N/A: Antes de tudo, tenho que dar créditos a Mari Sushi por trazer as fics de ficha a área do Naruto,e a Pices Luna, por criá-las. E ainda avisar que Narutim não me pertence. ;-;

/enjoy it

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Yes, only human.

Capitulo 3 -

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20 de fevereiro de 2230

"Q-quem está aí?"

Ele tirou uma parte do pano de sua cara, e finalmente pôde ver, bem mais afastada e com parte do corpo escondida, uma garota de olhos lilases e cabelo azul marinho.

"Er, oi?" Deu um sorriso sem graça enquanto coçava a cabeça e a garota olhava assustada para ele.

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Naruto ficou em silêncio por uns instantes, observando a garota parcialmente escondida. Ela emanava um forte cheiro de medo, e sua expressão não negava isso. Praguejou mentalmente, não gostava disso. Ele suspirou levemente e começou a tirar a cortina enrolada em seu corpo, talvez se a ignorasse até sair dali ela não fizesse nada como sair gritando por aí e pedindo ajuda. 'Onde eu estava com a cabeça pra invadir desse jeito a casa de alguém? Aposto que não tinha ninguém lá fora atrás de mim. Não sinto cheiro de ninguém nas ruas, então é verdade. Naruto seu idiota, agora essa garota vai sair por aí falando pra Deus e o mundo que um monstro invadiu sua casa..!' pensou estreitando os olhos pra garota que se escondeu mais um pouco.

O jovem Kitsune ficou alguns segundos olhando na direção da garota quando se lembrou de outra certa garota, então olhou assustado para o chão ao redor procurando Emmi. Suspirou aliviado ao vê-la caída bem perto de si, enrolada em alguns pedaços da cortina branca.

"Emmi?" chamou baixinho indo até ela.

A garota ainda estava desacordada. Naruto olhou pra ela de forma doce e a tirou do chão. Andes de se virar em direção a janela, olhou novamente pra jovem de cabelos escuros escondida e murmurou um 'desculpe' alto o suficiente pra ela entender. Mas pouco antes dele pular para o lado de fora da casa, sua nuca começou a latejar de forma violenta causando uma dor muito grande, e antes que pudesse fazer qualquer coisa já tinha perdido os sentidos.

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Um pouco longe dali, o dia amanhecia e três garotas corriam em meio a multidão: Sayuri, Sayaka e Neel .

Sayuri estava detestando aquele lugar. Apesar de o clima estar bem fresco por causa do orvalho e do sereno da madrugada, tudo estava um caos. As ruas entupidas de gente, barulho por todos os lados, vários cheiros estranhos. Mesmo sendo uma garota bem calma e tranqüila, Sayuri estava com uma terrível cara de irritação. Assustaria qualquer um que a encarasse diretamente.

Apesar de estar bem quieta, Sayaka estava a uma pilha de nervos. Do mesmo modo que Sayuri, a multidão, os barulhos e os cheiros a estavam enlouquecendo. Como se isso não bastasse, estava bem frio ali. Mas apesar de tudo isso a garota estava estranhamente quieta e sentia suar frio.

Neel pelo contrário nunca esteve tão agitada. Apesar da barulheira, e da superpopulação, a garota sorria como nunca. Pulava de um lado pro outro, cheirava as pessoas assustando-as, encarava as vitrines intrigada. Tantos cheiros diferentes, tantas cores e tantas coisas novas a estavam deixando tonta de excitação.

"Neel," Sayuri chamou colocando a mão no ombro da garota "eu sei que você está animada com tudo isso, só que... Nós temos que sair daqui."

"Ora bolas, e por quê?" perguntou arqueando a sobrancelha direita, olhando para as duas garotas a sua frente.

"Estamos chamando muita atenção" suspirou olhando a cara interrogativa de Neel "eu não entendi direito por causa do barulho muito grande, mas estão comentando sobre nossas roupas e aparência."

