Sakura: O quê? Tu tinhas-me dito que não gostavas de ninguém

Syaoran: Não estavas á espera que eu te contasse tudo, pois não?

Sakura: Ai é, olha de agora em diante, apenas converso contigo quando estiver mais alguém presente. A nossa relação vai ser estritamente profissional.

Syaoran (com superioridade): Ok, está combinado. Mas esqueceste-te de um pequeníssimo promenor.

Sakura: Qual?

Syaoran: As algemas. Onde vamos dormir?

Sakura: Aqui. Lá por dormirmos na mesma cama não quer dizer nada.

E até aparecer o Wei nunca mais falaram, ou seja, não falaram cerca de 3 ou 4 horas.

Capitulo 4: Noticia inesperada!

Quando Wei chegou perto da porta, bateu-lhe, para não apanhar ninguém desprevenido!

Wei: Posso entrar?

Syaoran: Claro, com certeza!

Sakura: Olá Wei!

Wei (olhando para o rosto triste de sakura): Menina Sakura, o que se passa?

Sakura (apercebendo-se de que dois olhos âmbares a abservavam): Er… Nada, eu estou óptima!

Wei: Sei, quer dizer que se chatearam?

Sakura (suspirando derrotada): Sim.

Syaoran: O quê? É mentira.

Sakura: Quer dizer, tu já te esqueceste do que combinámos?

Syaoran: Claro que não. Mas é mentira!

Sakura: Estás a chamar-me mentirosa?

Syaoran: Não, claro que não!

Sakura: Estás a ver?

Syaoran: O quê?

Sakura (começando a chorar): Estamos outra vez a discutir.

Syaoran: Não chores (colocando a mão no ombro dela com alguma exitação) Desculpa!

Sakura (Limpando o rosto, mas ainda muito triste): Não faz mal… há coisas que não mudam mesmo.

Wei (entregando um lenço para Syaoran): O menino Syaoran deve limpar as lágrimas de Sakura.

Sakura: Eu não quero mais nada dele!

Wei: Então, mas… Mas vocês são namorados!

Sakura (lembrando-se desse pormenor): Ah, pois é, não era isso que eu queria dizer.

Wei (desconfiado): Então, o que quis dizer?

Sakura (pensando): Boa, e agora como é que eu me vou safar desta (fez-se luz na cabeça) Já sei, eia, eu sou uma génia.

Wei: Então?

-------------------------Dentro da mente de Syaoran---------------------------

Voz: Tens de ajudar a Sakura? Se ela vos desmascarar, quem perde também és tu. (silêncio) Ela está muito triste contigo, mas precisa que tu a ajudes!

Syaoran: Quem és? O que fazes aqui?

Voz (não ligando à interrupção): A Sakura precisa de ajuda. Vais abandoná-la? Vocês nãos eram amigos?

Syaoran: Claro que não a vou abandonar. Eu já não sei se ainda somos amigos…

Voz: Eu digo-te, pelos seus olhos tu consegues obter todas as respostas para as tuas perguntas.

------------------------No quarto de Syaoran------------------------------------

Sakura: Bem, é que…(olhou para o Syaoran que parecia estar em transe, e que depois deu um toque na algema para que este desperta-se)…é que…

Syaoran (olhando nos olhos de Sakura e percebendo que afinal, ela sempre o considerou seu amigo): Aquilo saiu-lhe da boca para fora.

Wei: Ai é?

Sakura: Sim.

Syaoran (puxando a algema, agarrando a mão de Sakura): Nós não nos chatearmos, estávamos preocupados com uma pessoa.

Wei: Será que posso saber quem é?

Sakura: É o Kero.

Wei: O que se passa com ele?

Sakura: Nada de especial.

Syaoran então puxa a Sakura para perto de si e começa a aproximar os seus lábios dos dela. Sakura apercebendo-se do que se iria passar, decidiu entregar-se ao momento.

Wei observava aquilo, e decidiu que já estava a mais, mais propriamente a fazer de vela, decidiu então sair do quarto.

--------------------------No corredor---------------------------------------------

Homem: Olá! Muito bem.

