Naruto e os demais personagens não me pertencem, assim como a historia também não.

Olá denovo meus anjos *-*

Sinto que minha adaptação é a com mais erros e a que mais demora a ser atualizada. Desculpem essa pobre coitada.

Arrumei o problema com a ex-mulher do Sasuke, ela se chama Cho. Ela seria perfeita para a Sakura pela aparencia que eu não quis mudar, porém a personalidade não bate.

A troca de nomes eu também arrumei, esse foi o erro mais grava, perdão Y.Y

Enfim, mais um capitulo. Ainda essa semana posto outro, que ja esta pronto e revisado.

Beijoo da Miya *-*

Capítulo 4

Três semanas depois, Hinata estava sentada no escritório de sua casa, numa manhã, antes de ir ao trabalho, com gesto de enfado. A resposta do segundo banco tinha sido muito rápida, e o terceiro informava-a de que a comissão de empréstimos tinha decidido paralisar todos os créditos durante os próximos seis meses. Fechou um envelope para uma nova solicitação. Antes ou depois, teria sorte.

Durante os últimos dias, Hinata tinha estado buscando locais em outras avenidas, mas os aluguéis eram tão altos que teria sido uma loucura.

Enquanto seu principal competidor tinha celebrado a inauguração do novo local com alarde. Inclusive alguns dos clientes de Hinata tinham tido o descaro de lhe comentar, maravilhados, que a nova loja era espetacular. E, para cúmulo, ultimamente sentia-se mal.

Hinata pressionou a tecla do computador que punha em andamento os pagamentos mensais. Durante toda semana, ao se levantar, tinha se sentido tão mal, que tinha sido incapaz tomar o café da manhã. Ao meio dia não comia mais que uma bolacha ou duas e um refresco, que parecia lhe acalmar o estômago. E para jantar, beliscava algo rápido. Não lhe apetecia nada, estava cansada. Custava-lhe levantar-se para ir trabalhar. E ao meio dia precisava apoiar a cabeça em algum

lugar, e descansar. Sasuke estava viajando toda a semana, e ainda demoraria outros dez dias mais para voltar. Ligava para ela todas as noites, mas Hinata não lhe tinha contado nada a respeito de seu mal-estar. Confiava que tivesse passado quando ele estivesse de volta.

Era ridículo, mas tinha saudades. Hinata caminhou animada pela rua em direção à galeria, esperando que seu estômago revolto se acalmasse. No dia anterior o mal-estar tinha-lhe durado quase todo o dia, mal tinha podido suportar o cheiro da comida, E tinha vomitado o jantar.

Deitada era como melhor se sentia, mas não podia passar o dia assim, sem fazer nada. No entanto nesse dia, à hora de comer, mal podia se ter em pé. Shion a encarregada, corria da loja ao depósito, onde Hinata tinha se sentado apoiando a cabeça no suporte do cabide.

— Deus meu, Hina, tem um aspecto horrível! Deveria ir para casa. Se isto é um vírus, que Deus nos proteja!

— Ora, obrigada, Shi! Acho que tem razão será melhor que vá para casa — contestou Hinata se agarrando àquela desculpa. Não queria contar a ninguém que estava grávida —. Por que não pergunta a Tenten, se pode vir hoje e manhã?

Shion assentiu e correu a ligar para Tenten. Depois, sem dizer nada, chamou um táxi para Hinata.

— Mas ainda é muito cedo! — queixou-se Hinata.

— Tarde demais, por seu aspecto — contestou Shion dando ao taxista uma generosa gorjeta.

Uma vez em casa, Hinata dormiu durante horas. Tinha ouvido falar do mal-estar dos primeiros meses de gravidez, mas jamais teria imaginado que a sensação de náusea contínua fosse tão insuportável. Para sua desgraça, na semana seguinte foi exatamente igual. Foi diariamente trabalhar, mas mais de uma vez teve que descansar no depósito. Até a água provocava-lhe vômitos. Shion atendia-a solícita, mas evitava aproximar-se, por medo de contágio.

— Relaxe — assentiu Shion —. Vá para casa e descanse não se preocupe por nada. Conseguirei que venha alguém me ajudar.

Hinata voltou a tomar outro táxi e fechou os olhos. Ao chegar em casa se deitou na cama vestida, e dormiu.

Na semana seguinte foi ainda pior. Hinata só podia controlar a sensação de náusea em posição horizontal, imóvel. Virar-se a um lado ou outro, na cama bastava para embrulhar-lhe o estômago.

