Anime:
Saint Seiya
Casal: Milo e Camus
Classificação:
Yaoi, AU, OCC, Romance, Lemon
Iniciada: Fevereiro
2005.
Status: Em andamento
Disclaimer: Os personagens de Saint Seiya aqui citados, pertencem a Kurumada e cia.
NOTA EXPLICATIVA: Quanto a questão de aparente plágio ou cópia de idéias sobre o fato de Saga, Kanon, Julian e os demais envolvidos irmãos de Milo... Quero deixar bem claro que esta fic se iniciou/ foi traçada em Fevereiro de 2005 e postada em Abril de 2005. A questão sobre os 'irmãos' que comentaram, sobre cópia de idéia, rolou na mlist Yaoi Art Reloaded que foi aberta/iniciada em 27 de Setembro de 2005. Então deixo aqui bem claro que não copiei ninguém em idéia nenhuma. Se alguém já tinha esquematizado isto, não era de meu conhecimento, porque se fosse eu citaria em uma nota fixa, que a idéia seria de tal pessoa em tal conversa. Pode ter rolado a conversa em si, mas várias vezes pelo montante de e-mails que a list recebia, eu simplesmente deletava uma boa parte sem ler. Não sou de ficar plagiando ninguém com idéias e ou outras questões. Se isto prosseguir, sinto muito, mas tomarei medidas drásticas e retiro a fic do ar, não por questão de plágio, pois tenho a consciência limpa sobre isto, mas porque é uma situação que desanima. Para cortar o desanimo eu simplesmente opto por cortar o mal pela raiz. Retiro do ar!
Bem... por hora
é somente isto
Boa Leitura
APENAS NEGÓCIOS?
CAPÍTULO IV
-
A manhã foi realmente cansativa em diversos aspectos para Milo.
O grego estava tenso demais por notar que Kamus não tirava, literalmente, os olhos de si. Provavelmente deveria estar tecendo comentários destrutivos à sua imagem, achando que todas as poses não eram perfeitas, que a iluminação encontrava-se falha, ou qualquer outra opção depreciativa.
Também podia notar os olhares de cobiça que um outro homem, que estava ao lado de Kamus e Shaka, lhe lançava. Bem, os olhares não vinham só para si, mas pelo que pode notar, seu amigo Shaka estava sendo bem mais o alvo do que ele mesmo. Só torcia para que aquele homem não fosse tão irritante quanto o francês.
As fotos terminaram e pôde se recompor com o robe que ficara largado aos pés do divã.
Shaka logo se aproximou lhe sorrindo o parabenizando. Era bom escutar as palavras de incentivo que vinham do amigo.
"Milo, você esteve ótimo, mesmo estando um pouco tenso". Falou baixo e próximo ao rosto do grego.
"Valeu loiro, mas minha tensão tem nome...". Desviou o olhar ao notar que o homem que ainda não conhecia estava se aproximando.
"Ora... fiquei impressionado com toda a sua naturalidade para as fotos Sr. Nikos". Mu sorriu e ajeitou uma parte dos cabelos prendendo uma mexa atrás da orelha esquerda.
"Milo, deixa te apresentar... Este é o Sr. Dorje, vice-presidente, sócio e amigo do Sr. Vasseur". Shaka logo apresentou os dois.
"Por favor, me chamem de Mu. Não sou muito adepto das formalidades, o Kamus sim, eu... como ele sempre alega em dizer, sou a negação da empresa. O mais engraçado é que meus contatos são todos quentes e produtivos, estranho, não?". Riu mais uma vez ao estender a mão para cumprimentar o grego.
Milo lhe retribuiu estendendo a mão e sorriu para o outro verdadeiramente. Se Mu fosse assim sempre, seria muito bom trabalhar com ele.
"Prazer em conhece-lo, Mu!".
"Ah... o prazer é meu, e... não quero parecer abusado, mas... pela tentação que você representa, agora eu entendo muita coisa". Sorriu de forma maliciosa enquanto olhava as formas do corpo do grego.