"Essas pessoas são bem esquisitas certo? Até agora eu vi muita gente com o cabelo muito mais esquisito que o nosso (lembra do cabelo daquele cara que a gente viu de noite, assim que chegamos aqui? Era verde! E ainda brilhava no escuro! Sem contar nas outras cores absurdas que vimos, nas peles cheias de figuras coloridas e esquisitas, e naquele monte de argolas e outras coisas fincados em suas peles), e qual o problema de dentes e garras afiados? E nossas roupas? São bem mais normais comparando com certas coisas que vimos por aí." Tagarelou olhando para sua roupa. Todas as três estavam usando aquele conjunto único, de material resistente e flexível, na cor azul marinho, colado ao corpo revelando todas as curvas. A gola era alta, as mangas seguiam até a base das mãos, e a barra da calça até os pés. Pequenas circunferências, similares a entradas de cabos, existiam aos dois lados dos joelhos, pulsos, pés, e pescoço. Assim era o uniforme de todas as experiências da corporação Akatsuki.

"A questão , Neel, é que estamos chamando atenção. E você agindo assim não está ajudando nada." Sayuri falou com a voz inexpressiva, com a face aparentando cansaço. Neel olhou ofendida para a outra, mas ficou quieta. Ela tinha razão afinal.

Sayaka olhava as duas conversando com uma expressão incomodada. Tudo o que queria era sair dali, o modo como as pessoas a olhavam a estava deixando assustada e envergonhada.

Ficaram em silêncio se encarando, até que Neel fez uma careta e sorriu maliciosa.

"Eu tenho uma idéia, me esperem naquela praça que passamos agora a pouco." E saiu correndo deixando as duas surpresas e nervosas para trás.

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Himotsushi andava calmamente por algumas ruas vazias e sujas.

Com sua audição apurada conseguia escutar de longe os lugares movimentados, e estava evitando ao máximo essas regiões. Há poucos minutos havia saído de um lugar incrivelmente lotado de gente, e nunca mais queria passar por uma experiência como aquela. Para a sorte da população, mesmo estando nervosa ela conseguiu sair de lá sem machucar ninguém. É verdade que havia empurrado com força muita gente, e devia ter arranhado um ou outro também, mas nada muito alarmante.

Enquanto andava, ia encarando as rachaduras no chão escuro. Não precisava olhar para frente para saber onde estava indo. Mas a questão é que ela realmente não sabia para onde deveria ir. Não tinha a menor idéia do que fazer dali para frente. Não sabia dos costumes, não sabia nada sobre o modo de vida daquelas pessoas. Conhecia algumas coisas, é claro, mas agora que estava ali fora tudo parecia tão maior e assustador, tudo tão irreal que ela estava assustada.

Sentiu nojo de si mesma quando passou pela cabeça que talvez estivesse melhor se tivesse continuado na corporação. Mas no fundo talvez acreditasse nisso mesmo. Não iria voltar para lá de forma alguma, mas o que ela tinha ali agora? Nada, simplesmente nada. Não havia comida, não havia abrigo, e ela não queria viver como um animal abandonado, rastejando por aí para viver.

Suspirou tirando isso da cabeça quando trombou em alguma coisa.

"Haha. Ora, ora, ora. Olhem para isso pessoal." Um garoto alto e feio, mas com roupas bonitas e jóias brilhantes falou com a voz arrastada.

"Mas que bela garotinha, tão pequenininha e branquinha!" Outro garoto mais baixo e com um sotaque estranho falou aparecendo do seu lado.

"Hehe. É mesmo, parece uma anjinha. Mas essas roupas são bem indecentes para uma menininha usar, ainda mais a essa hora da manhã, não acha não gracinha?" Um terceiro garoto, mais alto e mais forte que os três apareceu falando do outro lado, cercando-a.

Himotsushi fez uma cara de desgosto. Estava tão distraída que não havia percebido os três se aproximarem.

"E então, bonequinha, que tal ir brincar com gente lá em casa?" O primeiro que apareceu falou rindo sarcástico e malicioso, sendo acompanhado pelos outros dois.

"Ts, olha como fala comigo seu pivete. Mal tirou a bunda do berço e já acha que pode sair botando moral em tudo?" Himotsushi falou derramando sarcasmo pelos poros, sorrindo superior da cara que os três fizeram.

"Ihh, olha a menininha achando que é gente" o primeiro se recompôs cuspindo as palavras. "Vamos dar uma lição nela." Falou avançando um passo. Mas antes que pudesse fazer qualquer coisa se viu derrubado no chão pela menina. Uma aura branca parecia ferver em volta dela, seus olhos estavam vermelhos e ela apresentava um sorriso doentio.

"Escute bem seu filhote de um porco, com certeza eu sou bem mais velha que você. E quem vai aprender uma lição aqui são vocês seus lesados." Falou séria, balançando seu rabo, extensão da aura, de um lado pro outro.

