Contudo, naquele dia específico, Ray Kon não se encontrava a meditar sobre nada em concreto. Apenas lhe apeteceu sentar-se na rocha do costume, com as pernas cruzadas, as mãos juntas como que numa oração, os olhos fechados e os seus ouvidos atentos a tudo o que fosse movimento.
Naquele momento, Ray, um rapaz de longos cabelos negros presos numa trança, encontrava-se a relaxar, muito simplesmente. Isto até os seus sentidos auditivos apurados começarem a detectar o som de movimentos que não pertenciam nem à água que descia pela cascata abaixo, nem ao vento que soprava uma brisa suave e amena naquela tarde de Verão, nem às folhas que descansavam nos ramos de todas aquelas inúmeras árvores que faziam parte de todo aquele imenso bosque. Não. Aqueles movimentos pertenciam a um ser da mesma raça que Ray. A um ser humano.
Mas quem poderia ter entrado naquele lugar sem ser um dos seus companheiros? Deveria ele exaltar-se e reagir prontamente?
Por fim, foi-lhe permitido aperceber-se da fragrância que provinha desse mesmo ser, intruso talvez, graças ao seu olfacto que vinha a ser aperfeiçoado a cada sessão de meditação que este praticava. Apenas por isso, Ray não saiu do lugar onde estava sentado com as suas pernas cruzadas nem abriu os olhos para se certificar se estaria mesmo correcto. Ele tinha a certeza de que a pessoa que se estava a aproximar dele, pelas suas costas, era-lhe conhecida.
Seguidamente, duas mãos finas e elegantes cobriram-lhe os olhos e uma doce e carinhosa voz feminina soou aos seus ouvidos.
"Adivinha quem é?" perguntou-lhe.
"Mariah." respondeu Ray sem hesitar.
"Oh, assim não vale!" exclamou a rapariga de longos cabelos pintados de rosa-choque presos num elástico "Tu sabes sempre quando sou eu! Nem vale a pena ter este tipo de brincadeiras contigo..."
Ray olhou para a rapariga, sorriu-lhe e, em seguida, perguntou: "O que te traz aqui? Interrompeste a minha meditação."
"Eu sei, desculpa." disse Mariah "Mas Tao Sensei quer falar contigo."
"Tao Sensei?" estranhou, sendo que o seu mestre, e mestre também dos seus restantes companheiros de equipa, sempre soubera que era de grande importância que ninguém, nem mesmo ele, interrompesse Ray durante as suas horas de meditação - a não ser que algo de errado se passasse. Haveria algum problema?
"Sim, ele diz que é importante." explicou Mariah "Está à tua espera no templo."
"Está bem, eu vou lá falar com ele então." concordou o rapaz de olhos da cor do ouro preocupado.
Assim, Ray levantou-se da rocha onde antes de encontrava a meditar e dirigiu-se até ao templo onde este morava juntamente com Mariah, Tao Sensei e os seus restantes três companheiros. Para isso, teve de atravessar um dos muitos caminhos daquele bosque, que ele já conhecia como as palmas das suas mãos, cheios de árvores a dar frutos e arbustos com flores variadas.
Por fim, chegou a uma escadaria enorme que o levaria até à entrada principal do templo. Com uma agilidade e rapidez incríveis, o chinês subiu as escadas e, rapidamente, achava-se em frente à grande porta onde, por detrás, se encontrava a pequena sala onde o esperava Tao Sensei.
Ray abriu a porta, pediu licença e entrou.
"A Mariah disse-me que queria falar comigo, Sensei." começou Ray por dizer preparando-se, mentalmente, para receber notícias menos boas.
"Sim." afirmou o senhor já de uma certa idade, baixinho e careca "Eu quero muito fazer-te um convite irrecusável."
"Um convite irrecusável..." repetiu Ray, parecendo descansar um pouco após ouvir o tema do assunto que levara Tao Sensei a interromper a sua sessão de meditação "Que convite irrecusável, Sensei?"
O velho mestre olhou, com os seus pequenos e semicerrados olhos, nos olhos de Ray e perguntou-lhe: "Ray, diz-me uma coisa... estarias interessado em subir a montanha comigo?" E sorriu, após colocada a questão, deixando um Ray muito confuso a olhar para ele.
