Disclaimer: Naruto pertence ao Kishimoto-sensei, que graças a Deus, voltou a si e está lançando capítulos que não me deixam dormir de ansiedade xD
N/a: Novamente, POV é a abreviatura para 'Point of view', que traduzindo significa 'Ponto de vista' :D
Capítulo IV
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Sasuke POV
E o gentil cavalheiro fez questão de fazerem os dois saírem escondidos da casa de Ino, sem atrair a atenção de ninguém para que Sakura não fizesse nenhuma loucura. Eu não duvidava de nada depois de ela ter rido e me confessado tanta coisa essa noite, e a última coisa que precisávamos era algum stripe tease, por mais que tornasse a festa ainda mais animada, inclusive para mim. Ei, era óbvio que eu a achava digna de um stripe tease. Então no momento em que ela levantasse o mínimo essa blusa eu não faria nada para impedi-la de ser a atração da festa.
Mas isso não aconteceu e nós estávamos seguros no meu carro, enquanto eu dirigia para o meu apartamento – Ela tentou me dizer onde morava, mas estava bêbada demais para se lembrar algo mais específico do que o poste que o cachorro da vizinha sempre usava. Sim, os dois estávamos seguros, porque por mais cretino que eu fosse e por maior que fosse a minha vontade de vê-la sem roupas – Ei, ela era a mulher que vinha me desprezando e não saía da minha cabeça – eu não faria nada com ela. Evitaria o máximo de contato possível. E eu podia fazer isso, droga. Com quantas mulheres já não o fiz? Isso não era nada.
Embora uma parte de mim me dissesse que eu não deveria ter feito isso. Que eu nem deveria ter ido para aquela festa, em primeiro lugar. Eu deveria ter ficado no meu apartamento, organizando a reunião de amanhã na empresa, mas eu tinha que ouvir o idiota do Shikamaru me convencer a ir pelo menos tomar uns drinques para me distrair um pouco. Verdade fosse dita, eu me distraí o suficiente e não precisei de bebida alguma. A frieza dessa mulher era o bastante. Quanto mais ela me tratava mal e desprezava os homens, maior a minha vontade de arrancar as roupas dela e provar que pelo menos uma coisa que fazíamos compensava por sermos tão cafajestes.
Estacionei o carro, sem nem lembrar o momento em que chegamos ao prédio, e eu já estava até conformado e satisfeito por ter controlado meus hormônios – Tudo que tive que fazer foi fixar o quarto de hóspedes na minha cabeça e repetir mil vezes que nada aconteceria. Que seria seguro. Estava tudo sob controle. Olhei Sakura, quase certo de que ela havia dormido, mas não. Os olhos verdes estavam fixos no porta-luvas, perdidos em algo que eu não enxergava.
Ela estava pensando no ex-noivo.
Droga, ela realmente sofreu por ele.
- Não me deixe encher a cara por ele de novo, Sasuke. – Seu murmúrio estava meio triste, meio irritado, e eu demorei alguns segundos observando-a em silêncio para depois dar a volta no carro e abrir a porta dela. Aproximei-me o bastante para tirar seu cinto e pude sentir o cheiro forte da bebida aquecer minha bochecha. Próximo demais.
- Não vale a pena. – Sakura recomeçou. – Assim como nenhum relacionamento, nada disso. Só o que conta é se divertir, e, sabe, eu me diverti hoje, mesmo enchendo a cara, o que não foi muito legal, mas enfim, o que eu quero dizer é... Não me deixe encher a cara por ele outra vez, Sasuke.
- Não vou deixar. – Não evitei o pequeno sorriso maroto diante do estado embriagado dela. Sakura nem parecia a mulher fria que quebrou o nariz do médico e me lançou tantos olhares mortais em menos de cinco minutos. Era até divertido vê-la dessa maneira, as bochechas vermelhas, falando nesse tom meio arrastado.
Minha mão continuava no local para retirar o cinto, mas não fiz nada para retirá-lo, apenas permaneci quieto, observando-a tão perto de mim. Não era minha culpa. Eu estava tentando ser o gentil cavalheiro que ela fez menção, mas ela não tinha a menor idéia do seu corpo irresistível, dos olhos verdes hipnotizantes, até mesmo dos longos cabelos caindo por sobre seu ombro e encobrindo o seio. Merda, e sua respiração próxima da minha estava me matando.
