Capítulo 4: A Ordem da Fênix

Aquela semana pareceu voar para o jovem casal Potter. Lilian e Tiago aproveitaram cada segundo dos dias que passaram em Paris para conhecer cada canto da cidade, desfrutar dos inúmeros atrativos que ela oferecia, e, obviamente, para curtir um ao outro o máximo que pudessem. Eles visitaram tantos lugares, viram tantas coisas... Paris era tão rica em programas para se fazer que, em alguns momentos, era até mesmo difícil escolher aonde ir primeiro. Lilian fez questão de visitar os dois prédios da Bibliothèque Nationale, tendo ficado encantada com a quantidade – mais de trinta milhões – e a variedade de livros – alguns muito antigos e raros – que nela havia. Eles também foram ao Louvre, onde passaram uma manhã inteira apreciando as obras – Lilian quase enfartou quando Tiago, usando magia, colocou um bigode no rosto da Monalisa – e ouvindo às explicações dos guias do museu. Os dois foram à Ópera de La Bastille e na Garnier, e na belíssima Catedral de Notre Dame, e, em uma tarde inteira de exploração de Montmartre, visitaram o Moulin Rouge, onde Lilian, quando ninguém estava por perto, abandonou o jeito tímido, e brincou com Tiago, imitando uma cortesã e deixando o noivo embasbacado.

Cada dia trazia um novo lugar para conhecer, e novos momentos de diversão e romantismo para os dois. Tiago, que já conhecia a cidade, contou a Lilian curiosidades sobre os pontos turísticos e sobre a história da cidade em geral, e cada passeio dos dois era mais divertido do que o outro. Se os dias estavam sendo ótimos, as noites do casal eram ainda melhores. Aos poucos, ambos iam se conhecendo, se descobrindo mais e mais, e cada noite era mais intensa e mais maravilhosa, todas elas cheias de paixão, carinho e desejo. À noite, em casa, os dois jantavam em uma mesa colocada próxima a uma das janelas, de onde tinham uma vista perfeita da Torre Eiffel; a comida era deliciosa, e Tiago era sempre muito romântico e sedutor. Todas as noites eles ficavam alguns minutos na sacada do quarto, observando a noite e as luzes da cidade, e em seus olhos era possível ver o encantamento e a felicidade por estarem ali, e, sobretudo, por estarem juntos. Ao longo da semana, Lilian falou com Isabelle pela lareira, e a morena se alegrava ao ver o quanto a amiga estava feliz.

- Mas e aí, Isa? Como está sendo ter o Sirius morando com você? – perguntou a ruiva, em uma das conversas – Quero só ver você resistir a ele agora, ele vai tentar você de todo jeito, e você sabe como ele é quando quer alguma coisa...

- Lily! – exclamou Isabelle – Por Merlin! Cadê a Srta. Lilian Evans, tímida e certinha que eu conheci em Hogwarts?

- Deu lugar à Sra. Lilian Potter, apaixonada e feliz, curtindo a lua-de-mel em Paris!

Para Lilian, que sempre sonhara em conhecer a cidade, estar em Paris já era maravilhoso. Mas estar ali com Tiago estava fazendo daqueles os melhores dias de sua vida. Para Tiago... bem, este só tinha olhos para a esposa. Contanto que estivesse com Lilian, todo o resto não passava de mero detalhe.

Enquanto isso, em Londres, Sirius e Isabelle também davam início à sua vida de "casados". Aquela primeira semana foi de adaptação, e se passou de forma muito tranqüila, mas também muito animada. Sirius, que já estava relativamente acostumado à casa da namorada – ele e Tiago passavam boa parte dos fins de semana lá, junto com Isabelle e Lilian – sentia-se totalmente à vontade agora morando lá, junto com ela, e Isabelle, além de satisfeita por não ter de ficar sozinha na casa, estava ainda mais feliz por ser Sirius quem estava lá, com ela.

