Capitulo 4.

Harry sorriu aquele sorriso entre o envergonhado e divertido. O mesmo sorriso de quando ele sabia que estava quase certo e ainda não sabia sobre o que. Rony parecia não estar se divertindo com o que lia no profeta. Mas o que ele lia? A quanto tempo estava tomando seu café?

Por um instante deu-se conta de que estava tão alheia a tudo ao seu redor que nem fazia idéia de como chegara ali e olhou ao redor como num filme de terror. Seu filme de terror, por que o mundo estava absolutamente normal para todos.

A mesa da Griffidor estava repleta de burburinhos matinais, exatamente igual a da Corvinal, Lufa Lufa e Sonserina. Olhou na direção da Sonserina e sua irritante normalidade estava completa, inclusive a cabeleira loira que procurava.

O mundo estava normal e se incomodou por ser a única incomodada ali.

- Rony, tudo bem? – Harry, Rony e Gina a olharam simultaneamente espantados, mas não verbalizaram. Rony apenas concordou com a cabeça e olhou para os outros dois pedindo uma explicação com o olhar aflito. Hermione se irritou por ser a única que não sabia o que estava acontecendo ali. – Alguém pode me dizer o que esta acontecendo? – Falou do jeito mandão de sempre, porem baixo; não gostava de não saber algo.

Os três amigos se olharam perdidos e sobrou para Gina falar.

- Ah não, por eu tenho que falar? Fala você Rony. – Quando viu que o irmão estava apavorado com a simples idéia de abrir a boca, bufou irritada e continuou. – Nós é que perguntamos Mione, o que está acontecendo?

- Como assim? – O ar irritado deu lugar a um preocupado. Pela primeira vez ela estava fora de um assunto e isso era muito preocupante.

- Hermione, você fala sozinha o tempo todo... – Gina pareceu escolher as palavras. – Alias no pouco que te vemos né? Você não come, mal dorme e quando não está lendo, está enfurnada na biblioteca com Malfoy. – O nome do loiro foi pronunciado num sussurro e Harry e Rony se aproximaram como se aquilo fosse um assunto sigiloso.

A castanha não sabia se ria ou se chorava, seu coração pulsava quase de maneira dolorosa e algumas lagrimas queriam sair. Eles a olharam com apreensão e Hermione cobriu o rosto com as mãos. Harry estava a ponto de levantar-se e acudi-la, ou talvez matar Malfoy por deixá-la naquele estado. Ele sabia que algo estava errado e só podia ser por culpa do loiro.

Ela falou baixo e o rosto estava vermelho, de raiva. – Eu não acredito que todo esse drama é por isso. Merlin, vocês quase me mataram de susto por causa dessa besteira? Como vocês fazem isso? Gina?

Os três a olhavam confusos e envergonhados sem saber o porquê. E Hermione se sentiu mal por ter explodido. Realmente estava estranha e os amigos não tinham como saber o que estava acontecendo. Se realmente estivesse acontecendo algo.

- Eu não tenho nada. Nada. – Disse olhando para cada um firmemente, e nenhum ousou contrariá-la; nem falar mais nada e o silêncio começou a incomodar. – Okay, não é como se estivesse acontecendo alguma coisa. – Parecia explicar para ninguém especificamente. – Eu estou num projeto estranho. – Gina olhou para Harry e ele deu de ombros, olhando para Hermione que falava e gesticulava como se explicasse mais pra si mesma do que pra eles. Ela estava muito estranha. – E é estranho por que Sarah se casou com Valentin. – Ela os olhou e rolou os olhos exasperada. – Ele é um Malfoy. – Não acreditava como eles não estavam indignados e percebeu que aquilo estava tomando todo seu raciocínio lógico. Lógico que eles não sabiam e antes de Rony perguntar ela já se sentia envergonhada.

- Quem é Sarah, Mione. – Respirou algumas vezes antes de começar.

- Desculpa, eu realmente não estou raciocinando direito. Vou tentar explic... Vou começar do inicio. – E antes dela concluir, estavam os quatro correndo para não se atrasarem para primeira aula.


Andou devagar para detenção. Devagar e absurdamente leve por ter contado parte do que a afligia. Claro que não teve tempo de contar o quanto Malfoy era insuportável, mas só a indignação de Harry sobre Sarah e Valentin compensou um pouco sua própria indignação. Ela estava certa sobre o absurdo da situação e quando tivesse oportunidade, falaria com Minerva sobre algumas coisas que não entendia ainda. Ou talvez não. Perguntar não era muito de seu feitio. Estudaria.

