-Acorda. – alguém gritava no meu ouvido, enquanto me balançava.
-Eu já to acordada. – eu disse me sentando. – O que você quer aqui Lizzie?
-Vamos na costureira?
-Você não me acordou só pra me chamar pra ir na costureira.
-Eu acordei sim, algum problema? – ela disse, com um cara de santa totalmente falsa.
-Você realmente quer que eu comente? – eu disse imitando a cara dela.
-Vamos logo. – ela disse enquanto eu levantava. – Eu quero chegar lá hoje ainda.
Enquanto eu me arrumava a Lizzie não parava de falar. Ela falou sobre minhas roupas, sobre o modo como eu andava, sobre as cores que predominavam no meu guarda-roupa, e assim foi o resto da tarde. Seria um monólogo se não fosse pelos meus Huuuum, sério, e outras palavras que demonstravam que eu estava prestando atenção. Ela mal parava pra respirar.
-Pronto. – eu disse depois de calçar minhas sapatilhas novamente.
-Nossa, eu não tinha reparado, seus olhos são cinza. – ela disse, nas pontas dos pés para poder olhar meus olhos mais perto.
-Não quer ajuda pra igualar a altura dos olhos não? – eu disse rindo. – Quem sabe um banquinho
-Isso, tira sarro da anã aqui. – ela disse fazendo bico e saindo pela porta do quarto. – Não é porque eu sou menor que eu não posso brigar com você.
-Nossa que medo. – eu disse sarcasticamente.
-Vamos logo.
Nós fomos de caminhando mesmo, ela me mostrou as lojas, casas, cafeterias, mercados, cada pedaço de Atlântida. Nós paramos na frente de uma pequena loja (pelo menos era o que parecia) que parecia se bem simples. Quando entramos, uma mulher de, aparentemente, 30 anos apareceu e nos olhou de cima em baixo.
-Violet, Lorde Poseidon pediu para lhe avisar o vestido é para esta senhorita. – Lizzie disse, apontando para mim.
-Acho que eu acertei na cor então. –ela disse me olhando mais atentamente. – Vai ficar perfeito. Por favor, me acompanhem.
Ela nos levou até uma sala com vários vestidos pendurados em cabides, perfeitamente organizados por cores e marcas. Ela pegou um azul marinho e me estendeu.
-Querida, experimente este, por favor. – ela disse me levando até o provador.
Eu coloquei o vestido. Sabe quando você compra uma roupa e ela fica perfeitamente perfeita em você? E sim, o pleonasmo foi necessá que foi feita sobre medida. Pois então, é a definição desse vestido. Ele tem duas alças, separadas por um decote, ligados a uma grossa faixa, logo abaixo dos seios e a saia do vestido era solta. De alguma maneira a cor do vestido, um azul marinho escuro, ressaltava perfeitamente meus olhos cinza e minha pele branca.
Assim que eu sai do provador, a Lizzie fez uma cara do tipo: "eu to com inveja de você, mas ainda sou sua amiga.". Violet bateu palmas e me rodou.
-Eu não disse que ficaria perfeito. – ela disse. - Agora, se você quiser, já pode tirar o vestido.
Eu tirei o vestido e quando sai do provador a Lizzie estava entrando em outro com um vestido. Eu devolvi o vestido pra a Violet e ela o pendurou cuidadosamente, dessa vez, separado dos outros. Não demorou muito e Lizzie saiu do provador com um vestido vermelho, que era extremamente do tipo que Afrodite compraria. Ele tinha um decote generoso e não passava do começo das coxas. Lizzie ficou se admirando por um bom tempo. Ela entrou novamente no provador e tirou o vestido, que foi pendurado ao lado do meu.
-Eles são magníficos, Violet. – disse Lizzie, dando pulinhos.
-É claro que são, foram escolhidos por mim. – Violet fez uma cara de falsa mágoa, como se o comentário de Lizzie tivesse posto em duvida sua capacidade de escolha. - Vocês podem pegar os vestidos amanhã.
-Sim, sim... – disse Lizzie dando um abraço em Violet. – Até amanha.
-Até. – Violet disse, me abraçando.
Nós saímos e voltamos para o palácio. Nós fomos até meu quarto e ela me contou sobre as brigas entre meu tio e a vaca da Anfitrite. Ela me disse que normalmente a vaca tentava bater no meu tio e, por ser um cavaleiro, ele não revidava, mas a segurava e depois ela sumia por dias. Meu tio queria se separar, porem a vaca não queria. Dai, depois de uma visita da mãe da vaca, ela aceitou se separar.
-Venham jantar senhoritas. – Disse Mary, abrindo a porta do quarto.
Eu e a Lizzie fomos para a cozinha. Meu tio já estava sentado, conversando com a Mary. Nós nos sentamos e a Mary colocou uma travessa de yakissoba na mesa. A cara estava maravilhosa.
-Deixa que eu sirvo vocês. – disse meu tio pegando o meu prato. – Como foi seu dia Atena?
-Bem, tirando a parte que uma pulga microscópica foi me acordar, foi bom e o seu. – a Lizzie mostrou a língua pra mim enquanto meu tio ria.
-Ela é assim mesmo. Depois de um tempo você se acostuma. – me tio disse terminado de servir o prato da Mary. – Ela vai amar a Afrodite.
-Tinha esquecido que essas duas iriam se conhecer. –eu comecei a massagear minhas têmporas pensando no que essas duas iriam me obrigar a fazer.
-Vocês foram na costureira hoje? – meu tio perguntou.
-Fomos, foi tão legal, o vestido azul combinou perfeitamente com a Atena e eu achei um vermelho divinamente...
–... curto.- eu completei a frase.
-Não seja exagerada, ele nem é tão curto assim. – A Lizzie fez um bico.
-Eu imagino. – disse meu tio, levantando uma das sombrancelhas pra a anã. – Que tamanho que era esse vestido Elizabeth?
-Eleeranocomeçodascoxas. – Ela disse rápido o suficiente para ninguém entender.
-O que? –meu tio perguntou.
-Ela disse que é no começo da coxa. – eu repeti calmamente.
-Elizabeth! – meu tio começou a ficar vermelho de raiva. – Não ouse a aparecer no baile com esse vestido.
-Isso que você nem falou do decote. – eu sussurrei para a Lizzie.
-Que decote? – disse Poseidon ficando mais vermelho ainda
-Nenhum tio. – eu disse olhando para ele.
-É bom mesmo. – ele disse, voltando a sua cor normal.
Nós terminamos de jantar em silêncio e depois eu fui sozinha para o meu quarto.
Último capitulo de hoje...
E ai, o que vocês acharam?
Pretendo postar dia 04/05...
