Autor: SueAdams

Nome Original: Dark Despair

Tradução: Ilia-Chan

Betagem: Anna Malfoy



Capítulo Quatro

Gina e Draco deixaram o Beco Diagonal logo após o incidente com o 'comensal da morte'.

―Malfoy. ― Gina o chamou uma vez que eles estavam a salvo no escritório de Draco.

―Não comece, que eu não quero ouvir. ― Draco a cortou, desabando sobre sua cadeira de escritório, colocando as pernas por sobre a escrivaninha.

―Eu só queria dizer: me desculpe, seu grosseiro arrogante! ― Gina levantou a voz, andando em direção à mesa e empurrando as pernas dele para baixo. A lama de seus sapatos sujou toda à superfície e ela torceu o nariz ao ver isso.

―Eu não preciso de sua piedade Weasel(1). ― Draco disse cerrando os dentes. Gina respirou fundo e cruzou os braços.

―Por que em nome de Merlim, eu teria pena de você?… Que merda…― Gina perguntou.

―Não finja que não sabe o que aconteceu lá. ― Draco mencionou olhando para lareira, como se explicasse tudo.

―Na verdade, não, eu não sei. Por que VOCÊ não me conta o que aconteceu?― Gina respondeu. Os olhos de Draco refletiram um olhar de dor antes de voltar aquele olhar gelado habitual e ele desejava que ela soubesse o que ele fizera.

―Vá se danar, Weasel.― Draco disse dirigindo-se à porta.

Ele esticou o braço até a maçaneta e ela exasperou-se. Gina se colocou entre ele e a porta. A mão de Draco mantinha-se agarrada firmemente à fechadura e as costas de Gina imprensando a mão contra o corpo dela. Ele deu um pequeno passo adiante e ela prensou-se ainda mais contra a porta.

Gina levantou a cabeça e parou um centímetro dos lábios de Draco.

―Conte-me…― Gina sussurrou contra os lábios dele. Draco tentou aproximar-se um pouco mais, porém ela se esquivou sutilmente, suas faces ainda estavam próximas, mas não se tocavam. ―Conte-me, Draco…― Gina falou.

―Você realmente, não sabe?― Draco riu.

―Não.― Gina desviou seus olhos para seu lábio inferior.

―Eu fui mandado a Azkaban acusado de praticar atividades relativas aos comensais da morte. Eu estive lá desde que eu deixei a escola no sétimo ano. Recentemente eu fui perdoado por Dumbledore da minha sentença.

Gina o olhava para como se de uma hora para outra houvesse nascido uma segunda cabeça nele. Estremeceu levemente, tentou manter o apoio de seu corpo mudando-o de uma perna para outra e recompôs-se.

―C-como?― Gina perguntou.

―Exatamente.― Respondeu seco.

―E po-por que Dumbledore te perdoaria?― Gina perguntou.

―Você nunca irá descobrir agora, não é mesmo? – Draco disse. Gina tentou acalmar sua respiração.―Como se sente dividindo a casa com um comensal da morte convicto?― Draco perguntou claramente debochado.

Gina olhou-o e tentou dar um tapa no rosto dele, contudo Draco segurou o braço da moça e o manteve firme contra seu próprio corpo. Lentamente ele inclinou-se e beijou os lábios dela delicadamente. Ela recuou surpresa. Ele abriu um grande sorriso diabólico e a puxou de volta cheio de desejo. Gina o beijou de volta na mesma intensidade e colocou seus braços ao redor do pescoço do outro.

Draco a ergueu com seus braços em volta da cintura dela e a levou para um divã. Gina estava tendo novamente a lembrança de todas aquelas noites em sua mente. Ela empurrou Draco e o chutou bem no meio das pernas. Draco urrou de dor e seu rosto estava completamente transtornado e contorcido por ela. Gina chocou-se com a visão de Draco.

―É a mesma coisa que beijar um.― Gina disse saindo do cômodo.

―CERTO! VOCÊ NUNCA MAIS SENTIRÁ ISSO DE NOVO!― Draco gritou.

