Uma Canção para a Eternidade


Música – If Only She Knew ( Michelle Branch)

Fanfic – Naru L


I don't know whose side I'm takin',
but I'm not takin' things to well,
I can see inside you're ache'n,
but is it still too early for me to tell.

(Eu não sei que lado estou tomando,

Mas, não estou aceitando as coisas muito bem,

Posso ver dentro da sua dor,

Mas, ainda é muito cedo para que eu conte)

Sesshoumaru abriu a porta do apartamento e entrou, jogou o casaco sobre o sofá e se virou para a porta, encarando o irmão.

– Pretende esperar até que eu estenda o tapete vermelho?

– Se é assim que trata as visitas não me surpreende que ninguém venha aqui. – InuYasha falou ao entrar e fechar a porta.

– Você não está aqui como visita... nem ao menos me lembro de tê–lo convidado. – Sesshoumaru deu de ombros, ao se virar para entrar na cozinha.

– Eu não preciso ficar aqui.

– Claro que não.

– Posso voltar para minha casa quando quiser.

– Então, por que não faz isso agora?

– Eu já estou aqui e é muito tarde.

– Sua mulher está mais irritada do que costuma ser e você é covarde demais para enfrentá–la.

– Eu não preciso ouvir seus insultos.

– Sinto informar que enquanto estiver em minha casa, precisa sim.

– Feh! – InuYasha virou as costas para o irmão e sentou no sofá.

Sesshoumaru o observou em silêncio por um tempo, esperando que talvez o irmão fosse levantar e sair blasfemando como sempre. Quando isso não aconteceu, ele revirou os olhos e se aproximou.

– Por que não foi para sua casa?

– Não quero falar com Kikyou por enquanto...

– Só porque ela não aceitou bem você ter voltado para a banda? – Sesshoumaru sentou ao lado do irmão – Tenho certeza de que se conversar com ela—

– Ela me viu conversando com Kagome.

– Vocês estavam apenas conversando, certo?

– Hai.

– Então qual o problema?

– Não sei, ela parecia bastante irritada quando saiu do Bar.

– Você não foi atrás dela? – Sesshoumaru perguntou sem conseguir esconder a surpresa na voz.

– Iie. – InuYasha respondeu irritado – Estou cansado de discutir por hoje.

– Claro e vir para cá é a solução perfeita... – Sesshoumaru falou sarcástico – Porque você sabe... nós nunca discutimos...

– Eu não queria discutir com ela.

– Apenas comigo... fico lisonjeado.

– Eu tinha esperança que você apenas me deixasse dormir no sofá e não me enchesse de perguntas estúpidas.

– Claro, vou deixar meu irmão sem teto dormir no meu sofá e resmungar.

– Eu não sou sem teto e não estou resmungando!

– Claro que não. – Sesshoumaru levantou caminhando para o quarto – Você me cansa... vou pegar um travesseiro e lençóis.

– Arigatou. – InuYasha falou quando o irmão voltou, abriu o lençol ignorando a presença do irmão até que deitou e percebeu que ele não iria embora. – Tem algo que queira de mim ou está apenas tentando me irritar?

– A que horas é a reunião com os Higurashi amanhã?

– Por que esperou até agora para perguntar isso?

– Porque eu pensei que apenas Sangô soubesse, mas se está se entendendo tão bem com a garota a ponto de Kikyou fazer uma cena.

– Eu estava apenas conversando com ela!

– Claro... a que horas é a reunião?

– As dez da manhã. – InuYasha falou irritado – Posso dormir agora?

– Claro. – Sesshoumaru se virou, voltando para o quarto – Vejo você pela manhã.

InuYasha fechou os olhos e voltou a abri–los irritado quando percebeu o que o estava atrapalhando, sentou no sofá.

– Por que o maldito não apagou a luz?

oOoOoOoOoOoOo

– InuYasha? – o rapaz parado em frente ao elevador se virou ao ouvir a voz de Kagome – Posso falar com você um minuto antes que vá?

– Bem... – Ele olhou para os outros sem saber o que fazer, Sesshoumaru não gosta de esperar.

– Vai ser rápido. – Kagome falou olhando para Sesshoumaru – Você não se importa de esperar, não é?

– Claro que não – Sesshoumaru deu de ombros e se virou, não antes de lançar um olhar de aviso ao irmão. – Esperamos você lá embaixo.

– Na verdade, Sangô–chan pode mostrar o prédio a vocês enquanto converso com seu irmão.