Os dois se divertiam muito juntos, tendo a casa só para eles, mesmo quando estavam fazendo as tarefas do dia a dia, e principalmente nos momentos em que estavam em casa, sem fazer nada, só namorando, já que, fora dali, sua rotina era rígida e bastante cansativa. Naquela semana, Isabelle tomou duas vezes mais notas do que de costume, nas aulas. Ela passava para o pergaminho cada palavra dita pelos instrutores, para poder repassar tudo aquilo para Tiago, quando ele e Lilian retornassem da França. Sirius e Isabelle passavam o dia inteiro no Ministério, mantendo lá sempre um tratamento mais formal, sem nenhum tipo de demonstração de intimidade. Tinham aulas pela manhã e à tarde, com somente um intervalo para o almoço, e chegavam bastante cansados em casa. Mesmo assim, encontravam tempo para pequenos momentos de descontração, na casa que agora era dos dois.

- Merlin, mas você é muito convencido, mesmo!

- Do que é que você me chamou? – perguntou Sirius, fingindo-se de indignado.

- Con-ven-ci-do! – repetiu Isabelle, sílaba por sílaba, rindo.

- Retira já o que disse, Charmant! – mandou Sirius.

- Do que é que você me chamou? – foi a vez de Isabelle perguntar – Ah, mas agora é que eu não retiro mesmo, Black, seu convencido!

- Ah, é? – perguntou Sirius, levantando-se da poltrona – É guerra?

- É, é guerra. – provocou Isabelle, mas então parou ao vê-lo se aproximar – O que você vai fazer? Não! – gritou ela, quando Sirius começou a lhe fazer cócegas – Ha, ha, ha! Cócegas, não!!!

- Retira o que disse! – disse Sirius, rindo, enquanto mantinha Isabelle presa.

- Tá! – disse ela, meio sem fôlego – Ha, ha, ha... eu retiro! Eu retiroo!

O sábado, porém, era um dia um pouco diferente, já que eles não tinham aula, e podiam dormir até um pouco mais tarde, e aquele, em especial, o foi ainda mais, porque os dois acordaram na mesma cama naquela manhã. Sirius continuava dormindo no quarto ao lado do de Isabelle, como fazia antes de se mudar, mas na noite de sexta os dois haviam ficado até tarde assistindo a alguns filmes, e, com preguiça de ir para os seus respectivos quartos, acabaram dormindo na sala de tevê, na cama improvisada que haviam feito no chão, Isabelle confortavelmente acomodada no peito do namorado, que a abraçava.

Aquele sábado também marcou uma primeira vez do casal, a primeira vez em que foram juntos fazer compras, para abastecer os armários e a geladeira da casa. À noite, os dois saíram com Frank e Alice, foram a um pub, no centro da cidade, beber alguma coisa e conversar um pouco. Foi um programa agradável, eles conversaram sobre tudo, e Isabelle contou ao casal de amigos as notícias que recebera de Lilian. Ela percebeu, porém, quando voltaram para casa, que Sirius estava um tanto quieto, e parecia perdido em pensamentos. Na verdade, ele havia ficado assim ainda no pub, enquanto conversavam com Alice e Frank, mas ela não conseguia lembrar em que ponto da conversa o semblante dele havia mudado.

- Amor? – chamou Isabelle, mas Sirius não deu nenhum sinal de ter ouvido – Sirius? – chamou ela novamente, mas não obteve resposta – Sirius?!

- Hã? O quê? – perguntou Sirius, fitando-a, meio confuso – Desculpa, amor, tava falando comigo?

- O que você tem? – perguntou Isabelle – Desde que voltamos pra casa você tá assim, longe...

- Não é nada. – respondeu Sirius, dando de ombros, sem, no entanto, encará-la – Eu só tô pensando...

Isabelle não disse nada. Ela foi até a cama, e acomodou-se ao lado do namorado, aconchegando-se no corpo dele. Então, de repente, Sirius perguntou:

- Você também sonha em se casar?

- O quê? – perguntou Isabelle, erguendo os olhos para fitá-lo.

