- ARGHHHHH!
- Por que vocês dois não vão explodir alguma coisa; ou vocês mesmos se por acaso se importam? Me deixem em paz. - Gina gritou. O próximo som ouvido foi a batida de uma porta.
Molly Weasley estava na cozinha quando ouviu a última briga da sua filha com os gêmeos. Isso tinha virado rotina naquele verão. Gina também parecia estar se desentendendo com Rony também. Molly não tinha interferido no andamento dos seus filhos, mas isso iria mudar. Parecia a ela que Gina estava agindo normalmente, como sempre agira. Ela não parecia estar nem um pouco feliz, o que poderia ser por causa dos problemas dos filhos dela. Sua filha estava se tornando uma mulher bonita, doce e atenciosa. De fato, aquilo parecia enfurecer seus irmãos. Molly sorriu para si com o fato. Ela achou lindo que seus filhos estivessem tão protetores com sua filha. Contudo, ela também sabia que se os garotos não parassem de torturar a irmã, alguém iria sair ferido fisicamente. Molly sabia que aquele alguém não seria Gina. Ela esperou os garotos voltarem à cozinha, o que eles geralmente faziam toda manhã.
- Mãe, você tem que fazer algo em relação a ela. - disse Fred.
- Ela está ficando totalmente fora de controle. - adicionou Jorge.
- E se ela não se cuidar. - continuou Fred.
- Ela vai ganhar fama. - disse Jorge.
- De mulher da vida. - disse Fred, enquanto os dois irmãos sentavam-se à mesa de madeira de arbusto da cozinha.
- Garotos, a irmã de vocês não é uma mulher da vida. - Molly riu.
- Ela pode não ser uma agora. - disse Fred.
- Mas deixe passar um mês ou dois, e ela se tornará uma. - finalizou Jorge.
Assim que os gêmeos disseram isso, Rony, Carlinhos e Gui desceram dos andares de cima da Toca e entraram na cozinha. A família toda estaria em casa por duas semanas. Isso era algo que eles tentavam fazer pelo menos uma vez ao ano. Os dois Weasleys mais velhos tinham chegado na semana passada. Eles também notaram a tensão entre os irmãos mais novos e a irmã. E também haviam optado por não se envolverem, apesar de que, agora, parecia que eles também iriam se juntar à rixa.
- Qual o problema com a Gina? - perguntou Gui.
- Ela está fora de controle, esse é o problema. - Fred declarou, e Jorge balançou a cabeça de acordo.
- Se você me perguntar. - disse Rony. - Ela tem muitos amigos. - ele acentuou a palavra amigos.
- Certíssimo, irmãozinho. - concordou Jorge.
- Eu não sei o porquê disso, mas vocês três vão sentar e me explicar porque estão agindo assim. AGORA! - disse a mãe deles.
Naquele momento, Arthur e Percy desceram até a cozinha. Arthur explicou que estaria indo para o escritório; depois, ele iria apanhar Harry em Little Surrey. Ele disse que dois deles deviam estar em casa lá pelo fim da tarde, então ele desaparatou da cozinha. Percy, após ter seus olhos abertos sobre os andamentos do ministério, estava trabalhando menos agora. Ele também tirou férias para passar algum tempo com seus irmãos e irmã.
- Ah, ótimo. Era o que nós precisávamos, outro amigo para Gina se divertir. - explodiu Fred.
- Meninos, sentem e expliquem. - ordenou Molly.
Jorge começou sua explicação: - Nós não gostamos da maneira que Gina vem agindo com certos garotos.
- Eu tenho que concordar, mamãe. - disse Percy, enquanto seu irmão o olhava de boca aberta. - Eu notei que ela está bem atirada para esse Andrew. Além disso, não gosto do jeito que ele olha para ela. Ele não tem outro lugar para ir? Parece passar bastante tempo aqui.
- É, bem, pelo menos ela não começou a beijar e abraçar ele. Nos falando o tempo todo... - Fred pausou para usar voz de falsete alta. - "... Nós somos amigos, apenas amigos."
- Não esteja tão certo disso. Eu a vi dar um abraço naquele idiota do Andrew noite passada. O beijo deve acontecer em qualquer momento agora. - disse Rony num tom enjoado.