– Isso era tudo que eu precisava para completar meu dia. – Sesshoumaru murmurou ao seguir a garota.

– Seu irmão é sempre bem humorado assim? – Kagome perguntou quando os outros estavam longe o bastante para não ouvi–la. – Ou ele apenas não gosta de mim?

– Ele não gosta de ninguém, não é nada pessoal. – InuYasha olhou para a garota curioso – Tem algum problema com o contrato que assinamos? – Ele estreitou os olhos antes de perguntar – Miroku não deixou recadinho para você encontrá–lo depois, não é?

– Não, nada disso... – Ela sorriu sem graça.

– O que é, então?

– Eu me senti mal por sua namorada brigar com você e queria saber se fizeram as pazes... – Kagome falou sentindo o rosto corar – Sei que não é da minha conta, mas... acho que foi meio que... minha culpa.

– Não foi sua culpa. – InuYasha falou – Ainda não tive a chance de falar com ela.

– Pensei que morassem juntos...

– Hai, mas eu não fui para casa ontem... – InuYasha desviou os olhos dos dela sentindo–se desconfortável – Eu...

– Sumimasen, isso não é da minha conta. – Ela falou sem graça, sua voz soou firme quando ela completou – Espero que dê tudo certo entre vocês.

– Eu também. Arigatou – Os dois ficaram em silencio por algum tempo, até que ele sem saber o que mais falar, olhou para ela – Tem mais alguma coisa para dizer ou... eu posso ir?

– Hai, claro... pode ir. Você tem o telefone da minha sala se qualquer problema surgir – Kagome sorriu – Nos vemos na segunda, certo?

– Hai, segunda. –InuYasha falou começando a se afastar.

Kagome ficou parada olhando para o rapaz e não percebeu o avô se aproximar. Virou assustada quando sentiu uma mão apertar seu ombro.

– Jii–san, não me assuste assim.

– Tem certeza de que quer fazer isso?

– Não sei do que está falando, Jii–san.

– Eu vi o modo como olha para esse rapaz... – o velho falou apontando para InuYasha – Não deve misturar emoção com negócios. Tem certeza que pode continuar cuidando disso?

– Não se preocupe, Jii–san – Kagome olhou pra o avô quando as portas do elevador se fecharam – Eu sei o que devo fazer e ele tem uma namorada. – ela falou, a tristeza evidente em sua voz.

– Melhor assim, Kagome. – Ele falou apertando a mão dela – Pelo menos, desse modo você não alimentará falsas esperanças.

– Acho que o senhor tem razão... – Ela deu um pequeno sorriso – Aonde vamos almoçar, Jii–san?

I try to help you out through the hardest of times,
your heart is in your throat,
and I'm speaking my mind,
though it looks as if it's over,
I'm still not over you,
If only she knew.

( Tentei ajudá–lo nos momentos difíceis,

Quando você sentia o coração na garganta,

E estou falando o que penso

Parece como se tudo estivesse terminado,

Eu ainda não superei você,

Se ao menos ela soubesse)

oOoOoOoOoOoOo

Miroku e Sangô entraram no Bar discutindo sobre a distância que deveriam ficar um do outro, a garota achava que pelo menos dois metros era uma distância segura. Sesshoumaru segurou o braço do irmão impedindo–o de continuar.

– Algum problema? – InuYasha perguntou soltando o braço.

– O que a garota queria falar com você? – Sesshoumaru perguntou – Miroku não deu em cima dela, não é?

– Não foi nada. – InuYasha segurou a vontade de rir – Ela só queria perguntar sobre Kikyou.

– Certo... – InuYasha continuou a andar e Sesshoumaru completou – Não se envolva com ela.

– Do que diabos você está falando?

– Exatamente o que você ouviu. Não se envolva com a garota, nunca se sabe do que Kikyou é capaz.

– Você fala de minha namorada como se ela fosse um monstro... – InuYasha falou irritado – Ela não é má, apenas um pouco ciumenta.

– Ela é perigosa e você não vê isso porque deixa seus sentimentos atrapalharem sua visão. – Sesshoumaru deu de ombros e se afastou do irmão – Faça como quiser, só não envolva a garota Higurashi nisso.

– Eu não tenho intenção de me envolver com ninguém!

– Se você diz... – Sesshoumaru falou sem olhar para trás – Vamos, ainda temos que falar com Kouga.