Eu tinha que tirá-la desse carro e tomar uma ducha muito gelada. Urgentemente.
- E eu não vou processá-lo por assédio sexual. – Ela voltou a falar e dessa vez me peguei atento à maneira como seus lábios se moviam. Atento demais. – Você foi muito legal hoje... E também não se apega a ninguém. Nós até que somos parecidos, sabia? Não nos apegamos a ninguém e só queremos nos divertir. Todos deveriam ser desse jeito.
Sakura não fazia idéia do esforço sobre-humano que eu estava fazendo para simplesmente não inclinar a cabeça uns poucos centímetros e capturar seus lábios que me tentavam como nunca. Há quanto tempo eu a queria desse jeito? Há quanto tempo ela estava me encarando com seus olhos verdes observadores? Quanto tempo mais eu precisaria para cair em tentação e esquecer que ela estava bêbada e que eu não podia me aproveitar dela, por mais cafajeste que ela achasse que eu fosse?
Estávamos tão próximos que notei o instante em que sua respiração acelerou alguns segundos e ela entreabriu os lábios para fechá-los novamente, e em seguida desencostou levemente do banco e apoiou uma mão em meu rosto. Um arrepio me percorreu.
- Você está me matando, Sasuke...
Ela estava bêbada. Ela estava bêbada, droga. Mas eu não pude impedi-la de me beijar em seguida, com esses lábios que prometiam a minha morte lenta e dolorosa se eu não os roubasse para mim, e qualquer tentativa de impedir essa loucura se esvaiu no instante em que me perdi no sabor embriagante e a maciez deles. Eram tão macios que pediam para serem mordiscados, eu juro, mas não tive a chance porque ela já havia se aproveitado da minha falta de ação e sua língua adentrou minha boca, calma, disposta a convidar a minha para a mesma coisa.
E bêbada ou não, meus hormônios não podiam distinguir esse detalhe, e eu a beijei profundamente, de uma maneira que arrancou um suspiro dela, fazendo-a se recostar novamente no banco e deslizar a mão que antes estava em meu rosto para meu peito, e apenas nesse instante notei que a mão que deveria estar retirando o cinto dela para subirmos e evitar uma situação dessas, estava em sua cintura. Meus dedos tocaram levemente sua pele da barriga e um som abafado em sua garganta ma causou um arrepio.
Droga, o que eu estava fazendo? Esse era o tipo de situação que eu adoraria me aproveitar, mas eu não era um cretino, como Sakura vivia dizendo. Eu não podia me aproveitar logo dela, a mulher que sofreu um trauma e que odiava todos os homens a todo custo e que estaria me dando socos ao invés de ter enfiado a língua na minha boca se não estivesse tão bêbada. Eu tinha que parar isso ou nós teríamos um problema. E um problema com Sakura eu queria evitar a qualquer custo, por mais embriagado que ela me deixou – E eu sabia muito bem que uma ducha gelada não resolveria nada agora.
Certo, então eu não interrompi o beijo – Por acaso eu não era imune a essa mulher extremamente sensual – mas eu estava ciente de que não faria nada no momento em que este terminasse, então eu tinha que aproveitar até o último segundo. Memorizei cada canto de sua boca, cada suspiro que me fez arrepiar, cada movimento de sua mão por baixo da minha blusa, queimando a minha pele e me obrigando a simplesmente não arrancar as roupas dela aqui mesmo. Mas eu me controlei.
Consegui manter ainda o controle quando afastamos nossos lábios, e não a beijei de novo. Nunca pensei que seria tão difícil, ainda mais com seus olhos verdes presos nos meus, a mão ainda tocando minha barriga por baixo da blusa. Sua respiração quase me dizia para jogar tudo para o alto e arrancar suas roupas para ouvi-la gemer o meu nome aqui dentro do carro nesse estacionamento. Mas ela não estava sóbria. Controle-se, Sasuke.
- Você está bêbada. Não quero que você encha a cara por minha causa amanhã, Sakura.
- Eu não vou me envolver com você. – Os arrepios em minha pele estavam aumentando. – Isso não significa nada. Você deveria saber disso. – Ela roçou os lábios nos meus e, inconscientemente, apertei um pouco sua cintura. – É só diversão, Sasuke-kun.
