Aviso legal: I do not own Hawaii Five-O; Hawaii 5.0 e suas personagens não me pertencem.

Resumo: Universo Alternativo – Em uma ilha isolada do resto do mundo, encurralado entre os teleios e o Conselho, um caçador tenta proteger sua filha. Danny e Grace estão no centro do impasse de raças que pretendem aniquilar os humanos, e acabam encontrando a ajuda do misterioso líder lycan Steven McGarrett.

Categoria: Hawaii 5.0; AMIGO INVISIBLE H50 (Comunidade LiveJournal H50_ESP); UA; McDanno; fantasia; angst; aventura; slash muito leve.

N.A.: Fanfiction-presente de amigo invisible para Eminahinata. Por algum motivo, eu imaginei uma ilha diferente desde o primeiro momento em que li o pedido, e mencionei o Havaí apenas no final, na última parte. Minha única tristeza foi não conseguir encaixar mais slash neste enredo tenso. Adorei escrever esta estória, quando li seu pedido fiquei maravilhada com as possibilidades, Emina, e teria feito uma história bem melhor se tivesse mais tempo, mas isto foi tudo o que eu consegui. Espero que você goste da leitura. Desejo-te um feliz Natal, repleto de tudo o que te faça feliz! Beijos e mais beijos!¡FELIZ NAVIDAD!


NOTAS INICIAIS IMPORTANTES PARA ESTE UNIVERSO ALTERNATIVO:

* termos escritos em itálico foram retirados do latim ou do grego (simples leitura fonética):

- Gehennae = "inferno", é a palavra utilizada na Bíblia Latim Vulgate para denominar o inferno hebreu. Este é o nome que foi dado à ilha Teleia pelos navegadores, quando a descobriram séculos atrás. A ilha fictícia possui 15.000 km², sendo maior que a Jamaica, e estaria localizada no centro do Triângulo das Bermudas (trecho de mar no Oceano Atlântico localizado entre as Bermudas, Porto Rico, Bahamas e Flórida).

- Teleia = "perfeita", leitura fonética da palavra grega τέλεια – é o nome da ilha escondida no Triângulo das Bermudas, no Oceano Atlântico. É habitada por entidades fabulosas e um dos últimos locais no mundo que ainda mantém contato com os deuses. Está entrando em decadência devido à influência dos humanos vindos do continente. Os humanos a chamam de Gehennae.

- Teleio(s) = "perfeito(s)", leitura fonética da palavra grega τέλειο – são os habitantes da ilha Teleia.

- Andra(s) = "homem/homens", leitura fonética da palavra grega άνδρα – é o nome que os habitantes da ilha dão à raça humana.

- Lycan(s) = "lobo(s)", (do Grego λύκων) nome dado para a raça de lobos.

- Inato(s) = é como se chamam os homens nativos da ilha, que possuem um sexto-sentido. São puros de coração, e os mais fortes tornam-se Caçadores.

- Estrangeiro(s) = são os homens não nativos e seus descendentes, que chegaram à ilha devido a algum acidente no Triângulo das Bermudas e não conseguem mais sair. Abalam o equilíbrio da ilha e são os mais afetados pela Maldição.

- O Conselho = instituição formada e liderada por andras, a fim de assegurar a sobrevivência dos humanos estrangeiros em Gehennae.

- Maldição da ilha/IUDICIO GEHENNAE = por terem seu coração suscetível ao mal, este é o preço que homens pagam por viverem em Teleia: se um andra causar uma morte injusta dentro da ilha, o equilíbrio será abalado e o criminoso se tornará um ser grotesco, que não é nem homem nem teleio.

- Guardas do Conselho = andras estrangeiros que trabalham exercendo a proteção do território dos homens. Não possuem o sexto-sentido dos inatos, mas foram treinados para agir evitando a maldição.

- Mestres do Conselho = guardas treinados que conseguem manipular as ações dos teleios sob ordem do Conselho.

- Caçadores = são inatos que possuem um sexto-sentido muito forte. Sabem quando estão sob perigo de morte e quando podem se defender de algum teleio sem sofrer a maldição.


