Eu disse duas semanas?? Bom... Ninguém se importa se for um pouquinho mais cedo né?? Nossa eu nem notei os erros de português, sinto muito, vou tentar me policiar mais... É que eu não beto as minhas fics (é que eu já demoro para escrever se betar, não vou postar nunca) enfim, se os erros prosseguirem eu vou pedir para alguém betar para mim (Mayuu-Chan esteja preparada se eu precisar XD), mas isso nas férias quando já vou ter mais tempo. É que eu estou começando a me entender com o meu pc novo (ainda não descobri como se faz o "ç" tenham paciência comigo n.n) Ah! E pelas belíssimas roupas das personagens, vale dedicar total autoria para os criadores dos oc's, porque eu apenas retrato como posso, a idéia é todinha deles. Avisos!! - Criei agora uma nova sessão: "Nota Histórica" onde vou colocar dados sobre alguma lenda que eu ache mais interessante ou alguma curiosidade, ok?? Se alguém quiser saber algo mais sobre alguma coisa da fic é só pedir por review que eu irei escrever nesse espacinho. - Alguém sabe falar francês?? Eu não tenho a menor idéia, mas usei o google para fazer as falas do capítulo passado me pergunto se elas estão certas... hehe - Últimos escolhidos: - Salem Spinnel criada por Suzana AKL par: Kakuzu - Kairi no Katsu par: --
Nota histórica e curiosidades: (Espacinho para curiosidades para os interessados)
- Neji nessa história é um corsário inglês. Corsários ficaram famosos principalmente no reinado de Elizabeth I ( Um deles, Francis Drake, chegou a ser nomeado cavaleiro), mas eles não existiam apenas na Inglaterra. Na prática eram piratas, a diferença é que recebiam uma "carta de marca" de um governo que permitia que eles pilhassem navios e territórios de nações inimigas. Era uma pirataria "autorizada" até certo ponto, muitos deles ficaram famosos e se tornaram verdadeiros heróis pelas riquezas que trouxeram a seus países.
- No capítulo passado foi apenas citado o navio Dutchman, ele faz parte da lenda do "Flying Dutchman", o navio fantasma cuja tripulação foi amaldiçoada a navegar pelo Mar do Norte até o dia do Juízo Final. Quem sabe ele não aparece para nos dar sua graça??
Espero que gostem e boa leitura!!
Que a busca comece
Apenas as estrelas seriam testemunhas, a Lua cheia estava coberta por nuvens, mas de qualquer forma aquela noite fria e silenciosa era o cenário perfeito para o encontro de dois jovens amantes. Ela sentia isso, por que o amava. Em seus recém completados 18 anos sentia que sua vida estava completa. Seu coração sempre cheio de ódio e rancor se tornava dócil perto dele, apenas dele. Como se os olhos azul-safira do rapaz a sua frente fossem capazes de dar sentido a sua vida vazia. Ela tinha o mundo nas mãos, mas poderia trocar tudo para tê-lo ao seu lado por toda a eternidade.
Pelo menos era isso que o rapaz lia naqueles orbes vermelhos que pareciam querer tragá-lo. Esse era o sinal que ele buscava, eles estavam frente a frente, mas alguns passos os separavam e foi naquele momento que ele venceu a distância. Delicadamente tocou o rosto dela e o levantou um pouco por ser bem mais alto, esperançosa ela fechou os olhos, mas se não o tivesse feito teria percebido uma leve hesitação da parte dele. De qualquer forma algo o fez tomar uma decisão e assim tomou os lábios da garota em um beijo calmo, que aos poucos se aprofundou.
Não demorou muito para ele sentir seu pescoço ser envolto pelos finos braços dela e logo notou que as mãos dela passeavam por seu cabelo loiro. Ela se entregou ao momento, mas ele não, ele não poderia. Lentamente a mão do rapaz deixou de segurar a cintura fina dela e passou para o cabo de um punhal preso em sua própria cintura. Seu braço a envolveu como se ele estivesse pronto a dar lhe um abraço e o punhal parou perpendicular às costas da jovem com a ponta quase tocando-a.
Ele interrompeu o beijo, ela o fitou confusa.
- Eu sinto muito.
Ele manteve seus olhos presos nos dela, mas não poderia esconder jamais a pontada de culpa que sentia. Ainda assim, ele fechou o abraço com força e o punhal atravessou aquele frágil corpo sem piedade. Um vento frio passou pelos dois, mas seus corpos estavam tão colados que o rapaz apenas conseguia sentir o calor do sangue dela a manchar suas roupas.
- Por que Al?? -- Foi apenas um fio de voz, embargado pelo choro, já que seus olhos avermelhados estavam marejados pelas lágrimas... Seria esse o fim??
- Al... Al... ALPHONSE!!
