Oiê! Mais uma vez estamos aqui para mais um capítulo desta fic. Espero q estejam gostando dela!

Bem... Hj vamos ver algo bem intrigante... O.O Saberemos agora quem é o cara estranho que andava espionando o picnic das nossas amigas... Quais suas reais intenções e qual sua ligação com a personagem em quem ele pretende se vingar e, principalmente... Pq? O.O

Espero que estejam curiosos em saber sobre isso =P Bem, aí vai o capítulo. E vivas! Consegui fazer um comentário inicial q ñ fosse interminável! Bom... Então vamos logo antes q chegue alguém p/ acabar c/ isso XD Boa leitura, pessoal!

-/-/-ooo-/-/-

Parte IV: Lembranças de Prometeu

A menina acaba de chegar em casa, sua escola era ali, bem perto, e a saltitante garotinha, de seus seis anos, solta a mão do pai para correr para dentro.

Marin: Tadaima! (cheguei)

Mãe (carinhosamente): Okaeri... (bem vinda de volta). ^_^

Corre para os braços da mãe e, depois, responde ao olhar pidão do pequeno irmãozinho. Com três anos, mostrava uma grande adoração pela irmã.

Marin: Oi, Tohma... Vem cá, tenho um presente.

Tohma: Oba, Oba! O que é? Mostra, mostra! *. *

Ela senta no chão da sala e abre a mochila, enquanto o menino, inquieto, se senta à sua frente, esperando o presente. Puxa do estojo dois cordões, que tilintam como um guizo. Eram sinos, em volta dos quais havia uma armação irregular e bonita.

Marin: Pedi pro papai comprar lá no templo. É pra gente nunca se separar nem se esquecer um do outro... Toma, esse é seu.

Tohma: Oba! Olha, mamãe, que bonito!

Mãe: Sim... É muito bonito. Agradeça sua irmã.

Tohma: Arigatou, Marin-chan. ^_^

Abraça-a carinhosamente, depois de colocar o pingente no pescoço, todo orgulhoso.

Uma semana depois:

Era fim de semana, já estava escuro e eles tinham acabado de jantar. Na sala, Marin e Tohma brincavam com alguns bonecos pequenos enquanto os pais assistiam TV. A menina pára por um instante, olhando curiosamente pela janela, levanta, se aproxima, olha por todos os lados, mas não vê nada. A mãe estranha.

Mãe: O que foi, querida?

Marin: Vi uma sombra... Rápido, mas vi...

Mãe: Ora, deve ter sido sua impressão. Ou algum gato.

A garota aceita a explicação, sem se preocupar, e volta para os brinquedos, mas de repente, a TV e as luzes se apagam. As crianças gritam de susto, e o pai tenta acalmá-las.

Pai: Tudo bem... Só acabou a energia.

Voz (profundamente): Não seja otimista, humano.

Uma misteriosa luz clareia tudo, as crianças se agarram à mãe, que se abaixa para abraçá-las, protegendo-as. O pai tenta manter-se calmo, e ser o mais firme possível.

Pai: Quem está aí?

Voz: Se quer mesmo saber... Eu sou Prometeu, filho de Iápeto e Clímene, grandes Titãs da antiga Grécia. Vim buscar o menino.

Pai: Não se atreva a por as mãos em meu filho! ò_ó

Prometeu: Hahaha, um humano tentando deter um Deus... Saia do meu caminho.

Ele surge diante da família, Marin e Tohma estão agarrados à mãe, que também assustada, aperta os dois contra si, com medo de perdê-los. O Titã é alto, de cabelos até os quadris, prateados e lisos, olhos da mesma cor, pele alva, uma rica toga branca de detalhes vermelhos e braceletes dourados, adornados de pedras preciosas. Olha a todos com desprezo e estende a mão ao homem, fazendo surgir dela um brilho prateado. Não há como perceber o ataque, o pai cai morto no mesmo instante, a energia destrói a sala.

Mãe: NÃO!

Crianças: PAPAI!

Aproxima-se da mulher, mandando-a se afastar, mas ela resiste. Com o rosto molhado de lágrimas, fita os olhos impiedosos de seu algoz.

Mãe: Por que...?