- Você. Sonha em se casar? – repetiu Sirius – Sabe, com anel, vestido, festa e tudo o mais.

Isabelle o fitou por um instante, levemente aturdida. Ela não conseguia acreditar que o motivo de tudo aquilo era o comentário feito por Alice, sobre o casamento ser um sonho feminino, e ao qual Isabelle não respondera por pura falta de vontade de discutir o assunto mais uma vez. Já bastava Lilian batendo naquela tecla.

- É isso que tá deixando você assim? – perguntou ela – O que a Lice falou?

Sirius não respondeu. Ele desviou seu olhar do dela, passando a encarar a porta do quarto. Isabelle se soltou do abraço dele, sentando-se na cama.

- Olha pra mim. – pediu ela, e quando Sirius não atendeu, delicadamente virou o rosto dele para que a encarasse – Eu não quero um anel, nem uma festa, pra quê? Eu tenho algo muito melhor. Tenho seus braços pra me abraçar, e o seu sorriso, todos os dias de manhã.

Sirius continuava quieto, e os dois se encaravam intensamente. Isabelle respirava devagar e profundamente, o coração martelando no peito.

- Que diferença faz, ter um anel no meu dedo? – continuou ela – Pra que os outros saibam que eu amo você? Eu não preciso que o resto do mundo saiba disso, porque você sabe e é só o que me importa. Eu não preciso de uma festa. Eu não quero um anel. Eu já tenho tudo o que eu quero. Eu tenho você.

Eles continuaram se encarando por um instante, em silêncio. Então o semblante de Sirius de abriu, e ele beijou Isabelle, segurando o rosto dela com as duas mãos.

- Você também é tudo o que eu quero. É muito mais do que eu poderia sonhar em ter. – disse ele, rouco – Eu nunca quis ninguém, nenhuma garota, como eu quero você. Eu amo você, Isabelle Charmant. Mais do que qualquer pessoa possa amar alguma coisa nesse mundo.

Isabelle fez um carinho no rosto dele, passando a ponta dos dedos pela linha do maxilar, e dos lábios.

- Seu bobo! – disse ela – Todo preocupado, por causa de uma bobagem!

- Já fiz você sofrer demais, Bell, e prometi a mim mesmo que compensaria isso fazendo você feliz. – justificou Sirius – Eu quero que você tenha tudo o que precisa pra ser feliz comigo.

- Eu já tenho. Está bem na minha frente, nesse momento, olhando pra mim. – disse Isabelle, e Sirius sorriu – Casamento... – ela fingiu um arrepio, e os dois riram.

- Engraçadinha. – disse Sirius, beijando-a de leve.

- Agora eu vou dormir, tô morrendo de sono.

- Tá. – concordou Sirius, beijando-a mais uma vez – Boa noite.

- Boa noite.

No domingo à tarde, Tiago e Lilian deixaram o Chateau St. Jacques, aparatando para casa. Ao chegar, encontraram a casa arrumada e limpa, e a cozinha já abastecida com comida para um bom tempo, com certeza, obras da mãe de Tiago. Depois de deixar as malas no quarto, trocar de roupas e descansarem um pouco, os dois foram à Mansão Potter, para ver Dorea. A bruxa os recebeu alegremente, abraçando-os e levando-os para dentro da casa, para que pudessem tomar um chá. Enquanto lanchavam, o casal contou a ela sobre os dias passados em Paris, todos os lugares que haviam visitado e tudo que haviam visto por lá.

- Estava tudo perfeito! Foram os melhores dias da minha vida! – disse Lilian, sorridente, de mãos dadas com Tiago, que parecia incapaz de desviar seus olhos da esposa.

Dorea sorria ao ver o brilho nos olhos dos dois, enquanto eles contavam as situações engraçadas que haviam acontecido durante a viagem, e também ao ver quanto amor havia nos olhares trocados por eles. Ela ficou feliz ao ver o quanto eles também o estavam, ainda mais do que ela imaginava que estivessem.

- Fico feliz que tenham aproveitado essa viagem, mesmo ela tendo sido curta.