E merda, isso foi o suficiente.
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Sasuke POV
Eu acordei convencido a embebedar Sakura mais vezes.
Sério, ela precisava ficar mais relaxada depois de passar tanto tempo naquele hospital, e eu precisava transar com ela de novo. E de novo. E mais repetidas mil vezes. E vamos encarar, ela ficaria bem relaxada depois disso também. Pelo menos era o que sua expressão dormindo me dizia agora, e toda a ação de ontem a noite, inclusive sua participação tão animada. Eu sabia que no fundo Sakura estava louca para descarregar todos esses meses que nem sequer se aproximou de um homem o suficiente para um abraço, quem dirá para uma noite de sexo, que ela faria tanta questão de repetir quanto eu.
O idiota que a traiu só podia ser doente mental em largar essa mulher por outra, porque eu não conseguia imaginar outra mais bela e mais irresistível que essa. E nenhuma outra teria a coragem de quebrar suas costelas num piscar de olhos, algo que eu imaginava acontecer comigo quando ela abrisse os olhos verdes brilhantes e sóbrios, mas eu não dava a mínima. Tudo o que eu me importava agora era a minha mão em sua cintura deixando-a próxima o suficiente para encostar sua cabeça em meu peito, com o calor do seu corpo me aquecendo e as lembranças dos meus lábios contra cada parte de sua pele queimando em minha memória. Se a reunião na empresa fosse agora de manhã eu cancelaria no mesmo minuto para permanecer acordado na cama, observando cada detalhe do rosto atraente dela, de seus lábios que eu iria beijar se ela não acordasse logo, do vale entre seus seios que o lençol não escondia.
Ah, céus, eu até abaixaria mais o lençol e repetiria a mesma rodada da noite passada se eu não soubesse que seria o decreto para a minha morte. Sakura acordaria mais estupefata do que nunca quando lembrasse que dormiu comigo, eu que não queria atiçar a leoa mais ainda, por mais que eu pudesse lhe responder que ela gostou bastante disso ontem. Mas eu pretendia manter os ânimos calmos para que as chances de eu arrastá-la para a cama outra vez fossem maiores. Ainda que eu duvidasse bastante.
Ei, e por que eu deveria duvidar? Sakura disse ontem que isso era apenas diversão, que ela não iria se envolver. Eu não me envolvia há bastante tempo também e não pretendia seguir essa estrada perigosa, então qual seria o problema apenas nos divertirmos? Era apenas isso que eu queria e Sakura também. A menos que meus planos fossem por água abaixo quando ela acordasse e me espancasse até a morte por eu não ter nos impedido de cair na cama. É, certo.
Meus devaneios foram cortados quando senti Sakura mexer um pouco a cabeça e a mão apoiada em meu peito subiu um pouco, atraindo meus olhos atentos para o menor de seus movimentos delicados. Os olhos verdes encontraram os meus após piscarem para afastar o sono, e eu contive mais do que nunca a vontade de beijá-la. Apertei sua cintura ligeiramente.
- Vai quebrar o meu nariz? – Perguntei, sorrindo maroto.
- Deveria?
- Pelo seu entusiasmo de ontem à noite eu diria que não.
- Pela sua cara de pau de agora de manhã eu diria que sim. – Sakura franziu o cenho, mas notei suas bochechas corarem. Estavam diferentes de ontem quando era apenas pela bebida. Agora ela estava corando de vergonha e eu não pude esconder meu sorriso maroto ao gostar tanto disso.
- É a verdade, Sakura.
- Eu estava bêbada ontem. Se não estivesse, você teria mais do que o nariz quebrado por ter me arrastado até a sua cama.
- Você me arrastou.
- E você não tem nenhum autocontrole com uma bêbada? – Ela estava indignada.
- Não, eu só queria uma brecha pra trazer você pra cá.
- É claro. – Sakura rolou os olhos, encostando a cabeça no travesseiro ao lado e fechando os olhos, no que me pareceu dor. O vale entre seus seios foi escondido pelo lençol e eu tive vontade de retirar esse cobertor de cima dela, agora que a fera já havia acordado e estava domada. Aparentemente. Mas seu resmungo de dor me fez lembrar que a noite passada não foi a mais voluntária e consciente das suas ações. Ela estava bêbada. – Merda... Estúpida ressaca.