Alphonse pulou na cama e ao tentar ficar sentado acabou por bater a testa na cama de cima. Ele estava em uma espécie de beliche, acoplada à parede e feita da mesma madeira escura do navio. Massageou a testa ferida por um tempo, depois que a dor passou, esfregou com força seus olhos azul-safira e quando olhou para o lado conseguiu ver apenas ver a cintura de alguém, mas não precisaria ver o rosto para saber quem era.
Alphonse: - Bom dia pra você também, Hidan... -- Ele resmungou, com um claro mal-humor, afinal ninguém gosta de ser acordado. -- Nossa, sua delicadeza é surpreendente sabia??
Hidan: - Não me culpe, você que tem um sono pesado. Estou te chamando a uma Era.
Hidan usava um lenço vermelho na cabeça sob seus longos e lisos cabelos loiro pálido que chegavam até um pouco abaixo de seu ombro. Ele sempre vestia um colete de couro marrom, sem uma camisa por baixo por mais frio que fizesse, assim seus músculos bem trabalhados ficavam à mostra. Por não ligar para a aparência vestia uma calça marrom de segunda linha e uma bota em um tom parecido.
Lentamente Alphonse saiu da cama, mas quando se levantou não ficou muito acima da cintura daquele que o acordara. Alphonse de Lioncurt, não é uma pessoa comum, pela aparência ninguém daria a ele mais do que oito anos, apesar de ser bem mais velho que isso. Seus cabelos loiros e curtos estavam bem desarrumados, mas quando ele passou a mão por eles os ajeitou um pouco.
Alphonse usava uma blusa vermelha manga curta que possuía alguns detalhes em dourado e era feita de um tecido bem resistente. Sua calça marrom e sapatos em tom parecido eram simples, diferentemente da capa que ele jogou sobre os ombros depois que levantou. De tom bege com desenhos de olhos dourados nas suas duas extremidades e no colarinho alto.
Hidan: - O capitão quer falar com você, ele está no cais esperando.
Sem dizer nada Alphonse passou pelo companheiro e subiu as escadas que levavam para o cais de dois em dois degraus. Teve que fechar os olhos graças a forte luz e sentiu um arrepio percorrer lhe o corpo graças ao frio da brisa marinha, assim que conseguiu localizar o capitão foi ter com ele. Sasori fitava o oceano com grande interesse e não se virou, mesmo sabendo que Alphonse se aproximava.
Alphonse: - Capitão, mandou me chamar??
Sasori: - Mandei... -- Al parou alguns passos atrás do capitão e ele por sua vez continuou a fitar a linha do horizonte, na qual era possível ver a Ilha do Diabo como um pequeno ponto negro a boiar. -- Quantas pessoas transformam água em vinho?? -- Alphonse arqueou uma sombrancelha frente aquela pergunta tão incomum.
Alphonse: - Quer que eu faça isso??
Sasori: - Não... É que no Conselho, uma estranha garota apareceu e transformou água em vinho na frente de todos.
Alphonse: - O Conselho já aconteceu?? Não acredito que não me acordaram.
Sasori: - Você usou demais seus poderes ontem e eu jamais imaginaria que esse ano as coisas se tornariam tão interessantes. Agora não adianta mais... Você conhece alguma lenda sobre feiticeiras??
Alphonse: - Que eu saiba existe apenas uma. Por acaso essa garota tinha olhos vermelhos??
Sasori: - Tinha.
Alphonse: - Então ela tem mais poderes do que eu. É uma feiticeira que recebeu seus poderes dos Deuses... -- Ele poderia contar os detalhes, mas Sasori dificilmente se interessaria por eles. -- Pelo menos é o que contam.
Sasori: - Os detalhes da Lenda não me interessam, quero apenas sua opinião. Acha que podemos confiar nela??
Alphonse ficou em silêncio por um certo tempo.
Alphonse: - A última feiticeira foi uma catástrofe para esse mundo, mas todos merecem o direito da dúvida.
Sasori: - Al, você é bondoso demais... -- Havia um leve toque de censura na voz do Akasuna, mas ele mesmo sabia que nada mudaria os ideais de Alphonse. -- Nesse caso, mande Itachi mudar o curso, vamos para o Mar da Irlanda.
Alphonse: - Posso saber o motivo da mudança?? -- Ele tinha clara noção de que sua resposta influenciara a ordem de Sasori.
Sasori: - Vamos atrás do descendente de Grace O'Malley, seja ele quem for.
- Capitão. Sharingan a estibordo.
A voz era um tanto fina para pertencer a um homem e veio de um garoto que estava no alto do mastro. De onde os dois estavam era possível apenas ver o chapéu de couro marrom e abas bem largas que ele usava para se proteger do Sol forte.
