Capítulo 4

   Gina esforçou-se muito durante o curso, os aprendizados eram rígidos e a saudade da família e de um certo alguém a mantinham séria e extremamente dedicada; não tinha tempo para nada além dos estudos, recebia muito mais cartas do escrevia. Realmente, sua família e Draco não paravam de escrever, Gina respondeu apenas algumas cartas; dentre elas uma de Draco e tentou ser o mais fria possível.

   "Minha doce Virgínia,     

Tudo bem com você? Já escrevi muitas cartas e você não respondeu nenhuma. Sei que você deve estar com ódio de mim por causa daquela briga, peço novamente desculpa e que me perdoe, por favor. Não pararei de pedir perdão até você me perdoar, por pura e espontânea vontade ou pressão, a escolha é sua. Meu amor, tenho novidades para te contar. Consegui a vaga de promotor do Ministério, nenhum caso pode ser julgado sem a minha presença; é Virgínia, o esforço na livraria e as noites de estudo valeram à pena, passei em primeiro lugar na prova. E por virtude disso, comprei um apartamento para mim, nós e nossos futuros filhos (isto é, se você me perdoar). Agora meu objetivo é ter você de volta, para sempre.

   Espero resposta pelo menos desta carta,

               Eternamente seu

                    Draco Alexander Malfoy"

   "Querido Draco,

Estou bem sim, obrigada pela preocupação. Não respondi as outras cartas por falta de tempo. Assim que eu voltar a Londres conversaremos sobre aquela briga e resolveremos tudo, certo? Prefiro não dizer nada por carta, você pode me interpretar mal. Parabéns por ter conseguido a vaga de promotor e por ter comprado o apartamento, fico realmente muito feliz por você. Caso seja de seu interesse, o curso é muito bom e está sendo realmente proveitoso para mim, tenho me dedicado muito.

           Em breve estarei de volta

                Carinhosamente

                    Virgínia Weasley"

   Algumas vezes enquanto estava na Itália, Gina se perguntou se realmente valia a pena pensar em Draco, ele bem que poderia estar nos braços de outra se divertindo, 'tirando seu atraso', e ela se reservando para ele, para o suposto amor dele. Ela sabia o quão difícil era, mesmo para ela, estar apaixonada e manter um relacionamento sério com Draco Alexander Malfoy. Ele era sem dúvida nenhuma um jovem atraente, na flor de seus quase 20 anos, cabelos loiros e extremamente lisos, olhos azuis-acizentado e um físico de dar inveja a qualquer rapaz da mesma idade, braços fortes, peitoral e abdômen definido. Gina tinha com certeza motivos para ter dúvidas.

   Draco recebeu a carta de Gina no seu escritório no Ministério, abriu-a com tamanho entusiasmo e leu-a, definitivamente não era a resposta que esperava, mas era melhor do que não ter resposta. O rapaz sentiu-se aliviado quando leu "Assim que eu voltar a Londres conversaremos sobre aquela briga e resolveremos tudo, certo?", ela não o odiava. O rapaz estranhou que a mãe de Gina o procurou depois que ela partiu para a Itália, e por incrível que pareça, gostou da conversa que ambos tiveram.

Início Flashback,

   29 de junho de 2000 – Dia da partida de Gina para a Itália

- Malfoy? – Sra Weasley o interpelou quando ele se encaminhava para a saída

 - Pois não, Sra Weasley. – Draco respondeu, a cortesia para com os pais de Gina era algo que ele mesmo estranhou

 - Gostaria de trocar umas palavras com você, Malfoy. – Sra Weasley perguntou apreensiva – Você pode?

 - Sim. – Draco respondeu frio – Por favor, chame-me pelo primeiro nome. Não tenho mais orgulho do meu sobrenome.

 - Tudo bem. – Sra Weasley respondeu, fazendo sinal para que Draco a acompanhasse para um lugar longe dos filhos e do marido

 - Pode falar agora, Sra Weasley. – Draco disse, olhando para trás para ver se havia algum dos outros Weasley perto

 - Draco, gostaria de perguntar algo e gostaria que você me respondesse com sinceridade. – Sra Weasley disse com um tom extremamente sério

 - Sim, pode perguntar. – Draco respondeu, tentando manter a paciência

 - Draco, você realmente ama a Gina? – Sra Weasley perguntou, agora o tom era mais preocupado do que sério

 - Por que a pergunta Sra Weasley? – Draco perguntou colocando as mãos dentro dos bolsos do casaco

 - Responda-me Draco, por favor. – Sra Weasley insistiu

 - Sim, sra Weasley. Eu amo a Gina. – Draco disse, e Sra Weasley pode perceber um brilho no olhar do rapaz quando ele citou Gina – Eu realmente a amo.

