Harry Potter não é meu... BUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!
AVISO: Postagens anônimas são permitidas! Eu não tinha me ligado que elas estavam desabilitadas! Desculpem!!!!!
Capitulo Um:
Contagem Regressiva
Os Weasley – Bairro Trouxa de Classe Média Alta
- Mãe! Onde está a minha varinha?
A voz de Hugo Weasley percorreu o corredor do andar onde se localizava seu quarto, desceu as escadas e chegou aos ouvidos da sua mãe, Hermione Weasley, que estava na sala, organizando um relatório de seu trabalho.
- Eu não sei, querido. – Gritou de volta.
Hugo, nesse aspecto, era igualzinho a Rony, pensou, divertida. Sempre esquecia as coisas pelos cantos. E nos lugares mais... inusitados. Ainda lembrava da primeira semana deles naquela casa, a antiga casa dos seus pais, quando o marido esqueceu a pasta de dentes dentro do micro-ondas (N/A: Muito estranho essas novas regras. Essa palavra ficou mesmo esquisita.). Hermione decidiu nem perguntar o que ele estava fazendo com uma pasta de dentes na cozinha , no fim das contas.
- Porque você não vê dentro da geladeira, Hugo? – Outra voz, dessa vez feminina, chegou aos ouvidos de Hermione. – Tava lá, junto do controle remoto, da ultima vez. – E a mulher detectou um tom de tédio na voz da filha mais velha.
O som de passos apressados percorrendo o corredor foi ouvido no andar de baixo, e antes que Hermione pudesse repreender o filho por está correndo dentro de casa, Hugo chegou até a escada e, sem cerimônia, desceu pelo grosso corrimão, pulando para o chão assim que chegou no andar de baixo.
Hermione viu o filho lhe dar um sorrisinho evasivo e andar até a cozinha.
O acompanhou até lá.
- Espero que sua mala já esteja feita, Hugo. – Comentou observando a cabeça do filho sumir quando este abriu a geladeira e soltou um "Ah! Então foi aqui que você se escondeu..."
- Relaxa, mãe. – Ele respondeu, fechando a porta da geladeira de forma descontraída. A varinha rodando entre seus dedos. – Ta tudo nos conformes. – E então ele sorriu para ela.
Hugo, refletiu Hermine com um indiscutível orgulho materno, era mesmo lindo.
Os cabelos castanhos eram bonitos, cheios e lisos, a franja chegando um pouco a cima dos olhos, também, castanhos. Seus lábios rosados estavam sempre ostentando um sorriso bonito, fácil. A sombra da barba bem feita dava um ar mais adulto ao rosto de garoto sapeca do filho caçula. Garoto sapeca com uma pintinha charmosa perto do nariz.
E ele tinha ficado alto, refletiu, tão alto quanto Rony, mas não parecia desengonçado quanto o pai quando tinha aquela idade. Estava vestindo uma calça jeans clara e uma camisa preta de botões, os primeiros abertos.
Sim, seu filho era mesmo lindo.
- Dona Hermione, dona Hermione... – Hugo abraçou a mãe, beijando sua testa. – A senhora ta me olhando daquele jeito constrangedor de novo.
Hermione riu.
- Desculpe. – Respirou fundo. – É que você e Rose cresceram tanto...
Hugo rodou os olhos, brincalhão.
- A senhora fala isso todo dia de embarque dês do meu primeiro ano.- Comentou, se soltando do abraço. – Até parece que a gente está indo à forca. – Fez uma careta. – Se bem que em época de prova, essa é exatamente a impressão que eu tenho.
Antes que a mãe pudesse fazer algum comentário a respeito dessa gracinha, um som de algo pesado caindo foi ouvido, seguido de um gritinho feminino alto e do som de outra queda e de algo rolando pelas escadas. E, então, um palavrão foi ouvido.
- Rose. – Disseram mãe e filho, ao mesmo tempo.
Minutos depois, uma ruiva esguia entrou no recinto.
- Bom dia. – Rose Weasley resmungou. – Hugo, eu não sei o que é, mas tem algo realmente esquisito fazendo barulho dentro da sua mala.
- Hugo...- Hermione estreitou os olhos para o filho. – O que você, sua prima e a filha da Luna estão aprontando dessa vez?
- Nada. – Respondeu, sorrindo de forma inocente.
Aquilo fez os olhos da mulher se estreitarem ainda mais.
- Se eu receber outra carta da Minerva esse ano...
Hugo riu.
- Mãe, não é nada está bem? – E, depois de fazer uma careta para Rose, disse. – Eu vou... Hum... Olhar uma coisinha lá em cima. – E tratou de sumir rapidinho das vistas desconfiadas da mulher.
Assim que seus passos não eram mais ouvidos, Hermione suspirou, derrotada. Com certeza iria receber outra carta mal-criada aquele ano.
Olhou para filha, que estava sentada tomando seu café, os olhos pregados no Profeta Diário.
Rose também tinha ficado linda.
Diferente do irmão, Rose era tão ruiva quanto o pai, os cabelos longos e lisos indo até um pouco abaixo dos seus cotovelos. E sua pele era branquinha, salpicada de sardas pelos ombros e rosto. E ela era alta. Não tão alta quanto Hugo, mas mesmo assim mais alta do que as garotas de dezessete anos. E, apesar de ser completamente desastrada, Hermione conseguia ver movimentos graciosos sempre que ela falava, ou gesticulava, para alguém.
Mas, a parte da filha que a mãe mais admirava eram os olhos: muito, muito verdes. E eles eram tão suaves, delicados, espertos. Olhos que, de uns tempos para cá, brilhavam e ficavam ainda mais suaves sempre que um certo Potter estava por perto...
Suspirou.
Aquilo, sim, era preocupante.
Rose sempre fora estabanada. Dês de criança. Mas, logo no inicio das férias, Hermione percebeu que a filha estava ainda mais distraída e propensa a quedas. E ela andava mais animada e alegre. Divertida. Não demorou muito para Hermione notar que a filha suspirava pelos cantos.