Ela ia sentar – Já segurando o lençol na altura dos seios, e eu lamentava informar que eu daria um jeito nisso se ela tentasse escondê-los outra vez – mas eu a segurei com mais firmeza pela cintura, impedindo-a de sair daqui. Eu não queria perder o calor do corpo dela, e eu sabia que quando ela saísse por essa porta as chances de eu acordar com ela outra vez seriam nulas. Então a mantive ao meu lado, puxando-a mais para mim, nunca afastando os olhos dos verdes surpresos.
- Volte a dormir. – Falei.
- Você quer que a sua noitada durma mais um pouco ao seu lado? – Sakura ergueu uma sobrancelha, apoiando uma mão em meu peito, com certeza para manter ao menos alguns centímetros entre nós dois. Tal gesto quase me desconcentrou de sua pergunta, que analisando agora me parecia bem coerente. Nem eu sabia por que estava fazendo isso.
- Quero, algum problema? – Retruquei.
Ta, eu sabia. Porque foi o melhor sexo da minha vida.
- Por onde quer que eu comece? – O tom óbvio de Sakura me tirou das minhas fantasias, e rapidamente me dei conta de que ela ia mesmo começar, então a calei com um beijo. Seus lábios continuavam macios como ontem e eu estava disposto a capturá-los sempre que pudesse, com Sakura bêbada ou não. Sério, eu estava me sentindo embriagado aqui, mas tentei me convencer que era apenas a sensação dos seus lábios se abrindo para a minha língua ávida. Certo, então ela também ainda estava meio bêbada por estar me beijando ao invés de ter quebrado o meu nariz como supus.
Eu não estava reclamando.
- Se você for agora com essa ressaca, todo o hospital vai me processar. – Falei assim que interrompi o beijo, olhando-a em seguida. – Ao menos espere o remédio fazer efeito.
- Mas eu nem tomei-
- Tomou, acredite. – Eu ainda me lembrava dos resmungos incompreensíveis dela ao acordar alguns minutos antes de mim para engolir o comprimido sem nem mesmo saber exatamente o que era e depois voltar a dormir. – Apenas durma.
Sakura hesitou alguns segundos, me encarando com desconfiança, como se estivesse certa de que eu a atacaria se permanecesse ao meu lado, com seu belo e irresistível corpo nu. Não vou dizer que não era minha vontade, mas eu tinha limites, droga. E um deles era evitar um nariz quebrado.
- Idiota convencido... – Sakura por fim resmungou, contrariada, mas fechou os olhos e permaneceu com a cabeça no travesseiro, com dor de cabeça o suficiente para me deixar segurá-la pela cintura ainda. Pude apenas sorrir maroto ao observá-la dormir, quieta, a pele macia acariciando a minha, e apenas fechei os olhos também, apreciando o perfume dos cabelos dela tão próximos.
Agora eu sabia por que eu havia ido àquela festa.
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Sakura POV
- Ora, ora, a Dra resolveu voltar a salvar vidas. – Kiba me recebeu com uma carranca enorme e um rolar de olhos assim que entrei no hospital, já com o jaleco e com a esperança de não encontrá-lo em mais uma briga com o Naruto. Ergui bem as sobrancelhas. Eram duas da tarde, será que ele não havia almoçado ainda ou um paciente o aporrinhou até o limite?
- Você está mais ranzinza hoje, Kiba. O que aconteceu?
- Ah, sei lá, ressaca de plantão, você sabe. Quero ir pra casa. – Kiba suspirou tão cansado que sua incrível disposição quase me contagiou, mas a espantei com uma risada. Não era todo dia que eu o via querendo se matar assim. Minha risada às suas olheiras e rabugice o assustou ao ponto de fazê-lo erguer as duas sobrancelhas.
- E você está bem animada hoje. O que aconteceu? – Ele me olhou, desconfiado. – Quebrou o nariz de quantos ontem?
- Idiota. Não aconteceu nada. – Resmunguei. Qual é? Eu não era totalmente de gelo! – Não posso mais rir da sua desgraça?
- Aaah, já entendi. Você fez sexo ontem à noite...! – Kiba apontou para mim, extremamente surpreso da sua teoria, que, droga, estava muito correta. – É claro...! Por isso você está toda radiante!