– Feh! – InuYasha seguiu o irmão sem fazer nenhum comentário Quem ele pensa que é para se meter em minha vida?... Baka, insinuando que eu trairia Kikyou...

oOoOoOoOoOoOo

InuYasha abriu a porta do apartamento e olhou em volta procurando por algum sinal de Kikyou, pelo silêncio ela não estava em lugar algum. Ele franziu as sobrancelhas, ao perceber que ela não estava em casa aquela hora da noite, fechou a porta e caminhou para o sofá.

Mais de meia hora depois ele estava começando a ficar realmente preocupado, talvez algo tivesse acontecido. InuYasha estava pegando as chaves para sair novamente quando ouviu a porta sendo aberta e um casal conversando, ele se virou a tempo de ver Kikyou se despedir de Naraku e fechar a porta sem notar sua presença.

– Parece que você não demorou muito tempo para se recuperar pelo que houve ontem.

– Oh você já voltou! – Ela falou virando para olhar para ele, não sabia se estava irritada com ele, por ter sumido por quase dois dias ou consigo mesma por se sentir tão aliviada por vê–lo novamente – Pensei que iria ficar mais tempo com aquela garota... A conversa de vocês dois parecia tão amigável ontem...

– Era o que eu deveria ter feito, não é? – InuYasha estreitou os olhos – Afinal, você não parece se importar se estou aqui ou não.

– Então porque não dá meia volta e sai? – Kikyou estreitou os olhos encostando–se a porta – Parece que a minha presença não é tão agradável a você...

– Talvez eu devesse mesmo fazer isso não é? – Ele falou apertando as chaves na mão. – Já que a única pessoa com quem você não consegue ser agradável sou eu.

– Em vez de ficarmos nos questionando sobre o que fazer... – Kikyou falou se afastando da porta, colocou sua chave sobre a mesa antes de perguntar – Vamos falar de algo mais interessante, por exemplo... onde você passou a noite?

– Que tal começarmos por onde você esteve até agora?

– Responda minha pergunta primeiro!

– Talvez eu tenha seguido seu conselho e me divertido ontem à noite!

– Espero que tenha aproveitado. – Ela falou tentando esconder o que aquelas palavras a faziam sentir, se virou caminhando para o quarto.

– Inferno! – InuYasha falou antes de seguí–la – Você ainda não respondeu minha pergunta... – Ele falou entrando no quarto atrás dela – Onde diabos esteve até essa hora?... E com aquele maldito Naraku...

– Acha que só você tem o direito de se divertir? – Kikyou falou se olhar para ele – Naraku me convidou para jantar e eu aceitei... Afinal, MEU namorado saiu ontem e quando fui procurá–lo o encontrei com uma maldita garota no bar – Ela fechou os olhos tentando se acalmar antes de continuar – Não passou a noite em casa e agora pensa ter direito de me pedir satisfação!

– Eu dormi na casa de Sesshoumaru ontem – InuYasha falou ao vê–la se afastar dele – Não fiquei com nenhuma garota.

– Não me importo... – Kikyou falou se controlando para não correr para os braços dele, tinha sentido tanto sua falta – Pelo que aconteceu ontem, eu não preciso mais opinar em SUA vida.

– Eu pensei que ainda tivesse uma namorada... – Ele continuou, ignorando as palavras dela – Mas, não acho que você pense do mesmo modo.

– Desde quando você deixa uma namorada à noite sozinha? – Kikyou perguntou, seus olhos mostravam toda a tristeza que sentia – Qual é o seu maldito conceito de um namoro, InuYasha?

– Eu achei que se voltasse ontem, nós brigaríamos de novo e... – InuYasha falou se aproximando dela, os olhos fixos nos frios olhos castanhos a sua frente –... eu não quero mais brigar, Kikyou.

– Você nunca quer... – Ela falou em um fio de voz, cruzou os braços como se abraçasse a si mesma, desviando os olhos – Você parece pensar que eu me divirto com nossas brigas...

– É sempre tão difícil, Kikyou... – Ele falou, fechando as mãos para controlar a vontade de tocá–la – Não deveria ser tão difícil...

– Você sabe me responder porque é difícil, não sabe? – Kikyou perguntou estendendo a mão para tocar o rosto dele, a pele dele parecia tão quente em contato com suas mãos frias.

– Não queremos as mesmas coisas. – InuYasha falou colocando a mão sobre a dela – É duro admitir isso, eu a amo tanto... queria que seu sonho fosse o mesmo que o meu – apertou a mão dela quando a viu baixar o rosto, sentindo o coração se apertar – Eu não posso desistir de novo... é parte de mim... eu queria que você entendesse isso...

