Capp 4 ,, aproveiteee... *-*

*A câmera muda para a beira do navio, Pucca e Garu vendo o pôr do sol.*

"Depois, trabalhei num pesqueiro em Monterey, e, em seguida, vendi retratos em Santa Monica por 10 centavos." - Garu.

"Por que não posso ser como você, e partir rumo ao horizonte quando me dá vontade ?" - Ela olha pra ele sorrindo. "Diga que iremos pra lá um dia, mesmo que seja só por falar."

"Não, nós iremos. Beberemos cerveja barata, andaremos de montanha-russa até vomitar," Pucca começa a rir. "e depois calvagaremos na praia." - Garu. "Mas vai montar como caubói, não sentada de lado." - Garu diz olhando pra ela.

"Com uma perna de cada lado ?" - Pergunta Pucca rindo.

"Sim." - Garu.

"Pode me ensinar ?" - Pucca.

"Claro, se você quiser." - Garu.

"Ensine-me a montar feito homem." - Pucca

"E mascar tabaco feito homem." - Garu.

"E cuspir feito homem !" - Diz Pucca rindo com cara de nojo.

"Não ensinam isso na escola ?" - Garu.

"Não... XD"

"Vou mostrar como é. Vamos." - Garu diz indo em outra direção e pegando na mão de Pucca.

"O que ?" - Pucca.

"Vou ensinar, venha." - Garu. Ele começa a puxá-la.

"Garu, não ! Garu, espere !" - Pucca começa a freiar.

"Venha." - Garu.

"Não, não posso, Garu !" - Pucca.

Ele a leva para outro lugar, quase ninguém está lá. Vão para outra beira.

"Olhe com atenção." - Ele gospe com tudo no mar.

"Que coisa nojenta !" - Pucca diz rindo.

"É a sua vez." - Garu.

Pucca dá um cuspinho no mar.

"Patético. Junte bastante catarro, aspire com força. Use os braços. Curve o pescoço." - Ele se prepara pra cuspir.

Seu guspe vai longe. Pucca fica tentando puxar catarro.

"Viu a distância que alcançou ?" - Garu.

"Uhum." - Diz Pucca puxando catarro.

*Na cena, aparece a tia de Pucca - Ruth - junto com suas amigas chegando lá para tomar um pouco de ar*

"Agora tente." - Garu.

Ela cuspe.

"Melhorou. Precisa treinar mais. Limpe a garganta, pra ficar bem encorpado, assim..." - Garu. Pucca vê sua tia olhando pros dois em sua frente, Pucca começa a cutucar Garu. Ele começa a juntar catarro. Ele pára e olha pra trás com baba em seu beiço.

As senhoras fazem cara de nojo.

"Tia," - Pucca diz assustada, ela vai até sua tia. "este é Garu Dawson." Garu sorri.

"Encantada." - Diz Ruth com cara de nojo. Ela olha pra Pucca.

Uma mulher mostra que Garu está com uma coisa em seu beiço. Ele limpa.

PDV de Pucca.

Todos se mostram gentis e curiosos com o homem que salvou minha vida. Mas minha tia parece ver nele um inseto, um inseto perigoso que, precisa ser esmagado logo.

Fim do PDV

Pucca explica tudo que ele fez.

"Parece que você sabe o que fazer na hora do aperto." - Uma mulher diz.

Uma trompeta começa a buzinar.

"Por que anunciam o jantar como um ataque de cavalaria ?" - A mesma mulher pergunta.

Pucca solta um risinho falso.

"Vamos nos trocar, tia ? Vejo você no jantar, Garu." - Pucca vai embora com sua tia.

Garu dá um sinalzinho de tchau com a mão quando ela já virou. Ele fica olhando ela ir embora, aquela mulher fica olhando pra ele.

"Filho ? Filho !"

Ele olha pra mulher sorrindo.

"Tem idéia do que vai fazer ?"

"Não exatamente." - Garu diz rindo.

