Nyx

Nyx! Desculpa a demora em atualizar, mas vc sabe que o meu emprego tá me consumindo as forças e tempo! Aliás, estou nele agora, dentro da minha sala monitorando a palestra do dr. Carlos Corsi... Adoro ele, o maior barato, nem parece médico!

E claro, aproveitei para postar o último capítulo da tua fic, espero que goste! Sazinha, se vc estiver lendo esta fic, o seu será amanhã, ok?

Beijos e boa leitura e... Quem vencerá o duelo pelo coração de Júlia?

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Capítulo IV – Nós

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À hora marcada, lá estavam eles. Shura e Carlo. Espadas em punho, olhares fixos um no outro. Faíscas de ódio e fogo podiam ser vistas, a brisa do fim de tarde levantava poeira entre os dois rapazes, tornava o cenário mais dramático.

Em posição de guarda, aguardavam algum sinal ou reação um do outro para começar.

-Preparado para morrer, maledeto? – perguntou Carlo, pronto para atacar Shura e dar um fim em seu rival.

-Estou pronto para vencer, carcamano.

Furioso, o olhar do italiano ganhou um brilho quase demoníaco e ele partiu para cima de Shura, a espada em punho. Atacou pela direita, o espanhol teve um certo trabalho para se desviar e golpeou o adversário pela esquerda, mas o outro amparou o golpe com a lâmina de sua espada.

-Acha mesmo que Júlia iria querer um italiano sem modos feito usted?

-E por que não? Na noite passada, ela sequer se importou com isso...

Desta vez, a raiva tomou conta foi de Shura, que empurrou Carlo para trás e o atacou de frente, o italiano teve que saltar e quase caiu para conseguir se desviar do golpe. Desenhando um meio círculo no ar, ele atacou Shura de cima para baixo, mas o espanhol foi mais esperto e amparou o golpe, mantendo as duas lâminas bem próximas aos pescoços de ambos.

Júlia, que conseguira um cavalo com um mercador, vinha em disparada pela estrada que levava ao desfiladeiro e parou a alguns metros de distância dos dois, apreensiva. Eles lutavam ferozmente, atacavam-se não somente com golpes, mas também com palavras duras.

A tragédia era uma constante em sua vida, pensou. E talvez aquilo nunca mudaria. Mas por que desta vez se importava tanto com isso? Por que desta vez não eram apenas sedução e jogos, mistérios e decepções?

Apeou do cavalo, correndo em direção aos dois rapazes. Teria que dar um jeito de acabar com aquele duelo idiota.

Com um golpe maia forte de Carlo, Shura foi jogado para trás, desequilibrou-se um tanto, mas ainda manteve-se de pé. Ergueu a cabeça e viu o oponente encarando-o, a espada muito bem segura e empunhada entre suas mãos. Imitou o gesto e disparou a correr na direção dele, o italiano fez o mesmo. E Júlia, não diminuiu seu passo.

Um único ataque, e ambos retesaram suas espadas. Mas não haviam golpeado um ao outro.

-Júlia!

Parada entre os dois rapazes, branca feito cera e ofegante, a cigana tinha o abdômen transpassado pelas duas lâminas. Carlo foi o primeiro a puxar sua espada, seguido por Shura. Um passo cambaleante de ambos para trás, a jovem mal se sustentava em suas pernas.

Shura a fitou, tenso, sem saber o que fazer, os lábios vermelhos que lhe fizeram conhecer o céu crispavam-se em dor. Carlo largou a espada, estático, como pudera ferir aquele corpo perfeito e quente que lhe aquecera na noite fria daquela cela imunda?

Estavam muito próximos ao desfiladeiro. E Júlia, sem perceber, caminhava na direção dele. E por ele encontrou seu fim.

-JÚLIA!!

Nada, apenas o vazio. De cabeça baixa, os olhos vermelhos, Carlo fitou a lâmina manchada de sangue de sua espada. O sangue da cigana que enlouquecera sua mente, tornara-se parte de seu corpo e alma. Cheio de ódio e muita raiva, golpeou Shura. Mas não foi o único a tomar tal atitude.

Shura, tomado pela raiva, fizera o mesmo. Desceria ao inferno por ter provado do céu que erma os beijos de Júlia.

Ao longe, duas figuras assistiam toda a cena. Não havia mais o que fazer. Estava tudo acabado.

-Talvez tenha sido melhor assim, minha vó...

-Não tenha tanta certeza, Lourenço... Júlia nasceu para seduzir, os homens para matarem ou morrerem por ela... E não a ela... O ciclo ainda não terminou...

-O que quer dizer com isso?

A velha senhora nada disse, apenas deu as costas para o desfiladeiro e os dois corpos estendidos e se pôs a caminho pela estrada.

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Alguns dias depois, quando na cidade ninguém mais comentava sobre o duelo, não muito longe dali, uma carroça despontava pela estrada que ligava Madri à direção norte do país. Dois viajantes seguiam seu caminho, distraidamente conversando entre si. Até que o condutor da carroça parou repentinamente, algo lhe chamara a atenção á beira da estrada.

-Boa tarde, cavalheiros... – uma jovem lhes disse, com um enorme sorriso no rosto – Acaso estariam indo para o norte?

-Claro, senhorita... – respondeu um deles, analisando cada pedaço de pele e curva que o tecido vermelho das vestes ciganas deixava entrever.

-Então fariam a gentileza de me levar com os senhores? Sabem, estas terras nada de mais tem a me oferecer.

-Eu lhe ajudo a subir, senhorita? – ofereceu-se o outro, de olhar mais sério, mas nem por isso menos cobiçoso.

-Júlia... E os senhores são?

-Camus Pontmercy, senhorita.

-Milo Ángeloz.

Júlia sorriu, aceitando a ajuda de Camus para subir à carroça, sentindo os olhares de Milo sobre sua pessoa.

Ela nascera para seduzir. Os homens, para matarem ou morrerem por ela.

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Ah, matei o Shura! E o Máscara da Morte! Ah, eu me mato!

Mas gostei do resultado final, espero que você também Nyx... Pensa pelo lado positivo: por causa dessas mortes, acabou ganhando de presente o Milo e o Camus também!

Beijos, minha linda, espero que tenha curtido seu presente, foi escrito com o mesmo amor e carinho que tenho por ti...

E aos demais, um forte abraço!