Ficou alegre.
Seu bebê, apaixonado!
Rose estava na idade de arrumar um namoradinho. Aliás, na época, Hermione começou a se perguntar o porquê daquilo não ter acontecido antes. Afinal, sua filha era bonita, inteligente, saudável...
A resposta veio durante uma ensolarada manhã de terça-feira. Ela estava passando pela porta do quarto da filha quando viu, entre a fresta da porta, Rose se arrumando na frente do espelho. Não foi preciso muito esforço para notar que a filha se arrumava para alguém.
Então quando Albus Severus Potter apareceu na sua lareira e a garota levou um tombo nas escadas tão grande que quase fez um buraco no chão da sala, a resposta ficou obvia.
E Hermione nunca se sentiu tão burra.
Nem tão chocada.
- Então... – Rose olhou para ela. - .... Você e seu primo já fizeram as pazes?
A ruiva fez uma careta ao se lembrar da cena algumas tardes atrás.
FlashBack
- Eu adoro vir aqui com você, Scorpius. Sempre que eu venho aqui sozinha, demora pelo menos dez minutos para conseguir a atenção de alguma garçonete. Hoje, com você, temos duas a nossa disposição.
Scorpius , Hugo e Rose estavam confortavelmente acomodados em uma das mesas do Caldeirão Furado*, onde era possível comer bem e jogar conversa fora. E era exatamente o que eles estavam fazendo, depois de uma tarde repleta de compras escolares.
-Quem sabe, se você desse gorjetas melhores, conseguisse um atendimento melhor. - Scorpius replicou, lançado a sua amiga um olhar divertido.
Rose rolou os olhos e, depois de tomar mais um gole de seu suco, comentou:
-Isso não tem nada haver com as gorjetas. Tem mais haver com o fato de você ser alto, loiro, e ter olhos azuis. E, claro, o fato de sua mãe ser metade veela e seu pai ter sido considerado um dos "homens casados mais sexy do mundo bruxo" deve ter contribuído para esses seus genes de galã de cinema trouxa e para você ser tão bonitão.
-Hei! - Hugo olhou para a irmã. - Eu também sou bonitão!
Mas a ruiva o ignorou, exatamente como estava fazendo a algumas horas.
Tinha descoberto que Hugo havia lançado um feitiço de proteção contra chuva nas coisas de Albus e que, por isso, nada havia estragado. Ficara furiosa, é claro, e, depois de azarar o irmão e tranca-lo de cabeça para baixo na garagem cheia de aranhas, se recusara a falar com ele.
Ajudar Albus Severus Potter.
Imperdoável.
Seu único consolo – se é que isso podia valer como consolo- era saber que Hugo fizera aquilo entroca de dinheiro, e não por apoiar das canalhices do primo.
-Aceita mais uma caneca? - Uma garçonete morena ofereceu, inclinando-se para Scorpius, afim de exibir, mais uma vez, seu generoso decote.
Ele poderia jurar que ela havia aberto mais um botão da blusa, desde a última vez em que se aproximara da mesa, três minutos antes. Além disso, escrevera nome e telefone em um pedaço de papel, que entregara para ele juntamente com a cerveja amanteigada.
-Não, obrigado. - Scorpius respondeu, olhando para ela com ar de desdém, na intenção de desencoraja-la.
Seria impossível um rapaz alto, loiro e bonito lanchar em paz?
Aparentemente, sim.
Ela não se deixou intimidar. Lanço-lhe um olhar sedutor e disse:
-Se precisar de alguma coisa, qualquer coisa, basta assobiar. - E, depois de lançar um olhar esnobe para Rose, sentada ao lado de Scorpius, que a olhava perplexo, a morena afastou-se, balançando os quadris.
-E quem seria capaz de assobiar, agora? - Hugo resmungou. - Minha boca está seca.
-Porque você está de queixo caído. - Rose apontou, cética.
-Você também estaria se fosse homem, maninha. - Comentou Hugo, sem desviar o olhar do decote enorme da mulher, que arrumava uma mesa próxima com magia.
Rose rolou os olhos verdes, irritada com o olhar persistente da mulher, mas Hugo riu.
A irmã podia negar, espernear, brigar, fazer pirraça e até debochar das ideias de Hugo mas, e ele tinha certeza, era mesmo ciumenta, passional e, porque não, possessiva quando se tratava dos amigos. Em especial, Malfoy e Albus.
Hugo era o tipo de garoto que as pessoas classificariam de lento. E seus amigos mais próximos faziam questão de lembra-lo dessa pequena falta sempre que podiam. O fato era que ele não era exatamente excepcional em observar e classificar pessoas. E quando se tratava de moças – mesmo quando a moça em questão era da sua família – esse traço de sua personalidade ficava ainda mais acentuado. Nesse aspecto ele era igualzinho ao pai: um insensível.
Talvez por isso, por essa falta de tato em relação aqueles tipos de assunto, ele nunca reparara naquilo antes, naquele lado egoísta da irmã. Só que, apesar de lento, Hugo não era idiota e por conta de um comentário qualquer de Lily e de umas frases soltas de Mond ele começou a prestar atenção.
E percebeu.
Rose era do tipo cabeça quente. Sempre fora, desde criança. Talvez, desde antes de ser criança. E ela tinha aquele gênio forte, por vezes, intragável. E era mandona. Muito, na verdade. E gritava, como gritava. Principalmente quando estava contrariada. Na verdade, ela tinha um gênio péssimo e o humor ácido. Mas era boa e amável quando e com quem queria.
E ela sempre era amável com Albus e Malfoy.
Até mesmo quando eles aprontavam. E isso acontecia muitas vezes – ok, não tanto quando ele e as garotas aprontavam, mas mesmo assim. Só que nem mesmo quando Albus e Scorpius explodiram parte do corujal, no terceiro ano, ela ficara furiosa. Na verdade, ela pareceu até divertida olhando os professores entrarem em combustão instantânea de raiva e as corujas voarem desesperadas.