― Ok, ok, ok. Tudo o que eu consigo escutar é BLÁ, BLÁ, BLÁ!― Gina gritou e o som ecoou pelo corredor.

―VOLTE AQUI!― Draco berrou do quarto. Gina apenas ria, subindo as escadas e o som ricocheteava chegando ao escritório pela porta aberta. Ele fez uma careta e ergueu-se vagarosamente. ―Marie.

Marie, o elfo doméstico chegou ao local e reparou na cara dolorida de Draco.

―Sim, Mestre?― Ela perguntou incerta.

―Gelo, me traga a porcaria de um pouco de gelo.― Draco disse. A elfa viu onde as mãos do homem estavam pousadas, sobre o abdômen dele e sufocou um sorriso.

―Claro, jovem Mestre… Eu deveria pegar um pouco também para o pé da senhora Malfoy? – Marie perguntou com o rosto ainda prendendo o riso.

―Marie, não me faça lançar um Cruciatus em você! TRAGA-ME GELO!― Draco berrou. A criaturinha deixou o quarto e retornou com um saco de gelo.

Draco colocou a bolsa na área atingida e disse:

―Marie, tranque-a no quarto.― Ela assentiu e partiu de lá.

Draco riu consigo mesmo e deitou-se de costas no divã. Aquela noite seria muito interessante.

…………………………………

Gina olhou para o relógio e sentou-se na cama extravasando seu aborrecimento. Eram cinco e vinte e cinco. Ela sentia o estômago reclamar de fome, ela teria que encará-lo. Ela sabia que teria, mas sua mente dizia: "NÃO! É UMA ARMADILHA!" Por outro lado o estômago discordava. Formou-se uma batalha.

"Faminta num quarto gelado, ou não…", Gina pensava enquanto a barriga roncava alto em protesto.

―ARGH!― Gina bufou frustrada e levantou-se da cama. Ela andou até a porta e tentou abri-la, só para descobrir que ela não abria.

―HANNAH!― E o elfo aparatou dentro do quarto e sorria brandamente.

―Sim, Sra Malfoy.― Hannah cochichou.

―Por que minha porta está trancada, Hannah? Você sabia disso?― Gina perguntou de forma doce.

―Seu marido ordenou que a trancassem.

―Quer dizer que Draco Malfoy ordenou que minha porta fosse lacrada?― Gina indagou. A elfa sorriu e fez sinal que sim. ―Você pode destrancá-la para mim?

―Não, Hanna não tem permissão para deixar a senhora sair!― A pequenina refutou.

―Ah, mas Hannah… Hn, você… Sim, você prometeu que me levaria à mesa do jantar a tempo. Você me prometeu primeiro, então você está obrigada a me levar até lá!― Gina contra-argumentou com a outra, que estava temerosa. Lentamente a elfa apontou para a porta e a destrancou.

―Você vai por aquela porta…― Hannah começou.

―Não! Você prometeu que VOCÊ mesma iria me LEVAR até lá! Assim eu não me perderia.― Gina disse. A elfa começou a jogar sua própria cabeça contra o chão.―NÃO!― Gina exasperou-se e segurou-a.

―Esqueça. Por favor vá dizer a Draco que eu preciso falar com ele… Não, espere, diga a ele que eu o estou esperando em meu quarto e eu tenho uma surpresa para ele como e que quero me desculpar.― Por sua vez a elfa sorri e agradece a Gina.

………………………………

―Mes-sstrrre?

Draco sorriu abertamente e confirmou com a elfa.

―Sim, eu ouvi o que disse. Deixe-me jantar. Não vá mais ao quarto dela.― Draco disse à elfa. Hannah correu para fora da sala de jantar antes de ser dispensada.

Draco vagarosamente seguiu a refeição e ao acabar foi ter com Virgínia.

Ele então foi subindo em direção ao quarto.

"Uma surpresa, ela disse… Merlim sabe que eu nunca me surpreendi com nada…" Draco pensava enquanto caminhava pelos corredores. Ele passou pelo quarto dela e dirigiu-se ao seu próprio para dar um tempo enquanto a comida assentava dentro de si. Lentamente ele voltou ao quarto dela e bateu à porta.