Aquela rua sempre foi vazia, quase abandonada. Mas aquela tarde foi diferente. Ali havia uma multidão de policiais, médicos, repórteres e curiosos tentando sabe o que havia acontecido. Havia uma grande poça de sangue no chão, os três corpos ali estavam sendo levados as pressas para o hospital mais próximo e segundo as autoridades ele tinham sido brutalmente espancados e torturados. Estavam em estado de risco e provavelmente não sobreviveriam.

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Koara estava sentada num galho alto de uma arvore, olhando algumas poucas pessoas passarem. Tirando o bosque perto da corporação, aquela praça era o único lugar em quilômetro que havia arvores, e mesmo assim só três. Tivera trabalho pra encontrar aquele lugar, mas estava totalmente feliz. Ficava mais calma perto da natureza, e agora que estava livre, o certo era sentar e pensar no que fazer. O problema é que não havia exatamente algo para se fazer. Então ela estava se contentando em observar e aprender mais sobre seu novo mundo.

Por ali passavam poucas pessoas, todas simples e com expressões felizes, principalmente crianças. Dali mesmo, no alto da arvore, podia ver ao longe enormes construções atravessando as nuvens. Aquele deveria ser o centro da tal cidade, onde as pessoas realizavam seus trabalhos e compravam suas coisas, pois diversas coisas voavam de um lado pro outro entre as construções e passarelas, e um barulho muito grande vinha de lá, indicando um amontoado de pessoas se deslocando.

Suspirou entediada. Estava feliz por se ver finalmente livre, mas não gostava nem um pouco de ficar sozinha. Talvez se tivesse ido com alguma das outras meninas não estivesse se sentindo assim. Será que elas estavam bem agora? Ficou mais um tempo pensando e observando enquanto arrancava algumas folhinhas dos galhos a sua volta. Então um homem ruivo, todo de preto e com uma cara séria entrou no parque e se sentou num banco perto da árvore onde Koara estava.

Ela o olhou atentamente, e apesar de não te um olfato tão apurado quanto ao das doutras experiências, de longe estava sentindo o cheiro dele. Um cheiro levemente familiar. Respirou fundo mais uma vez, se acomodando melhor no galho, e no mesmo instante ele virou o rosto na direção onde ela estava, sério como se estivesse a vendo por entre as folhas grandes e escuras da árvore.

Koara estranhou isso, mas antes que pudesse pensar em qualquer outra coisa, sua nuca doeu alucinadamente e tudo se apagou.

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Demétria caminhava lentamente por uma grande rua.

Ali tudo estava calmo e vazio, mas acima de sua cabeça várias passarelas flutuavam ligando prédios, servindo de caminho para pessoas e servindo também como referência para aqueles estranhos e coloridos carros flutuadores. Apesar de toda a confusão acima, a rua estava tranqüila, e por causa da altura das passarelas, o barulho estava baixo (mesmo para a garota). As únicas almas vivas por ali eram uma ou outra pessoa que passava pelas calçadas, ou algum flutuador que descia lá de cima até a entrada para carros na base de cada prédio.

A garota olhava tudo discretamente, e muito curiosa apesar de não demonstrar. As pessoas estranhas, as máquinas práticas e silenciosas, tudo muito novo para ela. Não podia ser diferente afinal.

Sua cabeça doía, precisava encontrar um abrigo, decidir o que faria a partir dali, ou então se distrair com alguma coisa por enquanto.

Viu uma pessoa entrar em uma porta, semelhante a uma cabine na base de um prédio, ao lado de entrada de carros e de repente a pessoa havia desaparecido. Totalmente intrigada, a garota foi até lá. Na frente da cabine transparente de abertura oval, Demétria inspirou fundo, tentando captar algum cheiro, mas nada diferente havia ali, só cheiro de pessoas e cheiro de máquina. Enfiou a cabeça pela porta e olhou para cima. Parecia que um cano levava até o alto, provavelmente na altura das passarelas.

"Com dificuldades, mocinha?" Demétria foi surpreendida por uma senhora que a olhava com os olhos quase fechados e um sorriso calmo no rosto. Tomada pela curiosidade, nem havia percebido a pequena velha corcunda. Não queria mostrar que era nova ali, mesmo pra aquela senhora inofensiva, todo cuidado era pouco.