– Seria mais fácil de aceitar se... – Kikyou mordeu o lábio inferior, sem conseguir encará–lo – esse seu sonho não o fizesse se esquecer de mim... – Ela levantou a cabeça, ainda sem conseguir olhar nos olhos dele – Eu também o amo... mas... sua ausência me fere InuYasha.

– E brigarmos o tempo todo não?

– Claro que fere.

– Eu sei que vai ser difícil, mas... não acha que devemos tentar? – InuYasha falou enlaçando–a pela cintura – Eu te amo tanto, não quero ficar sem você.

– Eu não sei... – Kikyou falou em tom de dúvida, encostou a cabeça no peito dele ouvindo as batidas de seu coração – Eu... posso... tentar. Não agüento mais a sua ausência...

– Também senti sua falta.

– E aquela garota que estava com você? – Ela perguntou olhando nos olhos dele de maneira desconfiada.

– Ela é amiga de Sangô... – Ele falou sem entender porque não tinha falado a verdade – Só estávamos conversando para passar o tempo.

– Vai encontrá–la de novo?

– Não que eu saiba – InuYasha praguejou mentalmente Por que diabos eu continuo a mentir para ela?

– Hum... – Kikyou olhou nos olhos dele sem acreditar totalmente nas palavras, ele parecia estar escondendo algo – Tudo bem... – ela falou suspirando.

– Eu... – Ele falou tentando mudar de assunto –... vou poder dormir aqui hoje?

– Aqui não é sua casa também? – Kikyou perguntou parecendo confusa – Então, porque está me pedindo permissão?

– Você não parecia querer que eu dormisse aqui na outra noite.

– Bobagem... Já passou, certo? – Ela se forçou a dar um sorriso triste – Vou fazer um chá antes de dormir – Kikyou falou se soltando do abraço dele.

– Certo... – InuYasha falou observando ela sair do quarto, sentou na cama desanimado – Por que eu tenho a impressão de que ainda não acabou?

oOoOoOoOoOoOo

– Você tem mesmo que ir? – Kikyou perguntou seguindo InuYasha até a porta.

– Você sabe que sim. – Ele respondeu enquanto vestia a jaqueta – É a quarta noite que você me faz essa pergunta, está se tornando meio cansativo...

– Não tem uma noite que você fique comigo!

– Hoje é o último dia, a partir de amanhã não teremos mais que tocar no Bar, e eu passarei as noites com você.

– Eu não consigo entender porque Naraku não podia continuar com eles enquanto ainda estão no Bar...

– Ele desapareceu desde aquele dia.

– Eu o vejo sempre.

– Você o vê? – InuYasha se virou para olhar para a namorada – Onde você o vê?

– Ele mora no andar de baixo, InuYasha... – Kikyou revirou os olhos – É só eu sair do apartamento que o encontro.

– Se ele mora no andar de baixo, você não devia encontrar com ELE quando sai do nosso apartamento!

– Talvez se eu tivesse com quem conversar não precisasse falar com ELE!

– Não tenho tempo para falar sobre isso.

– Não teríamos que ter esse tipo de conversa se você tivesse mais tempo para mim... – Kikyou murmurou começando a se afastar.

– Falamos sobre isso quando eu voltar. – InuYasha falou abrindo a porta.

Quando você voltar vai ter se esquecido de nossa discussão.

– Eu não vou esquecer – Ele falou antes de fechar a porta.

– Não importa o que diga... – Kikyou falou sentando no sofá – Você sempre esquece.

I try to let it go
but I don't know if I can take it,
Cause the way you looked at me made me see
that I can't really fake it.
I try to help you out through the hardest of times,
your heart is in your throat,
and I'm speaking my mind,
though it looks as if it's over,
I'm still not over you,
If only she knew.

(Eu tentei superar

Mas, eu não sei se consigo suportar

Porque o modo como você olhou para mim fez com que eu visse

Que não posso fingir

Tentei ajudá–lo nos momentos difíceis,

Quando você sentia o coração na garganta,

E estou falando o que penso

Parece como se tudo estivesse terminado,

Eu ainda não superei você,

Se ao menos ela soubesse)

oOoOoOoOoOoOo

– Por que não aceita sair comigo de uma vez?

– Ah, não sei... – Kagome falou sem tirar os olhos do palco – Talvez porque... hum... eu não quero?

– Ele nunca vai ficar com você... está perdendo seu tempo.