"Está para entrar num ninho de cobras." - Ela olha pras roupas que Garu está vestindo. "O que planeja vestir ?"

Garu faz um gesto de -Isto mesmo!-

"Como imaginei. Venha." - Ela puxa Garu com o braço.

*a cena muda para um quarto.*

Garu está com uma roupa social.

"Eu estava certa ! Você e meu filho são quase do mesmo tamanho."

"Sim, quase." - Garu diz arrumando o terno. Ele vira e se olha no espelho.

"Agora, está novinho em folha." - A mulher ri com satisfação.

*a cena muda para uma grande sala*

Garu está chegando, um homem abre a porta para ele.

"Boa noite, senhor."

Garu sorri para o homem. Ele olha o lugar.

Desce as escadas...

Ele encosta na parede e cruza os braços. Começa a reparar o jeito que os homens de classe ficam.

Ele desencosta da parede e coloca uma mão para trás, como outro homem faz. Um casal chique o cumprimenta.

'Está dando certo' - ele pensa.

O mesmo homem que ele vê, acompanha uma mulher e o cumprimenta também.

Ele imita o homem, como se estivesse acompanhando uma mulher.

Ele vê Caledon chegando junto com a tia de Pucca. Eles nem o vê.

Ele repara como Caledon cumprimenta os outros. E faz igual no vento.

Pucca lá de cima, fica olhando Garu. Ela ri.

Quando Garu vê ela, ele se assusta.

Ela desce as escadas.

Quando ela chega nele, ele pega em sua mão e beija.

"Vi isso no cinema e sempre tive vontade de fazer." - Garu. Eles riam.

Ele faz um sinal para ela o acompanhar, quando ela laça seu braço com o dele, ele empina a cabeça, tirando sarro.

Pucca começa a rir. Ele abaixa a cabeça e eles vão até a sala de jantar. Pucca vai até seu noivo.

"Querido, lembra-se do Sr. Dawson ?" - Pucca.

Caledon olha para Garu, surpreso.

"Dawson ?" - Ele começa a rir. "Incrível ! Quase poderia passar por um cavalheiro."

Pucca sorri.

"Quase." - Garu.

"Extraordinário." - Caledon.

Caledon e a Ruth vão para a sala de jantar. Garu e Pucca entre-olham.

*a cena muda*

Pucca e Garu estão descendo as escadas para ir na sala de jantar.

Eles páram na porta da sala.

"Aquela é a condessa de Rothes." - Pucca aponta para uma mulher.

"E... Aquele é John Jacob Astor, o homem mais rico abordo." - Pucca aponta para um homem. "A esposa dele tem minha idade, e seu estado é interessante. Está tentando esconder, viu ? Um escândalo." - Ela olha para Garu. "Aqueles são Benjamin Guggenheim e a sua amante." - Pucca aponta para um casal. "A Sra. Guggenheim está em casa os filhos." Ela olha para outro grupo de pessoas - "Aqueles são Sir Cosmo e Lucille a lady Duff-Gordon." - A lady Duff-Gordon acena para Pucca. "Ela cria lingeries eróticas, entre outros talentos. É muito popular com a nobreza." - Os dois riam.

A mulher que Garu encontrou de tarde vem até nós.

"Pode acompanhar uma dama ?"

"Com certeza." - Garu.

Garu laça o braço com a mulher também. Eles começam a andar.

Caledon vira para trás.

"Amor ? Amor !" - Caledon.

Pucca não vê.

"Não é difícil, certo ? Eles adoram dinheiro. É só fingir ser rico, e será bem-vindo." - A mulher.

Eles entram no salão de jantar.

"Astor !" - A mulher chama um homem.

"Olá, Molly. É bom ver você." - Astor.

"J.J., Madeleine, este é Garu Dawson." - Pucca apresenta Garu ao casal.

"Como vai ?" - Madeleine dá um aperto de mãos no Garu.