Como a porta estava semi aberta, mas a luz estava apagada; entrou devagar na saleta. A porta não rangeu e ela tentou avaliar se havia alguém ali. Malfoy não saia depois que destrancava a sala e ninguém costumava entrar alem deles.

Virou o pescoço rápido para sua direita quando ouviu uma risadinha abafada, e quando iluminou a sala; arregalou os olhos e desviou o rosto.

Esperou uns instantes e olhou novamente para onde o som vinha. Não era bem um som, agora estava virando um gemido. Virou-se de costas novamente e pigarreou alto. Sua irritação só não era maior que sua vergonha. Não estava acreditando naquilo.

Malfoy olhou assustado para a castanha de costas e só então percebeu a presença dela. Grunhiu algo indecifrável e tirou a garota de cima da mesa, ajeitando-se no processo.

A sala foi iluminada e a garota que Hermione não viu, saiu da sala.

- Eu não acredito que está usando a sala para seus encontros Malfoy? – Hermione virou para encará-lo e seu rosto estava em combustão. – Eu vou falar com a diretora sobre isso, pode apostar.

- Fala agora, ela mandou nos chamar. Pansy estava dando o recado. – Ele sorriu malicioso. – Perfeitamente e não se esqueça de contar que está chegando atrasada nas detenções. – Ele levantou uma sobrancelha em deboche e Hermione se irritou mais.

- Eu me atrasei apenas hoje. – Ele apenas manteve o olhar desafiante e chantagista.

Malfoy realmente não tinha nenhum escrúpulo. Saíram da sala sem se olharem e de certa forma um tanto apreensivos. Não deveria ser nada bom ser chamado na sala de Minerva. Por experiência eles sabiam que sempre resultava em algo ruim. Pelo menos quando estavam juntos.

(...)

- Por favor sentem-se. Pelo que andei averiguando, a detenção de vocês está correndo perfeitamente bem não é mesmo? – Ambos se olharam esperando se algum deles delataria o outro e Minerva ignorou. – Mas me parece que um determinado material lhes chamou a atenção. – Minerva interrompeu com a mão quando Hermione tentou falar. – Eu acho muito bom Srta Granger que estejam se dedicando intensamente ao trabalho, mas no entanto; não me lembro de ter permitido que tirassem os diários da sala. – Hermione engoliu seco e Draco indignou-se.

- Diretora, o diário pertence ao meu ancestral, então ele é da minha família.

- Não, não é Senhor Malfoy; pois sua família abriu mão quando tentou destruir os diários. Eles pertencem a Hogwarts e se os senhores não cumprirem as normas, terei que impedi-los de avaliar o material.

- Por favor, diretora, eu gostaria muito de continuar estudando a historia deles. – Hermione estava transtornada com a hipótese de ser impedida de continuar a leitura. Ela tinha que saber o que acontecera com a pobre e infeliz Sarah. Minerva olhou para Draco, que desviou o olhar. Ele estava tão curioso quanto ela, mas não demonstraria e seu cérebro murmurava mentalmente que seria melhor que aquilo tivesse sido destruído. Uma mancha no passado dos Malfoys. – Nós prometemos que não retiraremos os diários da sala. – Hermione olhou para Draco esperando que ele confirmasse, ele apenas deu de ombros.

- Pois bem, no entanto que não interfira no progresso de arrumação vocês podem continuar o estudo; apenas com uma diferença que notarão em breve. Podem sair e não passem da hora. – Ambos saíram e foram para biblioteca. Faltavam ainda duas horas para o final da detenção. Minerva olhou para o quadro do velho diretor que fingia dormir. Os óculos meia lua se ajeitaram no nariz torto enquanto ele afirmava satisfeito. – Isso não parece estar dando muito certo Alvo.

- Pois me parece minha cara, que esta saindo melhor do que o esperado. – O homem no quadro sorriu e a diretora deu de ombros, esperando sinceramente que ele tivesse razão.

(...)

- Tome mais cuidado com o diário Granger. Não deixe ninguém ver que esta com ele. – Draco falava sem olhá-la de modo repreensivo.