– Não acho que tenha entendido o que você está dizendo, Naraku – Kagome finalmente desviou os olhos para o rapaz sentado a seu lado.

– Você gosta daquele inútil eu posso ver... – Ele falou indicando InuYasha com um gesto de desprezo – Eu nunca tive uma chance de ficar na banda.

– Você não teve uma chance porque é irresponsável demais para cumprir seus horários. – Kagome pegou a bolsa na cadeira a seu lado e levantou – E pare de espalhar boatos de coisas que não existem.

– Você nunca me viu cantar. Eu mereço uma chance!

– Se tivesse o mínimo de senso de responsabilidade não precisaria de uma chance... – Kagome falou começando a se afastar – Seria você, ao invés dele, no palco e no contrato.

– Então admite que sou melhor que ele? – Naraku perguntou em voz alta para que ela o ouvisse acima do som alto.

– Iie, apenas estou dizendo que se cumprisse com seus compromissos eu nunca teria tido a chance de ver InuYasha cantando. – Kagome se virou para ele antes de completar – Não tem ninguém além de você mesmo para culpar. – Ela se afastou antes que ele tivesse a chance de responder, podia esperar por Sangô em outro lugar, até Kouga era melhor companhia que Naraku.

– Eu não ter a quem culpar não quer dizer que não possa fazer alguém pagar... – Naraku levantou da cadeira – E não quer dizer que eu não possa mudar o que aconteceu.

oOoOoOoOoOoOo

– O que Naraku estava falando com você? – InuYasha perguntou a Kagome que tinha se sentado no balcão, ao que parece ficar perto de Kouga não era a idéia de diversão de Naraku.

– Não é da sua conta! – Ela respondeu mal humorada.

– Fique calma, eu só fiz uma pergunta.

– Gomen ne, InuYasha... – Ela falou arrependida – Não sou uma boa companhia no momento.

– O que ele fez dessa vez?

– Nada que eu não possa lidar. – Kagome deu de ombros pegando a bolsa – e depois de hoje, não vou ter que vê–lo novamente.

– Tão ruim assim?

– Ele diz coisas que me incomodam... – Kagome suspirou desanimada – E não para de me convidar para sair, como se eu não soubesse o real motivo.

– Se quiser eu posso falar com ele e—

– Iie! – Kagome quase gritou, não queria que ele falasse com Naraku. Sabia exatamente o que o outro rapaz falaria – Como eu disse, depois de hoje, não vou ser forçada a encontrá–lo mais.

– Não entendo porque você veio aqui todas as noites.

– Sangô—

– Ela ia embora sozinha todas as noites antes de você vir aqui, não venha me dizer que repentinamente ela desenvolveu algum tipo de fobia por andar sozinha...

– Desde quando eu lhe devo satisfação sobre o que eu faço?

– Diga a verdade... – InuYasha sorriu, era sempre tão fácil conversar com ela – Você está com medo que eu fuja, porque se isso acontecesse você ficaria sem seu "sucesso garantido" .

– Convencido! – Kagome falou sem poder conter o riso – Talvez eu tenha uma paixão secreta por Kouga.

– Pelo lobo não! – InuYasha revirou os olhos – Não me faça mudar de idéia quanto ao seu bom gosto...

– Ok, você me pegou. – Kagome falou séria. Aproximou o rosto do dele antes de sussurrar – Minha paixão secreta é seu "adorável" irmão.

– Nani?

– Ora, você sabe... aquele jeito frio e rude de ser me conquistou – Ela falou piscando para ele, mordeu o lábio tentando não rir da expressão espantada dele.

– Você está brincando, não está?

– Talvez... – Kagome começou a rir diante da expressão incrédula dele, colocou a mão em seu ombro buscando apoio.

– Sua bruxa... nunca mais faça isso – InuYasha falou tentando não rir, colocou a mão na cintura fina ajudando–a a descer do banco alto. – Eu estava começando a ter duvidas da sua sanidade mental... – Completou com um sorriso.

– Você precisava ver sua expressão – Kagome falou tentando parar de rir – Ganhei meu dia.

– Engraçadinha...

– Eu pensei que você tinha dito que não ia encontrar com ELA novamente! – Kikyou falou atrás de InuYasha.

– Maldição! – Ele falou afastando a mão da garota a sua frente e se virando para encarar a namorada. – Não é o que está pensando, Kikyou.

– Você disse que não voltaria a vê–la!

– Na verdade, eu disse que não sabia...