- Quem é esse Andrew? O que sabemos sobre ele? - questionou Carlinhos.
- Como eu disse a seus irmãos, - começou a mãe deles. - Gina conheceu Andrew na biblioteca da cidade. Ele é trouxa, mas sua tia é uma bruxa, e ocorreu de ela trabalhar no Ministério. Seu pai disse que ele vem de uma boa família. Deve haver algo que vocês estão esquecendo, eu tenho falado com a irmã de vocês. - a mãe disse. - Ela me assegurou de que ela e Andrew são amigos. Ela também me disse que não tinha namorado na escola. E que ela não tinha certeza de que estava pronta para ter um também. - ela parou quando Rony e os gêmeos torceram o nariz. - A não ser que sua irmã esteja mentindo para mim, vocês três estão cometendo um erro.
- Bem, você me diz em quem acredita quando Harry chegar aqui. - disse Rony.
- Harry! O que Harry tem a ver com isso? - perguntou Carlinhos.
- Bem, ele é um dos amigos da Gina. - disse Fred enjoado.
- Ok, pessoal. Vocês vão nos contar o que está acontecendo. - disse Gui no tom de irmão mais velho.
- Começou em Fevereiro. - Fred começou.
- Embora Hermione ache que começou no Natal, eu ainda não descobri isso. - disse Rony.
- Harry recebeu um pacote misterioso pelo correio. - Fred continuou.
- Ele ficou todo agitado, e saiu do Salão Principal. - disse Rony. - Ninguém o viu o dia todo, e Gina estava uma verdadeira pilha de nervos aquele dia.
- Ela não conseguia se concentrar em nada, e eu finalmente percebi que ela sabia de algo sobre Harry. - disse Rony. - Mas por alguma razão, Hermione também tinha percebido, mas ela disse que se eu não podia entender, ela é que não iria me contar. Finalmente, Harry aparece na Sala Comunal, eram aproximadamente 8:00 horas da noite. E ouçam isso. - Rony ficou furioso. - Ele se aproxima de Gina, a agarra, e depois a abraça. Ela - ele falou furioso. - o abraça de volta. Então, o idiota beija ela.
- Onde? - perguntou Carlinhos desesperadamente.
- Na sala comunal. - disse Rony.
- Ai! - disse Rony após Carlinhos dar-lhe um tapa na cabeça.
- Onde ele a beijou, seu idiota? - Carlinhos perguntou olhando para Rony, pronto para bater nele de novo.
- Ele a beijou na bochecha, bem aqui. - Rony disse apontando para o espaço entre sua boca e bochecha.
- Então o que aconteceu? - perguntou Gui.
- Então o idiota tentou falar, mas ele ficou todo sem fala. - disse Fred.
- Simas me disse que achou que eles iriam chorar. - disse Jorge.
- Vocês dois estavam lá quando isso aconteceu? - perguntou Molly.
- Não. - disse Fred. - Mas os dois foram o assunto da escola por semanas. Nós soubemos disso pelo Rony e pelo resto da Grifinória.
- Então! - Rony disse alto e irritado. - Ela pôs a mão no rosto dele e disse que ele fosse para a cama. E eles estavam trocando aqueles olhares.
- E? - perguntou Carlinhos.
- E nada. Ele não conta o que recebeu pelo correio. Não conta onde estava. Ela também não conta. Quando perguntamos se está acontecendo algo, eles dizem a mesma coisa. - disse Fred.
- Nós somos amigos, só amigos. - os três garotos disseram em uníssono, imitando eles em voz alta.
- Então é isso? - perguntou Gui.
- Ah, não. - disse Fred, que fez sinal para Rony explicar.
- Então, por volta de Março, os dois desapareceram. - Rony disse.
- Desapareceram! O que você quer dizer com desapareceram? - perguntou Molly, que tinha se mantido em silêncio durante toda a conversa.
- Gina vagueia bastante. - começou Rony. - Acho que tem a ver com Adivinhação. Trelawney, pelo que ouvi dizer, tende a aborrecer Gina. De qualquer maneira, um dia ela desistiu, e eu não sabia disso, apenas achei que ela tinha aula. Então, nós percebemos que Harry tinha sumido também. Ninguém tinha visto nenhum dos dois. Pela hora do jantar, eu mandei uma coruja para os dois, eu estava preocupado. Nós fomos falar com McGonagall, e Professor Dumbledore nos disse que eles estavam fazendo algo para ele. - Rony sorriu maliciosamente após a última frase.