O brilho do sol era intenso, contudo, confortável. Os raios solares transmitiam uma agradável onda de calor e o chilrear dos pássaros contribuía para um cenário que seria indiscutivelmente de Verão. A temperatura estava perfeita, o céu azul perfeito, as poucas nuvens que o decoravam também aparentavam ser perfeitamente brancas e fofas, o mar parecia igualmente perfeito... e tudo seria verdadeiramente perfeito se ele ao menos soubesse o que raio é que ele estava a fazer nos Estados Unidos da América, completamente perdido e amnésico. Para ser mais específico, em Miami.
"Devo dizer que a atitude do meu pai me surpreendeu." uma voz feminina, repentinamente, interrompeu os seus pensamentos "Pela positiva."
Takao olhou para o seu lado e ficou a olhar durante uns segundos para o rosto da rapariga que o salvou. Realmente, ele ainda nem sequer havia feito nada para lhe retribuir esse facto. Muito pelo contrário. Quase nem falava com ela, fechava-se em si mesmo como se à sua volta existisse uma espécie de concha protectora e raramente a olhava nos olhos quando ela falava com ele.
"Desculpa." disse o moreno, por fim.
Hikari ficou surpresa com tal declaração e sem saber o que pensar.
"Porque é que me estás a pedir desculpa?" perguntou.
"Digamos que tu me salvaste a vida e..." começou ele por explicar "Eu ainda nem arranjei maneira de te agradecer por tudo o que tens feito por mim até agora."
"Não há problema." respondeu Hikari com um sorriso "Não tens por que agradecer, eu simplesmente me limitei a..."
"A ajudar um rapaz com muito mau aspecto e que não conheces de lado nenhum..." interrompeu-a Takao para completar a sua frase como ele achava que seria a maneira mais correcta para expressar tudo o que ela fizera por ele até ali "A sério, nem tinhas por que o fazer e mesmo assim... arranjaste-me um sítio onde dormir e comer."
"Claro que não poderia deixar de te ajudar! Quando eu te encontrei, tu desmaiaste nos meus braços. Não podia simplesmente deixar-te ali abandonado..." começou por dizer Hikari "E tu não tens mau aspecto."
"Eu sei que sou bonito." brincou ele, tentando, com isso, começar a deixar tudo mais calmo e descontraído entre eles os dois "Estava era a falar das minhas roupas sujas e rasgadas."
"Presunção e água benta, cada qual toma a que quer; já dizia o povo." comentou Hikari, contribuindo para a brincadeira "Ainda bem que te sentes melhor..."
"Melhor e com vontade de te retribuir com o máximo que eu conseguir fazer por ti." disse-lhe Takao "Mas não sei como..."
"Não preciso que faças nada. Apenas que recuperes bem." respondeu Hikari com um simpático e pequeno sorriso.
Um pequeno silêncio instalou-se entre ambos enquanto Hikari bebia um pouco mais do seu sumo de laranja natural, bem fresco, e Takao olhava a praia ao lado da esplanada daquele simpático café.
Por fim, quebrou o silêncio com um pequeno riso irónico.
"O que se passa?" perguntou uma Hikari sorridente "Qual é a piada?" perguntou olhando, em seguida, na mesma direcção que o moreno.
"Nada demais." respondeu "Apenas me estava a aperceber da sorte que tive no meio de tanto azar..."
"Pois, é verdade..."
"Primeiro, acordo numa cidade estrangeira cuja língua me é completamente desconhecida. Depois, sou perseguido por homens que nunca antes tinha visto na minha vida. Em terceiro, desmaio..." e depois de uma curta pausa, continuou "Para vir a acordar num hotel de luxo e conseguir ficar lá hospedado sem pagar absolutamente nada... salvo por uma rapariga... como tu."
"Como eu?" perguntou Hikari sem perceber.
"Sim, como tu." sorriu Takao. Mas não adiantou mais nada.
Apercebendo-se de que o mesmo não iria entrar em detalhes sobre a sua última afirmação, esta decidiu mudar de assunto.
"Eu não sabia dessa parte da história em que foste perseguido por homens." começou esta por dizer "Conta mais."
A verdade é que Takao nem tinha assim tanta coisa para partilhar, sendo que se encontrava amnésico e os únicos acontecimentos de que este se conseguia lembrar surgiam a partir da altura em que este acordara naquela escura e fria mansão que lhe era completamente desconhecida. Mas, sentindo-se em dívida para com Hikari, e sentido, também, que esta seria uma pessoa na qual poderia confiar, contou-lhe o início da sua aventura na cidade de Miami.