―Pode entrar.― respondeu uma voz rouca. Draco estremeceu e adentrou o lugar, unicamente para receber um soco diretamente em sua face. Draco caiu para trás sendo aparado pelo chão, segurando os lábios que sangravam.

―MALDIÇÃO!― Ele gritou para ela.

―Isso é por ter me trancado no quarto, seu esnobe IDIOTA! Quem você pensa que é?

―Eu acho que sou a pessoa que salvou sua vida! Esnobe idiota, não é? Eu fui um esnobe idiota quando te trouxe pra cá em vez de deixá-la em algum lugar que aquele homem pudesse te encontrar? Eu te FIZ me dizer alguma coisa? NÃO! E você me dá um soco na boca. Porra!

Os olhos de Gina se arregalaram e ela parecia estar pensando. Estendeu a mão até Draco lentamente. Ele olhou e a puxou para o chão se pôs sobre ela.

―Draco Malfoy, você tire seu rabo seboso de cima de mim! - Disse ela, trincado os dentes.

―Seboso? O que você quer dizer com isso? - Disse se apoiando sobre um cotovelo.

―Seu cabelo.― Gina disse olhando para cima, o cabelo caia sobre os olhos dele sensualmente e não parecia de forma alguma seboso.

―Sim, meu cabelo.― Draco pegou a mão dela e fez com que corresse pelos fios. Aspirou o doce perfume. Draco sorria enquanto a mão dela passeava pelos seus cabelos, brincando com eles sem ter a mão dele como guia.

―Tão macios…― ela murmurou. Draco sorriu um pouco mais e quase se sentiu mal por tê-la derrubado…quase. Com delicadeza ele retirou a mão da moça e se levantou, trazendo a junto também. Gina parecia chocada.

―Agora que você já me ofendeu, me esmurrou, me chutou e muito mais eu estou indo para cama.― Gina olho furiosa para ele enquanto ele a empurrava de volta ao quarto e fechava a porta.

De uma hora para outra ela não estava mais tão faminta… só nauseada. Foi de volta à cama e deitou-se. Ela estava morrendo de frio e todo o corpo estava dolorido inexplicavelmente.

"O que há comigo?"

Estava lá deitada olhando para o teto pelo que pareceu uma hora. Finalmente se levantou e foi até a porta, a qual estava só encostada. Ela sorriu e saiu pelo corredor escuro.

―Hannah?― Chamou ela em meio as brumas.

―Sim?― Hannah perguntou num tom mais alto.

―Shh!―Sussurrou― Existe alguma luz nesse hall?― A elfa negou com a cabeça. ―Obrigada, Hannah, boa noite.― E Gina continuou se caminho pelos corredores.

Ela começou a perambular ao redor da casa, abrindo as portas por onde passava. Após percorrer dois lances de escada, achou o que procurava, uma imensa biblioteca.

A biblioteca era tão grande quanto a de Hogwarts, não, maior que ela. Gina concluiu quando olhou para cima. Os livros estavam distribuídos em imensas prateleiras que iam até o teto, o qual devia ter a altura de pelo menos quatro casas, com patamares e escadas de mão para cada piso diferente (N/A: Pensem em: A bela e a Fera). Deu um sorriso forçado e tocou uma prateleira, olhado para os livros.

O primeiro piso parecia inofensivo. Havia contos por lá, o que para Gina era desinteressante. Ela subiu por uma escada de madeira para outra plataforma e começou a olhar em volta. Encontrou livros sobre criaturas mágicas, justamente o que ela queria. Ela subiu para outro piso e analisou as coisas ao redor. Era uma mistura de livros.

"Cicatrize sua cabeçaConheça seus pés… Ok, os Malfoy são oficialmente estranhos", pensou enquanto dedilhava as lombadas dos volumes. "Cure suas chagas Vol. 2… Poção do Amor Número Nove, Mito ou Fato…" e mais uma vez se dirigiu a outro piso e começou a esquadrinhá-lo.

Ela finalmente chegou ao último piso e viu um livro mal colocado, de cabeça para baixo. Ela o puxou curiosa e olhou para o título.