Ta, não tão correta assim. Eu não estava radiante porque transei ontem! Pra começo de conversa, eu estava bêbada ontem! Nem foi um sexo consciente ou o que fosse – Merda, mas eu me lembrava de tudo. Corei, porque eu me lembrava de tudo mesmo, e eu tinha que admitir que as recordações eram boas o suficiente para me deixarem mais leve hoje. É claro, sexo fazia isso com uma pessoa, até mesmo uma que não acreditasse em homem nenhum. Mas vou dizer, o Sasuke fazia um bom trabalho.
Afastei os pensamentos para longe, e rolei os olhos para o Kiba.
- Ao menos eu não passei a noite de plantão, perdedor.
- É, eu sei. – Ele suspirou, derrotado. Eu estava pra puxar uma cama para ele ter seu tão esperado sono, mas ele estava me sacaneando, então eu queria mais que ele morresse de inveja de eu ter aproveitado muito bem a minha noite enquanto ele consertava alguns ossos de adolescentes. – Alguém tinha que se dar bem ontem mesmo. Mas nunca imaginei que fosse você.
Sua declaração surpresa me deu vontade de socá-lo e acabar com suas piadinhas idiotas, mas o barulho do aparelho no bolso do meu jaleco me impediu. Estavam me bipando, e salvando o nariz do Kiba de uma cirurgia plástica. Lancei um olhar azedo a ele antes de me virar para começar o trabalho. Mas claro que ele não perdeu a oportunidade.
- Parabéns, hein, Sakura! – Sua risada quase me fez mostrar-lhe o dedo do meio, mas logo que virei a esquina do corredor dei de cara com quem havia me bipado. Até esqueci a visão engraçada das olheiras do Kiba quando me deparei com as veias pulsantes na testa da minha chefa. Ótimo, o inferno se abriu enquanto eu acordava na cama do Sasuke.
- O que acon-?
- Haruno Sakura, eu disse pra voltar apenas quando a sua ressaca estivesse do tamanho do mundo! O que diabos pensa que está fazendo aqui agora?! E que história maravilhosa é essa de você fazendo sexo ontem?!
Minha face ardeu até o limite – E não foi nada agradável ter os olhos faiscando da Tsunade-shishou como foi ter o sorriso maroto daquele Uchiha convencido que sabia fazer pelo menos alguma coisa certa – e rapidamente a arrastei para a sala vazia mais próxima, fechando a porta e me virando para encará-la com a maior incredulidade.
- Ficou louca?! – Exclamei, ainda vermelha.
Primeiro, como ela ficou sabendo disso?! E segundo, por que diabos ela tinha que gritar sobre isso daquela maneira no corredor com mais eco do mundo?! Eu sabia no minuto em que abri meus olhos naquela cama e senti o braço do Sasuke na minha cintura que eu estaria ferrada pelo resto da vida. Está vendo? As primeiras horas depois do desastre e eu já estava mais ferrada do que se eu perdesse o emprego por ter agredido o Kiba!
- Não venha tentar me enganar, mocinha! Eu sei muito bem que brilho radiante é esse ao seu redor! E a Ino não mentiria para mim sobre uma coisa dessas!
Ah, meu Deus. Ino.
- Puta que pariu... – Massageei a têmpora.
Esqueci completamente que eu estava enchendo a cara na casa dela e com certeza viram eu e o Sasuke sairmos juntos, e deduziram no mesmo instante que íamos cair na cama. Claro, ninguém mais imaginava que ele poderia estar me dando uma carona, como realmente aconteceu, exceto que imprevistos aconteceram também. Ta, imprevistos que provavelmente foram culpa minha. Mas eu estava bêbada! Não foi exatamente culpa minha! Dane-se! Agora eu tinha que dar um jeito de convencer a minha mãe a não sair espalhando a fofoca por aí, e depois eu mataria Ino por ter a boca tão grande e ter ligado para espalhar as boas novas de que eu havia largado o celibato.
Isso simplesmente não podia estar acontecendo.
- Não foi nada-
- Foi sexo!
- Tudo bem, tudo bem, eu estava bêbada e transei ontem à noite, agora pare de ficar falando tão alto! – Baixei a voz exasperada, odiando minha face ardendo. Eu ia espancá-la se isso continuasse, mesmo que eu levasse uns belos socos depois. Exceto que Tsunade-shishou não deu seguimento à minha tortura. Ela ficou aliviada.