Sasori - Tem certeza Fuyu?? -- Apesar da pergunta ele sequer pareceu preocupado com a informação.
Fuyu: - Absoluta, melhor sairmos daqui.
Sasori: - Al, sabe o que fazer. -- Depois ele se virou mais uma vez para o garoto no alto do mastro. -- Fuyu, depois desça e ajude o Deidara a traçar o melhor caminho para a Irlanda, quero estar lá o quanto antes.
Fuyu: - Hai.
Fuyu saiu do posto de observação com cuidado, afinal estava a mais de dez metros do solo e uma queda não seria nada agradável. A tarefa não era fácil, por que precisava vencer quase um metro e meio de madeira posta perpendicularmente e que circundava o pequeno círculo em que estava. Mas essa não era a primeira vez do jovem, depois de sair de seu posto segurou uma corda que se encontrava próxima e apenas pulou. Ele passou por todo o Akatsuki como um pêndulo e desceu aos poucos, ainda demorou alguns segundos até pousar graciosamente na frente de Al.
Fuyu era um rapaz pequeno apesar de ter estatura média-alta, dono de braços finos e ombros estreitos, um rosto sério com traços um tanto delicados. Tinha pele clara e levemente corada pelo Sol, chamava atenção por seus olhos incrivelmente azuis que ficavam cobertos levemente por sua franja repicada. Prendia seu liso e longo cabelo castanho em um rabo de cavalo baixo, usava uma camisa branca, manga longa e bem folgada com uma calça preta comum com uma bota cano alto em tom parecido. Por cima da camisa ainda usava um colete de couro preto com alguns bolsos. Parecia ter bem menos que os 24 anos que dizia ter.
Alphonse: - Irlanda, certo??
Fuyu: - O quanto mais próximo da costa melhor.
Alphonse: - Acho que posso fazer isso. -- Al colocou na mão direita uma luva que possuía os mesmos desenhos de olhos de sua capa, depois se agaichou, colocou a palma da mão no chão e começou a sussurrar algumas palavras em uma língua estranha. Aos poucos uma névoa invadiu o Akatsuki vinda de lugar nenhum, lentamente ela envolveu a embarcação, a imagem do Sharingan, que se aproximava, começou a ficar turva e não demorou para desaparecer.
- Capitão eles estão desaparecendo!!
Esse grito veio do Sharingan, na verdade veio do rapaz que estava sob o mastro, mas foi um comentário um tanto desnecessário por que Sasuke conhecia aquela cena. Já cansara de ver aquela misteriosa névoa invadir o Akatsuki pouco antes dele desaparecer em pleno ar, era por isso que Itachi ainda vivia... Por isso Sasuke nunca o alcançava.
Sasuke: - Merda.
Em uma rara demonstração de frustração o capitão do Sharingan socou a arcada do próprio navio e nesse instante o Akatsuki sumiu de vista.
- O perdemos mais uma vez.
O lamento veio de um dos tripulantes, o mesmo que dera o primeiro grito, Kiba Inuzuka. Ele possuía olhos castanhos assim como os cabelos, curtos e arrepiados. Seus caninos eram estranhamente compridos, isso e as marcas vermelhas em suas bochechas lhe conferiam um ar de selvageria. Ele vestia uma camisa branca manga curta e com os botões abertos, uma calça marrom bem escura, um sapato comum e o que chamava atenção era o pequeno cachorro que ele levava na cabeça. O pequeno Akamaru tinha pêlos brancos e orelhas escuras.
- Foi magia.
Ao lado do capitão estava a feiticeira Nayuuke, ela também mantinha os olhos fixos no último lugar em que vira o Akatsuki. Intrigada por aquele estranho acontecimento e por ter sentido o poder que envolvera a embarcação antes de ela desaparecer.
Sasuke: - O Akatsuki possui um feiticeiro.
Nayuuke: - Isso é... Interessante.
Um sorriso misterioso se formou no rosto da garota, quem sabe ela faria uma pequena visita ao Akatsuki...
Uma multidão se acotovelada na tenda improvisada do circo de horrores, ele ficaria na cidade apenas alguns dias e essa era uma chance única na vida. Como a mente humana é algo curioso, pessoas de todos os tipos estavam ali, desde nobres a miseráveis, velhos e crianças, todos ansiosos para assistir as aberrações desse mundo se apresentarem. A primeira a aparecer foi o clássico da mulher barbuda.
- Eu nunca entenderei as pessoas, como podem pagar para ver essas coisas??