Wei: Então? Que tal achou senhor Hiraguizawa?

Eriol: Por favor, trate-me por Eriol apenas.

Wei: Ok, se…Eriol!

Eriol: Bem, correu melhor do que estava à espera.

Wei: Mas eu fiz nada, apenas me limitei a observá-los durante algum tempo.

Eriol: Tu é que não sabes o que aconteceu naquele quarto.

Wei (espantado): Está a falar de…

Eriol (não deixando terminar a frase): De magia? É isso.

Wei: Ok, então é melhor não me meter nesses assuntos.

Eriol: Não se preocupe, este vai ser um segredo só nosso.

Wei: Então, se me dá licença, eu vou-me retirar.

Eriol: Força (depois de estar sozinho no corredor) Muito bem, parece que à medida que o tempo passa, vocês vão ficando mais próximos um do outro, se calhar mais cedo do que estava à espera. Mas, tenho de ver isso com os meus próprios olhos. Como é que vou fazer isso? Bem, se calhar, já tenho uma ideia.

---------------------------------Dentro do quarto de Syaoran-------------------

Quando Syaoran percebeu o que estava prestes a fazer começou a afastar-se.

Syaoran (pensando): O que é que eu estou a fazer?

Sakura apercebendo-se do que iria acontecer, realizou mais um dos beijos perto da boca, que apenas ela e Syaoran sabiam que não era verdadeiros.

Sakura: Syaoran porque me puxaste?

Syaoran: Era para provar a este senhor aqui…

Sakura: Onde está o Wei?

Syaoran: Eu não acredito que ele se foi embora.

Sakura: Ah, já percebi.

Syaoran: Então, será que me podes fazer o obséquio de me explicares?

Sakura (sorrindo): Claro, ele pensou que nós nos iríamos beijar e talvez fazer outras coisas.

Syaoran: O quê? Ele não pode pensar isso.

Sakura: Porquê? Então nós somos namorados é normal que…

Syaoran: tu não estás a perceber, é que a minha família é muito conservadora, eles nunca iriam aceitar isso.

Sakura: Porque não?

Syaoran: Porque os namoros na nossa família têm regras muito específicas.

Sakura: E já agora, quais é que são?

Syaoran (sentando-se no sofá): Então é assim, primeiro, "aquilo" só depois do casamento.

Sakura: Que antiquados, eles devem pensar que ainda vivem na idade média.

Syaoran (não ligando ao comentário dela): Segundo, beijos apenas com a permissão dos pais.

Sakura: Bem, se os beijos tivessem acontecido, já tínhamos quebrado as regras.

Syaoran: Eu gosto de quebrar regras.

Sakura: Olha que bom…para ti! Não te esqueças que não nos falamos.

Syaoran: Eu pensei que já tivéssemos feito as pazes.

Sakura: Pensaste mal, então e não há mais regras?

Syaoran: Ah pois, terceiro dormir em quartos separados.

Sakura: Ok, já chega, vou falar com a tua mãe.

Syaoran: O quê? Porquê?

Mas ele nem obteve resposta, pois ela abrira a porta.

Sakura (virando-se para trás): Já não estamos algemados.

Syaoran (triste): Ah, que bom.

Sakura (reparando na tristeza): O que se passa?
Syaoran: Nada.

Sakura (pensando): Deves pensar que me enganas, eu também estou triste, vamos discutir outra vez.

Syaoran: Então, onde vais?

Sakura: Não tens nada a ver com isso, mas eu vou ter com a tua mãe!

Syaoran: O quê? Tas maluca?

Sakura: Eu estou bem da cabeça, tu é que não! Como é que podes aceitar isso. Se eu fosse tua namorada, por mais que gostasse de ti não iria aceitar estas regras (olhando para a mão e reparando que as algemas estavam a voltar) E a tal noiva que era suposta casar contigo?

Syaoran (embasbacado): O que é que ela tem?

Sakura: Ela também aceitou estas regras?

Syaoran: Claro que sim, disseste que era suposta casar comigo, então já não é suposta casar-se comigo?