Milo sentiu-se inflar. Adorava quando coisas assim aconteciam. Ter alguém lhe massageando o ego era sempre bem vindo, mas o que fôra dito lhe deixou curioso também. Queria saber mais, muito mais, principalmente informações sobre seu cliente-estresse. Soltou a mão de Mu e acabou penteando os cabelos com os dedos jogando-os para trás. Era algo simples para Milo, mas os gestos eram felinos e sedutores para quem olhava.
"Que tal nos acompanhar num almoço, Mu? Assim poderemos nos conhecer melhor, e eu posso arrancar de você algumas informações valiosas...".
Shaka que até então estava calado e um pouco hipnotizado pela presença de Mu acabou saindo do transe e dando um leve tapa no ombro do grego.
"Hey, loiro... não estrague o material! O que foi que eu fiz desta vez?".
"Na verdade isto é pelo o que você está pensando em fazer. Apanha antecipado, Milo!". Olhava-o estreitando os olhos azuis.
O grego passou a olhar de Shaka para Mu e de Mu para Shaka. Como num estalo começou a rir para o amigo que apenas arregalou os olhos claros. De certo não entendendo nada.
Milo aproximou-se do amigo loiro justamente para deixar uma de suas gracinhas costumeiras.
"Não seja egoísta, nós três bem que poderíamos nos divertir bastante". Riu e deu um beijo na bochecha do indiano, saindo de perto rapidamente para não levar um outro tapa.
"Milo Nikos!". Shaka falou alto não surpreso pelo que o amigo comentara, mas porque em sua mente uma vaga imagem chegou a se formar.
"Repita meu nome três vezes rapidamente que eu apareço para realizar seus desejos. Milo Nikos, Milo Nikos, Milo Nikos...".(1)
O grego saiu rindo vestido no robe negro que mais acentuava suas formas, demarcando os músculos sob o tecido, indo em direção a área reservada para troca de roupa, deixando assim um Mu sorridente e um Shaka atônito para trás.
"Eu gostei dele, acho que consegui um aliado para infernizar Kamus". Comentou Mu com um leve risinho seguido de um sorriso nos lábios ao fitar as belas orbes azuis de Shaka. "Mas fiquei curioso em saber o que ele te sussurrou e que te deixou tão... alarmado".
Shaka não conseguiu evitar e acabou arregalando os belos olhos mediante a pergunta de Mu e principalmente pelo sorriso – se não idêntico ao de Milo em malicia, bem próximo de algo do gênero – que via no belo rosto do empresário. Pode sentir o rosto esquentar e ao tentar verbalizar algo, Mu logo mudara de assunto.
"E por se falar em Kamus...". O ariano voltou seus olhos verdes na direção do amigo, constatando que o mesmo já se encontrava discutindo com a equipe de fotografia os pormenores do dia seguinte.
Sorriu e balançou a cabeça. Kamus definitivamente vivia para o trabalho. Afinal, se não fosse essa dedicação toda, o francês não teria chego ao patamar de sucesso onde atualmente se encontrava. Ao ter seu olhar cruzado com o do francês, Mu deixou mais ainda o sorriso se alargar, e com um pequeno gesto com a cabeça chamou o ruivo.
Ao lado de Mu, Shaka apenas observava calado, mas em seus pensamentos... 'Como ele pode sempre ostentar um sorriso destes? Ele passa tanta segurança, mas tem um olhar... Por Budha, devo estar ficando louco! Concentre-se Shaka, ele é um cliente... pare de pensar... besteiras!'.
Notando o sócio lhe chamando, Kamus rapidamente finalizou a conversa com o grupo e caminhou de encontro ao amigo.
"Oui?". Perguntou ao se aproximar.
"Estamos pensando em ir almoçar, nos acompanha?".
O ruivo suspirou longamente e fitou o relógio de prata com adornos dourados que estava em seu pulso. Seu estomago já estava dando protestos sinalizando a fome, mesmo ainda tendo muito que fazer.
