A DarkStriker Stories

Chapter IV: "LIght and Darkness"

#Aaaaaaaaaahhhh!!! Meus braços estão pegando fogo! Fogo! – Diego tenta balançar os braços na esperança de apagá-lo

*¬¬ Não percebeu que NÃO está te queimando? – ouvia como se fosse um eco em sua cabeça.

#É verdade...hehehe, que estranho...

*Certo, daqui eu assumo!

O corpo de Diego começa a se mover sozinho. Não consegue enxergar exatamente o que acontece, apenas alguns flashes do combate. Via Lepidóterus ser queimado pelo fogo das trevas, tentando revidar os ataques sem sucesso algum. Conseguia ver alguns ataques como chutes e socos carregados de chamas, quais destroem a súrplice do oponente e o ferem gravemente. O último ataque tinha atravessado o peito do oponente. Estava tudo muito confuso, como se visse "ele" mesmo pela televisão. Quando volta a si, está deitado em sua cama, sem camisa. "O que aconteceu?" é a única pergunta que lhe passou. Estava muito cansado e seu corpo mal se movia. Ao se virar de costas, uma tatuagem "DS" estava lá. Diego volta a dormir.

Em alguma floresta, muito distante da cidade, vive uma tribo de índios. Devotos do Deus das Chuvas e Trovões, construíram um totem gigantesco a centenas de anos atrás, qual se reúnem todos nesta noite. Diz uma lenda que, a cada 243 anos, seu Deus escolhe um jovem tribal para ser seu mensageiro na Terra. Os habitantes festejavam embaixo da forte chuva, aguardando o momento da escolha. Os jovens foram colocados próximo ao totem, quando os primeiros relâmpagos surgiram. O ancião realizava um tipo de ritual e por volta dele girava uma alma, de cor azul como o mar e brilhante como as estrelas. Os raios finalmente caem. O totem que estava exatamente no centro da tribo, é atingido e o tempo para. Ninguém se movia, as gotas de chuva pairavam no ar e o totem permanecia intacto. Mas nem todos estavam paralisados, um dos jovens conseguia se mover livremente. Percebendo imediatamente que fora escolhido, segue para frente do totem e se ajoelha perante a imagem do Deus. Uma voz estrondosa como o trovão surge:

- Prazer caro rapaz. Sou Zeus, Deus dos Trovões. Lhe escolhi para ser meu mensageiro.

- Muito obrigado meu senhor. – sua postura ao se dirigir a uma entidade divina é intacta – Meu nome é...

- Esqueça seu antigo nome a partir deste momento. Não será útil. Você é o Arqueiro de Zeus, esta é a sua alcunha.

- Sim senhor. Agradeço pela nomeação que me foi confiada. – o Arqueiro sequer levanta a cabeça.

- Muito bem. Está pronto para sua missão?

- Para servir ao grandioso Zeus já nascemos prontos! – fala com firmeza e muita seriedade.

- Vejo determinação em seus olhos, jovem Arqueiro. Existem 100 criaturas chamadas de Encarnações. Estão sob o controle de Hades, Lorde do Inferno. A cada 250 anos, uma das 100 se dispersa e foge para a Terra. Seu único intuito é causar mortes e destruição. Esta é Benu, a Fênix das Chamas das Trevas. Sua missão é, assim como seus antepassados fizeram, capturar e enviar esta criatura de volta a Hades. Nesta noite ele também foi libertado e já caminha entre os humanos.

- Irei cumprir minha missão conforme Vossa vontade.

- Para ter sucesso nesta, darei a você parte de meu próprio poder divino. Use-o com sabedoria.

Um raio o atinge em cheio. Mas nada sentiu. Em seu corpo tem várias tatuagens e até sua roupa mudou. Em suas costas está o lendário Arco de Zeus, capaz de desferir descargas elétricas tão poderosas que destruiriam montanhas. Tudo volta a se mover normalmente e comemoram a passagem do Deus na tribo. O ancião e sua alma se aproximam do Arqueiro e se ajoelham. Todos da tribo repetem o ato. Em seus braços corre eletricidade. Agora precisava encontrar o espectro a qualquer custo, para honrar todos que ali confiavam nele profundamente e por Zeus. Enquanto isso, começa a chover e trovejar em Guarujá. Os deuses já começaram a agir, e, a partir daquele momento, não existe mais retorno, nem para DarkStriker/Diego e nem para o Arqueiro de Zeus.

To be continued...