A PROVA DO UNIFORME

A PROVA DO UNIFORME

No dia seguinte ela levantou tarde. Tinha passado mais da metade da noite pensando nele. "Que coisa Bulma, pare de pensar nele. Ele não passa de um grosso mal educado sem coração que te acha uma inútil" repetia para si tentando se convencer disto. Mas no fim não adiantava "Não posso negar, estou caída por ele" Fez cara de desânimo.

Resolveu que não tomaria café, afinal levantara tarde e esperaria até o almoço. Quando chegou ao jardim não pode deixar de reparar na nave dele, estava desligada, silenciosa. "Será que ele saiu?" Perguntava-se curiosa. "Não, deve estar dormindo" respondia para ela mesma enquanto se dirigia ao laboratório para finalizar os uniformes.

Chegando lá encontrou seu pai que examinava os modelos feitos.

- Óoh Bulma, bom dia querida! Exclamou o pai.

- Bom dia papai. Disse ela se espreguiçando.

- Estava analisando os uniformes. Acho que ficaram ótimos querida! Elogiou o Pfr. Briefs.

- Obrigado papai. Agradeceu e admitindo: - Não faria nada sem sua ajuda.

- A propósito querida... Sua mãe e eu estamos de partida! Disse ainda com um colete na mão.

- De partida? Como assim? Perguntou franzindo a testa.

- Resolvemos descansar este fim de semana prolongado por causa do feriado. E para isto vamos sair um pouco e passear. Disse sem muita empolgação. – Não gosto da idéia de deixar meus animais sozinhos, mais sua mãe insiste tanto neste passeio que não tenho como negar.

- Bom tudo bem, então. Respondeu um pouco chateada. Não gostava da idéia de ficar sozinha. "Bom Vegeta está em casa" pensou "Mais ele e nada é a mesma coisa" concluiu.

-Olá Bulma, olá querido! Exclama a Sra. Briefs entrando no laboratório. – Estou pronta para partirmos! Dizia ela com um enorme sorriso, sem falar no enorme chapéu que usava.

- Então tudo neste fim de semana é por sua conta Bulma! Disse ele antes de sair para o passeio.

- Tudo bem, divirtam-se. Respondeu ela acenando para eles.

Assim que seus pais se retiraram ela começou a trabalhar no uniforme final. Pegou sua caderneta com as medidas de Vegeta e pôs mãos a obra. Após algumas horas, finalmente estavam prontos os últimos uniformes. Olhando no relógio percebeu que já eram quase 4 horas da tarde e ela havia esquecido totalmente de almoçar. "Puxa, por isso estou com os olhos embaçados" pensava enquanto se dirigia para a cozinha de casa.

Quando terminava seu almoço Vegeta entrou. "Provavelmente esta atrás de comida" pensou ela.

Ele abriu a geladeira examinou-a e fechou. Olhou em cima da mesa e viu que tinha comida. Sem pedir, pegou o que sobrara e comeu. Bulma olhava incrédula aquela cena. "Que grosso nem perguntou se eu iria comer mais" foi então que disse:

- Olha, pode comer eu não queria mais mesmo! Disse com cara de deboche para a atitude dele.

- Se queria mais porque não falou. Respondeu ele com a boca cheia espalhando comida.

- Não fale de boca cheia! Disse ela levantando-se. – Vocês sayajins não tem o mínimo de educação mesmo! São uns grosseiros sem coração. Continuava ela – E você ainda se diz um príncipe.

- Mais eu sou um príncipe. Afirmou. - Só não perco tempo com bobagens, ainda mais pra me referir a uma inútil como você! Disse mais uma vez de boca cheia.

Bulma abriu os braços em sinal de desistência não ficaria ali discutindo com ele não adiantaria. Assim voltou ao laboratório para pegar os uniformes, Vegeta tinha que experimentá-los. Pegou um e levou para ele. Assim que chegou ao jardim deu de cara com ele entrando na nave.

- Vegeta! Disse ela aproximando-se – Terminei seu uniforme, preciso que você o experimente.

- Agora não posso. Respondeu rispidamente. – Está cega? Perguntou zangado. - Não vê que vou treinar?

- Claro que vi. Respondeu. – Pra sua informação não sou cega, mais preciso que você experimente e preciso agora! Disse ela como que dando uma ordem.

- Mulher insolente! Disse ele carrancudo tomando o uniforme das mãos dela.

Quando Bulma ia entrar na nave, ele fechou a porta na cara dela fazendo com que batesse seu rosto nela.

- AI MEU NARIZ! Gritou. – Você ficou maluco seu idiota? Perguntava ela aos berros com a mão no nariz.

Ele abriu a porta da nave com um meio sorriso e disse:

- Você quer me ver trocar de roupa? Perguntou calmamente.

- Claro que não seu grosso. Disse vermelha.

- ENTÃO CALE A BOCA! Gritou fechando a porta mais uma vez.