Lucy Tatiana Drubich. Uma simples e modesta operadora de loja. Ou se calhar, não seria bem o caso. Pois de simples e modesta, a rapariga de cabelos pintados de verde e olhos originalmente laranja, com um toque de dourado, nada possuía. O seu estilo era extravagante e o mesmo vinha a reflectir a sua personalidade: muito alegre e engraçada, gostava de fazer os outros rir e era também muito sonhadora. Para além de ser vítima de um caso extremo de preguicite aguda que a mesma já tentara combater milhares (talvez, milhões até) de vezes e saíra sempre derrotada. Mas o facto de não desistir assim tão facilmente dos seus objectivos também a caracterizava e, neste caso, este poderia considerar-se uma qualidade.
Contudo, Lucy não estava com grande paciência para combater a sua preguiça, sendo que esta se encontrava, naquele preciso momento, adormecida no balcão da loja de acessórios, presentes e livros na qual esta trabalhava há já dois meses e meio (o que muito espantava os seus dois primos - com quem ela vivia desde pequena, mais precisamente, desde os cinco anos de idade - que constantemente insistiam que ela deveria ser mais trabalhadora e responsável). Como é que ela ainda ali trabalhava? Bem... o dono da loja passava muito tempo fora da mesma, em "negócios exteriores", como o mesmo afirmava, e a popularidade daquela pequena casa de vendas não era assim tanta, na verdade.
De repente, um forte estrondo fez-se ouvir nas prateleiras encostadas na parede ao fundo da loja. O mesmo barulho despertou Lucy do seu profundo sono que, somente uns minutos depois de muito bocejo, parou para pensar no que poderia ter causado tremenda confusão na parte detrás da loja.
"Que estranho." falou Lucy para os seus próprios botões "De certeza que se alguém tivesse entrado na loja eu tinha acordado logo..."
Por momentos, a rapariga de dezassete anos de idade perguntou-se se deveria ou não ir espreitar para averiguar o que se teria passado. Começou a andar em passos lentos até às últimas estantes, mas parou antes de entrar nessa mesma parte da loja, pois esta era escura e sempre lhe metera imenso medo. E, melindrosa como ela era, pequenas lágrimas já se encontravam a formar no canto dos seus olhos. Lucy encontrava-se completamente atenta a cada pormenor sonoro que pudesse soar naquele local, não fosse um ladrão ou coisa parecida estar a invadir aquela loja.
"Mas quem assaltaria uma loja com tão pouca clientela?" perguntou-se a si mesma, pensando, em seguida, o quão pouco inteligente essa mesma pessoa seria.
Decidiu dar mais um passo em frente e, mal o fez, pôde observar três livros de cada grossa a caírem da última estante da fila à sua esquerda. A mesma soltou um grito e estremeceu, baixando-se em seguida e ficando abraçada a si mesma.
Mas o que é que se passa aqui? começou Lucy por pensar Eu sempre soube que esta loja estava amaldiçoada ou coisa do género! Tenho de sair daqui!
Finalmente, um voz fina, e que soava quase como a de uma inocente e pequena criança, fez-se ouvir, o que levou Lucy a levantar a sua cabeça para tentar descobrir de onde provinha tal voz. Ela olhou para trás das suas costas, para a sua frente, para a fila de estantes à sua direita, para a fila de estantes à sua esquerda e, mesmo assim, não conseguia perceber de onde vinha aquele som. Até que, ao olhar novamente para a sua frente, esta observou com maior atenção o amontoado de caixas de cartão que se encontravam encostadas na dita parede ao fundo da loja.
"O Sr. Uzumi sempre me avisou que deveria manter-me afastada daquelas caixas e que nunca lhes deveria tocar fosse porque motivo fosse..." murmurou Lucy para si mesma, receando que, se esta falasse demasiado alto, a pessoa ou coisa que estivesse também dentro da loja a pudesse ouvir e fugisse. Ou pior, que a atacasse.
Deixando a curiosidade dominar o seu medo, Lucy levantou-se do chão e caminhou decidida até às caixas, sempre com um misto de receio e pânico que se podia detectar pela sua expressão facial naquele preciso momento. Quando chegou ao dito amontoado, começou a espreitar caixa atrás de caixa, atirando para trás de si as que não contivessem qualquer tipo de objecto. E chegou à conclusão de que todas estavam totalmente... vazias.