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Gehennae (R)

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- TERRITÓRIO DE LOBOS -

Danny não ouvia mais o barulho do mar agitado, ou os sons dos animais na floresta. Sua preocupação com Grace rondava seus pensamentos entre sonhos estranhos sobre a vinda de sua esposa para a ilha e a vida que eles tinham no continente, mas ele sentia que sua filha estava ao seu lado, sentia que os dois estavam seguros, embora não conseguisse distinguir onde. Sem forças para abrir os olhos e com frio, não lutou quando uma fonte de calor agradável o envolveu.

Danny sentiu o medo de Grace desaparecer e permitiu-se descansar naquele leve balançar que o ninava. O ar ao seu redor esfriou consideravelmente, o caçador se encolheu buscando ainda mais contato com o calor ao seu lado. Em certos momentos, sentia alguém tocando sua testa com a palma da mão, mas demorava a raciocinar e perdia a consciência mais uma vez. Williams acordou em uma cama macia e confortável. Saltou imediatamente dali, mas seus joelhos cederam, e ele desabou sentado sobre o leito.

― Tem sorte de o Conselho não o querer morto. Eles são muito bons em preparar venenos – o loiro percebeu o lobo chamado Steven de braços cruzados aos pés da cama. O sujeito aproximou-se e tocou na testa do caçador; Danny reconheceu aquela sensação. ― Você ficou inconsciente por quase um dia.

O loiro engoliu sentindo a garganta seca. Ignorou o conforto que aquele gesto lhe causava, e olhou para a porta, que se escancarou naquele instante para uma Grace aparentemente aliviada. Ela abraçou o pai, que a examinou e beijou-lhe a testa. A menina estava bem, Danny conseguia ler seu coração com uma facilidade incomum. Ele percebeu o lycan observando os dois. Estariam onde imaginava? O loiro conseguiu postar-se de pé e alcançou a janela. O horizonte era amplo, o ar frio, a vista exuberante: estavam nos penhascos do norte, na terra de rochedos, no topo da montanha mais imponente da ilha, cercados por coníferas. Ali era o território dos lobos.

O que aquelas criaturas pretendiam tendo trazido ele e sua filha cem quilômetros até o castelo dos McGarrett? A loba que Danny vira na floresta entrou no quarto e sorriu. Grace correu para ela, e as duas saíram do cômodo, deixando o caçador e o lycan a sós. O lobo ajeitou os braços cruzados, ainda de pé perto da cama. Danny captou a atmosfera séria que ocupou o quarto:

"Pente miden" – o lycan recitou, e a caixinha que Danny lembrava ter deixado no bolso da calça durante a noite anterior abriu-se, estando agora sobre a cômoda no canto do quarto. O loiro deu dois passos e observou o interior do minúsculo baú, que guardava uma folha de papel arrancada de algum livro ou caderno, dobrada. ― Irei perguntar apenas uma vez: o que foi feito da herança de minha mãe? – a voz do lobo soou carregada de ameaça.

Danny fechou o rosto: ― O que isso tem a ver com a caixa de Grace? Foi por isso que assassinaram Rachel e Stan Edwards?!

O lycan deu um sorriso de meia-boca, exibindo a ponta afiada de um canino branco: ― O próprio Conselho tomou conta deles. Foi logo depois de emboscarem e matarem meu pai – rosnou.

Danny encarou o outro firmemente, não pressentindo mentira em suas palavras, apenas amargura: ― O que querem comigo e Grace?

De uma maneira rápida e certeira, o lycan empurrou Danny contra a parede. Os dedos fortes ao redor da garganta do loiro: ― Eu disse que não perguntaria de novo!

― Não sei de qual herança você está falando! – o caçador reclamou, tentando afastar os punhos do outro. Não adiantou, e o lobo soltou-lhe apenas para forçar um de seus pulsos a dobrar-se em um ângulo dolorido, obrigando o loiro a encarar o conteúdo do minúsculo baú se não quisesse seu braço quebrado. Danny aguentou a dor em seu ombro com uma careta: ― A caixa pertence à minha filha, estava com ela quando a encontrei no Conselho!