"Anda Kamus, você pode continuar a trabalhar logo após o almoço. Nada vai fugir! Francês vazio não pára em pé".(2)
Shaka olhava o desenrolar da conversa como um mero espectador e tentou a todo custo não rir do pequeno trocadilho, usado de forma infame, que Mu empregara para implicar com o francês e assim descontrair aquele momento.
"Tudo bem, me dêem alguns minutos e logo estarei acompanhando vocês dois". Falou por fim já se preparando para sair, só parando quando ouviu a voz alegre do grego se aproximando.
"Ok, já podemos ir que o grego aqui já está pronto e morrendo de fome".
#oOo#
"Francês cretino! Quem ele pensa que é para ficar me dando lição de moral? Ele não é nada meu!". Esbravejava ao longo da caminhada. "Ele deve ta é com falta de uma boa foda! Só pode ser".
O almoço que começara animado na companhia de Mu e Shaka, fôra um desastre com as implicâncias desnecessárias de Kamus para com o grego. Tudo o que Milo falava, recebia uma crítica do francês. O loiro tentava a todo custo ignorar, mas sua paciência já estava beirando o limite. Claro que com Kamus o seu limite já se encontrava por um fio desde o primeiro encontro, coisa que para Milo já era bastante significativo, uma vez que era conhecido por sua paciência e bom humor.
"Que vontade eu tenho de colocar aquela bunda branca e sem sal sentada sobre um vespeiro...".
Ia continuar os xingos, mas se reteve ao sentir a vibração característica de seu celular.
Enquanto andava, uma vez que fôra ao restaurante no carro de Mu, retornando para a empresa a poucos quarteirões dali, sua mão tateou o aparelho no bolso da calça e logo seus olhos visualizaram o nome no brilhoso visor. 'Sadist Devil'. Atendeu rangendo os dentes.
"Me dê um bom motivo para que eu não desligue na sua fuça...".
"Oh... eu também estava com saudades de você...".
"A que devo a honra da sua ilustre ligação?".
"Humm... Saudades, pode ser? Me diga, está ofegante por estar traçando mais um?".
"Vá te catar Kanon!".
"Peço pro Saga fazer isto mais tarde". Uma gargalhada genuína pode ser ouvida.
O grego balançou a cabeça e deixou um sorriso brotar nos lábios. Kanon não mudava nunca. Sempre foi o mais criador de problemas, e por mais incrível que pareça sempre se safava com a cara mais deslavada do mundo.
"Sério Kanon, você me pegou num péssimo momento. Ta ligando pra quê? Aconteceu algo?". A voz que há segundos começara amena se alterou um pouco com a preocupação.
Se Milo pudesse ver, teria notado o sorriso de Kanon se alargar.
"Calma mano, não aconteceu nada por aqui. Está tudo maravilhoso, principalmente agora, mas estou ligando para saber se você está bem, se está tudo em ordem por exemplo...".
Milo soergueu uma das sobrancelhas com a forma de falar de Kanon. Conhecia aquele gêmeo até se o mesmo estivesse dormindo ou no escuro, e sabia que o irmão estava lhe escondendo algo.
"Desembucha logo...". Rosnou entre dentes. A paciência ainda não havia sido recuperada.
"Você está em casa?". Perguntou de forma brincalhona.
"O que isto tem a ver, Kanon?".
"Responda, Milo. Pelo visto não, né?".
"Óbvio! Eu trabalho se esqueceu? Não paro muito em casa...". Já estava ficando irritado com aquilo.
"Bem maninho... sinto em lhe dizer, mas um furação grego de nome Adara, neste exato momento já deve estar instalada em seu apartamento na companhia de nosso maninho caçula. Tentei te ligar hoje mais cedo, mas seu celular estava desligado".
Milo parou de andar bruscamente ao escutar aquilo. Seu ato o deixou plantado no meio de uma avenida, e o transito não estava parado. Tanto que sua paralisia momentânea foi rapidamente reparada ao escutar o forte barulho de uma buzina. Um porshe quase lhe atropelara.
"COMO É QUE É?". Berrou ao chegar as pressas sobre a calçada.