Hinata buscou o telefone com mão vacilante. Tinha que avisar a Shion de que não iria abrir a loja aquela manhã.

— Hyuuga Gallery, Shion falando. Posso ajudá-lo?

— Olá, Shi.

— Hinata! Estava preocupada! Tinha decidido ir a sua casa ao meio dia, se não aparecesse. Tudo bem?

— Bastante mal. Importa-se de ficar sozinha?

— Claro que não! Fique na cama e descansa. Chamou um médico?

— Não.

Aborrecia-a admitir que as coisas não fossem bem. No entanto, depois de desligar, Hinata marcou consulta com o obstetra.

— É muito comum ter náuseas durante os três primeiros meses de gravidez, senhorita Hyuuga — contestou a enfermeira.

— Sim, mas é que... Estou realmente mal.

— Talvez tenha um resfriado, tem estado exposta ultimamente a algum vírus?

— É provável, mas não acho que seja um resfriado. Não tenho febre, e quando fico imóvel, me encontro bem.

— Bom, o mal-estar não afeta igualmente a todas as mulheres. Quando estabilizar-lhe o nível hormonal, ficará melhor.

— Mas é que não se trata de um simples mal-estar matutino — insistiu Hinata ansiosa.

— Bem, às vezes ocorre também pelas noites, a umas tantas desafortunadas lhes dura todo o dia. Mas não se preocupe, costuma passar depois de doze ou catorze semanas de gravidez.

Hinata assustou-se. Estava só na sétima semana de gravidez. Quando disse à enfermeira, esta riu e tratou de tranquilizá-la.

— Volte a ligar dentro de uns dias, se não melhorar. Faremos uma análise.

Nuns dias? Aquilo era ridículo. Não podia se permitir o luxo de perder tempo. Ademais, precisava reter algo no estômago. Essa devia de ser outra das causas do mal-estar. Tinha que superar.

Mas os dias foram passando, e Hinata não melhorava. Mal podia se levantar da cama. Sasuke continuava de viagem. Ligava com frequência, mas ela continuava sem lhe contar nada. Dormia muito. Shion ia vê-la a cada tarde, e informá-la sobre a loja. Hinata chegou a estar tão débil, que não tinha forças nem para se vestir. Por fim, numa segunda-feira, voltou a chamar ao médico. Marcaram-lhe a consulta para essa mesma tarde. O problema era como chegar à consulta, em seu estado, mas Hinata estava disposta ao fazer ainda que fosse de ambulância.

Naquela mesma segunda-feira, ao meio dia, Sasuke olhou o relógio. Acabava de descer do avião, de volta de Chicago, e mal podia esperar para ver Hinata. No aeroporto buscou um telefone, desejoso de ouvir sua voz. Devia estar na galeria, pensou. No entanto enganava-se.

— Sinto muito, mas a senhorita Hyuuga não pode atender ao telefone. Posso ajudá-lo?

— Diga-lhe que é Sasuke.

— Não posso senhor, não está na galeria. Quer que lhe dê alguma mensagem?

— Quando voltará? — voltou a perguntar Sasuke.

— Não sei lhe dizer, senhor.

— Que ocorre? Está doente?

— Pois... Quem é você... Um amigo?

— Sou, sim, suponho que essa seria uma boa descrição.

— Ainda bem! Está em casa. Por que não vai vê-la?

— E por que não está na loja?

— Não posso lhe dizer senhor.

— Está bem, esqueça. Irei vê-la em sua casa.

Sasuke dirigiu para a casa de Hinata muito tenso, pensando na possibilidade de que ela tivesse perdido a criança. Sabia que os primeiros meses de gravidez eram perigosos. Buscou um lugar onde estacionar e subiu apressado para o apartamento. Chamou à porta e esperou. Esperou e esperou. Golpeou impaciente com o punho, e voltou a chamar. Finalmente, optou por utilizar a chave que lhe tinha dado Hinata.

— Sasuke!

Sasuke observou-a. Aferrada ao marco da porta, seu aspecto era lamentável. Com olheiras, o cabelo despenteado e revolto, suas bochechas pareciam mais delgadas, e estava suando. Era evidente que tinha perdido peso.

— Perdeu a criança? — exigiu saber, angustiado.

— Não — contestou ela perplexa —, estou... Desculpe-me — acrescentou correndo ao banheiro para vomitar.