"A vida dos Malfoy… Oh Merlim! ELES REALMETE TEM UM LIVRO DE BOLSO!". Gina gargalhava silenciosamente e abriu o livro. Ao invés de encontrar os segredos do modo característico como eles sorriam, ela viu uma data, era um diário.

Ainda mais curiosa começou a ler.

'Meu pai diz que a vida dos Malfoy é ótima. Algumas vezes eu acredito no que ele diz… ou quase. Ele não ama minha mãe e eu sei disso. Ela também sabe, eu realmente não entendo porque eles estão juntos até agora. Essa é a vida dos Malfoy. O casamento dos meus pais foi arranjado pelo Lorde das Travas.

O Lorde das Trevas. Minha vida já foi decidida com um "Comensal da Morte" estampado em minha testa, embora eu ache que nunca serei um. Não é quem eu sou. Eu sou um líder, não um seguidor, ademais, quem quer seguir um velho maluco, que vive atrás do Potter.

Harry Retardado Potter. Imbecil teimoso! Isso é o que ele é-'. A linhas acabavam ali e o dia seguinte estava escrito também.

'Meu pai me encontrou e perguntou o que eu estava fazendo e por sorte eu tinha perto alguns livros sobre as Artes das Trevas. Ele só me ironizou hoje… melhor que ontem, quando me chamou de fresco covarde porque estava lendo, disse que eu deveria estar amaldiçoando os elfos com o que já aprendi. Eu sei todos as maldições, mas os elfos são meus únicos amigos quando estou aqui na Mansão… Isso é outro detalhe, quando se é um Malfoy, você deveria sair por aí fazendo coisas hediondas. Eu não quero fazer isso… Isso significa que eu não sou um Malfoy?

Eu não sou um Malfoy? O sangue da família não corre em minhas veias?

Eu acho que devia apontar para tudo a minha volta a azará-las, amaldiçoou 'isso', amaldiçoou 'aquilo'. "eu sou um Malfoy, então AMALDIÇOADO ESTEJA!" Isso parece correto? Não, não. Oh, eu esqueci, você deve sorrir com escárnio enquanto faz essas coisas. Merlin. O tal sorriso. Não me entenda mal, eu adoro sorrir desse modo, mas faça-me o favor! "Sorria por isso"; "Sorria por aquilo"… Malfoy, Malfoy, Malfoy! Seria muito mais fácil ser um Weasley. Pobre e feliz.

Por Merlim? Eu mencionei os Weasley? Seria mais fácil ser como eles? Nossa eu me sinto imundo agora. Eu prefiro ser um rico calhorda a carregar o nome vil dos Weasley. Boa noite… Eu tenho que tomar banho'.

Colérica, Gina fechou o livro com força antes de reabri-lo na página seguinte.

'De volta à escola. Ótimo. Outro ano cercado de imbecis. Outro ano com o Idiota do Potter, Weasley e a Sangue-ruim. Graças a Merlin esse é meu último ano… Meu pai anunciou que quem vai me levar à plataforma é minha mãe. Até lá…

Eu odeio esse trem estúpido. É incrivelmente tedioso. Eu estava andando por ele e topei com a garotinha Weasley e um brutamontes se agarrando no últmo vagão. Ela não pareceu muito feliz com aquilo... Estranhamente eu também não gostei nada, nada. Fui encontrar Potter no seu vagão de costume. Eu falei pro Weasel n° seis e ele foi ameaçadoramete à caça da Weasel n° sete todo raivoso. Ok, foi assim: eu coloquei um sorriso Malfoy na cara e disse: "sua irmã, aquela pequena vadia está se esfregando com um bruto lá na última cabine… parece até que ela está melhor do que você e a sangue ruim". Foi só o tempo do Potter abrir a boca e dizer alguma coisa como: "Oh! Eu quero ser um herói" e também deixar o compartimento. Quase senti pena da merdinha. Ter que aturar o animal ignorante que é o Potter e os discursos que a impedem de qualquer coisa dos também ignorantes irmãos dela, deve ser duro.

De qualquer forma-', Gina virou o rosto, pois ouviu um barulho da porta sendo aberta e fechada. Alguém entrou ali. Gina pediu aos céus que fosse algum elfo e não Draco.