Novamente, o medo tomou conta de si por completo.
"Será um fantasma?" exclamou, com rios de lágrimas a escorrerem pelas suas faces rosadas.
"Lucy!" ouviu a rapariga de cabelos verdes repentinamente.
Ao ouvir aquela voz masculina gritar pelo seu nome, a sua primeira reacção foi gritar e, seguidamente, a mesma abriu a porta de madeira que antes se encontrava tapada pelo amontoado de caixas de cartão e escondeu-se dentro daquela divisão que lhe era de todo desconhecida. No entanto, esta apenas se apercebeu do local onde estava após ficar a mirar as suas mãos tremendo enquanto as mesmas agarravam fortemente a maçaneta castanha daquela porta.
"Espera aí! Uma porta?" questionou-se Lucy. Mas, antes que esta tivesse sequer a oportunidade de olhar para trás para averiguar o sítio onde a mesma se achava naquele instante, começou a ouvir, novamente, aquela voz fininha... seguida de uma outra voz fininha. O que a levou a congelar completamente.
"Vês? Já nos descobriu!" exclamou a primeira voz.
"A culpa é toda tua!" defendeu-se a segunda voz.
"Minha? Tu é que começaste aos gritos comigo por nada!" reclamou a primeira.
"Se tu não tivesses comido o meu almoço nada disto teria acontecido!" disse a segunda.
"Eu estava com fome e tu estavas a dormir que nem uma pedra!" começou por explicar a primeira.
"Tu acordas sempre com fome e já não é a primeira vez que comes a minha comida!" continuou a segunda.
As vozes pareciam continuar numa frenética discussão sobre quem teria comido o quê de quem. E Lucy cada vez ficava mais aterrorizada com aquela situação. O que será que os seres donos daquelas vozes comiam às refeições? Tudo menos raparigas de dezassete anos com cabelos pintados de verde, rezava ela.
Por fim, decidiu engolir em seco e arranjar, novamente, coragem para olhar para trás de si e verificar a quem é que, na verdade, pertenciam tais vozes. E foi o que fez. O que a mesma viu estava para além da sua imaginação.
"Domino Severo."
Naquela igreja de aspecto velho e abandonado, podia ouvir-se uma voz grossa e masculina a entoar frases numa língua morta.
"Melnicensis Melnicensis..." continuava a voz como que a cantar "Ecclesie preposito tam litterali scientia quam spirituali intelligentia predito, Vosmas Pragensis ecclesie solo nomine decanus post huius vite stadium in celesti regno bravium. Quanta mentis mee devituine ac dilectione vestre paternitati substernor, Deum testor, eloqui nequeo, neque enim est magna dilectio, quam humana comprehendit ratio..."
O seu corpo ferido encontrava-se coberto por somente uma veste vermelha cuja cor já se encontrava encardida e deveras suja. Os seus cabelos eram de uma cor loira-escura e estes encontravam-se sequíssimos. As rugas nas suas jovens mãos evidenciavam um estilo de vida diferente conhecida pelo ser humano comum. E, principalmente, os seus olhos, por fim, abertos retratavam toda a maldade que poderia existir no interior de um só ser. Humano? Talvez não. Pois não era de todo comum um homem ser dono de tais olhos vermelho-sangue. Estes expressavam solidão, ódio e destruição para onde quer que olhassem.
Contudo, os mesmos olhos encarnados, pintados e recheados de emoções violentas, conseguiam também transmitir uma lealdade sem igual. Quase como se a mente que controlava aquele corpo estivesse, desde sempre, embalada numa espécie de hipnose.
Os bancos de madeira daquela antiga igreja já se encontravam roídos, em grande parte, devido aos pequenos - e grandes - roedores que por ali passavam (ou habitavam até). Os vitrais já não possuíam o brilho de antigamente e apenas um permanecia completamente intacto, pois todos os outros encontravam-se como sendo meros puzzles cujas peças que faltavam permaneciam por achar. O chão era poeirento e sujo, as paredes eram húmidas e frias e o tecto já pouco sustento encontrava. O ambiente era de escuridão profunda, de tristeza imensa e, acima de tudo, de maldade infinita e demasiadamente poderosa. Talvez incontrolável.