― Não minta, andra!

― Eu não estou mentindo! Droga! Você vai quebrar o meu braço! – o lycan soltou o homem, que se ergueu massageando o ombro.

― Está dizendo que devo procurar respostas com a garota? – o lobo sugeriu, e antes que pudesse reagir, sentiu um esmurro virar seu rosto para o outro lado.

― Não toque na minha filha – o caçador avisou gravemente. O lobo limpou o canto da boca, surpreendendo-se ao encontrar um pouco de sangue. A porta abriu-se novamente, e Grace entrou assustada, a loba de cabelos escuros logo atrás. Elas fitaram com preocupação os homens arrostando-se no canto do quarto. ― Pegue suas coisas, Grace. Estamos indo – o loiro declarou, apanhou a pequena caixa, caminhou até a porta e levou a filha pela mão para fora dali.

A loba aproximou-se, observando o moreno desconcertado, que ainda alisava com cuidado o lábio avermelhado. Ela arqueou as sobrancelhas, mas não disse nada.

Os corredores eram longos e cheios de passagens, Grace guiou seu pai alegremente até a entrada. Havia muitos lobos no primeiro andar, mas a garota não dera importância àquilo, parecendo à vontade em meio aos lycans. Um deles aproximou-se, e Danny o reconheceu.

― Por que a pressa? Tem certeza de que já se recuperou? – Joe conversou, sorrindo para Grace.

― Agradeço por terem nos dado abrigo, mas precisamos ir – o caçador sentiu a filha entristecer-se. Barulho nas escadas logo atrás, e Danny permaneceu de costas para o moreno, que viera do quarto junto com a outra loba.

― Parece que vocês dois já conversaram – Joe comentou de maneira divertida, observando o rosto de Steven.

O outro lobo, chamado Chin, que também estava na floresta na noite anterior, entrou na sala informando que um representante do Conselho havia chegado e aguardava uma audiência com White. Danny desconfiou ainda mais das intenções daqueles teleios. O velho lobo branco encarou o moreno atrás do caçador e depois saiu por uma das passagens daquele átrio. O loiro apertou a mão da filha, tenso. Iriam entregá-los ao Conselho?

― Deixarei que fiquem – o lycan falou.

Danny virou-se: ― O quê?

― Você e a criança estarão a salvo enquanto permanecerem aqui – Steven continuou.

― Eu preciso sair da ilha, quantas vezes terei que repetir?!

― Este é o meu território. Vai ficar até que eu mude de ideia – foi a determinação. Danny soltou uma risada sarcástica e deu as costas para o lycan, seguindo pela porta oposta à que Joe usara.

Grace disse que havia uma saída passando pelo local da cozinha. O loiro seguiu a filha, notando que o castelo era grande, mas não suntuoso, apenas aconchegante. O Conselho tinha detalhes em ouro e pedras preciosas, mostrava riqueza exagerada, totalmente o contrário da morada do régulo do norte, que tinha o apoio e reconhecimento de todos os teleios da ilha.

O loiro e a filha alcançaram a saída lateral e andaram alguns passos além do castelo. A construção ficava no topo da montanha rochosa, cercada por pinheiros e rodeado pelo cheiro do mar que era visto em qualquer das direções, exceto ao sul, onde a extensão da ilha, verde e vibrante, preenchia o horizonte. Danny viu vários lobos surgirem entre as árvores; suspirou. O caçador considerou o fato de ele e Grace estarem quase à altura das nuvens na direção totalmente oposta à que pretendiam, ainda irritado com sua própria incompetência: como ele pôde deixar aquela flecha acertá-lo?

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Na grande sala de reuniões, Joe White recebia o representante do Conselho. Era o Mestre Cage. Ele estava acompanhado de um dos felinos e informou sobre as notícias de que viram o ex-caçador Williams numa das carruagens do régulo. O Conselho exigia que o loiro fosse entregue para esclarecimentos.

― Não foi o que aconteceu – Joe disse calmamente. ― Nós o encontramos entrando neste território. Iremos liberá-lo depois que tomarmos nossas próprias providências.