"E... Não." Respondeu virando o rosto levemente "só achei ter visto um conhecido."

A senhora inclinou a cabeça um pouco, com o rosto um tanto curioso, mas deu de ombros e sorriu.

"Se me der licença, até mais mocinha. E tome muito cuidado, essa cidade anda muito perigosa ultimamente." Demétria sorriu ironicamente sem que a velha percebesse e observou que só de entrar na cabine ela desapareceu. Ela não pareceu receosa entrar ali, então não devia ser ruim. Um tanto hesitante, a morena entrou de uma vez, e como num flash se viu em outro lugar. Da porta da cabine para fora havia um extenso e largo corredor por onde transitavam milhares de pessoas. Um pouco tonta, saiu de onde estava, e se apoiou na parede. O chão de vidro estava meio sujo, mas ela podia ver nitidamente a rua onde estava a pouco, a muitos metros abaixo. O barulho ali era alto, mas em um momento ela já estava bem, apenas incomodada. Olhou bem séria em volta, assustando alguns que lhe encararam diretamente, e saiu andando por entre as pessoas como se nada de mais estivesse acontecendo.

Seu olhar passava sobre tudo, seus ouvidos captavam todos os sons e a maioria dos cheiros, para não dizer todos, eram desconhecidos. Sua mente tentava gravar os hábitos dos humanos, e por um momento ficou tão concentrada nisso que não percebeu o homem vindo rápido na sua direção. Numa trombada violenta ele caiu no chão e ela pareceu pouco afetada, apenas surpresa e levemente irritada. Olhou indiferente para o homem recolher os papéis rapidamente, praguejando alto. Ele era muito branco, e as leves olheiras em volta de seus olhos negros, lhe deixavam com uma aparência doente. Seu cabelo, também negro, caia no rosto numa franja meio bagunçada, e o resto era arrepiado para cima como se tivesse sendo atraído por alguma força no céu atrás dele. Pensando bem, Demétria pensou, parece com o rabo de alguma ave.

"Não olha por onde anda não sua inútil?" O homem disse com desprezo enquanto se levantava. A morena somente arqueou a sobrancelha e saiu andando, ligeiramente irritada. Não queria causar confusão ali no meio da multidão, e uma dor bem chata lhe incomodava bastante na nuca. Se sentiu tonta, mas continuou andando, leve como se flutuasse.

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Sasuke ainda praguejava, enquanto ajeitava os papéis a caminho da empresa. Aqueles eram seus últimos relatórios, e depois tchauzinho emprego. Trabalhar naquele escritório era uma porcaria, e também, com a herança que tinha nem seus filhos precisariam trabalhar pra ter uma vida boa.

Enquanto caminhava com pressa tentando não dar de cara com outra pessoa, Sasuke se lembrou da mulher que esbarrara a pouco. Ela era um pouco mais baixa que ele, seus cabelos negro-azulados lhe lembravam Hinata, apesar de serem bem maiores e mais escuros. E ela tinha também profundos olhos amarelos, olhos sérios e arrogantes em sua opinião, que lhe lembravam muito uma pessoa que ele desprezava muito. Outra coisa que lhe chamou atenção foi que como ele era maior que ela, na hora em que esbarrou ele que caiu, e não ela como deveria ter acontecido. Ou talvez não. Não importava realmente.

Inspirou profundamente, lançando veneno pelos olhos e espantando qualquer um que ficasse na sua frente. Aquele não estava sendo um bom dia.

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Delphine fechou os olhos e sentiu o mundo ao seu redor. Usar seu dom lhe deixava um tanto cansada, mas não estava ligando muito pra isso, precisava apenas ir pra um lugar bem fresco e tranqüilo, onde pudesse pensar com calma o que faria dali pra frente.

Logo, seu instinto lhe levou para um rio grande, nos arredores daquela enorme cidade. Por um instante, ela ficou ali parada na margem, escutando o som da água corrente, sentindo o sol quente da manhã bater em seu rosto, junto com um vento fresco. Seu rosto demonstrava uma alegria intensa, com um enorme sorriso e olhos fechados e alegres, inspirando fundo, sentindo o cheiro da água.