Não, o fato dos amigos serem endiabrados não a afetava em nada. Mas sempre – sempre – que havia outras garotas envolvidas no assunto a irmã ficava, usando termos suaves, endemoniada. Louca da vida. Rose não admitia ter de dividir as atenções dos amigos com seres humanos que tivessem o mesmo sexo que ela. E aquilo sempre divertia o irmão, é claro.
Como acontecia naquele momento.
-Quer mais gelo no suco? - A pergunta feita pela garçonete loira era para Rose, mas todas as atenções da mulher estavam voltadas para o Scorpius, que soltou um suspiro impaciente.
-Não. - A garota respondeu entre os dentes com uma careta. - Não quero mais nada.
Além de ter de aturar aquelas mulherzinhas dando em cima do seu Scorpius – o que era, por favor, um absurdo pois o rapaz era amigo dela e de mais nenhuma outra fêmea - aquela garçonete idiota ainda derrubara vários cubos de gelo nela por está olhando outras coisas em vez de presta atenção no que fazia.
Aquilo deixava a ruiva possessa.
A mulher ainda ficou olhando para o rapaz alguns estantes, a expressão sonhadora em seu rosto, e provavelmente ficaria assim durante mais um bom tempo se a Corvinal, muito irritada, não tivesse soltado um mal-educado "Você não tem mais o que fazer não?" que fez a loira corar e se afastar, com um beicinho nos lábios.
Hugo explodiu em risos.
- Cara, como é que você aguenta? - Perguntou para Scorpius enquanto encarava as mulheres do local, que não tiravam os olhos da mesa.
-Com muita paciência. - Respondeu o loiro.
-Não, eu perguntei como você aguenta resistir a tudo isso. - Rose lançou para ele um olhar atravessado. - Não, é serio Rose. Quer dizer, olha para isso.- Disse se referindo as outras mulheres do lugar. - Não há uma só alma feminina aqui que não queira tirar uma casquinha de Scorpius Malfoy. - E, fazendo uma pausa reflexiva, comentou. - Hum, é a primeira vez que eu saboreio as vantagens de estar a seu lado.
-Grande vantagem. - Resmungou irritada. - Um bando de desocupadas sem namorados ou vergonha na cara encarando. - E essa ultima parte foi dita em um tom mais alto. Não que as outras tenham se intimidado, é claro.
- Pois se isso acontecesse comigo eu estaria dando pulos de felicidade. - Continuou Hugo. - Ter um chama tão grande para mulher. Como você se sente?
- Devo admitir que era interessante, no inicio. - Respondeu Scorpius com cuidado. Rose já havia erguido a sobrancelha de forma perigosa para ele. - Agora, entretanto, a ousadia delas esta começando a me cansar. Minha mesa está coberta de cartas estranhas, encharcadas de perfume. - Retirou o cabelo dos olhos e se acomodou de forma mais confortável na cadeira. As garotas suspiraram. - Acreditam que eu recebi uma calcinha pelo correio, ontem? E veio acompanhada por uma fotografia da dona, fazendo um strip-tease do resto da roupa. - Tomou um gole da cerveja. - Mamãe se confundiu com as cartas e acabou abrindo. Foi muito constrangedor para ela. E para mim também, principalmente quando o velho ficou sabendo e começou a fazer piadas a respeito.
Rose se mostrou indignada, mas Hugo não compartilhou de sua contrariedade. Pelo contrario, se mostrou muito animado:
- Por acaso, a calcinha é do tipo fio dental? - Perguntou, quase babando. - Por favor, me diz que é fio dental.
- Hugo! - Exclamou Rose. - Isso é coisa que se pergunte?!
- Tem razão. - Hugo sorriu para a irmã. - Porque falar da calcinha quando podemos falar da dona dela? - Olhou para Scorpius. - Falemos da fotografia. - Sugeriu interessado. - É evidente que você não gostou. O minimo que eu posso fazer é ajuda-lo a livra-se dela. Trouxe a foto com você? Talvez seja melhor me dá a calcinha, também.
Scorpius sorriu ante a cara-de-pau do garoto, mas Rose não achou graça.
-Não é divertido – Disse ela. - Tem ideia de quanto ele está sendo assediado?
Hugo ia resmungar algo, mas Scorpius foi mais rápido:
-Sua irmã tem razão. Ora, é claro que eu gosto de receber atenção e mimos femininos tanto quanto qualquer outro cara da minha idade, só que tudo que é demais deixa de ser bom.
- Isso eu não saberia dizer. As garotas não estão fazendo fila para sair comigo. Infelizmente. - Hugo confessou com frustração.
- Pois elas estavam fazendo fila, na biblioteca, para sentar na cadeira ao lado da minha. - Scorpius informou. - Foi ridículo.
Rose olhou, compadecida, para seu melhor amigo. Scorpius era sempre tão serio e reservado. Ela imaginava como aquilo era perturbador para ele. O fato era que, depois de ter saído uma foto sua no Profeta Diário, as garotas, que antes já se insinuavam bastante para ele, agora caiam matando por assim dizer. E o fato do jornal ter apontado o rapaz como um promissor jogador de Quadribol só contribuía mais para isso.
- Não se preocupe, querido, um dia isso vai passar. - Mentiu. Scorpius era Malfoy demais para aquilo passar um dia. E sorriu quando o loiro pegou sua mão e a levou aos lábios, num beijo galante que fez as espectadoras lançarem olhares fulminantes para ela.
- Pois aceite um conselho meu, Malfoy. - Começou Hugo.
Scorpius, depois de dar mais um beijo na não de Rose, olhou para o rapaz sem, no entanto, largar a mão da amiga, para desespero das mulheres presentes.
- Que conselho?
- Relaxe e aproveite esse assédio enquanto ele durar. E trate de mandar para mim todas as garotas que você não quiser.