- Aproveitamos cada segundo desses sete dias e meio. – disse Lilian, e Tiago concordou – Foi maravilhoso.

- E o Sirius? – perguntou Tiago.

- Veio buscar as coisas dele no dia seguinte ao casamento, ele e Isabelle, mas vocês já devem saber disso.

- É, a Lily falou com a Isa, e ela contou. – confirmou Tiago.

- Confesso que é impossível dizer qual casal é mais perfeito um para o outro, se vocês ou eles.

- Acho que os dois, cada um a seu modo. – disse Lilian, e todos riram, concordando.

Eles conversaram por mais algum tempo, e então Tiago e Lilian voltaram para casa, para desfazer as malas e organizar tudo para a manhã seguinte, quando retornariam à rotina de seus respectivos cursos.

Lilian mandou uma coruja, avisando Isabelle de que haviam chegado, e, mais tarde, a morena e Sirius deram uma passada rápida por lá, para dar as boas vindas aos amigos. Eles não ficaram muito tempo, pois sabiam que Lilian e Tiago tinham coisas a fazer, e que deviam querer descansar, para o dia seguinte, mas combinaram de almoçar juntos no dia seguinte, para que pudessem conversar melhor.

Com o casamento de Lilian, e a vinda de Sirius para sua casa, a rotina diária de Isabelle modificou-se um pouco. Ela continuava a acordar, religiosamente, às sete da manhã, com o som do rádio, levantava e abria a janela do quarto, para deixar o sol entrar. Mas agora, antes de entrar no banho, ela ia até o quarto ao lado do seu, para acordar Sirius, que a retinha na cama com ele por pelo menos uns cinco minutos de beijos e carinhos, antes de finalmente levantar. Ela então voltava para o próprio quarto, indo direto para o banho, enquanto ele fazia o mesmo. Minutos depois, de banho tomado, e já vestida, Isabelle descia para preparar o café da manhã, e logo em seguida, Sirius também entrava na cozinha, e os dois tomavam café. Depois de organizarem a cozinha, e escovarem os dentes, e de Isabelle apanhar sua bolsa, os dois aparatavam juntos para o Ministério, onde passavam as manhãs e tardes tendo aulas. À noite, quando os dois já haviam retornado do Ministério para casa, e ambos estavam de banho tomado, e já haviam descansado um pouco, Isabelle preparava o jantar. Sirius a ajudava na cozinha, cortando ingredientes, e depois colocando a mesa – ele também a distraía um pouco, com beijos, enquanto ela controlava as panelas –, mas bem longe do fogão – Sirius era um desastre cozinhando –, e então os dois jantavam, conversando sobre o dia de aulas.

Nas semanas que se seguiram, houve diversos ataques de Comensais da Morte, não apenas em Londres, mas também em outras cidades da Inglaterra. Com isso, o treinamento de Isabelle, Sirius, Alice e Tiago se intensificou ainda mais, e já havia a possibilidade de serem colocados em campo, caso se tornasse absolutamente necessário. Essa idéia, embora ainda remota, estava incomodando um pouco os pensamentos de Sirius. Até então, ele não havia realmente parado para pensar em como seria quando isso acontecesse, mas agora, quando essa possibilidade se colocava diante deles, incomodava-o pensar em Isabelle em campo, duelando contra Comensais da Morte, colocando-se em perigo... Na verdade, ele havia pensado nisso, quando ambos entraram para o curso, mas imaginara que poderia mantê-la fora da ação, em algum trabalho menos perigoso, de preferência dentro do Ministério, em segurança, mas ao que parecia, ele não conseguiria fazer aquilo. Devagar, começava a se formar em sua cabeça um pensamento, um pensamento que Isabelle certamente não iria gostar.

- Você tá me dizendo... você tá sugerindo... que eu abandone o curso? – perguntou Isabelle – É isso?

- Bom... é. – confirmou Sirius – É isso.

- Sirius...