- Você não acredita em Dumbledore? - perguntou Percy.
- Não é isso. - disse Rony. - É que tudo parecia planejado. Eu não sei explicar. Finalmente, por volta das nove horas, os dois apareceram. De mãos dadas! Eles foram até onde estávamos e nós disseram que não podiam nos contar nada.
- Então! - gritou Fred. - Sua irmãzinha agarra Harry e o abraça! Em frente a todos! Então! Ela o beija!
- Onde? - perguntou Carlinhos freneticamente.
- Na sala comunal! - disse Rony aborrecido.
O som seguinte foi o de Rony levando um tapa na parte de trás da cabeça, dessa vez por Gui.
- Dá para vocês pararem? - perguntou Rony.
- Quando você parar de ser idiota. Agora, onde ela o beijou?
- No rosto. Mas, foi mais que um beijinho no rosto. Havia algo por trás daquele beijo. Então, o idiota agarrou a mão dela, e os dois ficaram lá em pé. Parecia que ele estava indo para guerra, pela maneira que eles se olhavam. Repugnante! - disse Jorge.
- Alô, alguém em casa? - uma voz veio da sala de estar.
- Hermione, nós estamos aqui. - chamou Rony.
- Oi, pessoal. - Hermione disse assim que entrou na cozinha. Ela imediatamente foi até Molly, e elas se abraçaram.
- Hermione, querida, você está maravilhosa. Venha, sente. Os garotos estão nos entretendo com umas estorinhas. - Molly brincou.
- Mãe! Isso não tem graça! - gritou Fred.
- Qual o problema? Tem algo errado? - ela perguntou a Rony.
- Estamos discutindo a situação entre Harry e minha irmã. - ele disse.
- Ah, o Harry está jogando "Pelúcio, o guardião do ouro" outra vez? - riu Hermione.
- O quê!?! - berraram Gui, Carlinhos e Percy juntos.
- Hermione, você acha que isso tudo é uma grande piada, não é? - perguntou Fred.
- Para falar a verdade, acho sim. Vocês estão fazendo uma tempestade em um copo d'água. Eu concordo com vocês que tem algo por trás disso tudo que eles vêm fazendo um para o outro. Mas vocês três estão agindo como se eles estivem se agarrando e se beijando toda hora. - disse Hermione.
- Hermione, você poderia explicar o comentário do Pelúcio, por favor? - perguntou um Gui nervoso.
- Ah, sim, foi um tanto divertido. - Hermione começou. - Sabe, tudo começou na revisão para o N.O.M's de Gina. Harry estava, hm, a ajudando. - ela não pôde evitar a risada.
- O que é tão engraçado? - perguntou Percy.
- Bem, ele estava ajudando ela em Defesa Contra as Artes das Trevas, o que foi legal, pois ele recebeu notas máximas nessa matéria. Então, ele a ajudou em Transfiguração, o que foi legal também, embora ela tivesse as melhores notas nessa matéria. Ele a ajudou em Trato de Criaturas Mágicas, na qual eles tiraram a mesma nota. - Nesse ponto Hermione estava dando risadinhas. - Ele tentou ajudá-la a revisar História da Magia, Adivinhação, e Poções, o que é cômico. Quero dizer, ele quase não passou nessas, e estava tentando ajudá-la. Foi realmente encantador, sério, mas o melhor foi Aritmancia. - Hermione reuniu toda força que tinha para falar a última frase. - Eu o encontrei na biblioteca procurando cálculos para ela. - Hermione não conseguia parar de rir.
- Hermione, por mais engraçado que você considere isso, nós ainda não entendemos. - disse Percy.
Rony assumiu no lugar de Hermione, pois ela estava com as mãos na cabeça, e tinha lágrimas nos olhos: - O que ela deixou de incluir, e o que ela acha engraçado é que Harry, o grande idiota que é, nunca fez Aritimancia! Ele esteve na biblioteca por semanas apenas para aprender aquele lixo e ajudar a ela estudar.