Ela ficou possessa, quando ia retrucar ele já fechara a porta outra vez. Ainda do lado de fora ela falava:

- Escuta aqui Vegeta, quem você pensa que é para me mandar calar a boca? Perguntava com raiva. – Você não passa de um grosseiro, mal educado, que só pensa em treinar, desalmado, sem coração. Saiba que eu te odeio, não vejo á hora de você ir embora e...

Ela parou de falar assim que ele abriu a porta. Estava vestido com o uniforme e como ela havia imaginado ficara perfeito nele.

- Puxa! Exclamou – Está ótimo! Disse já bem mais calma e esquecendo totalmente do ocorrido. - Ficou exatamente como eu havia imaginado. Disse ela sem pensar.

- Então quer dizer que você fica por ai me imaginando de uniforme! Disse ele provocador. – Ora mais que coisa! Continuou debochando.

Ela mais uma vez ficou vermelha e retrucou:

- Não é nada disso. Disse em sua defesa. – É só que eu, eu,... – Haa...

não enche! Falou brava - Quer saber? Perguntou - Perdi tempo demais aqui com você. Disse. – Vá ver se estou na esquina.

Quando ela ia virar-se para sair, ele rapidamente agarrou-a pelo pulso esquerdo trazendo-a para junto dele. A força da pegada assustou-a e a estava ferindo. Com os olhos arregalados pela atitude inesperada ela falou:

- O que é isso? Você ficou maluco? Perguntava tentando livrar-se dele. – Me solta, você está me machucando. Dizia ela com os olhos cheios de raiva – Vai quebrar meu braço.

"Quebrar o braço?" pensou ele, "Mais apenas a estou segurando". Assim, ele diminuiu um pouco a força mais ainda a segurava.

- O que pensa que está fazendo? O que quer de mim? Perguntava ela ainda se debatendo. – Me solte, me solte. Repetia, agora com os olhos marejados em lágrimas enquanto batia no peito dele.

"Sim o que queria? O que estava fazendo? Porque a segurava daquela maneira? Porque a mantinha presa junto dele?" Perguntava-se. "Estava ficando louco. Que atitude ridícula era aquela que tivera?" Assim como ela, ele mesmo não acreditava no que acabara de fazer. Então largou o braço dela permitindo que se afastasse dele.

Ela saiu correndo e deixou a nave. Ele permaneceu imóvel, parecia não ter nenhuma expressão no rosto. Estava confuso perante sua atitude, não só confuso estava incrédulo. Entrou na nave e trancou a porta:

- MALDIÇÃO!! Berrou ele elevando seu Ki ao máximo, causando assim uma explosão na máquina de gravidade.

Ela saiu correndo de lá. Tinha os olhos marejados em lágrimas. Tudo o que queria era ficar longe dele. Seu braço doía muito. Correu para seu quarto, lá ela sentia-se segura. Como se aquelas paredes a protegessem dele. Estava confusa. Não conseguia entender a atitude dele. "O que aconteceu? Porque ele fez isso?" Perguntava-se agora com lágrimas rolando pelo rosto. Sabia que ele era um grosso mais a ponto de agarrá-la daquela maneira e ainda por cima machucando seu braço. Então olhou para seu pulso, estava roxo ao redor. "Provavelmente aonde ele me segurou" pensou um pouco mais calma. A dor era forte, assim ela telefonou para a portaria solicitando que o médico a esperasse na enfermaria. Chegando lá fez alguns raios-X, foi examinada.

- Uma luxação! Disse o médico examinando os raios-X – Foi isso que a senhorita teve: uma grande luxação! Continuou - Na verdade por pouco não quebrou o antebraço. Dizia o médico. – A senhorita terá que imobilizá-lo! E não poderá fazer esforços por um tempo.

"Que ótimo" pensava ela enquanto o médico colocava a tala em seu antebraço. "Fim de semana com braço imobilizado; sozinha e com um lunático a solta pela casa. Era tudo o que eu queria" pensava com raiva sobre quem lhe causara aquele inconveniente.

- Mais o que teria causado isso senhorita? Perguntou o médico curioso apontando a marca roxa em volta do pulso dela tirando-a de seus pensamentos.

- Obrigado doutor! Disse levantando-se e ignorando a pergunta dele. – O senhor foi muito atencioso. Retirou-se então da enfermaria.

O médico nada respondeu apenas olhava-a partir em direção ao laboratório.

Chegando ao laboratório Bulma dispensou os empregados dando-lhes ordem para desligarem tudo e trancarem a porta. Assim dirigiu-se para casa tudo que queria era um banho e cama. Olhou para o braço com a tala "Que maravilha! Como vou explicar isso para mamãe e papai". Pensava chateada "Melhor, como vou tomar banho? Droga" Sua expressão agora era de desânimo.

No banho Bulma tentava relaxar, sentia-se cansada, sozinha. Assim quando terminou o banho começou seu ritual de beleza. Um creme diferente para cada parte do corpo. Haaa como gostava de fazer aquilo. Massagear, ficar cheirosa. "Muito melhor agora" pensava "Estou me sentindo até mais descansada". Foi até o armário pegou um Baby Doll e vestiu. O tempo estava ótimo aquela noite. Assim, ligou o som e deitou-se de costas na cama enquanto folheava uma revista de moda.