- Eu não consigo sequer... pensar em você lá, no meio de um duelo – disse Sirius –, podendo se machucar, ou pior...

- Eu duelo tão bem quanto você ou o Tiago. – argumentou a jovem.

- Eu sei disso, mas...

- Pensei que tínhamos um acordo quanto a isso. Você vai, eu vou, lembra? – disse Isabelle, e Sirius suspirou – Está fora de cogitação, Sirius. Eu não vou abandonar o curso, ainda mais agora, que se precisa de toda ajuda possível!

- Bell...

- Não vou mais discutir esse assunto.

Os dois ficaram se encarando por um momento, mas então, antes que Sirius pudesse tentar argumentar mais uma vez, duas cartas chegaram, em envelopes idênticos, trazidas por uma coruja marrom, para cada um deles. Sirius abriu sua carta rapidamente, e começou a ler.

"Prezado Sr. Black.

Gostaria de convidá-lo para uma conversa,em meu gabinete,

em Hogwarts, sobre um assunto muito importante, e que creio

ser de seu interesse. A rede do Flu será liberada para que possa

vir por ela diretamente para cá.

Insisto que esteja presente aqui, na quinta-feira, às oito horas

da noite, para que possamos discutir o assunto, que, repito,

é importante.

Cordialmente,

Alvo Dumbledore."

Sirius terminou de ler a carta, e então espiou a carta de Isabelle, comparando-a com a sua. O conteúdo de ambas as cartas era o mesmo.

- São idênticas. – disse ele – O que Dumbledore pode estar querendo conosco, de tão importante?

- Sei lá. – disse Isabelle, dando de ombros – Mas quinta-feira é depois de amanhã.

O telefone então tocou; era Lilian do outro lado da linha. Ela e Tiago também haviam recebido cartas idênticas às de Sirius e Isabelle. Pouco depois, Remo apareceu na lareira, perguntando se os amigos haviam recebido uma carta de Dumbledore, marcando um encontro em Hogwarts dali a dois dias

- Isso parece uma reunião. – disse Sirius, depois que souberam que Alice e Frank também haviam sido chamados – Mas pra quê?

- Bom, ao que parece, só vamos saber quando chegarmos lá.

Na quinta-feira, faltavam ainda alguns minutos para as oito quando Isabelle e Sirius chegaram à lareira do gabinete de Dumbledore, em Hogwarts, que, afora ter sido aumentado, para comportar todos os convidados – que não eram tão poucos, e que já haviam chegado, em sua maioria – daquela estranha reunião, continuava exatamente como eles se lembravam.

- Sirius! Isa!

Tiago e Lilian vinham se aproximando deles, seguidos de perto por Pedro, que parecia estranhamente desconfortável.

- Oi Lil. Tiago. – cumprimentou Isabelle – Oi, Pedro, há quanto tempo!

- É mesmo, Rabicho, anda sumido! – concordou Sirius.

- Ah, é, eu... ando meio ocupado... – respondeu o outro, evasivo.

- Cara, mas o que é isso aqui, afinal? – perguntou Sirius, olhando ao redor. Havia realmente bastante gente no gabinete de Dumbledore naquela noite. Emmeline e Marlene conversavam com Alice e Frank, perto de uma das janelas; os gêmeos Prewett também estavam lá, junto com o cunhado Arthur Weasley e Edgar Bones, um funcionário do Departamento de Acidentes e Catástrofes Mágicas. Foi logo depois que Remo chegou, juntando-se ao grupo de amigos nas suposições do motivo de terem sido chamados até ali, que Dumbledore entrou no gabinete, acompanhado da professora McGonagall, e para a surpresa dos aspirantes a Aurores presentes, de Alastor Moody.

- Boa noite a todos. – disse Dumbledore, e toda conversa cessou – Sentem-se, por favor.

Cadeiras foram arrastadas ou flutuaram de volta às posições em que estavam inicialmente, e todos se sentaram. Dumbledore tomou seu lugar, atrás da escrivaninha, e todos aguardaram que ele começasse a falar.