"Hey, não grite no meu ouvido!". Realmente, o grito fôra tão intenso que Kanon até trocou o aparelho celular de ouvido para massagear o afetado.
"Kanon! Como ninguém me disse antes que mamãe estaria vindo pra cá? Droga!". Um pequeno desespero percorreu seu corpo e sem mais pensar estendeu o braço fazendo sinal para que qualquer táxi no local lhe atendesse.
"Bem, eu e Saga tentamos contato, para lhe avisar e não deixar você com as calças nas mãos, mas pelo que estou vendo...".
"Ai meus deuses! To com pena do Alfredo, meu porteiro, e principalmente estou com pena de mim mesmo. Eu aqui, tranqüilo, pensando que as asas da Sra. Adara não me alcançariam na América...".
Falava já instalado dentro do táxi. A pressa era tanta, que optara por deixar seu carro na empresa. Se demorasse mais ainda a chegar em casa, escutaria horrores.
Kanon ria do outro lado da linha pela situação que o irmão estaria para enfrentar. Todos da família Sikelianós não conseguiam escapar tão facilmente da matriarca. Ele mesmo e Saga sofriam com a cobrança desmedida da mãe por um neto, vindo de qualquer um dos gêmeos, mas que pelo menos fosse um neto para continuar a família. Para Kanon este desejo de sua mãe não lhe era nada agradável. No momento o 'agradável' era deixar seu irmão desesperado.
"É maninho... mas te alcançaram! Tenha pena também do Alexis coitado... Mamãe carregou ele alegando que Saga anda ocupado demais para cuidar dele como se deve, e que eu... bem, eu não sou responsável o suficiente para tomar conta de um moleque de 19 anos. Carregou ele se pestanejar".
"Minha liberdade está arruinada! Como vou poder ter paz suficiente? Nem para uma boa transa eu vou ter sossego! Você tem noção disso? Ela vai invadir meu quarto e não posso agir com ela como faço com Shaka quando ele ta afim de me sacanear". Passou a mão pelos fartos cabelos soltando um suspiro profundo.
O taxista olhava uma vez ou outra pelo retrovisor ao escutar a conversa e também ao reconhecer o passageiro. Mas logo teve que interromper o assunto de seu cliente para avisar que já haviam chegado ao destino.
"Senhor, já chegamos".
Milo olhou, através da janela do veículo, para o prédio, de maneira desolada.
"Só um momento Kanon...". Voltou seu rosto ao taxista e abrindo a carteira com as mãos enquanto o celular se encontrava imprensado entre o ombro e o ouvido... "Quanto foi a corrida senhor?".
"Dez dólares senhor Nikos". Sorriu o senhor de meia idade.
Milo o fitou por alguns segundos e sorriu. Em meio a todo o turbilhão de acontecimentos, ser reconhecido ou lembrado era algo que lhe agradava.
"Aqui está senhor, e obrigado".
"Eu que agradeço. Posso apenas abusar um pouco de seu tempo para um autografo? É para minha filha de 15 anos...".
O homem rapidamente estendeu um pequeno pedaço de papel e uma caneta para o grego, e este rapidamente os tomou em mãos.
"Qual o nome dela?".
"Vivien, senhor".
"Ok, só um momento". Voltou ao celular que até então já havia retornado a uma de suas mãos. "Kanon, nos falamos depois do rolo todo, ok? Peça ao Saga pra pensar positivo por mim, já que você passa longe disto".
Desligou o celular e voltou-se ao autografo.
"Para
Vivien, em agradecimento ao carinho por ser minha fã...
Carinho
e amor...
Milo Nikos".
O grego entregou o pequeno pedaço de papel já autografo ao senhor de meia idade, e tão logo o viu partindo, seu corpo se voltou na direção da porta de entrada do prédio. Daquele ponto notava Alfredo, o porteiro, se aproximando a passos rápidos e com um semblante bastante preocupado.
Um suspiro escapou lhe pelos lábios e começou a caminhar, lentamente, na direção do rapaz. Só esperava que o coitado do porteiro não ficasse traumatizado com sua mãe.