Antes que qualquer pessoa da mesa pudesse fazer qualquer qualquer outro comentário, a porta do Caldeirão Furado foi aberta e um casal entrou no local. A garota de cabelos ondulados e vermelhos era mesmo bonita, mas o olhar de Rose estava pregado no rapaz moreno de olhos verdes que trazia um enorme buque de rosas vermelhas em uma das mãos e segurava uma caixa de bombons na outra..
-Eu não acredito que você fez isso! - Exclamou, arrancando a mão das mãos do loiro.
Bem na sua frente, parados na entrada do Caldeirão Furado, estavam os irmãos Lilian e Albus Potter. E um Weasley nunca odiou tanto um Malfoy como naquele momento.
Fim do FlashBack
-É o que parece. – Respondeu irritada. Mas a mãe continuou a olhá-la. Rose suspirou. – Scorpius armou um encontro no Caldeirão Furado. – Informou. – Então eu achei melhor deixar para lá. Não é como se o Albus fosse mudar do dia para noite, não é mesmo?
Depois de hesitar um pouco Hermione sentou-se na frente da filha e segurou sua mão, por cima da mesa.
- Filha... – Seu tom era suave, o tom que ela usava quando queria dá uma noticia ruim para Rony. - ... Albus é seu primo, querida.
Rose ergueu uma sobrancelha, sem entender onde aquilo iria chegar.
-E daí...?
-E daí que eu não quero que você esqueça disso, Rose.
Então Rose entendeu.
Largando a mão de Hermione, ela jogou os cabelos vermelhos para trás, nervosa.
- Vai começar com essa historia de novo, mãe?
Aquelas conversas eram sempre nervosas. E, agora, constantes.
- Eu quero que você saiba que eu entendo, filha. – Começou Hermione tentando dá um sorriso confortador para a filha. Não funcionou. – Quando se é jovem, é normal misturar as coisas. – Rose se mexeu na cadeira, evidentemente perturbada com aquela conversa. – E vocês sempre foram tão próximos, não é mesmo? Dês de pequenininhos. E quando entram em Hogwarts, essa proximidade ficou ainda maior. Então, é perfeitamente...
- Mãe. – Cortou a ruiva. – Eu não estou misturando nada. – E, com verdadeiro horror, Hermione viu os olhos da filha ficarem molhados. Mas ela seguiu firme. – E isso de proximidade não tem nada haver. Afinal, a senhora era próxima do tio Harry e nem por isso teve nada com ele, certo? – Antes que Hermione pudesse dizer algo, Rose continuou. - Mas, não precisa se preocupar mamãe. – O tom a seguir foi irônico. – Albus, para seu alivio, me vê apenas como uma priminha. Achei que isso tivesse ficado bem claro no meu aniversário. –Ela se levantou. – E eu não vou esquecer que ele é meu primo. – Deu um sorrisinho, debochado. – Não é como se a senhora deixasse, não é mesmo?
E saiu da cozinha, deixando uma Hermione Weasley de boca aberta e coração apertado para trás.
Os Zabini – Casa de Campo da Família
A música estava alta.
As janelas do quarto estavam abertas, deixando a luz do sol iluminar diretamente a cama desarrumada, que estaria vazia se um enorme malão não estivesse aberto sobre ela, as roupas bem guardadas impecavelmente dobradas e organizadas.
As paredes do quarto quase não eram visíveis: vários posteres de bandas bruxas e trouxas misturados a posteres de bruxos famosos eram vistos por todos os lados. Nas pequenininhas partes que não estavam cobertas por eles, era possível vê uma tonalidade azul bebe desbotada.
Em frente à penteadeira, uma garota fazia caras e bocas, pulando e dublando a música, fingindo que a varinha era seu microfone.
Come to my house, warlock
Come to my room, warlock
Come to my bed, warlock
Mond Zabini trajava apenas uma blusinha verde e uma calcinha preta. Seus cabelos loiros e longos ainda estavam molhados, respingando água à medida que a garota pulava.
Come to my bed
and I promise
you will see stars
Então, com um movimento rápido, rodou a varinha e seus cabelos estavam secos. Sem parar de pular, os prendeu em rabo de cavalo frouxo. Logo em seguida, colocou o colar, que mais parecia uma coleira, que havia comprado quando ela, Luca, e os pais, Blaise e Luna, visitaram New York.
De tão entretida que estava, não viu quando seu irmão caçula entrou, silencioso, no quarto, carregando uma filmadora trouxa.
Let's have fun together
as fairies in the moon light
So come on baby
Come to my bed
Ainda de costas para a porta, pegou uma minúscula saia jeans que estava sobre a cama e a colocou e, em seguida, deu uma requebradinha, mexendo os quadris no ritmo da música.
O garoto deu um zoom na bunda da irmã nessa hora.
And I promise
Will be better than magic
Foi só quando Mond pegou seu fiel batom preto e se voltou para o espelho que viu o pequeno diabinho ali, parado, a filmando com um largo sorriso no rosto.
- LUCA! – Berrou, olhando para ele através do grande espelho da penteadeira. – MAS O QUE DIABOS VOCÊ ESTÁ FAZENDO?!
- Ganhando dois galeões. – Respondeu Luca, o sorriso quase rasgando sua boca.
Mas o garoto teve que correr logo em seguida, pois Mond, com a varinha em punho, começou a correr atrás dele pelo corredor.
No jardim...
Blaise Zabini abaixou o jornal.
- Querida?
Luna, que procurava gnomos entre as flores com a ajuda de um elfo domestico, olhou para ele.
- Sim?
- Porque Mond está gritando pela casa?
- Luca comprou uma filmadora trouxa.
A resposta pareceu satisfazer o negro, que voltou ao seu jornal.
- VOLTA AQUI, MOLEQUE!
- AHHHHHHHHH! MÃEEEEEE!
