"Hey, não esperava que você fosse ligar tão cedo."

"Posso desligar e ligar na próxima semana se você quiser."

"Não ouse, Quinn Fabray." As duas garotas riem.

"Como foi o primeiro dia como nova-iorquina?"

"Cansativo, ainda não conseguimos nem conhecer o quarteirão. Apenas arrumamos o apartamento. E o seu dia?"

"Muito cansativo também. Aguentar a Santana 10 horas no carro não é fácil."

"Você merece um premio."

"Também acho." Elas riem. "Mas fora isso foi tranqüilo, acho que ao contrario de tudo que imaginei será divertido morar com a minha prima. Santana se deu bem com as meninas."

"Sua prima mora com a sua paixão de ano novo, não?"

"Não foi paixão Rach, foi só um... só um lance de ano novo." Quinn estava roxa de vergonha.

"Sei. Eu te conheço Fabray, você não curte lances."

"Não foi nada demais, ela é legal e acho que podemos ser boas amigas." Ela estava sendo sincera, gostava muito de conversar com Chloe, sempre trocavam mensagens.

"Se você diz."

"Ainda que ela seja linda, não é meu tipo."

"E qual é o seu tipo?" Era divertido provocar a loira.

"Divas morenas e baixinhas."

"Sabia que você tinha uma queda pela Santana."

"Rachel!"

"Hahaha."

"Você não vale nada."

"E ainda assim você gosta de mim."

"Pois é, devo ter algum problema." Elas riem e ficam alguns instantes apenas ouvindo a respiração uma da outra.

"Sinto sua falta Q."

"Venha me visitar, ou você acha que te dei todos aqueles passes pra você ficar longe?"

"Vamos ver. Não sei se quero ver todo corpo estudantil de Yale se jogando aos seus pés. Sou possessiva."

"Isso é sono, só pode. Vá dormir Rachel."

"Vou mesmo, mas só porque estou realmente cansada. Até amanhã."

"Até. Durma bem e sonhe comigo."

"Nos seus sonhos Fabray, nos seus sonhos." Rachel desliga o telefone rindo e logo vai se deitar. Era revigorante e ao mesmo tempo relaxante conversar com Quinn. Uma amizade que começou estranha, mas por alguma razão parecia fazer todo sentido.


"Hey!" Uma Chloe super sorridente fala assim que Beca abre a porta de seu dormitório.

"Oi Chloe." A morena responde e pede que a amiga entre.

"Como foi?"

"A mesma coisa de sempre. 'Sou um aca-boy, você é uma aca-girl, vamos ter aca-crianças'" Beca explica ao sentar na cama.

"Ouch" A ruiva acompanha a amiga e senta na cadeira da mesa do computador.

"Pois é."

"Sinto muito."

"Eu falei que não damos certo, que quero ser amiga dele e que não dá certo um relacionamento."

"E ele?"

"Não ficou nada feliz quando eu disse que não tem jeito, não quero ficar com ele."

"Jesse é um bom garoto."

"Eu sei, por isso é tão difícil." A dj estava cansada já. Beca beijou o garoto pela emoção do momento, era a música, o filme, todos os fatores levavam a isso, ainda que não fosse o que ela realmente sentisse.

"Uma hora ele vai entender." Chloe disse segura. "Quer que eu fale com ele?" Perguntou brincando.

"Acho que não seria uma boa." Beca ri.

"Você quem sabe." Ela balança os ombros. "Vem." A garota estende a mão para a amiga.

"O que?"

"Vem Beca, para de ser chata."

"Hei! Eu não sou chata, só não costumo concordar com tudo o que você sugere."

"Sei, sei."

"Da última vez que você me levou a um lugar sem que eu soubesse acabei na cerimônia de iniciação das Bellas."

"E veja como isso foi bom pra você." A ruiva provoca piscando para a dj.

"É, talvez não." Beca torce o nariz, mas segue a amiga em direção de onde quer que acabem indo. 'Preciso aprender a falar não pra essa garota' – foi o último pensamento da morena antes de fechar a porta do dormitório.