Sakura (apercebendo-se do que dizia): Oh, é que eu estou tão habituada a fazer de tua namorada, por isso…

Syaoran (sorrindo matreiro): Pois, pois, vou fingir que acredito.

Sakura: É verdade… já agora posso saber se é bonita?

Syaoran: Porquê?

Sakura: Tenho de ver como vai ser a minha rival.

Syaoran (incrédulo): O quê?

Sakura (apercebendo-se da asneira que dissera): Nada, sempre quero ver se a rapariga é alguma coisa de jeito.

Syaoran (Deixando escapar): É claro que não se compara a ti.

Sakura (espantada): O quê?

Syaoran: Nada.

Sakura: Bem, como estamos livres um do outro, eu vou para o meu quarto.

Syaoran: Certo.

Sakura (envergonhada): Sabes onde fica?

Syaoran: desculpa, esqueci-me de que tu não conheces a casa. Eu levo-te lá.

Sakura: Obrigada. (reparando nas algemas) Afinal não vale a pena, já estamos com as algemas outra vez.

Syaoran: Ora bolas!

Wei (abrindo a porta): Meninos, posso?

Sakura: Claro.

Wei: Então, o jantar já está pronto.

Syaoran: Ok, nós já vamos.

Quando estavam prestes as abrir a porta, a porta abriu-se de rompante.

Meilin: Olá Syaoran, Sakura, és tu?

Sakura : Meilin, que saudades.

Syaoran : O quê? Vocês já se conhecem?

Sakura: Sim.

Meilin: Vá vamos conversar.

Sakura (Pensando): Eu gostava muito, mas estou presa a um anormal. Como é que eu vou fazer com que nos separemos? Ah, acabei de ter uma ideia luminosa.

Sakura: Pera, que eu já vou ter contigo, preciso de falar com o Syaoran.

Meilin: Ok.

Syaoran (ouvindo a porta a fechar): O que se passa?
Sakura: Syaoran preciso que trabalhemos em conjunto.

Syaoran: Porquê?

Sakura: Porque sim.

Syaoran: Então mas porquê?

Sakura: Porque sim. Quem manda sou eu. Vá lá.

Syaoran: Tá bem.

Então, em conjunto saltaram para cima da cama, mas mesmo assim, as algemas continuavam lá.

Tentavam fazer tudo e mais alguma coisa, mas nada do que fizessem resultava. Já estavam a desesperar.

Até que sem mais nem menos, as algemas desapareceram.

Eriol (fazendo uma das suas aparições misteriosas): Olá! Surpresos por me verem?

Sakura: Claro que sim. Mas porque é que as algemas saíram?

Eriol: Querida Sakura (beijando a sua mão de forma galanteadora), a primeira fase já está completa.

Sakura: A sério? E isso quer dizer o quê?

Eriol: Que já não há mais algemas para ninguém.

Syaoran: Então e agora o que acontece?

Eriol: É assim: Cada um vai para o outro lado do mundo, mas não pensem que para um hotel de cinco estrelas.

Sakura: Então, ficamos onde?

Eriol (pensando): Sakura, tu já falas em "nós", ai, ai.

Sakura: Vá, então Eriol, para onde "eu" vou.

Eriol: Sakura vais para a Rússia. Syaoran vais para África.

Sakura: Que fixe, pelo menos já não te vou aturar mais.

Syaoran: Ya, concordo plenamente.

Eriol (pensando): Sim, pois, imagino.

Sakura (pensando): Mau, mau Eriol, já estás a abusar.

Sakura: E como é que vamos para lá?

Eriol: Eu levo-vos lá. Primeiro levo o Syaoran e segundo levo a Sakura. Vá, dou-vos alguns minutos para se despedirem.

Sakura: Não vai ser preciso.

Eriol: Mas eu tenho que ir falar com a mãe do Syaoran por isso…

Syaoran: Finalmente. Já estava farto de estar ao pé de ti.

Sakura: Será que pensas mesmo isso?

Syaoran: Desculpa?! Já há algum tempo que eu reparo que tu sabes sempre o que estou a pensar.

Sakura: E? Posso ter tido apenas sorte.