 - Obrigada pela resposta, Draco. – Sra Weasley respondeu

 - Mas por que a pergunta? – Draco interpelou-a

 - Preocupação de mãe, Draco. – Sra Weasley respondeu – Bom, tenho que ir. Nos vemos, Draco.

 - Até mais, Sra Weasley. – Draco respondeu ainda se segurando, a paciência dele sempre tivera limite.

Fim do Flashback

   Draco ainda se intrigava por que a mãe de Gina perguntara aquilo para ele, seria mesmo preocupação de mãe; ele não poderia saber, sua mãe nunca se preocupara com ele. O rapaz estava realmente sentindo a falta de Gina, ainda mais agora que ele comprara o apartamento, tudo dava a impressão de abandono apenas com ele lá. Mas ele esperava que não fosse ficar assim quando Gina voltasse.

   Gina agora era uma curandeira graduada, ou melhor, especializada em casos gerais; finalmente estava voltando para Londres, para sua casa, sua família, sua nova vida, porque a partir de agora, ela achava que tudo seria diferente na vida dela. Enquanto arrumava suas coisas dentro das malas, caiu profundamente em seus devaneios.

Início do Flashback

  Março de 1997

    Gina olhava distraidamente para o lago cristalino, era o primeiro sábado da primavera; as árvores perto do lago exibiam belíssimas flores das mais variadas cores e tamanhos, as roseiras de Hogwarts estavam carregadas. A garota estava perdida em seus devaneios, Draco a avistou de longe por causa dos cabelos exuberantemente vermelhos; veio caminhando incrédulo até ela, havia poucas semanas que estavam juntos e o gelo que cobria o coração dele, estava começando a derreter.

 - Virgínia? – Draco perguntou, a voz fria deixava a desejar, mas quem via os olhos azuis-acizentado do rapaz brilharem afirmaria que ele realmente gostava dela

 - Ah! Oi Draco! – Gina disse meio que se assustando com a aparição do namorado – Já tem muito tempo que você ta aí?

 - Não, não. Acabei de chegar. – Draco dizia respondendo com palavras medidas, estava tentando ser menos grosso ao menos com ela

 - Ah! Vem, senta aqui do meu lado. – Gina disse sorrindo docilmente para o rapaz que se mantinha em p

 - É pra você. – Draco disse entregando uma botão de rosa vermelha para a garota

 - Obrigada! – Gina agradeceu dando um selinho em Draco – Adoro rosas!

   Draco ainda não havia se acostumado com os carinhos de Gina, mas mesmo não estando acostumado gostava das demonstrações de carinho dela. Também não conseguia acreditar que naquele incidente num dos jogos de quadribol poderia ter resultado um namoro entre uma grifinória e um sonserino.

 - Draco. Tava pensando em que? – Gina perguntou fazendo Draco sair do devaneio

 - Em como tudo começou, Virgínia. – Draco respondeu olhando nos olhos cor de chocolate que ela possuía

 - Estranho, né? – Gina começou – A gente se detestava, não se suportava e agora a gente tá junto.

 - Ironias do destino. – Draco disse meio que filosófico

 - Realmente, ironias do destino. – Gina concordou – Draco, posso te pedir uma coisa?

 - Depende. – Draco respondeu

 - Por favor, me chame de Gina como todo mundo me chama. – Gina pediu

 - Não sou todo mundo e, gosto de pronunciar seu nome inteiro. – Draco respondeu

 - Gina é muito melhor que Virgínia, Draco. – Gina contestou sorrindo envergonhada – Virgínia é tão careta.

 - É nome de nobres. – Draco disse

 - Não gosto de ser nobre.

 - Pois eu repito, Virgínia, Virgínia, Virgínia. Minha doce e sorridente Virgínia. – Draco disse esboçando um meio sorriso ao ver um lindo sorriso se estampar no rosto dela

   Gina calou-se de repente e se pôs a fitar Draco, ele percebeu a ação dela e começou a fitá-la também; Draco não soube explicar o que o levou a fazer o que fez depois... O rapaz apenas tocou delicadamente o queixo de Gina e se aproximou mais do rosto dela. Colou então seus lábios nos dela e a beijou apaixonadamente.