"Prazer." - Garu.

"Olá, Garu. É um Dawson de Boston ?" - Astor pergunta dando um aprto de mãos no Garu.

"Não, sou um Dawson de Chippewa Falls." - Garu.

"A sim." - Astor diz com uma cara de ?

PDV de Pucca.

Ele deve estar nervoso, mas está indo bem. Eles estão o aceitando como um igual. Um herdeiro de ferrovias, talvez. Um novo-rico, claro, mas, mesmo assim, membro do clube. Naturalmente, minha tia logo se notou.

Fim do PDV

*na mesa de jantar*

"Fale das cabines da terceira classe, Sr. Dawson. Ouvi dizer que são boas neste navio." - Tio Dumplin.

"As melhores que já vi. Bem poucos ratos." - Garu. Todos riam.

"O Sr. Dawson está nos visitando. Ajudou minha noiva ontem." - Caledon.

"Ele revelou ser um excelente artista. Mostrou-me o seu trabalho hoje." - Pucca. Ela olha para Garu.

"Pucca e eu discordamos ao definir o que é arte. Sem querer desmerecer o seu trabalho." - Caledon. Pucca olha brava para Caledon.

"Este navio é meu no papel, mas, para Deus, ele é de Thomas Andrews." - Um homem diz.

Garu faz um sinal de não. Ele olha para seu prato, tem três tipos de garfos, dois pratos, dois tipos de facas, uma colher, um garfinho e uma colherzinha de pau.

"Tudo isto é pra mim ?" - Garu sussurra para Molly do seu lado.

"É só começar de fora pra dentro." - Molly.

"Conhece cada rebite dele, certo ?" - Astor.

"Sim." - Thomas Andrews.

"O seu navio é uma maravilha ." - Pucca.

"Obrigado, Pucca." - Thomas.

Um garçom coloca caviar no prato de Garu.

"Como quer seu caviar ?" - O Garçom.

"Nada de caviar para mim. Não gosto muito." - Garu olha para Pucca e eles riam. Tio Dumplin olha para Pucca depois para Garu.

"Onde, exatamente, o senhor mora ?" - Tio Dumplin.

"No momento, meu endereço é o RMS Titanic. Depois, vou depender de Deus." - Garu.

"Como paga suas viagens ?" - Ruth.

"Eu trabalho a bordo, por exemplo, em cargueiros, mas ganhei a passagem no Titanic num jogo de pôquer... um jogo de muita sorte." - Garu diz olhando para Pucca, ela sorri.

"A vida depende da sorte." - Sir Cosmo.

"Um homem de verdade faz a sua." - Caledon olha para Garu. "Certo, Dawson ?"

Garu assente.

"E você acha essa existência sem raízes atraente ?" - Ruth.

Molly e Garu ficam sem graças.

"Sim, madame, acho. Tenho tudo o que necessito aqui comigo. O ar nos meus pulmões, umas folhas de papel. Adoro acordar sem saber o que acontecerá, quem conhecerei," - Garu pega um pedaço de pão e morde, e olha para Pucca. Ela olha pra ele. "ou onde irei parar. Outro dia dormi debaixo de uma ponte, e agora aqui estou no maior navio do mundo, bebendo em uma ótima companhia." - Todos da mesa riam. "A vida é um presente, não vou desperdiçá-la. Nunca se sabe que cartas virão. É preciso aceitar o que vier..." - Garu olha Caledon colocando um cigarro na boca. "Tome, Cal." - Garu joga uma caixinha de fósforos para Caledon. "... fazer todo dia valer a pena."

"Sábias palavras, Garu." - Molly.

"Sim, sim." - Sir Cosmo.

Pucca sorri.

"Fazer valer a pena." - Pucca levanta uma taça de vinho branco.

"Fazer valer a pena !" - Todos na mesa dizem e levantam suas taças com vinho branco.

"Muito bem." - Caledon diz levantando sua taça e dando um sorriso falso.