Sasuke foi incapaz de reagir, ante o súbito da situação. Depois de uns instantes recompôs-se. Não tinha perdido a criança, mas então, que...? De repente ouviu um som inconfundível. Fechou a porta principal e apressou-se ao banheiro. A porta estava encostada, quase fechada.

— Hina vou entrar.

— Não! — contestou ela, mal sem forças.

Mas Sasuke não fez caso e entrou. Hinata estava deitada no chão, junto à pia. Tinha os olhos fechados e o rosto muito pálido. Sasuke tomou uma toalha, molhou-a e ajoelhou-se a seu lado para secar-lhe o suor.

— Tem mal-estar matutino?

— Não, são constantes, todos os dias.

— Desde quando?

— Faz uma semana. A princípio só tinha uma ligeira náusea, mas a cada dia estou pior. Só estou bem quando deitada.

— Bem — contestou Sasuke a agarrando por debaixo dos ombros e os joelhos para levá-la nos braços à cama —. Por que não me disse?

— Não queria preocupá-lo — contestou ela com voz débil.

— Onde está o telefone?

— Por quê?

— Vou chamar o médico — repôs ele impaciente —. Isto não é normal.

— Já chamei, tenho consulta às três e meia.

— Eu a levarei.

— Bem.

A passividade de Hinata, sua falta de vitalidade, preocupou-o. Sasuke olhou o relógio. Ainda eram duas, mas não fazia sentido esperar.

Ajeitou os lençóis e cobriu-a. Aparentemente, Hinata tinha dormido. Pegou o telefone e chamou o médico. A enfermeira que atendeu tratou de acalmar, mas ele insistiu.

— Ou recebem-na agora mesmo, ou a levo ao hospital. Você escolhe.

— Está bem — cedeu por fim a enfermeira —. Tentarei que a receba o médico antes da hora.

— Não, não tente. Faça-o. Estaremos ai em quinze minutos.

O consultório do médico não era longe. Sasuke envolveu Hinata numa colcha e levou-a nos braços para o carro. Depois de ver seu aspecto, a enfermeira buscou-lhe uma maca e apressou-se a chamar ao doutor.

— Terá que ficar uns dias no hospital — indicou o médico ao vê-la —. Está se desidratando. Por-lhe-ão soro e lhe darão uma medicação para as náuseas.

— Isso não causará dano ao bebê?

— Não, o verdadeiro perigo para o bebê agora é a desidratação.

Seis horas mais tarde Hinata jurava que se sentia melhor. Podia inclusive levantar a cabeça da almofada. Estava internada no hospital, num quarto só para ela.

— Não tenho tempo, não posso ficar aqui — se queixou Hinata.

— Não tem escolha — contestou Sasuke, que tinha estado lendo o jornal enquanto ela dormia.

— Não pensava passar a gravidez assim, que vou fazer com a galeria?

— Não tem ninguém que possa se ocupar dela temporariamente?

— Sim, mas é muito jovem, não tem experiência. Não posso me arriscar a perder a loja.

— Está bem, eu mesmo irei amanhã, pessoalmente dar uma olhada.

— E o que você sabe sobre lojas?

— Nada — contestou Sasuke —, mas não terei dificuldades. Sei algumas coisas sobre finanças, sabe?

— Sim, se levantar meu negócio igual fez com seu império financeiro, não poderei me queixar. Talvez inclusive deva ir ao banco me conseguir um empréstimo.

— Quer pedir um empréstimo?

— Sim, quero expandir o negócio. Lembra-se que lhe falei da concorrência?

— Sim, lembro.

— Bem, isso disse aos bancos — murmurou Hinata —. Despediram-me de três, com o rabo entre as pernas. Segundo parece, meu negócio é muito arriscado.

— Isso é ridículo! Às vezes, as comissões de empréstimos não vêem para além de seus narizes — comentou Sasuke acariciando sua mão, enquanto ela fechava os olhos —. Deixa de preocupar-se, conseguirei esse empréstimo.

— Não! — negou ela abrindo os olhos —. Não admito que me empreste dinheiro, sem nenhum conceito.

— Não é nenhum crime, sabe? Eu não estaria onde estou, se alguém não tivesse me emprestado.

— Disse que não, Sasuke. Falo sério. Quero fazer isto a meu modo.

— Está bem — contestou Sasuke tratando de acalmá-la —. Prometo que não meterei o nariz em seus assuntos.

Hinata fechou os olhos e calou.

Dava-se conta de que quando se casassem seria rica? Não, provavelmente não. Sasuke deixou-lhe uma nota na mesinha e abandonou o hospital. Iria à Hyuuga Gallery, comprovar se todo ia bem. Não queria que Hinata se preocupasse, por muito que seu futuro material estivesse assegurado.

