Capitulo anterior:

Quando Ranma se levanta, ele parte para cima de Kayro, mas leva outro golpe e cai outra vez. Só que desta vez, ele não se levanta, fica desacordado. Isso só pode significar uma coisa. Akane agora irá se casar com Kayro.

...

Akane entra em desespero quando vê Ranma desacordado.

_Ranma, acorde, você está bem? Vamos idiota, abra os olhos, ABRA OS OLHOS! – Diz Akane com as mãos no rosto desacordado de Ranma.

Kayro, assim que constatou que Ranma não voltaria mias para luta, tratou de buscar seu premio.

- Eu sabia que Akane seria minha de uma forma ou de outra. Vamos Akane, quer me casar o quanto antes. Essa foi a luta mais fácil de ganhar em toda minha ida, HAHAHAHAHAHA.

Kayro se aproxima de Akane e a agarra com força. Akane, abalada com Ranma no chão, preocupada, nem se deu ao trabalho de tentar se afastar. Ainda olhava para Ranma com esperança dos olhos dele se abrirem.

Kayro tentou beijar Akane, sem sucesso, já que Akane pisou em seu pé e caiu de joelhos novamente para acordar. Ranma.

_Ranmaa, acorde, por favor. Acorde! – Diz Akane com lagrimas nos olhos. (afinal, ele apanhou um bucado O.o')

Kayro, depois de recuperado, segura Akane com mais força ainda e dia:

-Pare já de choradeira. EU venci a luta, você TEM que se casar comigo. Quero meu beijo AGORA.

Segurando a cabeça de Akane, tentando beijá-la, mas Akane a todo custo não deixava. Virava a cabeça de um lado para o outro.

E, para surpresa de todos, Ranma abre os olhos dizendo.

-Quem disse que a luta terminou, seu metido a galã?

Todos olham surpreendidos.

-O que? – Diz Kayro com ódio.

-Ranma! – Diz Akane com sorriso largo nos lábios.

-É isso mesmo que você ouviu. – Ranma foi se levantando bem devagar, mas com toda vontade de lutar. – E aí? Impressionado? Saiba que o que é meu, ninguém toma.

-Grrrrrrrr – Kayro joga Akane com tanta força que ela bate a cabeça no chão.

-Seu idiota, vai machucá-la, não vê?

-Não importa. A única pessoa que quero machucar aqui é você. E aí sim, levarei Akane para casa de meus pais em outra cidade. Ela vai ficar bem longe de você para que não tenhamos problemas. Isso, SE você sobreviver.

-Então veremos.

E começa novamente a luta. Kayro foi pra cima de Ranma, socos, chutes...um soco acerta Ranma, mas Ranma continua de pé. Ranma então reage e da um chute em Kayro que vai ao chão na mesma hora. Kayro não se deixa abalar e levanta mais que depressa.

Passado um tempo de luta, Kayro encontra-se em desvantagem. Um braço quebrado, costela fraturada e rosto inchado. Ranma não estava muito longe. Um dos braços estava muito machucado, ombro deslocado e coxas doloridas. Ninguém agüentava mais. E o publico ia a delírio, gritavam, torciam. Até que...finalmente, Ranma dá um golpe fatal em Kayro. Kayro, com tamanho golpe, dá piruetas no ar e cai de cara no chão.

Ranma continua em pé (ou melhor, QUASE em pé), com todos a sua volta em silencio.

-Ranma é o vencedor! – Diz um dos que assistiam a luta.

-AEEEEEEEEE – Todos gritam.

-Ranmaaa, você venceu! – Diz Akane muito feliz em não ter que se casar com Kayro (até mesmo por que ela não iria se casar mesmo). Mas antes de mais nada, estava feliz em ver que Ranma estava de pé.

-Sim, eu disse que venceria. Disse que o que é meu ninguém pega.

-O que? – Akane surpresa.

-Nada. Preciso ir pra casa. – Ranma baixou a cabeça vermelho.

-Ah, sim, claro. Vamos! – Melhor dizendo, OS DOIS vermelhos.

Chegando em casa, o pessoal nem percebeu que Ranma estava tão machucado. Então Akane levou Ranma para a sala de treinamento e foi buscar a mala de pronto-socorro.

Enquanto Akane procurava a pequena mala, Ranma pensava na possibilidade de Akane casada com Kayro. Sentiu ódio, ciúmes, agonia. Mas pior ainda, se perguntava em quantos garotos ainda queriam se casar com Akane.

Akane chegou e logo foi cuidando do ferimento na costela.

-Tire a camisa.

-O que?

-Tire a camisa. Você não quer que eu cuide de você com a camisa não é?

-Não, não. Tudo bem.

Ranma tira e Akane então, na mesma hora passa os remédios para o ferimento em sua costela.

Ranma a observa cuidadosamente.

-"Como ela é delicada. Não sinto um só ardido, um só incomodo."

Akane ainda pensava.

-"Ainda não acredito que ele disse que aquelas coisas todas. O que será que ele tinha?"

-Akane?

-Sim?

-Se Kayro vencesse, você realmente se casaria com ele?