Quem fez o comentário foi uma jovem de apenas 19 anos, sentada na platéia, mas que se destacava pela aparência exótica. Dona de lisos e prateados cabelos que chegam abaixo dos ombros, cortados de forma a serem mais curtos na frente e gradativamente mais longos até chegarem às costas, onde acabam lisos nas pontas. Mechas azuis podiam ser vistas em pontos aleatórios, começando mais escuras nas pontas e clareando a medida que se aproximavam da cabeça. A franja repicada e irregular acabava na altura das sobrancelhas, evidenciando seus penetrantes olhos verde-amarelados. De estatura mediana e corpo magro com curvas bem definidas, mas sem grandes "dotes". Os lábios naturalmente rosados e ligeiramente carnudos combinavam com sua pele clara e delicada.
Além da incomum cor de seus cabelos, suas roupas estavam longe de ser as esperadas para uma garota comum da época. Ela vestia um corpete negro que começava logo abaixo de seus seios e terminava na altura dos quadris, com detalhes em prata e um trançado na parte da frente. Por baixo deste, usava uma camiseta de mangas curtas, originalmente branca, que deixava seus ombros à mostra. Nas mãos usava tiras de pano que deixam seus dedos à mostra e funcionavam como luvas. Suas botas negras possuíam detalhes prateados do mesmo estilo que os do corpete, elas chegavam quase até as coxas e ficavam por cima da calça azul escura. Por fim usava em seus quadris um grosso cinto vinho com bordas prateadas e detalhes em azul-marinho, mas ele não era um mero enfeite, ela escondia ali duas adagas e geralmente outras armas.
- Mas então porque estamos aqui??
Quem perguntou foi o garoto ao lado dela, ele deveria ter por volta de onze anos e comia alguns petiscos enquanto estava recostado no seu lugar. Mas diferente das outras crianças, seus olhos negros refletiam apenas tédio, talvez até mal-humor. Seu cabelo espetado, rebelde e negro se mantinha assim graças a faixa azul em sua testa e usava também um longo cachecol no pescoço, na mesma cor. Ele usava uma camisa amarela simples, com uma calça bege e sapatos de couro bem barato. Quem o visse provavelmente diria que se tratava apenas de um menino pobre, por que suas roupas estavam rasgadas em alguns pontos e sua pele naturalmente clara estava bem suja com o que parecia terra ou carvão.
- Pare de resmungar Konohamaru e finja, pelo menos uma vez, que é uma criança normal.
Konohamaru: - O que quer dizer com isso?? Como se você fosse um grande exemplo de normalidade.
- Sou apenas... Peculiar.
Peculiar... Uma boa definição para Seiko Yukimatsu, uma mercenária famosa no submundo, apesar de não parecer. Enquanto o aparentemente inocente Konohamaru fazia parte de um grupo seleto de espiões da garota, que recebiam o carinhoso apelido de "ratos".
Konohamaru: - Pode me dizer de novo por que estamos aqui?? Pessoas podem nos ouvir.
Seiko: - Não se preocupe, elas estão ocupadas demais assistindo as apresentações, nem vão nos notar. Além do mais estamos coletando informações para completar mais uma missão.
Konohamaru: - Já que você diz... -- Ele deu de ombros, completamente desinteressado.
Seiko: - Então, o que descobriu nos últimos meses??
Konohamaru: - A filha do senhor de Liverpool chegou a idade de se casar, eles estão organizando uma série de bailes para apresentá-la para a sociedade e para achar um noivo; por enquanto não há notícias do que aconteceu no Conselho do Diabo e Kakashi viajou para a Turquia em uma missão diplomática, aliás o Oriente anda bem agitado... Há boatos de que o príncipe Suleyman da Anatólia está oferecendo uma vultuosa soma em dinheiro para quem levar até ele uma escrava perdida.
Seiko: - Escrava?? Essa história está muito mal contada, não acha?? Com o dinheiro do pai dele ele poderia comprar os escravos que quisesse.
Konohamaru: - É, mas parece que ela conquistou o coração do príncipe... As pessoas a chamam de Shahrazad.
Seiko: - Como a personagem de "As mil e uma noites"??
Konohamaru: - É... Mas não me pergunte por quê. E meu pagamento??
Seiko tirou do bolso uma pequena sacola de pano preto e a jogou nas mãos do garoto sem sequer tirar os olhos do palco. Konohamaru por sua vez sacudiu a sacola e deve ter aprovado o som do metal tilintando, por que rapidamente a escondeu no próprio bolso.
Seiko: - Talvez eu aceite esse serviço... Mas não há emoção em buscar garotas desaparecidas, ainda nem encontrei a noiva do duque de Wellington.
Konohamaru: - Ele ainda está atrás dela??
Seiko: - Na verdade não... Ele pouco se importa com a garota, mas eu adoraria ver a cara daquele idiota no reencontro... Só teria um pouco de pena dela.
Konohamaru: - Você jamais teria coragem de entregá-la.
Seiko: - É, talvez. -- Ela deu de ombros, àquela altura o espetáculo de horrores estava chegando ao fim e o apresentador foi ao centro do palco improvisado.
