Capítulo dedicado à Nani Potter, por ter me ajudado a superar minha dificuldade em descrever seres menores de 10 anos. S2

Capítulo Quatro

01 de Setembro de 2001

I was feeling insecure

(Eu estava inseguro)

You might not love me anymore

(Que você não me amasse mais)

Jealous Guy – John Lennon

Teddy Lupin tinha as coisas feitas à sua maneira e não ligava a mínima para o que os adultos lhe diziam. Quando sua avó o levava à Londres Muggle, ela deixava bastante claro que ele devia deixar o cabelo em um tom neutro de castanho e ser um bom menino.

Mas ele fazia isso? É claro que não. No momento em que as costas dela estavam viradas para ele, seu cabelo ia de castanho para um tom de verde limão, e daí para um tom rosa chiclete. E quando algum Muggle resmungava como era apenas errado fazer isso com o cabelo de uma criança, ele voltava para o tom de castanho. Então, quando Andrômeda o olhava com os olhos cerrados, ele abria seu melhor sorriso inocente e pedia um sorvete.

Que ele obviamente ganhava, já que havia sido um garotinho tão comportado.

Durante a semana, quando Andrômeda precisava ir à algum lugar que ela preferia que Teddy não fosse, o menino passava a tarde n'A Toca, brincando com Victorie até sua avó ir buscá-lo. Molly deixava claro que, se as crianças fossem ir para o quintal, deveriam avisá-la.

Mas, de novo, ele fazia isso? Claro que não e, não obstante, não deixava Victorie o fazer. Ele simplesmente a arrastava para o jardim, e iniciava alguma brincadeira que faria com que algum dos dois se machucasse. E quando o choro fosse inevitável, e Molly saísse correndo da casa, ele jogaria a culpa em Victorie.

O único que parecia ser capaz de ver além do comportamento maroto do menino era seu padrinho, Harry Potter. Tendo crescido com os Dursleys e sempre sendo o culpado por tudo o que dava errado no mundo, ele sabia muito bem quando Teddy estava aprontando ou não.

Por isso, por mais que Teddy amasse passar o máximo de tempo ao lado de seu padrinho, ele não podia evitar se sentir irritado sempre que eles se aventuravam para fora do mundo bruxo. Por que ele sabia que teria que se comportar, se não, quem faria o papel de bobo, seria ele mesmo.

Quando ele fora informado, há exatamente uma semana, de que passaria a semana seguinte toda no apartamento de Harry, Teddy se sentira o garotinho mais sortudo de todo o mundo. Seu padrinho viajava tanto por causa do trabalho, que Teddy quase não tinha a chance de vê-lo.

E Teddy sabia que quando Harry estava em Londres, e não estava trabalhando, ele passava a maior parte do tempo com Ginny. Não que Teddy conseguisse ver a graça disso.

Por isso, quando ele acordara naquele sábado, ele saíra de sua cama e correra para o quarto de sua avó, para que ela preparasse seu café da manhã, arrumasse sua mochila e o despachasse para o apartamento de Harry o mais rápido possível.

Não importava que fosse apenas sete da manhã. Ele ia ver seu padrinho e teria todos os seus desejos atendidos, por que ele sabia o quanto valia a pena se comportar quando estava com Harry. O padrinho não fazia questão nenhuma de tentar não mimá-lo, e desde que Teddy cooperasse, o menino teria tudo o que quisesse.

Mas toda sua animação sumiu quando descobriu que teria que dividir Harry com Ginny durante todo o final de semana.

- Eu não gosto dela. – foi tudo o que disse, sentado no sofá de Harry, os braços cruzados sobre o peito, um bico nos lábios.

Harry apenas sorriu. Estava mais preocupado em terminar de ajeitar alguns papéis do ministério, enquanto esperava Ginny terminar seu banho para que pudessem sair, do que ouvir os resmungos sem sentido de Teddy.

- É claro que gosta. – disse distraidamente, os olhos correndo por um dos muitos relatórios que estavam atrasados. – E ela gosta de você.

Teddy olhou ao redor do apartamento, vendo todas as fotos pelo lugar. Uma de Harry e Ginny nos jardins d'A Toca, sentados sob uma árvore e abraçados, com Hermione e Ron sentados do lado deles.

Do lado, uma foto de Harry e Teddy em uma pista de patinação no gelo, no mundo Muggle, tirada no último Natal.

Mas, Teddy notou, nenhuma era dele e Ginny.