Mas havia um pormenor que, acima de todos os outros, importava muito mais a Kai que, naquele momento, espreitava por uma das pesadas, e já velhas, portas daquela igreja com o seu rosto visivelmente tenso. E pode-se dizer que também era de grande importância para o homem que naquele momento citava passagens em latim.
"...ut quod superest radas et quod non est desuper addas; inproprie dicta proprietate muta, ut sic mead inscicia tua sublevetur facecia. Non enim ab amico corrigi erubesco, qui etiam ab amicis nimio affectu emendari exposco..."
Todos os crucifixos ali existentes encontravam-se virados para baixo.
Continua.
Quando viram a publicação do terceiro capítulo desta minha fanfic devem ter pensado "Aleluia, estava a ver que não!" Pois é. Sejamos honestos e frontais. Aliás, eu é que vou constatar o que aqui já se pôde verificar há muito tempo atrás: eu sou péssima com as actualizações! Mas também devo dizer-vos, sinceramente, que este meu problema a envolver tudo o que seja computador já me parece mais karma do que outra coisa! Não tenho sorte nenhuma com computadores, principalmente portáteis. Por isso mesmo ainda estou receosa e na dúvida se deverei ou não arriscar comprar um novo.
Bem, verdade seja dita... Um novo pc vou mesmo ter de comprar, porque, hoje em dia, já não nos desenrascamos sem eles! É isso e os telemóveis também! Tal é o vício eheheh
Mas bem, passando a falar deste novo e fresquinho capítulo!
Neste capítulo, não apareceram várias personagens anteriormente apresentadas. E explico já o porquê: porque se todas as personagens que não apareceram - Alex, Max e Judy, os Genius e os Firesharks (penso que não me esqueci de ninguém...) - aparecessem também, este capítulo nunca mais tinha fim! E por muito que eu vos queira compensar com um capítulo grandito devido à minha enorme e desastrosa falha na actualização desta fanfic, eu não podia incluir a malta toda num gigantesco capítulo senão dava-me cabo do esquema todo para esta história!
Mas repararam bem no que eu fiz para compensar a ausência de todas essas personagens? Incluí, num só capítulo, catorze novas personagens na New York City - embora quatro delas não tenham aparecido numa cena específica e concretamente, mas foram referidas, o que significa que passarão a fazer parte de toda a trama desta história.
Uma delas é a tua personagem, Lucy Hiwatari. Eu sei que ela demorou a aparecer, mas eu disse que aparecia, não disse? E cá está ela! Como eu tenho vindo a dizer aos outros queridos leitores que inscreveram as suas maravilhosas personagens nesta minha fic, mesmo ela ainda não tendo tido grandes momentos de acção nem grandes diálogos, isso não quer dizer nada, sendo que toda e cada personagem é super importante nesta história! Portanto, também a trapalhona da Lucy vai ter o seu papel importante na NYC! E o que será que ela viu? A quem pertencerão aquelas misteriosas e fininhas vozes? E, antes de mais nada, que raio de lugar é aquele onde ela foi parar? Continua a seguir a fanfic para não perderes pitada do que ainda está para acontecer à tua personagem! :)
Muitas aventuras estão para vir, Lucy!
E agora, meu querido FireKai, desculpa não ter respondido antes à tua mensagem, mas quando eu a vi eu estava já à pressa e entretanto já só consegui acabar hoje de passar para aqui o terceiro capítulo - devido aos problemas anteriormente referidos no início deste capítulo - e decidi, então, aproveitar para te responder agora à tua mensagem.
Sobre as notícias que supostamente era para terem sido concretizadas e que se encontram escritas no meu perfil, eu realmente pensei que tudo iria funcionar às mil maravilhas e que conseguiria realizar todas aquelas actualizações há dois meses atrás (nem vou comentar esta parte...), mas sem um computador que esteja constantemente disponível sempre que eu preciso de o utilizar, já é difícil. Sem net então, mais difícil se torna. E pronto, pode-se dizer que fui fazendo o meu "melhor", digamos assim, utilizando computadores emprestados, o que, para coisas como escrever capítulos e etc, nunca é muito bom, pois tu sabes que todo o autor precisa de concentração e de tempo para fazer pesquisas sobre isto e aquilo, de reler uma e outra vez os capítulos, de apagar e reescrever o que acha que não ficou no seu melhor... Bem, uma infinidade de coisas que me levaram a demorar imenso tempo até conseguir acabar tudo o que tinha para acabar. Aliás, actualizar.