"Senhor Milo... Oh senhor Milo...". Falava de forma desesperada.
"Calma Fred... Acho que já sei o motivo dessa sua cara". Tentou sorrir mais não conseguiu manter o mesmo no rosto.
"Ela... a senhora que diz ser sua mãe, me ameaçou! Disse que se eu não a deixasse subir, que procuraria um jeito de me colocar na rua depois de ter me mandado para a policia... Eu não fiz nada, senhor Milo! São normas de segurança, meu Deus!".
Enquanto Alfredo falava, Milo caminhava até o hall do prédio. Realmente sua mãe sabia marcar presença e até mesmo assustar os despreparados. O único que não era da família e que nunca se intimidara com sua mãe, a não ser quando o assunto era relacionamento, fôra Shaka. Incrível, os dois se davam tão bem que mais pareciam mãe e filho.
Deixando de divagar sobre sua mãe e seus... 'aliados', Milo olhou sério para Alfredo para tranqüiliza-lo.
"Fred, olha... Minha mãe não irá fazer nada contra você, ok? Ela é uma boa pessoa, mas gosta de intimidar. Não se preocupe, está bem? Bom, deixa ir que agora quem vai enfrentar a fera grega sou eu!". Deu uns tapinhas nas costas do jovem porteiro e se direcionou para o elevador social.
Tão logo o elevador chegou, Milo jogou seu corpo para dentro do mesmo e procedeu de forma mecânica. O trajeto que geralmente era feito em rápidos minutos atualmente parecia lento. Adorava sua mãe, adorava mesmo, amava-a como um extenso carinho até, mas era uma situação complicada.
Ao escutar o suave toque que o elevador possuía alertando a chegada ao destino, Milo apenas pode refrear seus pensamentos e suspirar profundamente. Neste ato pode sentir um familiar cheiro. Comida. Mater... Τρόφιμα της μητέρας!
Instintivamente Milo se aproximou da porta do apartamento. Em questões de minutos, segundos já se encontrava dentro de casa com os olhos brilhantes voltado para a porta da cozinha.
"Mi!". Uma voz surpresa ecoou na sala.
"Alexis...". O grego abriu os braços acomodando o irmão mais novo em um apertado abraço.
"Cara que saudade! Nunca conseguia te encontrar em casa, só esse aparelho...". Parou abruptamente. "Ah deixa pra lá, me da mais um abraço...". Puxou novamente o loiro para um abraço.
Milo sorriu feliz. Era tão bom o irmão mais novo por perto. Seu companheiro de enrascadas, uma quase cópia sua. Não tinha como negar isto.
O contato rapidamente foi quebrado pelos irmãos quando um barulho característico de panelas caindo veio da cozinha, isto seguido pelo característico - e já temido – trovão que era a voz de sua mãe quando lhe chamava a atenção.
"Milo Nikos Aleksiou Sikelianós... Filho desnaturado, é assim que você vive dizendo que gosta de mim?".
Os dois irmãos, Milo e Alexis, se encolheram com o tom de voz e por principalmente notarem que na mão da mãe uma perfeita escumadeira de inox brilhava. Praticamente nenhum dos cincos filhos da senhora Adara tinham boas lembranças sobre esses objetos de cozinha, principalmente as colheres de pau.(3)
"Mater...". Milo falou baixo e carinhosamente ao olha-la.
"Mater nada... Eu preocupada porque o senhor não dava notícias, pedi aos seus irmãos para te localizarem e nada do teu rastro. Agora vem com essa cara de cachorro?".
"Desculpa mãe, mas o trabalho não tava me dando tempo e a diferença de horário...". Se aproximou a passos incertos, ora olhando para o rosto da mãe e ora para a escumadeira ainda em riste.
Adara era uma típica mãe grega, matriarca, de estatura mediana e formas já características de uma senhora em seus 50 anos, olhos azuis acinzentados já pela idade, cabelos que se mesclavam entre fios louríssimos e grisalhos, mãe de cinco filhos e esperançosa pelo aumento da família com a chegada de netos, mas Adara sabia que de três filhos, esse desejo era praticamente nulo.