- Então por que ela fica te roubando de mim? – perguntou, voltando a olhar para onde o padrinho estava concentrado no pergaminho que tinha em mãos.

Ao ouvir suas palavras, a cabeça de Harry se ergueu e as íris verdes se prenderam no rosto do menino.

- Como é?

Desde que Teddy aprendera a andar e falar, ele passava todos os finais de semana no apartamento de Harry. Porém, quando Harry começara a viajar pela Europa em nome do Ministério, essas visitas se tornaram cada vez mais escassas, já que Harry tentava intercalar finais de semana apenas com Ginny e outros apenas com Teddy.

Desde então, Harry notou que Teddy estava cada vez mais com ciúmes de Ginny. Embora ele achasse isso bastante compreensível, ele não via como Ginny podia estar lhe roubando de seu afilhado.

O menino apenas encolheu os ombros.

- Ela está te roubando de mim. – disse mais uma vez, embora não conseguisse mais ignorar o nó que se formou em sua garganta ao se lembrar de que estava esse perto de perder a coisa mais próxima a um pai que tinha.

Harry ergueu as sobrancelhas perante o tom choroso da criança, e os olhos tão mais brilhantes que o normal.

Erguendo-se, caminhou até onde o menino estava e se sentou ao lado dele, deixando-o se arrastar para seu colo. Aninhando-o contra seu corpo, suspirou, sentido os dedos pequenos se embolarem em sua blusa.

- Ninguém está me roubando de você, Teddy. – disse, correndo os dedos pelas mechas coloridas da criança.

Teddy fungou.

- Ginny está. – ele resmungou, apertando-se contra o padrinho, esperando que isso fosse, de alguma forma, ressaltar o que ele estava dizendo. – Ela está roubando meu pai de mim.

Harry não pôde evitar sentir um aperto no coração ao ouvir as palavras do menino; ele sabia que era a única figura paterna na vida de Teddy Lupin, e sabia que em algum momento o garoto o veria dessa forma, mas realmente ouvir isso era mais do que ele achava ser capaz de lidar.

Um suspiro trêmulo escapou por seus lábios, enquanto sua mente procurava pelas palavras certas. Harry entendia o que Teddy sentia por si; afinal, era o que ele sentira por Sirius pelo pouco tempo que tivera o homem em sua vida.

Mas colocar isso em palavras para um garoto de quatro anos estava fora de sua capacidade.

- Eu entendo como você se sente, Teddy. – disse por fim. – De verdade. Mas dizer que Ginny está me roubando de você...

Teddy não o deixou terminar. Afastando-se do homem, o menino o olhou com todo o ressentimento que uma criança é capaz de sentir.

- Você não sabe como me sinto. – acusou. – Você não tem um padrinho.

Harry sorriu tristemente perante isso.

- Bem, sim. – afastou uma mecha colorida da testa do menino. – Mas eu já tive um padrinho. E ele era a coisa mais próxima que eu tinha a um pai. Então, sim, Teddy, eu sei como você se sente. – o menino não parecia muito certo sobre isso.

- Te roubaram ele? – perguntou inocentemente e Harry riu tristemente.

- De certo modo, sim. – deu de ombros. – Mas não do modo que você acha que Ginny está me roubando de você. – sorriu para o menino. – Eu amo você como se fosse meu filho, Teddy. – admitiu, ganhando um sorriso largo em resposta. – Mas eu também amo Ginny. Do mesmo modo que eu gosto de passar meu tempo com você, eu gosto de passar um tempo com ela.

- Mas precisa ser todo o tempo? – foi a pergunta indignada.

Harry riu.

- É assim que as famílias são, não é? – mandou uma piscadela para o menino. – Você passa bastante tempo com sua avó. Assim como Ginny passa bastante tempo com os pais dela. E eu quero ter uma família com Ginny, eventualmente. E eu quero que você se sinta parte dessa família que eu possa vir a ter com Ginny.

Uma expressão contemplativa apareceu no rosto do menino. Harry continuou:

- Eu sei que é difícil para você ter de me dividir com ela, mas por que você não começa a aceitá-la? Ela gosta de você, Teddy, e o único motivo pelo qual ela não passa tanto tempo com você, é para que nós dois tenhamos momentos só nossos. Mas para que nós três possamos começar nossa família, você precisa aceitar que ela tem tanto espaço na minha vida quanto você.

Teddy suspirou.

- Mas ela só sabe brigar comigo!

Harry riu, dando de ombros.