Prometeu: Seu filho foi escolhido por mim, para ser transformado no homem que pensei que seriam os humanos. Um dia eu os defendi e lhes dei de presente a luz e o calor do fogo dos Deuses. Por culpa destes humanos fui castigado e preso por muito tempo, e nem mesmo agradecimento tenho, os homens se esqueceram daquele que lhes trouxe a possibilidade de se tornarem mais do que animais ignorantes.

Mãe: Nós não temos culpa se um dia pararam de nos contar tais histórias...

Prometeu: Não quero saber. O maior erro nem foi esse, mas foi usar o conhecimento que nasceu da capacidade que lhes dei para destruir este mundo e a si mesmos. Você não tem o direito de me questionar. Dê-me o menino.

Mãe: NUNCA!

Prometeu: Então morra...

Nem mesmo tocou a mãe, ela se separou das crianças contra a vontade, sem poder comandar seu corpo, e depois foi morta como o pai. Marin puxou para si o irmão, escondendo-lhe os olhos entre seus braços e fechando também os seus, desesperada em não ver a cena que não podia evitar. Resmungava apenas, chorosa: "Mamãe... Mamãe..."

A sala já estava completamente destruída, o menino se ergue para tentar proteger a irmã. Com três anos apenas, estende os bracinhos magros e faz cara de bravo, mesmo com o rosto todo molhado.

Tohma: Eu vou proteger minha irmã! ò_o

Prometeu: Você é corajoso, e um poder gigantesco se esconde em seu ser. É por isso que eu quero você. Vamos, saia daí, venha comigo.

Tohma: Não! ò_ó

O Deus franze a testa para o menino, deixando-o com muito medo, e ameaça agarrá-lo pelo braço para levá-lo a força. Marin o puxa de volta para si, protegendo-o sob seu corpo, mas Prometeu se irrita e a atira longe com o poder de sua mente. Ao olhar para ela, porém, e fitar seus olhos pouco antes da execução, ele parece mudar de idéia.

Prometeu: Isso não é necessário... O que pode fazer uma menininha de seis anos? Nem vai se lembrar. Hoje você vive criança, e espero que fique feliz em saber que seu irmão será o homem mais poderoso do mundo.

Ele leva o menino, que ainda esperneia em seus braços, chamando pela irmã, pelo pai, pela mãe, chorando e implorando para ficar. Marin levara uma pancada na cabeça e estava zonza, quase sem conseguir se mexer, mas ainda se levantou e correu na tentativa de agarrar a mão de Tohma. Mas o menino sumiu na forte luz, sem deixar o menor rastro.

A polícia chega ao local, parte da casa está destruída, os pais estão mortos, o menino desaparecido e a menina desmaiada. O resgate a leva ao hospital, mas quando ela acorda e conta toda a história aos policiais, na sua grande inocência, os faz pensar que estava delirando, sofrendo com o trauma do que teria acontecido. A encaminham para um orfanato e lhe designam um psicólogo.

Sentada sobre sua cama, com o rosto molhado e os olhos vermelhos, a menina ainda acredita que deva fazer alguma coisa, pelo menos para rever o irmão raptado. "Prometeu... Titãs da antiga Grécia..." – lembrava-se de palavras perdidas, ditas pelo Deus – "Onde é a Grécia?" – resmungou baixinho.

Voz: É o lugar para onde você vai hoje.

Marin pula de susto ao ouvir a voz desconhecida, que parecia de uma criança. Um menino a observava da porta do quarto, tinha os cabelos revoltados, curtos e castanhos claros e olhos verdes. Via-se claramente que não era japonês e era também mais velho que ela. Ele se aproxima, enquanto a menina agarra o ursinho que lhe tinham levado de sua casa na tentativa de acalmá-la. Abaixa-se um pouco e fita os olhos azuis e lacrimosos.

Menino: Não sabia que tinha japoneses de olhos azuis... ^_^ Seu nome é Marin, né?

Ela balança a cabeça positivamente, e demora um pouco até conseguir falar.

Marin: Você é do orfanato?

Menino: Não... Não sou. Eu só vim pra te buscar.

Marin: Como entrou?

Menino: Ah... Isso não importa. Vêm, a gente tem que sair sem que te vejam.

Marin: Espera. Por que tenho que ir? Pra onde a gente vai?

Menino: Você não me ouviu? A gente vai pra Grécia. O Grande Mestre me mandou aqui porque sentiu uma energia poderosíssima e muito agressiva. Como você e sua família foram atacadas, pelo que fiquei sabendo, e você sobreviveu, acho melhor que venha, já que o Santuário é um lugar seguro.