- Do que esta falando? Não podemos tirá-los daqui Malfoy. – Arregalou os olhos perante a afronta que ele queria fazer as normas.

- Você não pode, eu posso e vou. – Entraram na sala e se digiram a caixa que deixaram os diários de Sarah e Valentin, mas dentro só continha um. Malfoy pegou primeiro e foliou, já que a capa estava diferente.

- Onde está o outro? - Draco torceu o nariz e bufou irritado. – Aquela velha idiota... – Hermione o empurrou e tomou o diário das mãos dele. Foliou rapidamente.

- Eu não acredito... Foi culpa sua seu mimado irritante. Ela devia saber que você não ia respeitar.

- Ah, que se dane. – Draco foi pra outra parte e começou o trabalho fingindo ignorar sua curiosidade.

Hermione começou a ler, tentando se acostumar com a letra misturada e repleta de expectativa de ler os dois juntos. Minerva unir os dois diários era tanto intrigante, quanto emocionante. As duas versões da historia. Uma completando a outra e ela saberia o quanto Valentín não prestava.

...

- Droga de vestido!

Sarah estendeu a mão para trás e tentou desenredar os cordões de seu vestido de casamento. Através do mirante que dava ao tranqüilo parque da velha casa de campo, a escuridão se movia sigilosamente para ela. Seu intimidante marido já tinha todo o direito de esperar que estivesse nua e esperando-o na cama. A ponto de chorar, ela puxou o espartilho adornado com pérolas e tentou liberar o braço.

- Queres ajuda? - Ela segurou com firmeza o tecido de seda contra seus seios. O reflexo de lorde Malfoy apareceu no espelho e ele ainda usava suas roupas de casamento azul marinho, que aprofundavam seus olhos para um violeta mais escuro e lhe davam um contraste perfeito em seu cabelo preso e em seus formosos traços.

Para imensa decepção de sua mãe e alívio de Sarah, as bodas tinham sido um evento discreto na igreja local somente para sua família e dois sócios de Valentín. Sarah tentou encolher-se.

- Mandei a minha criada embora. Queria me despir sozinha. - O cenho franzido que enrugava a testa de lorde Malfoy logo se distendeu.

- É obvio, devia me dar conta. Sua mãe deve ter enviado Daisy. – ele aproximou-se dela. Sua sombra obscurecia o tapete entre eles.

- Bom, não podia pedir a minha mãe uma criada diferente sem lhe dar uma explicação. - Tinha sido um longo dia e o tom da voz dela estava mais agudo que o normal; sua paciência, inexistente. O homem loiro sorriu enigmático.

- Temia que Daisy pudesse te dar algum tipo de conselho que não desejava? – ele aproximou-se mais e observou as costas de seu vestido de seda cor lavanda.

Sarah estremeceu quando ele percorreu a curva de suas costas nua com a ponta de seus dedos.

- Já recebi os suficientes conselhos de minha mãe e minhas tias para me afastar de ti a gritos e horrorizada. – Ela sorriu tímida.

Ele agarrou os cordões enredados e puxou com força suficiente para aproximar as costas dela contra seu peito. A respiração da garota acelerou enquanto os nódulos de seus dedos lhe roçavam a pele enquanto tentava liberá-la.

- E o que sua mãe disse exatamente? – Sussurrou divertido.

- Que devia permanecer deitada e quieta, esperar que acabasse com rapidez e rezar para que tivesse muitos filhos e assim te manteria afastado de mim.

A risada suave moveu os cabelos de sua nuca exposta.

- E isso é o que queres? - Ela deu a volta para olhá-lo. Os olhos dele estavam fixos nela e sentiu que ficava sem fôlego.

- Não, não é o que quero. – Engoliu o excesso de saliva antes de continuar. Tomou coragem. - Tenho este estranho desejo de lamber sua pele e me deslizar por todo o seu corpo.

Ele levantou uma sobrancelha enquanto baixava o olhar até seu seio parcialmente nu.

- Isso é muito ousado de sua parte. Tem certeza de que ainda é virgem? - Ela ia cobrir se, mas ele a agarrou pelos pulsos. Ficara levemente indignada.

- E se não fosse? Isso o desagradaria? – ela olhou fixamente para a parte da frente de suas calças justas. - Apostaria que você não é virgem. – Desafiou.

Ele seguiu o olhar dela e baixou sua mão direita até que a palma ficasse sobre sua ereção.