Fim do flashback

 - Gina? – uma moça chamou Gina da porta do quarto – Te atrapalho?

 - Ah! Entre Carolinne, estou arrumando minhas coisas. – Gina disse vendo a cabeça da colega surgir na porta

 - Tava pensando em quem hein? – Carolinne perguntou num sorriso maroto – Por acaso você tem um marido e nem contou pra mim.

 - Não, Carol. Eu não tenho marido, tenho um namorado. – Gina respondeu – Mas a gente brigou uma semana antes d'eu vir para cá.

 - Ah que pena, Gina. – Carol lamentou – Espero que vocês se acertem. E me convida para o casamento ok?

 - Carol! – Gina sorriu em resposta – Eu gostaria muito que a gente voltasse, sabe. Mas eu ainda não sei como vai ser.

 - Ele te escreveu? – Carol perguntou fazendo pose de psicóloga

 - Sim, muitas vezes.

 - E?

 - Que eu só consegui responder uma. – Gina respondeu desolada

 - Posso ler?

 - Desculpe, Carolinne. Mas estas cartas são confidenciais. – Gina respondeu agora separando a roupa que iria usar na viagem.

 - Ok, ok. Parei com o questionário. – Carol disse acompanhando com os olhos os movimentos de Gina; esta passava de um lado a outro do quarto pegando todas as suas coisas – Gina, por que você tá correndo tanto para arrumar suas malas?

 - Porque eu tô voltando amanhã para Londres, Carol. – Gina respondeu felicíssima

 - Amanhã? – Carolinne perguntou surpresa – Mas só voltaremos depois de amanhã.

 - Correção, temos até depois de amanhã para irmos. E eu resolvi ir amanhã. – Gina respondeu

 - Nossa! E você nem me avisa! – Carol disse estupefata – Estou louca para voltar para a Irlanda e só vou depois de amanhã.

 - Pensei que você soubesse, Carol. – Gina respondeu fechando suas malas e começando a colocar na bolsa o que tinha separado

 - Hei! Quem são esses? – Carolinne perguntou, pegando a foto dos Weasley que caíra da agenda de Gina

 - Minha família, Carol. – Gina respondeu sorrindo

 - Grande sua família, hein? – Carol disse – Vocês são quantos irmãos?

 - Somos sete. Mais meu pai e minha mãe. – Gina respondeu sentando-se ao lado da amiga para observar a foto, em que a família se mexia e sorria feliz

 - E você é a única filha? – Carol perguntou

 - Sim. A única Weasley filha. – Gina respondeu sorrindo alegremente, pegando a foto da mão da amiga e observando mais de perto; como sentia falta deles

 - Deve ser ótimo, não? – Carolinne perguntou – Ter tantos irmãos.

 - Às vezes sim, às vezes não. – Gina respondeu dando um beijinho na foto e recolocando-a dentro da agenda e a agenda dentro da bolsa

 - Já vou indo, Gina. – Carolinne disse se levantando – Termine de arrumar suas coisas e depois eu volto para me despedir de você.

 - Ok Carol. – Gina disse antes da amiga sair do quarto

   Gina terminou de arrumar suas coisas, e enquanto descansava sentada na poltrona recebeu uma coruja de sua mãe.

   "Querida Gina,

Estamos muito ansiosos com sua chegada. Mas gostaria de saber se você se importaria se não fôssemos buscá-la na estação. É que Gui e Carlinhos também estão para chegar e é muito importante a chegada de vocês três, é necessário dar um jeito na casa. Espero que compreenda.

        Beijos da mamãe"

   Gina rabiscou uma resposta num pedaço de pergaminho e mandou a coruja de volta. Seria até bom que fosse sozinha para casa, poderia caminhar um pouco pelas ruas de Londres antes de ir para casa. Adormeceu de repente e, acordou apenas na manhã seguinte.

N/A: E aí? Gostaram dos flashbacks? Quero reviews hein?

N/A 2: Um beijão para Mari Malfoy e Thati Weasley que lêem convictamente a fic...Vlw pelo apoio amigas!

N/A 3: E no próximo capítulo... Surpresa! Só com reviews eu conto!