Sério.
- Bom, graças a Deus.
Porque eu transei?
Como assim? Eu ainda estava sonhando? Onde estava o sermão por eu ter caído na cama com qualquer um, o interrogatório se usamos proteção, as chances de o preservativo nem dar certo e eu arruinar a minha vida após ficar grávida de um cara que só queria se divertir comigo?
- Graças a Deus? Eu transei com um total desconhecido ontem e a minha mãe está aliviada? Não quer nem saber o nome dele?
- Não, estou feliz o suficiente com a boa ação que ele lhe fez. – Tsunade-shishou deu de ombros, colocando a mão na maçaneta da porta, pronta para encerrar a conversa tão banal para ela.
- Ah, meu Deus... Você não pode ser normal. – Falei, suspirando.
Mas até que eu estava feliz pelo sermão ter ficado de fora da conversa e por ela não querer prolongar o assunto com perguntas indiscretas sobre a minha inesperada noite. Eu não iria agüentar se ela me pedisse "Ótimo, agora conte todos os detalhes". Ela era minha mãe. De jeito nenhum eu daria algum detalhe além de "Como é que é?!" apesar de eles estarem bem impressos em minha memória. Ta, em minha pele também. Não posso mentir dizendo que não gostei dos beijos do Sasuke ou das mãos dele no meu corpo. Eu não fiz voto de celibato, está bem?!
O que não significava que isso iria acontecer outra vez. Foi apenas uma noite, eu estava bêbada, falando besteira, odiando as imagens do meu ex-noivo com outra na cama. Eu não precisava de outra rodada de sexo com o Sasuke para me sentir leve assim. Eu estava leve, na verdade, por eu ter bebido tanto e ter desabafado também, não queria dizer que foi apenas trabalho do sexo, oras.
- E não se atreva a parar de vê-lo, entendeu? É uma ordem, Dra Haruno. – Merda, pensei até que ela já tinha ido embora!
- O que?! Você-!
Ela saiu da sala.
Merda!
Eu tinha que dar um jeito de calar a Ino ou a minha aventura da noite passada estaria sendo comentada até pelos meus pacientes, e Deus sabe que a última coisa que eu precisava era o Sasuke achando que eu estava me vangloriando pela maravilhosa noite que passei com ele! Espera aí, e se ele saiu espalhando para a Ino que dormiu comigo e essa fofoqueira ligou em seguida para a minha mãe?! Argh...! Maldito idiota convencido!
O inferno iria se abrir agora!
Continua...
Em defesa da Sakura? Ela estava bêbada, gente xD Ta, ta, talvez ela tivesse desistido mesmo de resistir ao Sasuke e seus sorrisos marotos *Morre*
Reviews:
- Miss Pudingg
Paty
Miyo Kyouhei
Dayane Manfrere
Sayumii
Laahh. sz
Yuuki no Hana
lydhyamsf
Pequena Perola
Luu-chan
Kune chan
luiza mix magma
Taty
Mari-Sousa
Wasabi-Chan 8D
InThatEyes
Cat Tsuki
Yakumo-san ou Yuki-san
Miyuke Chan'
Taliane
Shichiyou Sama
Paturi
Miiinne
Nossa, quantas reviews! Muito obrigada, pessoal! Quando eu olhei tudo isso de comentários no meu e-mail fiquei tão feliz que vcs não imaginam :D
Ah, e me perdoem por não ter respondido cada uma, mas voltei a ficar sem tempo... Desculpem, eu realmente me sinto péssima, mas eu mal estou com tempo de atualizar a fic, então espero que vcs entendam. E detalhe, as coisas vão piorar daqui pra frente, e eu posso até tentar correr com as atualiações, mas responder todas as reviews individualmente vai ser meio complicado x.x DESCULPEM! i.i
Não significa que vcs devam parar de mandar reviews, muito pelo contrário se vcs quiserem me deixar tão feliz como no capítulo anterior para que eu poste o capítulo o mais rápido que eu puder x]
Ah! Espero que tenham gostado das cenas SasuSaku! Matou a ansiedade de todos? ;D
Kiyuii-chan
