ESSÊNCIA

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Quarto Capítulo

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Sakura acordou com os raios de sol machucando seus olhos. A vista estava embaçada, afinal dormira poucas horas na noite anterior.

Estava ajudando a tratar dos pacientes, mas todos pareciam perfeitamente saudáveis para ela.

Até que um deles teve uma crise repentina –a parada cardiorrespiratória –e Sakura tentou inúmeros recursos para salvar a vida dele. Porém, em questão de minutos, o homem desfaleceu.

Sakura não pôde salvá-lo.

Mais uma pessoa morta.

Mais uma batalha perdida.

Escondeu-se dentro de uma sala e chorou baixinho até adormecer de tanto cansaço que sentia.

"Feiosa."

Sai bateu no vidro da janela e Sakura abriu para ele. O moreno não se mostrou fatigado, embora carregasse duas olheiras abaixo dos olhos.

"Por que não entra pela porta como todo mundo?"

"Eu não devo chamar atenção."

"Não chamaria atenção se entrasse pela porta."

A kunoichi brincou, sabia que Sai não queria ser visto por civis enquanto estivesse executando a missão. Bastava estar ao lado de um dos companheiros de equipe para revigorar as forças.

"Onde estão Sasuke-kun e Naruto?"

"Resolvemos dividir a tarefa; enquanto um descansa, dois vigiam."

Sai virou sua atenção completamente para a parede, retirou os pincéis da mochila e começou a rabiscá-la. Sakura estranhou a atitude do ANBU, mas preferiu ignorar.

"Então, feiosa? Já descobriu alguma coisa?"

"Nada..."

Lembrou-se do homem agonizante cuja vida deixara facilmente escapar.

"Pudera, aposto que não conseguiu examinar nenhum paciente porque todos saíram correndo, assustados com a sua feiúra."

"CALA A BOCA!"

Sakura gritou a plenos pulmões, já não suportava mais a presença de Sai. Contudo, sua reação serviu apenas para outro comentário irônico.

"Silêncio, feiosa. Esqueceu que estamos em um hospital?"

"Você é impossível! No mínimo, ficou azucrinando Sasuke-kun e Naruto, por isso eles te dispensaram do serviço! Ninguém mais te suporta!"

Sai ergueu-se, finalizando de desenhar a figura de uma porta. Logo após, encarou a kunoichi, com um sorriso debochado no rosto.

"Será? Pois, eu acho que me mandaram embora porque os dois queriam ficar sozinhos."

"Ora, seu..."

Foi a gota que fizera o copo transbordar, a Haruno concentrou o chakra e preparava um golpe fatal. Sai abriu a porta que desenhara na parede e a imediatamente fechou.

Sakura tentou o mesmo, mas a porta tornara-se de novo um simples rabisco.

"Como ele fez isso?"

Sai pulava entre as árvores, imaginava qual seria reação da feiosa naquele momento. Parou um instante, sentiu uma leve pontada na região do estômago.

Ignorou a dor momentânea e, recomeçou a correr.

Com o decorrer das horas, o céu ganhava tons alaranjados até perder o brilho e as cores por completo. Sakura passara o dia inteiro no hospital; por sorte, nenhum paciente teve o quadro de saúde agravado.

Sasuke e Naruto regressaram, acompanhados de Sai. Estavam visivelmente abatidos pelo cansaço, Sakura aproximou-se para curá-los com chakra.

"Alguma pista?" O Uchiha perguntou.

"Sinto muito." A médica abaixou a cabeça; de repente, todos aqueles anos de estudo pareciam não servir de nada.

"Como você é irresponsável, não é a sua especialidade? Deveria ser mais eficiente."

"Já chega, Sasuke! Todos estamos estressados, não é só você!" Naruto estava prestes a iniciar uma briga com o companheiro de time.

"Eu... Sinto muito." Sakura retirou-se do aposento antes que as lágrimas escorressem de seus olhos, não queria parecer uma chorona - não na frente das pessoas que mais admirava.

"Olha o que você fez, teme!"

Sai estava alheio à discussão, sentira fortes ânsias de vômito de modo repentino. Ignorou o Sasuke e Naruto, saiu caminhando pelos corredores em direção ao banheiro.

Meio zonzo, tentou abrir a porta e percebeu que estava trancada. Encostou o ouvido à porta, escutando um choro baixinho.

"Ah, então, foi aí que você se escondeu..."

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Unknow: Oi, espero que tenham gostado deste capítulo também*-*

Sem: Eu tenho a sensação de que algo grandioso está para acontecer.

Unknow: Eu também^^ (na maior cara-de-pau), mas vamos responder às reviews primeiro.

Sem: Para Brouillard

Unknow: Por mais profunda que seja a escuridão, sempre existe um feixe de luz. Nyah, acho que você leva mais jeito para a poesia do que eu :P Sim, minha intenção é fazer do Sai um paradoxo (se bem que eu acho que ele já é) Obrigada pelo apoio, tomara que você passe no curso que deseja. ;D

Sem: Para Meygan Kaname

Unknow: Não precisa se desculpar, eu entendo... Basta atualizar a sua fic com freqüência^^ Espero que tenha gostado deste cap tanto quanto o anterior. E da doença misteriosa... O Sem fica feliz quando as pessoas lembram dele ;D

Sem: Para Leitora

Unknow: Oew, confesso que também leio fics em outros idiomas, ajuda a melhorar o inglês ;D Mas, ultimamente, não tenho muito tempo livre... Eu demorei mais de um ano para escrever esta fic (e esqueci dela por um ano :P), acho que se eu postar tudo de uma vez perde a graça. Obrigada, fofa, felicidades para você também ;*

Sem: Para Double Side

Unknow: Papai disse que minha pontuação no Enem dava para qualquer curso, menos medicina :P Eu escapei de boa, no Enem de outubro, eu ia fazer numa escola estadual, meio-dia, quarenta graus na sombra, a sala só tinha um ventilador no teto(minha família passou antes para olhar) E eu, recém-saída do hospital por causa de uma infecção no intestino e sobrevivendo à base de água-de-coco... Depois, no Enem de dezembro, mudaram o lugar e eu fiz a prova numa faculdade particular, salas com ar condicionado ;Db

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