- Se você parasse de aprontar quando acha que ninguém está olhando, ela não brigaria com você.

Teddy fez uma careta.

[...]

A Sorveteria Florean Fortescue ainda era como Harry se lembrava; embora fosse óbvio que havia sido restaurada de todos os danos que sofrera durante a guerra, nada havia realmente mudado. Florean ainda atendia todos seus clientes com um sorriso largo e, durante as férias, era possível vê-lo ajudando os adolescentes com seus deveres de casa – uma visão que sempre causava um sentimento de nostalgia em Harry.

Por mais que Harry não gostasse de passar o dia todo no Beco Diagonal, sendo seguido por repórteres, ele sabia que ir para a Londres Muggle com Teddy não era uma boa idéia. Por mais que Andrômeda jurasse de pé junto que o menino era um perfeito anjinho quando estava lá, Harry o conhecia um pouco melhor do que a velha bruxa parecia inclinada a acreditar.

Ginny, Teddy e Harry tinham passado a manhã toda na loja de Quadribol, onde Teddy quase tinha convencido Harry a lhe comprar a nova vassoura de corrida infantil. Enquanto se sentia arrogantemente orgulhoso de si mesmo por, finalmente, ter sido capaz de negar algo ao afilhado, Harry se viu cedendo ao pedido de Ginny de lhes comprar ingressos para o próximo amistoso entre Inglaterra e Espanha.

Quando os três finalmente saíram de lá, já estava na hora do almoço. Depois de uma breve discussão de onde iriam comer – Ginny queria alguma comida Muggle, enquanto Teddy parecia decidido que eles deveriam comer apenas doces; Harry apenas não se importava realmente –, eles finalmente se aventuraram à Londres Muggle, onde passaram algumas poucas horas sem nenhum repórter tirando fotos de cada passo que eles davam.

Depois de terem comido, Harry decidiu que já haviam passado bastante tempo ao ar livre e que talvez eles devessem voltar para seu apartamento. Teddy choramingou, falando que isso era apenas tedioso. Ginny parecia terrivelmente inclinada a concordar, por mais que ela não falasse nada.

Suspirando pesadamente, Harry cometeu o erro de perguntar o que Teddy queria fazer. Primeiro, o pequeno os arrastara para as Gemialidades Weasley, onde ele adquirira todos os tipos de brinquedos que Andrômeda abominava. Prevendo a irritação da bruxa por ter comprado essas coisas para Teddy, Harry decidiu que por um limite de preço era a melhor solução. Mas George apenas garantiu que Teddy podia levar o que quisesse, de graça. Harry apenas lhe lançara um olhar irritado, para o qual George apenas sorrira.

Depois de finalmente conseguir tirar Teddy de lá, decidindo como agora eles realmente iam embora, o menino implorou por um sorvete antes de eles irem.

- Mal não vai fazer. – fora tudo o que Ginny tinha dito quando Harry parecera relutante. Quando ele a olhou, ainda indeciso, Ginny apenas sorriu e o beijou na bochecha, murmurando como ela precisava ficar de bem com Teddy.

Sorrindo para ela, Harry cedeu e lá estavam eles, na mesa mais afastada da Florean. Entre risadas e bastante sorvete, Harry e Ginny contavam as várias partidas de Quadribol que tinham jogado na escola.

- Quem modifica um balaço? – Teddy perguntou, lambendo seu sorvete, quando eles terminaram de contar aquele fático jogo do segundo ano de Harry.

Harry apenas deu de ombros, enquanto trocava um olhar saudoso com Ginny.

- Um elfo doméstico. – respondeu, antes de pegar um guardanapo e limpar o queixo de Teddy, que não parecia capaz de comer sorvete sem se lambuzar.

Teddy o olhou esquisito.

- Por que ele faria isso? – perguntou e Harry riu.

- Porque ele achou que iria salvar minha vida. – deu de ombros. Teddy pareceu pronto para continuar as perguntas, mas Harry foi mais rápido. – Quando você for mais velho, te conto todas as minhas aventuras por Hogwarts.

Teddy pareceu indignado.

- Não é justo! – mas isso era tudo o que Teddy se atrevia a dizer, principalmente quando estava claro que Harry não estava mais prestando atenção. Suspirando, comeu o último pedaço da massa de seu sorvete. – Posso comer mais um?

Harry pareceu voltar ao presente com sua pergunta.