Ela não estava totalmente limpa, mas servia. Com um sorriso ainda maior e com o peito se enchendo com aquele mesmo sentimento da hora que fugiu daquele lugar, liberdade, Del olhou em volta discretamente. Ali não haviam prédios altos, e quase não passava nenhum carro pelo céu, o que deixava a vista livre. Também não havia muitas pessoas ali, ainda mais de manhã cedinho.

Conferiu mais uma vez, e sem mais demora pulou na água. Um arrepio gelado percorreu seu corpo, e ela sentiu vontade de gargalhar. Será que as outras estavam se divertindo assim?

Sua vontade era de encher seus pulmões de água, mas acabaria morrendo se o fizesse, então, antes de qualquer coisa e levada pela agitação, sua aura apareceu. Del deu uma cambalhota dentro da água e passou a nadar o mais rápido que podia no fundo. Sua aura, mais brilhante do que nunca, ali na água dava a aparência uma barbatana e nadadeiras, o que lhe permitia nadar MUITO mais rápido que qualquer humano, e que também lhe permitia respirar em baixo da água. Se qualquer pessoa pudesse vê-la por fora da água, poderiam jurar que ali no rio havia um grande golfinho brincalhão. A felicidade da garota era tão grande que ela sentia que podia nadar até o mar, e sua vontade era essa mesma.

Mas em meio a toda sua diversão, Del foi surpreendida por um barulho muito grande, mesmo dentro da água e por uma agitação causada por uma grande máquina dentro do rio. Colocou a cabeça pra fora da água, pra ver a parte de cima da tal máquina. Ela era estranha, manchada, e andava de um lado para o outro dentro do rio. Depois de observar um pouco, Del percebeu que aquela coisa grande e barulhenta estava limpando o rio, e ficou extremamente alegre com isso. Mas antes que pudesse voltar a mergulhar escutou alguém gritando ali perto.

"Ei! Ei, garota!" Um homem alto de cabelos castanhos e rebeldes, com uma tatuagem na cara, ao lado de um cachorro muito grande branco de orelhas marrons, gritava e acenava preocupado para ela. Del ocultou sua aura rapidamente e foi se aproximando devagar, cautelosa. "Você vai se machucar! Saia daí!" Ele gritava enquanto o cachorro latia ao seu lado.

"O-O que você quer?" perguntou mais perto da margem, mas sem sair da água.

"O que você está fazendo aí? Se ficar no caminho dessa coisa – falou apontando para a máquina – vai acabar se machucando"

Ela o encarou, avaliando seu rosto, e depois olhou pro cachorro. O animal estava com a boca fechada, mas sua língua estava pra fora, e ele abanava o rabo com tanta força que parecia rebolar. Ao se sentir observado, o cão deu um latido alto, e Del sentiu como se ele estivesse dizendo oi. Ela saiu da água sorrindo e se ajoelhou na frente do cão, ignorando completamente o homem que a olhava como se fosse louca.

"Qual o nome dele?" perguntou se virando para o homem e abrindo o seu melhor sorriso, enquanto o cão subia em cima dela tentando lamber seu rosto.

"A-Akamaru. E quem é você?" Perguntou notando os cabelos e olhos prateados da garota. Ela era um tanto estranha, mas Akamaru parecia ter gostado muito dela.

"Delphine. Mas pode me chamar de Del." Falou sorrindo gentilmente enquanto acariciava a cabeça do cachorro. De repente, sua nuca doeu de forma violenta, e ela não viu mais nada a não ser escuridão.

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Nos arredores da cidade, quase no centro, Saya olhava o pouco movimento das ruas. Estava em cima de um prédio baixo, e a sensação de altura lhe agradava muito.

Mas ela estava levemente entediada.

Já tinha andado um pouco pelo centro. Não por aquelas coisas entre os prédios, as passarelas, pois ainda não sabia como chegar lá. Mas não estava tão interessada assim. O barulho que vinha de lá era alto, e alguma coisa dizia que era por causa de pessoas. Muitas delas. E ficar no meio da multidão não parecia ser muito agradável.

Então se contentou em ficar ali, olhando as pessoas do alto e tentando aprender um pouco sobre elas.

Foi quando dois homens passaram na frente do prédio em que ela estava. Eles eram estranhos e estavam discutindo alto. Um parecia pior, cambaleando levemente e gritando palavrões mais alto do que a voz do outro. Apesar das ofensas, eles não pareciam estar brigando. Pois não se agrediam e andavam lentamente lado a lado, por vezes perdendo o equilíbrio e se apoiando um no outro. Deles vinha um cheiro forte e embriagante.