Os Potter – Largo Grimmauld n°12
Quando se é caçula numa família como os Potter, é natural conviver com coisas estranhas. Tão natural que, depois de um certo tempo, você começa a nem achar as coisas tão estranhas assim.
Como quando se tem oito anos e as garotas mais velhas pedem sua opinião sobre moda, só porque você é sobrinha de Annabelly Weasley, a grande modista do momento. E seguem a risca toadas as besteiras que você fala de brincadeira. Ou quando, alguns anos mais tarde, milhares de adolescentes cheias de esperanças – e loucas para serem iludidas – lhe paparicam só para você falar bem delas para seu irmão mais velho. Ou quando repórteres tiram fotos suas comprando seu primeiro sutiã –aquele ridículo, cheio de unicórnios coloridos - ou comprando calcinhas novas. Sem falar nas entradas grátis para todos os jogos de Quadribol da temporada. E dos encontros que viraram primeiras páginas do Profeta Diário.
Lílian Potter estava habituada a tudo isso e mais um pouco. Mas nada – nadinha mesmo – era mais bizarro que discutir métodos de azaração e tortura para possíveis pretendentes a projetos de namorado com James Sirius Potter.
A ruiva ainda estava descabelada e de pijama, se espreguiçando em sua cama, quando James invadiu seu sossegado quarto parecendo muito introspectivo. E antes que Lílian pudesse perguntar o que diabos ele estava fazendo ali, o garoto simplesmente puxou a cadeira de sua escrivaninha e acomodou-se nela, ficando bem de frente para a irmã, ainda sentada debaixo dos cobertores na cama. Ao lado da cadeira, um pacote marrom amarado com barbantes que ele tinha trago consigo.
- Lily... – Ele começara. - ... Esse ano apenas você e Albus iram para Hogwarts... – Nesse tom havia nostalgia. - ... E, como seu irmão mais velho, eu me sinto no dever de ter essa conversinha com você.
E quando Lílian deu por si, James já tinha iniciado um discurso, seu tom totalmente paternal e sério, a respeito de hipogrifos machos e hipogrifos fêmeas, virtudes que deveriam continuar intocadas, armários de vassouras, corredores desertos e/ou escuros e salas vazias. Então, ele emendou esse assunto ao fato dela já ser uma mocinha crescida e completou afirmando com veemência que os garotos naquela idade – como se ele fosse tão mais velho- só pensavam naquilo e que, por isso, ela deveria se cuidar: se algum rapaz lhe chamasse para dá um passeio no castelo à noite, sua resposta deveria ser um "não" bem taxativo. Se ele insistisse, ela deveria azará-lo. Se mesmo assim o cara não desistisse, ela deveria chamar Albus. Se nada disso desse jeito no atrevido, ela deveria reclamar diretamente á ele. Convites para encontros – e ele praticamente cuspiu a ultima palavra- deveriam ser tratados da mesma maneira.
Lílian já estava pensando numa boa azaração para lançar contra ele quando James, ainda sério e compenetrado em ensinar a irmãzinha a se defender dos garotos cheios de hormônios e camisinhas que a esperavam em Hogwarts, pegou o pacote que estava no chão, e entregou para a irmã.
- Agora eu quero que você escute com atenção, Lily. – James passou a mão pelo cabelo, o bagunçando, e abaixou um pouco o tom de voz. – Eu pensei muito antes de tomar uma decisão. Antes de tomar essa decisão. – Então ele inclinou o corpo para mais perto dela. – Eu pensei em passá-la para Albus, mas depois, achei melhor deixa-la com você. Use-a com sabedoria e responsabilidade. Use-a para se livrar dos garotos de Hogwarts.
E saiu do quarto da ruiva da mesma maneira que entrou: sem cerimônia.
Antônima e sonolenta, Lílian ainda ficou alguns segundos imóvel, segurando o pacotinho dado por James, enquanto olhava para a porta fechada. Quando caiu em si e percebeu que toda aquela conversa havia sido real, e não um sonho bizarro, resolveu abrir o embrulho.
Piscou.
Sorriu.
Riu.
Gargalhou.
"Merlim!" pensou "O James não pode ser tão ingênuo!Como se eu fosse mesmo desperdiçar isso para me livrar de encontros!".
Diante de seus olhos, a solução para a coisinha que compartilhava com Mond e Hugo.
Diante de seus olhos, o passaporte para um ano que seria divertido e inesquecível.
Diante de seus olhos, a capa de invisibilidade do seu pai.
Ainda estava gargalhando quando quando a porta foi aberta novamente e um Albus sorridente entrou no quarto.
-Sabe qual é a maior vantagem de herdar do Mapa Maroto, Lily? - Perguntou, assim que a irmã, completamente corada, parou de rir.
Corada pelo riso, e ainda feliz de ter aquele artefato em seu poder, Lilian olhou para o irmão, encostado na soleira da porta.
-Não tenho a menor ideia, Albus.
- Ele te dá visão total. - Respondeu. - Te mostra tudo. Inclusive pessoas escondidas sob capas de invisibilidade... - E, sorrindo, saiu do quarto, enquanto Lilian, furiosa, jogava as almofadas da cama nele.
Num Quarto Qualquer – Travessa do Tranco
Até onde Theodore Jr. Nott sabia, uma mulher muito má e vingativa havia inventado a gravata, para amarar e sufocar o homem e deixa-lo tão fraco que pudesse ser puxado e levado para onde ela quisesse, como um cachorrinho treinado.
Usar um desses artefatos de tortura sempre o fazia sentir-se nervoso, inquieto e mal humorado.
Não que ele fosse sorridente e falante normalmente.
Acontece que gravatas apertadas, sapatos polidos e uma atitude nobre e elegante eram requisitos necessários em restaurantes chiques, como o Boca de Mel, com seu piso brilhante, candelabros de cristal e vasos turcos que sustentavam flores que pareciam ter vindo de outro planeta.