Era de noite quando Hinata acordou. Sasuke levantou-se do sofá e aproximou-se de seu lado.

— Olá — saudou-a pondo uma mão sobre a dela —. Está a horas dormindo.

— Que hora é? — perguntou Hinata estranhada, comprovando que tinha deixado de sentir náuseas.

— Oito e meia, dentro de trinta minutos jogam-me daqui.

— Encontro-me melhor. Importaria em levantar um pouco a cabeceira da cama?

— Assim?

— Sim, assim está bem. Obrigada — acrescentou Hinata girando a mão para agarrar a dele.

— De nada, só tive que apertar um botão.

— Não me referia a isso, mas ao fato de cuidar de mim.

— É meu trabalho. O bebê é meu, recorda?

— Sim — contestou Hinata desanimada ante a resposta. Então, essa era a única razão pela que se preocupava —. Falou com o médico?

— Sim, ficará internada mais dois dias, ao menos, até que se recupere. Depois voltarão a examiná-la e decidirão que fazer.

— E o que significa isso? — perguntou Hinata —. Tenho que me levantar, tenho que ir trabalhar.

— Fale com o médico amanhã, quando o ver, — deu de ombros Sasuke —. Eu só se transmito sua mensagem. Ah, e manhã pela manhã farão uma ecografia. Querem assegurar-se de que a criança está bem. Segundo parece, a desidratação pode chegar a ser grave, mas não se deixe levar pelo pânico — a animou lhe apertando a mão. Isso só por precaução.

— Estará comigo, quando fazerem?

— Com certeza — respondeu Sasuke com o rosto iluminado, sem dissimular a alegria que essa pergunta lhe causava.

A ecografia era uma prova muito reveladora. O técnico colocou-lhe uma coisa metálica no ventre e ligou o aparelho. Na tela surgiu algo muito pequeno, parecido com um camarão. Sasuke segurava a mão de Hinata.

— Aí está vivinho e saltitante — comentou o técnico —. Olhe!

— Que? — perguntaram Sasuke e Hinata ao mesmo tempo, com apreensão.

— Olhem.

Ambos observaram a tela. A um lado daquela pequena espécie de camarão, por detrás aparecia outra coisa. O técnico moveu o aparelho em seu ventre de um lado a outro. De repente, Hinata deu-se conta do que era.

— Há dois!

— Gêmeos? — perguntou Sasuke atônito.

— Exato — contestou o médico sorrindo —. Dois bebês. Felicitações dupla.

— Gêmeos — repetiu Hinata perguntando-se se a expressão de seu rosto refletia a mesma perplexidade que a de Sasuke —. Jamais teria imaginado algo assim.

— Então suponho que não seguiram nenhum tratamento contra a infertilidade. As gravidezes múltiplas são comuns, nesses casos, mas são o resultado de dois óvulos fertilizados — explicou o técnico —. Estes dois, em desenvolvimento, parecem que compartilham a placenta. Vão ter gêmeos idênticos.

Minutos mais tarde, Hinata foi transladada de novo à cama de sua habitação. Ao chegar, Sasuke e ela se olharam, atônitos ainda.

— Gêmeos — comentou ela —. Não posso crer.

Hinata sentia-se desorientada, seus sentimentos eram contraditórios. Queria ter um bebê, mas com condições. Uma gravidez fácil, um só bebê, nada que interferisse em sua vida. Mas ali estava deitada na cama de um hospital, imersa num processo que ia requerer de toda sua atenção.

Dois bebês. Era emocionante. Sabendo como os criar sem abandonar a galeria, Hinata ficaria encantada. Por certo, Sasuke podia pagar melhores cuidados, mas então seria um estranho quem cuidaria dos meninos. Hinata desejava criá-los pessoalmente. De fato, estava atônita ante seu espontâneo instinto maternal, surgido apenas por pensar na possibilidade de contratar alguém.

— Eu também não posso crer — respondeu Sasuke —. Em minha família não há gêmeos, e na sua?

— Não sei, ninguém nunca mencionou — disse Hinata —. Nem sequer sei se minha avó tinha parentes, mas minha mãe não era gêmea, disso estou segura.

— E não deixaram nenhum documento que possa dar uma luz sobre a história de sua família? — perguntou Sasuke sentando-se à beira da cama —. Bem, não importa, o importante é que vamos ser pais de gêmeos.