"Eu estou dizendo seu maldito. Se você me rouba no pôker de novo vai se arrepender de ter nascido" O mais alto e moreno resmungou empurrando o outro.

"Kakuzu seu mal perdedor, não te roubei porra nenhuma. Eu jogo muito bem e agora seu precioso dinheiro é todo meu!" o mais baixo que parecia albino falou com a voz estranha, batendo no peito com força. O moreno ao lado dele fez um som que Saya definiu como choramingo então os dois caíram na risada.

"Ok seu Hidan inútil, mas eu quero uma revanche, e agora. Vamos, vamos de volta pro bar." Resmungou empurrando o outro.

"Mas é um bêbado mesmo, você sabia que ainda é manhã e que nós acabamos de sair de um bar?" O albino falou, e os dois riram de novo. Então saíram andando sem perceber que eram observados de longe.

Saya ficou olhando para o nada, pensando na conversa dos dois. Eles não eram os primeiros a falar no tal dinheiro. Parecia ser uma coisa importante para os humanos babacas, e se ela queria viver entre eles, tinha que saber bem como isso funcionava. Olhou novamente na direção que aqueles dois homens estranhos haviam tomado. Ela se divertiu observando aqueles dois, e alguma coisa lhe dizia que se seguisse eles iria aprender muito sobre dinheiro, e talvez até conseguisse um pouco.

Abrindo um sorriso largo, de assustar qualquer um, Saya liberou sua aura e pulou de prédio em prédio, seguindo aqueles dois.

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Emmi abriu os olhos levemente, e logo se levantou assustada. Sua cabeça doía, e sentia que alguma coisa havia acontecido.

Olhou em volta sem reação. Estava deitada em um sofá de couro marrom escuro. O lugar era bem espaçoso e estava silencioso, as paredes eram cor de creme, sobre o chão de madeira escura havia um tapete bem peludo, um pouco mais escuro que a parede. Havia outro sofá marrom, uma mesa entre eles com um vaso de flores brancas em cima, e na outra parede havia um grande móvel com uma caixa preta e várias fotos e outras coisas junto.

Emmi inspirou e expirou fundo várias vezes, tentando se acalmar. Que lugar era aquele? Onde estavam os outros? Como havia saído daquele lugar horrível?

Percebeu que ainda estava cheia de cortes pelo corpo, então liberou sua aura, bege escura que lhe dava uma cauda longa e fina e um par de orelhas meio arredondadas no topo da cabeça, e logo os machucados desapareceram. E por precaução, continuou com ela ´ativada´. Levantou-se silenciosamente e olhou melhor em volta. Havia uma janela quebrada e Naruto estava deitado no chão com um cobertor sobre o corpo e com um pano na testa.

Ela foi até o kitsune preocupada e percebeu que ele estava bem. Só estava desmaiado. Sentia isso. Pensou no que faria agora. Não tinha a menor idéia, com Naruto desmaiado e sem saber que lugar era aquele não tinha como fazer qualquer coisa. Olhou com carinho e preocupação para o loiro. Queria que ele estivesse acordado pra resolver as coisas.

Escutou um barulho atrás de si e viu uma mulher encolhida perto da porta. Ela era meio baixa, tinha um cabelo bem escuro que Emmi não conseguiu decidir se era azul escuro ou preto azulado, liso até os ombros com uma franja. Seus olhos eram de um lilás bem clarinho, com um brilho estranho, e ela era muito branquinha.

"V-Você acordou..." ela sussurrou e Emmi continuou olhando inexpressiva pra ela. A mulher não parecia apresentar perigo, na verdade ela parecia assustada, e muito. "N-não vai me m-machucar, v-vai?"

A menina olhou pra morena e deu um sorrisinho doce, negando com a cabeça. Agora sim percebeu o que tinha achado de estranho nos olhos daquela mulher: ela parecia cega, mas olhava tão diretamente pra ela que era impossível dizer aquilo. E parecia não querer o mal dela. Emmi viu ela relaxar um pouco, mas continuou no mesmo lugar. Estava mais do que claro que ela estava com medo. Então a menina farejou bem o lugar, procurando pela presença de mais pessoas, mas não encontrou ninguém. Olhou atentamente pra mulher e ela não pareceu ter nada que pudesse lhe machucar ou o Naruto. Suspirou levemente e diminuiu sua aura até ela desaparecer.