Syaoran: Mesmo assim! Não te importas que eu te faça um teste?

Sakura: Não, claro que não.

Syaoran (pensando): Eu gosto da Sakura, eu admito, os seus olhos cativam qualquer pessoa a mergulhar para dentro deles.

Sakura (apesar de ter ficado afectada, não podia mostrar isso, porque se não ele descobriria e depois correria perigo): Bem, qual é o teste?

Syaoran: O quê?

Sakura: O teste? Rápido que eu tenho de ir falar com a Meilin.

Syaoran: Podes ir, esquece.

Sakura: Estás bem?

Syaoran: Porque perguntas isso?

Sakura: Porque se calhar, não sei, parecias querer fazer-me um teste..

Syaoran: Mas já não quero. Agora eu tenho de ir. Xau.

Sakura: Xau.

Syaoran (na sua cabeça, uma voz): Será que vais sentir saudades dela? Parece-me que sim. Sei que agora não vais querer saber disto, mas mais tarde quando achares que precisas dela chama-me e eu ajudar-te-ei a entrar em contacto com ela.

Syaoran: Não estou a gostar nada disto.

Sakura: O quê? O que é que fiz?

Syaoran: Não estava a falar de ti.

Sakura: Estúpido. Porque falas assim para mim? Vou falar com a tua prima.

E nem deu tempo ao Syaoran de responder. A Sakura, após sair do quarto, sorriu. Ele ouviu o que a voz disse. Já é um passo.

Sakura: Meilin! Onde estás?

Meilin: Tou aqui. Não é preciso gritar.

Sakura: Desculpa é que eu tenho de me ir embora, mas não me queria ir embora antes de falar contigo.

Syaoran: Meilin! Onde estás?

Meilin: Eu hoje estou concorrida. TOU AQUI!

Syaoran: Preciso de falar contigo.

Sakura: Primeiro estou eu.

Syaoran: Mas eu tenho de me ir embora mais cedo.

Sakura: Eu quero lá saber disso!

Meilin: Desculpem, mas vocês não são namorados?

Sakura: Hã?!

Meilin: Pelo que ouvi, vocês são namorados.

Syaoran: Sim, mas vamos dar um tempo.

Meilin: Querem saber a minha opinião?

Sakura: Não.

Meilin: Mas eu vou dar na mesma. Acho que vocês precisam de conversar.

Sakura: Bem, depois tratamos disso. Agora vamos conversar.

Meilin: Olha eu prefiro falar primeiro com o Syaoran. É que ele vai-se embora…

Sakura: Tudo bem, tudo bem.

Syaoran: Toma, toma.

Meilin: Olha que eu mudo.

Syaoran: Pronto, eu não digo mais nada.

Depois de Meilin ter conversado com Syaoran, foi a vez da Sakura.

Sakura: Então Meilin o que se passa? Porque é querias falar comigo?

Meilin: Eu estou apaixonada!

Sakura: Ai é? Por quem?

Meilin: Descansa que não é pelo Syaoran…

Sakura: Por mim até te podias apaixonar por ele, eu não me importava.

Meilin: Eu não percebo nada. Mas tu és ou não namorada do meu primo?

Sakura: Já não!

Meilin: Então porquê?

Sakura: É uma longa história, mas depois eu conto-te. Então e quem é que é o sortudo?

Meilin: Ele chama-se Tai-Ming.

Sakura: Ah, tá bem!

Meilin: Sabias que eu vou ser acompanhante do Syaoran na viagem?

Sakura: A sério? Não sabia que se podia levar alguém.

Meilin: Pois, mas pode-se.

Sakura: Então eu vou telefonar à Tomoyo para ela ir comigo.

Meilin: Boa ideia. É pena é não irmos para o mesmo sitio.

Sakura: Só tenho pena porque vou passar muito tempo sem conversar contigo.

Meilin: Será que é mesmo só isso?

Sakura: É só isto!

Próximo capítulo

-A viagem deles;

- O aparecimento de dois inimigos muito poderosos;

-E outras coisas!

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bjs

1Sakuratsubasa5