Os lobos eram criaturas orgulhosas, disso Cage sabia. Não admitiam ofensas aos seus e ao território, e nunca davam motivos para um andra optar pela sentença de morte. Quando terminassem suas "providências" com o caçador, certamente o homem já estaria acabado. Não era o que Edwards queria, mas Cage assentiu, não tendo poder para discordar do régulo: ― Devo, então, deixar um guarda do Conselho para escoltar o prisioneiro, quando terminarem.

― Não será necessário. Um dos nossos escoltará Williams quando este for liberado. Pode se retirar agora, Mestre Cage – o régulo determinou. Os lobos negros, que faziam a guarda do castelo, se aproximaram do homem. O mestre do Conselho teve que obedecer.

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Do lado de fora, Danny admirou os vários quilômetros de terras hostis entre ele e Grace e o porto. O mar deste lado da ilha, se alguém conseguisse escalar as vastas paredes de rocha, tinha uma corrente forte, com redemoinhos gelados e violentos que carregavam tudo para o fundo das águas venenosas. Não havia como sair de Teleia, exceto pelo sul, e os dois teriam que evitar os homens do Conselho que estavam espalhados por todo o território andra. Nenhuma libélula ou flor da noite estava por perto para que Danny pudesse mandar uma mensagem a Meca. Talvez se ele convocasse algum pássaro, pudesse usá-lo como pombo-correio para contatar seu amigo, mas o loiro não teve tempo de analisar mais do local ou suas possibilidades de fuga da ilha, pois os lycans que estavam nas árvores aproximaram-se rapidamente e o escoltaram junto com a filha de volta para o castelo.

Steven estava à porta da cozinha. Ele estendeu a mão, e Grace entregou-lhe a caixinha. Danny lançou um olhar de indignação para a filha, que deu de ombros. O lycan estava mais calmo:

― Shelburne não guardava aquele papel, e sim uma lembrança que minha mãe deixou – o moreno disse. Danny ficou quieto. ― Edwards quer a garota e a caixa de volta.

Danny bufou, esfregou o rosto, e então fitou a menina: ― Eu não sei o que tem na caixinha, Danno. Mamãe e Stan estavam com ela, e no dia seguinte, eles sumiram... Aquela senhora queria que eu dissesse o que tio Stan fez, mas eu não sei – ele teve que se abaixar e abraçar a filha, que iria começar a chorar.

― Minha mãe também se foi. Aconteceu depois que ela enviou eu e minha irmã para o continente. Ela havia deixado uma mecha de cabelos na caixa – o lycan explicou. ― Eles possuem muita energia, já que ela era uma fada.

Grace secou os olhos: ― Uma fada? De verdade?

― Sim – o lobo concordou, e alisou os cabelos da menina, tentando consolá-la. Danny apenas observou a interação dos dois. O lycan afastou-se e continuou: ― As informações no papel indicam que aquilo é uma tentativa de amálgama entre química e magia. Parece que Stan precisava de algum poder especial como ingrediente para completar a poção. Acho que ele pretendia obter isso usando o pó de fada obtido com os cabelos de minha mãe. Restam as perguntas: onde está o pó? E se ele foi usado na poção, então o que aconteceu com o preparado?

― Então é isso? Deixaram minha filha sem uma mãe por causa de uma poção mágica? Não! Não responda. Não interessa, por que não vamos esperar para descobrir o que Edwards quer, ou o que você quer, ou o que aconteceu com a tal poeira especial. Eu e Grace sairemos desta ilha!

O lobo o confrontou: ― Precisamos evitar que os conselheiros continuem tramando e maltratando este lugar. Por que acha que não há mais teleios fortes? Não existem mais fadas aladas ou ninfas, as nereidas permanecem escondidas, minotauros, anões, todos os seres que possuíam algum tipo de poder foram extintos quando o Conselho se formou. Nós temos a resposta, podemos evitar o que Edwards e Wo Fat estão tramando!

O caçador negou teimosamente, soltando Grace e ficando de pé: ― Não interessa. Eu não colocarei a minha filha em perigo só para enfrentar o Conselho!