Marin: O que é Santuário? Quem é Grande Mestre?

Menino: Ah... Como eu explico? Santuário é onde estão pessoas que combatem seres malignos muito poderosos. E o Grande Mestre é o cara que manda no Santuário.

Marin: O homem que levou meu irmão disse que era da Grécia... Se eu for com você, vou poder achar meu irmão?

Menino: Bom... Não sei... Mas é mais fácil lá do que aqui.

Marin: Então eu vou.

Menino: Escuta... Esse cara é muito forte. Como acha que vai encarar ele?

Marin: Mas no Santuário não tem gente que combate seres maus?

Menino: Sim... Você quer ser forte como as pessoas do Santuário? É muito difícil.

Marin: Eu quero. Eu vou ser forte.

O menino estreita um dos olhos, como quem estranha e não acredita muito, pensando: "Magrelinha desse jeito, e com essa carinha de anjo? Não sei não..."

Marin: Como você se chama?

Menino: Aiolia.

Marin: Você também vai ser uma pessoa forte?

Aiolia: Er... Ah... Eu... É, vou ser sim. – respondeu, sem saber como dizer que ele já fazia parte de um dos doze guerreiros mais fortes do Santuário.

-/-/-ooo-/-/-

O ser escondido na encosta lembrava-se da menina que deixara viver daquela vez, enquanto se aproximava dela, com os olhos estreitos, um olhar de poucos amigos, pensando: "Deve ter sido um erro meu ter deixado essa menina viver... O que podia fazer uma menina de seis anos...? Ela fez muito... Ela reencontrou Tohma, e o fez voltar a ter os sentimentos humanos. Por isso ele se sacrificou, pelos sentimentos humanos que esquecera, e dos quais no fundo, queria se lembrar. Maldição...! No fim, nenhum humano pode ser transformado no ideal de humano que eu tinha. Acho melhor acabar logo com essa mulher que tanto me atrapalhou."

Aproximou-se calmamente, preparando-se para executar seu plano. Mas não a mataria... Isso não seria o suficiente... Ele queria vingar-se dos homens, portanto nada como atrair um dos mais poderosos guerreiros do Santuário para a toca do lobo... Sim... Depois ele poderia se encarregar dos outros, que estariam tomados pelo desejo de vingar o amigo.

-/-/-ooo-/-/-

Continua...

-/-/-ooo-/-/-

Bom... Como acho q devem ter percebido, eu escrevi esse capítulo à partir das cenas do passado de Marin e Tohma no filme "Prólogo do Céu - Overture." O passado deles fica posto ali sem explicações, então eu achei q seria legal colocar essa explicação p/ tal passado. Prometeu queria um humano ideal, como ele imaginou q deveriam ser aqueles à quem deu o fogo dos Deuses e, por isso, foi preso pelos Deuses no cume do monte Cáucaso e teve seu fígado comido por corvos dia após dia (e vcs sabem q o fígado se regenera, iamgina então o de um Deus o.o).

Conta a lenda que foi Hércules quem o libertou, mas os Deuses exigiram q alguém ficasse no lugar. Quíron resolveu ficar (coitado T_T) Mas nesta história, por conta do esquecimento dos humanos quanto à sua exixtência e sofrimento por lhes ter dado o fogo dos Deuses e, consequentemente, a superioridade sobre os outros seres vivos, ele quer se vingar. Tentou raptar Tohma, q tinha um grande poder latente, e o deixou sob tutoria de Ártemis, para q ele se tornasse o mais poderoso dos homens e se esquecesse dos sentimentos humanos, tornando-se, assim, igual à um Deus.

Mas todos sabemos que, em "Prólogo do Céu" Tohma e Marin se reencontram, e o garoto retoma seus sentimentos humanos q, no fundo, nunca quis esquecer. Eé por isso que Prometeu quer se vingar em Marin, em particular, e aproveitar p/ levar um dos guerreiros mais fortes do Santuário (Aiolia, claro) junto nessa. Bom... Acho q jah expliquei demais. Lendas contadas, vamos deixar o resto pro próximo capítulo, onde contaremos o passado de Marin e Aiolia no Santuário. Como será q o sentimento desses dois evoluiu? Bom... Até a próxima! Espero q tenham gostado! Comentem, onegai!