- Uhm, claro, mais um e depois nós vamos embora. – Teddy apenas concordou, observando o padrinho se levantar e ir até o balcão, deixando-o sozinho com Ginny, de todas as pessoas.

O que se seguiu foi um silêncio desconfortável, no qual Teddy parecia terrivelmente entretido com seu guardanapo e Ginny estava ocupada terminando o próprio sorvete, embora os olhos não saíssem da criança.

- Sabe... – ela começou, entre uma lambida e outra. Teddy ergueu os olhos para a mulher, embora sua expressão fosse desinteressada. – Você tem sorte por Harry ser seu padrinho.

- Eu sei. – foi tudo o que disse.

Ginny suspirou, antes de comer o último pedaço de massa e olhar para onde Harry estava envolvido em uma animada conversa com Florean.

- Você quer ir assistir ao amistoso? – perguntou, sabendo que Andrômeda não permitia que Teddy fosse assistir aos jogos. Por mais que o garoto gostasse bastante do esporte, ele parecia acostumado a ser privado de ir ao estádio.

Teddy a olhou desconfiado.

- Bem, sim. – encolheu os ombros. – Mas a vovó acha que sou muito novo para ir. E ela vive dizendo que está muito velha para esse tipo de coisa.

Ginny sorriu, assentindo.

- Harry pode ir com você. – sugeriu e Teddy olhou para onde o padrinho estava, mas não disse nada. – Tenho certeza de que Andrômeda não veria problema nenhum.

Teddy a olhou.

- Como se você fosse saber. – o sorriso de Ginny murchou um pouco perante a falta de educação do menino. Sabia que se Harry estivesse ali, Teddy não se atreveria nem a ficar mudo em sua presença. Suspirou novamente.

- Tomei muito chá com Andrômeda, Teddy. – respondeu displicente. – A conheço bem o bastante, obrigada.

Teddy enrugou o nariz, mas decidiu a ignorar.

Ginny suspirou mais uma vez, apoiando os cotovelos sobre a mesa e o queixo em uma das mãos, os olhos nunca abandonado o rosto infantil.

- Você sabe que você o machuca fazendo isso, não sabe? – perguntou por fim, e Teddy a olhou confuso. Ginny decidiu elaborar. – Quando você deixa bastante claro como se sente em relação a mim... Harry fica chateado. Ele gosta de nós dois, Teddy, e ele não gosta de ver que não temos uma boa relação.

Teddy cruzou os braços.

- Bem, a culpa é toda sua. – quando Ginny apenas ergueu as sobrancelhas, Teddy soube que precisaria explicar. – Se você não se empenhasse tanto em tirá-lo de mim, você até que seria um pouquinho legal.

Ginny sorriu.

- Aí é que está. – respondeu, inclinando-se na direção do menino. – Eu não quero tirá-lo de você, Teddy. Se qualquer coisa, eu quero que vocês tenham uma relação ainda melhor do que já têm. – hesitante, Ginny o fez descruzar os braços e segurou uma das mãos pequenas na própria. – Harry e eu... Bem, nós queremos ter nossa própria família. Nós queremos conseguir muitas coisas juntos, como qualquer família. – apertou levemente a mão dele, reconfortante. – Mas você sempre vai fazer parte da nossa família, Teddy. Nós sempre vamos pensar em você, antes de decidirmos qualquer coisa.

Teddy a olhou, uma expressão contemplativa no rosto, enquanto as palavras dela eram digeridas.

- Mas ele passa o tempo todo com você! – exclamou por fim, indignado. Ginny sorriu.

- Verdade. – deu de ombros. – Mas isso é por que minha mãe não tem mais controle sobre mim. Pelo menos, não da maneira que Andrômeda decide as coisas por você. Tenho certeza de que se dependesse de você, a coisa que você mais faria é passar o tempo com Harry.

Teddy sorriu, concordando com um aceno de cabeça.

- Sim! – respondeu empolgado e ela riu. – Ele é o melhor padrinho de todo o mundo!

- Certamente é. – ela concordou, o sorriso ainda nos lábios, os olhos indo procurar Harry novamente, apenas para vê-lo dando algumas moedas de ouro para Florean, um sorvete de casquinha na mão. – Quer ver algo engraçado?

Teddy pareceu curioso.

- Sim. – respondeu e Ginny indicou Harry, enquanto tirava a varinha do bolso. Quando Harry estava há poucas mesas da deles, ela balançou a varinha, murmurando um encantamento sob a respiração. O sorvete saiu da mão de Harry, que olhou para o doce com uma expressão confusa, antes de a casquinha flutuar até uma mesa próxima e pousar, de ponta cabeça, no cabelo de outro menino, que soltou um guincho esganiçado.