- Senhoras e senhores o momento que esperavam finalmente chegou, apresento a vocês a criatura mais horripilante desse mundo, capaz de causar arrepios nas almas mais destemidas. Peço apenas que os fracos de estômago deixem o aposento, por que o que estão prestes a presenciar vai além da compreensão humana. Esse é Kaijyuu, a quimera!!
Tambores começaram a retumbar em um ritmo frenético, até que finalmente as cortinas vermelhas e empoeiradas se abriram. O público abafou uma exclamação de surpresa misturada à horror enquanto uma criatura de dois metros de comprimento era arrastada por grossas correntes para o centro do palco. Eram precisos seis homens fortes para deter a fúria daquele ser de amarelados e felinos olhos de tigre. Em seu longo e grosso corpo de serpente reluziam belas escamas esverdeadas junto com nadadeiras espalhadas por toda sua extensão, mas aquilo não era um réptil muito menos um peixe. Possuía patas de águia com garras afiadas que destruíram o palco de madeira apodrecida, a cabeça parecia com a de um dragão, ou pelo menos o que se imaginaria ser um, mas nela era possível notar pequenos chifres esbranquiçados, orelhas que lembravam as de um boi, longos bigodes de carpa e uma escamosa juba. Um ser assustador, além de muito incomum, que parecia pronto para surpreender os desprevenidos e tirar-lhes a vida.
Konohamaru ficou deslumbrado, parecia incapaz de tirar os olhos daquele estranho ser e até Seiko reagiu àquela apresentação. Mas por trás daqueles rugidos fortes era possível notar um toque de dor, pelo menos era isso que a Yukimatsu sentia. A cada chicotada que um dos homens dava, a criatura rugia, mas o estranho era que seus olhos não mostravam desejo de matar aqueles que o feriam.
Konohamaru: - Por que eu sinto que sua missão tem algo a ver com essa criatura??
Seiko: - Sabe que eu sempre gostei de desafios. Vem comigo.
Konohamaru: - Agora que ficou interessante?!
Seiko não disse nada, apenas arrastou o garoto dali e as pessoas estavam tão entretidas com a apresentação que sequer notaram os dois saindo.
Na pequena cidade portuária de Newquay uma fina névoa cobria o deque e os navios menores, essa era a famosa névoa da Inglaterra. A noite estava um tanto fria, por isso os marinheiros estavam escondidos nas muitas tavernas da cidade, suas risadas ecoavam pela ruas desertas, assim como os barulhos de brigas. Se eles estivessem menos preocupados em saciar o vício por bebida e mulheres, talvez pudessem desfrutar da beleza da Lua cheia.
- Humanos idiotas.
A garota laçou o comentário para a noite, ela estava sentada em um dos alicerces do deque e fitava a Lua com interesse. Afinal depois de cem anos presa em um bloco de gelo, ela sentira muita falta da beleza do céu noturno. Ela usava um vestido branco-azulado um tanto envelhecido, possuía mangas compridas que não permitiam que suas mãos fossem vistas por que chegavam ao chão e elas possuíam duas aberturas nos ombros deixando-os à mostra. O ligeiro decote revelava parte do corpete branco que estava sob o vestido, a saia era bem cheia e coberta por um fino véu azulado. Nos pés usava só uma pequena bandagem, por isso seus dedos ficavam à mostra e era inacreditável que ela não estivesse com frio.
O tom de seus olhos estava mais próximo ao rosa e eles estavam contornados por um forte lápis preto, mas por algum motivo eles deixaram a Lua para fitar um ponto qualquer a sua frente.
- Sienna, pode sair.
Algo se moveu na água, mas a escuridão tornou impossível identificar o local de origem do fraco som. Ainda assim a misteriosa morena de olhos rosados, se levantou com calma e se virou para o oceano. Seu olhar se convergia para um ponto da água escura e nesse mesmo lugar uma garota surgiu lentamente. Ela é o que algumas culturas chamam de sereia. Dona de um cabelo ruivo, longo e levemente ondulado que chega até sua cintura, olhos verdes como a água do mar, pele muito branca e rosto com traços chamativos pela beleza. Como não poderia deixar de ser, seu corpo também chamava atenção, mas sua característica mais peculiar estava escondida pelas águas. Sua cauda é de tonalidade cinza, com um leve brilho e muito bonita.
Sienna: - Yuki-sama, seja bem-vinda de volta. -- Ela fez uma leve referência, afinal metade de seu corpo estava submerso e manteve sua cabeça levemente abaixada. Afinal Sienna devia respeito à Yuki, a Deusa do Mar.
Yuki: - É bom estar de volta. -- Apesar de dizer isso, ela não expressou muita empolgação. -- O que tem a me informar??