-É claro que não. Eu já disse que não casaria com ele mesmo se ele ganhasse.

Ranma abriu um sorriso.

-Que é? Ficou feliz?

-Não. Claro que não! – Ranma desmancha a cara de felicidade na hora.

-Até mesmo porque isso incluía você. Ou já esqueceu?

-E você pensa que eu lutei por você? Hunf, até parece. Lutei por que nunca recuso uma luta.

-Ah é? E aquelas coisas todas que você falou?

-Q-que c-coisas?

-Ah Ranma, você sabe muito bem.

-E o que foi que eu disse?

-Que ninguém toma o que é seu, que VOCÊ era meu noivo. Que EU iria me casar com você...entre outras que agora eu não me lembro.

Ranma fica vermelho.

-F-foi so na hora da luta. E PONTO FINAL.

Akane volta a cuidar dele chateada. Por um momento pensou que fosse tudo verdade.

-Acontece que eu achei que aquilo tudo fosse verdade. Da próxima vez, me avise para que eu não passe vergonha da frente de todos.

Akane se levanta para pegar outro algodão na caixa que estava à uns 5 passos de distancia.

Ranma percebe o quanto ela ficou chateada.

-"E se eu realmente sentir essas coisas?" Pensa Ranma por uns segundos.

-E se...ãh...e see...er,...see...

-Se o que? – Diz Akane sem olhar pra trás.

-Se fosse, er...se fosse t-tudo verdade? – Diz Ranma nem acreditando no que estava fazendo.

-T-tipo...TUDO? – Akane fica nervosa, suando frio.

-S-sim, bem...quase tudo, talvez.

-Bem...er...nao sei! Eu acharia você louco. Mas ficaria mto ...ãh...m-muito, acho que, feliz. – Diz Akane cada vez mais nervosa.

-Hum. E, ...é...o que v-você faria a respeito?

-E-eu não sei. S-se fosse, er, tudo ...bem...quase tudo verdade...eu, ...nao sei! O que você faria?

-Eu não sei.

Silencio. E mais silencio.

Akane então volta. Pega remédio, aplica sobre o algodão e começa a apalpar a sobrancelha de Ranma. Ranma então repara em Akane, mas desta vez de perto. Olha o rosto, os cabelos sobre o vento, os olhos e finalmente a boca. Akane percebe e fica sem graça, mas não para. Ranma percebe como ela é linda, delicada, cheirosa...diferente de todas as meninas que deram em cima dele. E melhor, tinha personalidade. Sim, não admitia, mas adorava isso nela. Sentiu de repente uma vontade imensa de beijá-la. Akane então, sem perceber, já estava olhando Ranma com a mesma intensidade. Um olhando para o outro. Silencio. Ranma se aproxima, devagar. Akane continua parada. Ranma sentia sua respiração acelerar, tanto quanto a respiração de Akane. E cada vez mais perto. Mais perto. Até que...Ranma encosta de leve os lábios nos lábios de Akane. Akane, no meio a sentimentos diversos, fecha os olhos. Foi então que Ranma percebeu que essa era a hora certa. Beijou-a com toda intensidade, com necessidade, com vontade. Akane perdeu as forças, mas se agarrou a nuca de Ranma. O beijo estava cada vez melhor, um chegando mais perto do outro, Ranma com as uma das mãos na cintura de Akane e a outra na face esquerda. Akane, então, começou a acariciar o rosto de Ranma com uma das mãos ainda na nuca. O beijo ficava cada vez mais quente, cada vez mais excitante. Ranma agora agarra Akane por completo envolvendo Akane com os braços em sua cintura e puxando pra mais perto. Os dois ajoelhados, se beijando com fervor. Foi quando Akane, na tentativa de chegar ainda mais perto (algo impossível) acaba derrubando um liquido verde onde continha o remédio que Akane aplicou em Ranma. Então, os dois se dando conta do que havia acontecido e se separam, um mais vermelho que o outro. Akan se levanta e vai atrás de um pano de chão para limpar o chão que agora estava verde. Ranma fica sem reação. Se levanta uns segundos após Akane e tenta ajudá-la de alguma maneira. Na correria, um esbarra no outro, nenhum olha na cara do outro.

-Ãh, precisa de ajuda? – Pergunta Ranam depois de uns minutos

-N-não, está tudo bem. – Responde Akane sem olhar pra trás.

Ranma parado na porta, sem saber o que fazer, sem saber o que dizer toma o caminho para seu quarto.

-Ranma!

-Sim? – Volta Ranma na maior pressa.

-Obrigada!

-Pelo beijo?

-NÃO...er...pelo...pela...ãh...luta. Por me defender. Obrigada!

-Ah! Claro...nao há de quê. Sempre que p-precisar...é só chamar.

-Sim. Digo o mesmo. AH! ...outra coisa...s-só pra você saber...é que eu acho que, aquilo tudo...que v-você disse...eu sinto o mesmo...talvez.

-Ah...

E então, cada um segue seu rumo. Sorriso no rosto, felizes e sem ar. ^^