Gina se pôs atrás de um balaústre e viu Malfoy puxar um livro em frente ao sofá. Isso fez com que a parede se abrisse e um aparelho de som e uma televisão trouxas apareceram. Gina quase gargalhou com a ironia até ela ver o que ele estava vestindo um short vermelho de seda, que adornavam seu corpo musculoso e esguio e aqueles cabelos macios os quais ela tinha brincado mais cedo estavam desalinhados.

Ele colocou um CD e deitou-se no sofá de couro preto tipicamente masculino. Gina deu uma grande golfada de ar alguma poeira dos livros entrou em sua boca e foi até seu nariz.

'NÃO ESPIRRE', Gina tentou convencer a si mesma de escutar a música.

(2)And I'd give up forever to touch you

Eu desistiria para sempre de te tocar

'Cause I know that you feel me somehow

Porque eu sei que você me sente de alguma maneira

You're the closest to heaven that I'll ever be

Você é o mais próximo do paraíso do que eu jamais estive

And I don't want to go home right now

E eu não quero ir para casa agora

And all I can taste is this moment

E tudo o que eu quero é aproveitar o momento

And all I can breathe is your life

E tudo o que eu posso aspirar é sua vida

'Cause sooner or later it's over

Porque mais cedo ou mais tarde tudo estará acabado

I just don't want to miss you tonight

Eu só não quero me afastar de você essa noite

And I don't want the world to see me

E não quero que todo o mundo me veja

'Cause I don't think that they'd understand

Porque acho que eles não entenderiam

When everything's made to be broken

Quando todas as coisas parecem estar erradas

I just want you to know who I am

Eu só quero que você saiba quem eu sou

"Atchim!". Gina não conseguiu se conter. Imediatamente a música parou e ela pôde ouvi-lo subindo pela escada. Gina colocou o livro em algum lugar e procurou em volta por alguma coisa a fim de tapeá-lo. Ela encontrou um romance e fingiu estar completamente absorta nele.

― VOCÊ?― Draco gritou quando a encontrou no canto, ele tinha sua varinha estendida em punho (imagine como veio a calhar… por pouco)

Gina olhou para a varinha.

―Você vai me lançar uma maldição?― Perguntou, imaginando onde ele guardava a varinha estando em trajes tão mínimos.

―Não.― Respondeu abaixando a varinha. ―O que está fazendo acordada aqui tão tarde?

―Eu não conseguia dormir… Que horas são?

―O que está lendo?― Perguntou olhando a prateleira desconfiado.

―Eu estou lendo… Maldição do amor… Por quê?

―Não, não está. – Draco retorquiu a inspecionando. Gina o olhou de forma inocente.

―Sim, eu estou…

―Não minta para mim― Draco a avisou

―Eu NÃO ESTOU MENTINDO!―

―Certo! Sobre o que é, então?

―Há duas pessoas, um homem e uma mulher, estão apaixonados, mas ainda não se deram conta disso.―Gina respondeu de volta. Draco rolou os olhos.

―Na verdade, isso é perto do fim da história e você está no começo. Primeiramente eles se odeiam e ele quer matá-la, mas ele não pode por causa da MALDIÇÃO DO AMOR.― Ele enfatizou bem o título― Que está sobre ela. Você estava lendo meu diário. Eu sei que estava. Eu sempre o deixo ali.― e apontou para onde o diário deveria estar.― E agora está aqui e com o lado certo para cima.― Ele apontou para o livro e levantou um sobrancelha.

Gina jogou o romance por cima da balaustrada e pegou o diário, tentando achar onde tinha parado.

―O que está fazendo?― Draco perguntou aborrecido

―Eu não terminei ainda. – Gina disse a ele.

―Hein? VOCÊ NÃO VAI MAIS LER MEU DIÁRIO MAIS DO QUE JÁ LEU!― Ele gritou e ela abriu um largo sorriso.

―Então me azare.― Gina disse alegremente. Draco a olhou fuzilando com os olhos. ―Sem sorrisinho de escárnio?