Sienna: - Pouco mudou nos últimos cem anos, pelo menos não lembro nada que valha à pena ser relatado, mas me preocupo com o grupo de piratas que participou do último Conselho do Diabo. Algumas criaturas juram que viram a nova feiticeira com eles.
Yuki: - Nova feiticeira?? -- Ela refletiu um pouco sobre aquelas palavras. -- Tinha me esquecido que outra nasceria.
Sienna: - Sinto muito por ter falhado em matá-la quando ainda era uma criança, mas ela ficou longe do mar até agora e eu não pude fazer nada.
Yuki: - Não importa, não faltarão oportunidades agora. Se ela está ao lado dos piratas, com certeza irão em busca "daquilo" e isso não pode acontecer.
Sienna: - E não irá.
Yuki: - Faça o que for necessário, Sienna. Nem que para detê-los seja necessário mobilizar todas as criaturas marinhas.
Sienna: - Como a senhorita desejar.
Sienna abriu a boca para falar, mas algo se moveu na escuridão noturna e as duas se colocaram em alerta. Elas ouviram o som de passos se aproximando e aos poucos elas notaram o brilho de um fraco lampião.
- Pode me dizer novamente por que eu estou aqui??
Não demorou para que os desconhecidos chegassem ao local em que as duas, a pouco estiveram conversando. Sienna desapareceu na imensidão negra, mas o local em que Yuki estava, agora era ocupado por um gato persa de pelagem preta e cinza
Os recém-chegados eram dois tripulantes do Akatsuki, Fuyu e Deidara.
Fuyu: - Por que precisamos saber onde estamos exatamente, já que Al pode ter nos levado para qualquer lugar.
Deidara: - Acho que não entendeu minha pergunta, EU não precisava estar aqui, Sasori sequer pediu que eu viesse.
Fuyu: - Ele não fez isso por que sabe que você não o obedece, aliás só eu faço isso. Mas ele também sabe que você ME obedece.
Deidara fez uma expressão um tanto estranha como se quisesse, mas não pudesse negar a afirmação. Os dois pararam próximos ao fim do deque, por que uma placa indicava "Bem-vindos a Newquay".
Deidara: - Newquay, fomos parar no fim do mundo.
Fuyu: - Podemos voltar agora. -- Fuyu girou no lugar em que estava pronto para voltar para o navio, mas nisso notou o gato no deque. -- Que gatinho lindo.
Ele se aproximou e pegou o gato no colo, o animal não protestou, mas o fitou com seus incomuns olhos róseos e uma frieza impressionante. Fuyu logo notou a coleira de ouro e pedras preciosas que o gato usava e isso o intrigou. Deidara espirrou alto assim que se aproximou dos dois.
Deidara: - Fuyu, larga essa bola de pêlos, deve carregar um monte de doenças. Eu já estou sentindo os efeitos.
Fuyu: - Deixa de ser fresco, é só um gato. Além disso acho que precisamos de um no navio, desde que o Hidan fez o favor de matar o último, estamos com sérios problemas com os ratos.
Como se esse gato, em especial, fosse comer ratos... Depois de alguns minutos de discussão Fuyu venceu, como sempre e os dois voltaram para o Akatsuki com seu mais ilustre membro... Um gatinho um tanto especial.
Konohamaru e Seiko esperaram até o anoitecer quando todos do circo já estivessem dormindo. Após a apresentação eles foram apenas descobrir qual era a jaula de Kaijyuu, depois foram para a cidade matar o tempo e agora estavam de volta, com a escuridão da noite para encobrí-los.
Seiko: - Fique de guarda. -- O garoto apenas fez um leve movimento afirmativo com a cabeça e parou ao lado da tenda do apresentador do espetáculo.
Havia várias tendas como aquela espalhadas na área, pequenas, mal feitas, repletas de retalhos e que não poderiam abrigar mais de três pessoas. Seiko passou por elas com cuidado, mas caminhar ali era um verdadeiro desafio. O chão da região já era naturalmente lamacento graças ao tempo úmido, mas a situação foi piorada pelo lixo deixado pelos moradores circenses. Eles em breve partiriam para se apresentarem em uma nova região, por isso não tiveram o cuidado de preservar o lugar.
De qualquer forma, o maior obstáculo foi um grupo de artistas que estava ao redor de uma fogueira. Alguns deles dormiam, mas todos estavam bêbados o bastante para não conseguirem distinguir o vulto da garota na noite. Finalmente ela conseguiu chegar à cela de Kaijyuu, era a maior do lugar e a única feita apenas de metal, com barras de ferro reforçadas, chão de metal forrado com palha e quase cinco metros quadrados para a criatura se debater. Mas conforme Seiko se aproximou ela estranhou não encontrar a quimera, afinal um ser de dois metros de comprimento deveria ser fácil de enxergar através da palha rala.