- Esta é a razão pela que pergunto querida. Diz-se que tenho um pênis muito grande. Nunca poderia me desagradar. Mas se for virgem, estará fechada.

A franqueza dele sobre as questões carnais já não a surpreendia. Envergonhava-a um pouco e em realidade, resultava-lhe tranqüilizador e curiosamente libertador. Durante as quatro semanas desde seu compromisso o tinha visto em raras ocasiões, ele a tinha beijado repetidas vezes e lhe tinha sussurrado sobre delícias sensuais que a esperavam em sua cama.

Embora ele tenha lhe soltado o pulso, ela deixou a mão pressionada contra sua virilha. Um pulso constante e quente vibrava debaixo de seus dedos enquanto acariciava o frio tecido.

- Sem dúvida há maneiras de... Ajudar meu corpo para que te aceite? – O pênis dele vibrou e cresceu outra vez. Ela estendeu os dedos, desesperada por capturar cada centímetro dele.

- Há muitas maneiras e penso utilizá-las. No momento em que eu te penetrar verdadeiramente estarás tão desesperada para me ter dentro de ti que logo não sentirá dor. – Ele retrocedeu e a observou, com a expressão absorta - Quando tocas o cravo, no que pensas?

Sua abrupta mudança de tema a confundiu.

- Penso na música, a maneira em que flui através de mim. – ela deu um meio sorriso - Às vezes me esqueço de quem sou.

Ele assentiu com a cabeça e tomou sua mão, deu-lhe a volta com a palma para cima e a beijou.

- Então faz algo por mim esta noite. Esquece que é uma jovem bem educada e finge ser o instrumento com o que eu tocarei. Deixe-me utilizar seu corpo como condutor para a formosa música que criaremos juntos.

Ela sorriu ante sua confiança e retirou a mão. – Então, ensina-me. Estou desejosa de aprender...

...

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- Granger, eu não vou ficar arrumando isso sozinho. – Draco virou-se para encará-la e quase riu do susto que ela levou. Por pouco tempo, já que a face assustada e imensamente vermelha da castanha o deixou intrigado.

Hermione respirava pesado e parecia desconcertada. Draco estreitou os olhos.

- O que você leu? Deixa eu ver. – Ela fechou o diário.

- Não é nada. Vamos continuar. – Colocou o livro na caixa e fechou. Draco foi a te ela e estendeu a mão.

- Me dá, eu quero ler.

- Temos que terminar a detenção. – Falou do jeito mandão e segurou a caixa, pronta para guardá-la. Draco puxou e pegou o diário. As mãos da castanha começaram a suar e ela foi para o outro lado e começou a catalogar uns papeis. Olhou de canto de olhos para o loiro que mantinha um sorriso mínimo enquanto lia. Ruborizou-se mais e tentou ignorar. O loiro sentou-se despreocupadamente, completamente ausente da presença dela por uns momentos. Tinha confiança de que descobrisse algo que explicasse o fato de um Malfoy ter se envolvido com uma Granger.

...

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Ele a ajudou a sair do vestido e das anáguas e deixou-lhe o espartilho frouxo, uma anágua de fina musselina e as meias, presas com ligas. Sob seu suave guia, ela se sentou na penteadeira e ele tirou o colete e se colocou atrás dela. Ela sentia seus dedos em seu cabelo que separava com delicadeza as mechas frisadas e presas de seu penteado trabalhado. Suspirou quando ele tirou o último grampo e esticou o pescoço.

Ele pegou a escova e começou a lhe pentear o cabelo.

- Não me tinha dado conta de que seu cabelo era tão comprido, quase te chega à cintura. - Sarah se inclinou para trás, para as carícias longas e constantes da escova.

- O cabeleireiro que enviaste de Londres queria cortar boa parte dele esta manhã. Insistia em que estava muito passado de moda.

- Alegra-me que não lhe tenha escutado. Estou ansioso por vê-lo estendido sobre o travesseiro debaixo de ti. – ele deixou de escovar e seus dedos começaram a trabalhar com os cordões do espartilho. - Se te tirar isto eu poderei continuar com mais facilidade.