O lycan aproximou-se encarando Danny: ― Prefere fugir e abandonar todas estas criaturas à mercê dos conselheiros? Como caçador, você realmente pode dar as costas ao sofrimento que paira sobre esta terra?

Os dois entreolharam-se de forma intensa, mas Steven não conseguiu intimidar o outro. Danny percebeu raiva, impaciência, e, com a proximidade dos dois, algo a mais que estava aumentando aos poucos no lobo: um calor que subia e descia por seu peito. Danny não acreditou que esta última parte pudesse ser sua causa. Apenas virou o rosto com uma expressão zangada, mas pensativa. Steven deu um passo para trás, prontamente. Pegou a mão de Grace e começou a guiá-los de volta para o quarto, passando pelo átrio.

Cage cruzou o caminho deles quando já estava na porta, de saída junto com o felino, após a audiência que tivera com o régulo. O caçador viu que Steven encobriu o rosto levantando o capuz e escondeu a menina às suas costas.

O mestre do Conselho virou-se para dentro do castelo, em direção ao loiro: ― O liopleurodon fugiu por sua causa, há um rastro de destruição pela floresta quente, e vários dos meus teleios foram inutilizados. Faça um favor a todos nesta ilha e se entregue ao Conselho.

― Eu não sabia que teleios pertenciam a qualquer um – foi a resposta petulante do loiro.

― Os lobos irão entregá-lo logo – Cage mussitou. ― Eu garantirei que você tenha um fim adequado, como aquela traidora.

Danny sentiu o que fluiu do felino que acompanhava Cage. O teleio baixou o olhar, e Danny avançou no pescoço do mestre, puxando-o para dentro e não deixando tempo para qualquer um reagir: ― O que fizeram à minha esposa?! – os lobos negros que guardavam o palácio e o felino tomaram instância, e Steven soltou Grace perto de um dos pilares do átrio. O moreno se interpôs, fazendo o teleio do Conselho hesitar. ― Diga! – Danny exigiu de Cage.

― Ela... morreu...

Danny apertou ainda mais a garganta do homem. Steven avisou para ele se acalmar e não fazer nada precipitado, ordenou que os lobos não reagissem. O loiro não lhe deu ouvidos: ― Diga o que fizeram! – e apertou. Sentiu que sua filha estava assustada, os lobos em alerta e o felino em agonia. Steven apartou os dois andras.

― Solte o mestre do Conselho, seu intruso! – segurou o loiro. ― Será julgado aqui e entregue aos andras para pagar pelos seus crimes! – Danny se debateu, mas deslindou que Steven sabia de algo, e deixou Cage ir. O lobo imobilizou Danny com o rosto virado para o chão, e o mestre ralhou com o felino, que não havia lhe defendido a tempo.

Os homens do Conselho abandonaram o castelo. Steven dispensou os outros e soltou o loiro. Danny aguardou o lycan dizer o que se passava em sua mente: ― O felino murmurou que ela está no vale. Foi levada para lá na mesma noite. Edwards ordenou que mantivessem segredo. Foi tudo o que o teleio conseguiu dizer – o lobo esclareceu.

Danny agradeceu pela aguçada audição de Steven, mas impressionou-se com o ato do felino, que agira contra a vontade de seu mestre expondo tal informação. Se os teleios não estavam de acordo com as ações do Conselho, por que continuavam obedecendo às suas ordens?

― Preciso encontrá-la.

Steven admirou-se com a atitude do homem. ― Você sabe o que isso significa? Ela caiu em desgraça, ou não teria sido levada para o vale. Não há mais volta.

― Rachel é uma inata. Ela jamais causaria dano a qualquer um nesta ilha ou fora dela. Deve estar em apuros, tenho que encontrá-la o quanto antes.

― Só há duas formas de um andra estar no vale: ou ele é um grotesco, ou já não passa de ossos.

― Rachel sabe se proteger. E ela deve ser a única que pode nos explicar o que está acontecendo aqui. Se quiser que eu colabore, terá que me deixar ir até lá.

Steven esfregou o rosto, viu os olhos brilhantes da garota ainda escondida num dos pilares do átrio, e concordou.

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...

continua