"Vocês... Estão melhores?" a estranha perguntou com a voz baixa e rouca. A menina concordou com a cabeça.

"Se... Se você não nos machucar, eu não faço nada com você. E você não parece querer nosso mal. Pode ficar tranqüila, então." Emmi sussurrou. "Eu me chamo Emmi." Falou vendo a mulher se aproximar levemente.

"Hi-Hinata" gaguejou parando perto do sofá menor.

"Onde estamos?" perguntou olhando para Naruto que resmungou baixo, ainda desacordado.

"Na minha casa" Hinata falou mais calma. Tinha levado um grande susto afinal, e aqueles dois não eram pessoas normais, mas não pareciam querer fazer algum mal.

"Desde quando?" perguntou se aproximando de repente e assustando Hinata.

"Tem algumas horas. E-Ele entrou com você no colo pela janela de madrugada, mas, eu não sei, quando parecia que ele ia sair, ele gri-gritou e desmaiou. E-Eu conseguir pegar você e te deitar no sofá, mas e-ele é pesado, e eu não consegui movê-lo." Falou baixo e rápido, corando levemente e olhando para o chão envergonhada. Emmi sentiu um carinho enorme por aquela mulher, e se conteu para não abraça-la.

"Entendi." Disse sorrindo abertamente. "Hinata-san, v-você se importaria se eu ficasse aqui com ele, só até ele acordar?"

Hinata olhou para ela surpresa por um instante, e ainda corada sorriu levemente e concordou com a cabeça. Então se levantou rápido.

"Po-podem ficar. Então, Emmi-chan, e-está com fome?" perguntou receosa. A menina sorriu ainda mais e concordou. Alguma coisa lhe dizia que iam se dar muito bem.

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Gente, desculpa MESMO pela demora.

Vocês sabem, férias, viagens, inicio de ano escolar, preguiça, provas e tudo mais. E eu literalmente esqueci da fanfic por um bom tempo. GOMEN! E desculpem quem apareceu pouco no cap. Eu ia colocar mais uma parte pra cada um, mas ia ficar muita coisa e ia demorar mais ainda pra eu postar, então deixei pro próximo cap, que provavelmente por eu já ter quase toda a idéia pronta, vai sair BEM mais rápido. E bom, esse cap foi mais parado mesmo e o próximo também vai ser um pouco, mas essa parte é necessária. A adaptação delas e talz. Mas espero que tenham gostado. Agora as respostas das reviews! /õ/

Nanetys: que bom que você gostou do jeito que eu fiz a Sayaka aqui, ela é uma das personagens que eu mais gosto *-* e esse cap ela quase não apareceu, desculpa. Mas cap que vem ela aparece mais, pode esperar! E sério que vc não sabia que era a Hinata? Tudo bem que todo mundo descreve ela com olhos perolados, mas pra mim eles são lilases bem claro o-õ sim, Deidara galã é o melhor *-* uiaoshaioush aw, vc tava tão ansiosa e eu demorei TANTO pra postar! DESCULPA *se joga da janela* bom, valeu mesmo pelos elogios e pode ler cada cap quantas vezes quiser, não ligo não rs *-* Beijos menina!

Ledger m: é, acho que eu assustei todo mundo atualizando rápido daquele jeito rs, mas agora eu desapontei com a demora D: desculpa viu? E que ótimo que você gostou do andamento da fic, me deixa muito feliz saber que vcs estão gostando, é bem trabalhoso pra mim já que não tenho muita facilidade pra escrever. A Neel? Ela é a minha personagem! ela apareceu muito né? é que como ela veio da minha cabeça fica mais fácil trabalhar com ela, mas eu to me esforçando pra mudar isso ok? ^^ Espero que você tenha gostado da aparição da Demi nesse cap (ela ia aparecer mais, só que eu resolvi deixar pro próximo), e olha só, até apareceu o seu amor asuiohaioushaiosuhasiuh beijos viu!