Fitando o rosto temeroso de Milo, Adara apenas largou o objeto que tinha em uma das mãos, limpando-as no avental que colocara para cozinhar e estendeu os braços dando a entender que queria abraçar seu filho.
Milo não pensou duas vezes. Deu mais uns passos e logo abraçou a mãe com tanta força que rapidamente ela já se encontrava resmungando.
"Ta ta ta... assim você vai me quebrar os ossos. Ta pior do que o Kanon...". Afastou-se e deu um pequeno tapinha no braço do loiro e sorrindo.
Milo sorriu e somente depois disto o irmão mais novo se aproximou enlaçando-o os ombros.
"O cheiro está ótimo mãe!". Falou olhando para a cozinha com olhos curiosos.
"Se você diz que está, então espere para comer". Virou o corpo já se apossando da colher e indo em direção ao fogão.
"Mais eu já almocei mãe... Almocei com Shaka e os novos clientes".
A grega voltou os olhos para o filho esquadrinhando-o completamente antes de deixar sua voz sair de forma acusadora.
"Você está magro demais. Vai almoçar sim".
Milo olhou desesperado para o irmão que apenas elevou os ombros. Aquilo era apenas o inicío. Se não tomasse cuidado, perderia toda a sua forma – que mantinha a todo custo – com a 'dieta' saudável de sua mãe.
-
Continua...
Nota explicativas: (1) Menção ao filme Beetlejuice com Winona Ryder eMichael Keaton em 1988. Claro, uma pequena lembrança para a sis Srta. Mizuki. (Comentário da beta: E preferido da beta também, que via até o desenho depois... XDDDD)
(2)Provérbio Português/ Brasileiro:
'Saco vazio não
fica em pé. Saco vazio não pára em pé.
Saco vazio não se pode ter em pé. Saco vazio não
se põe em pé. Saco vazio não se tem em pé'. Não pude
ficar sem colocar essa gracinha, e Mu também concordou comigo
quanto a isto.
(3)Escumadeira, utensílio usado para escorrer fritura e etc. Colher de pau, aquilo que com certeza você NUNCA gostaria de levar na cabeça ou qualquer parte sensível de seu corpo, as mãos também estão inclusas. XD
- Mater - Significa 'mãe' em grego antigo.
- Adara – Nome de origem grego com variações de significado. Em grego: beleza; em árabe: virgem; em hebraico: fogo. (Comentário da beta: Ou seja, mais uma Mamma pra atazanar a vida dos garotos...)
- Vivien – nome de origem celta, também conhecido da lenda do Rei Arthur, Senhora do Lago. (Ela é A mulher, a adoro e suas... maldades em nome do bem maior XD)
- Τρόφιμα της μητέρας! (Comida da mamãe!) Poxa, imaginar o Milo com uma carinha fofa falando isto foi tão... Ganhei uma parte do meu dia.
#O#
Bem... Mais um capítulo desta fic. Tive que corta-lo porque Milo não estava colaborando muito bem, e a 'mater' dele também estava fazendo jogo duro.
Alguém ai já matou a charada de quem seria o Alexis? Alias... Kanon é um safado... Se divertindo com o desespero do irmão. Ah... a mater dos boys não é má, é apenas... humm... é melhor deixar quieto antes que aquela escumadeira voe na minha cabeça.
Agradeço a todos pelos comentários, pelas cobranças, e-mails bombas...rs
Atualmente no desanimo que estou, receber um agradinho me deixa feliz, sorrindo e já imaginando a reação de vocês em mais um capítulo.
Agradecimentos ultra-especiais a Pipe por betar e por notar que se a Adara por algum destino cruzar com a mamma Anna... Céus! O mundo cai e os boys surtam XD
Bjins e inté o próximo.
'Escritora com o saco de coments vazio, não para no pc sentada pra digitar. Alimente-me!'
Litha-chan