– E ainda tem coragem de brigar comigo por causa de Naraku?

– São coisas completamente diferentes!

– Por que você diz isso? – Kikyou estreitou os olhos. – Se ela é apenas amiga de Sangô, não vejo necessidade de—

– Eu sou a produtora deles. – Kagome falou com voz firme, a outra garota olhou

para ela como se estivesse esquecido de sua presença ou achasse que ela deveria ter desaparecido.

– Não pense que me engana, você não tem idade para isso.

– Trabalho com meu avô desde os dezessete anos, não que isso seja da sua conta.

– Ah, sim... com o avô... Me pergunto quanta capacidade é preciso, para conseguir um emprego na empresa da família! – Kikyou falou sarcástica.

– Muito mais do que você pensa, sua—

– Já chega! – InuYasha falou irritado – Falo com você amanhã, Kagome. – se afastou pegando o braço de Kikyou – Continuamos isso em casa.

– Me solte, seu cretino! – Ela falou tentando se soltar

– Não me obrigue a começar uma cena aqui... – Ele falou em tom de aviso, Kikyou apenas olhou para ele como se quisesse matá–lo antes de começar a seguí–lo.

Kagome ficou olhando enquanto eles se afastavam, baixou a cabeça tentando conter as lágrimas.

– Eu sou uma completa estúpida mesmo...

I know she loves you and I can't interfere,
so I'll just have to sit back and watch my world disappear.

(Eu sei que ela ama você e eu não posso interferir,

Então, vou apenas sentar e ver meu mundo desaparecer)

oOoOoOoOoOoOo

– Eu posso andar sozinha, tireasmãosdemim! – Kikyou falou assim que saíram do Bar – Não quero sequer olhar para você no momento! – Soltou–se dele, apertando o passo para colocar alguma distância entre os dois.

– Você está realmente me deixando cansado com toda essa bobagem! – InuYahsa falou. – Por que não pode falar comigo como uma pessoa normal?

– Como aquela garota, você quer dizer... – Ela parou de andar virando–se para encará–lo – O que devo fazer? – Kikyou perguntou estreitando os olhos – Sorrir e fingir perder o equilíbrio como pretexto para tocar você?

– Como você consegue ver maldade em tudo?

– Talvez porque seja verdade e ou você é muito inocente ou muito burro para vê–la!

– Eu devo ser realmente burro para ficar com alguém que me despreza!

– Isso é fácil de resolver... – Kikyou falou dando meia volta e começando a se afastar.

– Por que não me surpreendo com isso? – InuYasha recomeçou a andar – Está tentando arrumar um pretexto para se livrar de mim?

– Não sou eu que já arrumou outra!

– E o que me diz daquele maldito Naraku?

– Ele é meu amigo!

– Você tem um gosto duvidoso para amigos!

– Olhe–se no espelho!

– Pelo menos minha amiga não tentou passar a perna em ninguém!

– Claro, porque você fez isso por ela! – Kikyou continuou andando e entrou no prédio sem ver que o namorado tinha parado de andar, chocado demais com suas palavras.

I try to help you out through the hardest of times,
your heart is in your throat,
and I'm speaking my mind,
though it looks as if it's over,
I'm still not over you,
oh I'm still not over you,
If only she knew.

( Tentei ajudá–lo nos momentos difíceis,

Quando você sentia o coração na garganta,

E estou falando em minha mente

Parece como se tudo estivesse terminado,

Eu ainda não superei você,

Se ao menos ela soubesse)


N.A. – Oi minna,

Em primeiro lugar antes que alguém me xingue Naru se esconde Eu não desisti nem esqueci de nenhuma das outras fics, apenas estou inspirada a escrever esta, e enquanto eu não faço isso simplesmente fico bloqueada a escrever algo que preste das outras.

Não se preocupem, semana que vêem tem capítulos novos das outras, ok?

Arigatou : Polly, Iza, Lily, Carol Nirino, Sak-chan (Logo mais ela aparece), Lally, Kagome-chan, Laragalas ( é exatamente isso que você entendeu), Rei Higurashi, Hito-chan( Como você viu nesse capítulo, nem tudo é fácil"), Sf-chan (São músicas sim, vou colocar os nomes na minha bio, ok?), Leila Wood ( ainda não sei responder as suas perguntas... ou talvez eu saiba e não queira contar ainda :P), Dani e Tici-chan.

Arigatou pelas reviews e espero que me digam o que acharam do capítulo, ok?

Kissus e ja ne,

Naru