Yuirin: waa, desculpa a demora!? A Saya e a Del? Ainda não visualizei isso muito bem, mas o pedido da leitora é uma ordem! vou me esforçar pra isso. e bom, ela e a Neel não são bem o que eu chamaria de amigas mas também não são inimigas o-õ mas e aí, vc gosta do Kakuzu e do Hidan? *-* E que inveja *fuzila com os olhos* quero um bonequinho do Kyo também ;-; "as malucas que se entendem" é, se encaixa bem na nossa situação mesmo aushoiaushiauhs bom, sobre o lance da ilha, temos que negociar isso, sou bem ciumenta u-ú e vc pode me chamar do jeito que quiser! espero que tenha gostado do cap, BEIJOS

VioletaNegra: E aí, ta boa? aquela sua explicaçãozinha da Himotsu me ajudou bastante! Eu consegui escrever a parte dela com mais facilidade e ela ainda ia aparecer mais nesse cap, assim como umas outras, mas o cap ia ficar muito grande e eu ia demorar ainda mais de postar, então eu deixei pra colocar no segundo cap :) sabe, eu empolguei quando tava escrevendo, descobri que gosto muito dela, da vontade de morder ahuioshaiusohaisuoh ignora ok? espero que tenha gostado do cap! Beijos ! *-*

I-Dalice E-Milly: oee! O Naru é fofo em qualquer fic, ele é meu filhotinho e o personagem mais fofo que existe! *-* -morde- ele e a Emmi vão ser bem próximos na fic, bem meesmo. A surpresa que eu falei ainda está pra acontecer, e é no próximo cap. e vc gostou? A Emmi apareceu bastante (ta que foi só no final) e no cap que vem ela vai aparecer mais e provavelmente vai ser a primeira *-* aw, brigado por se preocupar –emociona- até que eu fui bem no vestibular, não foi óóótimo, mas ta bom 8D e desculpa a demora viu? beijoo

Carol: bom, a gente já conversa sempre, antão nem tem nada pra falar né. E aqui, esse lance de beta nem adianta muito não, só complica as coisas, então se vc quiser dar alguma ideia é so me falar, e os erros, bom, pra que serve o Word né ;D espero que tenha gostado da Koara aqui ;*

Lilly Angel88: Ufa, que bom que vc não ligou ó-ò eu achei que vc ia ficar com raiva, sei lá rs A parte da Del foi uma das que eu mais gostei de escrever nesse cap *-* Eu espero que vc tenha gostado também. e bom, perguntas e mais perguntas, sinto muito mas eu não posso responder! vc vai ter que esperar pra ler ao longo da história, como sou má D: ahsoiuahsiouahsiouahs desculpa da demora viu, beiijo!

Darknee: vem aqui em casa depois 8D e aqui, vc ta escrevendo ainda? ou já parou de novo? o-ó melhoras viu sua chata!

Ta aí! E eu ainda tenho alguns avisozinhos que VCS TEM QUE LER E DAR SUA OPINIÃO:

-Está aberto um pequeno 'concurso' aqui. Quem adivinhar quem é o chefe da Akatsuki e a única mulher lá dos superiores vai ganhar uma oneshot com o casal e o gênero que quiser. Como não é tão difícil assim, eu vou contar a resposta que aparecer primeiro ok? Mas tem que acertar os dois de uma vez. ^^ *só não escrevo hentai, e lemon só se for beeem leve. *e eu também queria pedir um favor: tudo menos SasuSaku, eu não sei e não gosto de escrever sobre eles, a não ser que o gênero seja horror ou angst 8D

-Eu queria que vocês participassem mais do enredo da fic também. Tipo como um mini RPG. Não, bem, vou explicar: vcs me dizem o que vocês querem que aconteça com a personagem de vocês, e se não alterar o rumo da fic, eu coloco. Numa luta, por exemplo, ou em qualquer coisa assim. Vocês podem colocar mais informações sobre suas personagens, como com quem que elas vão se dar melhor e essas coisas. Preguiça da minha parte? Talvez, mas eu queria que vcs tivessem mais interação na fic, quase como num RPG. O que acham? 8D Isso é uma votação, se vocês não quiserem eu continuo seguindo a fic do meu jeito. n-n

-E bom, mais futuramente eu vou precisar de mais personagens, outras 'experiências'. Então se alguém que está acompanhando e que não teve sua ficha escolhida quiser participar, é só me avisar. Mas vai demorar bastante para esses aparecerem, e eles não vão poder ter par ;/ a não ser que... Bem, isso é um assunto que eu resolvo depois com quem quiser. 8D

-E por fim, alguém aí escuta Jay Vaquer? *-*

\o\ REVIEWS /o/