Aquilo foi demais para Molly e seus três filhos mais velhos, os quais tinham se juntado à Hermione num ataque de risadas.
- Levou um mês para ele entender o que alguns símbolos significavam. - Rony continuou, o que fez com que os outros gargalhassem mais.
- Legal, agora eles também acham que isso é engraçado! - disse Jorge.
- Vai em frente, conta a eles a pior parte, Hermione.
- Toda noite, após os exames, Harry ia esperar por Gina. Foi realmente fofo. Ele até pediu à Madame Pomfrey um restaurador para ela, ele colocava um pouco no chocolate dela toda noite. Bem, a última noite finalmente chegou. Gina devia estar exausta, e Harry tinha adicionado uma ajudinha para ela dormir no chocolate. Não demorou muito para ela adormecer na Sala Comunal. Ele me disse, depois, que queria levá-la ao dormitório, mas achou que Rony não gostaria disso. Então, ele fez o melhor que pôde. - Hermione suspirou, um pequeno sorriso apareceu no rosto dela.
- O que ele fez? - perguntou Molly esperando algo romântico.
- Ele a cobriu com um cobertor e conjurou um feitiço silenciador ao redor dela. Então, ele sentou numa cadeira próxima ao sofá e ficou de guarda a noite toda. - Hermione disse caprichosamente.
- Ficou de guarda? O que você quer dizer com isso? - perguntou Gui.
- Exatamente isso. Ele não deixava ninguém se aproximar dela. Ele fez com que todos ficassem quietos. Foi adorável; ele até pôs esse aqui na linha. - ela apontou para Rony.
- Eu não acredito que você deixou ele fazer isso, Rony. - disse Percy. - Além do mais, ela é nossa irmã, nós que deveríamos protegê-la. Isso é, se ela precisasse ser protegida.
- Sim, quando você está do outro lado da varinha de Harry, deixe-me ver o que você faz. - disse Rony enjoado.
- Do outro lado da varinha dele! O que ele fez? - perguntou Gui.
Hermione riu de novo: - Rony estava pronto para dizer algo a ele; na verdade, ele estava bem indignado. Então, dois terceiranistas estavam bagunçando, e quase caíram sobre ela. Harry ficou vermelho, e ele, ainda não acredito que ele fez isso. Harry enfeitiçou os dois, fez um bom trabalho. - ela riu. - Aquilo fez o pobre Rony desistir de se envolver. Ele foi zangado para a biblioteca após isso.
- Eu, pelo menos, estou feliz por saber que Harry ajudou Gina nas revisões. - disse uma Molly radiante.
- Mãe! Como você diz isso? Você, pelo menos, deveria ver que isso não é um comportamento comum. Quero dizer, eles não estão nem ao menos juntos! Eles não estão, estão? - perguntou Percy enjoado.
- Você não ouviu? Eles são amigos, só amigos. O caramba, só amigos! - disse Jorge.
- Jorge! - gritou sua mãe. - Você ao menos sabe quantos N.O.M's a Gina recebeu? - perguntou a mãe deles.
- Quatorze. - disse Gui.
Toda a cozinha estourou imediatamente. Gina recebeu mais N.O.M's do que todos os seus irmãos. Gui e Percy tinham ambos recebido doze. Carlinhos e Rony tinham recebido onze, enquanto os gêmeos jamais discutiram seus pontos.
- Estou surpresa que ela tenha te contado. Ela tem mantido isso em segredo. - disse Molly.
- Ela não me contou. Algo que eu vi no quarto dela ontem, e essa conversa me deu a resposta. - disse Gui.
- Então, você vai nos deixar no suspense ou o quê? - perguntou Fred vilmente.
- Quando eu cheguei em casa, eu fui ao quarto de Gina para vê-la. Ela estava com um grande vaso de flores. Tinham quatorze. - disse Gui.
- E? - perguntou Percy.
- Bem, eu perguntei a ela de quem ela tinha recebido. Ela disse que de um amigo. Agora tenho certeza que esse amigo foi Harry. Tinha um bilhete; o pergaminho tinha pequenas corujas desenhadas. O bilhete dizia, "Parabéns, Eu sabia que você conseguiria. Com amor..." - ele parou, não sabendo como continuar.
- Com amor, quem? - perguntou Carlinhos.