- Obrigado por terem vindo. – ele começou agradecendo – Imagino que estejam curiosos a respeito do motivo de terem sido chamados até aqui.

Houve algumas trocas de olhares, e alguns murmúrios de concordância.

- Todos vocês sabem dos horrores a que nossa sociedade vem sendo submetida – continuou Dumbledore –, devido às ações do bruxo das trevas que se auto-intitula Lorde Voldemort e seus seguidores. Nas ultimas semanas, aconteceram vários ataques deste grupo de bruxos das trevas, causando destruição, ferindo pessoas, e trazendo diversos transtornos ao Ministério, que tem que arrumar toda a bagunça, e ainda esconder do povo não-mágico, a real causa dos fenômenos que têm acontecido em seu mundo.

Em sua cadeira, Edgar Bones concordava com a cabeça, grave, assim como Moody, cujo olho mágico girava e girava, olhando em todas as direções.

- Já há algum tempo, esta situação vinha preocupando, a mim e também a outras pessoas, pois, perdoe-me, Alastor, parece que o Ministério não está conseguindo dar conta de tantos problemas. – Moody bufou, mas nada disse – Então decidi que deveria fazer algo para ajudar. Reuni alguns bruxos de minhas relações, e de minha confiança, e cuja habilidade me é conhecida, como Alastor aqui, Edgar e Arthur, além de outros, e lhes fiz o mesmo convite que pretendo fazer a vocês jovens, esta noite. – ele correu o olhar pelos rostos dos jovens – Temos feito todo o possível para acabar com a ameaça que é Voldemort e seus Comensais da Morte, tentando obter o máximo possível de informações que auxiliem o Ministério em sua captura, e, eventualmente, entrando em confronto direto, quando necessário. Eu os chamei até aqui esta noite, porque conheço seu caráter e sua habilidade, e gostaria que se unissem a nós nesta batalha. Creio não ser necessário dizer a vocês que será arriscado e perigoso, todos aqui sabem disto, mas acredito em suas habilidades tanto mágicas quanto pessoais. Cabe agora a cada um de vocês decidir se o risco vale a pena para livrar o nosso mundo desta ameaça.

Houve um instante de silêncio, enquanto todos na sala pareciam ainda estar processando as palavras do diretor. Lilian então olhou para Tiago, e com uma expressão decidida no rosto, levantou-se da cadeira.

- Eu quero ajudar. – disse ela – Meus pais morreram por causa das ações destas pessoas. Não quero que mais ninguém tenha que passar por isto.

- Eu também aceito, professor. – disse Tiago, ficando de pé ao lado da esposa. Os dois se entreolharam, e deram as mãos.

- Eu também estou nessa. – disse Sirius, ficando de pé. Isabelle também se levantou.

- Pode contar comigo, Professor. – disse ela.

- E comigo. – disse Remo, também ficando de pé.

Um a um, os jovens responderam à proposta de Dumbledore. Todos disseram sim. No entanto, apesar de ter aceitado, Pedro não parecia muito feliz, e Tiago e Sirius trocavam olhares, muito sérios, como se compartilhassem um pensamento. Tiago abraçou Lilian pelas costas, e Sirius fez o mesmo com Isabelle, beijando o topo da cabeça dela. As palavras "confronto direto" ecoavam na cabeça dos dois rapazes, soando como uma ameaça, seguidas das respostas positivas de Isabelle e Lilian à proposta de Dumbledore. Sem dúvida alguma, aquela noite seria de discussão nas casas dos dois casais.

- Muito bem, então. – disse Dumbledore, parecendo satisfeito – A todos vocês, bem vindos à Ordem da Fênix.


N/A: oi, gentee! Eu sei, eu sumii, mas é que a faculdade tá me mataando! Esse cap é da Paulinhaa, que eu sei que tá lendo, e que me cobroou.

Ah, só como curiosidade, os dados sobre o acervo da Bibliothèque Nationale são atuais, de 2008, se não me engano, tirados da Wikipédia.