Sua surpresa não foi pequena quando notou um monte de palha se mover no ritmo de uma respiração, por que jamais aquela quimera caberia naquele lugar tão pequeno. Mas ela tinha certeza que aquela era a jaula da quimera... Só havia um jeito de saber.
Seiko: - Kaijyuu. -- Ela sussurrou o nome por entre as grades, mas será que ele atendia por esse nome??
Para sorte da garota o pequeno monte se manifestou, alguma coisa começou a sair de baixo da palha... E era... Humano??
A aparência era de um jovem normal de aproximadamente 17 anos e chamativo pela beleza. Possuía cabelos castanho claro ondulados e longos que chegavam até o meio de suas costas, sem franja, separados ao meio, puxados para trás das orelhas e presos em um rabo-de-cavalo baixo. Dono de uma pele branca, mas queimada pelo Sol, um rosto com traços finos, bem marcados e bem masculinos, de estatura mediana, corpo forte, mas não exageradamente musculoso, algo sutil e elegante. Os grandes e belos olhos verde oliva fitaram Seiko com curiosidade e a garota sinceramente perdeu a fala, uma raridade. Seria mesmo possível??
Seiko: - Kaijyuu?? -- Ela perguntou insegura e o rapaz apenas se sentou sobre seus joelhos como se esperasse ordens. -- Eu já vi tudo nessa vida.
Sem poder perder mais tempo ela tirou do bolso um pequeno "arsenal" de apetrechos e não demorou muito para ouvir o leve estalar do cadeado se abrindo. Vitória. A porta rangeu ao ser aberta, mas nada que chamasse atenção, o estranho foi que Kaijyuu se encolheu no fundo da cela no mesmo instante. Mais por precaução do que por necessidade Seiko apontou sua arma de fogo na direção do garoto.
Seiko: - Por favor não resista e venha comigo.
Ele pareceu não entender, seus olhos verdes refletiam medo e não raiva ou vontade de atacar, isso era realmente estranho. Seiko hesitou por alguns minutos, mas depois juntou coragem e entrou na cela em passos cautelosos, parou a alguns metros de Kaijyuu, se agaichou e estendeu a mão na direção dele.
Seiko: - Não tenha medo, eu vou te tirar daqui. -- Apenas um gesto de amizade e um sorriso sincero foram o bastante para que Kaijyuu lentamente se levantasse e fosse na direção dela, era a primeira vez que alguém era realmente gentil com ele.
Eles deram as mãos e Seiko o puxou para fora dali sem problemas. Kaijyuu na verdade sequer sabia o que se passava ali, sabia apenas que gostava da sensação de ter alguém perto de si e pouco se importava para onde esse alguém estava levando-o. Ele jamais poderia imaginar o quanto a vida fora de uma jaula podia ser maravilhosa... Ou melhor, maravilhosamente dolorosa.
Reviews:
Lilly Angel88: Que fofaaa XD obrigada pelos elogios, não imagina o quanto fico feliz em saber que realmente está gostando da fic, estou me esforçando bastante com ela. Eu pretendo colocar a Jocelyn no próximo capítulo, é que eu demorei para receber sua pm, meu e-mail estava estranho e eu já estava com o capítulo escrito, mas isso não irá mudar em nada meus planos no fim das contas. Agora que você comentou... Talvez eu coloque ela com os dois hehe, mas depende, eu só consigo sentir a personagem quando escrevo sobre ela, se fluir bem com a Jocelyn acho que vou fazer isso sim... Espero que tenha gostado do capítulo.
Dri Lioncourt: Eu adorei escrever sobre a Desiré e não sei porque mas o Minato me passa a impressão de um verdadeiro cavalheiro XD que bom que eu acertei o jeito de retratá-la. a resposta para sua pergunta veio no começo do capítulo ok?? Qualquer outra coisa é só falar que eu respondo de bom grado. Eu achei que tinha sido discreta em insinuar a Beatrice como noiva do Neji, me enganei, todo mundo se lembrou desse detalhe e descobriu pooxa. Acho que agora piorei a sua curiosidade, mas enfim HUAhauhUa isso é o que torna tudo divertido. Espero que goste desse capítulo também.
Demetria Blackwell: Que bom que gostou do capítulo XD mas acho que vai gostar mais desse afinal a Yuki aparece de verdade n.n na verdade eu não falo absolutamente nada de francês, mas por isso eu amoo a internet hehe nada que um programa de tradução não resolva XP Ela vai dar muito o que falar ainda, pode ter certeza. Espero que goste desse capítulo também.
Akatsuki no Luna: Com certeza o importante é participar, eu juro que vou tentar colocá-la com o Pein, mas não posso prometer nada...Espero que goste desse capítulo.