- "Com amor" e um pequeno leão da Grifinória com o "H" no manto. Então, eu supus que tivesse sido de Harry, e quatorze é um número estranho. Ele deve ter mandando após ela dizer o resultado a ele. - Gui terminou.
- Na verdade, não. - Molly riu. - Aquelas rosas vieram na mesma hora que a coruja com o resultado. Ele deve ter recebido alguma informação extra.
Essas informações pareceram enfurecer os gêmeos e Rony um pouco mais. Não mudou muito a atitude dos mais velhos. Molly e Hermione trocaram olhares de satisfação por essa novidade.
- Andrew, eu não sei como te agradecer por isso. - disse Gina.
- Sem problemas, espero que o Harry goste. - Andrew respondeu.
- Eu também. Quanto tempo leva para preparar tudo? - ela perguntou.
- Não muito. Vamos levar essa coisa de volta à Toca. Nós não podemos montar isto antes do seu pai chegar em casa com o Harry. Seu pai disse que podia fazer isto funcionar sem eletricidade, então não teremos problema. Sabe, mesmo que o Harry não goste do presente, eu tenho certeza de que seu pai ficará felicíssimo.
- Eu sei. - disse Gina. - Ele está flutuando desde que eu disse que precisaria que ele encantasse um item trouxa. Eu realmente não me surpreendo com o fato de ele trabalhar em tal departamento.
- Gina, posso te perguntar uma coisa?
- Claro, Andrew.
- Eu fiz algo que aborreceu seus irmãos? Eles não parecem gostar de mim. - ele perguntou.
- Eu acho que não. O que fez você achar isso? - ela perguntou.
- Bem, os gêmeos e Rony ficam balançando a cabeça para mim, e então seu irmão Pedro...
- Percy. - ela riu.
- Hm, Percy, bem, ontem ele olhou feio para mim e estava dizendo umas coisas, mas eu realmente não consegui escutá-lo. - ele disse preocupado.
- Andrew, eu sinto muito. Meus irmãos são um pouco super protetores. Eles não parecem gostar dos meus amigos. Não é só com você. Mas da próxima vez que eles te aborrecerem, me conte. Eu os colocarei na linha.
- Eles também fazem isso com o Harry? - ele perguntou.
- Não, com o Harry é diferente. Ele é parte da família. Ele e Rony são melhores amigos. Mas se isso te faz sentir melhor, eles também olham feio para ele quando nós dois estamos sozinhos. - ela disse.
- Você tem certeza que Harry não é mais que isso? - Andrew perguntou com uma sobrancelha erguida.
- Você! Agora você está parecendo meus irmãos. Vamos para casa antes que eu faça com você o que deveria fazer com eles. - ela riu.
Como sempre, o corre-corre da família Weasley estava grande pela hora do jantar. Gina e Andrew tinham chegado cedo em casa naquela tarde, e tinham se isolado no estúdio de Arthur, para o grande aborrecimento dos seus irmãos. Quando Harry e Arthur chegaram em casa, Arthur também foi até o estúdio. Os garotos Weasley provocaram Harry com informações sobre Gina e Andrew, mas ele não parecia aborrecido com a amizade deles. Quando os dois se conheceram, eles pareciam saber muito um do outro. Qualquer um pensaria que eles eram velhos amigos, e isso também aborreceu os garotos.
Molly preparou uma refeição fabulosa, e incluiu alguns pratos favoritos de Harry. Ela também preparou um suculento bolo de chocolate, para o qual todo mundo cantou, "Ele é um bom companheiro". Harry estava deslumbrado com todos os presentes que tinha recebido. Ele também tinha recebido um bilhete dizendo que Sirius o encontraria no jardim à meia noite. Todos os olhos caíram sobre Gina assim que ela entregou o presente a Harry.
- Espero que goste. Andrew me ajudou com isso. Se não fosse por ele... - ela disse.
- Não, Harry. Eu só ajudei um pouquinho. Tudo foi idéia da Gina. Feliz aniversário. - ele disse estendendo a mão para Harry.
- Obrigado aos dois. - ele disse abrindo um pequeno pacote retangular.
Andrew havia sentado, ele queria ver a reação de Harry. E que reação foi. Harry ficou lá em pé, sem palavras. Ele olhou para Gina, cujos olhos estavam brilhando. Parecia que os olhos de Harry estavam cheios de lágrimas também.