Ela deixou que ele soltasse o espartilho e logo continuar lhe escovando os cabelos. Os olhos dela ameaçavam fechar-se enquanto se deleitava com o suave som das cerdas que se moviam por seu cabelo. Depois de quatro semanas frenéticas, dominada pelos planos do casamento e tratando com sua mãe e um noivo escorregadio, estava pronta para cair exausta. Despertou de uma sacudida quando Valentín jogou o cabelo sobre seus ombros e passou a escova por cima de seus mamilos e continuou com a carícia que ia da clavícula até o quadril até que ela sentiu desejos de gemer. O corpo elétrico.

Os mamilos apareciam através da fina musselina como bagos amadurecidos e Valentín capturou seu olhar no espelho enquanto rodeava a ponta de seu seio direito com o cabo da escova, fazendo-a tremer.

- Agrada-te isso? - Ela assentiu com a cabeça enquanto ele incrementava a pressão e logo se movia para o outro seio. Sua respiração se acelerava e Valentín baixou a escova. - Então isto te agradará ainda mais.

Ainda de pé atrás dela, ele deslizou as mãos desde seus ombros e as fechou em seus seios. Sarah lambia os lábios enquanto ele apertava seus mamilos entre os dedos. O calor a queimava, indo diretamente até seu útero e ela resistiu ao impulso de apertar as pernas.

Sua cabeça caiu para trás contra o torso dele e encontrou a grossura do pênis contra sua bochecha. Ela deu a volta e acariciou o tecido da calça com o nariz e os dedos dele deixaram de mover-se sobre seus seios e logo beliscaram com força. Ela o roçou outra vez e todo o corpo dele estremeceu.

- Ainda não, querida. - separou-se dela - Temos um longo caminho antes que esteja pronta para colocar meu pênis dentro de sua boca.

Ela o observava com atenção, mas ele não parecia estar brincando. «Por que diabos uma mulher aceitaria fazer isso?» ajoelhou-se diante dela e voltou a pegar a escova. Ela enrugou o sobrecenho e tomou-lhe o pulso.

- Me deixe te conhecer, Sarah - disse ele, sorrindo - E se fizer algo que não te agrada, só me diga e me deterei.

Ela obrigou seus joelhos a se relaxarem, sentia o frio linho de sua camisa contra o interior de suas coxas enquanto ele se movia entre suas pernas. Com o cabo da escova ele roçou os finos pelos que cobriam seu púbis. Sarah fechou os olhos e sentiu a suave caricia. O quente perfume de lorde Malfoy se elevava para lhe tomar o juízo.

O dedo substituiu a escova e vibrava com agilidade no botão inchado que protegia a entrada de seus segredos de mulher. Ela resistiu a um impulso repentino de agarrar sua mão, embora não soubesse se o faria para detê-lo ou para fazer que se movesse com mais rapidez. Quando ela se tocava dessa maneira, nunca sentia com tanta intensidade.

Enquanto o dedo polegar continuava fazendo círculos nela, o dedo médio se deslizava em seu interior e ela conteve o fôlego quando o prazer retumbou dentro dela.

- Está úmida. Seu corpo se prepara para me receber apesar de seus temores.

Sarah abriu os olhos e baixou o olhar. Sua mãe sempre lhe dizia que sua curiosidade imprópria para uma dama seria sua morte. A atenção de lorde Malfoy estava posta no lento deslizamento de seu dedo para o interior. Um suave som de sucção interrompeu o silêncio enquanto ele explorava sua vagina. A voz dela vacilou.

- É normal estar tão úmida?

- É obvio. Sua vagina deseja meu pênis. Seu néctar facilitará meu caminho e o fará mais prazeroso para ti. - Suas respostas sinceras e práticas sobre o sexo faziam com que Sarah se relaxasse. Suspeitava que podia lhe perguntar o que fosse e ele lhe responderia.

Ele deslizou um segundo dedo junto ao primeiro. Ela ficou tensa, mas notou que seu corpo estava ávido para aceitá-lo, desejava dilatar-se.

Ele se levantou e seus dedos ainda a tocavam enquanto aproximava a boca até os seios dela. Lambeu um mamilo através da translúcida musselina e o levou dentro de sua boca, sugando ao ritmo do movimento de seus dedos.

Os quadris de Sarah se levantaram da cadeira enquanto ela lutava por aumentar a pressão de sua mão contra ela. Sabia que algo perigosamente prazeroso a esperava, mas ela não tinha certeza se desejava aceitá-lo ou fugir disso.