A verdade era que Theodore preferia mil vezes está em um bom e velho esfumaçado pub, onde um cara podia acender seu cigarro e falar o que lhe viesse á cabeça. Porque, na opinião de T.J, era em lugares como esses que homens de verdade falavam de negócios.
Mas os sócios de seu pai tinham uma opinião bem diferente. E seu pai o havia empurrado para aquela reunião, com a desculpa que seria um bom aprendizado para ele.
Mas ele sabia que era porque o velho queria levar sua madrasta para um jantar romântico. E Theodore gostava muito de Angelina para estragar a noite dela.
Por isso, havia colocado a maldita gravata, os malditos sapatos brilhantes e o maldito terno. E, claro, amarrado os cabelos escuros e compridos de um modo que lhe fazia parecer muito elegante.
Depois de um longo e chato jantar, onde os velhos haviam bebido muito e resolvido pouco, T.J pôde respirar o ar puro da noite, arrancar a odiável coleira do pescoço para joga-la junto com o paletó na lata de lixo mais próxima.
Depois de acender seu mais destrutivo vicio, o cigarro, rodou sem rumo e sem vontade de voltar para Mansão. Quando deu por si, estava na Travessa do Tranco, na entrada de um pub pequeno e fedido a fumaça, odor esse que ficou mais forte quando a fumaça de seu próprio cigarro se misturou as outras.
Bebeu.
Jogou cartas.
Fumou de novo.
E, agora, havia acordado em um quarto completamente desconhecido e com uma dor de cabeça horrível.
Os olhos castanhos arderam, a luz fazendo sua cabeça já pesada da ressaca se tornar ainda mais dolorida.
Tentou sentar na cama, mas algo impediu essa ação: duas lindas bruxas, uma loira e outra ruiva, uma de cada lado, abraçavam seu corpo. Quatro pernas bem torneadas entrelaçavam as suas. E os perfumes femininos se misturavam ao seu.
T.J já tinha certa experiência no assunto, por isso conseguiu sair da cama sem acorda-las e, sem surpresa alguma, descobriu que estava nu.
Catou sua cueca e calça pelo chão, indo até o banheiro tomar uma ducha rápida. Quando voltou para o quarto, a ruiva já havia acordado e tentava abotoar o vestido.
- Bom dia, gostosão.
T.J sorriu, consciente de que um não saberia dizer o nome do outro.
- Dia. – E a voz saiu rouca.
- Já vai? – A ruiva perguntou ao vê-lo pegar a camisa que havia ficado sobre uma cadeira, vesti-la e começar a abotoá-la.
- Já. – Respondeu mais por educação que por vontade.
- Hogwarts? – Perguntou ela procurando a calcinha pelo chão.
- É.
- Você não gosta de falar, né gostosão? – Indagou divertida. – Eu percebi isso, noite passada. Não que a gente tenha precisado de palavras, no fim das contas... – E riu.
Ele não respondeu. Mas se aproximou lhe beijando a boca com vontade, até os lábios dela, e os dele, ficarem inchados e vermelhos.
Logo em seguida, com um estalo seco, já estava no jardim da sua casa.
Os Longbottom – Casa Perto da Floresta Proibida
As árvores coloriam-se de verde, as flores desabrochavam ao calor do sol de Setembro, os pássaros voavam através de um céu sem nuvens. Até o Salgueiro Lutador parecia mais amistoso aquele dia.
O mundo estava feliz.
Alice Longbottom estava deitada na grama verde, à sombra de um lustroso carvalho, os olhos azuis celestes fechados, uma brisa suave e refrescante batendo em sua pele e assanhando seus cabelos negros.
Ela respirou fundo, um sorriso manhoso aparecendo nos lábios rosados, os olhos ainda fechados. Todos os músculos de seu corpo pareciam dominados pela preguiça.
Uma das vantagens de morar ao lado da escola era não precisar arrumar as malas, concluiu sonolenta.
A outra era poder nadar a noite no Lago Negro durante as férias.
Pelada.
Riu alto.
Frank ficaria furioso se soubesse daquele detalhe. Mas ele não sabia pois, por mais ingênua que às vezes ela fosse, era espertinha o bastante para só fazer aquele tipo de traquinagem quando o irmão gêmeo saia a noite, geralmente as escondidas, para algum lugar com T.J Nott ou com alguma garota com quem ele estava de namorico.
O problema de Frank era o fato de ele ser tão super-protetor com ela sempre, e tão pouco preocupado com ele próprio sempre, também. E por mais que Alice tentasse colocar um pouco de juízo na cabeça louca do irmão, o máximo que conseguia, e quando conseguia, era frear durante um tempinho as ações inconsequentes dele.
Mas Frank não era uma má pessoa ou um delinquentezinho porra-louca, como afirmava o pai, nos momentos de raiva. Frank era bom. E amável. E divertido e tão, tão carinhoso e gentil. Era o melhor irmão do mundo inteirinho.
Pena que só Alice conhecesse esse lado do irmão.
Com um suspiro, a garota levantou a metade do corpo, ficando apoiada nos braços, deixando os olhos ainda fechados e a cabeça pendendo um pouco para o lado esquerdo, os cabelos soltos.
O vento soprou um pouco mais forte e Alice abriu os olhos.
- Nem pense em fazer isso. – Falou, fazendo Frank Longbottom abaixar os ombros e fechar a cara, irritado por não ter conseguido a pegar de surpresa.
- Como sabia que eu estava aqui? – Questionou, se jogando ao seu lado.
- Você está fendendo, maninho. – Informou rindo. – Fedendo a uísque e a perfume feminino. – Olhou para ele, que estava deitado com os braços atrás da cabeça. – Saiu com Theodore novamente?
Frank bocejou antes de responder.
- Ah, não. T.J tinha um jantar de negócios do pai para ir. – Outro bocejo. – Então saí sozinho.
- Mas não dormiu sozinho. – Concluiu ao vê as olheiras nos olhos tão azuis quanto os seus próprios. – Alias, por essa sua carinha acho até que você fez de tudo noite passada, excerto dormir.