Teddy riu e Ginny lhe mandou uma piscadela cúmplice. Ambos ficaram rindo, enquanto Harry tentava se desculpar, encabulado, com o pai da criança. Quando ele olhou brevemente para os dois, apenas para vê-los rindo e Ginny com a varinha na mão, ele girou os olhos e continuou falando qualquer coisa para acalmar o outro homem.

[...]

Quando os três finalmente voltaram para o apartamento de Harry, já estava anoitecendo. Teddy estava no colo de Harry, dormindo, cansado de toda a agitação do dia.

Depois de colocá-lo na cama do quarto de hóspedes e cumpri-lo, Harry murmurou um 'boa noite', antes de sair do cômodo, deixando a porta meio aberta e indo para a sala, onde encontrou Ginny sentada no sofá e se livrando da sandália que usara o dia todo.

Suspirando, se sentou do lado dela.

- Obrigado por quase me arrumar uma briga. – disse em tom de conversa, antes de passar um braço por seus ombros e puxá-la para si. Ginny riu, acomodando-se contra o corpo do namorado, uma mão descansando na coxa dele e o queixo no ombro. Harry virou a cabeça o bastante para que seus lábios se roçassem.

- Bem, eu preciso trabalhar na minha relação com Teddy. – disse simplesmente, antes e beijá-lo lenta e apaixonadamente. Harry sorriu contra sua boca, sentindo-se bobo com todas as sensações que ela era capaz de despertar com apenas um beijo.

- Não podia ser de outro modo?

Ginny riu, levando sua outra mão para emoldurar o rosto dele, trazendo-o para mais perto.

- E qual seria a graça disso? – Harry riu, antes de beijá-la novamente por vários minutos.

- Vocês sabem que isso é nojento, certo? – a voz de Teddy chegou a eles, fazendo com que Harry se afastasse de Ginny. O menino estava parado na porta da sala, os cabelos bagunçados e na cor que os de Remus tinham sido, enquanto coçava um dos olhos com a mão pequena. – Eu estou com fome. O que tem de janta?

Harry riu, pensando no quão surtado Remus ficaria com um filho tão esfomeado.

Continua...

N/A: LEIAM AQUI!

Primeiro, obrigada a todos pelos comentários. Fiquei bastante feliz em saber que estão gostando. Vocês não têm noção de como isso me deixa satisfeita.

Segundo, peço imensas desculpas pela demora. Acabei ficando embolada com um trabalho da faculdade, mais minhas provas finais, e não tive muito tempo de pensar no que escrever. Então, desculpas pela demora e por não ter upado nada aqui dando uma explicação.

Terceiro, me foi sugerido não manter uma ordem cronológica tão rígida, para o caso de me dar vontade de escrever algo de um ano já passado. Eu andei pensando bastante nisso, mesmo antes de sugerirem. Eu acho uma idéia válida, mas quero saber se isso vai ser bem aceito por todos. Por isso, me falem o que vocês acham nos comentários.

Quarto, eu gostaria muito que vocês me falassem algo que gostariam de ver acontecendo na vida deles. Por mais que eu queira, há tantas coisas que não passam pela minha cabeça, mas que são interessantes de se explorar em uma história. Então, deixem suas sugestões que no devido tempo e oportunidade, elas serão usadas e devidamente creditadas.

E quinto, mas não menos importante. Chamaram-me a atenção para o fato de que as profissões da Ginny e da Hermione estão erradas. Leia os avisos que eu coloquei antes do primeiro capítulo. Eu sei que a Ginny é jogadora de Quadribol, mas não gosto dessa idéia; desde sempre, eu a imagino ou como auror ou curandeira. E já que é uma fanfic, eu me sinto livre para mudar isso. O mesmo vai para Hermione; eu sempre a imaginei trabalhando no departamento de mistérios e tal, então é lá que eu a coloquei. Até por que, o enfoque maior da fic não são as profissões, mas sim os acontecimentos cotidianos da vida deles.

De todo modo, muito obrigada a todos pelos comentários e pela paciência. Sintam-se livres para me mandar comentários ou mensagens privadas quando estiverem achando que estou demorando muito para atualizar.

Mais uma vez, obrigada e até a próxima atualização – que, esperançosamente, acontecerá antes do natal.