Por fim, tive disponibilidade para vir passar uns dias a casa dos meus pais e usar um dos computadores cá de casa para actualizar a NYC e refazer o meu blog (mais à frente explico).
Quanto à fanfic no FictionPress, sim, eu vou publicá-la. Contudo, somente o prólogo e apenas daqui a umas semanas. Quero ter tempo suficiente para avançar bastante com esta minha fanfic e só depois publicarei a outra - a qual deixarei em estado hiatus após a sua actualização durante um tempinho para ver se consigo reunir suficientes inscrições. Já sabes que eu cá sou a mulher das inscrições nas fanfics. E tu também, és o homem das inscrições nas tuas fanfics! Ou, pelo menos, já houve uma altura em que andaste muito nessa onda!
Sabes? Tenho imensas saudades de ler, e de participar com a minha personagem, numa fanfic tua, Fire! Nenhum novo projecto em mente? :)
Bem... agora, sobre o blog (e esta parte já é mesmo para todos!). Devido ao tempo infindável em que me encontrei ausente quer do Fanfiction quer doBlogger, o meu blog encontra-se fechado pela administração do site. O que significa que terei de o refazer. E é o que vou fazer já, já a seguir a publicar este novo capítulo! E lá poderão encontrar uma versão melhorada (na outra, realmente, as letras eram tão pequeninas que uma pessoa tinha de usar uma lupa para ler o que lá estava escrito!) e novidades, finalmente.
Nesta nova e actualizada versão do hikarimagination, poderão encontrar o resumo sobre esta minha fanfic, informações sobre as suas personagens, comentários sobre cada capítulo já aqui publicado e outros extras - como imagens, soundtrack, etc. Se estiverem curiosos para verem que esquemas andei eu a preparar para esta nossa fic, dêem um saltinho por lá! A URL/link de acesso ao blog encontra-se disponível no meu perfil (já actualizado).
Jessica Kelly, agradeço-te imenso por estares a acompanhar esta minha fic e por teres inscrito a tua personagem! Com certeza também ela irá ter um papel relevante em toda a história de New York City! Sei que ela ainda não apareceu, mas isso é somente por enquanto. Com o avançar desta fic, a tua personagem irá aparecer e acrescentar novas aventuras, emoções e mistérios à cidade de Nova Iorque! :)
Finalmente, e para terminar esta enorme Nota de Autora, as citações em latim fazem parte de um livro que eu não irei revelar de qual se trata por agora - embora alguns de vocês possam até ter uma pequena ideia -, muito simplesmente porque senão estragava parte do mistério e dos segredos por revelar, mais tarde, com o decorrer da história! Saberão mais sobre o suspeito homem de olhos cor-de-sangue que o Kai se encontrava a observar naquela velha igreja brevemente, contudo, no que diz respeito às citações em latim, terão de aguardar um pouco mais para matarem a vossa curiosidade. (Peço que se algum de vocês, por acaso, saiba de onde foram retiradas as citações em latim, presentes neste capítulo, que o guarde para si e não o revele!)
E no que diz respeito à personagem que todos adoram e admiram, o Kai Hiwatari, ele tem aparecido pouco, é verdade. Mas aos poucos vai começando a ter cada vez mais e maiores momentos na fanfic. Fiquem atentos! ;)
O Ray e a Mariah por fim apareceram, também, na fic! Que caminhada tão importante seria aquela sobre a qual o mestre dos White Tigers estava a falar ao Ray? Que mistérios vêm por parte desta equipa formada por beybladers chineses? Sigam os restantes capítulos para virem a descobrir!
E penso que, por agora, tenho tudo dito. Tentarei não ser tão lenta a actualizar o próximo capítulo, mas bem... já nem corro o risco de marcar datas e prometer horas, porque, senão, estarei a quebrar compromissos para com vocês e não me sinto nada confortável com isso! Já não me sinto bem em publicar o terceiro capítulo da NYC somente agora, quanto mais com datas marcadas... É ainda pior!
Fiquem à espera de novos capítulos e continuem a mandar reviews! Eu adoro! E quero agradecer, uma vez mais, a todos aqueles que comentaram e têm vindo a seguir esta minha história! Muito obrigada a todos!
Até ao próximo capítulo,
Hikari.