Frank riu.
- Acertou na mosca! – E seu tom saiu pomposo. – Alice, meu anjinho, eu fiz coisas noite passada que você só vai poder fazer quando tiver devidamente casada e lá para os 40 anos.
Agora foi a vez de ela rir.
- Nossa! A noite foi mesmo tão animada?
- Você não faz nem ideia. – Pausa. – Ainda bem.
Alice rodou os olhos, mas depois sorriu, cantarolando:
- Papai não vai te deixar entrar em casa assim.
Frank olhou para a irmã: os cabelos negros e ondulados ao vento, o rosto sem maquiagem e o vestidinho hippie lilás.
Depois pensou em si mesmo: os cabelos negros estavam despenteados, a calça amassada e sua camisa branca suja de batom estava meio aberta.
Ela estava limpinha e fresca na mesma medida em que ele estava desarrumado e sujo.
Um risinho maldoso tomou conta de sua face. E, antes que ela percebesse, Frank já a tinha no colo.
- O que você está fazendo? – Perguntou gargalhando.
- Já que papai não vai me deixar em casa nesse estado. – Ele começou a carregá-la para as margens do Lago. – Vou tomar uma ducha.
E depois de jogá-la na água, pulou atrás.
Os Malfoy – Mansão Malfoy
Weasley's e Malfoy's eram inimigos.
Ou, pelo menos, a maioria deles assim pensavam.
Não foi com bons olhos que Malfoy's e Weasley's viram a amizade entre seus filhos. E nem foi com alegria e contentamento que viram essa mesma amizade crescer e gerar frutos. Mas, apesar de todas as objeções, criticas ácidas e proibições foi exatamente isso que aconteceu.
E, embora Astoria Malfoy achasse que todos os Weasley's deveriam ser banidos do convívio publico, nem mesmo ela poderia negar que aquela garota Weasley tinha talento com as telas. Principalmente para pinturas magicas.
O homem desenhado era mesmo fascinante. E a pintura estava realizada com um assombro de detalhes. Não estava nu, é claro, mas o corpo estava expresso de uma maneira que indicava poder, e uma esmagante sensualidade. Embora sua pose pudesse ser casual, Astoria teve a nítida sensação de que qualquer outra mulher estaria contemplando um predador preparado para entra em ação a qualquer momento.
Com um olhar critico, a mulher observou os músculos, que apareciam apesar de estar desenhado de camisa, e depois direcionou o olhar para o desenho como todo e decidiu que ele tinha proporções adequadas para sua altura e peso.
Perfeito. As vezes se perguntava como, em mome de Salazar, pudera da a luz a um ser tão perfeito.
Enquanto contemplava os afilados e bonitos contornos do rosto, e os lábios – com o diabólico sorriso da família – percebeu que uma ligeira brisa agitando as mechas loiras, clareadas ainda mais pelo sol que receberam durante os treinos de quadribol, que se chegavam a baixo do pescoço, que as garotas costumavam dizer que havia sido feito especialmente para receber beijos. Os olhos azuis metálicos eram maliciosos e sua sobrancelha bonita estava erguida, num tipico gesto de orgulho Malfoy.
É. Weasley's podiam ser inúteis em vários aspectos, porém Astoria não podia negar as habilidades da garota Weasley para pintura.
-Mãe? - A voz rouca de Scorpius Malfoy chegou a seus ouvidos.
Astoria levantou a vista do homem do desenho em suas mãos apenas para ver o mesmo ali, em carne e osso, na sua frente. E ele parecia incrivelmente mais bonito assim.
- Olá, meu querido. - Astoria sorriu, materna, deixando a pintura sobre a mesinha onde a encontrara. - Vim lhe ajudar com a bagagem. - Informou. - Mas você já resolveu tudo... - Comentou apontando para as malas já feitas ao lado da cama.
Scorpius ergueu um sobrancelha, automaticamente.
-Eu não gosto de deixar nada para ultima hora, a senhora sabe. - Disse, caminhando até a mesinha onde estava a pintura que ganhara de presente de Rose. - Apreciando Weasley's, mamãe? - Perguntou, divertido.
Astoria riu, e rolou os olhos.
- Apreciando você. - Disse, enquanto observava o filho dobrar o desenho e guardá-lo no bolço interno do casaco negro. - Embora, e digo isso com absoluta relutância, a garota Weasley tenha um relativo talento, ele não seria nada sem um modelo tão fabuloso.
Scorpius suspirou.
- Não começa, mãe. Já me bastam essas garotas loucas que me enviaram cartas...
-E calcinhas. - Astoria comentou, lembrando o ocorrido.
O rapaz fez uma careta.
-Arg, não me lembre disso.
Aquilo fez a mãe sorrir e, incapaz de resistir, o filho riu junto. Astoria se aproximou do rapaz, tirando uma mexa que caia sobre seus olhos e acariciando, carinhosa, a face do filho, falou:
- Vou sentir saudades.
Ele beijou a mão em seu rosto, de forma cavalheira.
-Eu também, mãe. A senhora sabe disso.
- Se eu pudesse iria com você. - Choramingou, abraçando o filho. - Todas aquelas garotas se aproveitando do meu bebê...
Scorpius rolou os olhos. Sua mãe, depois de Rose, era a mulher mais ciumenta de sua vida. Ainda bem que ela direcionava maior parte daquele sentimento a Draco, e não a ele próprio... já era bastante complicado tentar controlar o ciúme de Rose – que era grande, apesar de ser mais intenso quando se tratava de Severus.
Scorpius tinha o dom para atrair mulheres possessivas.
E para ama-las.
Porque amava sua mãe a cima de tudo. E era mesmo louco – de uma forma completamente assexuada, lógico – por Rose. Mas, o que podia fazer? Gostava de mulheres problemáticas. Provavelmente era de família.