- Você lembrou? - ele perguntou trêmulo.
- Está tudo bem, Harry? Você não está bravo? Eu pensei...
- Não, não, é que... que... é maravilhoso. Eu não acredito que lembrou. Obrigado. - ele disse de forma tão suave que os outros mal escutaram.
Então, para o desespero dos irmãos dela, Harry a envolveu em um abraço. Ele escondeu seu rosto no ombro dela, escondendo um pouco das lágrimas em seus olhos. Ela o abraçou de volta com a mesma intensidade. Ele ainda estava sem palavras. Como ela tinha lembrado o nome do filme? Ele só havia mencionado uma única vez. Aquela vez na loja de pergaminhos, quando ele contou a ela sobre seu aniversário. O que sua tia tinha-no deixado no degrau da Sra. Figg, enquanto havia levado Duda ao cinema. Ele até tinha feito ela chorar, e ela ainda lembrou. Com um nó na garganta, ele falou novamente com ela.
- Obrigado. Mal posso esperar para assistir. - ele disse.
- Você pode ver agora. É aí que o Andrew entra. Ele e o papai montaram tudo no estúdio. Nós poderíamos assistir agora se você quisesse. - ela explicou.
Harry parecia sem palavras, então ele fez o que parecia certo naquele momento. Ele levantou Gina e a rodou no ar, todo o tempo a agradecendo.
- Quando vocês dois voltarem à realidade, poderiam nos dizer o porquê de todo esse alvoroço? - perguntou Jorge.
- Ah, pensei que soubesse, Jorge. Harry acabou de voltar da guerra. Você não vê? - disse Fred também irritado.
- Garotos, parem com isso imediatamente. Harry, querido, o que Gina lhe deu? - perguntou Molly.
- É um vídeo. Um filme americano. Eu sempre quis vê-lo. Se chamada "De volta ao futuro". É sobre uma máquina que volta no tempo. - ele disse enquanto mostrava a caixa a eles.
- Nós podemos assistir no estúdio do papai. Andrew trouxe o equipamento. Papai mexeu nele, já que precisa de eletricidade. - ela disse à família. - Você quer assistir, Harry?
- Sim, por favor. - ele esboçou o sorriso mais largo que Gina já vira.
Gina levou Harry até o estúdio de mãos dadas. O resto da família os seguiu, resmungos vinham de todos os irmãos dela. Hermione e Andrew foram os últimos a entrar.
- Eu sou o único que vê isso? - Andrew perguntou de maneira tão gentil que Hermione nem pensou que fosse uma pergunta.
- Você quer dizer Harry e Gina? - ela perguntou de volta.
- É. Quero dizer, eu sou o único que vê o quanto eles estão apaixonados?
- Não, eu também vejo. Acho que a Sra. Weasley também. E de uma maneira estranha, os garotos também vêem.
- E quanto a Harry e Gina? - ele perguntou.
- Eles têm medo de ver. Ela não se acha boa o suficiente para ele. Ele não acha que ela poderia gostar dele dessa maneira. Tudo que eles precisam é de um deles tomar coragem e fazer o primeiro movimento. Acredite, quando isso acontecer, ambos vão lamentar o tempo perdido, mas eles não irão perder mais. - Hermione disse de maneira prática.
- Eu espero que não percam. Esse tipo de amor é muito precioso para se perder. - disse Andrew tristemente.
Assim que toda a família sentou no estúdio, e assistiu à televisão passar o filme, eles também assistiram a outra cena. Em nenhum momento durante todo o filme, Harry ou Gina soltaram as mãos. Felizmente, para Harry, apenas Molly percebeu quando ele levou a mão dela até os lábios e a beijou suavemente.
À medida que Harry caminhava até seu padrinho na escuridão, seu sorriso se alargava.
- Você parece ter tido um bom dia. - disse Sirius.
- É, foi... Bem, foi o melhor. - Harry disse.
Harry se sentou ao lado de Sirius, que estava à vontade sentado numa larga e lisa pedra.
- Eu tenho algo para você. - ele disse entregando um pacote a Harry.