―ME DEVOLVA O LIVRO!― Ele gritou

―NÃO! ISSO É UMA BIBLIOTECA!― Ela argumentou de volta. Draco pareceu estar refletindo sobre o assunto e assentiu.

―Tudo bem, fique com ele.― Ela o olhou atônita.―Você vai desejar nunca ter começado quando o tiver lido todo.

―O que você quis dizer? – Gina perguntou.

―Saia da minha frente, Weasel. – Draco a empurrou levemente.

―Você se esqueceu o "n° sete".― Ela disse. Draco levantou uma sobrancelha previsivelmente.

―Do que você está falando?

―Eu sou a Weasel número sete. Não me confunda com os Weasels de Um a Seis.― Gina ria. Draco olhou divertido mas não riu.

―Me dê meu livro.― Ele ordenou em um tom que por muitas pessoas poderia ser considerado ameno vindo de um Malfoy.

Gina levantou uma sobrancelha o imitando e apontado um dedo para o livro.

―Não olhe para mim, diário! AZARADO ESTEJA!― Gina ria e piscou para ele. Draco deixou escapar uma pequena risada.

―Não ria de mim, rapaz! AMALDIÇOADO ESTEJA! – Gina sorriu falsamente e Draco riu um pouco mais e sorriu até relaxar os olhos que brilhavam. Ela parou de fingir e começou a admirá-lo. Ele ficava extremamente atraente quando sorria daquele jeito.

O rosto de Draco modificou-se para sua marca registrada quando ela o olhou de forma faminta.

―Você não fez corretamente, Você diz assim: AMALDIÇOADO, aí sorri com escárnio com um pouco de nojo e aí se certifique que seu rosto está totalmente sem emoções. Ah, o sorriso deve estar nada menos que perfeito. – Ele brincou. Sorriu e olho-a divertidamente.

'Eu acabei de fazer uma piada?', pensou e seu rosto se tornou impassível e os olhos perderam o brilho.

―Boa Noite, Weasley.― Draco disse friamente. Gina atentou para sua mudança repentina e pôs-se mais próxima a ele.

―O que há de errado? – Ela indagou. O rosto de Draco estava insensível.

―Nada pequena Weasel.―Draco disse e ela o olhou curiosa.

―Algo está errado. Um segundo atrás você estava todo "azarações" comigo e agora… está sendo um Malfoy pra cima de mim.― Gina olhou para ele acusatoriamente.

―Bem, essa é uma coisa estranha; meu nome é Malfoy, o que quer dizer que eu sou um. ― Draco disse com uma voz aborrecida.

―Um Malfoy não beijaria uma Weasley do modo que você fez.― Gina contestou. Ele olhou para ela e deu de ombros.

Gina riu do jeito Malfoy e puxou o rosto dele para baixo e beijou aqueles lábios. Draco nada fez para impedi-la e nos primeiros momentos não reagiu. Lentamente ele começou a retribuir o beijo e Gina apartou o ato.

― Noite… Malfoy n° Um.― Gina disse com o diário bem seguro entre suas mãos.

― Noite Weasel n° Sete.― Draco disse para ela enquanto ela descia pela escada de mão.

Continua.


N/T:

Significado daqueles números que vc fica morrendo de curiosidade pra saber o que é (ou mais chic: NOTAS DE RODAPÉ):

Weasel significa doninha pra que não sabe; porém achei que ia perder a graça se traduzisse, porque a autora tenta fazer graça a partir do trocadilho já que Weasley e Weasel se parecem um pouco e também porque Weasel adquire um certo sentido perjorativo que eu não sei explicar… Desculpem XD

A autora não deixou nenhuma referência da música, portanto eu não sei responder se é original dela ou de algum artista, nem seu nome.

Nota do Grupo:

Um capítulo para mostrar o dinamismo entre o Draco e a Gina.

Aos poucos os caps mostraram como será o tipo de relacionamento deles.

Nossos agradecimentos à: Soi, Nathoca Malfoy, Duda Amaral, SafirA-StaR, miaka, Nami Nayuuki, Pat, Hannah e Mrs. Malfoy.

Os Tradutores