Mayuu chan: Olha quem apareceu XDD Fico muuito feliz em saber que gostou do capítulo passado, mas algo me diz que você vai gostar mais desse hehe. Pelas roupas créditos às criadoras das ooc's... Eu achei bem a cara do Shikamaru esquecer a idade, não sei porque... Sim, a Beatrice é noiva do Neji... E eu que achei que tinha sido discreta XP fazer o que... Obrigada por avisar dos erros de português, eu tentei me policiar dessa vez, mas acho que o próximo vou pedir para você betar para mim já que se ofereceu n.n. O único detalhe é que eu não faço idéia como mandar para você o arquivo... Você tem idéia??
Fafi Raposinha: Aviso anotado, uma peninha por que justo nesse capítulo o Kaijyuu apareceu, mas de qualquer forma, você lê quando voltar n.n
Rodrigo DeMolay: Não tente me bater está bem?? Eu juro que tenho uma boa desculpa para a primeira cena hehe, mas vai ser tão legal XD Desde que eu comecei com a fic estava morrendo de vontade de escrever essa parte do Al, não sei se você vai gostar, mas eu gostei de escrever XP. Eles mal podem imaginar tudo que eu tenho em mente para eles hehe. Espero que goste desse capítulo.
Suzana ALK: Eu odeio dispensar fichas e quando a pessoa realmente se esforça para fazer uma ficha, por que não me esforçar para colocar esse personagem a mais não é?? Pelo menos é isso que eu acho, mas não espalha por que se não vou ficar com mais fichas do que posso lidar (de novo -.-"). Enfim, eu é que agradeço por você ter aceitado o papel e estou pensando em colocá-la com o Kakuzu (se tudo der certo), bom, com um dos dois com certeza vai ser. Espero que goste desse capítulo.
Miyo Kyouhei: A Sienna é perfeita para meus planos e vai ficar uma graça com o Minato, hUahau que bom que gostou das roupas, mas os créditos são das criadoras dos ooc's por que eu jamais teria a criatividade de inventá-las (nota-se que as roupas mais fraquinhas são dos originais hehe) Não imagina o quanto me alivia saber que gostou do meu jeito de escrever Obrigada n.n ... Bom, espero que goste desse capítulo também.
Psycho Itachi: Fuyu apareceu!! Mas certos segredos ficarão entre nós ok?? Pelo menos por enquanto... Eu escrevi a cena com o Deidara sem grandes problemas sabia?? Talvez seja até mais fácil do que eu esperava, espero só que você tenha gostado né?? hehe bom, pode deixar que assim que eu precisar (e tiver tempo para ficar mais na net além de meus dez minutos diários) vou pedir ajuda XD... Nossa que bom que gostou do meu jeito de escrever, será assim até o fim, obrigada por me avisar dos erros de português e espero que goste desse capítulo também n.n
Aredhel Luthor: Eu recebi sua pm (mas não lembro se respondi hehe) enfim eu ameeei os links que você mandou (como encontrou algo tão lindoo??) e vou me divertir bastante com essas roupas XD É que o livro que eu falei por ser das Cruzadas relata também o mundo árabe e boa parte dele se passa em um castelo de um sultão. Enfim, descartando detalhes, ele é uma das fontes mais confiáveis que eu encontrei, na verdade perguntei mais para você me confirmar se eu poderia usá-lo como referência, por que com certeza você deve saber mais sobre isso do que eu. eu estou me divertindo com minhas pesquisas históricas XD... Bom... Obrigada por mandar a personalidade do Suleyman, a Teo aparece no próximo capítulo, mas espero que tenha gostado desse mesmo assim.
Gabihh-chan: Notou a primeira cena desse capítulo?? Foi por ela que sua ficha ganhou o posto de feiticeira, foi o quesito desempate... Assim que eu li sua ficha senti uma vontade de escrever inacreditável. O que achou?? Enfim, eu gostei de escrever sobre a Nayuuke e muita gente gostou dela também, ainda bem que consegui retratá-la como você queria XD Espero que tenha gostado desse capítulo também.
Lady Purin-Aoi: Sério, eu achei que tinha sido discreta com a insinuação, mas todo mundo notou!! Pooxa estragaram minha surpresa mas tudo bem eu supero XDD sim meu plano para Beatrice é esse e o Neji que se cuide hehe enfim que bom que gostou do capítulo, espero que goste desse também n.n
Kadzinha: UAhuA Eu achei bem a cara do Shika esquecer a própria idade, não podia deixar essa passar... Na verdade eu ainda não escolhi o imediato da Kath ainda, mas tenho bons nomes na lista... HUauha pior que eu nem tinha notado o duplo sentido gomen n.n" voc6e é muito observadora XD Ah! Pode deixar que eu coloco sim a Tsunade na sua tripulação ;D
Obrigada por ler
Sary-chann