Lorde Malfoy adicionou um terceiro dedo. Todo o sentido de instinto de conservação desapareceu quando a atenção de Sarah se centrou nas deliciosas sensações que ele lhe provocava. Esforçava-se por unir-se a seus estímulos, se apertando contra a palma acolhedora e prazerosa de sua mão. Ela subiu as mãos em silêncio até seus largos ombros e cravou as unhas em seus músculos. Soltou um grito reprimido quando as sensações que só imaginava se recusaram a florescer. Ele levantou a cabeça, com um sorriso provocador.

- Não é uma corrida, Sarah, temos toda a noite. - Roçou o dedo polegar contra seu lábio inferior. – Na realidade, temos o resto de nossas vidas para aprender a nos agradar um ao outro.

Ele fez uma careta de dor quando ela cravou suas unhas com mais força.

- Mas quero saber, milorde. Quero saber por que algumas mulheres temem a isto quando outras o sonham. - Então ele sorriu e ela baixou o olhar até onde os dedos desapareciam em seu interior.

- Meu nome é Valentín, e entre todas as pessoas, você tem o direito a utilizá-lo. E não seja tão impaciente, quando tiver terminado contigo, não temerá. – ele ficou de pé e a levantou com ele. - Me ajude a tirar a camisa.

Sarah agarrou o grosso linho de sua cintura, que se negava a ceder. Observou as presilhas e os botões de suas calças e ele reteve sua mão contra a avultada peça da frente. - Sente meu pênis, Sarah? Agrada-te?

Ela observava que seu impressionante e grosso pênis sobressaía das calças.

- Não tenho certeza, milorde, quero dizer, Valentín. - Mordeu o lábio. - Parece ser bastante grande para que caiba dentro de mim.

Ele levou a mão dela até sua boca e beijou a ponta de seus dedos.

- Caberá. Haverá lugar para mim.

Sua confiança inspirava a dela. Fez frente aos botões das calças e deixou que a lapela da frente caísse. Para sua desilusão, a ampla camisa lhe cobria o torso. Ele tirou as abotoaduras de diamante e as deixou cair sobre a penteadeira com um ruído descuidado.

- Venha. – ele tomou sua mão e a levou até a enorme cama de quatro colunas com dossel que se encontrava no centro do magnífico quarto e inclinou a cabeça. – vamos nos conhecer.

...

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- Leitura interessante Granger. – Draco sorriu desavergonhado diante do rubor de Hermione. Ela o olhou sem expressão e ele arqueou uma sobrancelha. – Vou levar o diário e terminar de ler essa baboseira. Fechou-o e levantou-se para sair, quando foi interrompido pela mão em seu braço.

- Não vai não. A professora Minerva foi categórica quanto a isso. – Draco olhou feio para onde ela o segurava e ela soltou.

- E daí. O diário é meu, mesmo ela dizendo o contrario.

- Então também é meu e sou eu quem vai levá-lo. – Encarou desafiante.

Draco desvio-se para a saída e Hermione entrou novamente na sua frente, impedindo-o.

- Vai medir forças comigo Granger?

- Vai agir covardemente como seu antepassado Valentín, Malfoy? – Draco a olhou fulminante.

- Sua antepassado era uma vagab... Interesseira. – Falou entre dentes e mediu as palavras. Granger era uma excelente duelista e não queria outra detenção. – Por que não fazemos um acordo. Eu o levo hoje e você amanha, assim acabamos com isso logo.

Hermione ponderou a mudança de humor dele e sua propensão em quebrar a regra da diretora. Não conseguiria ler o que viria na frente dele e muito menos conseguiria ficar sem ler. Sua moral brigou com sua curiosidade. Não podia levar o livro, mas não podia ficar sem ele.

- Amanha eu o levo então. – Malfoy concordou com um aceno quase imperceptível e saiu. Ela mordeu o lábio inferior e trancou a sala. Sabia que estava fazendo algo muito errado. Muito errado mesmo...

Continua...


N/A - Ow God, como fico feliz ao ser favoritada e quando leio reviews e alertas na fic. Muito obrigado mesmo, faz meu dia mais feliz e minha motivação aumentar... A historia de Sarah e Valentín é quase fielmente extraida do livro O escravo sexual de Kate Pearce e a de Draco e Hermione é tirada toda da minha mente confusa hahahahaha... e está apenas começando hehe, eles ainda viverão muitaaaa coisa.

Bjx e até...