E, talvez, fosse por conta daquela mania que tinha para gostar de mulheres problemáticas que ele andava pensando tanto na caçula Potter. E não havia, em toda Inglaterra, garota mais problemática que aquela: Uma Potter, irmã caçula de seu melhor amigo, uma Potter, era ruiva – ele tinha aquele fraquinho por cabelos vermelhos – ,uma Potter, irmã de um imbecil como James Sirius Potter e filha de Harry Potter.
Ele já mencionara que ela era uma Potter?
Seu velho provavelmente iria infartar. E ele nem conseguia imaginar a reação da mãe. Mas, o diabo daquilo tudo, era que aquele aparente perigo o deixava ainda mais instigado à tentar algo mais. Gostava de um desafio. Estava em seu sangue. E, a única coisa que ainda o segurava era a certeza que Severus o reprovaria. E ele preferia perder qualquer parte do corpo a perder a amizade de Severus ou a de Rose.
Por isso se mantinha afastado de Lilian Luna Potter. Mas, James Potter estava fora de jogo aquele ano, e Scorpius tinha a ligeira sensação de que aquilo traria problemas para ele.
Família McTylor – Café da Manhã
Apesar do céu bonito, o clima dentro da Mansão era escuro, depressivo.
Combinava com o temperamento do Jason McTylor. Ele estava sentado à cabeceira da mesa, lendo seu jornal. Ao seu lado, Pansy McTylor, igualmente silenciosa, tomava sua xícara de café. Eles haviam tido outra de suas violentas brigas na noite passada.
E Charlotte sabia ser o pivô daquela. Havia sido o de todas as outras .
Não gostava de Jason e, até onde sabia, a reciproca era verdadeira. Mas ele era seu padrasto, e respeito era necessário. E, para evitar brigas, que depois iriam prejudicar apenas a sua mãe, também se mantinha em silencio aquela manhã.
- De que horas vai para a estação, querida? - Pansy perguntou, olhando para a filha.
- Assim que terminar de comer, mãe. - Respondeu baixo.
- Coma logo. - Foi a ordem de Jason.
Mãe e filha engoliram em seco.
Jason não era mau.
Apenas não gostava da enteada.
E Charlotte entendia aquele lado do padrasto. Entedia porque também não gostava dele. Mas amava a mãe, e aquele era o unci motivo de permanecer naquela casa. E, além do mais, para onde iria se saísse dali?
Morar com o pai e o irmão?
Se controlou para não soltar uma gargalhada. Primeiro, porque está não seria feliz e, segundo, porque Jason não gostava de sorrisos. Nem mesmo dos sarcásticos.
-E como vai o seu irmão, garota?
Charlotte tentou esconder a careta, mas foi impossível. Jason quase nunca lhe dirigia a palavra, para a imensa satisfação de ambos. Mas, nas raras vezes que acontecia, era para lhe fazer perguntas daquela natureza. E o que mais a irritava era saber que ele fazia aquilo no intuito de perturba-la, e não por curiosidade.
Normalmente daria uma resposta evasiva ou fingiria que não escutou, mas, pelo cantos dos olhos, viu que a mãe esperava ansiosa pela resposta e por isso, depois de um suspiro, respondeu educada:
-Ele foi indicado para ser o novo apanhador da Sonserina. - Viu a mão sorrir, de forma discreta. - Mas, declinou do convite.
- Porque? - Indagou ele, erguendo uma sobrancelha.
-Não tenho a menor ideia. - Respondeu levantando os ombros. - Acho que Scorpius Malfoy vai assumir a posição.
Suspirou, em puro deleite.
Scorpius Malfoy. O garoto mais desejado da Sonserina. De toda a Hogwarts. E ele seria dela. Com toda a certeza do mundo. Charlotte não conseguia entender o porquê do rapaz ter conseguido resistir durante tanto tempo aos seus avanços. Mas aquilo iria mudar, ah se iria, aquele ano.
Ou ela não se chamaria mais Charlotte K. McTylor.
Bom, ai está os nossos heróis (até parece...) com suas respectivas famílias e vidas. Nada de muito emocionante, eu si,mais achei necessário já que no próximo capitulo a aventura começa.
PS: Astoria Malfoy é sim metade veela e não se fala mais nisso!
DESCULPAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!
Perdão mesmo, de joelhos!
Mas eu tive problemas no PC e tive de digitar tudo só que eu não tinha tempo para fazer isso e acabou demorando muito! Mas eu prometo agilizar as coisas!
Desculpa mesmo, galera!
Agora, vamos lá:
PseudO EscritorA: Desculpe a minha demora, amiga! E que bom que você gostou da fic! Rose é uma das minhas personagens preferidas também. E eu sempre imaginei Scorpius, Rose e Albus grudados, muito amigos. Com uma Rose louca de ciúmes dos dois e eles protegendo ela e tal. Vai ser assim na minha Fic, pelo menos.... Continue lendo! Albus ainda vai lhe dá muitos motivos para ter raiva!
Thays M. Cullen: Ah a Mond é OTIMA! Ela vai botar terror em Hogwarts! Aguarde.... E desculpe a demora!
: A Rose ficou sim pdv com Albus. Mas ela vai ter outros motivos para se irritar com ele no decorrer da historia... Albus é um capetinha! AHAHAHAHA! É o que eu mais gosto nele! Lily ta sim louca por uma bebedeira, e, com os amigos que tem, vai conseguir uma! Desculpe pela demora!
Kacau L. M.: Albus é sim idiota. Mas é tão bonitinho que a gente perdoa. A Rose que o diga! Espero que você esteja gostando, mesmo. E desculpe a demora.
ma weasley: Oi! Que bom que você esta gostando. E desculpe ter demorado tanto par apostar, tá? Continue lendo!
Débora Weasley Malfoy: Desculpe a demora miga, mas antes tarde do que nunca, né? Ai o capitulo um para vocês! Que bom que você gostou tanto! Fico realmente muito feliz!
Comentem!
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BEIJÃO!!!