Harry abriu. Era um diário, seu nome estava gravado em ouro ao fundo. Ele sorriu para o padrinho. Como Sirius sabia que ele tinha pensamento que desejava capturar?
Sirius colocou a mão no joelho de Harry.
- Seu pai me disse, anos atrás, que um dos presentes que um Potter recebe em seu décimo sétimo aniversario é um diário; algum tipo de tradição familiar. Ele recebeu um do pai dele. Sei que ele usava quase sempre. - Sirius viu o olhar de Harry e respondeu. - Não, Harry, não existe mais. Eu procurei por isso no Gringotes. Acredito que estivesse na sua casa aquela noite. Sinto muito. - disse Sirius solenemente.
- Eu entendo. - Harry disse. - Entretanto, foi legal você lembrar disso. Talvez um dia eu possa dar continuidade à tradição. É engraçado. Eu andei pensando em adquirir um diário.
- Isso foi o que seu pai disse quando recebeu o dele. Acho que os homens Potter necessitam disso nessa idade. Significará mais daqui a alguns anos quando você olhar para ele. - disse Sirius.
- Não, significa muito agora. Foi muito importante você me dar isso. Você sabe que de certa maneira, você é...
Sirius não deixou que ele terminasse.
- Não, Harry. Eu não sou sei pai, e nunca serei. - ele disse tristemente.
- Sei que não é meu pai. Ninguém irá tomar o lugar dele. Mas você é o exemplo mais próximo que tenho de um pai. E eu quero que saiba disso. - Harry disse, sincero.
- E quanto ao Arthur ou Dumbledore? Você os vê mais...
Agora era a vez de Harry interromper.
- O Sr. Weasley é especial para mim. Sei que ele me trata como a um filho. E o professor, bem, acho que ambos sentimos o mesmo por ele. Você tem uma conexão com meus pais, acho que você os ama mais que eu. Acho que se eles ainda estivessem aqui, você ainda os amaria mais que eu. E isso significa muito para mim, e também para você.
Harry e Sirius sentaram, incapazes de falar. Ambos com nós na garganta, e lágrimas não compartilhadas nos olhos.
- Então, me conta. O que ganhou de presente? - Sirius perguntou algum tempo depois.
- Surpreendentemente, Rony e Hermione me deram um livro. - ele riu. - "A Pouco conhecida vida ameaçadora, e os segredos da captura do pomo de vários apanhadores famosos" - ele disse orgulhoso. - Eles também me deram um novo Estojo de Manutenção de Vassouras. O Sr. e a Sra. Weasley me deram um relógio; ele se ajusta para quando estou na minha vassoura. Os gêmeos me deram uma caixa enorme que ainda não abri.
Sirius olhou para a expressão no rosto de Harry e pediu que ele explicasse.
- Seu afilhado não é tão corajoso quanto você pensa, ou tão estúpido. Qualquer que seja o modo que gostaria de interpretar isso. Eu sei que eles fazem suas brincadeiras, mas algumas delas podem machucar. Eu só abrirei quando estiver com alguma proteção. - ele brincou.
- Isso foi tudo que recebeu? - Sirius perguntou, sabendo que havia mais coisa pra deixar Harry tão feliz.
- Não, Gina me deu um presente também. - ele corou.
- Posso perguntou o que foi? Ou é pessoal? - ele perguntou com o mínimo de curiosidade possível.
- É difícil explicar. - ele sorriu. - Ela me deu um vídeo trouxa, e uma parte da minha infância.
Sirius não pediu mais explicação. Ele sabia que Harry não se sentia confortável ao falar sobre aquilo, ou ao falar em garotas no geral. Ele mesmo não havia se sentido confortável com tal assunto naquela idade. Enquanto observava seu afilhado abrir o diário, ele teve certeza de uma coisa: Harry podia não contar a ele, a Arthur, Dumbledore, ou até a Rony sobre seus sentimentos, contudo, assim como seu pai fizera, ele iria contar tudo ao diário. Sirius também tinha certeza de que esse diário escutaria tudo sobre Gina Weasley. Sobre esse extraordinário presente que ela o deu, sobre a alegria que ela trouxe ao seu coração. Além disso, ele iria contar ao seu diário sobre o futuro que ele e Gina, com um pouco de sorte, poderiam dividir algum dia.