Hinata observou a expressão do rosto de Sasuke. Não parecia que a ideia lhe desagradara. Sasuke pôs-se em pé caminhou de um lado a outro do quarto, dizendo a seguir:

— Quando sair do hospital, nos casaremos. Pode mudar para minha casa e...

— Uma ova! — exclamou Hinata —. Esse não era o trato. Concordamos em casarmos ao final do primeiro trimestre.

— E por que esperar? — perguntou Sasuke impaciente.

— Ainda faltam oito meses, ninguém sabe que pode ocorrer. O fato de que eu esteja aqui não lhe ensinou nada? —acrescentou Hinata estendendo as mãos.

— Não vai ocorrer nada — negou Sasuke firme.

— Isso não sabemos.

— É uma tolice esperar — contestou Sasuke suspirando —. Detesto a ideia de que a gente tenha que fazer contas, para ver se foi antes que os gêmeos nasceram, ou o casamento.

Hinata começou a rir, mas em seguida compreendeu que Sasuke falava sério. Pela primeira vez deu-se conta de quanto a incomodava a ideia de ter um filho fora do casamento, e isso lhe fez se perguntar se não era arbitrário o limite temporário que tinha estabelecido. Estava realmente preocupada pelo que pudesse ocorrer, durante a gravidez? Não, tinha a sensação de que tudo iria bem. Então por que esperar? Na realidade, tinha aceitado a ideia do casamento, inclusive esperava-o impaciente. Ademais, tinha outros aspectos a considerar. Por exemplo, o fato de que se sentisse atraída por Sasuke. Cada vez que ele a tocava, começava a tremer.

— Não está me escutando? — perguntou Sasuke de mau humor.

— Desculpe — respondeu ela —. Tem razão. Podemos casar agora mesmo, se quer.

— Que...? Por que...? — perguntou Sasuke perplexo, transformando completamente a expressão de seu rosto.

— É verdade, tudo irá bem — contestou ela sorrindo —. Por que esperar?

— Não lhe perguntarei se está segura, porque me dá medo sua resposta — disse Sasuke se sentando à beira da cama para tomar o rosto de Hinata entre as mãos, com olhos negros ardentes que a hipnotizaram. Sasuke acariciou-a e deslizou os dedos por seus cabelos, agarrando-a pela nuca —. Obrigado — acrescentou roçando os lábios de ambos.

Hinata inalou profundamente sua fragrância. Tinha a cabeça apoiada sobre a almofada, mas levantou as mãos instintivamente até os ombros de Sasuke. Então ele começou a beijá-la profundamente, com toda naturalidade, como se tivesse repetido esse mesmo gesto milhares de vezes. Saboreou e acariciou, moldando suavemente seus lábios com calidez, lambendo-a com a língua. Hinata estremeceu ante aquele íntimo contato, e um leve gemido escapou de sua garganta. Ao ouvi-lo, Sasuke aproximou a cabeça e abriu seus lábios, deslizando a língua dentro dela para explorar as profundidades úmidas de sua boca. Hinata deixou-se levar, esquecendo-se de tudo exceto as sensações mágicas que a embargavam...

— Ora! — exclamou uma enfermeira entrando —. Parece que aqui tudo está uma maravilha — riu saindo e fechando de novo a porta. Sasuke afastou a cabeça uns centímetros. Respirava entrecortadamente, e Hinata sentia seu coração galopar.

— Hina, o casamento vai mudar nossa relação — disse ele com voz rouca e profunda —. Acha que está preparada para isso?

— Ou muito me equivoco, ou nossa relação acaba de mudar nestes segundos mais do que mudou em vinte anos — contestou Hinata séria.

— Pois não serei eu quem se queixe — riu Sasuke inclinando a cabeça para beijá-la de novo brevemente. Depois pouco a pouco, soltou seus cabelos —. Agora tenho que ir. Amanhã pela manhã me ocuparei de arranjar os papéis para o casamento. Quer igreja com padre e tudo, ou prefere o tabelião? A mim não importa, contanto que nos casemos.

— A mim também não. Assim, façamos o que seja mais rápido.

— Estaria encantado de mostrar a pressa que me ocorre, se não fosse por estar na cama de um hospital — contestou ele a fazendo estremecer com a intensidade de seu olhar.

Sasuke acariciou seus lábios sensualmente com um dedo e saiu do quarto num abrir e fechar de olhos. Hinata ficou atônita ante sua franqueza. Em poucos dias estariam casados. Ansiava sentir seu contato.